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	<title>Blog do Favre &#187; campanhas</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Candidato-governador Serra investe também em campanha na internet. PSDB lança megaportal</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 14:08:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[
 
José Serra está investindo na sua imagem como moderno e olhando para o futuro. A entrevista fornecida ao Estadão visa a vender essa imagem, reforçada com a sua participação no twitter. O governador-candidato discorre sobre as novas tecnologias como &#8220;expert&#8221; comentarista. Ele parece evoluir tranquilo no mundo virtual, longe das dificuldades provocadas pela crise no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://blogs.gospelmais.com.br/pastorclaybom/files/2009/08/twitter_at.jpg" alt="http://blogs.gospelmais.com.br/pastorclaybom/files/2009/08/twitter_at.jpg" align="left" /></p>
<p><font size="4"> </font></p>
<p><font size="4"><em>José Serra está investindo na sua imagem como moderno e olhando para o futuro. A entrevista fornecida ao Estadão visa a vender essa imagem, reforçada com a sua participação no twitter. O governador-candidato discorre sobre as novas tecnologias como &#8220;expert&#8221; comentarista. Ele parece evoluir tranquilo no mundo virtual, longe das dificuldades provocadas pela crise no Senado, para os adeptos do ciberespaço.</em></font></p>
<p><font size="4"> </font></p>
<div style="text-align: center"></div>
<div id="c">
<h3>Estadão entrevista José Serra</h3>
<p><font size="5"><strong>&#8221;Nenhum candidato poderá prescindir da internet em 2010&#8221;</strong></font></p>
<p>Para o governador, a legislação eleitoral brasileira ainda é muito restritiva em relação a campanhas na web</p></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>São duas horas da madrugada. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), deixa de lado os jornais, liga o aparelho de som e espera o sono vir com os Beatles ao fundo. A cena da intimidade de um dos possíveis candidatos à Presidência da República em 2010 foi registrada por ele mesmo em seu microblog na rede Twitter. &#8220;Vim dormir. Ia ler o clipping da imprensa da semana, mas desisti. Preferi ouvir o Abbey Road inteiro dos Beatles e zapear na TV sem som&#8221;, escreveu na noite de 13 de julho.</p>
<p>Serra é hoje o mais popular político do Twitter, com 71 mil seguidores, que acompanham em tempo real os passos do tucano. Aos 67 anos, o governador paulista entrou para a turma dos internautas depois dos 60 anos e para a dos &#8220;twitteiros&#8221; há pouco mais de três meses. Em entrevista exclusiva ao Estado, ele fala do potencial da internet na eleição de 2010 e de sua experiência no mundo virtual.</p>
<p><strong>Qual será o papel da internet nas eleições presidenciais de 2010?</strong></p>
<p>Nas eleições de 2010, no Brasil, nenhum candidato poderá prescindir da internet na campanha, é evidente, mas a influência será muito menor do que nos Estados Unidos, porque somos muito menos conectados, nossa legislação eleitoral é mais restritiva, nossa campanha é muito mais curta do que a deles, que dura quase dois anos, contando com as primárias para a indicação do candidato do partido. Aqui, legalmente a campanha só começa na segunda metade de julho, e a eleição é em outubro.</p>
<p><strong>Qual será o grande desafio das campanhas na web?</strong></p>
<p>O grande desafio de campanhas na internet, que a de Barack Obama venceu com louvor, é transportar o ativismo e a militância do mundo virtual para o mundo real, para ações de visibilidade, para as ruas. Tenho dúvidas de que conseguiremos fazer já em 2010 essa passagem.</p>
<p><strong>Como foi seu primeiro contato com a internet?</strong></p>
<p>Aprendi na marra a usar a internet em 2003, quando passei uma temporada nos Estados Unidos, no Instituto de Estudos Avançados de Princeton, depois de perder as eleições presidenciais em 2002. Fui obrigado a me conectar para conversar com a família, com os amigos, para me manter em dia com as notícias do Brasil e do mundo, para não ficar isolado. Primeiro, aprendi a receber e a mandar e-mail; em seguida, a navegar pelo noticiário. Agora, sou o governador twitteiro e já ganhei até diploma de &#8220;especialização em relações twitteiras&#8221;, do programa CQC, da TV Bandeirantes.</p>
<p><strong>Para quais atividades o senhor utiliza a internet?</strong></p>
<p>Até 2002, no Ministério da Saúde, costumava mandar bilhetinhos escritos à mão para a equipe, perguntando sobre esse ou aquele programa de governo, tirando dúvidas, cobrando essa ou aquela providência. Escrevia à noite e, de manhã, minhas secretárias recebiam uma caixa de papéis para distribuir. Hoje, envio e-mail para os secretários e assessores. Muito mais rápido e eficiente. Também leio notícias nos principais portais e em alguns blogs, escrevo artigos, discursos. Nunca consegui datilografar artigos. Fazia sempre à mão. Troco e-mails com meus filhos, com os amigos e uso para lazer, navego no YouTube para ver clipes de músicas, procurar trechos de filmes. Resisti muito a entrar, porque sabia que iria me viciar. Fraquejei, entrei e me viciei.</p>
<p><strong>O sr. é o político mais popular do Twitter, com mais de 71 mil seguidores. O que tem achado dessa experiência?</strong></p>
<p>Fui para o Twitter meio por acaso e por curiosidade. Uso muito a internet. Comecei a ver reportagens sobre o fenômeno do Twitter e as pessoas mais próximas me diziam que eu devia entrar lá. Nem sabia direito o que era, como funcionava, para que servia, quando abri a minha conta. Esta, aliás, foi a primeira dificuldade: descobri que meu nome e quase todas as variações possíveis já estavam registrados no Twitter, com a minha foto e tudo. Eram muitos perfis falsos. Entrei sem fazer alarde, sem contar para ninguém a não ser para o pessoal mais próximo do gabinete. Habituado a escrever artigos e textos mais longos, no início achei que não conseguiria dizer nada em 140 caracteres, que é o limite do Twitter. Aos poucos, estou aprendendo a ser sintético.</p>
<p><strong>Como o Twitter tem ajudado o seu trabalho como governador?</strong></p>
<p>Eles (internautas) me dão dicas, fazem sugestões, apoiam medidas do governo, elogiam, mas também criticam, cobram, reclamam de coisas que não estão funcionando direito. Repasso para todas as áreas do governo, cobro dos secretários, tiro dúvidas com eles, vejo se as reclamações procedem. Os mais acionados pelos meus seguidores e por mim são o Barradas (secretário da Saúde), o Paulo Renato (secretário da Educação), as áreas de segurança e de transportes. É aí que a internet é fantástica. Poupa tempo, aumenta a eficácia, abre um canal direto entre o governo e o cidadão, para o governante ouvi-lo, prestar contas em tempo real e até para corrigir medidas. Isso para um governante não tem preço.</p>
<p><strong>O sr. também faz comentários pessoais&#8230;</strong></p>
