09/08/2008 - 13:58h Brasil lidera expansão econômica, diz OCDE

O Estado de São Paulo

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O Brasil lidera a expansão do ciclo de atividade econômica entre as principais economias do mundo, acompanhado apenas pela China: as únicas grandes economias em crescimento. Segundo um estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o crescimento dos países do G-7 (mais desenvolvidos) deve sofrer uma desaceleração ainda maior nos próximos meses. Índia e Rússia também devem perder potência na expansão. Os indicadores da OCDE servem para dar sinais antecipados de “picos e de retração num ciclo de crescimento das atividades econômicas”.

08/07/2008 - 13:01h Onda de otimismo

Nelson de Sá - Toda Mídia

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Com metade da capa ocupada por anúncio do banco de investimentos Lehman Brothers, que divulga “orgulhosamente a expansão da presença no Brasil”, o “Financial Times” publica hoje um caderno de seis páginas sobre o país “à beira de se tornar superpotência”.

Na manchete, “Surfando uma grande onda de otimismo”, e logo abaixo, “Mas a tarefa de transformação está longe de completa”. Também em destaque na capa, “É entre os grupos de menor renda que as mudanças mais importantes estão acontecendo”.

Outras reportagens dos correspondentes Jonathan Wheatley, Andrew Downie e John Rumsey e do editor de América Latina, Richard Lapper, abordam “Uma lista impressionante de realizações” sociais e econômicas do “Worker’s Party”, o PT, com exemplos sobre a melhoria no padrão de vida Jardim Ângela; o suposto “declínio nos homicídios num país altamente perigoso”; a distante perspectiva de uma reforma política; os nomes para 2010, com destaque para quatro, José Serra, Dilma Rousseff, Aécio Neves e Ciro Gomes; mais Tupi, a Amazônia etc.

Escrito por Nelson de Sá - Toda Mídia

27/04/2008 - 09:38h Avanços para os gays na AL


Países da região começam a adotar leis que garantem direitos a casais homossexuais

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Janaína Figueiredo - O Globo

Correspondente • BUENOS AIRES

Por recente decisão da Corte Suprema do Chile, adotada após um pedido da Igreja Católica, a professora Sandra Pavez foi proibida de continuar dando aulas de religião, trabalho que exerce há mais de 20 anos, por ser homossexual.
O caso contrasta drasticamente com a realidade que vivem outros países latino-americanos, como o Uruguai, o primeiro a aprovar em seu Congresso uma lei nacional que prevê a união civil entre pessoas do mesmo sexo. A medida, que começou a vigorar este ano, é inédita na região.

Paralelamente, cidades como Buenos Aires, Bogotá e o Distrito Federal mexicano permitem a união civil entre homossexuais e a Constituição venezuelana de 1999 inclui uma lei que prevê o respeito à diversidade sexual, iniciativa que também poderia ser incorporada pelas futuras constituições da Bolívia e Equador, ainda em discussão.

Do lado dos países mais fechados e menos avançados na defesa dos direitos homossexuais estão, além do Chile, Costa Rica, Peru e Paraguai.

Embora tenham eleito uma mulher, Michelle Bachelet, como presidente, em 2006, os chilenos ainda conservam um perfil profundamente conservador.

O Movimento de Integração e Liberação Homossexual (Movilh), em parceria com o deputado socialista Marco Enríquez Ominani, apresentou um projeto para aprovar uma lei de casamento e reconhecimento da união civil entre homossexuais, mas a iniciativa tem poucas chances de prosperar.

Pioneirismo no Uruguai

Já os uruguaios demonstraram ser um dos mais revolucionários em matéria de diversidade sexual. Atualmente, o Congresso do país está debatendo um projeto para dar sinal verde à adoção de crianças por parte de casais homossexuais. O fato de ser um país laico ajuda o Uruguai a avançar mais rapidamente.

Na Argentina, as cidades de Buenos Aires, Villa Maria (província de Rio Negro) e Santa Fe permitem a união civil entre pessoas do mesmo sexo. ONGs locais estão lutando para aprovar um projeto de lei nacional sobre o casamento de homossexuais, já que a união civil não prevê os mesmos direitos que o casamento. Os ativistas argentinos também defendem o direito dos transexuais modificarem sua identidade e a adoção de crianças por parte de casais homossexuais. Ambas propostas ainda não foram tratadas pelo congresso.

Carta da Venezuela cita discriminação

Um dos casos mais interessantes do continente é o venezuelano. A Constituição do país, elaborada pelo governo do presidente Hugo Chávez, afirma que “não serão permitidas discriminações fundamentadas em raça, sexo, religião ou condição social”. Bolívia e Equador, países que passam neste momento por processos de reforma constitucional, poderiam incluir direitos semelhantes em seus novos textos constitucionais.

Os países do Mercosul estão avançando de forma expressiva. No ano passado, os governos de Brasil, Argentina e Uruguai solicitaram à ONU a realização de uma convenção mundial para discutir os direitos homossexuais.

Dentro do bloco, o trabalho é realizado pela Rede de Altas Autoridades em matéria de Direitos Humanos, integrada por todos os secretários de direitos humanos do Mercosul, mais países associados e órgãos estatais de combate à discriminação.

Em 2007, foi criado o Grupo Técnico de Diversidade Sexual, que este ano organizou um seminário no Uruguai com a participação da sociedade civil. Durante o encontro, foi elaborado um Plano de Trabalho que prevê, por exemplo, a aprovação de leis contra a discriminação e a realização de campanhas nacionais a favor dos direitos dos homossexuais

Longa espera no Congresso no Brasil

Demétrio Weber - O Globo

BRASÍLIA. O Brasil convive com altas doses de preconceito contra o homossexualismo.

O projeto de lei que regula a união civil entre pessoas do mesmo sexo, apresentado pela então deputada Marta Suplicy, hoje ministra do Turismo, está na Câmara, à espera de votação, há 13 anos. O Congresso discute ainda propostas para criminalizar a homofobia, autorizar a troca do primeiro nome de transexuais, obrigar planos de saúde a atender dependentes gays, assim como permitir que casais gays adotem crianças.

— Até hoje tem gente que fala que homossexualismo é questão de saúde pública, como se fosse doença — resume o assessor especial da Secretaria Especial de Direitos Humanos, da Presidência, José G u e rr a .

No Congresso, segundo Guerra, as atenções estão voltadas para a votação do projeto de lei 122/2006, que criminaliza qualquer discriminação com base na orientação sexual, desde a recusa em alugar um apartamento, contratar um empregado ou hostilizar e agredir verbalmente alguém por causa de sua opção sexual.

A proposta está na Comissão de Assuntos Sociais e recebeu parecer favorável da relator Fátima Cleide (PTRO).

Em 1987, os constituintes brasileiros rejeitaram a proposta de incluir, na nova Constituição, a proibição expressa de discriminação ligada à orientação sexual. O Código Penal Militar ainda classifica como crime o ato sexual entre militares do mesmo sexo. Quem vive em união estável com pessoa do mesmo sexo não tem direito assegurado a herança ou p e n s ã o .

— Não há uma legislação geral, só atitudes esparsas que aceitam a união civil. Você fica à mercê de entrar na Justiça para garantir esses direitos — diz Guerra.

25/03/2008 - 13:13h Buenos Aires acolhe exposição de Tarsila do Amaral

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Quadro Abaporu, de Tarsila do Amaral; artista brasileira ganha mostra na Argentina

Efe, em Buenos Aires - Folha Online

O Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (Malba) iniciará sua temporada com uma mostra única sobre a artista brasileira Tarsila do Amaral, a exposição “Tarsila Viajante”.

A exposição, que começa no próximo sábado (29), inclui 80 pinturas, 60 desenhos e cadernos de viagem e reúne três obras mais emblemáticas: “Antropofagia”, “A Negra” e “Abaporu”, quadro o qual deu origem ao chamado movimento antropofágico. A mostra já foi exibida na Pinacoteca em São Paulo.

