16/06/2008 - 19:11h Cecília Meireles no Releituras

Já reproduzi algo aqui do excelente trabalho realizado por Arnaldo Nogueira Jr. e seu Projeto Releituras. O site é acolhedor e reproduz e produz literatura da melhor.
Aproveitando seu apoio par com os que divulgam seu site, aqui vai uma página tirada dele, com um texto de Cecília Meireles, ilustrado por Gemmal. Boa leitura e aproveitem o link. LF

Arnaldo Nogueira Jr - Por Dino Alves

ARNALDO NOGUEIRA JR
Caricatura: Dino Alves


A todos os sítios que incentivam e divulgam o Releituras, e aos escritores e revistas que o indicam…

MUITO OBRIGADO.

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© Projeto Releituras
Arnaldo Nogueira Jr
16/06/2008 - 11:00:23


Tarde de sábado

Por Cecília Meireles

 

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A tardezinha de sábado, um pouco cinzenta, um pouco fria, parece não possuir nada de muito particular para ninguém. Os automóveis deslizam; as pessoas entram e saem dos cinemas; os namorados conversam por aqui e por ali; os bares funcionam ativamente, numa fabulosa produção de sanduíches e cachorros-quentes. Apesar da fresquidão, as mocinhas trazem nos pés sandálias douradas, enquanto agasalham a cabeça em echarpes de muitas voltas.

Tudo isso é rotina. Há um certo ar de monotonia por toda parte. O bondinho do Pão de Açúcar lá vai cumprindo o seu destino turístico, e moços bem falantes explicam, de lápis na mão, em seus escritórios coloridos e envidraçados, apartamentos que vão ser construídos em poucos meses, com tantos andares, vista para todos os lados, vestíbulos de mármore, tanto de entrada, mais tantas prestações, sem reajustamento — o melhor emprego de capital jamais oferecido!

Em alguma ruazinha simpática, com árvores e sossego, ainda há crianças deslumbradas a comerem aquele algodão de açúcar que de repente coloca na paisagem carioca uma pincelada oriental. E há os avós de olhos filosóficos, a conduzirem pela mão a netinha que ensaia os primeiros passeios, como uma bailarina principiante a equilibrar-se nas pontas dos sapatinhos brancos.

Andam barquinhos pela baía, com um raio de sol a brilhar nas velas; há uns pescadores carregados de linhas, samburás, caniços, muito compenetrados da sua perícia; há famílias inteiras que não se sabe de onde vêm nem se pode imaginar para onde vão, e que ocupam muito lugar na calçada, com a boca cheia de coisas que devem ser balas, caramelos, pipocas, que passam de uma bochecha para a outra e lhes devem causar uma delícia infinita.

Depois aparecem muitas pessoas bem vestidas, cavalheiros com sapatos reluzentes, senhoras com roupas de renda e chapéus imensos que a brisa da tarde procura docemente arrebatar. Há risos, pulseiras que brilham, anéis que faíscam, muita alegria: pois não há mesmo nada mais divertido que uma pessoa toda coberta de sedas, plumas e flores, a lutar com o vento maroto, irreverente e pagão.

E depois são as belas igrejas acesas, todas ornamentadas, atapetadas, como jardins brancos de grandes ramos floridos

Por uma rua transversal, está chegando um carro. E dentro dele vem a noiva, que não se pode ver, pois está coberta de cascatas de véus, como se viajasse dentro da Via-láctea. Todos param e olham, inutilmente. Ela é a misteriosa dona dessa tardezinha de sábado, que parecia simples, apenas um pouco cinzenta, um pouco fria. E a moça que vem, com a alma cheia de interrogações, para transformar seus dias de menina e adolescente, despreocupados e livres, em dias compactos de deveres e responsabilidades. É uma transição de tempos, de mundos. Mas os convidados a esperam felizes, e ela não terá que pensar nisso. Ela mal se lembra que é sábado, que é o dia de seu casamento, que há padrinhos e convidados. E quando a cerimônia chegar ao apogeu, talvez nem se lembre de quem é: separada dos acontecimentos da terra, subitamente incorporada ao giro do Universo.

Texto extraído do livro “Escolha o seu sonho”, Editora Record – Rio de Janeiro, 2002, pág. 100.

Conheça a vida e a obra de Cecília Meireles em Biografias.