<p>Há o lado lúdico também. Quando disse lá no Twitter que gosto de cinema e de trabalhar ouvindo música, muitos seguidores passaram a me mandar dicas e links de canções, cantores, bandas, trechos de filmes. Também fazem muitas perguntas sobre a minha vida, o governo, o que eu acho disso e daquilo. Claro que não consigo responder tudo e fico até aflito, às vezes, mas sempre dá para conversar um pouco. De que outro jeito isso seria possível? Só no Twitter mesmo.C.F. e E.L.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.qgnet.com.br/img/wp/2009/06/aprovacao_presidencial.jpg" alt="http://www.qgnet.com.br/img/wp/2009/06/aprovacao_presidencial.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"></div>
</div>
<p><font size="5"><strong>PSDB se arma para &#8221;guerra cibernética&#8221;</strong></font></p>
<p>Partido investe em novo site como ferramenta essencial para 2010</p>
<p style="background-color: #ffff99">Elizabeth Lopes e Carolina Freitas &#8211; O Estado SP</p>
<p>Antes do início da batalha nas urnas, a eleição presidencial de 2010 já movimenta um verdadeiro exército de militantes petistas e tucanos, que decidiram trocar a panfletagem nas ruas pela internet. A disseminação das redes sociais e o crescimento do número de internautas no País, hoje em torno dos 65 milhões, tornam a grande rede uma ferramenta essencial na elaboração das estratégias de campanha para as eleições. Para não perder terreno nessa batalha, o PSDB lança hoje um megaportal (www.tucano.org.br), com conteúdo em texto, áudio e vídeo, espaço para chats e links para a página do partido em redes sociais, como Orkut, Twitter e Facebook.</p>
<p>&#8220;Precisamos reunir o nosso exército para enfrentar este novo momento virtual e o tucano.org.br será a porta de entrada dos nossos militantes&#8221;, afirma César Gontijo, secretário-geral da Executiva Estadual do PSDB de São Paulo e um dos idealizadores do novo portal. Na avaliação do Gontijo, o PT saiu na frente no que ele classifica de &#8220;guerra cibernética contra os tucanos&#8221;. Ele cita, por exemplo, que se for feita uma busca no YouTube com os nomes de Dilma Rousseff (PT) e de José Serra (PSDB), pré-candidatos ao Palácio do Planalto, os primeiros resultados dos vídeos da petista são altamente positivos e favoráveis. E com Serra ocorre o inverso, com vídeos desfavoráveis e negativos. &#8220;Nossa ação não será de ataque ou revide, mas sim propositiva&#8221;, informa o secretário-geral..</p>
<p>Gontijo diz que o novo portal não foi criado apenas com o foco nas eleições 2010. &#8220;Estamos acompanhando uma tendência natural de interatividade e queremos também melhorar um dos grandes desafios do partido, que é a comunicação.&#8221; Ele reconhece, porém, a força que essa ferramenta terá na próxima eleição, ao propiciar aos militantes e simpatizantes um instrumento para a troca de ideias, e ao partido, um canal para a disseminação de sua plataforma.</p>
<p>O novo portal trará também a &#8220;tucanopédia&#8221;, que funcionará da mesma forma que a enciclopédia virtual Wikipédia e exibirá o perfil dos filiados &#8211; são cerca de 150 mil no Estado &#8211; e a TV Tucana, que estreia no dia 31 com pronunciamentos do presidente nacional da legenda, Sérgio Guerra, e do presidente paulista, Mendes Thame.</p>
<p>O portal é iniciativa do PSDB paulista, mas a ideia é que seja criada uma rede nacional, com a interação dos outros diretórios da sigla. O partido não informou o custo com o portal.</p>
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		<title>Beto Richa (PSDB) na berlinda</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 13:43:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<category><![CDATA[Beto Richa]]></category>
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		<description><![CDATA[
Vídeo cita mais casos de corrupção no PR
Fita mostra que construtor afirmou ter desviado IPTU para financiar campanha do prefeito de Curitiba
JOSÉ MASCHIO DA AGÊNCIA FOLHA, EM LONDRINA &#8211; DIMITRI DO VALLE DA AGÊNCIA FOLHA, EM CURITIBA
Dois auxiliares diretos do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), gravaram um vídeo no qual o construtor Rodrigo Oriente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://conexaolive.files.wordpress.com/2009/06/beto-richa1.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://conexaolive.files.wordpress.com/2009/06/beto-richa1.jpg" align="left" width="307" height="204" /><strong></strong></p>
<p><font size="5"><strong>Vídeo cita mais casos de corrupção no PR</strong></font></p>
<p><font size="5"><strong>Fita mostra que construtor afirmou ter desviado IPTU para financiar campanha do prefeito de Curitiba</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">JOSÉ MASCHIO DA AGÊNCIA FOLHA, EM LONDRINA &#8211; DIMITRI DO VALLE DA AGÊNCIA FOLHA, EM CURITIBA</p>
<p>Dois auxiliares diretos do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), gravaram um vídeo no qual o construtor Rodrigo Oriente -que divulgou cenas nas quais políticos que apoiaram o tucano recebiam dinheiro sem origem comprovada- diz ter relatado mais casos de corrupção na gestão tucana à Polícia Civil do Paraná.<br />
O vídeo foi feito pelo procurador-geral de Curitiba, Ivan Bonilha (advogado da campanha de Richa), e pelo diretor de Transportes da URBS, Fernando Ghignone (tesoureiro). Nele os dois conversam com o ex-gerente comercial da construtora Piemonte, Rodrigo Oriente, em 10, 11 e 13 de junho deste ano.<br />
A Piemonte, empresa de loteamentos que atua em Curitiba, pertence à holding Plenaventura e foi a terceira maior doadora da campanha de Richa. Oriente -que trabalhou num comitê de apoio a Richa em 2008- acusou o comitê tucano de utilizar um caixa dois.<br />
No dia 22, quando a acusação de caixa dois chegou aos jornais, o PSDB divulgou uma edição de 11 minutos do vídeo (que tem mais de três horas) em que Oriente cita a pressão de opositores de Richa para fazer denúncias. A íntegra do vídeo, porém, mostra que Oriente também listou vários casos de corrupção na prefeitura e fraudes na arrecadação de IPTU para alimentar a campanha tucana.<br />
Oriente diz a seus interlocutores que enumerou 26 casos de crimes ao depor a um órgão da Polícia Civil do Paraná. Ao ouvirem as denúncias, Bonilha e Ghignone prometem &#8220;&#8221;tomar providências&#8221;. A íntegra da fita foi entregue à Folha por Richa.<br />
Na gravação, Oriente diz que a Piemonte negociou com Richa que a arrecadação de IPTU de 6.220 terrenos num loteamento não fosse para o erário, mas para a campanha do PSDB.<br />
O esquema gerou R$ 334 mil para a campanha de Richa, disse Oriente. Ele diz que R$ 200 mil foram para o comitê central de Richa e o resto a comitês pró-Richa nos bairros. A prestação de contas de Richa lista a Piemonte como doadora de R$ 201 mil à campanha. Oriente disse que o montante não declarado ao TRE foi para o caixa dois da campanha de Richa.</p>
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		<title>Qual é o valor da palavra de José Serra?</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 13:29:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Coluna Ancelmo Gois, jornal O Globo: a palavra de Serra no twitter

&#160;

Catia Seabra &#8211; Folha SP: a decisão de Serra
 
Serra usará agenda oficial para sair de SP em dias úteis
Atendendo a apelos de tucanos, pré-candidato à Presidência decide viajar a outros Estados para comparecer a eventos como governador