A pintora (1886-1973) manteve nos anos 1920 uma estreita relação com intelectuais argentinos como Jorge Luis Borges, e fora do Brasil sua obra só foi reconhecida em estreitos círculos culturais.

A mostra, que será inaugurada em Buenos Aires, vai ser “uma grande descoberta” para os argentinos, afirmou o curador-chefe do Malba, Marcelo Pacheco.

“Tarsila Viajante” recolhe obras que a artista produziu nos anos 1920 durante suas viagens por Europa, Brasil, a ex-União Soviética e o Oriente Médio.

Será a primeira vez que uma retrospectiva individual de toda a obra de Tarsila poderá ser vista na Argentina.

Pacheco disse que a exposição é uma oportunidade única para ver reunidas as obras fundamentais de Tarsila, uma das melhores artistas do século 20, e cuja particularidade é que a visão de suas obras permite entender o mundo contemporâneo.

“Tarsila tem a ver com a construção da cultura, da literatura, do cinema e da fotografia européia e latino-americana; do culto e do popular”, disse.

“Tarsila Viajante”, organizada pela curadora Regina Teixeira, ficará em exposição no Malba entre 29 de março e 2 de junho.

18/02/2008 - 09:09h Acuerdo con Brasil para la fabricación de armamento

EL PRESIDENTE BRASILEÑO ESTARA EL VIERNES EN LA CASA ROSADA

A presidenta de Argentina, Cristina Kirchner quando foi recebida pelo président Lula foto : Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

El convenio, de “producción para la defensa”, lo firmarán Cristina y Lula.

Los gobiernos de Brasil y la Argentina encararán la fabricación conjunta de diversos tipo de armas, tanto para la defensa regional como la exportación. Es lo que se desprende de uno de los acuerdos -el de “producción para la defensa”- que el viernes firmarán en la Casa Rosada la presidenta Cristina Fernández y su par de Brasil, Inacio Lula Da Silva.Hace ya varios años que Brasil pudo perforar el cerco tendido por el exclusivo club de países exportadores de armamento, una industria muy redituable y que siempre tiene compradores. (more…)

12/12/2007 - 16:26h Brasil esta com vento em popa, mas menas… faltam mais de 30 anos

Brasil está entre as cinco maiores potências mundiais

Plantão |

Liana Melo, O Globo

RIO - O Brasil foi incluído entre as cinco maiores potências mundiais até 2040, segundo pesquisa da Fundação Milken. É a primeira vez que o país é incluído num levantamento como este, ao lado da China, Índia, Estados Unidos e Alemanha.

Fatores como desenvolvimento de uma tecnologia única do país em agricultura tropical, uma elite bancária eficiente, um sistema financeiro sólido e de alta tecnologia, recursos naturais e grandes descobertas de novas reservas minerais, e ainda a quase eliminação do analfabetismo colocam o Brasil no foco da economia mundial.

- O Brasil está vivendo um momento inédito, sendo visto de fora com mais otimismo do que nós mesmos podemos avaliar. Os próximos 30 anos poderão levar o Brasil a um novo papel neste cenário de grandes potênciais - afirma Antonio Cortese, diretor da TEC Brasil e um dos sete brasileiros presentes à Conferência Mundial da TEC/Visage, onde o país foi eleito potência econômica.

12/12/2007 - 16:17h Brasil esta com vento em popa, mas menas… faltam mais de 30 anos

Brasil está entre as cinco maiores potências mundiais

Plantão |

Liana Melo, O Globo

RIO - O Brasil foi incluído entre as cinco maiores potências mundiais até 2040, segundo pesquisa da Fundação Milken. É a primeira vez que o país é incluído num levantamento como este, ao lado da China, Índia, Estados Unidos e Alemanha.

Fatores como desenvolvimento de uma tecnologia única do país em agricultura tropical, uma elite bancária eficiente, um sistema financeiro sólido e de alta tecnologia, recursos naturais e grandes descobertas de novas reservas minerais, e ainda a quase eliminação do analfabetismo colocam o Brasil no foco da economia mundial.

- O Brasil está vivendo um momento inédito, sendo visto de fora com mais otimismo do que nós mesmos podemos avaliar. Os próximos 30 anos poderão levar o Brasil a um novo papel neste cenário de grandes potênciais - afirma Antonio Cortese, diretor da TEC Brasil e um dos sete brasileiros presentes à Conferência Mundial da TEC/Visage, onde o país foi eleito potência econômica.

10/12/2007 - 12:08h Seis presidentes criam o Banco do Sul


La entidad, cuyo objetivo es financiar el desarrollo económico y social de los países de la región, es respaldada por Argentina, Brasil, Venezuela, Bolivia, Paraguay y Ecuador. Uruguay lo suscribirá mañana. El acto de lanzamiento se realiza en Casa de Gobierno. Lula dijo que era “un paso decisivo en la integración de América del Sur.

Fonte Clarín

09/12/2007 - 12:01h Brasil já é o 2º país em empresas na Bolsa de Nova York


São 33 empresas listadas, mais do que a França e o Reino Unido e abaixo apenas do Canadá, que tem 80

Jamil Chade e Patrícia Campos Mello

O Estado de São Paulo

O Brasil já é o segundo país estrangeiro em número de empresas listadas na Bolsa de Nova York (NYSE), com 33, atrás apenas do Canadá, que tem 80. Nos últimos 12 meses, o País passou na frente da França e do Reino Unido. Segundo levantamento do Bank of New York Mellon obtido pelo Estado, o volume negociado de ações das empresas brasileiras com ADRs listadas em bolsa (Bolsa de Nova York e Nasdaq) ultrapassou o volume das ações na Bovespa.

(more…)

09/12/2007 - 11:56h Brasil já é o 2º país em empresas na Bolsa de Nova York


São 33 empresas listadas, mais do que a França e o Reino Unido e abaixo apenas do Canadá, que tem 80

Jamil Chade e Patrícia Campos Mello

O Estado de São Paulo

O Brasil já é o segundo país estrangeiro em número de empresas listadas na Bolsa de Nova York (NYSE), com 33, atrás apenas do Canadá, que tem 80. Nos últimos 12 meses, o País passou na frente da França e do Reino Unido. Segundo levantamento do Bank of New York Mellon obtido pelo Estado, o volume negociado de ações das empresas brasileiras com ADRs listadas em bolsa (Bolsa de Nova York e Nasdaq) ultrapassou o volume das ações na Bovespa.

Em 2006, as ADRs das 32 empresas brasileiras listadas movimentaram US$ 251 bilhões, ante US$ 233 bilhões negociados pela 394 empresas da Bovespa. De janeiro a setembro de 2007, a tendência se manteve (434 empresas com volume de US$ 342 bilhões, ante 33 empresas e US$ 354 bilhões). Os ADRs são recibos de empresas estrangeiras negociados nos Estados Unidos, equivalentes a ações.

“Hoje, o Brasil está mais bem representado que Reino Unido, França ou China na bolsa americana”, afirmou ao Estado Alexandre Ibrahim, diretor-gerente do departamento responsável por atrair clientes para a Bolsa de Nova York. “Estamos muito satisfeitos com os resultados.Esperamos que esse número de empresas continue a crescer e possamos passar para 40 em 2008”, disse Ibrahim. Ele afirma que a Bolsa está em negociações com algumas companhias. Segundo fontes do mercado, a BM&F seria uma das empresas cogitando lançar ADRs.

Ibrahim adverte que, apesar da liderança brasileira, os chineses vem crescendo a um ritmo acelerado nos últimos anos e já contam com 25 empresas listadas. Entre as empresas estrangeiras, o Canadá é quem está mais bem representado, com cerca de 80 companhias. A proximidade da economia americana, porém, é o que explica a presença canadense.

