11/08/2009 - 10:19h Financiamento de imóvel cresce 29%

No primeiro semestre, o total de recursos da caderneta usado no financiamento de moradias atingiu R$ 8 bilhões

http://www.dicadecompras.com/blog/wp-content/uploads/2009/01/casa_propria.jpg

Chiara Quintão – O Estado SP

O financiamento da casa própria com dinheiro da poupança cresceu 29% no primeiro semestre, ante igual período do ano passado, informou ontem a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Os empréstimos somaram R$ 8 bilhões no período. O número de unidades financiadas caiu 2,57%, para 125,136 mil.

O financiamento de construções caiu 24% ante o primeiro semestre de 2008, quando a economia ainda não havia sido afetada pela crise mundial, e somaram R$ 5,6 bilhões. No total, os empréstimos para o setor com recursos da poupança somaram R$ 13,605 bilhões, um crescimento de 5% ante 2008.

Em junho, foram financiados R$ 2,976 bilhões com recursos da poupança, uma queda de 6,78% em relação a junho de 2008 e aumento de 24,7% ante maio. Conforme a Abecip, foi o melhor resultado mensal de 2009. Em junho, foram financiadas 25.840 unidades, 20,6% menos que no mesmo mês de 2008 e aumento de 24,1% ante maio.

Segundo o presidente da Abecip, Luiz Antonio França, o crédito imobiliário com recursos da poupança deve somar no mínimo R$ 30 bilhões este ano. A projeção representa estabilidade em relação aos R$ 30,032 bilhões do ano passado.

“Nossa expectativa é conservadora”, disse França, acrescentando que a perspectiva é que os financiamentos no segundo semestre fiquem perto dos R$ 17 bilhões da segunda metade de 2008. O número de unidades financiadas deve superar 300 mil, ante 299.685 no ano passado.

Segundo ele, a estimativa para 2009 só está sendo divulgada agora porque “no primeiro semestre era muito difícil fazer projeções”. França disse que, se incluídos os R$ 15 bilhões previstos no orçamento do FGTS, o crédito imobiliário chegará a R$ 45 bilhões este ano. Em 2008, incluindo R$ 10 bilhões do FGTS, foram concedidos R$ 40 bilhões em financiamento imobiliário.

INADIMPLÊNCIA

Não se pode afirmar que está havendo migração das aplicações de renda fixa para a poupança, principal fonte de recursos do crédito imobiliário, disse França. Segundo ele, até julho, enquanto o saldo de poupança cresceu 7,4%, os fundos cresceram 15,5%, os CDBs, 4%, e os depósitos à vista caíram 13,1%.

Em julho, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) respondia por 11% das captações, enquanto os fundos detinham 57%, os CDBs, 24%, depósitos à vista, 5%, e poupança rural, 3%. Para efeito de comparação, França citou que em dezembro de 2007 a participação do SBPE era a mesma de hoje e, em dezembro de 2000, de 18%.

França informou ainda que a inadimplência do SBPE, medida pelo porcentual de mutuários com mais de três prestações em atraso nos contratos firmados após 1998, era de 2,96% em junho, ante 3,07% no ano passado e 12,02% em 2000. Considerando somente os contratos com alienação fiduciária, a taxa cai para 1,19% em junho deste ano.

11/08/2009 - 09:58h Burocracia agrava déficit habitacional

http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/foto/0,,20546321-EX,00.jpg
Fila na Cohab (SP)

Governos não conseguem tocar projetos e liberar recursos

 

Edna Simão – O Estado SP

 


Não é falta de programas e o orçamento escasso que impedem uma redução mais significativa do déficit habitacional, que chega a sete milhões de moradias no Brasil. Programas e dinheiro, mesmo que insuficientes, existem. O problema é que os governos federal, estadual e municipal não conseguem fugir da burocracia – como falta de terrenos e de projetos – para liberar com maior agilidade os recursos disponíveis.

