04/03/2009 - 12:20h Blog policial com críticas a José Serra é tirado do ar pela Justiça

MARINA LANG
colaboração para a Folha Online

A blogosfera policial, que vem aumentando sua popularidade com o surgimento de páginas como Segurança Pública, Cultcoolfreak e Diário de um PM, sofreu uma baixa. O flit-paralisante.blogspot.com saiu do ar.

O “Flit Paralisante” (referência a um antigo inseticida) ficou conhecido por abordar a rotina dos policiais civis no Estado de São Paulo. Em tom de denúncia, seus textos criticam as estruturas internas da corporação e o governador José Serra (PSDB).

“Não sei dizer por que, exatamente, o blog saiu do ar, mas foram em duas ocasiões: a primeira em 30 de outubro [de 2008] e essa de janeiro. A representação, da última vez, trouxe como vítimas o governador José Serra e outros”, diz o autor do blog, o delegado da Polícia Civil em São Vicente (65 km de São Paulo), Roberto Conde Guerra.

Com a derrubada do endereço eletrônico, ocorrida em janeiro, Guerra reativou seu espaço na rede pelo servidor Wordpress, no qual permanece em funcionamento (flitparalisante.wordpress.com).

“Quando apagaram o blog, deram a entender que eu era anônimo. Nunca escrevi escondendo minha identidade. Nada ali afeta a idoneidade do governador”, defende-se.

O blogueiro suspeita que a primeira retirada do ar (30 de outubro) tenha ocorrido pelos “desabafos” sobre o confronto entre polícias e a ação desastrada na morte de Eloá.

Um ofício judicial, ao qual a Folha Online teve acesso, foi enviado à Guerra pelo próprio Google, detentor do domínio blogspot.com. Entretanto, o documento não solicita a retirada do blog do ar –mas pede dados cadastrais do autor e endereços virtuais (IPs) utilizados por ele para a publicação.

O delegado José Mariano de Araújo Filho, da Delegacia de Crimes em Meios Eletrônicos, foi o responsável pelo inquérito contra o Flit Paralisante. Embora o nome do governador José Serra apareça no ofício judicial, Araújo Filho diz que o “governador de São Paulo não é parte”.

Procurado, o Palácio dos Bandeirantes não quis se pronunciar –tampouco o Google, que diz apenas cumprir um pedido da Justiça.


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Policiais militares em confronto com tropa civil, em outubro; críticas ao Executivo seriam motivo da retirada do blog

Delegado X delegado

“[A retirada do blog] foi uma medida cautelar, pois se trata de um funcionário público, e o site foi usado como veículo de difusão de calúnia, injúria e difamação”, alega Araújo Filho. A medida cautelar é um ato preventivo, que é deferida pelo juiz quando há a comprovação de lesão de qualquer natureza ou motivo justo. Ela pode ser autorizada pelo juiz sem que a outra parte tome conhecimento. Também é provisória, ou seja, há um prazo para que o autor mova a ação principal.


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Governador José Serra é situado como uma das vítimas em inquérito policial que retirou endereço de blog “Flit Paralisante” do ar

O nome do governador está ali, segundo ele, para “justificar” a medida. “Caso ele se interesse, pode tomar parte na ação principal, pois ele é uma das partes”, diz.

O delegado confirma ainda que houve acusações de maneira genérica e dirigida a promotores e juízes. Serra foi chamado de “nazista”, de acordo com ele. “Não foi possível apagar apenas algumas das postagens porque o encadeamento dos posts e comentários era ofensivo. A internet maximiza isso”, observa Araújo Filho, afirmando que as supostas ofensas não partiram apenas do autor do blog, “mas também dos comentários nas postagens.”

Cicarelli

“Chega a ser amador e hilário. Com a censura, é claro que um blog se transfere para um servidor estrangeiro. De quebra, faz com que as pessoas se interessem mais ainda pelo assunto”, analisa o professor da Fundação Getúlio Vargas e advogado especialista em internet Marcel Leonardi.

Segundo ele, é possível que o governador José Serra saiba, informalmente, a respeito do inquérito. “Mas não dá para afirmar categoricamente que ele esteja envolvido”, afirma Leonardi. “Isso lembra até o caso da [Daniela] Cicarelli [e do bloqueio do YouTube], em que ela afirmou que o namorado era o responsável pelo processo, não ela.”

19/10/2008 - 13:53h Minha moral e a dos canalhas

Daniel Piza, escritor e direitoso assumido, decidiu sair em defesa de Kassab, utilizando a calúnia como instrumento.

Letrado como ele é, ele sabe que caluniar é difamar fazendo falsas acusações visando imputar um crime, utilizando a mentira, a falsidade ou a invenção.

Para caluniar ele se serve das páginas generosas do Estadão, onde conseguiu hoje mostrar a sua baixeza e sua covardia.

Com sua pena ao serviço da cloaca, ele escreve:

“Não que certos vínculos não sejam sinais de alerta para o eleitor. Se Luis Favre, digamos, estiver envolvido com a tesouraria da campanha e esta eventualmente apresentar ligações escusas com empresas favorecidas em licitações fraudulentas ou propinas, a informação de que ele é o marido da candidata ou futura prefeita passaria a ser muito útil”.

Não sei se Piza é casado e se tem filhos, mas eu jamais conseguiria enxergar nos olhos dos meus, se ousasse caluniar covardemente alguém, sabendo como Piza sabe, que se trata de uma canalhice. Eu não conseguiria olhar para o espelho, porque jamais me ufanei de atacar a honra alheia na base da mentira.