Ilustração: Gemmal

Marcelo Cardoso Gemmal, graduado em 1996 em Artes & Design pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 2000 foi premiado no Salão Carioca de Humor (categoria charge). Realizou a exposição de seus trabalhos em diversas galerias, sempre com sucesso, como a ocorrida na Casa de Cultura Laura Alvim, no Rio de Janeiro, e no 4º Festival de Cinema Brasileiro em Paris, ambas no ano de 2002. Mantém, com Dória, desde 2000, parceria na Dobradinha - Estúdio de Artes Visuais.

12/05/2008 - 18:17h Un héroe singular, reinventado por el creador de Sin City

Considerado el cómic más innovador e influyente de todos los tiempos, The Spirit, de Will Eisner, llega a la pantalla grande nada menos que de la mano de Frank Miller, el gran historietista y hombre clave detrás de las versiones cinematográficas de Sin City y 300. Se cumple así con un sueño soñado, entre otros, por el cineasta William Friedkin (El exorcista), que ya tiene un tráiler en YouTube y acusaciones de herejía en los foros de especialistas, curiosos y fans.

Adncultura*com - La Nación - Por Juan Manuel Domínguez

“Creo firmemente que este medio es capaz de tratar temas mucho más allá del típico esquema de persecución y venganza o la rutina de dos mutantes a las piñas; si he ayudado a demostrar eso, no puedo pedir más. Ese aplauso durará algunos años después de que me vaya, y luego se desvanecerá en la historia.” La frase se lee en el libro Eisner/Miller -una versión megalomaníaca del mundo de las historietas, con ecos del diálogo entre Truffaut y Hitchcock de El cine según Hitchcock- , y parece que dejó helado a Frank Miller, el creador de cómics transformados en los films Sin City y 300 , actual encargado de la nueva versión fílmica de The Spirit , el clásico de Eisner. “Creo que se te va a recordar por mucho más”, respondió entonces Miller, sin saber que tendría la oportunidad de concretar esa sospecha en el mismísimo funeral de su amigo y colega. Allí, mientras Sin City se convertía en un gran éxito en las salas de todo el mundo, el productor Michael Uslan se acercó al hombre clave en la renovación de los superhéroes en los años 80. Su idea era usar la estética digital y los contrastes cuasi plenos de Sin City para llevar a cabo uno de los proyectos soñados y perseguidos, entre otros, por William Friedkin, director de El exorcista : la película de The Spirit . Y aunque la primera respuesta fue una respetuosa negativa, el tráiler que actualmente circula en la Web (disponible en www.mycityscreams.com) demuestra que Miller y su desmesurado ego nunca hubieran dejado el proyecto en manos que no hubieran estrechado las de Eisner.

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05/10/2007 - 18:24h Les "Caricavatars" débarquent sur le Post

Vous connaissiez les guignols de l’info, voici les marionnettes virtuelles de Hugo! Un nouveau talent rejoint la galaxie des “serial posteurs” du Post.

Depuis le lancement du site, Hugo promène ses “Caricavatars” sur le Post.fr. Hyper corrosives, ses caricatures virtuelles l’ont déjà placé parmi les posteurs les plus visités du site.  |Hugo

 

Hugo

Caricaturiste aussi doué avec le crayon qu’avec la modélisation 3D, Hugo a l’idée un jour de s’essayer au “dessin de presse” en 3 dimensions. Un dessin “qui bouge”, mélange des guignols de Canal+ et de Plantu, qu’il installe sur la plateforme de réalité virtuelle Second Life en 2006.
Sa première marionnette: Bill Clinton.

Ségo en bikini sur Second Life
Il lui trouve rapidement une copine : Ségolène Royal. Affublée d’un bikini (un clin d’oeil à la couverture de Closer), le personnage fait un joli petit buzz au démarrage de la campagne présidentielle, et vaut même à son créateur quelques clins d’oeil dans la presse en ligne.

Sarkoléon et ses copains
Depuis, Hugo a créé des dizaines de nouvelles marionnettes virtuelles (on les appelle “avatars sur Second Life, d’où le nom de “Caricavatars”) qu’il anime pour recréer des caricatures en 3D sur Second Life, avec lesquelles les internautes peuvent interagir.

Pour la petite histoire, les photos des caricatures de Sarkozy et Royal ont même été publiées dans Playboy Magazine (version francaise) !

Aujourd’hui, les “Caricavatars” débarquent en vidéo. Et c’est sur le Post. Des petits bijoux corrosifs à consommer sans modération.

Bienvenue au Post, Hugo!

Par La rédaction du Post