Para contornar a situação, o presidente Lula lançou, recentemente, o programa “Minha Casa, Minha Vida”, que além de estimular a economia em um ano de crise, poderá render votos à potencial candidata a presidência da República em 2010, Dilma Rousseff. A ideia é construir um milhão de casas e o subsídio do governo vai variar conforme a renda.

Atualmente, quatro fundos financiam a habitação para a baixa renda. São eles: Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e o Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). Levantamento do Estado mostra que o FNHIS e FAR fecharam 2008 sem liberar grande parte do orçamento previsto – o que se mantém neste ano. Por outro lado, o FGTS funciona a todo o vapor porque é o mutuário quem solicita a liberação de recursos.

No FNHIS, o orçamento para 2007 e 2008 era de R$ 1,952 bilhão, porém, apenas R$ 405,477 milhões foram contratados. No Programa de Arrendamento Residencial (PAR), que é financiado pelo FAR, de R$ 1 bilhão previstos no orçamento deste ano, apenas R$ 300 milhões foram liberados.

A secretária nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, afirmou que o PAR terá de passar por reformulações para deslanchar. Parte dos recursos será direcionado ao “Minha Casa”, que opera de maneira parecida. “Talvez tenhamos que focar o PAR na recuperação dos grandes centros?, explicou Inês.

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, o funcionamento de programas como o FNHIS esbarra na burocracia dos governos. Na avaliação dele, o grande mérito do “Minha Casa” é a dependência de 100% do setor privado. “Mas os outros programas continuarão sendo tocados”, disse.

Segundo a professora da universidade FAAP, Luiza Rodrigues, em todo o mundo os programas habitacionais para a baixa renda dependem de subsídios. O problema no Brasil é que os programas se confundem. “É preciso ter um foco na política habitacional”, destacou a professora, especialista em habitação.

MORADIA DIGNA

Apesar de o governo destacar que o “Minha Casa, Minha Vida” é uma proposta de longo prazo, a Câmara de Deputados instala hoje uma comissão especial para avaliar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Moradia Digna, que propõe a vinculação da arrecadação de impostos da União, estados e municípios para financiar os programas de habitação de baixa renda por, pelo menos, 30 anos.

Pela proposta, a União deve destinar 2% de sua arrecadação, deduzidas os repasses feitos aos estados e municípios, para financiar a moradia da baixa renda. Já os governos estaduais e municipais entrariam com 1% da arrecadação.

Segundo o autor da PEC, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), essa é uma forma de garantir, independentemente do partido que estiver no poder, os recursos para habitação à baixa renda. A expectativa é de que a PEC seja aprovada ainda neste ano e passe a valer no orçamento de 2011. “Queremos que o Brasil tenha uma política permanente para financiar a habitação”, afirmou. Para o deputado, apesar dos vários programas existentes para financiar a casa própria para a população de baixa renda, os recursos são insuficientes para sustentar a queda do déficit habitacional ao longo dos anos.

NÚMEROS

R$ 1,952 bilhão foi o orçamento do FNHIS para 2007 e 2008

R$ 405 milhões foi o total contratado do FNHIS de 2007 a 2008

R$ 1 bilhão é o total previsto no orçamento do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) para o ano

R$ 300 milhões foram liberados pelo PAR este ano

2% é quanto a União deverá destinar de sua arrecadação a programas habitacionais pela PEC

11/08/2009 - 09:50h Lula quer acelerar programa para entregar 1 milhão de casas até 2010

minhacasa1.jpg

Fabio Graner – O Estado SP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer acelerar o programa “Minha Casa, Minha Vida” para garantir a contratação de 1 milhão de moradias até o fim de 2010, quando acaba o atual governo. Lula recebeu na semana passada informações da Caixa Econômica Federal de que, mantido o atual ritmo, a marca de 1 milhão de contratações será atingida somente por volta de fevereiro de 2011. No cenário mais otimista apresentado pela Caixa, com um processo de aceleração bem-sucedido, a contratação de 1 milhão só será alcançada em setembro de 2010.

