19/11/2009 - 15:52h CUT abre conta para seus filiados depositarem ajuda a Erundina

http://blig.ig.com.br/limpacomjornal/files/2009/03/erundina1.jpg

da Folha Online

A CUT (Central Única dos Trabalhadores) abriu conta bancária para seus filiados depositarem ajuda a Luiza Erundina (PSB), condenada a pagar R$ 353 mil à Prefeitura de São Paulo, informa o “Painel” da Folha, editado por Renata Lo Prete (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).

A dívida foi contraída em 1989, quando comandou o município.

Segundo a coluna, a entidade também fará depósito de R$ 20 mil com o argumento de que a punição à ex-prefeita se refere a uma greve encampada pela central em 1989.

Erundina já penhorou um apartamento e dois carros, mas ainda não conseguiu chegar ao valor total da multa. Um jantar beneficente foi realizada esse mês para ajudar a deputada.

A deputada foi condenada por ferir a Constituição, ao usar recursos públicos para a divulgação de um comunicado que tratava da paralisação de ônibus entre os dias 14 e 15 de março de 1989.

A 1ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo aceitou a ação popular e condenou Erundina. Não cabe mais recurso. Essa foi a única condenação da deputada durante sua vida política.

Leia a coluna completa na Folha desta quinta-feira, que já está nas bancas.

11/11/2009 - 09:11h Em jantar com adesão do PT, Erundina arrecada 7% de dívida de R$ 353 mil

Para contribuir: Banco do Brasil, em nome de “Luiza apoio você” – ag. 4884-4, conta corrente 2009-5

http://blig.ig.com.br/limpacomjornal/files/2009/03/erundina1.jpg

DA REPORTAGEM LOCAL – FOLHA SP

Condenada a pagar R$ 353 mil para a Prefeitura de São Paulo, a ex-prefeita Luiza Erundina, hoje no PSB após ter abandonado de maneira turbulenta o PT, contou com a ajuda de seu ex-partido para arrecadar cerca de R$ 25 mil (pouco mais de 7% do total) em jantar realizado anteontem à noite, na capital.
Cerca de 300 pessoas, entre elas vários petistas, participaram, em um hotel no centro, do evento organizado por amigos da deputada federal. Segundo cálculos preliminares dos organizadores, cerca de 250 convites foram vendidos, a R$ 100 cada.
A dívida decorre de uma condenação referente ao período em que a deputada administrou a cidade (1989-1992). Sua gestão publicou um anúncio na Folha que tratava do apoio à greve geral dos transportes, nos dias 14 e 15 de março de 1989.
O texto dizia que os veículos do transporte coletivo de São Paulo, naquela época controlado pela prefeitura, não sairiam da garagem como medida preventiva contra ataques dos grevistas.
A 1ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo aceitou uma ação popular contra a ex-prefeita e condenou Erundina por ferir a Constituição. Não cabe mais nenhum recurso da decisão.
O deputado federal José Eduardo Martins Cardozo (SP), secretário-geral do PT e ex-secretário da gestão Erundina, foi um dos mais enfáticos na defesa da colega:
“Fosse você, Luiza, uma pessoa convencional da política, não teria essa dificuldade para levantar o dinheiro.”
O PT-SP, por meio de seu presidente estadual, o ex-prefeito de Araraquara Edinho Silva, assinou uma nota em apoio a Erundina.
“Estou muito emocionada com o movimento”, afirmou a deputada ao discursar.
Segundo o advogado Flávio Crocce Caetano, que defendeu a ex-prefeita, eventos similares serão realizados. Por conta da condenação, ela teve seu único imóvel, um apartamento em São Paulo, penhorado pela Justiça.

19/10/2009 - 10:20h Dilma vai intensificar campanha no Sudeste

http://www.bahianoticias.com.br/fotos/editor/Image/dilma_sorrindo_encabulada_maxhaack.jpg

Eleições: PT está dividido sobre presença da ministra ao lado de Lula no horário gratuito do partido na TV

Paulo de Tarso Lyra, de Brasília – VALOR

A campanha a presidente da República da chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, inicia uma nova etapa nesta semana . Vencida a fase das articulações políticas com os partidos aliados – ela se reúne amanhã com o PP e na quarta-feira com o PMDB -, o PT prepara-se para retomar a agenda de rua da candidata, interrompida após a descoberta do câncer no sistema linfático. As prioridades serão viagens ao Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo – os dois últimos governados pelo PSDB.

O comando de campanha confia na força da transferência de votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Nordeste e no êxito da recente viagem da ministra junto com o presidente para visitar as obras de transposição do Rio São Francisco. Por isto, a região – que conta com outro grande colégio eleitoral, a Bahia – estará de fora desta etapa da campanha planejada pela equipe da candidata.

Dilma vai retomar o contato com os movimentos sociais, empresários e segmentos religiosos. No começo do ano, ela chegou a se reunir com alguns setores da sociedade, convocados pelos diretórios estaduais do PT, principalmente o paulista. Mas o diagnóstico da doença e a necessidade de tratamento médico forçou a interrupção da agenda política e administrativa da chefe da Casa Civil.

O período coincidiu com a estagnação de Dilma nas pesquisas de intenção de voto, o que obrigou o PT a rever as estimativas eleitorais. No início de 2009, a expectativa no partido era de que a candidata chegasse ao fim do ano com 30% de intenção de voto nas pesquisas. Agora, o PT trabalha com a possibilidade de que ela chegue aos 20% em junho do ano que vem, quando começa oficialmente a campanha.

Alguns personagens serão fundamentais nesta nova etapa da campanha. O secretário pessoal do presidente da República, Gilberto Carvalho, retomou os contatos de Dilma com a Igreja Católica, mas outros grupos religiosos também serão procurados, embora já tenham tido reuniões sucessivas com a ministra há poucas semanas, em São Paulo.

Presente nos encontros da ministra com os partidos, o deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) será fundamental no diálogo com os empresários, embora Dilma tenha um bom trânsito nesta área, fortalecido pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e pelo pré-sal. Outro que está em alta no staff político da campanha é o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que cuida da articulação de Dilma com prefeitos de diversas legendas da base aliada – em novembro, ela tem um encontro marcado com os prefeitos e vice-prefeitos do PT, previsto para acontecer em Guarulhos (SP).