Serra intensificará visitas a Estados considerados pontos fracos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font size="4"><strong>Coluna Ancelmo Gois, jornal O Globo: a palavra de Serra no twitter<br />
<a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/qual-e-o-valor-da-palavra-de-jose-serra/12009/" rel="attachment wp-att-12009" title="serra_campanha.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/06/serra_campanha.jpg" alt="serra_campanha.jpg" /></a></strong></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<div align="center"></div>
<div align="center"><font size="4"><strong>Catia Seabra &#8211; Folha SP: a decisão de Serra</strong></font></div>
<div align="center"> <img src="http://www.nublog.com.br/admin/fotos/jose_serra.jpg" alt="http://www.nublog.com.br/admin/fotos/jose_serra.jpg" /></div>
<p><font size="5">Serra usará agenda oficial para sair de SP em dias úteis</font></p>
<p><font size="4">Atendendo a apelos de tucanos, pré-candidato à Presidência decide viajar a outros Estados para comparecer a eventos como governador</font></p>
<p>Serra intensificará visitas a Estados considerados pontos fracos do PSDB, como Rio de Janeiro, onde participa hoje de cerimônia</p>
<p>CATIA SEABRA &#8211; FOLHA SP<br />
DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Antes com programação concentrada nos fins de semana, o governador de São Paulo e potencial candidato à Presidência, José Serra, estenderá sua agenda de viagens a outros Estados também nos dias úteis.<br />
Rendendo-se a apelo de aliados, Serra deverá viajar mais pelo país em cumprimento de atividade de governador.<br />
Um dos pontos fracos do tucanato, o Rio será destino mais frequente a partir de agora. Hoje, assiste à posse do presidente da Associação Comercial do Estado, José Luiz Alquéres, presidente da Light e ex-presidente da Alstom no Brasil, investigada na Suíça, na França e no Brasil sob suspeita de pagar comissões ilegais para obter contratos com governos da Ásia e da América Latina, como o de SP.<br />
O governador deverá voltar ao Rio em agenda oficial, para a comemoração dos 200 anos da associação e a feira agropecuária de Rezende.<br />
Segundo tucanos, Serra atenderá a convites oficiais, especialmente os destinados à discussão da crise, como um da associação comercial da Bahia.<br />
O governador -que estará em Goiás no dia 13 para seminário sobre desemprego- também avalia convite da Federação de Indústrias do Ceará.<br />
Afirmando que Serra estará em Mato Grosso e em Maceió nos próximos dias, o vice Alberto Goldman nega que a intensificação da agenda seja fruto da mudança de estratégia. Diz que não é o governador que está mais receptivo aos convites. &#8220;Serra está mais requisitado.&#8221;<br />
Ele participará ainda de seminários em Pernambuco e na Bahia. Para a definição da agenda, leva-se em conta a magnitude do evento. Antes do embarque, Serra recebe uma radiografia do Estado que visitará.<br />
Até o mês passado, ele resistia mais à ideia de viajar, sob o argumento de que é cedo para a campanha. No tucanato, porém, ganha força a tese de que ele deve percorrer o país em atividades oficiais.<br />
Serra repete que não pretende contrariar os paulistas, seu patrimônio. Mas uma pesquisa, encomendada ao instituto Ipesp, serve de aval para um passo mais ousado. Segundo o Ipesp, 83% dos entrevistados afirmam que a entrada do governador na disputa pelo Planalto seria boa para São Paulo.</p>
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		<title>Campanha por lei contra homofobia tem baixa adesão</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 19:26:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Estado SP

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><strong>O Estado SP</strong></div>
<div align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/campanha-por-lei-contra-homofobia-tem-baixa-adesao/11597/" rel="attachment wp-att-11597" title="homofobia_campanha.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/06/homofobia_campanha.jpg" alt="homofobia_campanha.jpg" /></a></div>
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		</item>
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		<title>&#8220;Gestão&#8221; demo-tucana: entidade quer cassar mandato do líder de Kassab na Câmara. Ele é o relator do Plano Diretor</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/gestao-demo-tucana-entidade-quer-cassar-mandato-do-lider-de-kassab-na-camara-ele-e-o-relator-do-plano-diretor/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 12:58:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[
 
Vereador José Police Neto

Fabio Leite e Felipe Grandin &#8211; O Estado SP
Líder de Gilberto Kassab (DEM) na Câmara, José Police Neto (PSDB) é acusado de quebra de decoro parlamentar. Relator da revisão do Plano Diretor e do projeto de concessão urbanística da Nova Luz, ele recebeu R$ 545,4 mil em doações do mercado imobiliário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="widget-content">
<div align="center"> <img src="http://4.bp.blogspot.com/_mLQ_N_LVVkU/SamStGsUOQI/AAAAAAAAATU/8wtzRkMFsYQ/S220/ver34b.jpg" alt="Tô de olho no Netinho" id="Image1_img" width="146" height="200" /><br />
<font size="1"><em><span class="caption">Vereador José Police Neto</span></em></font></div>
</div>
<p style="background-color: #ffff99">Fabio Leite e Felipe Grandin &#8211; O Estado SP</p>
<p>Líder de Gilberto Kassab (DEM) na Câmara, José Police Neto (PSDB) é acusado de quebra de decoro parlamentar. Relator da revisão do Plano Diretor e do projeto de concessão urbanística da Nova Luz, ele recebeu R$ 545,4 mil em doações do mercado imobiliário na eleição de 2008. Segundo o código de ética dos vereadores, configura infração ofensiva &#8220;relatar matéria de interesse específico de pessoa física ou jurídica que tenha contribuído para o financiamento de sua campanha&#8221;.</p>
<p>A Associação de Comerciantes do Bairro de Santa Ifigênia (ACSI) pedirá hoje na Corregedoria da Casa a cassação de Police Neto. &#8220;O código de ética proíbe o vereador de relatar projeto de interesse dos financiadores&#8221;, diz Paulo Garcia, diretor da ACSI. O setor imobiliário se beneficiaria dos projetos, que tratam de limites de construção na cidade. Police Neto alega que eles não são de interesse específico das construtoras, mas de &#8220;11 milhões de paulistanos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Se ele recebeu doações de campanha de uma empresa e é relator de projetos de interesse do setor, não tenho dúvida que é quebra de decoro&#8221;, diz o especialista em Direito Político e Eleitoral Everson Tobaruela, conselheiro seccional da OAB-SP. &#8220;É notório o interesse das construtoras. Ele deveria deixar o cargo&#8221;, diz o presidente do Instituto de Direito Político Eleitoral e Administrativo (Idipea), Alberto Rollo. Police Neto afirma que a infração ocorre quando a matéria é de &#8220;interesse direto e imediato&#8221; do doador. &#8220;Se fosse projeto de doação de terreno para uma das empresas, aí sim. Não é o caso do Plano Diretor, que serve não só aos 25% de doadores como aos outros 75%&#8221;, diz o tucano, que recebeu ao todo R$ 993 mil. Após protesto de comerciantes da Santa Ifigênia ontem, ele disse que apresentará um substitutivo ao texto para garantir a preservação do comércio local. O vereador quer votar a proposta em definitivo até amanhã.</p>