As contratações representam a fase em que se viabiliza a construção de empreendimentos. Os dados apresentados ao presidente Lula, no entanto, comprovam a morosidade do projeto: até 31 de julho foram contratadas 215 mil unidades. Os Estados de Sergipe, Goiás e Rio Grande do Norte tiveram o melhor desempenho. Os destaques negativos foram Amapá, Ceará e Pará.

Para dar um ritmo mais intenso às contratações, a estratégia do governo é ampliar o diálogo com Estados e municípios para acelerar a liberação de terrenos. Governadores e prefeitos também podem contribuir restringindo a burocracia que ainda existe para os casos de aprovação de projetos, alvarás, autorizações e licenças. Além de intensificar negociações com Estados e municípios, o governo também pretende ampliar o número de construtoras cadastradas para o programa. A Caixa também vai reforçar as ações do programa habitacional.

O programa “Minha Casa, Minha Vida” foi lançado em março deste ano, com a meta de construir 1 milhão de moradias para famílias com renda de até 10 salários mínimos por mês. O programa tem subsídios do governo, especialmente para o grupo de pessoas com rendimentos de até três salários mínimos de renda mensal.

28/06/2009 - 12:13h “Hoje, já temos proposta para o financiamento de 80.830 unidades habitacionais no programa ‘Minha Casa, Minha Vida’; o programa já passou de R$ 1 bilhão”

 http://stream.agenciabrasil.gov.br/media/imagens/2008/02/22/1700WD2521.image_media_horizontal.jpg

Quem é: Maria Fernanda Coelho

 

É presidente da Caixa Econômica Federal desde março de 2006, quando substituiu Jorge Mattoso

Funcionária de carreira desde 1984, foi gerente de diversas agências no Recife

Formada em jornalismo pela Universidade Católica de PE, tem especialização em finanças empresariais e em gestão pública pelo Ibmec

”Vamos fazer algumas aquisições este ano”

 

Fernando Nakagawa – O Estado SP

 


Planos ousados têm sido traçados no alto de um edifício circular no centro da capital federal. Do 21º andar da sede da Caixa Econômica Federal, a diretoria do banco se prepara para aquele que será o mais desafiante voo da instituição que sempre teve a imagem de banco social, que cuida da habitação e saneamento, áreas ignoradas pelos concorrentes privados. Agora, a situação mudou.

A Caixa está em negociação para comprar outras instituições. Quer crescer para emprestar mais. É a recomendação do governo. E a presidente da instituição, a recifense Maria Fernanda Coelho, tem seguido o plano à risca. Mira o financiamento de veículos, o empréstimo consignado e as empresas de médio porte. “Daqui até o fim do ano vamos ter feito algumas aquisições.”

Diretores, porém, alertam que a cautela é uma marca de Maria Fernanda. Portanto, não será surpresa se negócios forem anunciados bem antes disso.

Em entrevista ao Estado, ela defendeu a atuação mais forte dos bancos públicos e diz que os seguidos cortes de juros anunciados pela instituição já rendem frutos.

Para Maria Fernanda, concorrentes privados começaram a reduzir os juros e os spreads bancários – diferença entre a taxa de captação paga pelos bancos e a cobrada dos clientes nos empréstimos – porque bancos como a Caixa e o Banco do Brasil despertaram a concorrência. A seguir, os principais trechos da entrevista.

A Caixa é um dos principais instrumentos do governo para ajudar na ampliação do crédito. Mas há quem diga que a rápida expansão recente fez o banco chegar perto de um limite nos canais de distribuição de produtos. Há algo que possa impedir a continuidade do crescimento dos empréstimos nos próximos anos?

Que impeça, diria que não. O que existe é a perspectiva de que podemos crescer não só de forma orgânica, mas também através de aquisições. Hoje, não vejo nenhum impedimento para o crescimento da Caixa, considerando a estrutura que temos. Agora, é fato que, com a criação da CaixaPar (subsidiária que poderá comprar participação em empresas), abriram-se novas oportunidades. A CaixaPar vai dar um outro patamar competitivo à instituição.

