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	<title>Blog do Favre &#187; Bush</title>
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		<title>&#8221;América Latina agora diz o que pensa&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 12:53:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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&#160;
Especialista em relações internacionais crê que era Obama vai permitir a construção de agenda conjunta entre AL e EUA


&#160;
Fernando Dantas &#8211; O Estado SP
&#160;


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A relação dos Estados Unidos com a América Latina não é mais uma questão meramente regional. Deve se constituir numa agenda conjunta para temas globais, na opinião de Peter Hakim, presidente do [...]]]></description>
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<h3></h3>
<p align="left"><img src="http://www.pbs.org/newshour/images/latin_america/july-dec02/brazhak.jpg" alt="http://www.pbs.org/newshour/images/latin_america/july-dec02/brazhak.jpg" align="left" /></p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left"><strong><font size="4">Especialista em relações internacionais crê que era Obama vai permitir a construção de agenda conjunta entre AL e EUA</font></strong></p>
</div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Fernando Dantas &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>A relação dos Estados Unidos com a América Latina não é mais uma questão meramente regional. Deve se constituir numa agenda conjunta para temas globais, na opinião de Peter Hakim, presidente do Diálogo Interamericano, centro de estudos das relações entre os EUA e a América Latina e o Caribe, baseado em Washington. Para ele, os principais países latino-americanos, como o Brasil, estão mais afirmativos e independentes, e o presidente americano, Barack Obama, deveria tratar de assuntos mundiais, como a relação com China e Oriente Médio, na Cúpula das Américas, em Porto of Spain, em Trinidad Tobago, de 17 a 19 de abril. Hakim será uma das principais atrações da reunião regional no Rio do Fórum Econômico Mundial na América Latina, cuja programação de debates começa na quarta-feira. Ele falou ao Estado por telefone.</p>
<p><strong>Quais as expectativas sobre as relações entre Brasil e Estados Unidos na era Obama?</strong></p>
<p>Obama começa com a grande vantagem de não ser o (ex-presidente George W.) Bush. O novo presidente tem um imagem muito especial na América Latina, na Europa, no mundo inteiro. Ele criou expectativas altas e é bem-recebido onde quer que vá. Mas há restrições. Com a crise, faltam recursos e a atenção do governo americano está fixada no cenário interno. O segundo problema é que a atitude na América Latina agora é ambivalente sobre o papel dos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Como assim?</strong></p>
<p>A América Latina mudou nos últimos 10 a 15 anos e agora é mais independente, mais afirmativa, não aceita simplesmente o que vem de fora. A região agora diz o que pensa. Os Estados Unidos ainda são primordiais para muitas nações latino-americanas, mas países como Chile, Brasil e Peru têm uma diversidade inédita de parceiros comerciais e políticos. Na Cúpula de Trinidad e Tobago, Obama deveria falar do Oriente Médio, das relações com a China. A América Latina quer participar dessa conversação. O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, elogiou as palavras de Obama de que não está programando uma agenda para América Latina, mas sim uma agenda com a América Latina. Talvez acabe sendo muito semelhante, mas eu diria que, em política externa, 50% é simbólico.</p>
<p><strong>O que o sr. prevê em relação à Cuba no governo Obama?</strong></p>
<p>O primeiro passo de Obama é positivo, ao levantar restrições aos cubano-americanos, que passam a poder visitar familiares de forma ilimitada. Tudo indica que o Obama quer liberalizar mais a relação, mas depende de como reagem os cubanos americanos e os cubanos em Cuba. Não se pode imaginar que os Estados Unidos façam mudanças contínuas nessa relação sem que haja uma reação de Cuba, seja liberando prisioneiros, ou facilitando viagens ao exterior, por exemplo.</p>
<p><strong>A química entre Obama e Lula parece estar funcionando bem.</strong></p>
<p>Bem, é preciso lembrar que a relação na época do Bush foi boa para o Brasil e para os EUA. Os dois países tinham uma afeição mútua, toleravam as diferenças, e os EUA deixaram o Brasil assumir uma certa liderança na América do Sul, com poucas críticas até quando os dois países estavam em desacordo. O Brasil é um país que não gosta de fazer alianças muito fortes, que busca uma relação equidistante dos seus parceiros, que preza sua independência. O Brasil é importante para os EUA. Se não fosse pelo Brasil, a Venezuela seria o país mais notório na América do Sul, com uma liberdade de ação muito maior do que tem agora. Há muitos temas para se avançar, agora com o Obama, mas uma grande oportunidade é a questão dos biocombustíveis.</p>
<p><strong>A relação dos Estados Unidos com Hugo Chávez deve melhorar?</strong></p>
<p>Acho que Obama está seguindo mais ou menos o caminho de Bush nos últimos dois anos &#8211; não é necessário abraçar Chávez, mas tampouco confrontá-lo. A crítica de Obama a Chávez deve ficar limitada à ajuda às Farcs e a intervenções fora do próprio país, isso é, enfatizar mais a política externa venezuelana do que a questão interna.</p>
<p><strong>Haverá continuidade entre Bush e Obama, apesar das grandes diferenças entre os dois?</strong></p>
<p>Acho que há uma agenda incompleta de Bush que Obama deve seguir, como regionalizar a iniciativa Mérida (plano de apoio americano de combate ao narcotráfico no México), ser mais afirmativo em relação aos biocombustíveis com o Brasil, completar os tratados de livre-comércio com Colômbia e Panamá, a questão de Cuba. Mesmo nos seus sucessos, como os acordos de livre-comércio com Peru, Chile e América Central, Bush deixou um sabor amargo nos outros países, com posições exigentes, inflexíveis. Isso vai mudar, e os EUA devem reconhecer que a América Latina é um ator mundial.</p></div>
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		<title>Blue Eyed Greed? Olhos azuis gananciosos?</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 19:23:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
The Worship of Mammon by Evelyn De Morgan

Maureen Dowd &#8211; New York Times
As international lunacy goes, it was hard to beat the pope saying that condoms spread AIDS.
But Brazil’s president, known simply as Lula, gave it his best shot.
