03/06/2009 - 10:08h Caixa dobra volume de empréstimo habitacional

CASA PRÓPRIA

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Vânia Cristino – Correio Braziliense

A Caixa Econômica Federal está imprimindo velocidade de cruzeiro à assinatura dos contratos de financiamento habitacional. Este ano, segundo o vice-presidente da área de governo da instituição, Jorge Hereda, vêm sendo assinados, por dia, 2.700 contratos, com desembolso da ordem de R$ 120 milhões. Até o fim de maio, a Caixa já tinha na sua carteira mais 270 mil contratos no valor de R$ 13,2 bilhões. É mais do que o dobro dos empréstimos concedidos no mesmo período do ano passado. Até dezembro, com a implementação do programa habitacional do governo, Hereda prevê que a Caixa atinja o recorde de financiamentos da ordem de R$ 30 bilhões.

Segundo Jorge Hereda, a Caixa está preocupada com o impacto ambiental que a construção de centenas de edifícios trará para as cidades. “Esse impacto precisa ser mitigado”, disse durante lançamento do selo Casa Azul para empreendimentos habitacionais sustentáveis, feito ontem pela instituição na presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. A presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, assegurou que toda avaliação de crédito feita pela instituição tem como pré-condição o cumprimento da legislação ambiental.

Com o selo Casa Azul, a Caixa pretende premiar as construtoras que conseguirem desenvolver projetos com menor impacto sobre o meio ambiente e que, ao mesmo tempo, elevem o conforto e contribuam para a redução do custo de manutenção da moradia. A adesão ao selo é opcional, mas a Caixa acredita que a proposta será bem recebida pelas construtoras.

Segundo a Caixa, os edifícios consomem 45% da energia disponível, além de 21% da água potável. Eles também são responsáveis por 30% da emissão anual de gases. Para a instituição, qualquer redução nesses níveis resultará em economia para os moradores.

03/06/2009 - 08:52h ‘Minha Casa, Minha Vida’ tem pedidos para 65 mil casas

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FERNANDO NAKAGAWA – Agencia Estado

BRASÍLIA – Construtoras já entregaram à Caixa Econômica Federal pedidos de empréstimo para a construção de 65 mil casas no programa “Minha Casa, Minha Vida”. A informação foi dada hoje pela presidente da Caixa, Maria Fernanda Coelho, que comemorou o aumento do interesse das incorporadoras pela habitação popular. A liberação do crédito para as famílias que querem comprar essas unidades, no entanto, ocorre em ritmo distinto. Por enquanto, apenas 5% dessas casas que serão levantadas – pouco mais de 3 mil – tiveram financiamento para a aquisição liberado pela Caixa.

Ao todo, a Caixa recebeu propostas de incorporadoras interessadas em construir 385 projetos imobiliários, que juntos somam 65 mil unidades a um custo de R$ 4,2 bilhões. Desses, 40 empreendimentos tiveram o financiamento da construção aprovado e o crédito já foi contratado pelas construtoras. Outras 54 obras estão com a documentação completa e, atualmente, o banco analisa as condições para a liberação do dinheiro. Nessas operações, a Caixa financia a construção do empreendimento para a incorporadora.

Enquanto o ritmo das operações com as construtoras é motivo de comemoração na direção do banco, a velocidade de aprovação dos empréstimos para famílias que querem comprar as casas do programa federal ainda é bastante discreta. Até 31 de maio, foram fechados contratos para o financiamento de 3.347 casas, o equivalente a apenas 5% das unidades que as construtoras querem levantar com a ajuda da Caixa. Juntos, esses financiamentos contratados por pessoas físicas somam R$ 152 milhões, o que dá uma média de R$ 45 mil por unidade.

A cada balanço preliminar, a direção da Caixa tem comemorado a evolução dos números do “Minha Casa, Minha Vida”. A avaliação do banco é que o grande interesse das famílias pelo programa federal de habitação tem acelerado o fechamento de contratos com Estados, municípios e construtoras, que precisam aderir ao programa do governo para ter acesso às condições especiais de financiamento e garantia em caso de inadimplência.

Em evento sobre sustentabilidade na habitação, a presidente do banco destacou que os empreendimentos que buscam o financiamento da Caixa têm sofrido uma mudança de perfil, com participação cada vez maior das habitações para famílias de menor renda. Ela explicou que no lançamento do programa federal apenas um terço dos pedidos de crédito que chegavam à Caixa se destinava aos interessados com renda de até três salários mínimos. “Agora, metade dos pedidos de crédito são para esse segmento”, comemorou.

CaixaPar

Maria Fernanda Coelho também disse que o banco deve anunciar “até o fim do ano” novidades sobre a compra ou incorporação de participação acionária em outras empresas. A operação será realizada pela CaixaPar, subsidiária criada para que o banco federal possa adquirir ações de outras companhias. Sem dar detalhes, a presidente explicou que o processo de prospecção e aquisição “é lento porque está sendo feito com muito cuidado”.