Se os canais de distribuição de produtos não impedem o crescimento, por que adquirir outras instituições?

Os canais podem ser otimizados. Eu posso ter a chance, por exemplo, de ter uma participação que me permita operar em alguns nichos em que somos ainda tímidos. Isso vai permitir um crescimento muito mais rápido do banco.

Em que setores há mais espaço para essas prospecções?

Veículos é um exemplo. No crédito à pessoa física, ainda temos espaço para crescer. Mesmo no crédito consignado, onde nós começamos, há espaço. Para as pessoas jurídicas, (há espaço) no segmento de médias empresas, onde podemos levar operações estruturais para esses clientes.

Especialistas dizem que a grande lacuna da Caixa é não ter uma financeira. O mercado tem várias instituições independentes nesse segmento. Há chance de uma aquisição de financeira?

A CaixaPar tem feito estudos, está fazendo prospecções. Não vou adiantar agora porque isso ainda é parte de um estudo que está sendo feito com muita segurança. A própria medida provisória (que criou a CaixaPar) assim o previu. Então, você precisa ter um processo de prospecção bastante efetivo. Mas posso dizer que daqui até o fim do ano vamos ter feito algumas aquisições.

Em que fase das negociações o banco está atualmente?

Estamos na etapa de consulta para verificar a assessoria que vamos precisar para o negócio.

Com alguma frequência, são ouvidos rumores de que os Correios poderiam interromper a parceria do Banco Postal. A Caixa teria interesse na operação?

Desconheço qualquer discussão entre os Correios e o Bradesco nesse tema. Mas tudo o que possibilitar o crescimento da rede é um negócio a ser prospectado pela Caixa. Se a gente tiver a possibilidade de mostrar o nosso modelo de negócio, de apresentar uma alternativa, sem dúvida.

Essa é uma questão que sempre é ouvida na Caixa. O tema “rede” é, hoje, o principal problema do banco?

Não diria que é problema, diria que, na realidade, é o grande diferencial. Qual é o grande diferencial de uma instituição como a Caixa? É o fato de ter uma grande rede, essa condição de acesso.

Desde o agravamento da crise, a Caixa tem sido bastante agressiva para ofertar crédito e reduzir juros. Após essa atuação forte, foi possível ganhar mercado? Tanto esforço valeu a pena?

Crescemos muito, de forma muita expressiva, na pessoa jurídica. Se compararmos o primeiro trimestre de 2009 com igual período de 2008, a carteira global de crédito cresceu 52%. Entre as empresas, houve aumento de 108%. Continuamos a crescer na micro e na pequena, mas passamos a contar também com médias e grandes. Em setembro de 2008, tínhamos 1,9% do mercado de crédito para empresas e no fim de maio chegamos a ter 3,2%.

Entre essas grandes, está a Petrobrás. A companhia tomou R$ 2 bilhões, que venceram no fim de abril. O empréstimo foi renovado?

Não comentamos operações individuais, sugiro perguntar à Petrobrás. Mas posso dizer que temos operado com grandes empresas. Interessante é que essa operação com a Petrobrás tornou clara para as demais grandes empresas que nós temos condição de operar nesse segmento. Isso de fato aconteceu e foi uma reação inesperada em relação à polêmica que foi criada por essa contratação.

Se a Caixa opera com grandes clientes, não há risco de um grande financiamento desse porte deixar uma pequena empresa sem recurso disponível?

Não, sob nenhuma hipótese. Temos condição de dobrar a carteira de crédito e sair de R$ 90 bilhões em empréstimos para R$ 180 bilhões. Não há disputa de recursos dentro da Caixa.

O governo tem batido muito na tecla do spread bancário. Há uma dificuldade de avaliação do tema porque a divulgação dos dados não é muito bem vista entre os economistas. Como o banco, que é controlado pelo governo, poderia colaborar nesse tema?