At a press conference Thursday in Brasilia with Prime Minister Gordon Brown of Britain — who has [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/bc/The_worship_of_Mammon.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/bc/The_worship_of_Mammon.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"><font size="1"><em>The Worship of <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mammon" title="Mammon">Mammon</a></em> by <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Evelyn_De_Morgan" title="Evelyn De Morgan">Evelyn De Morgan</a></font></div>
<div style="text-align: center"></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Maureen Dowd &#8211; New York Times</strong></p>
<p>As international lunacy goes, it was hard to beat the pope saying that condoms spread AIDS.</p>
<p>But Brazil’s president, known simply as Lula, gave it his best shot.</p>
<p>At a press conference Thursday in Brasilia with Prime Minister Gordon Brown of Britain — who has a talent for getting himself into dicey spots — Lula started off coughing from some cheese bread he’d wolfed down. Then he suddenly turned accusatory.<br />
“This crisis was caused by the irrational behavior of white people with blue eyes, who before the crisis appeared to know everything and now demonstrate that they know nothing,” charged the brown-eyed, bearded socialist president.</p>
<p>As the brown-eyed Brown grew a whiter shade of pale, Lula hammered the obvious point that the poor of the world were suffering in the global crash because of the misdeeds of the rich.<br />
“I do not know any black or indigenous bankers,” said Lula.<br />
He also told CNN he would press this theme at the G-20 meeting in London this week. He says his past as a poor, hungry, unemployed lathe operator gives him special insight.<br />
“I lived in houses that were flooded by water,” he said, adding, “Sometimes, I had to fight over space with rats and cockroaches, and waste would come in when it flooded.”</p>
<p>The “Lula lulu” by the “Brazil nut,” as The New York Post dubbed it, became big news just as President Obama met at the White House with Vikram Pandit and a cadre of white-bread bankers who have taken the bailout — some of whom, like Jamie Dimon, have distinctly blue eyes.</p>
<p>And it is true, of course, that the upper-crust, underwhelming Anglo-Saxon leaders who allowed America’s financial markets to morph into louche casinos, George W. Bush and Dick Cheney, were very, very white men with blue eyes.</p>
<p>As the Who sang: “No one knows what it’s like to be the bad man, to be the sad man behind blue eyes. No one knows what it’s like to be hated, to be fated to telling only lies.”</p>
<p>Every time Cheney looks into the camera with those ice-blue eyes and says President Obama is making us less safe, it sounds as if he’s secretly hoping we do get attacked just to prove his point that Obama is weak, even if he has to go up in smoke, too.<br />
(When I double-checked the color of Cheney’s eyes, his daughter Liz Cheney jokingly e-mailed back, “Sorry, but that information is classified.”)</p>
<p>Before President Obama, whose brown eyes are opaque when you look into them, presidents have been more known for blue eyes. The ones with brown eyes, Richard Nixon and L.B.J., came a cropper.</p>
<p>Throughout history, whether it’s images of Jesus that don’t look Middle Eastern or Barbies who don’t look ethnic, blue eyes and white skin have often been painted as the ideal.</p>
<p>The cerulean-eyed Paul Newman once wryly predicted his epitaph: “Here lies Paul Newman, who died a failure because his eyes turned brown.”<br />
Surveys show that people with blue eyes are considered more intelligent, attractive and sociable.</p>
<p>A 2007 University of Louisville study concluded that people with blue eyes were better planners and strategic thinkers — superior at things like golf, cross-country running and preparing for exams — while people with brown eyes had better reflexes, making them good at hockey and football.</p>
<p>Lula’s rant underscored an ancient rivalry.</p>
<p>When I was little, growing up in a house that prominently displayed a blue-eyed Jesus and a blue-eyed J.F.K., I felt my brown eyes were far less attractive than my brothers’ blue ones.</p>
<p>I obsessed on it so much, cutting out a picture of a beautiful brown-eyed model and keeping it in my scrapbook, that my mother finally reassured me:<br />
“You look at blue eyes. You look into brown eyes.”</p>
<p>Later, of course, there would be the thrill of Van Morrison serenading a “Brown-Eyed Girl.”</p>
<p>Before Barack Obama, when I interviewed the brown-eyed sons of immigrants who were thinking of running for president, Mario Cuomo and Colin Powell, they seemed torn about taking the big plunge, given how far they had come in relation to their dads.</p>
<p>I asked Governor Cuomo if he was leaving the field to “the privileged blue-eyed WASPs” like Bush senior and Dan Quayle who felt entitled and never worried about their worthiness.</p>
<p>Barack Obama and his family have already had a profound effect on the culture in terms of what is beautiful and marketable. Black faces are popping up in all kinds of ads now — wearing straw boaters and other prepster outfits in Ralph Lauren ads.</p>
<p>With Michelle urging students to aim for A’s and the president promising to make school “cool,” brown eyes may finally — and rightfully — overtake blue as the windows of winners.<br />
<strong><br />
A version of this article appeared in print on March 29, 2009, on page WK10 of the New York edition.</strong></p>
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		<title>O antiamericanismo do governo Lula</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 16:19:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sergio Leo &#8211; VALOR
A alegria quase adolescente com que as autoridades brasileiras falam da aproximação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama desmoraliza um dos mais frequentes lugares-comuns nas críticas à política externa do governo, a acusação de antiamericanismo. Quando se trata da relação comercial Brasil-EUA, os críticos têm até (reduzida) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"><strong>Sergio Leo &#8211; VALOR</strong></p>
<p><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-SERGIO_LEO.jpg" align="left" border="0" />A alegria quase adolescente com que as autoridades brasileiras falam da aproximação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama desmoraliza um dos mais frequentes lugares-comuns nas críticas à política externa do governo, a acusação de antiamericanismo. Quando se trata da relação comercial Brasil-EUA, os críticos têm até (reduzida) base real para reprovações contra Lula e assessores, mas o chavão foi esquecido neste fim de semana. Parte das atenções para o encontro entre Lula e Obama se concentrou em uma tolice, as tarifas dos EUA contra o etanol brasileiro.</p>
<p>Etanol não é besteira, nem o esforço brasileiro para derrubar as barreiras dos Estados Unidos contra qualquer produto brasileiro, especialmente commodity tão simbólica. Mas medir os resultados do primeiro encontro dos presidentes por decisões que possam adotar em relação à tarifa do álcool é um exercício de quem ignora a natureza e funcionamento do poder nos EUA.</p>
<p>Não será na Casa Branca que se decidirão mudanças relevantes na política comercial americana nessa questão. É no Capitólio, o Congresso dos EUA. Que, aliás, rejeitou na semana passada a tentativa feita por Obama de reduzir os subsídios pesados à agricultura, que distorcem o comércio e prejudicam países competitivos como o Brasil.</p>
<p>Curiosamente, o blogue da Casa Branca contraria o noticiário que, no Brasil, insinuou uma aparente relutância de Obama em reduzir a tarifa aplicada sobre o etanol brasileiro nos EUA. O texto do governo americano fala do tom &#8220;positivo e otimista&#8221; de Obama, que limitou-se a dizer o óbvio &#8211; a questão do etanol não se resolve do dia para a noite &#8211; e disse acreditar que essa fonte de atrito se eliminará com o tempo, à medida em que os dois governos aprofundarem a troca de &#8220;ideias, comércio, intercâmbio no setor de biocombustível&#8221;. Esse último comentário foi ignorado no relato de jornais brasileiros.</p>
<p>Entre os queixumes com ar de despeito feitos sobre a bem-sucedida visita de Lula a Obama, uma crítica é relevante: como notou o presidente do Diálogo Interamericano, Peter Hakim, Lula poderia ter aproveitado a oportunidade para contatos com os importantes presidentes das comissões do Congresso, tão essenciais para o futuro das questões de interesse brasileiro quanto o chefe do Executivo americano.</p>