Na falta de coragem, Daniel Piza calúnia tentando se preservar, tenta me sujar e escapulir de um processo.

No seu ato abjeto de atacar minha honra, ele mostra a alma.

Ali não tem moral, nem princípios e nem retitude.

Só vassalagem.

Luis Favre

15/10/2008 - 12:36h Vestais

Eu não quero cometer uma injustiça. Para evitar acusar alguém de indignidade, vou precisar da ajuda dos leitores deste blog. Evidentemente dos que queiram me ajudar.

Na nota anterior reproduzi o artigo da Folha de 31 de julho de 2004 com violenta baixaria contra Marta lançada oficialmente pelo site da Direção nacional do PSDB e a calúnia de Goldman, hoje vice-governador, acusando Marta e eu de ladrões do dinheiro da prefeitura. No artigo consta a reação do Senador Suplicy e do deputado Rui Falcão apontando a hipocrisia dos supostos “éticos”, consta também que José Serra diz que não sabia e que não apóia esses ataques.

Hoje jornalistas, colunistas, articulistas, editorialistas, alguns políticos, assim como outras “personalidades” tem publicamente afirmado sua condenação a Marta, ou a sua campanha, ou ao comercial, com adjetivos e altas proclamas éticas de indignação.

Pois bem, eu diz que são todos fariseus e posso estar sendo injusto com alguém. Uma única injustiça, como a sacanagem de Kassab com Monica Valente, não gostaria que ficasse na minha biografia.

Pois bem, a começar pelo candidato Kassab e até o último dos que entrou nesta cruzada contra nós, quero reproduzir aqui neste blog sua declaração, seu artigo, seu comentário, sua carta o que for que foi dito, escrito e publicado em qualquer espaço público, quando Marta e eu fomos tão canalhescamente tratados pelo site da Direção do PSDB e a campanha oficial da então candidatura Serra-Kassab.

Eu quero reproduzir aqui as declarações de hoje sobre a ética e a vida privada, e as declarações semelhantes dos mesmos. Já que a ética e a decência não tem cor ideológica, nem partido, nem jornal, quero mostrar como são coerentes.

Quem quiser ajudar peço para enviar o artigo da Folha de 2004 para cada uns dos que escreveu agora ou fez declarações sobre este assunto da vida privada e solicitem copia do que foi escrito na época. Favor de não esquecer onde foi publicado e a data.

Clovis Rossi, Eliane Cantânhede, Ricardo Noblat, Josias de Souza, Gilberto Dimenstein, os editorialistas da Folha e do Estadão, os políticos, Kassab, os de qualquer partido, todos os que hoje se manifestaram deveriam ser solicitados de reproduzir qual foi a reação deles na época, onde foi publicada para eu poder dizer: eis uma pessoa coerente.

De minha parte, na época, entrei na justiça contra o Deputado federal Alberto Goldman, quem usufruindo do foro privilegiado de deputado conseguiu impedir minha ação judicial, pelo STF, que arquivou meu pedido argumentando que esse foro privilegiado garante a liberdade de expressão do eleito.

Luis Favre

26/09/2008 - 14:42h Quércia chama Alckmin de “mesquinho”


CATIA SEABRA da Folha - Campanha no ar


O embate verbal entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Orestes Quércia (PMDB) continua quente nesta sexta-feira.

Em nota divulgada no começo desta tarde, o ex-governador, que está aliado ao prefeito Gilberto Kassab (DEM), chama o tucano de “traidor frio e mesquinho”.

Tentando desvincular Kassab do PSDB, que tem quadros engajados na campanha do prefeito, Alckmin criticou a aliança do democrata com Quércia e o fato de ele ter participado da gestão de Celso Pitta (1996-2000).

“Em resposta ao sr. Alckmin, que denominou nossa chapa Quércia/Pitta, pretendo dizer que: conheço pouco o ex-prefeito Pitta, mas o suficiente para compreender que ele tem sido ao longo da vida mais vítima do que algoz. Por outro lado, conheço bem o sr. Alckmin para ter a certeza de sua personalidade duvidosa”, diz Quércia na nota.

“O sr. Alckmin resolve se impor como candidato a prefeito para tentar destruir uma aliança elaborada com competência e sabedoria pelo PSDB e o Democratas para eleger José Serra presidente em 2010″, continua.

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E conclui: “Prefiro ver meu nome vinculado a Pitta do que a um traidor frio e mesquinho como o sr. Alckmin”.

Reportagem do Painel da Folha de ontem (aqui, para assinantes) mostrou que Quércia contratou advogado para processar Alckmin por calúnia e difamação.

O motivo é a declaração do tucano, feita na sabatina da Folha, de que o peemedebista “quebrou o Estado de São Paulo” quando governador.

18/07/2008 - 16:04h Aviso aos navegantes

Um personagem denominado Hugo Studart esta difundindo na internet calunias e mentiras ao meu respeito, repercutidas, com a mesma finalidade ofensiva a minha honra, por outro individuo chamado Cláudio Humberto. Este último já foi objeto de um processo por propositos infamantes a meu respeito e a justiça o condenou a pagar indenização financeira pelas ofensas e mentiras.
Condenado, ele pagou e agora reincide.
Vou novamente entrar na justiça para exigir reparação perante essa atitude difamadora, inverídica e caluniosa que procura atingir minha honra. Luis Favre