Essa questão tem avançado bastante. O Banco Central tem feito divulgações periódicas, mas você tem uma discussão hoje quanto à metodologia usada. Realmente acho que as instituições financeiras e o BC devem sentar para uniformizar as ferramentas e a metodologia. É a mesma coisa que aconteceu com as tarifas bancárias. Começou com uma ampla discussão, fazendo pesquisas e hoje temos o custo efetivo total, que mostra tudo o que o cliente vai pagar em uma operação de crédito.

O dado divulgado pelo BC não é adequado para a comparação dos spreads?

O que há é uma discussão sobre a metodologia de apuração. A divulgação desse dado foi uma etapa e, como toda etapa, precisa de aperfeiçoamento.

E quanto aos spreads da Caixa? O governo pede que o banco reduza as margens para induzir a concorrência…

Ele é menor que na concorrência, mas é difícil dizer precisamente qual é a diferença, dar um porcentual. Mas acho que está entre 20% e 30% menor nas operações para pessoas físicas. É difícil fazer esse cálculo porque depende do perfil da operação; são muitas variáveis. Mas há a convicção de que, em alguns produtos, o spread da Caixa pode chegar à metade do praticado na concorrência, como no crédito consignado.

E esse movimento tem incentivado a concorrência? Já dá para perceber isso?

Sim. Os concorrentes começaram a reduzir o juro, em alguns casos, além da oscilação da taxa Selic (taxa básica de juros). O que se observava anteriormente era que os concorrentes reduziam o juro com o mero repasse da Selic.

Esse é o papel do banco público? Induzir movimentos na concorrência?

Está na natureza do banco público prospectar novos mercados, nichos e espaços territoriais. De fato, o banco público chega primeiro onde as demais instituições não arriscariam chegar. É um componente da nossa atuação. Não é a toa que temos, por exemplo, os correspondentes lotéricos. E entre os bancos públicos há um processo de especialização. A Caixa, por exemplo, é especialista no financiamento habitacional e no saneamento.

Então, o Banco do Brasil “atropelou” a Caixa ao estrear recentemente no mercado imobiliário?

Não. Acho que é da natureza do negócio. Ganha o cliente, que vai ter mais opções e oferta no mercado.

Qual é a demanda para o “Minha Casa, Minha Vida”?

Hoje, já temos proposta para o financiamento de 80.830 unidades habitacionais no programa. São 472 projetos de empreendimento com valor de R$ 5,2 bilhões. Desse grupo, 159 propostas já entraram com a documentação completa no banco e 79 projetos já contrataram o financiamento da Caixa. Entre as pessoas físicas, já temos contratado o financiamento de 5.625 unidades ou R$ 375 milhões. Com isso, o programa já passou de R$ 1 bilhão.

Não há risco de termos um gargalo quando as pessoas físicas forem financiar individualmente essas mais de 80 mil casas?

Não há porque a Caixa já tem o processo todo montado. Temos feito uma média de 2.700 contratos de financiamento imobiliário por dia. O melhor exemplo da agilidade é o Feirão de Imóveis. O cidadão entra, entrega a documentação, o resultado sai na hora, ele assina o contrato e sai com as chaves. Não sei se hoje alguém no mundo faz essa liberação mais rápida que a Caixa. Há cinco anos, a resposta era outra.

Como estão sendo distribuídos esses projetos habitacionais? Há um segmento que tem sido privilegiado pelos incorporadores?

Dos projetos entregues, 6,2% das unidades estão no Norte do País. No Nordeste é onde temos mais propostas, com 35,4% das unidades. O Sudeste tem 32,3%, o Sul conta com 14,4% e o Centro Oeste, com 12,5%. Do ponto de vista da renda, 24% das unidades são destinadas às famílias com renda entre zero e três salários mínimos. Outra parcela de 38% é voltada aos que ganham entre três e seis salários e 38%, para renda entre seis e dez salários mínimos.

A Caixa tem um longo trabalho de fazer com que os brasileiros com menor renda passem a ter conta bancária. Por que é tão difícil levar esses clientes ao banco?