<p>Lula, que hoje fala a empresários, limitou os encontros extra-agenda a uma conversa com um velho conhecido, John Sweeney, presidente da AFL-CIO, principal organização sindical do país. Visita importante: a AFL-CIO move parte do insistente lobby protecionista americano. Não há registro, porém, que Lula tenha tentado converter Sweeney para a campanha de livre-mercado hoje em moda no Planalto.</p>
<p>O embaixador do Brasil em Washington, Antônio Patriota, considera a questão levantada por Hakim um &#8220;falso problema&#8221;, já que a viagem, desde o convite, no primeiro contato telefônico entre os dois presidentes, à definição da data &#8211; que se ajustou à agenda de Obama &#8211; tinha uma característica diferente da visita de Estado, onde, aí sim, sem nenhuma distorção no protocolo, caberiam encontros de Lula com líderes no Congresso americano. &#8220;Essa crítica está fora de foco; e o Brasil não pode ser visto apenas pela perspectiva interamericana&#8221;, reage Patriota.</p>
<p>De fato, o Brasil, para os EUA tem uma dimensão hemisférica e outra mundial. A tradição é dar ênfase à relação dos EUA com o Brasil no plano do chamado Hemisfério Ocidental. Nesse plano, o encontro deu sinais importantes. Primeiro deles: como definiu a revista &#8220;Time&#8221;, na edição desta semana, Lula firmou-se como a &#8220;melhor aposta&#8221; para aproximar o governo Obama da esquerda que governa boa parte dos países do continente. Lula teve aval do venezuelano Hugo Chávez para levar sinais de paz à Casa Branca. Mais discreto, o boliviano Evo Morales indicou a Lula que gostaria de encontrar-se com Obama às margens da reunião da Cúpula das Américas, em abril, onde o Brasil será ator de destaque.</p>
<p>Também notável foi o anúncio feito por Lula de que o Brasil promoverá a formação de uma instituição sul-americana para cuidar, sem participação dos EUA, do combate a drogas no continente. Tarefa inadiável e complicada. Na Bolívia, por exemplo, a receita com o gás natural tende a cair, deixando sem muitas opções de renda a economia do país. Vale lembrar que o presidente da República, lá, fez questão de manter, depois de eleito, o posto de presidente do sindicato de cultivadores de coca.</p>
<p>Como nota o embaixador brasileiro nos EUA, porém, a dimensão do Brasil se expandiu para além do continente, e também nesse aspecto é um avanço importante a abertura de um canal direto com o governo Obama, para discutir as soluções em discussão para a crise econômica global. É difícil imaginar que o secretário do Tesouro, Thomas Geithner, vá consultar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ou o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para decidir os próximos passos a tomar na crise; mas a criação de um regime de contatos regulares entre as duas equipes econômicas tem o potencial de aumentar em muito a qualidade do processo decisório e a esfera de ação das autoridades brasileiras.</p>
<p>Resta das acusações de antiamericanismo contra o governo brasileiro a constatação de que, desde os anúncios de parceria estratégica, ainda no governo Bush, pouco andaram os grupos de trabalho criados ou o comemorado Fórum de Altos Executivos Brasil-EUA; e os interesses estritamente bilaterais perderam espaço na agenda em Brasília.</p>
<p>Baseada em evidências como a delicada economia do México, maior parceiro americano no continente, e a recusa americana em aprovar até hoje acordos de livre comércio já assinados com parceiros fiéis como a Colômbia, há uma convicção no governo brasileiro de que as diferenças essenciais de interesse entre os dois países recomendam certo descolamento da agenda americana. Se os mecanismos de parceria criados com o governo dos EUA forem postos em funcionamento desta vez, o governo poderá argumentar mais facilmente que suas ações não são guiadas por preconceitos ideológicos, mas por frio e saudável pragmatismo.</p>
<p><strong>Sergio Leo é repórter especial e escreve às segundas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail sergio.leo@valor.com.br</strong></p>
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		<title>&#8220;Obama es demasiado prudente&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 13:58:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ ENTREVISTA: Paul Krugman Premio Nobel de Economía 2008

A. GONZÁLEZ / M. Á. NOCEDA &#8211; Sevilla &#8211; El País
Máximo exponente de los neokeynesianos, Krugman cree que el nuevo Gobierno de EE UU rema en la buena dirección pero está siendo más que cauto. El fin de la crisis no aparece en sus pronósticos como algo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="4">ENTREVISTA: Paul Krugman Premio Nobel de Economía 2008</font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.elpais.com/recorte/20090315elpepieco_1/LCO340/Ies/20090315elpepieco_1.jpg" alt="Krugman" title="Krugman" width="340" height="250" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">A. GONZÁLEZ / M. Á. NOCEDA &#8211; Sevilla &#8211; El País</p>
<p>Máximo exponente de los neokeynesianos, Krugman cree que el nuevo Gobierno de EE UU rema en la buena dirección pero está siendo más que cauto. El fin de la crisis no aparece en sus pronósticos como algo cercano.</p>
<p>Pese a la generosa dotación del premio Nobel, Paul Krugman (Nueva York, 1953) no abandona su aspecto de profesor universitario, enfundado en un traje con deportivas negras y una mochila al hombro. Ha venido a Sevilla invitado por la Confederación de Empresarios de Andalucía (CEA). Hace acto de presencia en el minuto exacto de la cita, tímido y abrumado por los elogios. Todo eso desaparece en cuanto se enreda en temas económicos.</p>
<p><strong>Pregunta.</strong> ¿Cuándo se dio cuenta de que habíamos vuelto a la economía de la depresión, como usted la denomina?</p>
<p><strong>Respuesta.</strong> A principios de 2008 estaba bastante claro que nos habíamos topado con los límites de la política convencional. Después de la caída de Lehman, en septiembre, ya resultó obvio.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Cuándo terminará?</p>
<p><strong>R.</strong> Los precedentes no son buenos. La depresión japonesa terminó con un <em>boom</em> de sus exportaciones a China pero esta vez la crisis afecta a todo el mundo a la vez así que ésa no es una opción. Y la Gran Depresión terminó con la II Guerra Mundial. Hay un final natural a largo plazo, pero llevará mucho, mucho tiempo.</p>
<p><strong>P. </strong>¿Son realmente eficaces las medidas adoptadas?</p>
<p><strong>R.</strong> Hasta cierto punto estamos cambiando deuda privada por deuda pública y tratamos de compensar el conservadurismo de los consumidores con un aumento del gasto público. Así salimos de la Gran Depresión. Es cierto que China pretende salir de la crisis con un aumento de las exportaciones y que eso puede ser la base de otra crisis. Pero creo que es tremendamente importante sostener la demanda, aunque no sea la solución definitiva. De lo contrario, corremos un riesgo serio de quedar atrapados en una trampa muy profunda.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Debería coordinarse esa respuesta en el G-20 o en otros foros?</p>
<p><strong>R.</strong> Lo ideal es que el G-20 saliera de las reuniones de este fin de semana con un acuerdo para coordinar las políticas fiscales aunque desgraciadamente eso no va a pasar. Lo más crucial es que los europeos pacten entre ellos las bases de la expansión fiscal porque la dependencia es mucho mayor entre los socios de la UE que respecto a EE UU. En todo caso, necesitamos un acuerdo del G-20 para coordinar las políticas fiscales y también un plan de rescate para los países emergentes con problemas. Aquí probablemente tendría un papel decisivo el FMI, que debería proporcionar recursos suficientes a Hungría y al resto de los países bálticos.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Habría que reforzar la cooperación entre EE UU y la UE?</p>
<p><strong>R.</strong> Sin duda, hay mucha dependencia entre ambos. Todos estamos preocupados por el déficit pero un esfuerzo coordinado puede reducir la aportación extra que debe hacer cada uno y aumentar los beneficios. El plan de estímulo fiscal de EE UU ayuda a la economía europea, en buena medida. Por ejemplo, muchas de las ayudas destinadas a AIG acabaron en manos de bancos europeos que eran los que les habían comprado los seguros contra impagos de deuda <em>(credit default swaps).</em> Ahora muchos se preguntan por qué el contribuyente de EE UU tiene que rescatar bancos europeos.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Y los bancos centrales?</p>
