23/12/2010 - 18:23h Divas

Helmut Newton© – Catherine Deneuve
Helmut Newton© – Monica Bellucci

Helmut Newton© – Nastassja Kinski
Fonte uno de los nuestros
- Luis Favre

Helmut Newton© – Catherine Deneuve
Helmut Newton© – Monica Bellucci

Helmut Newton© – Nastassja Kinski
Fonte uno de los nuestros
Rumores de que a mulher do presidente francês teria um caso extraconjugal ganham dimensão política

Há algumas semanas, surgiu um boato em Londres que incendiou a internet. Carla Bruni, mulher do presidente francês, Nicolas Sarkozy, tinha um caso com o cantor Benjamin Biolay. Para saber notícias do coração de Carla, seria preciso ler a imprensa britânica, italiana ou suíça. A discrição da imprensa francesa era louvável com um boato tão incrível. A história foi se juntar ao vasto “cemitério de boatos mortos”. Mas agora, abre-se um novo capítulo: é preciso encontrar os responsáveis.
Uma hipótese foi rapidamente desmentida. A história teria sido espalhada pela ex-ministra da Justiça de Sarkozy Rachida Dati. De fato, ela acaba de cair em desgraça. Tinha à sua disposição um automóvel funcional e escolta policial. Ambos os privilégios lhe foram retirados por ordem do Palácio do Eliseu. Indignada, Rachida desmentiu tudo. E pretende processar os que lhe atribuem a responsabilidade pelos boatos. Agora, o caso assumiu uma dimensão política. Principalmente neste momento em que a autoridade de Sarkozy vacila.
Rachida aplicava cegamente as instruções de Sarkozy, mas acabou por desagradá-lo. Gastava descontroladamente e participava de eventos mundanos. Resultado: foi ejetada. Os boatos fizeram transbordar o vaso. Por isso, perdeu seus privilégios. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA
É CORRESPONDENTE EM PARIS at@attglobal.net
Le résultat des municipales en un coup d’œil
Pierre Haski (Rue89)
défaite de la droite et de Sarkozy au premier tour de municipales
Vous vous réveillez lundi matin sans avoir écouté les infos, et vous voulez avoir une vision rapide et synthétique du premier tour des élections municipales? Rue89 a pensé à vous.
Un premier tour marqué par une vague rose bien réelle, sensible dans la plupart des grandes villes à commencer par Paris et Lyon, un désaveu du gouvernement qui s’accompagne toutefois d’une bonne résistance individuelle de certaines personnalités de droite, comme Alain Juppé à Bordeaux (la seule grande ville qui reste solidement ancrée à droite ce dimanche soir), et de certains membres du gouvernement, comme Laurent Wauquiez et Luc Chatel qui font de belles prises à la gauche.
S’y ajoute un MoDem placé de manière ambiguë en position d’arbitre dans plusieurs villes, et qui devra se prononcer plus clairement dans les prochains jours, et enfin une extrême gauche vigoureuse dans plusieurs villes. Etat des lieux.
Reali junior, correspondente do jornal O Estado de São Paulo e fino conhecedor da política francesa resumiu a situação as vésperas do primeiro turno das eleições municipais na França: Sarkozy, entre o desastre e a derrota.
O que indica a boca-de-urna deste domingo é uma derrota da direita, porem aparentemente não um desastre. O próximo domingo acontece o segundo turno nas cidades que não elegeram uma chapa majoritária já no primeiro, ele poderá mostrar a amplidão desta derrota e se acabará sendo um desastre ou uma derrota municipal. O Partido Socialista sai vencedor deste primeiro round, com 47% contra 40% a UMP, o partido de Sarkozy e várias cidades passaram das mãos da direita para a esquerda. É o caso de Tourcoing, antes governada pela direita. Em outras cidades os socialistas podem ganhar no segundo turno. As contas definitivas ficam para a próxima semana, mas a derrota da direita é o fato maior deste primeiro teste eleitoral de Sarkozy. LF
Eleição municipal reflete situação delicada da direita francesa, cuja maior esperança é a popularidade de Fillon
Reali Júnior – O Estado de São Paulo
François Fillon, Primeiro-Ministro é a esperança perante o desabamento da popularidade de Sarkozy

