30/09/2009 - 19:32h O tempo das cerejas


Jean Lumière – Le temps des cerises


Le temps des cerises – desenho Porco Rosso

Esta canção de Jean-Baptiste Clément e Antoine Renard, anterior a Comuna de Paris (1866-1868), não é uma canção revolucionaria, mas uma canção de amor. Mas, após o massacre da Comuna, a canção virou o símbolo das esperanças que a Comuna levantou no povo de Paris. Até hoje a canção é uma das mais conhecidas na França.

Quand nous en serons au temps des cerises
Et gai rossignol et merle moqueur
Seront tous en fête
Les belles auront la folie en tête
Et les amoureux du soleil au cœur.
Quand nous en serons au temps des cerises
Sifflera bien mieux le merle moqueur.

Mais il est bien court le temps des cerises
Où l’on s’en va deux cueillir en rêvant
Des pendants d’oreilles
Cerises d’amour aux robes pareilles
Tombant sous la feuille en gouttes de sang.
Mais il est bien court le temps des cerises
Pendants de corail qu’on cueille en rêvant.

Quand vous en serez au temps des cerises
Si vous avez peur des chagrins d’amour
Evitez les belles
Moi qui ne crains pas les peines cruelles
Je ne vivrai pas sans souffrir un jour.
Quand vous en serez au temps des cerises
Vous aurez aussi des chagrins d’amour.

J’aimerai toujours le temps des cerises
C’est de ce temps là que je garde au cœur
Une plaie ouverte
Et dame Fortune en m’étant offerte
Ne saura jamais calmer ma douleur.
J’aimerai toujours le temps des cerises
Et le souvenir que je garde au coeur


Versão moderna do grupo Noir Désir me fotos da Comuna


versão de Charles Trenet

12/06/2009 - 22:00h Boa noite

Jane Birkin e Serge Gainsbourg – Je t’aime… moi non plus

Je t’aime moi non plus
Serge Gainsbourg
Je t’aime
oh, oui je t’aime!
moi non plus
oh, mon amour…
comme la vague irrésolu
je vais je vais et je viens
entre tes reins
et je
me retiens-je t’aime je t’aime
oh, oui je t’aime !
moi non plus
oh mon amour…
tu es la vague, moi l’île nue
tu va et tu viens
entre mes reins
tu vas et tu viens
entre mes reins
et je
te rejoins- je t’aime je t’aime
moi non plus
oh, mon amour…
comme la vague irrésolu
je vais je vais et je viens
entre tes reins
et je
me retiens
tu va et tu viens
entre mes reins
tu vas et tu viens
entre mes reins
et je
te rejoins- je t’aime je t’aime
oh, oui je t’aime !
moi non plus
oh mon amour…
l’amour physique est sans issue
je vais et je viens
entre tes reins
je vais et je viens
et je me retiens
non ! main-
tenant
Viens !

 Tradução

Eu te amo
Sim, sim, eu te amo
Eu também não
Oh, meu amor
Como uma onda irresoluta
Eu vou, eu vou e eu venho
Por entre o teu dorso
E eu me detenho

Eu te amo,
Sim, sim eu te amo
Eu também não
Oh, meu amor….
Você é a onda, eu a ilha nua
Você vai e você vem
Por entre meu dorso
Você vai e você vem
Por entre meu dorso
E eu me junto a você

Eu te amo
Sim, sim, eu te amo
Eu também não
Oh, meu amor
Como uma onda irresoluta
Eu vou, eu vou e eu venho
Por entre o teu dorso
E eu me detenho

Eu te amo,
Sim, sim eu te amo
Eu também não
Oh, meu amor
O amor físico é sem saída
Eu vou e eu venho
Por entre teu dorso
E eu me detenho
Não! Agora! Vem!

12/06/2009 - 18:10h Te quiero dijiste

Nat King Cole

12/06/2009 - 00:01h Je l’aime à mourir

Francis Cabrel

Moi je n’étais rien,
Mais voilà qu’aujourd’hui
Je suis le gardien
Du sommeil de ses nuits,
Je l’aime à mourir.

Vous pouvez détruire
Tout ce qu’il vous plaira,
Elle n’aura qu’à ouvrir
L’espace de ses bras
Pour tout reconstruire,
Pour tout reconstruire.

Je l’aime à mourir.

Elle a gommé les chiffres
Des horloges du quartier,
Elle a fait de ma vie
Des cocottes en papier,
Des éclats de rires.

Elle a bâti des ponts
Entre nous et le ciel,
Et nous les traversons
A chaque fois qu’elle
Ne veut pas dormir,
Ne veut pas dormir.

Je l’aime à mourir.

Elle a dû faire toutes les guerres,
Pour être si forte aujourd’hui,
Elle a dû faire toutes les guerres,
De la vie, et l’amour aussi.

Elle vit de son mieux
Son rêve d’opaline,
Elle danse au milieu
des forêts qu’elle dessine,

Je l’aime à mourir.

Elle porte des rubans
qu’elle laisse s’envoler,
Elle me chante souvent
que j’ai tort d’essayer
De les retenir,
De les retenir,

Je l’aime à mourir.