O PT quer mostrar que Dilma tem habilidade política compatível com sua capacidade administrativa. Sua atuação à frente da Casa Civil – incluindo o PAC, o programa Minha Casa Minha Vida e o pré-sal – será utilizada à exaustão na campanha. Resta agora consolidar o papel de articuladora que começou a exercer nas conversas com os partidos aliados.

De acordo com um dos principais interlocutores de Dilma, essas conversas foram além do esperado. A chefe da Casa Civil encontrou-se com o PR, o PRB, o PCdoB, o PDT – todos indicando que devem apoiar a candidata em 2010. Espera-se que, na quarta-feira, seja selada a aliança formal e a composição da chapa oficial com o PMDB.

No grupo dos grandes aliados federais, só não foram procurados o PSB – que mantém a intenção de lançar a candidatura do deputado federal Ciro Gomes (CE) a presidente – e o PTB. A bancada parlamentar petebista quer apoiar Dilma, mas o presidente da legenda, Roberto Jefferson, defende o nome do pré-candidato do PSDB, o governador José Serra (SP). A tendência, na avaliação de petistas, é que o PTB não apoie ninguém formalmente.

A única divergência interna no PT é se Dilma será ou não a “grande estrela” do programa partidário, previsto para ir ao ar no fim deste ano. Articuladores próximos da ministra consideram fundamental a repetição da estratégia adotada pelo PSB em relação a Ciro Gomes. Outros aconselham prudência. “Estamos bem, não devemos arrumar complicações jurídicas para o nosso lado”, ponderou um líder petista.

07/05/2009 - 12:10h MP vê ilegalidade em doações a Kassab

http://info.abril.com.br/aberto/infonews/fotos/kassab-20090213143309.jpg

Bruno Tavares e Diego Zanchetta – O Estado SP

O Ministério Público Eleitoral vai pedir a impugnação das contas de campanha do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e de 46 dos 55 vereadores. A investigação aberta após as eleições de 2008 encontrou irregularidades – de doações proibidas pela lei ao uso de notas fiscais falsas em uma prestação de contas entregue ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Se condenados, os envolvidos podem ficar inelegíveis.

“Estou surpreso. A Justiça Eleitoral já aprovou as contas do prefeito, seguindo o parecer do próprio Ministério Público Eleitoral”, argumentou ontem o advogado do DEM Ricardo Penteado.

A investigação atinge ainda 30 doadores de campanha, entre empresas, concessionárias de serviços públicos e associações. Embora as contas do prefeito e dos 55 vereadores tenham sido aprovadas pelo TRE, o juiz eleitoral Marco Antonio Martins Vargas inseriu em seus despachos a possibilidade de reabertura das investigações. “Foi uma aprovação condicional”, explica o promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes, da 1ª Zona Eleitoral. “Desde que começamos a apuração minuciosa, já identificamos empresas e entidades proibidas de fazer doações de campanhas”, afirmou.

Os nomes dos vereadores e das empresas suspeitos de irregularidades são mantidos sob sigilo. O Estado apurou que entre os alvos do Ministério Público estão a Associação Imobiliária Brasileira (AIB), que representa os interesses do setor imobiliário, e os 27 parlamentares beneficiados por doações da entidade. Também devem fazer parte da lista os parlamentares Ushitaro Kamia (DEM), investigado por não incluir na declaração de bens uma mansão avaliada em R$ 2 milhões na Serra da Cantareira, e Wadih Mutran (PP), por ter recebido doações ilegais. “Eles confiaram na impunidade”, disse o promotor eleitoral. “Recomendo aos parlamentares que usam barba que as coloquem de molho.”

Tanto nas contas de Kassab quanto nas dos 46 vereadores há basicamente duas irregularidades, segundo o Ministério Público: doações feitas por empresas que controlam ou têm participação em concessionárias de serviços público e doações de associações. Ambas as formas de contribuição são vetadas pela legislação eleitoral (Lei 9.504/97), embora em 2006 ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tenham considerado válida a primeira prática. Até o momento, o Ministério Público encontrou um caso em que há indícios de crime eleitoral. No rastro de uma nota fiscal anexada à prestação de contas de um vereador, o promotor descobriu que a suposta prestadora do serviço jamais funcionou no endereço declarado à Junta Comercial.

05/12/2008 - 10:30h Proposta de Marta é copiada por Serra

O governador Serra e o Metrô de São Paulo anunciaram ampliação do metrô conforme proposta apresentada por Marta durante a campanha eleitoral. Na época José Serra tinha declarado que Marta estava muito mal assessorada e não entendia nada de metrô. A empresa em clara utilização da máquina pública para fins eleitorais, publicou durante a campanha um documento atacando a proposta de Marta. Agora se apropriam da proposta. Não é novidade. Como diz Marta durante a campanha, os demo-tucanos só copiam.

Leia a seguir a nota publicada hoje na Folha de São Paulo. É uma retranca da matéria com o anuncio de ampliação da linha até Cachoerinha. LF

MARTA FEZ PROPOSTA SEMELHANTE DURANTE A ELEIÇÃO

A idéia de expandir o metrô até Cachoeirinha não é nova. Durante a corrida eleitoral, foi proposta pela ex-prefeita Marta Suplicy (PT) e recebeu duras críticas da cúpula da gestão José Serra (PSDB). A proposta petista era que a linha 6-laranja saísse da estação Cachoeirinha -incluída ontem na expansão de Serra- e fosse até a estação Conceição da linha 1-azul, na zona sul, com uma bifurcação ligando a Freguesia do Ó à linha 3-vermelha.
O diretor de Planejamento do Metrô, Marcos Kassab, disse ontem que as críticas não eram à idéia de levar o metrô até Cachoeirinha, mas à interligação com a linha 3-vermelha, que atrairia mais demanda ainda “à linha de metrô mais utilizada do mundo”, segundo ele.