SUCESSO

Além do maior número de empresas listadas, o Brasil tem também as ações estrangeiras mais negociadas - Petrobrás e Companhia Vale do Rio Doce são, ano após ano, as ações estrangeiras com maior liquidez na NYSE. Segundo Curtis Smith, vice-presidente da área de ADRs do Bank of New York Mellon, o Brasil está se beneficiando do volume de investimento recorde em fundos internacionais, principalmente nos chamados “fundos de mercados emergentes”, “fundos BRIC” e “fundos regionais”.

Em 2006, 93% dos novos recursos aplicados em fundos de ações nos EUA foram investidos em ações estrangeiras. Os fundos de ações globais captaram US$ 148 bilhões e os de ações americanas, apenas US$ 12 bilhões. “Muitos investidores querem ter parte de seu dinheiro aplicado no Brasil - e grande parte opta por investir em ADRs, porque é menos burocrático do que abrir uma conta de investidor estrangeiro no Brasil e comprar ações locais na Bovespa”, diz Smith.

O volume de negócios envolvendo os papéis das multinacionais brasileiras na NYSE aumentou 84% em 12 meses e as ações já movimentam US$ 2,2 bilhões por dia, um recorde. A alta ficou bem acima da média das ações latino-americanas, de 55% em um ano.

Para as empresas brasileiras, estar listada em Nova York dá acesso a um volume enorme de recursos. No total, 20% dos US$ 4,1 trilhões investidos em ações nos EUA estão em papéis de empresas estrangeiras (em 2006 eram 18%). Além disso, vários fundos querem pegar carona na “onda BRICs”, mas só podem investir em ações que liquidam no mercado americano, para não ter risco de conversão. “Muitos investidores que começaram a investir em empresas do Brasil recentemente optam por ADRs, pois é mais fácil”, diz Smith. “Já um investidor maior ou mais sofisticado, que vai investir em 20, 30 ações brasileiras diferentes, vai na Bovespa.”

Segundo os executivos da Bolsa de Nova York, há um interesse cada vez maior de traders pelos papéis de companhias brasileiras. E por que não há mais empresas lançando ADRs? “Existe uma demanda enorme dos investidores por ADRs brasileiras, o problema é que é difícil e caro cumprir todas as exigências para listagem, elas ficaram muito mais rígidas depois da Lei Sarbanes-Oxley (baixada após os escândalos contábeis da Enron)”, diz Smith.

A burocracia e o custo de se adaptar à Sarbanes-Oxley afastou muitas empresas do mercado acionário americano. “Mas está em curso a simplificação da lei, para que a barreira no mercado americano seja mais palatável”, acrescenta Smith.

28/11/2007 - 15:30h Plano Condor: Ditadores argentinos nos bancos dos réus. E os outros?

Elevan a juicio oral la causa por el Plan Cóndor

El juez Torres ordenó elevar la causa a juicio oral. (TN)

1

09:24

El magistrado Sergio Torres dispuso que se juzgue a Jorge Rafael Videla y a otros 16 represores por delitos de lesa humanidad en el marco del acuerdo entre dictaduras latinoamericanas en los 70.

25/11/2007 - 16:20h Brasil toma las riendas en Latinoamérica

Lula da Silva y Hugo Chávez

AmpliarLula da Silva y Hugo Chávez- REUTERS

Nuevas reservas de gas y crudo reafirman su papel de potencia regional y le permiten desmarcarse de Chávez y Morales

J.M. - EL PAÍS

Ni el petróleo de Venezuela ni el gas de Bolivia. Con dos anuncios casi simultáneos el Gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva ha colocado a Brasil como la principal potencia energética de Latinoamérica a medio plazo tanto en la mirada de sus vecinos como de la inversión internacional. Brasilia ha revelado el descubrimiento de una reserva gigante de gas y petróleo frente a la costa del Estado de São Paulo y al tiempo ha decidido descolgarse del proyecto del venezolano Hugo Chávez de construir un gasoducto desde el Caribe hasta el Río de la Plata, el pilar sobre el que descansaba el proyecto energético -y político- del presidente de Venezuela para la región.

Brasil nunca ha ocultado que considera a Suramérica su área de influencia estratégica, y los acontecimientos sucedidos en los dos últimos años en torno a los proyectos populistas en países de la zona como Venezuela y Bolivia habían despertado las alarmas en el Ejecutivo y la diplomacia brasileños. Y no tanto por el carácter político de los Gobiernos de Caracas y La Paz, que ha sido bien manejado por Lula, como por la dependencia energética en la que se estaba sumergiendo el gigante suramericano, que importa el 50% del gas que a diario consume su industria de Bolivia y se había comprometido en el supergasoducto propuesto por Chávez que de construir colocaría a Venezuela en una posición de preeminencia en la política energética del subcontinente.

“Dios es brasileño”

Por eso no es de extrañar que esta semana Lula declarara eufórico “está comprobado que Dios es brasileño” al comentar el hallazgo de unas reservas de crudo ante la costa brasileña que no sólo consagran la ya lograda en 2006 autosuficiencia petrolífera del país carioca sino que lo convierten en un exportador potencial. Itamaraty, el nombre de la sede de la potente diplomacia brasileña, evalúa incluso pedir una solicitud de ingreso en la Organización de Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

El descubrimiento del yacimiento de Tupí, situado frente a la ciudad costera de Santos, supone que Brasil ha encontrado en una sola zona el 50% de todo el crudo que ha tenido disponible en los últimos 50 años. Las prospecciones señalan que en Tupí hay entre 5.000 y 8.000 millones de barriles de petróleo. A día de hoy Brasil extrae 1.800.000 barriles diarios, con unas reservas calculadas -y en las que no entra el nuevo yacimiento- de 12.500 millones. “Ahora me llaman magnate del petróleo”, bromeaba Lula con la presidenta electa argentina Cristina Kirchner, durante la visita que ésta hizo a Brasilia esta semana.

El fin de la dependencia energética ha sido una política de Estado brasileña y una prioridad llevaba con un bajo perfil político por la Administración de Lula. No hay que perder de vista que Brasil se halla a la cabeza de la producción y explotación de biocombustibles. En el país no se vende ni un litro de gasolina que al menos no lleve biocombustible en un porcentaje en torno al 20%, y el mismo mandatario brasileño trata de exportar este modelo al resto del continente. Un proyecto en el que tiene por socio a EE UU. Desde hace décadas se está multiplicando la superficie destinada al cultivo de caña de azúcar, de la que se obtiene el etanol, y sólo en los próximos tres años Brasilia invertirá 15.791 millones de euros en ciencia y tecnología, donde la producción energética tiene un papel clave.

El Gobierno no ha relativizado en lo más mínimo lo que supone el hallazgo del petróleo para su política nacional, y el ministro de Defensa, Nelson Jobim, ya ha pedido que la capacidad militar de Brasil sea incrementada. “En el momento en el que se tiene una gran riqueza nacional en el área del Atlántico, tenemos que estar en condiciones de defenderla”. Jobim anuncia que el país tendrá submarinos de propulsión nuclear. La defensa de la riqueza natural es la misma línea de argumentación empleada para justificar la construcción de bases militares en la frontera amazónica, decisión que despierta recelos en Bolivia.

En paralelo, y tratando de no dar trascendencia al anuncio, la petrolera estatal Petrobras se ha descolgado del proyecto de construir un complejo gasístico denominado Mariscal Sucre, pieza indispensable en el megaoleoducto que apadrina Chávez. “No es atractivo para nosotros”, reconoció su presidente, Sergio Gabrielli.

A nadie se le escapa que, como el mismo Lula ha declarado, “Petrobras es Brasil y Brasil es Petrobas”, y que su Gobierno ha hallado una manera no traumática de descolgarse de un proyecto faraónico con un presupuesto de 23.000 millones de dólares, un desembolso inicial de 8.000 millones, grandes complicaciones técnicas, y una ventaja relativa para el país que debía albergar la mayor parte de los 7.000 kilómetros de tubería.