Dez meses após a nítida vitória de Nicolas Sarkozy, a direita francesa encontra-se numa situação delicada. No dia das eleições municipais, ela é levada a optar entre a derrota ou o desastre, segundo revelam de forma quase unânime os institutos de pesquisas de opinião.
Trata-se de uma derrota prevista, porém de conseqüências ainda desconhecidas, por ser uma eleição municipal com aspectos nacionais. A relação de forças atual favorece os socialistas, com 44% das intenções de votos, enquanto os conservadores têm 41%.
O próprio Sarkozy, para reduzir os efeitos de uma derrota, decidiu antecipar algumas das decisões previamente anunciadas, como desmentir que prepara um rigoroso plano econômico. Ele afirma também que acelerará seu programa de reformas para o país e promete levá-lo até o fim, seja qual for o resultado da votação municipal.
Esse é o primeiro teste eleitoral de Sarkozy, cuja popularidade está fortemente abalada não apenas por ele não ter cumprido suas principais promessas eleitorais, mas também por seu comportamento político e privado – com um casamento com a cantora Carla Bruni apenas três meses após divorciar-se de Cécilia. Esses episódios prejudicaram a imagem de Sarkozy e contribuíram para a inversão de posição em relação a seu premiê, François Fillon, que tem 55% de popularidade, enquanto o presidente não ultrapassa os 38%.

Sarkozy e seu Primeiro-Ministro, François Fillon
Reuters – O ESTADO DE SÃO PAULO
Uma nova pesquisa do instituto Ipsos, publicada ontem pela revista Le Point, apontou uma nova queda de popularidade do presidente francês, Nicolas Sarkozy. De acordo com a sondagem, apenas 39% dos franceses apóiam o presidente, uma queda de 10 pontos porcentuais em relação ao mês passado.
Sarkozy, que se casou com a ex-modelo e cantora Carla Bruni no dia 2, em uma cerimônia privada no Palácio do Eliseu, vem sofrendo duras críticas de parte da população. A insatisfação deve-se, em parte, pela superexposição da relação do casal, que se deixou fotografar de mãos dadas e abraçado durante viagem no começo de janeiro ao Egito e Jordânia.
Apesar de estarem acostumados às indiscrições matrimoniais de seus políticos, os franceses ressentem-se da publicidade em torno da nova primeira-dama, que Sarkozy conheceu em novembro, poucas semanas após divorciar-se de Cécilia, com que ficou casado 11 anos.
Além disso, enfrentando um alto custo de vida, os franceses criticam a falta de avanço das reformas propostas pelo próprio Sarkozy, que deveriam impulsionar a economia. Para a população, o presidente está mais interessado na atual mulher do que nos problemas do país. De acordo com informações dos jornais franceses, apesar de não morar no Eliseu, a cantora já tem uma sala reservada no palácio para compor.
Ontem o líder francês sofreu também outro golpe. Seu porta-voz, David Martinon, retirou sua candidatura à prefeitura de Neuilly-sur-Seine, subúrbio de Paris, cargo que já foi ocupado por Sarkozy. Apesar do apoio do presidente, Martinon não conquistou os eleitores, que criticaram o fato de ele nunca ter sido eleito para um cargo público, além de não ser morador do subúrbio. As eleições municipais serão realizada em março.
Socialistas lideram disputa por prefeituras
DA REDAÇÃO GOLHA DE SÃO PAULO
A um mês das eleições municipais, pesquisas apontam a vantagem dos socialistas sobre o UMP, do presidente Nicolas Sarkozy -que atingiu seu pior nível de aprovação, segundo os institutos CSA (42%) e IPSOS (39%).
Em mais um episódio desgastante, o candidato lançado por Sarkozy para a Prefeitura de Neuilly-sur-Seine, rico subúrbio de Paris, abandonou ontem a disputa, diante da rejeição do eleitorado e do que os rivais chamam de “intriga familiar”. Favorito da ex-primeira-dama Cécilia, David Martinon perdeu as graças dos Sarkozy no final de semana, com apoio de um filho do presidente a uma candidatura rival.
Revistas francesas atacadas por ministros, Le Nouvel Observateur processado pelo presidente francês. Um clima pesado na relação de um setor da mídia e Sarkozy. A exploração da vida privada, utilizada por Sarkozy para se promover e ganhar as eleições, virou ao avesso. Hoje Sarkozy é atacado pelo que ele mesmo incentivou.
Nouvel Obs: la plainte de Sarkozy est “inquiétante”
Par Julien Martin (Rue89)
Guillaume Malaurie, directeur de la rédaction, répond aux questions de Rue89 sur “l’affaire” du SMS envoyé à Cécilia.