É uma diversidade de fatores, que são sociais e culturais. Quando começamos com o correspondente bancário Caixa Aqui, algumas pessoas achavam que simplesmente não poderiam ter conta. Tivemos de mostrar que isso era simples e que ele poderia ter acesso. Hoje, temos 7 milhões de contas nesse segmento. É um público que ainda não tem cultura de trabalhar com banco. Ele tem de aprender a confiar na instituição.

Como a sra. imagina a Caixa daqui a cinco, dez anos?

O mercado financeiro vai mudar bastante. Se você olhar para trás, de 2003 a 2008, a mudança foi muito significativa, de um impacto enorme. Hoje, temos o crédito consignado, que é uma grande revolução. O consignado tirou as pessoas das mãos dos agiotas e deu uma condição de cidadania com uma taxa de juros 10 vezes mais barata em uma instituição financeira. As micro e pequenas empresas estavam nas mãos das factorings, que praticamente não existem mais. Eram operações marginais ao sistema financeiro. Em cinco anos, vamos perceber uma mudança muito significativa porque teremos taxas de juros bem menores.

06/02/2009 - 12:03h A Caixa bate recorde em financiamento de habitação

casa_propria.jpg

Mercado Aberto

GUILHERME BARROS – guilherme.barros@grupofolha.com.br

Caixa bate recorde de financiamento em janeiro

A Caixa Econômica Federal bateu um novo recorde de financiamento habitacional no mês de janeiro. O banco firmou 45.975 contratos de crédito imobiliário no período, que somaram R$ 1,91 bilhão -crescimento de 155% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse resultado faz do mês passado o melhor janeiro da história da Caixa Econômica em volume de contratação de crédito imobiliário.
A média diária de contratação de financiamento habitacional fechou janeiro em 2.189 contratos. Isso corresponde a um volume de cerca de R$ 90 milhões para a aquisição de imóveis negociado por dia.
A expectativa da Caixa é financiar R$ 27 bilhões para a habitação até o final deste ano. O balanço do ano passado ainda não foi concluído, mas dados preliminares apontam que o banco emprestou cerca de R$ 23 bilhões para o crédito habitacional em 2008, beneficiando 500 mil famílias.
O governo conta com o apoio da Caixa Econômica na implementação de um pacote habitacional para a construção de 500 mil unidades neste ano contra a crise econômica. Os detalhes do plano devem ser anunciados pelo presidente Lula nos próximos dias.
Uma das ideias do governo é utilizar as linhas de financiamento da Caixa para que a população de baixa renda tenha acesso à compra de material de construção.
O pacote é uma tentativa do governo de aquecer a economia como um todo com a geração de emprego e renda no setor de construção civil, um dos mais afetados pela crise econômica.
A grande dúvida sobre esse pacote ainda é se ele trará medidas que facilitem a aquisição de imóveis para as classes média e alta ou se vai focar em soluções para aumentar o acesso da população de baixa renda ao financiamento imobiliário.

Lei a integra da coluna na Folha de São Paulo

31/07/2008 - 18:55h Leitora do Blog fornece informações úteis sobre financiamento da casa própria pela Caixa

moradia.jpgOlá, Luis!
Sempre leio o blog, e gosto muito! Quando vi essa matéria da possibilidade de financiamentos, me interessei, e segui o conselho que você postou, logo de cara. Fui a uma agência da Caixa Econômica Federal. Não sou cliente, mas fui muito bem atendida por uma funcionária do setor da habitação, que explicou direitinho o que a matéria que você postou contava. E é mesmo muito interessante. Não costumo escrever em blogs, mas hoje acessei o seu para recuperar a matéria. E vi que muita gente, como eu, teve interesse. Então, para ajudá-los quero comentar que quem é cliente pode ligar para a Ouvidoria da Caixa: 0800 725 7474 ou para o Disque Caixa 0800 726 0101 para tirar dúvidas e ter mais informações. Quem não é cliente, você já havia indicado o site da caixa: http://www.caixa.gov.br, que tem um link para simulações. A dica é boa! Feita a simulação, se interessar, é só procurar o gerente da CEF mais próxima de sua casa, para mais informações. E quem quiser fazer o financiamento tem abrir uma conta. Não é difícil. É fácil. E eu queria agradecer a matéria, que me chamou a atenção, e o conselho. A gente tem de batalhar pelo teto próprio!
Abs, Bete