Brasilia pretende que la desactivación práctica del proyecto de Chávez le produzca los mínimos roces con Caracas, y así el martes el ministro de Exteriores, Celso Amorim, salió en defensa de la integración de Venezuela en el Mercosur ante las críticas de la oposición brasileña. Hace dos meses el presidente venezolano protagonizó uno de sus habituales duelos de declaraciones, esta vez con el Senado brasileño, a quien acusó de “repetir como un loro” las críticas de Washington hacia su régimen.

Por el contrario, el Gobierno de Lula es amistoso en las formas con su homólogo venezolano, pero a nadie se le escapa que ambos persiguen el objetivo de convertirse en referente energético regional y están en un rumbo de colisión que tarde o temprano se producirá. Lula y Chávez tienen previsto reunirse en diciembre, en una cumbre trimestral ordinaria, para tratar sobre energética. Lula acudirá al encuentro en una posición muy diferente y de mucha más fuerza que en el pasado.

Redes tendidas en la vecina Argentina

Apenas horas después del anuncio de la gran reserva de petróleo en la costa atlántica, Brasil ya ha comenzado a cortejar a algunos de sus vecinos para atraerles a la esfera de influencia de su proyecto energético. Así Marco Aurelio García, el influyente consejero en política internacional del presidente Lula da Silva, ha revelado que los técnicos brasileños estiman que en aguas argentinas también hay unas reservas semejantes a las encontradas y ha pedido la colaboración en el proyecto de la brasileña Petrobras con la empresa argentina pública Enarsa. En otro detalle no menor que indica el interés brasileño en la alianza con Argentina, fue Lula en persona quien adelantó personalmente la noticia del hallazgo del yacimiento brasileño al presidente Néstor Kirchner durante la pasada Cumbre Iberoamericana de Santiago de Chile.

Como parte de la misma política, Petrobras va a anunciar esta semana importantes inversiones en una central térmica cercana a Buenos Aires que aumentará para 2010 en más de un 30% su capacidad de producción. Esta inversión supone un fuerte gesto hacia la Administración argentina -y en particular hacia Cristina Kirchner, quien se ha reunido con Lula antes de jurar como presidenta, el próximo 10 de diciembre-, enfrentada a una crisis energética casi crónica debido al fuerte aumento de la demanda y a la deficiencia de las infraestructuras.

El próximo paso de la alianza energética entre Brasilia y Buenos Aires se dará previsiblemente en la cooperación nuclear, una tecnología que ambos países se han declarado dispuestos a desarrollar y un campo en el que Argentina tiene ya experiencia de exportación de reactores nucleares, como el inaugurado este mismo año en Australia. El Gobierno de Kirchner reactivó el Plan Nuclear Argentino en agosto de 2006. Venezuela se ha mostrado interesada en adquirir un reactor argentino, sin que se haya producido respuesta concreta por parte de Buenos Aires.

24/11/2007 - 09:38h Não vi na mídia brasileira: PETRODOLARES, INVERSIONES Y UNA FUERZA DE TAREAS

Las diferencias de peso, más Chávez, en el eje entre Argentina y Brasil

Por: Alcadio Oña
Clarín

ALIANZA. LULA Y CRISTINA FERNANDEZ, EL LUNES, EN BRASILIA.

Dentre varias interpretaciones más, una es ver al eje Brasil-Argentina, que parecen haber alumbrado Cristina Kirchner y Lula da Silva, como la intención de articular una estrategia común en América del Sur. Otra, para nada contradictoria, que sea una fórmula para acotar las ambiciones de Hugo Chávez en la región, tal cual también se deduce de arranque.

Hay un detalle nada insustancial, que le pone marco a cualquier especulación apresurada. El lunes, simultáneamente con la cumbre entre Cristina y Lula en Brasilia, la Argentina cerraba con Venezuela la colocación de un bono por 500 millones de dólares. La plata entró al Tesoro Nacional el martes, en efectivo, y ayudará a dejarle aliviadas las cuentas externas a la Presidenta electa, durante el primer semestre de 2008.

Fue una movida calculada al milímetro, hecha en secreto, para evitar cualquier interferencia de los bonistas -sus abogados, en realidad- que en Nueva York pleitean contra el país. Más que seguro, Cristina estuvo al tanto de toda la movida.

Con el mercado internacional cerrado, Venezuela se ha convertido en una fuente de financiamiento crucial para la Argentina: incluida la operación de esta semana, Chávez ya ha contribuido con más de 5.000 millones de dólares. Gesto fuerte, igual que el gasoil y el fuel oil que bombea hacia acá para amortiguar los sofocones del sistema energético. Eso sí, todo a precios de mercado.

Una cosa es, entonces, acotar las ambiciones de Chávez y otra enfrentarse a Chávez. Está claro que cualquier estrategia regional, la que fuese, pierde sentido con Venezuela afuera: aun con fricciones recurrentes -antes, ahora y más adelante-, es algo que bien saben Lula y el Gobierno argentino.

Está fuera de discusión, acá, la utilidad que puede acarrear un eje con Brasil. Pero también resulta inevitable computar unas cuantas y notorias diferencias de estatura, en la relación bilateral. Entre ellas, las macroeconómicas:

  • El PBI brasileño es cuatro veces mayor al argentino.
  • Las reservas del Banco Central de Brasil ascienden a 176.000 millones de dólares, contra 43.400 millones del BCRA local.
  • Entre enero y octubre, las exportaciones brasileñas totales montaron a US$ 156.000 millones y el superávit comercial, a 42.700 millones. Para nueve meses, las estadísticas del INDEC le dan a la Argentina: US$ 39.400 millones y US$ 7.190 millones, respectivamente.Si se quiere más micro, un trabajo de la consultora Abeceb revela otras asimetrías estructurales igualmente significativas. La industria brasileña es cuatro veces más grande que la nuestra. El sector alimenticio, cinco veces. En textiles, indumentaria y calzado, la brecha es de casi seis. Siete veces, en equipo de transporte. Y arriba de doce, en maquinaria y aparatos eléctricos.

    Diferencia potente es, también, el financiamiento de las inversiones. El Banco de Desarrollo de Brasil (BNDES) tiene una cartera de créditos, a tasas de interés bajas, equivalente a US$ 83.000 millones. Su similar aquí, el BICE, prestó el año pasado por apenas 277 millones.

    Vuelta al cuadro regional y a los pesos relativos de los actores. Así América del Sur resulte un mercado fuerte y nada despreciable para sus exportaciones manufactureras, hace tiempo que Brasil ha trasvasado el enfoque puramente comercial. Pesan, crecientemente, las inversiones y la expansión de sus grupos empresarios en toda la zona. Es lo que se nota, acá, en sectores tan diversos como el frigorífico, la siderurgia y el cemento. Estrategia acompañada desde el Estado, mucho más que operaciones de oportunidad.

    Parte de esa misma dinámica, es el empeño que Brasil pone en garantizarse el abastecimiento de energía y en montar una infraestructura regional que apoye su proyección. Y, a la vez, en atender otros flancos también sensibles: la seguridad, la defensa, el narcotráfico y el impacto del cambio climático.

    Con cierto enfoque crítico hacia la burocracia propia, esta radiografía aparece en un muy reciente trabajo de un equipo de académicos, consultores, analistas de empresas y periodistas brasileños. Fue constituido bajo un nombre que acá trae malos recuerdos: Fuerza de Tareas de Brasil en América del Sur.

    La conclusión del documento es que a su país se le abren dos caminos, diferenciados, aunque en varios puntos confluyentes. Uno, que Brasil apueste con todo a sus intereses en la región, la potencie, la juegue en los foros internacionales y haga mayores concesiones a los vecinos menores. Otro, darle prioridad a la integración en la economía mundial y que esto “demarque” su política regional.

    En fin, complejidades de las políticas de Estado. Si se prefiere, articulaciones internas, amplias e ineludibles, cualquiera fuese el eje que se proyecte.