<p><strong>R.</strong> Ahí los efectos no están tan claros. Hasta cierto punto, la resistencia del BCE a utilizar todo el margen en los tipos de interés está beneficiando a EE UU, con un dólar más barato que impulsa las exportaciones, así que a nosotros claramente nos interesa la política de Trichet.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Conoce al presidente Zapatero o va a reunirse con él?</p>
<p><strong>R.</strong> No le conozco. Sé que interviene en el acto en el que tengo que participar</p>
<p>en Madrid, pero no sé si habrá oportunidad de encontrarnos. Lo que sí he hecho ha sido repasar a fondo la situación de España.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Y sus conclusiones?</p>
<p><strong>R. </strong>Que España es como California o Florida. Las dos han vivido un <em>boom</em> de la construcción, han recibido grandes flujos de capital extranjero y, cuando ha estallado la burbuja inmobiliaria, la situación se ha vuelto muy difícil. Ahora tienen problemas de ajuste similares: el déficit es preocupante y la rebaja del <em>rating</em> ha sido inevitable, aunque peor para California.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Y qué se debería hacer?</p>
<p><strong>R.</strong> Va a ser duro. Lo que realmente asusta de la situación española es que no está nada claro cuál es la estrategia de ajuste por su pertenencia a la UE. Todo lo que puede hacer es mitigar los efectos de la crisis. Si España no fuera parte del euro, la devaluación ayudaría, pero esa opción ya no existe; la política fiscal es muy limitada para los países de la UE; también es limitada la capacidad de actuar sobre el sistema financiero aunque los bancos españoles han demostrado estar relativamente en buena forma; se pueden adoptar medidas para limitar el impacto de la crisis sobre los parados. Pero en buena medida a España sólo le queda esperar a que se produzca una recuperación europea.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿No debería jugar China un papel más destacado?</p>
<p><strong>R.</strong> Sí, siempre que China también dé señales de cooperación. De momento sólo pretenden salir de la recesión con una moneda devaluada que impulse sus exportaciones y la política de la Reserva Federal no tiene como objetivo que los chinos estén contentos. Además, hay una cierta amenaza de que se puedan llevar el dinero que tienen en dólares, pero lo cierto es que si debes 100 dólares a alguien tienes un problema pero si lo que debes es un billón, como a los chinos, el problema lo tiene China, no tú.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Puede el mismo sistema financiero que nos ha llevado al caos ser el que marque las directrices de futuro?</p>
<p><strong>R.</strong> Nos enfrentamos a un gran <em>test</em> que debemos resolver y es la reconstrucción del sistema financiero. Solíamos tener un sistema más sencillo, con los bancos actuando como intermediarios y luego todo derivó en un sistema de enormes instituciones financieras, complejas y poco reguladas. Claramente eso ha fracasado. Probablemente debamos mirar hacia un modelo más simple y más al viejo estilo. Muchos cambios se producirán de forma natural. Dudo que la gente vuelva a confiar en estos planes financieros complejos y complicados, que en buena medida ya han quebrado: unos 400.000 millones de dólares del sistema financiero han desaparecido. Pero también se necesita más regulación de la que tenemos y eso va a ser duro.</p>
<p><strong>P.</strong> La crisis se ha llevado por delante a muchos banqueros pero a ningún regulador.</p>
<p><strong>R.</strong> En EE UU, muchos supervisores han sido forzados a dimitir de una forma u otra. Tampoco está claro que incluso haciendo su trabajo bien esto no hubiera pasado. Pero es cierto que ni siquiera intentaron hacerlo.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Se refiere a Greenspan?</p>
<p><strong>R.</strong> No, aunque es un poco triste ver cómo intenta defender su legado. Pero no hablaba de él.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Podemos enfrentarnos, como en los años treinta, a una serie de devaluaciones competitivas?</p>
<p><strong>R.</strong> Esas devaluaciones ayudaron, no fueron dañinas para la economía mundial, pero era un mundo distinto que se regía por el patrón oro. Lo que me preocupa es si ahora las devaluaciones sustituyen a otro tipo de medidas. Si China, por ejemplo, lo hace para salir de la crisis, eso sí es un problema.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Cómo valora los primeros meses del gobierno de Obama?</p>
<p><strong>R.</strong> El cambio a mejor es enorme, son políticas inteligentes y honestas y sólo eso ya dibuja un mundo completamente diferente al que había. El problema es que el gobierno Obama está siendo demasiado cauto, incluso siendo más audaz de lo habitual, está siendo demasiado prudente</p>
<p>dada la dimensión de la crisis. El plan de estímulo tenía que haber sido, al menos, un 30% mayor y no quieren adoptar ninguna medida dramática sobre los bancos. Las prioridades fijadas en el presupuesto son excelentes, pero aunque reman en la dirección correcta no están remando lo suficiente.</p>
<p><strong>P.</strong> Pero sí hay ámbitos, como la sanidad y las políticas de gasto, en los que Obama está aplicando reformas profundas&#8230;</p>
<p><strong>R.</strong> Hay una frase que se atribuye a su jefe de gabinete, Rahm Emmanuel, que dice: &#8220;Nunca se debe desaprovechar una crisis&#8221;. Eso define muy bien su espíritu -yo he hecho mía la frase [risas]-. Reagan aprovechó la crisis del 87 para cambiar todo, ¿por qué no vamos a poder dar la vuelta a algunas cosas?</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Incluyen esos cambios la nacionalización de la banca?</p>
<p><strong>R.</strong> En eso, ni siquiera parece que tengan un plan , hablan de la cooperación pública y privada pero de forma difusa y a veces suena más como un regalo al sector. Lo que creo que va a pasar, aunque llevará tiempo, es una solución a la sueca . Eso llevará a garantizar los depósitos bancarios y a nacionalizar temporalmente Citigroup y posiblemente también Bank of America.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿A eso se refería el secretario del Tesoro cuando dijo que el capitalismo ya será diferente?</p>
<p><strong>R.</strong> Éste es uno de esos momentos en los que toda una filosofía ha sido desacreditada. Los que defendían que la avaricia era buena y que los mercados debían autoregularse sufren ahora la catástrofe. Son los mismos que decían que si se subían los impuestos a los ricos pasarían cosas terribles. Pues Clinton subió los impuestos a las rentas más altas y la economía funcionó muy bien durante ocho años, mientras que Bush los bajó y mira lo que ha pasado. Creo que ese cambio se va a imponer.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Amenaza la crisis la reelección de Obama?</p>
<p><strong>R.</strong> Obama se parece a Roosevelt, que no resolvió la Depresión pero al que se veía que tomaba medidas para intentar salir de la crisis y eso le dio la victoria electoral. Muchos expertos en política de mi Universidad aseguran que los electores tienen una memoria muy frágil, que sólo se preocupan por lo que pasa en los últimos seis meses así que Obama tiene margen para mejorar cosas antes de la reelección.</p>
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		<title>&#8221;Para os EUA, o Brasil é hoje parte da solução&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 13:46:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Roberto Abdenur: ex-embaixador do Brasil em Washington e consultor de empresas; diplomata destaca que imagem do País entre americanos mudou após a superação de problemas ligados à dívida externa

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Gabriel Manzano Filho &#8211; O Estado SP
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 Embaixador brasileiro em Washington até novembro de 2006, o diplomata Roberto Abdenur é um otimista. Tendo presenciado o que chama [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c"><strong>Roberto Abdenur: ex-embaixador do Brasil em Washington e consultor de empresas; diplomata destaca que imagem do País entre americanos mudou após a superação de problemas ligados à dívida externa</strong></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://d.yimg.com/x/pi/news/afp/j/090314/icpstte28150309005418photo00.jpg?x=286&amp;y=345&amp;sig=e8juSGasYAc0ASHhuLFBSw--" alt="O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tem uma 'oportunidade histórica' para construir uma nova relação com a América Latina, estimou neste sábado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao defender uma maior aproximação de Washington com a região.               Foto:Saul Loeb/AFP" title="O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tem uma 'oportunidade histórica' para construir uma nova relação com a América Latina, estimou neste sábado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao defender uma maior aproximação de Washington com a região.               Foto:Saul Loeb/AFP" width="286" border="0" height="345" /></div>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Gabriel Manzano Filho &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