05/12/2008 - 10:00h Linha 6 chegará aonde Marta propôs

marta_coluna.jpgmetro_vagoes.gif

Expansão até a periferia da zona norte é oficializada e terá dois ramais em forma de ‘Y’ a partir da Freguesia do Ó

Daniel Gonzales – O Estado SP

A expansão do metrô até a periferia da zona norte foi oficializada pela Companhia do Metropolitano, depois de tomar força na campanha eleitoral do segundo turno. A proposta apareceu primeiro nos discursos da candidata derrotada Marta Suplicy (PT) e depois nas promessas do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que até chegou a criticá-la. Os traçados da Linha 6-Laranja – o original, o da candidata e o apresentado ontem – não são iguais, mas um dos destinos finais é o proposto pela petista: a Vila Nova Cachoeirinha. A linha inteira que será construída parte da zona norte e chega à Estação São Joaquim, na região central.

Ontem, o governador José Serra (PSDB) apresentou o projeto, com alterações, ao lado de Kassab. Na época da eleição, a proposta de Marta foi taxada de “rudimentar” e “inadequada” pelo Metrô (repita-se: o traçado não é o mesmo da petista). Agora, o diretor de Planejamento da empresa, Marcos Kassab (irmão do prefeito), disse que a Linha 6, indo até a Freguesia do Ó, já chegaria “à divisa” com a Cachoeirinha. Por isso, se decidiu pela ampliação.

Com início das obras previsto para 2010, a futura Linha 6-Laranja foi “esticada” em dois ramais em forma de “Y”, cada um com 4 quilômetros de extensão e três estações. Ambos partirão da Estação Freguesia do Ó, que pelo projeto inicial seria o ponto final do trecho norte.

A parada final de um dos ramais será a Estação Brasilândia, ao lado de um terminal de ônibus que será construído pela Prefeitura. Esse trajeto terá uma estação próxima ao Hospital de Vila Penteado e outra na região de Morro Grande, ambas em locais que serão definidos nos projetos básico e funcional, hoje em fase de licitação.

Na outra ponta do “Y”, ficará a Estação Vila Nova Cachoeirinha, ao lado do atual terminal de ônibus e do Largo do Japonês. O trecho vai ter ainda uma estação na Avenida João Paulo I, na Freguesia do Ó, e outra no Jardim Primavera.

É a primeira vez que o Metrô de São Paulo utilizará um trajeto em “Y”, presente em sistemas metroviários de Nova York, Madri, Paris e Milão, entre outras cidades. O trecho sul (até a Estação São Joaquim, região central) não será alterado.

Segundo Marcos Kassab, o passageiro não precisará fazer baldeações para chegar ao destino: passarão trens alternadamente para cada ponta do “Y” em intervalos determinados (cerca de 75 segundos). O usuário deverá observar o destino em letreiros nas estações e composições.

A previsão é de que a Linha 6 comece a operar parcialmente em 2012 e plenamente até 2015. A demanda esperada, já com os novos ramais, é de 650 mil passageiros por dia. No total, a Linha Laranja contará com 18,4 km e 17 estações. Serra disse que a construção de toda a linha está orçada em cerca de R$ 2 bilhões, que virão principalmente da venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil, efetivada em maio.

A Prefeitura repassou ao Metrô, neste ano, R$ 75 milhões que serviram para o pagamento do projeto básico da Linha 6. A promessa do prefeito de doar R$ 1 bilhão até o fim do ano para a companhia estadual ainda não foi cumprida: até agora, foram repassados R$ 473 milhões em 2008 (incluindo os recursos para a Linha 6 e mais dinheiro para desapropriações e obras nas Linhas 5-Lilás e 2-Verde) e mais R$ 30 milhões de 2007. O restante do dinheiro já está reservado e seu destino será anunciado nos próximos dias, disse o prefeito.

10/09/2008 - 12:21h Presente de grego

http://w3.u-grenoble3.fr/homerica/he/images/guerre/MVC-015F.JPG

Tudo indica que a candidatura Alckmin foi vítima da armadilha montada pela quinta-coluna de Kassab no PSDB. As declarações do responsável do marketing eleitoral, trocado ontem, não deixam dúvidas (ver entrevista de Lucas Pacheco embaixo).

Venderam para Alckmin a idéia que Kassab ficaria atacando Marta para fazer linha auxiliar dele e que depois bastaria recolher os frutos da “habilidosa” combinação. Devem ter dito que Kassab só estava interessado em sair com um bom resultado e depois compor para continuar pesando no plano municipal. A condição era Alckmin ficar falando de generalidades e aguardar o segundo turno.

Ao mesmo tempo a turma que sabia, agia abertamente fazendo campanha em favor de Kassab. As contribuições chegavam devagar e a Folha era alimentada permanentemente de fofocas e acusações visando a desmoralizar a campanha do tucano. Kassab, por sua vez, confiscava a figura do atual governador e se travestia de tucano: o falso bico de oro era fornecido pelo seu padrinho e as penas pretas pela quinta-coluna tucana.

Alckmin pensou que o cavalo era um gesto de amizade. Os que saem do seu ventre não pretendem deixar nenhum ferido entre os partidários do ex-governador. LF

http://img504.imageshack.us/img504/5980/logopequenomh3.jpg
cavalo-de-troia.jpg

Publicitário deixa campanha de Alckmin e ataca serristas

Lucas Pacheco culpa tucanos ligados ao governador por problemas no programa

Marqueteiro diz que “lobos em pele de cordeiro” fizeram orquestração para espremer Alckmin; “não dá para fazer campanha autista”, afirma

Marlene Bergamo – 15.ago.08/Folha Imagem

FORA Lucas Pacheco, ex-marqueteiro de Alckmin, que está em empate técnico com Kassab no Datafolha

RENATA LO PRETE – FOLHA SP
EDITORA DO PAINEL

O marqueteiro Lucas Pacheco está fora da campanha de Geraldo Alckmin, que disputa a Prefeitura de São Paulo pelo PSDB. Em entrevista à Folha, ele culpou os tucanos ligados a José Serra pelas dificuldades enfrentadas pela campanha.
Pacheco, que será substituído por Raul Cruz Lima, critica sobretudo os “lobos em pele de cordeiro” -referência velada a José Henrique Reis Lobo, presidente do PSDB municipal e secretário do governador.

FOLHA – O que deu errado?
LUCAS PACHECO
- Desde o princípio entendi que o Geraldo corria em faixa própria. Costumava dizer que estávamos na Castelo Branco. À direita, o prefeito, contando com a simpatia da máquina estadual. À esquerda, a candidata do PT, também numa faixa muito bem pavimentada. Para nós sobrou o canteiro central: a grama. Eu dizia que o Geraldo era o candidato off-road.