Pour monter dans sa grotte
Cachée sous les toits,
Je dois clouer des notes
A ses sabots de bois,

Je l’aime à mourir.

Je dois juste m’asseoir,
Je ne dois pas parler,
Je ne dois rien vouloir,
Je dois juste essayer
De lui appartenir,
De lui appartenir,

Je l’aime à mourir.

11/04/2009 - 22:00h Boa noite

Klep a capella

A la nanita nana
nanita ella nanita ella
mi niña tiene sueño
bendito sea
bendito sea

A la nanita nana
nanita ella nanita ella
mi niña tiene sueño
bendito sea
bendito sea

Fuentecita que corre
clara y sonora
ruiseñor que a la selva
cantando llora
calla mientras la cuna se balancea
A la nanita nana nanita ella

A la nanita nana
nanita ella nanita ella
mi niña tiene sueño
bendito sea
bendito sea

Fuentecita que corre
clara y sonora
ruiseñor que a la selva
cantando llora
calla mientras la cuna se balancea
A la nanita nana nanita ella

04/03/2009 - 19:30h Passione

Passione, canzone napoletana – José Carreras

27/11/2008 - 21:16h Eu que não sei quase nada do mar

Garimpeira da beleza
Te achei na beira de você me achar
Me agarra na cintura, me segura e jura que não vai soltar
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meios seios, mar partindo ao meio
Não vou esquecer

Eu que não sei quase nada do mar
Descobri que não sei nada de mim

Clara, noite rara, nos levando além
da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos
na escuridão

Me agarrei nos seus cabelos
Sua boca quente pra não me afogar
Tua língua correnteza lambe minhas pernas
Como faz o mar
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio
Não vou esquecer

Eu que não sei quase nada do mar
Descobri que não sei nada de mim

Ana Carolina

Maria Bethânia

11/09/2008 - 19:45h Dansons la rose (Roses de Picardie)

Yves Montand

Dire que cet air
Nous semblait vieillot
Aujourd’hui
Il me semble nouveau
Et puis surtout
C’était toi et moi
Ces deux mots
Ne vieillissent pas
… Souviens-toi
ça parlait
De la Picardie
Et des roses
Qu’on trouve là -bas
Tous les deux
Amoureux
Nous avons dansé
Sur les roses
De ce temps-là .

11/09/2008 - 16:23h Panelas de teflon e o risco-país

Blog Tangos e Trágedias

Primeiro, ele apareceu durante a crise do governo com o campo cantando suas críticas às madames que iam para os panelaços com suas panelas de teflon. Virou hit do youtube.

Agora, o “cantautor” Ignacio Copani, árduo defensor musical do governo, aproveita outra notícia para fazer hits. O nome de seu potencial futuro sucesso é “Risco-País”. Na nova canção, Copani conta que “em um escritório há um pobre infeliz que se sente um gênio quando qualifica, pondo nota de risco a um país, que ignora em que parte do mapa fica”.

Depois de fazer várias críticas ao sistema, parecidas com as que se escuta por aqui de muitos funcionários do governo, o cantor convida “a arriscar-se a não se infeliz, a negar-se a cair no abismo que impõe o risco-país”.  Se, como comentou o jornal “Clarín”, é difícil que Copani ganhe o Grammy com a canção, ao menos com essa música não deve sofrer as ameaças que recebeu pelo último sucesso.

Acontece que a letra de “Cacerola de Teflon” liga as madames paneleiras aos militares da ditadura, e diz que essas panelas não saíram dos armários em momentos cruciais do país. “Panela de teflon, volte à estante. Eu fico em uma marcha de estudantes, onde você nunca soube soar.”
ou “Panela de teflon, aos bazares, ou ao tocar com os tambores militares, como tantas vezes te ouvi soar.”

Para os que acusam Copani de oportunista, ele se defende e diz que já foi à praça de Maio protestar com as mães da praça, com as avós e com todo e qualquer grupo cuja causa sua música possa abraçar.

Escrito por Adriana Küchler

07/08/2008 - 16:16h Les uns et les autres – Bolero – Retratos da Vida

A pedido de Deolinda, leitora do blog, um pedaço do filme “Les uns et les autres” de Claude Lelouche. A música é o Bolero de Maurice Ravel, a coreografia é de Maurice Bejart e o dançarino é Jorge Donn. No filme atua Geraldine Chaplin e tem ainda canção de Michel Legrand et Francis Lai, mas é todo uma questão de gosto. Aqui vão os dois. Acrescentei também o trailer em inglês, com sub-títulos em português, com o nome Bolero. A versão que passou no Brasil com o nome de Retratos da Vida, esta apresentada no Youtube pelo comentário que reproduzo a seguir.LF