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		<title>Nota discreta</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 15:20:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ PF indicia tucanos por crime eleitoral
O Estado SP
A Polícia Federal indiciou dirigentes do PSDB de Mato Grosso por crimes eleitorais e formação de caixa 2 que teriam sido praticados nas eleições de 2002. Foram indiciados o tesoureiro Paulo Ronan Ferreira, e o presidente do comitê, Lourival Ribeiro Santos. Os dois teriam realizado transações financeiras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="5"><strong>PF indicia tucanos por crime eleitoral</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">O Estado SP</p>
<p>A Polícia Federal indiciou dirigentes do PSDB de Mato Grosso por crimes eleitorais e formação de caixa 2 que teriam sido praticados nas eleições de 2002. Foram indiciados o tesoureiro Paulo Ronan Ferreira, e o presidente do comitê, Lourival Ribeiro Santos. Os dois teriam realizado transações financeiras ilícitas para financiar a campanha ao governo do Estado e ao Senado.</p>
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		<title>O Jarbas hoje é mais PSDB que PMDB, diz Sarney</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 14:04:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Ruy Baron/Valor

Pela primeira vez, Sarney responde às críticas feitas por Jarbas Vasconcelos: &#8220;Jarbas é mais PSDB do que PMDB&#8221;

PT e PSDB disputam apoio do PMDB, mas querem o partido fraco, diz Sarney
Raquel Ulhôa, de Brasília &#8211; VALOR
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirma que a pecha de corrupto colada ao seu partido resulta de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><font size="2"><em><span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"></p>
<div class="descricao_foto_credito"><font size="1">Ruy Baron/Valor</font></div>
<p><img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002207/imagens/foto02pol-sdarney-a16.jpg" /></p>
<div class="descricao_foto_legenda">Pela primeira vez, Sarney responde às críticas feitas por Jarbas Vasconcelos: &#8220;Jarbas é mais PSDB do que PMDB&#8221;</div>
<p></span></em></font></div>
<p><font size="5">PT e PSDB disputam apoio do PMDB, mas querem o partido fraco, diz Sarney</font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Raquel Ulhôa, de Brasília &#8211; VALOR</p>
<p>O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirma que a pecha de corrupto colada ao seu partido resulta de uma &#8220;campanha organizada&#8221; que teria como principais interessados o PT e o PSDB &#8211; que buscam o apoio da maior legenda do país para seus projetos presidenciais de 2010. O ex-presidente da República que, como presidente do Senado, tem a função de comandar as sessões do Congresso Nacional, sintetiza o que considera ser o objetivo do PT e PSDB: &#8220;Querem o PMDB fraco&#8221;.</p>
<p>O ataque mais duro ao PMDB, de prática de corrupção e fisiologismo, partiu de um histórico filiado da sigla, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). A avaliação partidária feita por ele pode se resumir ao fato de ser esta uma legenda essencialmente corrupta, em atos e atitudes, segundo Jarbas.</p>
<p>Jarbas explicou para quê, segundo seu entendimento, o PMDB quer cargos no governo: &#8220;Para fazer negócios e ganhar comissões&#8221;. A maioria do partido, avaliou, &#8220;se move por manipulação de licitações e contratações dirigidas&#8221;. Citou nominalmente, nesta análise, apenas o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL), e o presidente da Casa, José Sarney (AP). Sobre Sarney, disse que sua eleição &#8220;foi um processo tortuoso e constrangedor, um completo retrocesso&#8221;. De acordo com a crítica do senador pernambucano, Sarney apareceu como candidato, &#8220;sem nenhum compromisso ético, sem nenhuma preocupação com o Senado, e se elegeu. A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador Sarney&#8221;.</p>
<p>Em entrevista ao Valor, concedida na manhã de sexta-feira, em Brasília, o senador José Sarney respondeu, pela primeira vez objetivamente desde que eclodiu a crise, aos comentários de Jarbas Vasconcelos. O revide de Sarney definiu, em uma só frase, sua opção para 2010 e a opinião que dará ao ser consultado sobre que rumo deve tomar o PMDB na sucessão presidencial: &#8220;Jarbas é mais PSDB do que PMDB&#8221;.</p>
<p>O presidente do Senado, no entanto, não nega esses maus hábitos políticos do seu partido, mas &#8211; assim como fez o senador Pedro Simon (PMDB-RS) da tribuna &#8211; estende o comportamento à vida política em geral. &#8220;O homem não nasceu anjo&#8221;, justifica.</p>
<p>Eleito há um mês para seu terceiro mandato como presidente do Senado, Sarney teve, até agora, pouco a comemorar. Nenhuma das 11 comissões técnicas foi instalada, por causa da disputa entre partidos, nada foi votado em plenário e a adesão da Venezuela ao Mercosul &#8211; processo ao qual é totalmente contrário &#8211; foi aprovada pela comissão de parlamentares que representam o Brasil no bloco.</p>
<p>A partir desta semana, o presidente do Senado espera livrar-se dessa agenda negativa que só lhe tem causado dissabores. Pretende criar, junto com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), uma comissão mista para analisar todas as propostas de reforma política que tramitam no Congresso e, no fim, elaborar um substitutivo que, acredita-se, teria tramitação mais fácil.</p>
<p>O senador também quer instalar a comissão de senadores que vai monitorar a crise econômica. Crise que, na sua opinião, influenciará a posição do seu partido na sucessão presidencial de 2010. Sarney defende a manutenção da aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, resultando no apoio dos pemedebistas à candidatura governista. Mas ele diz que é cedo para o partido tomar a decisão. &#8220;Isso vai depender da crise econômica&#8221;, diz. A seguir, os principais trechos da entrevista ao Valor:</p>
<p><strong>Valor:   A pecha de corrupto que seu partido tem não incomoda?</strong></p>
<p>José Sarney: Essa é uma campanha organizada, estruturada, que realmente não tem profundidade. Acho que o partido está pagando por ter ganho as eleições e ser o partido mais forte. Ele está debaixo de um fogo cruzado de todos os outros partidos, inclusive os dois grandes, PT e PSDB, que querem o apoio do PMDB, mas querem, ao mesmo tempo, o PMDB fraco.<br />
<strong><br />
Valor: O senhor concorda com Pedro Simon, quando ele diz que o PMDB não é mais corrupto que o PT ou o PSDB? São todos iguais?</strong></p>
<p>Sarney: O Simon está falando o que é a realidade. A sociedade é o que é. Tem gente boa, tem gente má em todos os lugares. O primeiro documento que existe sobre política, democracia no mundo é o discurso de Péricles aos mortos na guerra do Peloponeso, no qual ele já acusa o adversário de ter roubado o ouro da estátua de Fídias. Então, essa é uma maneira de desqualificar o adversário. Em todo lugar, em toda a campanha, a todo momento, esse é um tema que não falha, porque faz parte de uma das ideias fundamentais políticas do mundo ocidental.</p>