FOLHA – E por que não funcionou?
PACHECO
- Nossa estratégia se baseava em quatro pontos. Primeiro: o Geraldo colocar o dedo na ferida, apontar os graves problemas que a cidade tem. Porque isso aqui não é “Alice no País das Maravilhas”. Segundo: apresentar propostas viáveis, criativas. Terceiro: resgatar a obra do Geraldo. Afinal, ele estava um pouco esquecido. Mostrar o que ele já fez, aliado a todos os atributos positivos e à baixa rejeição que ele tem. Quarto -e mais importante: resolver a equação política.

FOLHA – Que equação?
PACHECO
- Essa situação de você ter duas candidaturas disputando a mesma fatia do mercado eleitoral. O PSDB alckmista e o PSDB kassabista.

FOLHA – Mas isso não é um dado de realidade, uma vez que o partido está na prefeitura e, ao mesmo tempo, Alckmin resolveu disputar a eleição?
PACHECO
- O que sustenta uma campanha é o pilar político. Há um segundo pilar, que envolve mobilização, organização, recursos, e um terceiro, que é a comunicação. Mas o fundamental é o pilar político.

FOLHA – Qual foi a linha decidida antes de o programa de TV estrear?
PACHECO
- O primeiro programa foi para o ar em 20 de agosto. Reapresentava o Geraldo ao eleitor. No segundo programa, dois dias depois, começamos a executar a estratégia de colocar o dedo na ferida. Dos problemas da saúde, da educação. O Tobias da Vai-Vai cantava um samba quase fúnebre que dizia que faltam mais de cem mil vagas nas escolas e nas creches. No dia seguinte, um sábado, o mundo tucano-kassabista, ligado ao governo do Estado, caiu sobre a cabeça do candidato. Começou uma pressão insuportável. Diziam que estávamos batendo na gestão do Serra na prefeitura. Estávamos mostrando os problemas. Não dá para fazer campanha autista.

FOLHA – Quem fazia a pressão?
PACHECO
- Os lobos em pele de cordeiro. Que se diziam porta-vozes da insatisfação do Serra. Fizeram uma orquestração para acuar o candidato. Tentar espremê-lo. Assim como tentaram, primeiro, inviabilizar a candidatura, trabalharam depois para tornar seu discurso inviável. Se ele não puder apontar os problemas, vai dizer o quê? Não é o prefeito. Não foi prefeito. É um ex-governador que acredita ter uma missão. E eu acredito que ele tem. Mas não deixaram ele falar. Quero deixar registrado que, no meio de todo esse processo, ele teve dois leões ao lado dele: o Edson Aparecido [coordenador-geral da campanha] e o Julio Semeguini [deputado federal muito próximo a Alckmin].

FOLHA – “Lobos em pele de cordeiro” é referência a José Henrique Reis Lobo, secretário do governo Serra e presidente do PSDB municipal?
PACHECO
- É uma referência a todos os que diziam ao candidato que ele deveria esquecer o Kassab e falar apenas da Marta, que ele podia acreditar que estava muito próximo o dia em que o PSDB ia chegar junto. O PSDB que ele não tem. Foram muitos acenos. Diziam que ele teria apoio explícito, e não apenas gravado em fita. Mas diziam apenas para acalmá-lo e para convencê-lo a não falar da gestão Kassab.

FOLHA – O sr. se refere ao vídeo com declaração de José Serra que lhe foi entregue para ser incluído no primeiro programa de TV?
PACHECO
- O que eu posso dizer é que essas pessoas falavam em nome dele.

FOLHA – O que o sr. achou da declaração gravada por Serra?
PACHECO
- Correta. De homem de partido. Nada além disso.

FOLHA – O candidato cedeu?
PACHECO
- Ele foi convencido de que a mudança poderia contribuir para unir o partido em torno dele. Mas isso nunca aconteceu. Não era isso o que queriam. Eles queriam que o Geraldo fosse desidratado.

FOLHA – Como ficou o programa?
PACHECO
- Tivemos que fazê-lo apenas em cima de atributos e propostas. Isso, numa cidade que se divide entre o voto no PT e o voto anti-PT, é mortal. A classe média que vota no PSDB e que vive na Manhattan paulistana, que nunca foi à Brasilândia, a Itaquera, nunca viu uma AMA nem uma UBS, começou a assistir àquele festival de maravilhas [no programa de Kassab] e a achar que está tudo ótimo. Mudar pra quê? É mudança ou continuidade? Eu acho que o Geraldo tem de ser o candidato da mudança. E ficou impossível dizer isso na TV.

FOLHA – Como o sr. responde ao que dizem que a propaganda de Alckmin é tecnicamente ruim?
PACHECO
- Não temos os recursos das outras duas campanhas, feitas, aliás, por dois profissionais por quem tenho o maior respeito [João Santana, de Marta Suplicy, e Luiz Gonzalez, de Kassab]. E temos menos tempo. Tinha de adotar uma estética mais próxima da vida das pessoas que sofrem. Mas os lobos em pele de cordeiro conseguiram contaminar o noticiário com a versão de que havia crise de formato, não de conteúdo. Vi coisas nesta campanha que fariam o malufismo corar.

FOLHA – Por exemplo?
PACHECO
- As acusações de compra de delegados [por kassabistas] antes da convenção do PSDB. Isso na cidade mais avançada do país.

FOLHA – O sr. está fora?
PACHECO
- Decidi sair depois de conversar com o Geraldo e com o Edson, para o bem do candidato. Quando você insiste numa tese, passa a atrapalhar o processo. Mas ponho a maior fé na campanha, no Raul Cruz Lima, que vai assumir, e na vitória. Depois de três meses, estou louco para ver meus netos.

04/09/2008 - 11:33h ‘Kassab não tem confiabilidade e faz um governo medíocre’

“O que o Cidade Limpa trouxe? Um visual mais limpo? Sim. A pessoa conseguiu escola melhor para sua criança? Não.
Conseguiu ser atendida melhor na saúde? Não. Melhor transporte? Não. O Cidade Limpa não mudou nada estrutural. A cidade de São Paulo não comporta governo medíocre.”