“C’est un dépôt de plainte sans précédent dans l’histoire des relations entre un président de la République et la presse.” Guillaume Malaurie, directeur de la rédaction du Nouvel Observateur, réagit à la plainte déposée la veille par Nicolas Sarkozy à l’encontre du site de l’hebdomadaire, pour avoir fait état d’un SMS adressé à son ex-femme Cécilia.
“Si tu reviens, j’annule tout.” Tel serait le contenu du SMS que le chef de l’Etat aurait envoyé à son ancienne épouse huit jours avant son mariage, selon un article publié mercredi sur NouvelObs.com. Article dans lequel le site s’interroge:
“Quelle est la part de vengeance et de provocation vis-à-vis de Cécilia dans l’attitude de Nicolas Sarkozy ces dernières semaines?”
Le SMS de Sarkozy à Cécilia
“Si tu reviens, j’annule tout”. Voilà le contenu d’un SMS que le chef de l’Etat aurait envoyé à son ex-épouse huit jours avant son mariage.

La caída de Sarkozy en los sondeos tras su idilio con Bruni arrastra a su partido
J. M. MARTÍ FONT - París – EL PAÍS
La popularidad del presidente Nicolas Sarkozy sigue en caída libre. Nada menos que ocho puntos ha perdido en un mes, según el barómetro mensual de TNS Sofres para Le Figaro, y 11, en el de CSA. Lejos están las cifras récord de aprobación superiores al 60%. Sólo un 41% de los franceses tiene confianza en el jefe del Estado frente a un 55% que no confía en él. Un dato que le acerca peligrosamente a su predecesor en el Eliseo, Jacques Chirac, que perdió el favor de sus compatriotas con igual rapidez, a principios de 1996, tras haber capeado las grandes huelgas de 1995.
Las elecciones municipales de marzo están a la vuelta de la esquina y desde la Unión por un Movimiento Popular (UMP), donde la “apertura” del presidente a gente de la izquierda ya no sentó muy bien, se teme ahora que la derecha acabe sufriendo un descalabro y pierda pie en el poder local, que ya no controla demasiado. París, dicen las encuestas, seguiría en manos del socialista Delanöe, y otras grandes ciudades podrían virar a la izquierda.
Reuters
PARIS – Uma pesquisa divulgada na quarta-feira apontou uma forte redução na popularidade do presidente da França, Nicolas Sarkozy, apesar dos vários fatos programados para tentar reverter essa tendência. A pesquisa TNS Sofres para a revista do jornal Le Figaro mostrou que a confiança em Sarkozy recuou de 49 para 41 por cento, menor nível desde a posse, em maio. O auge foi registrado em julho, 65% de aprovação. Na pesquisa de janeiro, 55% dos entrevistados dizem não confiar no presidente.
Foi o quinto mês consecutivo de declínio, e a maior queda num só mês. A tendência parece ter se acelerado desde que Sarkozy revelou seu namoro com a modelo e cantora italiana Carla Bruni, no fim de 2007.
Muitos eleitores sentem que Sarkozy dá atenção demais à sua vida sentimental e de menos aos problemas da França – especialmente a perda do poder aquisitivo da população.
Para tentar recuperar a popularidade, Sarkozy visita várias cidades da França e enfatiza temas que foram importantes em sua campanha eleitoral, como a segurança.
Por Eduardo Febbro – desde París para Página12

Nicolas Sarkozy comparte los afiches de los kioscos de revistas de París con Platón, Leibniz, George Bush y Carlos Gardel. Aun tapándose los ojos y los oídos es imposible escapar a las imágenes o los comentarios sobre el presidente francés. Francia está sarkocupada. El diario Le Monde lanzó una serie de volúmenes con los textos de los grandes filósofos de la historia, empezando por Platón. ¿Y a quién utilizó para promoverla? Al presidente Sarkozy quien, a plena página, aparece en acción junto a una cita del filósofo Leibniz: “El hombre debe actuar lo más posible ya que debe existir lo más posible”. En los kioscos de revistas, la publicidad giratoria de un comics de José Muñoz y Carlos Sampayo sobre la vida de Carlos Gardel alterna con las portadas de los semanarios absorbidas por el presidente. La última del semanario Le Nouvel Observateur dice “los sarkófobos”. La edición de sábado del diario Liberation también lo tiene a “él” como vedette: “¿Por qué (Sarkozy) fastidia al planeta?”.
Par Pascal Riché (Rue89) 
Je dois dire que la nouvelle m’a profondément choqué. Selon L’Express, Nicolas Sarkozy s’est promené samedi avec Carla Bruni dans les allées de Disneyland Paris.
Comprenez-moi: ce qui m’a choqué n’est pas “avec Carla Bruni”, c’est “dans les allées de Disneyland Paris” (j’ignorais qu’il y eût là des “allées”).
Le Président a passé la semaine, les nerfs à vif, à gérer et bichonner un tyran-bouffon qui changeait de déguisement chaque jour, et que choisit-il comme lieu de relaxation? Le pays de Donald et Mickey!