<p><strong>Valor: É arma de campanha porque existe&#8230;</strong></p>
<p>Sarney: Claro que existe. Corrupção existe em todos os setores, em todo lugar do mundo. O homem não nasceu anjo. Mas o Brasil avançou demais no combate à corrupção, com os controles de Tribunais de Contas, a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal, por meio do qual é possível acompanhar os gastos públicos), a transparência legislativa, o controle geral de verbas, os controles internos, enfim, tudo isso existe e funciona.<br />
<strong><br />
Valor: Uma das acusações feitas por Jarbas é que &#8220;o comportamento do governo Lula contribui para a banalização&#8221; da corrupção. Até que ponto o relacionamento do Executivo com o Legislativo estimula essas práticas?</strong></p>
<p>Sarney: São acusações que foram feitas ao Fernando Henrique Cardoso, estão sendo feitas ao Lula, foram feitas ao Juscelino Kubitschek e são feitas a todos os presidentes. É o jogo político. É uma arma de jogo político.<br />
<strong><br />
Valor: Além das críticas ao PMDB, o senador Jarbas Vasconcelos afirmou que sua eleição foi um &#8220;retrocesso&#8221; e que o senhor não fará as mudanças políticas necessárias na Casa. Como a convivência será possível?</strong></p>
<p>Sarney: O Jarbas hoje é mais PSDB que PMDB. Hoje, Jarbas tomou uma posição que o aproxima mais do PSDB do que do PMDB.<br />
<strong><br />
Valor: Mas isso não impede que ele continue no partido.</strong></p>
<p>Sarney: Hoje tem a cláusula da fidelidade partidária, que tornou muito difícil a saída do partido.<br />
<strong><br />
Valor: E o senhor acha que é possível alterar essa regra dentro da reforma política que se pretende?</strong></p>
<p>Sarney: Eu e o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), vamos criar uma comissão para consolidar todas as propostas de reforma política que existem dentro do Congresso e fazer um substitutivo, com vários projetos que serão submetidos às duas Casas. Até o fim do ano temos que dar uma solução a isso.</p>
<p><strong>Valor: Mas essa reforma nunca avança. O que pode ser mudado de fato? A tal &#8220;janela&#8221; para que um político mude de partido sem perder o mandato? Pode ser o fim da reeleição?</strong></p>
<p>Sarney: Não quero discutir os casos em si, porque não quero provocar discussões que possam interromper, prejudicar a comissão que estamos criando agora. Vamos fazer tudo para votar neste ano. Um ponto que considero fundamental é acabar com o voto proporcional. Sem mexer nisso não há reforma política. Só existe no Brasil. Não existe em lugar nenhum no mundo. É uma reminiscência do século 19. O mundo mudou e nós ficamos no século 19.<br />
<strong><br />
Valor: E quanto à reeleição?</strong></p>
<p>Sarney: Sempre fui contrário. Acho que deve ter um mandato mais longo, de cinco ou até seis anos. Quatro anos é um prazo muito curto para realizar. Mas não quero entrar no mérito do que pode ou não ser votado.<br />
<strong><br />
Valor: A paralisia do Senado está sendo criticada. Como o senhor responde a isso?</strong></p>
<p>Sarney: Quero dizer que as últimas reformas de profundidade no país foram aprovadas na última vez em que fui presidente do Senado: as reformas do Judiciário e da Previdência Social. Deu muito certo a do Judiciário, os efeitos estão sendo colhidos pelo povo brasileiro. E vou me dedicar a justamente votar a reforma política, a reforma tributária e a mudança nas regras das medidas provisórias.</p>
<p><strong>Valor: Há dias o senhor chegou a defender o fim da verba indenizatória (R$ 15 mil mensais que os parlamentares podem gastar com despesas relacionadas à atividade legislativa), que a Mesa Diretora da Câmara decidiu divulgar na internet. É possível extingui-la?</strong></p>
<p>Sarney: Vou fazer a mesma coisa que a Câmara fez. Vou propor à Mesa do Senado a publicação de tudo, com a maior transparência com relação à verba indenizatória. De minha parte, acho que essa não foi uma solução das mais felizes encontradas pelo Congresso.</p>
<p><strong>Valor: O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) tem uma proposta que acaba com a verba indenizatória, mas aumenta o salário do parlamentar. É uma solução?</strong></p>
<p>Sarney: É uma das propostas, mas tem que ser decidida pelo Congresso. Não é matéria a ser decidida pela Mesa Diretora. É um caso delicado, porque todos os deputados e senadores têm que apoiar e votar.</p>
<p><strong>Valor: Uma questão que deve ser decidida na sua gestão é o pedido de adesão da Venezuela ao Mercosul, que o senhor sempre foi publicamente contra. O senhor acha que o Senado pode barrar?</strong></p>
<p>Sarney: Não vou colocar minha posição pessoal para bloquear uma proposta pelo Senado. Não vou fazer com essa nem com nenhuma. Sou presidente da Casa, senão perco a autoridade. Mas minha posição continua a mesma. Não entendi até agora o que é &#8220;democracia bolivariana&#8221;. E tem a cláusula do Mercosul, que estabelece a plena vigência das instituições democráticas como condição essencial para a adesão de um país. E toda democracia adjetivada para mim passa a ficar sob contestação. Era o que acontecia com as democracias populares. Acho que a entrada da Venezuela, neste momento, vai ser um elemento perturbador no Mercosul, que hoje atravessa uma fase muito difícil. Não podemos transformar o Mercosul num fórum político.<br />
<strong><br />
Valor: E com Hugo Chávez (presidente da Venezuela) isso seria inevitável?</strong></p>
<p>Sarney: Tenho a impressão que, se Chávez ingressar, vai querer transformá-lo num fórum político. É do temperamento político.</p>
<p><strong>Valor: O PSDB também é contra. Como a oposição é forte no Senado, há chance de rejeição?</strong></p>
<p>Sarney: Pelo que sinto, pelo movimento dentro da Casa, tenho a impressão de que terminam aprovando. Pode encontrar resistência, mas a minha impressão é que vai passar.<br />
<strong><br />
Valor: Voltando ao PMDB, o senador Simon afirmou que em 2010 o partido estará com quem pagar mais. Lula poderá contar com o partido na chapa de seu candidato, seja ou não a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil)?</strong></p>
<p>Sarney: Eu, pelo menos, defendo a posição de que o PMDB deve manter a aliança que tem com o PT, porque as afinidade que o partido tem com o PT são maiores do que as que tem com outros partidos. Mas é cedo para falar nisso.</p>
<p><strong>Valor: Qual é o momento da decisão?</strong></p>
<p>Sarney: Vai depender da crise econômica, de como ela vai surgir e de que modo ela vai influenciar a campanha no Brasil. O lado econômico vai ter reflexo na área política.</p>
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		<title>Lula quer lançar Dilma já em 2009 para fazer alianças</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jan 2009 13:14:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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KENNEDY ALENCAR colunista da Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dito a ministros, aliados e petistas que deseja lançar publicamente até o final deste ano a candidatura ao Palácio do Planalto da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A eleição presidencial acontecerá em outubro de 2010.