“A mulher, quando é dura, é arrogante.
Quando é bem arrumada, só pensa em ir ao cabeleireiro.
Quando é gentil e generosa, é boba. Ser mulher não é simples. Na política, menos ainda. Por isso há tão poucas.”

“Pode estar envolvido (em escândalos). Em relação ao Paulo, ele simboliza a Força Sindical e tenho, pela primeira vez na História — nem Lula teve —, o apoio de todas as centrais sindicais. Tenho muito orgulho do apoio da Força Sindical.

marta_globo.jpg

Em primeiro nas pesquisas, Marta Suplicy concentra seus ataques no prefeito, que começa a crescer e tem o apoio do governador

SÃO PAULO. Marta Suplicy parece ter aprendido a lidar com o tabuleiro eleitoral. A um mês da eleição, mexe cada peça conforme o avanço inimigo. Embora o tucano Geraldo Alckmin apareça estagnado em segundo lugar nas pesquisas, é o prefeito Gilberto Kassab (DEM) que a incomoda, porque sobe na preferência do eleitor, e Marta concentra ataques contra ele. “Ele está abusado. Não tem confiabilidade”. Diz que Kassab não planejou a cidade para o boom econômico propiciado pelo governo Lula e que “São Paulo, a locomotiva do Brasil, está parando”.
Contra Alckmin, críticas genéricas, como as de que tucanos pouco fizeram. Maluf atiça o forte temperamento dela, quando perguntada sobre o uso da frase “relaxa e goza” na campanha do ex-prefeito. “É um fim melancólico”, responde. Marta diz estar mais madura, mas não a ponto de controlar os impulsos.
“Sua pergunta é ridícula”, reage quando indagada sobre a acusação de que não pagou parcelas da dívida pública municipal.
Refeita, faz projeções para a eleição presidencial e diz que a vitória seria muito importante para o PT. Na seara dos inimigos, vai além: “Gente, todo mundo sabe que, se ganhar o Alckmin, Serra não será candidato a presidente”. E distribui panfletos sobre seu livro, no qual descreve a experiência como prefeita e fala da derrota para Serra em 2004. Psicanalista, diz às gargalhadas que não é de perder o eixo, mas que a derrota a abalou e que superou o trauma. “Adoro fazer terapia.”

Flávio Freire, Soraya Aggege, Ricardo Galhardo, Germano Oliveira, Silvia Fonseca e Ascânio Seleme – O GLOBO

SÃO PAULO

O GLOBO: A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), ao falar do metrô de SP, disse que, com ou sem Marta, a ampliação do metrô sairá. Ela foi inábil?
MARTA SUPLICY: Ela foi corretíssima.

Ela faz parte de um governo que é republicano.

Mas atrapalha sua candidatura?
MARTA: De jeito nenhum, a afinidade é comigo. O que tem que ser visto é que quando o presidente Lula vem aqui e diz que tem lado, e o lado dele é a Marta, está falando mais do que um companheirismo de 30 anos. Ele fala de um projeto único.

Kassab disse que a senhora foi omissa na educação e na saúde.
MARTA: É uma inverdade. Me choca a coragem dele de dizer inverdades.
Ele diz que os CEUs dele são mais baratos.
Deixe a cidade com contratos para os 24 CEUs prontos, licitados e com preço. Os 13 que ele construiu variam de 2% a 50% a mais do que o preço licitado. É só olhar os preços.
Que confiabilidade tem uma pessoa que fala uma coisa dessa? Usam uma terminologia da “ilha da fantasia” em relação ao que é a realidade de uma prefeitura. Eles (os adversários) não investiram. Pior: não se deram conta do momento que o Brasil estava vivendo: não tem falta de televisão, de geladeira nem de carro. Eles não acreditaram no boom econômico do governo Lula e não prepararam a cidade.
São Paulo não se preparou nestes quatro anos, não teve visão e a mediocridade dominou estes quatro anos. A atual administração não planejou São Paulo para essa nova realidade da economia. São Paulo é a locomotiva do Brasil e está parando por falta de planejamento.

Kassab escolheu a senhora como adversária de modo a se incluir no segundo turno, excluindo Alckmin? A senhora engoliu a isca?
MARTA: Ele não pode fazer diferente, né? Está todo atrapalhado com o lado dele. Se escolhesse o Alckmin ficaria constrangedor para ele.

Gostaria de tê-lo como adversário no segundo turno?
MARTA: Tanto faz, adversário não se escolhe.

Mas a senhora está polarizando com ele, mordendo a isca…
MARTA: Não é morder a isca. Quando a pessoa acusa você e fala inverdades, você rebate. E ele está muito abusado em termos de inverdades.

Disse que a senhora gosta de pôr placas sem fazer obras.
MARTA: O que vou responder para ele? O que ele fez na cidade que não tenha sido iniciado por mim? O que o Cidade Limpa trouxe para o cotidiano das pessoas? Um visual mais limpo? Sim. A pessoa conseguiu escola melhor para sua criança? Não. Conseguiu ser atendida melhor na saúde? Não. Melhor transporte? Não. O Cidade Limpa é bom? É. Mas não mudou nada estrutural. A cidade de São Paulo não comporta governo medíocre, que não tenha mudança.

Alckmin e Kassab usam o governador José Serra como cabo eleitoral.
A senhora acha que pode enfrentar um terceiro turno contra Serra?
MARTA: Eles estão muito atrapalhados.

Não sei como vão resolver.

Falando que Kassab é medíocre, como poderá conquistá-lo num segundo turno?
MARTA: Não estou falando dele pessoalmente, mas do governo dele.

No 2° turno, procuraria Kassab?
MARTA: Não vou antecipar quem será meu adversário. Deixa acontecer, vamos ver como vão estar, se vão estar se falando ou se estapeando até o segundo turno… Porque a situação hoje é péssima.

A senhora prevê uma antecipação de 2010?
MARTA: Não. Está uma campanha bem disputada aqui, com muita confusão do lado de lá. Tentam tapar o sol com a peneira, mas a confusão existe. Eles estão atrapalhados. O eleitor está mais atrapalhado ainda e não é problema do PT.