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</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
</div>
<div id="corpoNoticia"> Embaixador brasileiro em Washington até novembro de 2006, o diplomata Roberto Abdenur é um otimista. Tendo presenciado o que chama de &#8220;química impressionante&#8221; entre os presidentes George W. Bush e Luiz Inácio Lula da Silva, e vendo de perto, como consultor, o diálogo entre empresários de lá e de cá, ele aposta em &#8220;progressos notáveis&#8221; no relacionamento entre Brasil e Estados Unidos &#8211; apesar da crise e de suas incertezas.</p>
<p>Não lhe parece crucial que Lula reviva com o presidente Barack Obama o mesmo grau de empatia anterior &#8211; não é segredo que Obama é mais formal e reservado. Mas lembra que a ligação entre nações é determinada mais por fatos concretos do que por laços pessoais.</p>
<p>Seu otimismo vem da crescente projeção mundial do Brasil, que contribuiu para amadurecer o diálogo. &#8220;Nosso País livrou-se da dívida externa. É hoje um credor dos EUA, comprando títulos do Tesouro americano. Tem empresários investindo lá&#8221;, resume. Em entrevista ao Estado, ele destaca: &#8220;Nessa relação, o Brasil passou a ser parte da solução.&#8221;</p></div>
<div id="corpoNoticia"></div>
<div id="corpoNoticia">
<div style="text-align: center"><img src="http://www.international.ucla.edu/media/images/abdenur-lrg.jpg" alt="http://www.international.ucla.edu/media/images/abdenur-lrg.jpg" /></div>
</div>
<div id="corpoNoticia"></div>
<div id="corpoNoticia"><strong>De que modo a chegada de Obama e da crise financeira vão afetar as relações Brasil-EUA?</strong></p>
<p>O Obama tem um temperamento e uma postura diferentes da espontaneidade de Bush. Em novembro de 2005, vi de perto no encontro entre Bush e Lula a química impressionante entre eles. Mas, independentemente disso, a relação progrediu imensamente. O Brasil gozou até de certa deferência da parte americana.</p>
<p><strong>Lula e Obama vão repetir a dose?</strong></p>
<p>Não conheço Obama pessoalmente. Talvez ele seja mais formal, menos descontraído que o Bush. Mas é bom lembrar que o fator pessoal, embora importante, não é o definidor de uma relação entre nações. Esta se define em função de fatos concretos e circunstâncias objetivas, regionais e globais. Nesse sentido, acho que a relação pode ter progressos notáveis.</p>
<p><strong>Por quê?</strong></p>
<p>A base para isso foi dada nos últimos anos, por uma situação de convergência entre os dois. A crescente projeção do Brasil levou a um relacionamento que evoluiu. Passou a haver mais sofisticação no olhar recíproco.</p>
<p><strong>No que consiste essa sofisticação?</strong></p>
<p>Os EUA passaram a ver o Brasil, no contexto regional e no global, como um país de peso, com potencial para uma aproximação ampla. E o Brasil, num pragmatismo que é típico de Lula, passou a vê-los mais como um potencial parceiro do que como obstáculo ao seu desenvolvimento.</p>
<p><strong>Antes era muito diferente? </strong></p>
<p>Em outros períodos, os EUA se contrapunham ao Brasil em muitas coisas. O exemplo mais dramático foi a dívida externa. Hoje o Brasil a superou. O quadro mudou e o Brasil passou a ser parte da solução. É credor dos EUA na forma das reservas que temos em papéis do Tesouro. Pela primeira vez a solidez da nossa economia é um dado da questão.</p>
<p><strong>Que progressos o sr. espera?</strong></p>
<p>O melhor exemplo é o da energia, especialmente o etanol. O Brasil quer ampliar a cooperação bilateral e acho possível que o Congresso americano, em algum momento, adote uma redução gradual de tarifas para o setor. Os EUA vêm investindo muito em energias limpas e renováveis. O Brasil já é parceiro em pesquisa de hidrogênio. Somos um potencial fornecedor de petróleo. E há todo um pacote de atividades a definir, na facilitação do comércio entre os dois.</p>
<p><strong>A crise não vai atrapalhar?</strong></p>
<p>Ela tem impacto nos dois sentidos. Numa perspectiva mais ampla, ela tende a estimular a convergência entre os dois governos. De imediato temos a reunião do G-20, depois vem a questão do comércio &#8211; cedo ou tarde a Rodada Doha será retomada. E pela frente virão o debate sobre mudanças climáticas, sobre energia.</p>
<p><strong>O sr. tem trabalhado em contatos empresariais com os dois lados. Dá para melhorar esse diálogo?</strong></p>
<p>Há um potencial. O Brasil conta com uma figura influente na política americana, o senador Richard Lugar. Há alguns dias ele divulgou nota exortando o Senado a negociar um acordo de bitributação Brasil-EUA &#8211; um tema que está no horizonte imediato dos dois governos.</p>
<p><strong>Lula admite atuar numa reaproximação entre os EUA e Chávez. Isso tem algum valor prático?</strong></p>
<p>Há um valor diplomático e político no fato de o Brasil ter boas relações com Caracas. Mas uma coisa é o Brasil se apresentar como amigo &#8211; de um lado e de outro. Outra é proclamar, abertamente, que a Venezuela é um país democrático. O importante é lembrar que a Venezuela não é inimiga dos americanos. Sua estatal de petróleo, a PDVSA, tem quatro grandes refinarias nos EUA e mais de 15 mil postos. De modo geral, o que a diplomacia do Obama talvez pretenda seja atenuar as tensões na região, melhorar a atmosfera.</p>
<p><strong>Qual o peso, nisso tudo, dos problemas internos americanos e do protecionismo?</strong></p>
<p>Eles estão fazendo uma freada de arrumação. E não vão dar passos significativos, em termos de abertura comercial, enquanto não puserem a casa em ordem. Podem até ratificar alguns acordos comerciais pendentes, com a Coreia, a Colômbia e o Panamá. Quanto ao protecionismo, é preciso qualificar melhor essa história. A economia americana é muito aberta, as tarifas americanas são menos da metade das nossas, na média. Para o bem do consumidor e da inflação, nos Estados Unidos, o acesso a bens importados baratos é um dado positivo. E, como grandes exportadores, eles não têm interesse em precipitar uma guerra comercial.</p>
<p><strong>Quem é:<br />
Roberto Abdenur</strong></p>
<p>Embaixador em Washington entre 2004 e 2006</p>
<p>Ministro das Relações Exteriores entre 93 e 95.</p>
<p>Aposentou-se em 2007, após 44 anos de atividade diplomática</p></div>
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		<title>Déficit sim, contra a recessão</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 15:26:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Alberto Tamer* &#8211; O Estado SP
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Déficit ou depressão. Eis a questão. O que é melhor para os Estados Unidos e para o mundo, gastar mais do que arrecada para tirar a economia da recessão que só se agrava, ou guardar dinheiro nos cofres do Tesouro, por precaução? Enfrentar o presente ou prevenir o futuro?
Estas são [...]]]></description>
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<h3>
<div style="text-align: center"><img src="http://images.businessweek.com/ss/08/08/0807_mccain_obama_economic_plans/image/obama_deficit2.jpg" alt="http://images.businessweek.com/ss/08/08/0807_mccain_obama_economic_plans/image/obama_deficit2.jpg" /></div>
</h3>
</div>
<div class="grupoC2">
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Alberto Tamer* &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
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</span></p>
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<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>Déficit ou depressão. Eis a questão. O que é melhor para os Estados Unidos e para o mundo, gastar mais do que arrecada para tirar a economia da recessão que só se agrava, ou guardar dinheiro nos cofres do Tesouro, por precaução? Enfrentar o presente ou prevenir o futuro?</p>
<p>Estas são as perguntas que políticos e economistas excessivamente ortodoxos, quase sempre desligados da realidade, estão fazendo. A crítica: os governos que aceitam déficit maior no momento, estão se endividando e sacrificando gerações futuras. A resposta: e qual seria o destino dessas gerações se as economias americana e mundial entrarem em depressão por alguns anos? Não seria melhor gastar mais o que não tem,se endividando, e evitar o desemprego em massa que já está aí? Será possível que já se esqueceram da tragédia dos anos 30, quando a fome e a miséria se instalaram no mundo?</p>
<p>A OPÇÃO CERTA DOS EUA</p>