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			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://www.estadao.com.br/fotos/lula-dilma-rio292.jpg" alt="http://www.estadao.com.br/fotos/lula-dilma-rio292.jpg" align="left" /><span style="background-color: #ffff99"></span></p>
<p style="background-color: #ffff99">KENNEDY ALENCAR colunista da Folha Online</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dito a ministros, aliados e petistas que deseja lançar publicamente até o final deste ano a candidatura ao Palácio do Planalto da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A eleição presidencial acontecerá em outubro de 2010.</p>
<p>Legalmente, o PT deve esperar até junho de 2010, o mês para realização das convenções partidárias que oficializam as candidaturas. Mas Lula pretende ganhar um semestre para articular alianças.</p>
<p>O raciocínio do presidente é o seguinte: o PT deve terminar 2009 ungindo Dilma como candidata. O presidente tem até data: durante as eleições internas petistas marcadas para o final de novembro deste ano.</p>
<p>Na sequência, Lula acha que o PT deve buscar uma ampla aliança com PMDB, PSB e a penca de outras legendas que sustentam seu governo no Congresso.</p>
<p>Se o partido ficar esperando até junho de 2010, Lula avalia que será mais complicado viabilizar a aliança para uma candidatura única das atuais forças governistas.</p>
<p>O presidente insiste na tese da candidatura única para fazer disputa plebiscitária com a oposição na campanha de 2010. Crê que mais de um candidato do campo lulista inibirá sua ação a favor de sua favorita.</p>
<p>A primeira opção do Planalto é por um entendimento com o PMDB. Lula e Dilma gostariam que o governador do Rio, Sérgio Cabral, fosse o candidato a vice da ministra. No entanto, ele já disse a Lula e a Dilma que deseja tentar a reeleição no Rio e sugeriu um nome do Nordeste: o atual ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.</p>
<p>Caso não consiga a aliança com o PMDB, partido dividido e também cortejado pelo PSDB para a disputa presidencial, o PT deveria tentar um acordo com o PSB. O deputado federal Ciro Gomes (CE) ou o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, seriam opções de vices nordestinos para a mineira Dilma que fez carreira política no Rio Grande do Sul.</p>
<p>Mas Ciro ainda não desistiu de ser candidato, apesar de seu caminho ficar mais estreito a cada dia. Campos tem a alternativa de concorrer à reeleição.</p>
<p>*</p>
<p><strong>8 anos para mudar o Rio</strong></p>
<p>O governador Cabral acha que precisa governar o Rio por oito anos para se credenciar a voos mais altos. Ele começou a implementar uma política de ocupação &#8220;social&#8221; de favelas para enfrentar o crime organizado. Se o projeto pegar e se ampliar significativamente num eventual segundo mandato, ele se credenciaria para tais voos.</p>
<p>*</p>
<p><strong>Paixãozinha</strong></p>
<p>Dilma e auxiliares chamam o ministro Geddel de &#8220;paixãozinha&#8221;. O relacionamento entre eles é muito bom. Lula gosta do desempenho administrativo do peemedebista e criou com ele uma relação pessoal boa, apesar das críticas duras de Geddel ao presidente no primeiro mandato.</p>
<p>Na avaliação do Palácio do Planalto, a eventual indicação de Geddel para vice de Dilma mataria três coelhos com uma cajadada.</p>
<p>Daria a ela um vice peemedebista do maior Estado do Nordeste. Diminuiria a chance de o partido fechar oficialmente com os governadores tucanos José Serra (SP) ou Aécio Neves (MG), ambos potenciais candidatos em 2010. E resolveria a briga entre PT e PMDB na Bahia, facilitando a candidatura à reeleição do governador petista Jaques Wagner.</p>
<p><strong>Kennedy Alencar, 41, colunista da Folha Online e repórter especial da Folha em Brasília. Escreve para Pensata às sextas e para a coluna Brasília Online, sobre bastidores do poder, aos domingos. É comentarista do telejornal &#8220;RedeTVNews&#8221;, de segunda a sábado às 21h10, e apresentador do programa de entrevistas &#8220;É Notícia&#8221;, aos domingos à meia-noite.</strong></p>
<p><strong>E-mail: kalencar@folhasp.com.br</strong></p>
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		<title>Ônibus com slogan ateu são proibidos de circular na Itália</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Jan 2009 17:36:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Órgão diz que anúncio fere regras da propaganda; Igreja diz que &#8216;bom senso venceu&#8217;.

ônibus em Londres proclama: &#8220;provavelmente deus não exista, então pare de se preocupar é toque sua vida&#8221;. Propaganda semelhante em Barcelona e outras cidades. 