A senhora se credenciará para 2010 se vencer agora?
MARTA: Não estou pensando nisso…
Por que é importante ganhar aqui? Porque vamos dar força para a eleição de 2010. Aí que é a importância dessa eleição. Todo mundo sabe que, se ganhar o Alckmin, o Serra não é candidato a presidente.

A senhora diz que se ganhar o Alckmin, o Serra não será candidato?
MARTA: Provavelmente.

Quem seria o candidato? Aécio (Neves, governador de Minas)?
MARTA: É melhor deixar para a frente a discussão. Nem devia ter mencionado isso, não faz parte da nossa preocupação.

A senhora fala que se arrependeu de ter taxado a classe média e acena com a redução de impostos. Deixará de fazer algum serviço por isso?
O GLOBO: Não, não. Fizemos o erro, sim, porque a vontade de reconstruir a cidade e a falta de dinheiro eram tamanhas, que não pesei que poderia pesar para uma parcela significativa da classe média. E pesou. Acho que aprendi. Estamos propondo a redução de impostos (para os autônomos), porque a cidade tem condições.
Vai dar mais ou menos R$ 30 milhões, o que não é algo relevante, mas para as pessoas que vão pagar pode ser. Outra coisa: vamos voltar a ter um milhão de casas isentas de IPTU, porque o governo do PSDB não atualizou o teto, então as casas isentas passaram para 800 mil casas.

Paulo Maluf usou o “relaxa e goza” contra a senhora. Ele pode estar sendo usado por alguém?
MARTA: Não sei. De qualquer maneira, é um fim melancólico (de Maluf).

Atrapalha muito essa exposição?
MARTA: Não, porque acho que é uma frase já bastante conhecida da população. Foram pedidas desculpas.
Não vai afetar. Foi ruim para ele.
Pegou mal. Para ele, para mim não.

Algumas pessoas a consideram como de temperamento forte. Outras interpretam como arrogância. E vêem essas frases… A senhora vê sua personalidade como adversária? MARTA: Tem ônus e bônus. É o que me fez enfrentar a situação de São Paulo. Precisa ter personalidade forte, capaz de dizer coisas que têm que ser ditas. Como mulher, é imprescindível.
Agora, a mulher, quando é dura, é arrogante. Quando é bem arrumada, só pensa em ir ao cabeleireiro.
Quando é gentil, é boba. Ser mulher não é simples. Na política, menos ainda.
Por isso há tão poucas.

A senhora tenta mudar?
MARTA: Não. A maturidade vai levando você a ser mais sábia, mas não necessariamente a mudar o jeito de ser. O jeito de ser me permitiu estar na política. Você vai aprendendo que prefeito não reage a cidadão. Você vai aprendendo. Mas não muda a personalidade. Faz você mostrar que tem capacidade de aprendizagem.

Na derrota, perdeu o eixo?
MARTA: Imagina (gargalhadas). Que é isso! Não poder lembrar uma situação sem ficar muito triste é uma coisa.
Perder o eixo é outra. Não sou o tipo de pessoa de perder o eixo.

Se eleita, prevê algum problema com o governador Serra?
MARTA: Não vejo por quê. Ele vai ter interesse, principalmente se almeja ser candidato em 2010. O que pudermos fazer de produtivo para São Paulo, ele terá bônus também em 2010.

Os adversários a acusam de multiplicar a folha de pagamentos, sucatear a CET. Como vê as críticas?
MARTA: Fizemos concursos porque a cidade estava abandonada. Tivemos de fazer contratações. Da CET é piada o que estão falando. Kassab agride cada vez que percebe que seus pés são de barro. Ele pode acusar o que quiser, mas deixamos a CET numa condição boa. É fácil acusar.

O fato de a senhora ter se separado e casado de novo teve algum impacto na eleição de 2004?
MARTA: Talvez. No meu livro (“Minha vida de prefeita”, Editora Agir), falo sobre isso. Tem preconceito. São Paulo é paradigmática, pois tem um setor muito conservador, mas um muito avançado. Parte da diversidade e da riqueza, são forças contínuas na cidade. Acho interessante.

Descarta o apoio do Maluf?
MARTA: Dos eleitores dele, não. Eu gostaria de tê-los.

Aliança com ele, não?
MARTA: Não. Nós estamos do outro lado do rio.

Mas ele a apoiou em 2004.
MARTA: Não vivi isso. Não vivi. Foi partidário. Soube por um filho, que ligou quando viu uma camioneta na Avenida Brasil: “Mãe, olha! Tem uma camioneta do Maluf com você”. Liguei para o partido e soube que tinha um apoio partidário. Temos perfil diferente.
Visão de mundo diferente.
Não acrescenta para mim o apoio dele formal. Somos como água e vinho.

Mas também está do outro lado do rio o (deputado) Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical. E sentou na mesa da senhora.
É conveniência eleitoral?
MARTA: Não estou do outro lado do rio com o Paulo. O Paulo simboliza a Força Sindical e estamos juntos.

Ele foi envolvido em escândalos…
MARTA: Pode estar envolvido, mas estou falando em relação ao Maluf, não falei desse aspecto.

Não acha que está sujando as mãos?
MARTA: Paulo simboliza a Força Sindical e tenho, pela 1ª vez — nem Lula teve —, o apoio de todas as centrais.
Tenho orgulho do apoio da Força.

