22/08/2008 - 00:11h Manifesto Surrealista

André Breton
“Imaginação querida, o que sobretudo amo em ti é não perdoares.
Só o que me exalta ainda é a única palavra, liberdade.
Eu a considero apropriada para manter, indefinidamente, o velho fanatismo humano.
Atende, sem dúvida, à minha única aspiração legítima.
Entre tantos infortúnios por nós herdados, deve-se admitir que a maior liberdade de espírito nos foi concedida.
Devemos cuidar de não fazer mau uso dela.
Reduzir a imaginação à servidão, fosse mesmo o caso de ganhar o que vulgarmente se chama felicidade, é rejeitar o que haja, no fundo de si, de suprema justiça.
Só a imaginação me dá contas do que pode ser, e é bastante para suspender por um instante a interdição terrível; é bastante também para que eu me entregue a ela, sem receio de me enganar (como se fosse possível enganar-me mais ainda)”.
“Não é o medo da loucura que nos vai obrigar a hastear a meio-pau a bandeira da imaginação”.
“SURREALISMO, s.m. Automatismo psíquico puro pelo qual se propõe exprimir, seja verbalmente, seja por escrito, seja de qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento. Ditado do pensamento, na ausência de todo controle exercido pela razão, fora de toda preocupação estética ou moral”.
BRETON, André. Manifesto Surrealista. Sem indicação de tradutor. Transcrição: Alexandre Linares. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ma000015.pdf
SURREALISMO Textos Essenciais
Sobre o autor:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9_Breton

Frida Kahlo pintava quadros muito pequenos (enquanto seu marido, Diego Rivera, fazia murais enormes) e sempre se mostrou extremamente humilde em relação ao seu trabalho. Durante muitos anos não mostrou suas obras, e só se tornou uma pintora conhecida graças ao empurrão de Rivera, que praticamente a obrigou a expor em Nova York em 1938.
Agatha Christie passou a vida ocultando as coisas, dissimulando defeitos, alterando virtudes, construindo de sim mesma uma comovedora personagem imaginária. De fato, ela foi uma grande farsante, uma sutilíssima impostora. Fingia, por exemplo, um aspecto de completo e sereno domínio sobre a existência, e até de frieza e desapego, quando na verdade era uma mulher cheia de fogo e de terrores. Aparentava não dar nenhuma importância às sua literatura e considerá-la um divertimento modestíssimo, mas era uma escritora de vocação intensa que depois defendia ferozmente suas obras. Falsificava seu sorriso sem dentes e, a partir dos 63 anos, tentou evitar que a fotografassem: inquietava-se ao ver-se como era, sua imagem mutável e progressivamente envelhecida, e não a pulcra e estática imagem de grande dama que ela cultivava em seus retratos publicitários. E todo mundo a considerava uma senhora muito decente e prestativa.”