“Enquanto o mundo batalhava entre si durante a Segunda Guerra Mundial, quatro família de distintos países – Estados Unidos, França, Alemanha e Rússia – se cruzam em circunstâncias históricas e se unem através da dança e do drama. Este clássico decalca o Bolero de Ravel, com um coreografia marcante de Jorge Donn em pleno Trocadero parisiense. A música tornou-se uma verdadeira febre na época lançada sendo quase impossível ouvir a música e não associá-la ao filme. Composto de um elenco de extraordinários atores – James Caan, Robert Houssein, Geraldine Chaplin, Nicole Garcia, Fanny Ardant – sob a direção do renomado diretor Claude Lelouch, destacado pela criação de diversas obras primas do cinema de arte, Retratos da Vida é, sem dúvida, um dos filmes mais marcantes de sua época e continua encantando platéias do mundo inteiro.
Agenda da Danca de Salao Brasileira.
www.dancadesalao.com/agenda”

30/07/2008 - 18:53h A solidão – La solitude

Balé de Bejart e canção La solitude (A solidão) de Barbara, dança: Keisuke Nasuno et Gil Roman

La solitude, cantado por Barbara com legenda em espanhol

La solitude

Je l’ai trouvée devant ma porte,
Un soir, que je rentrais chez moi.
Partout, elle me fait escorte.
Elle est revenue, elle est là,
La renifleuse des amours mortes.
Elle m’a suivie, pas à pas.
La garce, que le Diable l’emporte !
Elle est revenue, elle est là

Avec sa gueule de carême
Avec ses larges yeux cernés,
Elle nous fait le cœur à la traîne,
Elle nous fait le cœur à pleurer,
Elle nous fait des matins blêmes
Et de longues nuits désolées.
La garce ! Elle nous ferait même
L’hiver au plein cœur de l’été.

Dans ta triste robe de moire
Avec tes cheveux mal peignés,
T’as la mine du désespoir,
Tu n’es pas belle à regarder.
Allez, va t-en porter ailleurs
Ta triste gueule de l’ennui.
Je n’ai pas le goût du malheur.
Va t-en voir ailleurs si j’y suis !

Je veux encore rouler des hanches,
Je veux me saouler de printemps,
Je veux m’en payer, des nuits blanches,
A cœur qui bat, à cœur battant.
Avant que sonne l’heure blême
Et jusqu’à mon souffle dernier,
Je veux encore dire “je t’aime”
Et vouloir mourir d’aimer.

Elle a dit : “Ouvre-moi ta porte.
Je t’avais suivie pas à pas.
Je sais que tes amours sont mortes.
Je suis revenue, me voilà.
Ils t’ont récité leurs poèmes,
Tes beaux messieurs, tes beaux enfants,
Tes faux Rimbaud, tes faux Verlaine.
Eh ! bien, c’est fini, maintenant.”

Depuis, elle me fait des nuits blanches.
Elle s’est pendue à mon cou,
Elle s’est enroulée à mes genoux.
Partout, elle me fait escorte
Et elle me suit, pas à pas.
Elle m’attend devant ma porte.
Elle est revenue, elle est là,
La solitude, la solitude…

15/06/2008 - 16:24h Comme ils disent

Charles Aznavour

J’habite seul avec maman
Dans un très vieil appartement
Rue Sarasate
J’ai pour me tenir compagnie
Une tortue deux canaris
Et une chatte
Pour laisser maman reposer
Très souvent je fais le marché
Et la cuisine
Je range, je lave, j’essuie,
A l’occasion je pique aussi
A la machine
Le travail ne me fait pas peur
Je suis un peu décorateur
Un peu styliste
Mais mon vrai métier c’est la nuit.
Que je l’exerce en travesti :
Je suis artiste
Jai un numéro très spécial
Qui finit en nu intégral
Après strip-tease
Et dans la salle je vois que
Les mâles n’en croient pas leurs yeux.
Je suis un homme, oh !
Comme ils disent

Vers les trois heures du matin
On va manger entre copains
De tous les sexes
Dans un quelconque bar-tabac
Et là on s’en donne à cœur joie
Et sans complexe
On déballe des vérités
Sur des gens qu’on a dans le nez
On les lapide
Mais on fait ça avec humour
Enrobé dans des calembours
Mouillés d’acide
On rencontre des attardés
Qui pour épater leurs tablées
Marchent et ondulent
Singeant ce qu’ils croient être nous
Et se couvrent, les pauvres fous
De ridicule
Ça gesticule et parle fort
Ça joue les divas, les ténors
De la bêtise
Moi les lazzi, les quolibets
Me laissent froid puisque c’est vrai.
Je suis un homme, oh !
Comme ils disent

A l’heure où naît un jour nouveau
Je rentre retrouver mon lot
De solitude
J’ôte mes cils et mes cheveux
Comme un pauvre clown malheureux
De lassitude
Je me couche mais ne dors pas
Je pense à mes amours sans joie
Si dérisoires
A ce garçon beau comme un Dieu
Qui sans rien faire a mis le feu
A ma mémoire
Ma bouche n’osera jamais
Lui avouer mon doux secret
Mon tendre drame
Car l’objet de tous mes tourments
Passe le plus clair de son temps
Au lit des femmes
Nul n’a le droit en vérité
De me blâmer de me juger
Et je précise
Que c’est bien la nature qui
Est seule responsable si
Je suis un homme, oh !
Comme ils disent