30/08/2008 - 17:28h Lula: “Eu tenho lado, e meu lado é Marta”

Lula critica uso de sua imagem por candidatos da oposição

Em comício de Marta Suplicy, presidente afirma que candidata petista à Prefeitura é ’seu lado em São Paulo’

Alexandre Inácio, da Agência Estado e Andréia Sadi, do estadao.com.br

 


Marta e Lula durante comício em São Miguel
José Luís Conceição/AE

Marta e Lula durante comício em São Miguel

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou neste sábado, 30, durante comício que marcou sua primeira participação na campanha da candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, em São Miguel Paulista, na zona leste da capital, a utilização de sua imagem por candidatos de partidos de oposição. “Como presidente, eu não tenho que apoiar ninguém, mas numa campanha política só tenho um lado, que é o lado da Marta aqui em São Paulo”, declarou. Antes do comício, Lula participou de carreata em carro aberto por cerca de dois quilômetros das ruas do bairro, acompanhado da candidata petista, dos senadores Eduardo Suplicy e Aloísio Mercadante, ambos do PT-SP, dos deputados federais Luíza Erundina (PSB-SP), Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT).Veja também:

linkLula participa de campanha ao lado de Marta Suplicy em SP

linkLula e Marta são ovacionados em carreata na zona leste de SP

linkAlckmin cai, Kassab sobe e reduz diferença para tucano

linkConfira o perfil dos candidatos à Prefeitura de São Paulo especial

Ao discursar para cerca de quatro mil pessoas, segundo a Polícia Militar, Lula ressaltou a força da mulher e disse que Marta foi vítima de preconceito quando prefeita de São Paulo, assim como Erundina quando esteve à frente da Prefeitura da capital. Segundo o Presidente, os quatro anos em que Marta ficou fora da Prefeitura foram importantes para a candidata ganhar sobriedade para o próximo mandato.

Lula confirmou a “parceria” com o governo federal que a candidata petista vem destacando em sua campanha, dizendo que vai haver maior afinidade entre a Presidência da República e a cidade de São Paulo se Marta Suplicy for eleita. Lula disse ainda que espera que o programa Farmácia Popular – que vende remédios mais baratos para a população de baixa renda – seja levado para todos os bairros da cidade. No comício, o presidente anunciou que irá assinar decreto na próxima semana estabelecendo a realização de exames oftalmológicos, dentários e de clínica geral em crianças nas escolas públicas de todo o País.

No comício, Marta ressaltou a importância dos CÉUs e lembrou que o primeiro inaugurado em seu mandato como prefeita foi na zona leste e teve presença de Lula. Além disso, Marta destacou que foi o governo de Lula que incluiu 51% da população na classe média. A candidata também fez críticas ao sistema de transportes da capital e disse que terá a parceria do presidente Lula para ampliar o metrô e estender a malha da zona leste.

22/08/2008 - 23:01h Programa de Marta dá um banho nos outros

Opinião de Ricardo Noblat

Descobri que pela tv paga posso assistir aqui em Brasília aos programas dos candidatos a prefeito de São Paulo. Vi os desta noite.

A tarefa de comentá-los é da Cila Shulman, especialista no assunto (veja post mais abaixo). Mas não resisto a fazer uma rápida observação: o programa da Marta Suplicy me parece disparado o melhor. Em tudo: beleza, ritmo, senso de oportunidade, dinamismo, posicionamento.

Em segundo lugar vem o de Gilberto Kassab. Em terceiro o de Geraldo Alckmin.

29/07/2008 - 10:03h Afastamento de Serra preocupa cúpula do DEM em São Paulo

Luiz Carlos Murauskas / Folha Imagem

Kassab, em ônibus urbano com o secretário de Transportes: acusado de uso da máquina por Marta (PT) e Valente (P-SOL)

César Felício – VALOR

Integrantes do DEM ligados ao prefeito e candidato à reeleição em São Paulo, Gilberto Kassab , avaliam que o governador José Serra (PSDB) dá sinais de que irá manter-se afastado da campanha de seu afilhado político. Entre os interlocutores do prefeito, esperava-se mais apoio por parte de Serra no momento em que a candidatura do prefeito ainda não se consolidou e que a tendência de polarização entre Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) é forte

Impedido pela lei de participar de atos de campanha ao lado do prefeito, Serra poderia associar-se a Kassab continuando a participar de atos administrativos de maneira conjunta. Mas nas últimas semanas o governador tem aberto espaço em sua agenda para viagens ao interior, onde entrega obras em estradas vicinais. Nos últimos13 dias, esteve em Itápolis, Leme, Jaguariúna, Campinas, Tabapuã, Barretos e Osasco. Na capital , fez lançamentos de programas de segurança pública e educação, em ambientes distantes do eleitor: o Museu de Arte Moderna e o Comando de Policiamento Militar.

A avaliação de dirigentes do DEM é que o distanciamento tende a se consolidar em razão da divulgação, neste fim de semana, da mensagem que o prefeito enviou em sua caixa postal eletrônica particular para os subprefeitos, sugerindo uma mobilização em razão da pesquisa de intenção de voto do Instituto Datafolha.Um integrante do DEM próximo a Kassab avaliou a notícia como “desestruturante” .

Kassab minimizou ontem o episódio, afirmando que os adversários que ingressaram com ações judiciais acusando-o de uso de máquina quererem “ganhar no tapetão”. Agiram contra o prefeito Marta Suplicy (PT) e Ivan Valente (P-SOL). O prefeito disse que não estava preocupado em identificar o autor do vazamento da mensagem para a imprensa e que agiu no caso de maneira transparente: seu objetivo teria sido o de impedir que provocadores ligados a adversários influissem de modo negativo no resultado da pesquisa.”Fiz isso como cidadão. Tenho espírito público´”, disse Kassab.

Segundo integrantes do DEM, o primeiro efeito do episódio na é instalar uma crise política dentro da administração municipal. Kassab teria desconsiderado a possibilidade de parte do contingente tucano que permanece na prefeitura já ter se integrado na campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) e ter proporcionado o vazamento, com o propósito de provocar-lhe dano político. O prefeito teria cometido um erro de cálculo ao apostar no controle da máquina municipal .

O efeito secundário é o desgaste de imagem que a suspeita de ter tentado manipular uma pesquisa pode causar a um candidato que já conta com um índice de rejeição muito superior ao de suas intenções de voto. Este efeito é potencializado, na opinião de aliados do prefeito, com as ações judiciais de Marta e Valente.