De Milão para a BBC Brasil &#8211; Agencia Estado
A associação italiana União dos Ateus e Agnósticos Racionalistas (UAAR) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Órgão diz que anúncio fere regras da propaganda; Igreja diz que &#8216;bom senso venceu&#8217;.</strong></p>
<p align="center"><img src="http://www.freethinker.co.uk/wp-content/uploads/2008/07/atheistbus.jpg" alt="http://www.freethinker.co.uk/wp-content/uploads/2008/07/atheistbus.jpg" /><br />
<font size="1"><em>ônibus em Londres proclama: &#8220;provavelmente deus não exista, então pare de se preocupar é toque sua vida&#8221;. Propaganda semelhante em Barcelona e outras cidades. </em></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">De Milão para a BBC Brasil &#8211; Agencia Estado</p>
<p>A associação italiana União dos Ateus e Agnósticos Racionalistas (UAAR) foi proibida de divulgar uma campanha publicitária nos ônibus de Gênova.</p>
<p>A concessionária de publicidade nos meios de transporte públicos IgpDecaux considerou que o slogan &#8220;Má notícia: Deus não existe; Boa notícia, você não precisa dele&#8221; é provocatório e não se enquadraria no código de ética da propaganda italiana.</p>
<p>&#8220;Não esperávamos a proibição da campanha, mas levávamos em conta o risco que corríamos. O contrato já estava pronto para ser assinado&#8221;, disse à BBC Brasil Giorgio Villella, organizador dos eventos da UAAR e ex-secretário nacional da associação.</p>
<p>A IgpDecaux, com sede em Milão, argumentou que segundo os códigos 10 e 46 de autodisciplina regulamentar, a publicidade não deve ser ofensiva e as campanhas não devem lesar o interesse de ninguém.</p>
<p>&#8220;Se irão apresentar outro slogan poderemos examinar. Não se trata de seguir ou não as indicações da Igreja&#8221;, afirmou Fabrizio DuChene, administrador-delegado da empresa ao jornal La Repubblica.</p>
<p>A UAAR promete lutar contra a proibição de veicular a mensagem de que Deus não existe.</p>
<p>&#8220;Vamos pedir que à prefeitura de Genova revogue o contrato com a IgpDecaux. A prefeita da cidade, que é laica, tinha se declarado favorável à campanha, realçando o direito de liberdade de expressão. E iremos até a Corte de Justiça Européia se for necessário&#8221;, disse Villella.</p>
<p>Bom senso</p>
<p>Membros da cúria comentaram o cancelamento da campanha. Para o Monsenhor Marco Granara, reitor do Santuário de Nossa Senhora della Guardia, &#8220;venceu o bom senso&#8221;.</p>
<p>&#8220;Todos os problemas deste tipo, o ateísmo, a homossexualidade não devem ser enfrentados com batalhas, mas sempre através do espaço para o diálogo&#8221;, disse ele ao jornal La Repubblica.</p>
<p>Durante a fase de discussão sobre a campanha alguns motoristas cristãos da empresa de transporte público de Gênova ameaçaram não conduzir ônibus que carregassem a propaganda ateísta.</p>
<p>A veiculação da campanha custaria cerca de 8 mil euros (cerca de R$ 23 mil). Dois ônibus circulariam a partir do dia 4 de fevereiro durante quatro semanas.</p>
<p>A iniciativa é semelhante à que está sendo realizada em Londres, Washington e Barcelona. Na Austrália, a proposta também foi vetada.</p>
<p>Apesar da proibição, a UAAR, que existe há 22 anos, disse ter atingido o objetivo de &#8220;atrair visibilidade para a associação&#8221;.</p>
<p>Segundo Villella, a associação de 3 mil sócios recebeu em poucos dias mais de 500 novas inscrições.</p>
<p>Ainda segundo ele, a UAAR já recebeu mais de 13 mil euros em doações, que vão ser usados na &#8220;batalha judicial para dar voz a quem não acredita em Deus&#8221;.</p>
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		<title>Planilha indica doação ilegal de R$ 3,5 mi a políticos</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2008 15:25:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Entre os supostos beneficiados do esquema estão cinco deputados estaduais e um federal de 5 partidos

Bruno Tavares e Marcelo Godoy &#8211; O Estado SP
A máfia dos parasitas fez investimentos de pelo menos R$ 3,5 milhões em 26 candidatos a prefeito &#8211; 18 deles foram eleitos em três Estados. Isso é o que o Ministério [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Entre os supostos beneficiados do esquema estão cinco deputados estaduais e um federal de 5 partidos</strong></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/12/planilha-indica-doacao-ilegal-de-r-35-mi-a-politicos/9008/" rel="attachment wp-att-9008" title="justice_blind.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/12/justice_blind.jpg" alt="justice_blind.jpg" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Bruno Tavares e Marcelo Godoy &#8211; O Estado SP</strong></p>
<p>A máfia dos parasitas fez investimentos de pelo menos R$ 3,5 milhões em 26 candidatos a prefeito &#8211; 18 deles foram eleitos em três Estados. Isso é o que o Ministério Público Estadual sustenta com base em documentos que indicam, na visão dos promotores, doações ilegais feitas pela Home Care Medical Ltda, a principal empresa suspeita de envolvimento em fraudes de R$ 100 milhões em contratos de material e serviços hospitalares. Um dos documentos em mãos dos promotores registra &#8220;investimentos&#8221; de R$ 3,5 milhões em candidatos a prefeito. Em outra lista, feita a mão, os valores somados chegam a R$ 4,1 milhões. Entre os supostos beneficiados do esquema estão cinco deputados estaduais e um federal de cinco partidos.</p>
<p>Um mapa, de acordo com o Ministério Público, registra os sucessos e insucessos eleitorais do grupo. Na coluna &#8220;municípios que ganhamos&#8221;, há indicação de vitórias em cidades como Marília (Mário Bulgarelli, PDT), São Carlos (Oswaldo Barba, PT), São Caetano do Sul (José Auricchio, PTB), Taubaté (Roberto Peixoto, PMDB) e Botucatu (João Cury, PSDB). Ao todo, esses candidatos teriam recebido R$ 1,5 milhão. Há referências a pagamentos mensais feitos de junho a setembro de R$ 75 mil, R$ 50 mil e R$ 25 mil para os candidatos a prefeito.</p>
<p>Os deputados estaduais supostamente beneficiados pelas doações são Chico Sardelli (PV), Marco Bertaiolli (DEM), Roque Barbieri (PTB), Orlando Morando (PSDB) e Celso Giglio (PSDB). O federal é Reinaldo Nogueira (PDT-SP). Só dois deles se elegeram prefeito &#8211; Bertaiolli, em Mogi das Cruzes, e Nogueira, em Indaituba (SP). O Estado procurou todos os candidatos. Eles negaram o uso de caixa 2.</p>
<p>Ao todo, a Home Care teria registrado seus &#8220;investimentos&#8221; em campanhas de candidatos de oito partidos políticos &#8211; PT, PSDB, PMDB, PR, DEM, PDT, PV e PTB. Uma das tabelas mostraria que os candidatos do suposto esquema foram derrotados em oito municípios, entre eles Osasco (Celso Giglio, PSDB), São Bernardo do Campo (Morando), Americana (Chico Sardelli, PV), e Resende (Silvio de Carvalho, PMDB).</p>
<p><strong>TSE</strong></p>