<p>Obama escolheu a opção certa ao anunciar corajosamente um déficit de US$ 1,75 trilhão, mesmo consciente de que representa12,3% do PIB. É muito, é grave? É, sim. É muito grave. Mas a outra opção, o avanço rápido para a depressão seria pior para os EUA e para o mundo, incluindo nós. Seria o caos por muitos anos. Será que ninguém mais se lembra da tragédia de desemprego, fome e miséria da década de 1930?</p>
<p>Todos, absolutamente todos os indicadores dos últimos meses, das últimas semanas, dos últimos dias são mais assustadores do que esse déficit. Se o governo executar os projetos já aprovados, se vierem com urgência outros mais, como Obama já anunciou, a economia americana poderá crescer 1,2% neste ano (foi 1,1% no ano passado) e 3,1% no próximo. O déficit cairia para US$ 533 bilhões em 2013. São muito otimistas, afirmam alguns. Será? Talvez não, porque a nova equipe tem se mostrado transparente e responsável. A previsão é cautelosa. Parte de uma retomada gradual e lenta no decorrer dos próximos quatro anos.</p>
<p>É realista, também, porque desta vez a injeção maciça de recursos está sendo encaminhada para setores que geram produção, emprego, demanda e crescimento.</p>
<p>Os recursos que irão provocar o déficit atacam de frente o desemprego que já chega a quase 3 milhões de pessoas. Os recursos socorrem mutuários e famílias endividadas, abrem caminho para sair da recessão talvez ainda neste ano. E o mundo irá atrás porque é o mercado interno americano que absorve as suas exportações. Quase US$ 2 trilhões por ano.</p>
<p>PODE HAVER RECUPERAÇÃO</p>
<p>Bush e sua equipe econômica não tiveram tempo ou não quiseram fazer nada disso. Obama rompeu essa política que se revelou desastrosa. Busca com energia e sentido de urgência o fim do túnel. E há luz porque a economia americana ainda é suficientemente forte para voltar a crescer carregando as outras consigo.</p>
<p>E não me digam, por favor, que estou exagerando. Basta ver que a economia da zona do Euro afundou mais na recessão porque suas exportações para os EUA despencaram. E ela afunda ainda mais na recessão.</p>
<p>A China também está sendo seriamente atingida porque 19% das suas exportações de US$ 1,2 trilhão se destinam para os EUA. Mesmo livre da crise financeira, não vai crescer mais de 6% neste ano em confronto com 11% dos anteriores.</p>
<p>A recessão começou nos EUA e eles são os únicos que nos podem tirar dela. E, pelo menos até agora, Obama está tentando fazer isso. Acertou ao optar por um déficit o gigantesco para evitar a depressão. E é por isso que deve ser seguido pelos países desenvolvidos que mergulham na recessão.</p>
<p>E O BRASIL?</p>
<p>Aqui nós estamos em situação melhor, mas desconfortável. Em janeiro, tínhamos ainda um superávit primário de 3,58% do PIB. Não é mal, mesmo estando um pouco abaixo da meta do governo de 3,8%. Mas há um sinal de aviso. Ele vem recuando mais rapidamente nos últimos meses. Em dezembro, anualizado, estava em 4%. Uma parte pode ser devido a gastos do governo que não foram controlados, mas outra decorre dos investimentos e redução de impostos destinados a sustentar a economia e enfrentar a recessão. Temos, portanto, um espaço ainda para continuar agindo sem que se agrave o risco de cair novamente nos déficits fiscais do passado.</p>
<p>EUROPA DE NOVO&#8230;</p>
<p>Aqui surge a União Europeia relutando de novo. Os países membros são punidos se tiverem déficit superior a 3% do PIB. Isso é coisa do passado. Estão proibidos, também, de terem um endividamento acima de 60% do PIB. A punição é a expulsão da zona do euro. Só que sete países já ultrapassaram esses limites, por enquanto, inclusive a Alemanha. Se as regras forem cumpridas, a zona do Euro simplesmente desaparece&#8230; Mesmo assim, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia insistem em mantê-las, apesar de um aprofundamento semanal na recessão.</p>
<p>Os planos de estímulo à economia somente agora estão aparecendo, mas, com exceção da Grã-Bretanha, estão atrasados e poderiam ter sido úteis há cinco meses. Agora, não. Estão superados pelo agravamento da recessão que os governantes europeus, como Bush, só içaram olhando acontecer.</p>
<p><strong>*E-mail: at@attglobal.net</strong></div>
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		<title>Obama põe educação no topo de agenda e planeja reforma</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 14:59:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Presidente pretende triplicar verba do setor para US$ 150 bi, mudar políticas de Bush e diminuir índice de abandono
Pilares são a educação de crianças menores, melhora das escolas públicas e maior acesso ao ensino superior
ANDREA MURTA DE NOVA YORK &#8211; FOLHA SP
Em sua ambiciosa proposta de gastos públicos, o presidente Barack Obama quer dar à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://thecinemaniaco.files.wordpress.com/2009/01/barack-obama-street-posters.jpg" alt="http://thecinemaniaco.files.wordpress.com/2009/01/barack-obama-street-posters.jpg" /></div>
<p><strong>Presidente pretende triplicar verba do setor para US$ 150 bi, mudar políticas de Bush e diminuir índice de abandono</strong></p>
<p><strong>Pilares são a educação de crianças menores, melhora das escolas públicas e maior acesso ao ensino superior</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">ANDREA MURTA DE NOVA YORK &#8211; FOLHA SP</p>
<p>Em sua ambiciosa proposta de gastos públicos, o presidente Barack Obama quer dar à educação nos EUA quase US$ 150 bilhões em gastos discricionários já no primeiro ano de governo. É um aumento de mais de 200% em relação ao que George W. Bush pediu ao chegar ao poder. Mas a revolução prometida por Obama vai além da verba e sacode primordialmente as políticas para o setor.<br />
&#8220;Meu Orçamento apoia um investimento histórico em educação (&#8230;) ao equilibrar novos fundos com novas reformas&#8221;, afirmou o novo presidente ao Congresso na última quinta.<br />
Da verba sugerida, US$ 46,7 bilhões são em gastos discricionários do Orçamento para o departamento. Outros US$ 100 bilhões vêm do pacote de estímulo da economia, aprovado separadamente pelos legisladores, e já estão nos cofres do órgão. E a conta não inclui gastos hoje discricionários mas que o novo governo quer tornar obrigatórios, como bolsas para estudantes universitários de baixa renda.<br />
A proposta de Obama destaca três pontos. O primeiro é investir na educação de crianças de 0 a 5 anos. O segundo é fortalecer e reformar escolas públicas ao ajudar Estados a desenvolver bons padrões de testes, melhorar métodos de ensino e recompensar bons professores. E o último é expandir oportunidades nas universidades por meio de empréstimos estudantis e cortes de impostos para baixar as mensalidades.<br />
<strong><br />
Bush</strong><br />
Mas propagar a intenção de transformar o ensino não é exclusividade do novo presidente. Em 2001, em seu primeiro discurso aos legisladores, Bush afirmara que &#8220;o maior aumento percentual de nosso Orçamento deve ir para a educação de nossas crianças. Educação é minha prioridade&#8221;. Em sua estreia, aliás, Bush dedicou muito mais tempo ao tema do que Obama. E remodelou já nos primeiros dias do mandato um programa abrangente, rebatizando-o de &#8220;Nenhuma Criança Ficará para Trás&#8221;.<br />
O programa buscava mais ênfase em resultados de testes, mais liberdades para Estados e comunidades, uso de métodos educacionais &#8220;comprovados&#8221; e mais opções para os pais.<br />
Algumas medidas foram quase unanimemente elogiadas, como a exigência de divulgação de resultados de minorias, o que revelou lacunas entre os grupos. Mas boa parte dos especialistas afirma que o resultado final foi negativo, com Estados relaxando testes de aferição por medo de fracassarem e serem penalizados ao receberem fundos do governo.<br />
Oito anos depois, a imagem do programa é tão ruim que o novo secretário da Educação, Arne Duncan, quer mudar seu nome. Entre as sugestões irônicas aventadas na mídia estão &#8220;Nenhum Espertinho Ficará para Trás&#8221; e &#8220;Nenhuma Criança Ficará sem Teste&#8221;.<br />
De toda forma, o acúmulo de esforços ineficazes resultou na continuidade de problemas no treinamento de professores, falta de padrões nacionais de prestação de contas, diferenças gritantes nos resultados de alunos por raça/grupo e perda de qualidade ante outros países desenvolvidos. Há ainda o que Obama chama de &#8220;crise de abandono da escola&#8221;, que afeta 22% dos estudantes hispânicos e 10,7% dos negros.<br />