25/07/2008 - 18:02h Caixa lançará cartão para substituir fiador no aluguel

A imagem “http://www.busqueconcurso.com/imagens/cocnurso-caixa-economica-aprovado-2008.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

Mariana Sallowicz – Do Diário de São Paulo

SÃO PAULO – Os cerca de 6,5 milhões de brasileiros que moram de aluguel no país vão ganhar mais uma opção na hora de locar um imóvel. A Caixa Econômica Federal finalizou o projeto do Cartão Aluguel, que virá para substituir o fiador, cheque-caução ou seguro-fiança.

O locatário que optar por ele, receberá um cartão de crédito para pagar o aluguel todos os meses. Se atrasar, o banco acerta, mas depois cobra, com juros. O proprietário nem fica sabendo do problema.

- O produto está montado. Agora, esperamos a área de tecnologia de informação fazer algumas alterações no sistema para começar – afirma o vice-presidente de Governo da Caixa, Jorge Hereda.

Por conta desses ajustes, a data de lançamento não está totalmente fechada. A Caixa está substituindo a tecnologia dos cartões de crédito, que passarão a funcionar com chip eletrônico. Assim que finalizar a mudança, lançará o Cartão Aluguel.

Muitos inquilinos encontram dificuldade na hora de assinar o contrato por não terem um fiador. Uma outra opção, o seguro-fiança, também é inviável financeiramente para alguns, já que chega a custar uma vez e meia o valor do aluguel.

O locatário terá que desembolsar uma taxa de anuidade. Ele fará o acerto direto com o banco, que enviará uma fatura mensalmente, assim como ocorre com o cartão de crédito.

As taxas de juros, no caso de atraso, devem ser semelhantes às cobradas pelos cartões de crédito, de cerca de 10% ao mês. A instituição financeira vai analisar a capacidade de pagamento do locatário, antes de conceder o crédito.

COMO VAI FUNCIONAR

CARTÃO ALUGUEL

O inquilino terá que procurar agência da Caixa Econômica Federal para solicitar o dinheiro de plástico exclusivo para o aluguel.

AVALIAÇÃO

A Caixa vai analisar a ficha cadastral dos interessados para conceder a nova garantia de locação. Inquilinos vão pagar o aluguel mensalmente por meio do extrato enviado à residência.

DESPESA

O inquilino será o responsável pelo pagamento da taxa de anuidade do cartão. A cobrança já é conhecida para quem usa o modelo.

IMOBILIÁRIA

De posse do cartão aluguel, os inquilinos devem procurar a administradora de imóveis e escolher o apartamento. Em seguida, é só passar o cartão exclusivo da Caixa Econômica para fazer a operação a fim de garantir o fechamento do negócio, sem fiador ou outra garantia.

INADIMPLÊNCIA

Secovi lembra que a inadimplência na locação ainda é muita alta. Atualmente, representa de 9% a 10%. Isso porque o Judiciário é muito lento para julgar uma ação de despejo. À vezes, o proprietário ou administradora leva mais de uma ano para retomar o imóvel.

Fonte: Jornal O Dia

16/05/2008 - 14:02h Parada Gay de SP recebe mais recursos públicos

paradagay_globos.jpg

Ministério do Turismo e Prefeitura incrementam verbas para garantir evento; associação lamenta resistência das empresas privadas

William Glauber – O Estado de São Paulo

Mais uma vez a Parada Gay de São Paulo, a ser realizada no dia 25, conta com patrocínios majoritariamente dos cofres públicos. Apesar de negociações com uma fabricante de refrigerante, uma empresa de crédito e uma companhia aérea, o reforço financeiro vem do incremento em 20% da cota do Ministério do Turismo e em 30% do investimento em infra-estrutura de responsabilidade da Prefeitura. Neste ano, o governo federal reserva R$ 300 mil, ante R$ 250 mil de 2007, e a Prefeitura desembolsa R$ 450 mil, ante R$ 350 mil da edição passada.