<p>No site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há doações registradas da Home Care para cinco candidatos. Três deles concorriam a uma vaga de vereador em Uberlândia (MG) e um a vereador em São Bernardo do Campo, além de Carlos Vilela (DEM), candidato a prefeito de Caçapava (SP). Somadas, essas doações chegaram a R$ 45 mil. Há ainda o registro de duas doações &#8211; ao todo R$ 700 mil &#8211; para o comitê da candidatura de Morando, em São Bernardo. Na contabilidade apreendida pela polícia na Home Care há o registro de doações de R$ 1,08 milhão para Morando e de R$ 55 mil para Vilela, em Caçapava.</p>
<p><strong>MAPEAMENTO</strong></p>
<p>Os empresários foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) sob as acusações de formação de quadrilha, peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. Sem citar os políticos suspeitos, os promotores afirmaram na denúncia que os documentos mostram &#8220;a existência de mapeamento político de diversas administrações (com referências a doações para campanhas políticas, denominadas pela quadrilha de ?investimentos?) em cidades variadas, apontando locais de vitórias e derrotas de candidatos municipais apoiados pelos criminosos&#8221;.</p>
<p>Ainda segundo os três promotores que assinaram a denúncia &#8211; José Reinaldo Guimarães Carneiro, Luiz Henrique Cardoso Dal Paz e Roberto Porto -, os empresários Renato Pereira Júnior e Marcos Agostinho Paioli Cardoso conversavam &#8220;abertamente sobre a influência que detinham junto a prefeitos do interior do Estado de São Paulo, comemorando resultados políticos bem delineados&#8221;. O grupo, segundo o Gaeco, elaborou um &#8220;organograma de sua própria atuação criminosa, igualmente apreendido&#8221; na operação.</p>
<p>A investigação que resultou na descoberta do esquema nasceu de uma denúncia feita à Corregedoria-Geral da Administração do Estado de São Paulo. Foi montada uma força-tarefa composta por auditores da Receita Estadual, integrantes da inteligência da Polícia Civil e promotores do Gaeco, que investigaram durante 11 meses a atuação das empresas suspeitas. O suposto esquema seria dividido em duas células &#8211; uma atuaria nas prefeituras e outra que fraudaria licitações em hospitais públicos.</p>
<div id="c">
<h3>Candidatos alegam que tiveram contas aprovadas</h3>
</div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">Roberto Almeida &#8211; O Estado SP</p>
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<div id="corpoNoticia">
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</div>
<div id="corpoNoticia"> Candidatos eleitos e derrotados acusados de receber dinheiro da Home Care Ltda. negaram os &#8220;investimentos&#8221; em suas candidaturas, sob alegação de que suas contas de campanha foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Consultados pelo Estado, eles disseram ter confirmado com as assessorias jurídicas de suas campanhas que não houve doação paralela para suas candidaturas.Os deputados estaduais Orlando Morando (PSDB) e Chico Sardelli (PV) responderam pessoalmente às acusações. Morando teve R$ 700 mil em doações da Home Care contabilizadas e apresentadas pelo TSE. Ele confirmou o valor e disse desconhecer a cifra da planilha, que passa de R$ 1 milhão. &#8220;A doação foi oficializada, foi dado recibo&#8221;, rebateu. &#8220;Nós recebemos R$ 700 mil, este é o número que nós temos.&#8221;</p>
<p>Já Sardelli, que segundo o documento teria recebido R$ 90 mil, sublinhou que &#8220;todas as doações foram declaradas&#8221;. &#8220;Tem de apurar os fatos, a minha campanha foi transparente, clara, está lá, já foi entregue e assinada. Não me lembro de nada nesse sentido&#8221;, disse.</p>
<p>O tucano Celso Giglio, deputado estadual, candidato derrotado em Osasco (SP), informou por meio de nota que também recebeu doação contabilizada da Home Care, aprovada pelo TSE. Ressalvou, porém, que &#8220;nunca houve contato pessoal entre o deputado e sócios ou dirigentes da empresa&#8221;. O quarto deputado citado na planilha, Marco Bertaiolli (DEM), foi contatado por meio de sua assessoria de imprensa, mas não respondeu às ligações.</p>
<p>Em Cotia (SP), o advogado da campanha de Carlão Camargo (PSDB), Francisco Festa, ressaltou também que, &#8220;se existe uma contabilidade paralela, é a Home Care que tem de explicar&#8221;. O mesmo defende a campanha do petista Oswaldo Barba, candidato eleito em São Carlos (SP). &#8220;As contas da campanha são públicas e estão à disposição da imprensa e dos cidadãos&#8221;, afirmou o presidente do PT na cidade, Rosoé Donato.</p>
<p>O prefeito reeleito de Itu, Herculano (PV), faz coro aos demais candidatos. Segundo ele, a Home Care trabalhou para a administração da cidade, mas não houve doações. Em São Caetano do Sul, a empresa também participou da gestão. Segundo o prefeito reeleito, Auricchio (PTB), &#8220;não houve nenhum doador não-contabilizado da campanha&#8221;.</p>
<p>Os candidatos de Barra Mansa (RJ), Taboão da Serra (SP) e Botucatu (SP) não responderam aos recados deixados pela reportagem. Os demais não foram encontrados até o fechamento desta edição.</p></div>
<div id="corpoNoticia"></div>
<div id="corpoNoticia">
<div id="c">
<h3>Advogado contesta acusação</h3>
<p>Podval diz que doações da empresa foram todas legais</p></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">Bruno Tavares e Marcelo Godoy &#8211; O Estado SP</p>
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<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>O advogado Roberto Podval, que defende os empresários Renato Pereira Júnior e Marcos Agostinho Paioli Cardoso, donos da Home Care Medical Ltda, afirmou que a empresa fez doações a partidos e candidatos nas últimas eleições, mas todas foram legais. Ele disse desconhecer os documentos que indicariam a existência de um mapeamento de supostas doações ilegais da empresa. &#8220;Não acredito que haja disparidade dos valores&#8221;, disse.</p>
<p>Seus clientes, disse Podval, foram investigados durante um ano sem que fossem achadas provas de corrupção. Os promotores e a polícia tiveram acesso a toda a contabilidade da Home Care, quebraram os sigilos bancários e fiscal da empresa e de seus proprietários e não teriam encontrado nada que os incriminasse. &#8220;Depois disso tudo, o que eles apresentam é um papel escrito a mão? A verdade é que eles não têm nada que comprove as acusações.&#8221;</p>
<p>Podval disse estranhar que os documentos tenham sido vazados na véspera do julgamento no Tribunal de Justiça de São Paulo do habeas corpus pedido por ele para seus clientes. &#8220;A denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual contra meus clientes é absolutamente vazia&#8221;, afirmou. Segundo ele, os promotores não conseguiram demonstrar o valor da suposta fraude e apresentaram como valor o total do valor dos contratos da Home Care com as prefeituras &#8211; R$ 61 milhões.</p>
<p>&#8220;A Home Care prestou todos os serviços contratados pelas prefeituras.&#8221; A Home Care faz o gerenciamento de estoques e fornecimento de medicamentos e materiais hospitalares e odontológicos. Ela atua no mercado desde 1990.</p></div>
</div>
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