O presidente ainda precisará dobrar a resistência de republicanos e democratas mais conservadores na área fiscal para aprovar seu Orçamento. Esforço e oratória, no passado, não chegaram muito longe.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://letustalk.files.wordpress.com/2008/08/obama-education-college-students-nh.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://letustalk.files.wordpress.com/2008/08/obama-education-college-students-nh.jpg" width="553" height="395" /></div>
<p><font size="5"><strong>Crise e maior papel federal são riscos em projeto</strong></font></p>
<p><strong>Escolas mostram medo em se submeter a avaliação</strong></p>
<p><font size="-1">DE NOVA YORK </font></p>
<p>Além das dificuldades inerentes à ambição de reformar  um sistema educacional, o presidente dos EUA, Barack Obama, contará neste ano com o  peso extra da recessão.<br />
Com a crise, só para manter a  educação no nível atual, o governo vai gastar ao menos US$  53,6 bilhões oriundos da lei de  estímulo à economia para criar  um fundo de estabilização fiscal para os Estados. É a parte  mais gorda da lei de ajuda que  vai para a educação. Sem ela, as  escolas poderiam ser obrigadas  a cortar 574 mil empregos, segundo estudo da Universidade  de Washington.<br />
Em meio a valores tão altos,  críticos já temem que o Departamento da Educação não consiga destilar a verba adequadamente. Uma preocupação é que  o dinheiro escoe para Estados  que precisam menos, até porque estimar as necessidades é  tarefa complicada.<br />
&#8220;Como cada Estado estabelece seu próprio método de aferir  aprendizado -e muitos deles  são frouxos-, na verdade não  sabemos comparar a qualidade  do ensino pelo país&#8221;, afirmou à  Folha Doug Harris, professor  de políticas educacionais da  Universidade do Wisconsin.<br />
Ele diz que as propostas de  Obama estão no caminho correto. Destaca a intenção de padronizar as medidas e ajudar  mais as piores escolas, inclusive levando a elas alguns dos  melhores professores.<br />
Também elogia a ênfase na  educação de 0 a 5 anos, fundamental para a capacidade de  aprendizado futura.</p>
<p><strong>Portas fechadas</strong><br />
Outro especialista, Thomas  James, reitor da Faculdade de  Educação da Universidade Columbia, apontou como &#8220;área  nobre&#8221; das propostas de Obama a intenção de aumentar o  papel do governo federal na  educação.<br />
Seria uma guinada. Hoje são Estados e municípios que criam escolas e faculdades, desenvolvem o currículo e determinam exigências para matrícula e graduação. Com as verbas, a linha é a mesma. De estimados US$ 1 trilhão gastos pelo país em educação entre 2007 e 2008, no máximo 12% foram federais.<br />
Aumentar a participação do  governo federal na educação,  porém, é mexer em um vespeiro. George W. Bush evitou fazer  isso. Mesmo assim, hoje as escolas costumam temer se expor  a intervenções federais.<br />
Esse medo ajuda a explicar  porque as instituições se fecham à imprensa. A Folha contatou em dois dias mais de dez  escolas de quatro cidades diferentes em Nova York e Nova  Jersey, e nenhuma permitiu o  acesso da reportagem. Entrevistas por telefone foram negadas. Solicitações a cinco profissionais dos departamentos da  Educação dos dois Estados foram infrutíferos. Em Nova  York, um membro do Departamento Estadual da Educação  confirmou que &#8220;as escolas foram orientadas a não falar com  repórteres&#8221;.<br />
Mas Nova York e Nova Jersey estão longe de serem Estados de piores notas. Em uma  das poucas provas de aferição  padronizada do país, o NAEP,  que mede o progresso dos alunos ano a ano em algumas escolas, Nova Jersey teve um dos  melhores resultados de 2007.  Nova York ficou na média. Os  mais fracos foram Mississippi,  Havaí, Nevada e Novo México.<br />
Thomas James afirma porém que as maiores diferenças  estão não entre Estados, mas  entre subúrbios, grandes cidades e áreas rurais. Segundo  ele,&#8221;os subúrbios pagam melhor e atraem os melhores professores&#8221;.<br />
Em quatro anos, talvez o cenário seja ser outro. Isso se o  plano de Obama for bem sucedido. E a crise permitir.</p>
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		<title>Política de impostos é a espinha do projeto</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 14:36:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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DO &#8220;NEW YORK TIMES&#8221;, EM WASHINGTON
A história da economia dos EUA nos últimos 70 anos pode ser dividida a grosso modo em dois períodos: as décadas imediatamente seguintes à Segunda Guerra, quando a desigualdade diminuiu muito, e as últimas três décadas, quando as forças econômicas globais e a política governamental a fizeram aumentar em ritmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://blogs.fayobserver.com/faytoz/files/2008/02/obama-08.JPG" alt="http://blogs.fayobserver.com/faytoz/files/2008/02/obama-08.JPG" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">DO &#8220;NEW YORK TIMES&#8221;, EM WASHINGTON</p>
<p>A história da economia dos EUA nos últimos 70 anos pode ser dividida a grosso modo em dois períodos: as décadas imediatamente seguintes à Segunda Guerra, quando a desigualdade diminuiu muito, e as últimas três décadas, quando as forças econômicas globais e a política governamental a fizeram aumentar em ritmo vertiginoso. Barack Obama se prepara para iniciar um terceiro período, mais semelhante ao primeiro do que ao segundo.</p>
<p>A agenda começa com os impostos. Nas últimas três décadas, a renda pré-impostos das famílias ricas subiu muito mais que a das demais, enquanto as alíquotas dos setores que mais ganham foram as que mais caíram, segundo o Escritório Orçamentário do Congresso. Como resultado, a renda média pós-imposto do 1% das famílias mais ricas saltou aproximadamente US$ 1 milhão desde 1979 (contada a inflação), chegando a US$ 1,4 milhão. Já a renda média geral subiu apenas um pouco mais que a inflação. Antes de tornar-se o principal assessor econômico de Obama, Lawrence Summers dizia que, com o aumento na desigualdade, era como se cada família que integrava os 80% inferiores do bolo de renda na prática estivesse remetendo anualmente um cheque de US$ 10 mil ao 1% mais rico. O Orçamento de Obama reflete essa percepção. Os especialistas ainda estão estudando os detalhes, mas parece que os vários cortes e créditos tributários voltados à classe média e aos pobres vão aumentar a renda final da família média em cerca de US$ 800.</p>
<p>Enquanto isso, o aumento dos impostos sobre o 1% mais rico provavelmente custará a eles US$ 100 mil por ano. &#8220;O código fiscal ficará mais progressista, com índices relativamente altos cobrados dos ricos e relativamente mais baixos da classe média e dos pobres&#8221;, disse Roberton Williams, membro sênior do Centro de Política Tributária, em Washington. &#8220;Isso é uma inversão da política de Bush.&#8221; E, assim como o aumento de taxação sobre os ricos imposto por Franklin Roosevelt se seguiu a um crash da Bolsa, que já tinha deprimido a renda deles, as propostas de Obama, se forem aprovadas, farão o mesmo.</p>
<p>Essa combinação tem o potencial de reverter uma parte importante da tendência de desigualdade das últimas décadas. Mas, para que o país repita o padrão pós-Segunda Guerra, será preciso que a renda da maioria das famílias também suba mais rápido do que tem subido desde a década de 70. Essa hipótese ainda é incerta. Economistas dizem ser pouco provável, nos próximos anos, que a economia americana cresça como nos anos 50 ou 60.</p>
<p><strong>Saúde e educação</strong></p>
<p>Obama pretende elevar a renda da classe média e dos pobres por dois canais principais. O primeiro é reformar a saúde para reduzir o valor gasto com seguro -hoje uma parcela grande a pesar nos salários. O outro canal é a educação. Nas últimas três décadas, os salários de profissionais com formação universitária subiram muito mais que os dos trabalhadores menos instruídos. Obama quer levar os trabalhadores para a primeira categoria, ampliando a assistência financeira federal e simplificando os programas de assistência.</p>
<p>E, nos últimos anos, os EUA perderam a posição como país em que mais adultos jovens se formam na universidade. &#8220;Os jovens de famílias de renda baixa e média frequentemente não aspiram a fazer faculdade&#8221;, disse o diretor do Escritório de Administração e Orçamento, Peter Orszag. &#8220;Eles ouvem falar das &#8220;taxas anuais de US$ 40 mil&#8221; e acham impossível.&#8221;</p>
<p><strong>Tradução de CLARA ALLAIN &#8211; FONTE FOLHA SP</strong></p>
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		<title>Novo Orçamento americano enterra a era conservadora</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 14:09:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Ideia central é reverter rápido crescimento da desigualdade iniciado nos anos 80 com Reagan