  • 27/10/2007 - 12:53h Para Cristina, Brasil é modelo a seguir


    Favorita, mulher de Kirchner deve manter boa relação com País que investiu US$ 6,8 bi na Argentina em 5 anos

    Ariel Palacios, BUENOS AIRES - O Estado de São Paulo

    Os quase quatro anos e meio de governo do presidente Néstor Kirchner alternaram momentos de lua-de-mel com o Brasil e de confronto com seu principal sócio no Mercosul. Kirchner, fiel a seu estilo sem papas na língua, não hesitou, em diversas ocasiões, em desferir fortes golpes contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o empresariado brasileiro.

    link Leia mais sobre as eleições

    “Há um lugar na OMC, o Brasil o quer. Há uma vaga na ONU, o Brasil a quer. Há uma cadeira na FAO, o Brasil a quer. Até quiseram eleger o papa!”, desabafou Kirchner em 2005, em plena crise diplomática. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) “é dura e impiedosa” e quer “desindustrializar a Argentina”, atacou, na mesma época. Mas, desde o final daquele ano, as relações entre os dois lados da fronteira desenvolveram-se sem grandes problemas. Kirchner voltou a tratar bem o Brasil.

    Para reafirmar os laços com o País e convencer os empresários brasileiros a continuar investindo na Argentina, a candidata Cristina Kirchner esteve em Brasília em plena campanha. Se eleita no primeiro turno de amanhã - como prevêem oito de nove pesquisas divulgadas ontem, que lhe dão de 41% a 49,4% das intenções de voto -, ela terá de conviver com o governo Lula até 2010. Segundo disse ao Estado Ceferino Reato, autor da biografia não autorizada Lula, a Esquerda no Divã, a relação de um eventual governo de Cristina com Lula “está bastante bem encaminhada”.

    Reato diz que os confrontos de Kirchner com Lula, no passado, foram provocados pela crise econômica que assolava a Argentina no início de seu mandato. “Lula e Kirchner construíram uma convivência satisfatória para ambas partes”, acredita o autor. Segundo ele, a Argentina de Cristina aceitará a liderança do Brasil. “Mas nunca a hegemonia brasileira.”

    Desde o início do governo Kirchner, o intercâmbio comercial entre os dois países saltou de US$ 9,23 bilhões, em 2003, para cerca de US$ 20 bilhões, este ano. Um recorde histórico.

    Cristina, em seu comício de lançamento de candidatura, em junho, indicou que o modelo econômico brasileiro era um exemplo a ser seguido e até citou explicitamente a Embraer como empresa a ser invejada pelos argentinos.

    Para o ex-Secretário de Comércio Dante Sica, não haverá mudanças no trato entre os dois países. “Se Cristina for eleita, manterá a linha atual, com algumas nuanças”, disse ele ao Estado. “Considero que ambos países deverão definir uma política de defesa comercial comum contra a China”. Segundo Sica, os pontos de conflito foram delimitados e não afetam mais a relação bilateral.

    Os analistas indicam que Cristina aprofundará as relações políticas e comerciais com o México, que servirá como contrapeso à influência do Brasil na região. Em relação à Venezuela, os analistas sustentam que Cristina manterá uma boa relação com o presidente Hugo Chávez, cujo governo defendeu, recentemente, perante empresários na Europa. No entanto, mais do que motivos políticos, essa proximidade seria necessária pela dependência argentina do petróleo venezuelano e da compra de bônus da dívida pública da Argentina por parte de Chávez.

    O ex-secretário de Comércio Raúl Ochoa disse ao Estado que, se Chávez insistir em alianças estratégicas “duvidosas”, Cristina “terá de marcar território”, ou seja,melhorar relações com países desenvolvidos. “Por isso, é essencial a boa relação com Lula”, diz. A opinião é reforçada por Reato: “O Brasil continuará importante para a Argentina. Os Kirchners sabem disso, pois são muito pragmáticos.”

    APOSTA

    Em 2002, quando a Argentina era embalada pelas turbulências sociais e financeiras, os investimentos europeus e americanos sumiram do país. Mas as empresas brasileiras ao lado das mexicanas decidiram que valia a pena apostar na recuperação econômica argentina. Além disso, o cenário era conveniente, já que a desvalorização do peso transformara as empresas argentinas em ofertas atraentes. Muitas das grandes empresas remanescentes foram compradas.

    A AmBev comprou a tradicional cervejeira Quilmes, em 2002. Logo depois foi a vez de a Petrobrás desembarcar na Argentina para adquirir a companhia de energia Pérez Companc. Na seqüência, também chegaram ao país a Camargo Correa, que comprou a maior empresa de cimento da Argentina, a Loma Negra, e a Alpargatas. O setor de carnes, motivo de orgulho para os argentinos, passou a contar com a crescente participação de capital brasileiro.

    Os frigoríficos Friboi e Marfrig, ironizam os economistas portenhos, “vieram às compras” na Argentina. Além de comprar companhias existentes, as empresas brasileiras estão construindo fábricas no país. Foi o caso da Paquetá, que ergueu uma fábrica de calçados na cidade de Chivilcoy.

    Os economistas ressaltam que a estratégia brasileira é a de investir aqui e exportar para o próprio Brasil. Nos últimos cinco anos, as empresas brasileiras investiram na Argentina US$ 6,812 bilhões. Desse total, 52% foram destinados ao setor industrial, pouco menos de 40% para o de gás e petróleo, 8% para o de construção e 0,3% para o de serviços. Os investimentos diretos provenientes do Brasil, que, em 1997, representavam 0,2% do total de recursos estrangeiros no país, chegam hoje a 20%.

    22/10/2007 - 13:03h La locomotora brasileña no se detiene

    Por primera vez, el gigante del Mercosur invierte más en el exterior que fronteras adentro.

    Por: Daniel Muchnik
    Clarín

    COLOSO. CVRD ES UNA DE LAS 25 FIRMAS NO BANCARIAS MAS GRANDES DEL MUNDO.

    «dP«Dor la compra de empresas en el exterior, Brasil pasó a ser un inversionista importante a nivel mundial y de primer orden en América latina. Colocó fuera de sus fronteras 28.000 millones de dólares en 2006.

    Así, por primera vez, las inversiones hechas por empresas brasileñas en el exterior superaron a las recibidas desde el extranjero. Es lo que confirma el “Informe Mundial de Inversiones” que elaboró y autorizó la Conferencia de las Naciones Unidas sobre el Comercio y Desarrollo (UNCTAD).

    El avance persistente de Brasil se debió, principalmente, a la adquisición de la minera canadiense Inco por parte del gigante Compañía Vale do Río Doce, en 17.000 millones de dólares.

    Hay otros 11.000 millones de dólares más que se fueron al extranjero. Y ahí hay que computar la compra de empresas argentina por parte de sus pares brasileños, como el reciente caso de Alpargatas, Loma Negra y varios frigoríficos.

    También es muy fuerte la presencia brasileña en el mercado inmobiliario argentino y en las producciones primarias en las zonas limítrofes. El calzado deportivo en nuestro país está controlado, en gran parte, por Brasil.

    Brasil tiene dos empresas entre las 25 mayores no-financieras del mundo, con Petrobras en el lugar número 13 y Vale do Río Doce en el 18.

    A su vez, junto a México, y con 19.000 millones de dólares, Brasil fue el destino principal de las inversiones extranjeras canalizadas hacia América latina. En esa materia hubo un incremento del 25 por ciento respecto de los volúmenes operados en 2005. En total, el sur del nuevo continente recibió 84.000 millones de dólares de flujos extranjeros, con una suba del 11 por ciento respecto de 2005. En Chile se acrecentaron un 14 por ciento siempre con relación al año anterior. En Paraguay entre un 33 y 34 por ciento más. En Uruguay hubo evidentes sorpresas: un 62 por ciento más de inversiones que en 2005.