O comando da campanha de Alckmin pensa que o início do horário gratuito irá potencializar o isolamento de Kassab, dono do maior tempo na propaganda. “A campanha tende a reforçar a polarização entre tucanos e petistas e este será o momento em que Serra irá participar da propaganda”, disse o coordenador tucano, Edson Aparecido (SP). Doente, o candidato tucano está com a campanha suspensa há três dias. Permanece internado no Instituto do Coração com diverticulite. (com agências noticiosas)

29/07/2008 - 09:56h Serra se distancia e some de eventos ao lado de Kassab

ELEIÇÕES 2008 / SÃO PAULO
Depois do início da campanha, governador e prefeito tiveram só um encontro público

“Tem dia que a gente fala várias vezes, tem dia que não fala”, disse o prefeito, cuja campanha usa imagem do tucano em panfletos

Patricia Stavis – 7.jul.08/Folha Imagem
serra_kassab_institucional.jpg
Kassab e Serra no último evento juntos em público, no TJ-SP

DA REPORTAGEM LOCAL

Folha de São Paulo

As aparições públicas do governador José Serra (PSDB) ao lado do prefeito Gilberto Kassab (DEM), seu afilhado político, rarearam após a abertura oficial da campanha eleitoral em São Paulo, no início do mês.
O último encontro público entre os dois ocorreu no dia 7. Os assessores do prefeito afirmam que não existe previsão de quando os dois voltarão a posar juntos para as câmeras.

A atual realidade é bem diferente do período da pré-campanha. Só nos últimos dez dias do mês passado, Serra e Kassab estiveram lado a lado em eventos pelo menos quatro vezes.

Kassab está estacionado em terceiro lugar do Datafolha, com 13%. Marta Suplicy (PT), com 36%, e Geraldo Alckmin (PSDB), com 32%, estão empatados tecnicamente na ponta.

Ontem, Kassab tentou minimizar o sumiço de Serra. “Nossa relação é rotineira, tem dia que a gente fala várias vezes, tem dia que não fala, por telefone, pessoalmente. A responsabilidade de governar o Estado é muito grande, são diversas atribuições”, afirmou o prefeito.

Mesmo sem a presença física de Serra, a campanha de Kassab tenta explorar a parceria. Sua campanha tem distribuído panfletos pela cidade com fotos dos dois. Seus assessores alegam que as limitações da Lei Eleitoral, que proíbe a participação do prefeito em inaugurações, por exemplo, ajudaram a rarear os encontros conjuntos.

Eles afirmam ainda que há encontros rotineiros entre os dois para discussões administrativas referentes a projetos do Estado com a prefeitura.

Assessores do governador afirmam que ele não vai abandonar o projeto reeleitoral de Kassab antes do segundo turno, sob risco de implodir sua política de alianças para a eleição presidencial de 2010. Nas palavras de auxiliares, Serra pretende transmitir a imagem de neutralidade, até para não melindrar os alckmistas.

O grupo ligado ao governador não esconde o desconforto com o e-mail enviado por Kassab aos subprefeitos, pedindo “ação” no dia em que seriam realizadas as entrevistas para a última pesquisa Datafolha.
Na quinta-feira, antes de o caso vir à tona, o governador se encontrou reservadamente com Kassab. Um dos temas discutidos foi sua “neutralidade”. Secretários tucanos da gestão do prefeito, até agora aguerridos, também dizem que vão evitar eventos de campanha. Tal tarefa será delegada, dizem, aos subprefeitos tucanos que estão na gestão municipal.

Mesmo os tucanos kassabistas já dizem que será inevitável que Serra apareça no programa eleitoral de Alckmin na TV. O governador também estará no de Kassab. Serra não gravará depoimentos. Mas há um farto material colhido durante as inaugurações em que os dois estiveram lado a lado.

Os aliados de Alckmin esperam que, com a suspeita de uso da máquina pesando sobre Kassab, Serra fique mais distante do prefeito.

(JOSÉ ALBERTO BOMBIG, FERNANDO BARROS DE MELLO e CONRADO CORSALETTE)

25/07/2008 - 13:51h Informação relevante para o eleitor

” A campanha de reeleição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), começou a distribuir ontem pelas ruas da cidade um panfleto intitulado “Sujou!”, no qual explora a inclusão do nome da adversária Marta Suplicy (PT) na lista de candidatos que respondem a processos, divulgada nesta semana pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros).
O material inclui a reprodução de uma série de manchetes de jornais com a notícia da divulgação da lista de candidatos com “ficha suja”, na qual também aparece o candidato Paulo Maluf (PP). No verso, há o slogan “Marta nunca mais”, seguido de títulos de reportagens críticas à gestão da ex-prefeita.
A tiragem do impresso é de 120 mil unidades. A coligação do prefeito, comandada pelo DEM, assina o material de maneira discreta, com letras minúsculas no pé do panfleto.
Procurados pela Folha, assessores da campanha de Kassab disseram, inicialmente, desconhecer a iniciativa. Depois, confirmaram a autoria do panfleto. Eles justificaram sua produção alegando se tratar “de uma informação relevante para o eleitor”. Ressaltaram que não há ilegalidade na divulgação de materiais do gênero.”
(Folha SP).

Já que se trata de informação relevante para o eleitor, porque Kassab não faz um panfleto com esta nota do JT (Jornal da Tarde) de hoje. Kassab têm processo na justiça e já foi condenado em duas instâncias pela justiça. Agora o processo corre no STF. No mesmo panfleto ele poderia acrescentar que foi Secretário de Planejamento de Pitta, assim os eleitores ficam informados de questões relevantes.

A imagem “http://imp.4news.com.br/200807/250720080003a12d.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

Penso porem que os eleitores vão preferir discutir de outras questões relevantes. Como, por exemplo, porque a falta de vagas em creches aumentou 46% em 6 meses. Para tratar desta questão relevante, o Jornal da Tarde dedicou uma página ao tema hoje. LF

Clique na imagem para ampliar e ler

creches_jt.jpg

16/07/2008 - 19:14h O X da questão

image001.jpg

El cartel que sostiene el niño dice:

“Tu Cristo es judío
tu escritura es latina
tus números son árabes
tu democracia es griega
tu equipo de música es japónes
tu balón es de Corea
tu videoconsola es de Hong Kong
tu camisa es de Tailandia
tus estrellas futbolísticas son de Brasil
tu reloj es suizo
tu pizza es italiana

¿Y tú eres el que mira a ese trabajador inmigrante como a un despreciable extranjero?”

Esta campaña nació en España, realizada por españoles y no españoles, luego de que cientos de personas fueran deportadas en el aeoropuerto de Barajas, Madrid, cercadas por la policía de inmigración.

Y las deportaciones siguen…

Equis, esa letra medio inútil que toma vigencia en este tiempo a través de una palabra que avergüenza: xenofobia.Fonte Civilización & Barbarie