Com plano, Obama quer reescrever código tributário e tentar sanar parte das causas do desaquecimento da renda da classe média

DAVID LEONHARDT DO &#8220;NEW YORK TIMES&#8221;, EM WASHINGTON &#8211; FOLHA SP
O Orçamento que Barack Obama propôs na última quinta aos EUA não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Ideia central é reverter rápido crescimento da desigualdade iniciado nos anos 80 com Reagan</strong></p>
<p><strong>Com plano, Obama quer reescrever código tributário e tentar sanar parte das causas do desaquecimento da renda da classe média</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www1.pictures.gi.zimbio.com/Barack+Obama+Campaigns+Mississippi+Ahead+State+6UBC3SH_P1Ul.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www1.pictures.gi.zimbio.com/Barack+Obama+Campaigns+Mississippi+Ahead+State+6UBC3SH_P1Ul.jpg" width="553" height="365" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">DAVID LEONHARDT DO &#8220;NEW YORK TIMES&#8221;, EM WASHINGTON &#8211; FOLHA SP</p>
<p>O Orçamento que Barack Obama propôs na última quinta aos EUA não é nada menos que uma tentativa de pôr fim a três décadas de política econômica dominada pelas ideias de Ronald Reagan e seguidores.</p>
<p>A proposta de Obama -uma mudança radical em relação à história recente- prevê forte elevação dos impostos sobre os ricos, para além do patamar para o qual Bill Clinton os elevara. E reduz os impostos sobre o resto da população para menos do que estavam sob Clinton e George W. Bush. O Orçamento ainda deita as bases para mudanças amplas na saúde e na educação, entre outras áreas.</p>
<p>Mais que qualquer outra coisa, a ideia é reverter o crescimento rápido da desigualdade econômica verificado nos últimos 30 anos. Isso deve ser feito, primeiro ao reescrever o código tributário e, no longo prazo, ao tentar resolver algumas das causas do desaquecimento da renda da classe média, como os altos custos médicos e a queda nos ganhos educacionais.</p>
<p>Depois de Obama ter passado boa parte de suas primeiras cinco semanas na Presidência tratando da crise financeira, seu Orçamento traz de volta para a mesa as prioridades nas quais ele baseou sua campanha.</p>
<p>Seus esforços vão aumentar um déficit já inchado pelas políticas de Bush e a recessão, criando o maior déficit desde a Segunda Guerra. Eliminá-lo vai exigir escolhas difíceis -como cortes extras de gastos e aumentos nos impostos- que Obama evitou tratar por ora.</p>
<p>Apesar disso, ele fez escolhas. Buscou eliminar subsídios corporativos que os economistas criticam há muito tempo, pagos a seguradoras de saúde, bancos e empresas agrícolas. Propôs taxar a emissão de carbono, para desacelerar o aquecimento global, e depois refinanciar a maior parte da receita obtida com esse programa, por meio de cortes amplos nos impostos.</p>
<p>Pediu cerca de US$ 100 bilhões por ano em aumentos dos tributos sobre os ricos -em sua maioria adiados até 2011, quando se presume que a recessão terá terminado- e US$ 50 bilhões por ano em cortes líquidos para os não-ricos.</p>
<p>Há ainda muitas perguntas em aberto sobre a proposta, a começar pelas chances de o Congresso aprová-las. Os planos para saúde e educação também esbarram em resistência, e, se a economia continuar fraca até 2010, os republicanos no Congresso vão tentar atribuir a culpa por isso ao aumento dos impostos para os ricos.</p>
<p>Aconteça o que acontecer, porém, faz muito tempo que nenhum presidente tentava usar seu Orçamento para moldar o governo e a economia tanto quanto Obama tentou. Nesse ponto, ele e Ronald Reagan têm algo em comum.</p>
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		<title>Orçamento muda EUA de rumo</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 17:52:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Proposta de Obama apresentada rompe com as políticas dos últimos 30 anos e acaba com o temor de que presidente sacrificasse prioridades progressistas por conta da crise
PAUL KRUGMAN DO &#8220;NEW YORK TIMES&#8221;
ELEIÇÕES TÊM consequências. O Orçamento do presidente Barack Obama representa uma ruptura enorme, não só com as políticas dos últimos oito anos, mas com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.greghalbert.com/images/portfolio/celebrity/barack-obama.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.greghalbert.com/images/portfolio/celebrity/barack-obama.jpg" /></div>
<p><strong>Proposta de Obama apresentada rompe com as políticas dos últimos 30 anos e acaba com o temor de que presidente sacrificasse prioridades progressistas por conta da crise</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">PAUL KRUGMAN DO &#8220;NEW YORK TIMES&#8221;</p>
<p>ELEIÇÕES TÊM consequências. O Orçamento do presidente Barack Obama representa uma ruptura enorme, não só com as políticas dos últimos oito anos, mas com as tendências políticas dos últimos 30. Se ele conseguir que o Congresso aprove qualquer coisa parecida com o plano anunciado anteontem, terá posto os EUA num rumo novo. Entre outras coisas, o Orçamento será recebido com enorme alívio pelos democratas que começavam a sentir um pouco de depressão pós-eleitoral. O pacote de estímulo econômico que o Congresso aprovou pode ter sido muito fraco e focado em cortes nos impostos. A recusa do governo em endurecer com os bancos pode ter decepcionado. Mas o temor de que Obama pudesse sacrificar as prioridades progressistas em seu Orçamento acabou. Isso porque este Orçamento prevê US$ 634 bilhões em gastos nos próximos dez anos com a reforma da saúde. Não dá para pagar por cobertura universal, mas é um começo impressionante. Em outro front, também é animador ver que o Orçamento projeta US$ 645 bilhões em receita com a venda de autorizações para emitir carbono, o que mostra preparo para lidar com a mudança climática. E essas novas prioridades estão expostas num documento cuja clareza e plausibilidade parecem incríveis a quem se acostumou a ler os Orçamentos de Bush, que insultavam nossa inteligência a cada página. O que temos agora é um Orçamento no qual se pode crer.</p>
<p><strong><br />
Corte no déficit</strong></p>
<p>Muitos perguntarão se Obama poderá realmente reduzir o déficit de US$ 1,75 trilhão neste ano para menos de um terço disso em 2013, como está prometendo. Sim, ele pode. Hoje o déficit é enorme por fatores temporários (ou que esperamos que sejam temporários): um recuo econômico grave vem deprimindo a receita, e grandes montantes precisam ser reservados para o estímulo fiscal e resgates financeiros. Mas, se e quando a crise passar, o quadro deve melhorar. De 2005 a 2007 -nos três anos que antecederam a crise-, o déficit federal foi da ordem média de US$ 243 bilhões por ano. Durante esses anos as receitas estavam inflacionadas, até certo ponto, pela bolha imobiliária. Mas também é verdade que gastávamos mais de US$ 100 bilhões por ano no Iraque. Portanto, se Obama tirar os EUA do Iraque (sem afundar num atoleiro afegão) e conseguir arquitetar uma recuperação econômica sólida &#8211; dois &#8220;ses&#8221; grandes-, reduzir o déficit para US$ 500 bilhões em 2013 não deve ser difícil.</p>
<p>Quanto aos juros sobre as dívidas acumuladas nos próximos anos, as taxas são inferiores a 4%, de modo que mesmo US$ 1 trilhão de dívida adicional somará menos de US$ 40 bilhões por ano a déficits futuros. E esses custos já se refletem na proposta orçamentária. Se temos boas prioridades e projeções plausíveis, o que há para não se gostar neste Orçamento? Basicamente, as perspectivas de longo prazo. Segundo as projeções do governo, a razão entre a dívida federal e o PIB vai subir muito até se estabilizar em torno de 60%. Não seria um nível extraordinariamente alto pelos padrões internacionais, mas seria o maior endividamento dos EUA desde os anos imediatamente seguintes à Segunda Guerra. E isso nos deixaria com margem de manobra consideravelmente reduzida caso outra crise se apresentasse. Ademais, o Orçamento Obama trata apenas dos próximos dez anos. Os problemas fiscais realmente graves dos EUA estão mais além desse horizonte: cedo ou tarde vamos ter que encarar as forças que empurram para cima os gastos de longo prazo -sobretudo o custo sempre crescente da saúde. E, mesmo que os custos da reforma fundamental da saúde sejam controlados, eu, pelo menos, acho difícil que o governo federal consiga cumprir suas obrigações de longo prazo sem elevar pelo menos um pouco os impostos sobre a classe média. Mas não culpo Obama por deixar algumas perguntas grandes sem resposta. Há um limite ao pensamento de longo prazo que o sistema político consegue encarar sob uma crise grave. E este Orçamento parece ser muito, muito bom.<br />
<strong><br />
Tradução de CLARA ALLAIN &#8211; FOLHA SP</strong></p>
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