    En la Argentina, el ingreso de inversión foránea directa se mantuvo relativamente estable en 2005, con una leve baja del 4 por ciento.En 2006 llegaron activos por 5.500 millones de dólares. En otras palabras, se acrecentó la distancia de Brasil con la Argentina como receptor y exportador de inversiones directas.

    Todo esto habla a las claras de la internacionalización de la economía brasileña, con un ida y vuelta muy significativos. Porque no sólo recepciona más fondos externos sino que además las empresas extranjeras reinvierten más sus utilidades dentro de Brasil. Paralelamente las compañías brasileñas se expanden por el mundo, con inversiones reales.

    Quienes subestiman el crecimiento brasileño olvidan que Brasil se expande a tasas moderadas, pero en forma constante, sin espasmos, a diferencia de la Argentina, donde los períodos de alzas conviven con otros de fuertes caídas. Eso sucedió en 1995 y en el período 1998-2002.

    Hay que señalar, por otra parte las características del comercial bilateral. Sigue marcando un avance de los productos manufacturados brasileños en el mercado argentino, mientras la Argentina continúa con sus ventajas primarias.

    El saldo argentino es deficitario en todos los casos, con excepción de los productos primarios. Buenos Aires no evita el déficit con Brasil en materia de manufacturas, contando en ese rubro la tecnología baja, intermedia y alta, que asciende a 3.321 millones de dólares. Hay que contar entre ellos los automóviles, vehículos de pasajeros, autopartes,

    21/10/2007 - 22:39h Argentina y Brasil sumaron fuerzas para reclamar cambios en el Fondo

    Obtuvieron que el estratégico Comité Financiero aceptara repartir un 10% adicional de cuotas. Será entre los países que hoy tienen menos votos que el que les correspondería por el tamaño actual de sus economías.

    Por: Jorge Velázquez

    MESA. EL PRESIDENTE DE LA RESERVA FEDERAL DE EE.UU., BEN BERNANKE, Y EL MINISTRO MIGUEL PEIRANO, EN WASHINGTON.

    La Argentina y Brasil ayer unieron fuerzas en la Asamblea del FMI para presionar por un objetivo común: acelerar las reformas que se necesitan para dar mayor participación a los países en desarrollo. Y obtuvieron algunos avances concretos, como el compromiso que asumió el estratégico Comité Financiero de distribuir un 10% adicional de cuota entre países que tienen una representación inferior a la que les correspondería por el tamaño actual de su economía.

    El planteo incluyó la amenaza directa de los brasileños de impulsar la creación de una suerte de FMI regional, independiente de Washington. Fue hecha por el ministro de Economía, Guido Mantega, en la sesión inaugural del Comité que debe definir la estrategia del Fondo. La postura en favor de apurar los cambios en el reparto de poder interno fue ratificada por el ministro Miguel Peirano, en igual ámbito.

    Peirano no habló sólo por la Argentina. Lo hizo como representante de los países del Grupo de los 24, donde también militan otras naciones latinoamericanas, asiáticas y africanas. “Queremos que el Fondo ejerza su función de supervisión de las economías en forma imparcial y pareja“, sostuvo el ministro, en alusión a supuestos privilegios que gozan los países ricos a la hora de adoptar medidas monetarias y fiscales que no atienden el interés de la comunidad internacional.

    Mantega apuntó en la misma dirección en su ponencia: “Es irónico -dijo- que los países que eran la referencia de buena gestión y conducta, son los mismos que enfrentan una fragilidad financiera que pone en peligro la prosperidad mundial”.

    En ese punto, el brasileño sostuvo que “los países en desarrollo tomarán su propio rumbo en caso de que se perciba que la reforma no se hará o que será apenas un simulacro”. La frase remitió de inmediato a la experiencia del Banco del Sur, que no pasó desapercibida en Washington. En la delegación argentina que acompaña a Peirano admiten que, más allá de los problemas que enfrenta su creación, el lanzamiento de esta entidad sirvió para alertar a los países centrales sobre los riesgos de seguir marginando a América latina.

    En el FMI están sensibilizados por estas expresiones de rebeldía. Además está fresco el intento de los países asiáticos de formar un organismo propio. La llegada de Dominique Strauss-Kahn a la conducción del Fondo a partir de noviembre, abrió expectativas de cambio y frenó el éxodo. Peirano y el presidente del Banco Central, Martín Redrado, se reunirán esta tarde con Strauss-Kahn para seguir analizando las reformas.

    Uno de los pedidos que llevarán a ese encuentro, además de un reparto más equitativo del poder de decisión, es que se acelere la aprobación de una nueva línea de crédito automática para que los países puedan usarla en caso de crisis, pero que no esté llena de condicionalidades imposibles de cumplir. Y también explorarán las posibilidades técnicas que existen para que el FMI pueda avalar la marcha de la economía argentina con un acuerdo no tradicional. Esto le permitirá a la Argentina avanzar en la negociación con el Club de París por la deuda de US$ 6.200 millones.

    Coincidencia con los EE.UU.

    El secretario del Tesoro de EE.UU., Henry Paulson, y el ministro Miguel Peirano encontraron un motivo de coincidencia en medio de las miradas divergentes sobre la reforma del FMI: la agresiva política comercial de China, basada en un tipo de cambio sobrevaluado y un mercado muy protegido. Fue en una reunión en la cual también participaron los ministros de Chile, México, Perú, Uruguay y Colombia. Peirano señaló que para neutralizar este fenómeno “la Argentina tiene una estrategia de desarrollo que privilegia a sectores con mayor valor agregado, con innovación tecnológica y capacidad de creación de empleo”.

    04/10/2007 - 00:05h Cristina Kirchner reafirma ‘associação estratégica’ entre Argentina e Brasil

    Ueslei Marcelino/Folha Imagem


    Em visita a Brasília, candidata defendeu integração energética na região.

    Denize Bacoccina - BBC

    De Brasília - A senadora e candidata favorita à Presidência da Argentina, Cristina Kirchner, disse nesta quarta-feira, em visita ao Brasil, que veio “reafirmar a associação estratégica entre Argentina e Brasil”.

    Ela também defendeu a integração energética na região, envolvendo ainda Bolívia e Venezuela, países que considera “chaves” para o abastecimento da região.

    Cristina disse que Brasil e Argentina vivem “um período inédito de aproximação, uma sintonia fina” e que devem expandir a associação estratégica para outros países.

    “Além de Argentina e Brasil, que ela se expanda para toda a região para se constituir um bloco econômico e político. O mundo está se configurado em blocos e nosso desafio é o aprofundamento do que formamos, como sócios estratégicos no Mercosul”, afirmou a senadora em uma rápida entrevista, após reunião no Itamaraty com um grupo de empresários brasileiros com investimentos na Argentina.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu Cristina em almoço no Palácio da Alvorada, convidou a candidata a, se for eleita no pleito do dia 28, visitar o Brasil antes mesmo da posse, em dezembro.

    Cristina Kirchner é a candidata favorita em todas as pesquisas de intenção de voto publicadas nos últimos dias, mas os números não indicam se ela vence já no primeiro turno.

    O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, que participou do encontro, disse que Cristina e Lula falaram sobre os interesses comuns em projetos de cooperação energética envolvendo também a Bolívia e a Venezuela.

    “Eu acho que este programa, a se cumprir na Argentina, nos permite prosseguir essa integração”, afirmou Garcia. Além de economia, a cooperação entre Brasil e Argentina pode se dar também na área científica e tecnológica, segundo ele. “Inclusive em alguns domínios de ponta, como é o caso de energia nuclear”, disse.

    Em apresentação aos empresários, Cristina prometeu continuidade em relação ao governo do marido, Néstor Kirchner, e disse que a oferta de energia - um dos grandes problemas do país atualmente - será ampliada em 10% até 2009.

    O assessor especial disse que ela não pediu apoio do Brasil para a eleição. “Evidentemente a eleição na Argentina tem outras questões, e o Brasil é um capítulo mínimo”, afirmou.