O evento vai ter orçamento em torno de R$ 1,070 milhão, já acrescentados os investimentos da Caixa Econômica Federal (R$ 120 mil) e Petrobrás (R$ 200 mil). As empresas públicas reservam os mesmos valores dos recursos destinados à Parada de 2007, quando juntas às esferas de poder municipal e federal aplicaram R$ 920 mil. Por meio da captação da Fun Prime – empresa de organização de eventos -, a Parada recebe também apoio de um fabricante de calçados, uma empresa de cruzeiros e da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.

O diretor da Fun Prime, André Guimarães, argumenta que a captação tardia de recursos impossibilitou o fechamento de contratos com grandes empresas privadas. “Infelizmente, o trabalho começou depois do carnaval e deveria ter ocorrido logo após a Parada”, explica. Ele diz que parcerias deixaram de ser firmadas porque as empresas já estão com verbas comprometidas. Segundo Guimarães, estão confirmadas presenças de executivos de multinacionais para observar a Parada e estreitar relacionamentos.

Apesar do atraso na captação, o vice-presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Travestis), Murilo Sarno, diz que há resistência de “algumas empresas” em associar marcas ao segmento. “Essa é uma mentalidade brasileira, que vai mudar gradativamente. Na Europa, várias companhias privadas entendem como positivo o trabalho com o público gay.”

Atenta ao mercado, a Caixa participa da Parada pela segunda vez. “A Caixa vai ter estandes para vender produtos e vai apresentar a marca nos trios”, explica o coordenador de Marketing, Augusto Ermétio Dias Júnior. E são os negócios também que justificam os recursos federais. “A Parada é um evento que gera alta taxa de ocupação hoteleira e tem visibilidade internacional. É um investimento grande e importante”, diz o secretário nacional de Políticas de Turismo, Airton Pereira.

Para os visitantes voltarem, o chefe da Coordenadoria dos Assuntos da Diversidade Sexual (Cads), Cássio Rodrigo, diz que a Prefeitura vai garantir toda a infra-estrutura: três hospitais de campanha, bolsões de segurança, telecentro para registro de BOs, gradeamento. “Queremos que o público se sinta seguro e volte, para, assim, consolidarmos a Parada como a maior manifestação GLBT do mundo.”

14/05/2008 - 22:13h Caixa já financia até 100% do valor de imóvel usado

AE – Agencia Estado

http://canais.digi.com.br/media/casa_a.jpg
BRASÍLIA – A Caixa Econômica Federal anunciou hoje que ajustou as operações para quem pretende adquirir um imóvel usado a partir da Carta de Crédito FGTS, dando o mesmo tratamento dispensado às operações de imóveis novos. Segundo nota divulgada pela instituição, os destaques são a ampliação da quota de financiamento para até 100% do valor do imóvel e o aumento do prazo de amortização, para até 30 anos.

O programa Carta de Crédito FGTS é uma linha de financiamento que dispensa a necessidade de depósitos na conta vinculada do Fundo de Garantia para contratação do serviço.

A ampliação da quota já está em vigor, com adoção de porcentual variável em função do sistema de amortização. Para o pagamento em até 20 anos, o cliente pode financiar até o valor total do imóvel. Até 25 anos meses é possível financiar até 90%. Para prazo de até 30 anos, o interessado financia até 80% da quantia. O porcentual é aplicado sobre o menor valor entre a avaliação da Caixa e o valor de compra e venda do imóvel.

A Caixa alerta, no entanto, que os limites dos imóveis variam de região para região. Para Distrito Federal e municípios das áreas metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, o valor chega a R$ 130 mil. Em cidades com população igual ou superior a 500 mil habitantes, municípios do entorno do Distrito Federal, demais capitais estaduais e regiões metropolitanas, o limite é de R$ 100 mil. Nas demais cidades, de R$ 80 mil.