    Cristina também foi questionada pelos empresários sobre a real taxa de inflação, que alguns analistas dizem estaria em torno de 17% ao ano. “Ela corrigiu os números e disse que é inferior a 10% de agosto a agosto”, afirmou Garcia.

    A candidata veio ao Brasil acompanhada dos ministros das Relações Exteriores, Jorge Taiana, da Economia, Miguel Peirano, e do porta-voz da Presidência, Miguel Núñez. BBC Brasil

    02/10/2007 - 15:08h Scientists Are Making Brazil’s Savannah Bloom

    Lalo de Almeida for The New York Times

    Pioneers In the labs and fields of Brazil, Embrapa has become a research leader in tropical agriculture.
    In Belem, an instructor taught students how to collect seeds.

    By LARRY ROHTER

    Published: October 2, 2007 - The New York Times

    PLANALTINA, Brazil — Anyone curious to know how Brazil has become what the former secretary of state, Colin L. Powell, calls an “agricultural superpower” — poised to overtake the United States as the world’s leading exporter of foodstuffs — would do well to start here in this busy network of government laboratories.

     


    The New York Times

     

    The sprawling labs and experimental fields are operated by Embrapa, Brazil’s agricultural and livestock research agency, and have become an obligatory stop for any third world leader visiting Brazil.

    Although little known in North America, Embrapa has in three decades become a world research leader in tropical agriculture and is moving aggressively into areas like biotechnology and bio-energy.

    “Embrapa is a model, not just for the so-called developing world, but for all countries,” said Mark Cackler, manager and acting director of the Agricultural and Rural Development Department of the World Bank. “A key reason that Brazil has done so well with its agricultural economy is that it has invested heavily and intelligently in front-end agricultural research, and Embrapa has been at the forefront of that effort.”

    Embrapa owes much of its reputation to its pioneering work here in the cerrado, the vast savannah that stretches for more than 1,000 miles across central Brazil. Written off as useless for centuries, the region has been transformed in less than a generation into Brazil’s grain belt, thanks to the discovery that soils could be made fertile by dousing them with phosphorus and lime, whose optimum mixture was established by Embrapa scientists.

    When the annual World Food Prize was awarded last year to two Brazilians affiliated with Embrapa, the citation called the emergence of the cerrado “one of the greatest achievements of agricultural science in the 20th century.”

    Embrapa also championed the main crop for the region by developing more than 40 tropical varieties of soybeans, which had been thought of as only a temperate zone crop.

    “When I was working in India and Pakistan and the Near East countries in the 1960s and 1970s, nobody thought these soils were ever going to be productive,” Norman Borlaug, an American agronomist who won the Nobel Peace Prize for work that earned him the title “father of the Green Revolution,” said in a telephone interview from Iowa. “But Embrapa was able to put all the pieces together.”

    As a result, Brazil is today the world’s top exporter of soybeans and beef and a fast-rising exporter of cotton, three-quarters of which it produces here in the cerrado. Encouraged by that success, Embrapa scientists have turned their attention to wheat. Brazil now imports most of its wheat from nearby countries with temperate climates.

    “We think the potential is enormous,” said Roberto Teixeira Alves, general director of the cerrado research center at Embrapa. “We launched two new varieties of wheat with good yields just last year, and believe there is also a strong possibility of adapting barley to the region.”

    Embrapa’s laboratory in Manaus, in the heart of the Amazon, has also been studying ways to make carbon sequestration more efficient. Scientists have been examining what are known as “Amazonian dark earth soils,” small, fertile islands that were built up by pre-Columbian Indian tribes and that have especially high concentrations of phosphorous.

    “We don’t know why that should be, but we are trying to understand and reproduce that phenomenon so that we can benefit from it now,” said Wenceslau Teixeira, a soil scientist who is in charge of the effort. “These islands have especially stable levels of carbon, which helps retain nutrients and is thus both quite useful and hard to find in tropical soils.”

    And although Brazil’s sugar-based ethanol program is largely focused elsewhere, Embrapa has an agro-energy division that is concentrating on ways to grow diesel fuel. Embrapa scientists have identified some 30 plants that could be used in such programs and are focusing on palm oil.

    “Palm oil’s composition is one of the best for production of bio-fuels,” said Maria do Rosario Lobato Rodrigues, the director of the Manaus laboratory, where the research is based. “It has a high capacity to fix carbon, doesn’t require the use of chemical products to produce, and no part of the plant is ever wasted.”

    Under Embrapa’s newly broadened definition of agriculture, nothing seems off limits, from a tropical hog that is lower in fat and cholesterol than its American counterpart and has a higher yield of loin and ham, to the extraction of bio-polymers from spiders. At the Embrapa executive dining room in Brasilia, there are even place mats made with varieties of natural cotton fibers, which, because they grow in shades of green and tan, could cut costs of dye stocks for textile manufacturers.

    Getting adequate financing is always a problem for any public research institution in Brazil. Two years ago, though, the Brazilian Congress passed a law that allows Embrapa to profit from its research and has widened the agency’s ability to form joint ventures.

     

    Lalo de Almeida for The New York Times

    A nursery worker tended Cupuacu fruit.

     

    Enlarge This Image

    Lalo de Almeida for The New York Times

    In Manaus, a chemist analyzed vegetal tissues.

    “Being entrepreneurs is new for us, but we need to transform our knowledge into riches,” Silvio Crestana, Embrapa’s director-general and a soil-physics specialist, said in an interview in Brasilia. Beyond royalties, he said, the agency wants to attract venture capital.

    Initially, most such agreements were with Brazilian companies. But Embrapa and BASF, the German chemical maker, recently announced a partnership to develop and market a genetically modified, herbicide-resistant soybean that is expected to be on the market by 2012 and will compete with Monsanto’s Roundup Ready brand.

    With the support of multilateral lending and development bodies like the World Bank, Embrapa is also trying to raise its profile abroad. Although it has long had exchange programs that have brought scientists from Latin America, Africa and Asia to work at its laboratories, Embrapa only recently opened its first overseas office, in Ghana, headquarters of the Forum for Agricultural Research in Africa.

    “This is a good and potentially important move, because there are plenty of places in Africa, such as Zambia, that have savannahs with soil and rain conditions similar to Brazil’s cerrado,” Mr. Borlaug said. “I think that soybeans and corn, together with beef production and improved pasture grasses for grazing, are all things that will be fit to transfer from Brazil.”

    Like the Brazilian aircraft manufacturer Embraer, which has found a profitable niche selling commuter jets, Embrapa seems keen to focus on marketing the know-how it has developed in crops and products that are often ignored by research institutions in the industrialized countries of the Northern Hemisphere.

    “Brazil has a comparative advantage through its own experience that is very relevant in a tropical context,” Mr. Cackler said. “To take one example, how many American universities are going to put much effort into cassava? It’s just not a priority for them. But tens of millions of people depend every day of their lives on cassava, so we at the World Bank are delighted that Brazil is willing to develop and transfer that technology.”

    20/09/2007 - 19:48h La renovación de Brasil

    Por Susana Reinoso para ADN Cultura

    Milton Hatoum y Daniel Galera son dos renovadores de la literatura brasileña contemporánea y su escritura resulta sorprendente. Representan, cada uno en su estilo, a esa cultura fascinante del vecino país, que se revela en la complejidad de otras tantas culturas que la habitan.

    Cuesta comprender por qué razón la deslumbrante narrativa brasileña no está más traducida al castellano, sobre todo porque los artistas y músicos de esa nacionalidad son muy exitosos en nuestro país.

    Por lo pronto, merced a editoriales como Beatriz Viterbo, Adriana Hidalgo y Del Nuevo Extremo, además de Emecé, parte de esa literatura está llegando a las librerías argentinas, con un programa de incentivo que solventa la embajada de Brasil en el país. Como parte de esa campaña de impulso a la literatura contemporánea de su país, la embajada organiza cada año una programación cultural que incluye, en esta ocasión, un encuentro con cuatro de los mejores autores del vecino país en la Fundación de Estudios Brasileños, el jueves 20, a las 19. Ayer comenzó en el Shopping Abasto, la Semana del Cine Brasileño.

    Dos Hermanos y Manos de Caballo son las obras que Hatoum y Galera presentarán en Buenos Aires, en tanto Mario Sabino llegará con El día que asesiné a mi padre y Luiz Ruffato, como uno de los narradores incluidos en la reciente antología, Terriblemente felices, de la nueva narrativa brasileña.

    Hatoum, que llega por primera vez a Buenos Aires, dice que la verdadera integración cultural entre Argentina y Brasil será posible a través del libro. “Por ahora parece difícil porque pocos argentinos leen portugués. Se habla mucho del Mercosur, pero los libros hacen la integración entre los países. El Mercosur, sin diálogo cultural, no es posible. Hoy existen muchos escritores argentinos traducidos al portugués. Además de Borges y Arlt, hay muchos autores jóvenes traducidos”, reflexiona el escritor que ha recibido el prestigioso Premio Jabuti dos veces.

    Galera visita Buenos Aires por segunda vez, pero su libro Manos de caballo es su primera experiencia de traducción al español.

    En Argentina como en Estados Unidos, comenta Hatoum, la música brasileña es muy reconocida, “pero nadie leer literatura de nuestro país”. ¿Por qué? Hatoum opina que “el lector es una persona muy singular y la literatura exige una atención, un esfuerzo y una reflexión mucho más grande que escuchar a Caetano Veloso”. Ello explica que la música tenga tantos adeptos locales, en detrimento de la narrativa de ese país.

    Galera agrega que “la música tiene un impacto inmediato. No es fácil crearla, pero sí recibirla. La literatura exige un compromiso del lector y otro proceso de involucramiento. Ojalá que en el futuro el interés por la literatura sean tan grande como el de la música”.

    Lengua y literatura

    Galera, traductor y ex editor, ha traducido al portugués a varios autores norteamericanos, cuya influencia admite. Y sólo por placer tradujo para sí a Philip Roth, “porque quería estudiar su lenguaje, su escritura. Toda traducción implica una reescritura”.

    En tren de hablar de influencias, a Hatoum le cupo amalgamar la cultura libanesa de sus ancestros con la francesa que recibió como parte de su educación. Por ejemplo, leyó y tradujo los cuentos de Flaubert a su lengua portuguesa. Para entender “el orientalismo” recurrió al fallecido Edward Said.

    La soledad, la comunicación con el otro en un mundo cada vez más individualista, el desarraigo, la búsqueda de un lugar propio, la necesidad de pertenecer…son los temas de esta narrativa contemporánea que llega a Buenos Aires. Hatoum y Galera coinciden en la dificultad de definir la identidad brasileña. “Nunca la descubrí –dice cada uno a su turno- y tal vez ésta sea la ausencia de identidad”.

    Dice Galera que se siente más representado por “la cultura de Buenos Aires, donde la gente tiene hábitos similares a los míos, que por la de Río de Janeiro”. Y Hatoum agrega que “la literatura brasileña es importante para darle identidad a la diversidad de identidades que conforman Brasil”.

    ¿Cuánto vende un escritor best seller en Brasil? “Uno es best seller con 50.000 ejemplares vendidos. Es lo que me pasó con esta novela Dos Hermanos. Pero de mi anterior libro vendí 20.000 ejemplares en 18 años”, dice Hatoum. Y Galera agrega: “Manos de Caballo fue un suceso porque vendió 3000 ejemplares”.

    Ambos narradores proponen una reflexión profunda sobre esa notoria ausencia de intercambio editorial entre ambos países y dicen: “No sólo queremos tomar el vino Malbec argentino o comer sus galletas. Queremos leer a los escritores”. Si bien admiten que en los últimos cinco años se publican más escriores hispanohablantes.

    Sin embargo, parece que la fuerza del marketing es tan potente en Brasil como en la Argentina, porque en el vecino país Coelho es quien más vende. Sus millones de ejemplares, según cuentan los narradores, se derraman en todas las librerías. Lo que muestra que “el espacio de la buena literatura es pequeño en el planeta. Este es un mundo donde la vulgaridad y la banalidad parecen haber triunfado”, coinciden.

    Hay una tendencia en crecimiento, sin embargo, que parece marcar una esperanza: el crecimiento indetenible de la producción de contenidos audiovisuales y multimedia, hace que en Brasil se recurra cada vez más a los buenos escritores para contar historias tanto para cine, TV o Internet.

    15/09/2007 - 10:17h Algo melhorou

    Celso Ming

    O Estado de São Paulo (para assinantes)

    Para melhorar de vida, as pessoas são capazes de tudo. Na versão do dramaturgo inglês Christopher Marlowe (século 16), o Doutor Fausto, símbolo do homem, vendeu a alma ao Diabo em troca de três coisas: comer até fartar-se, vestir roupas finas e voar entre as estrelas.

    Mas Fausto quase nunca valoriza o que já obteve. Tem uma enorme propensão a lamentar-se por ainda não ter conseguido tudo. Por isso é preciso lembrá-lo de quanto progrediu.

    A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) faz o inventário anual da trajetória do Fausto brasileiro. O levantamento de 2006 mostra notórios avanços, embora sempre se possa dizer que nenhum dos grandes objetivos originais esteja perto de ser alcançado. Comparado com o padrão da Dinamarca, de onde acaba de sair o presidente Lula, o brasileiro continua subalimentado; ainda se veste mal e porcamente; e só mesmo em sonhos e nas novelas de TV se sente voando entre as estrelas. Mas já não dá para sustentar que os resultados da Pnad não passam de propaganda do governo.

    Em 2006, o poder aquisitivo do trabalhador brasileiro aumentou 7,2%. O rendimento médio por família (domicílio) passou de R$ 1.494 em 2004, para R$ 1.687. Só no ano passado, cresceu 7,6%. E pormenor importante: foram os mais pobres que melhoraram mais. Isso tem sim a ver com o reajuste do salário mínimo, que foi de 16,7% no ano passado. Mas esse avanço só foi possível graças à derrubada da inflação.

    Um notável número de economistas brasileiros que se dizem identificados com as causas dos mais pobres sustenta que é preciso ser tolerante com inflação para beneficiar o crescimento econômico. Fazer o contrário, dizem eles, é fazer o jogo dos neoliberais e dos “rendeiros”, os que vivem de aplicações de capital. Não lhes entra na cabeça que a primeira e principal vítima da inflação são os mais pobres, que não têm defesa contra a desvalorização da moeda. E que o melhor que se pode fazer para ajudar na vida do povão é garantir a estabilidade.

    A novidade é que os políticos parecem ter entendido isso mais rapidamente do que esses economistas. Vai ficando claro - não só para o presidente Lula - que não há melhor cabo eleitoral do que uma política econômica vitoriosa no controle da inflação.

    Outra revelação da Pnad é a de que, só em 2006, cresceu 4,7% o número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada. De cada 5 novos empregos, 3 foram no mercado formal, com inevitável impacto positivo para as contas da Previdência Social.

    Há outros progressos: queda do analfabetismo, melhora do nível de educação, redução do trabalho infantil, etc. Em compensação, a população está ficando mais velha, a taxa de fecundidade está caindo e isso traz problemas novos. Está cada vez mais perto, por exemplo, o dia em que será preciso ter menos escolas e mais lares para os velhinhos.

    Convém pinçar mais dois dados de impacto. Em 2005, 71,8% dos domicílios tinham telefone; em 2006, já eram 78,8%. Em 2001, só 12,6% dos lares contavam com computador; no ano passado, já eram 22,4%. São passos importantes para o brasileiro que não abre mão de um dia poder voar entre as estrelas.