29/03/2008 - 17:09h Estimado cliente

Camila do Valle – Jornal do Brasil


Estimado cliente : você mesmo, digníssimo e nem sempre digníssimo leitor. Quem mais seria cliente em se tratando de um texto? E desde já saiba que aqui você nem sempre tem razão. Senhoras e senhores, aviso que o título da coluna é roubado e que vou fazer uma revelação bombástica: é possível construir outros cânones literários contemporâneos sem passar pela Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), embora também possamos passar por ali.

Não é que a vida literária no Brasil, a dita inteligente, salvo poucas exceções, pensa, se é que pensa nisso, que os escritores argentinos, mexicanos, uruguaios, paraguaios, peruanos, bolivianos, equatorianos, colombianos – ooops, deixei equatorianos e colombianos juntos logo agora que andam meio “apartados”… – guatemaltecos e chilenos são somente esses poucos e já requentados que aparecem nas livrarias?

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06/03/2008 - 08:52h Disputa eleitoral na Espanha atrai intelectuais estrangeiros

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BBC – portal Globo

Um grupo de intelectuais estrangeiros decidiu se envolver nas eleições que serão realizadas no próximo domingo na Espanha.

De acordo com o Partido Socialista, a plataforma de apoio do primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero conta com o apoio de mais de 13 mil assinaturas.

Zapatero ganhou nesta quarta-feira o apoio do escritor português José Saramago, do mexicano Carlos Fuentes, do cineasta italiano Bernardo Bertolucci e do maestro Daniel Barenboim.

O primeiro-ministro já contava com a simpatia do americano Joseph Stiglitz, vencedor do Nobel de Economia, e da australiana Helen Caldicott, vencedora do Nobel da Paz.

Na oposição a Zapatero está o escritor peruano Mario Vargas Llosa, que não pediu diretamente o voto para o candidato do Partido Popular, Mariano Rajoy, mas criticou o primeiro-ministro.

Vargas Llosa disse no último dia 26, em Madri, que “a política de Zapatero teve efeito perverso com ilusões mentirosas” e chamou o líder espanhol de “bobo social”.

O escritor, que já tinha feito campanha para o ex-primeiro-ministro conservador José Maria Aznar, disse desta vez que se sente identificado com a política do Partido Popular, mas não com todo o programa.

Por isso, pediu o apoio para o Partido União, Progresso e Democracia, também de centro-direita.

Vídeo

O grupo de intelectuais estrangeiros que apóia Zapatero aparece em um vídeo do partido do primeiro-ministro.

No vídeo, as personalidades dizem que, apesar de não terem direito a voto na Espanha, consideram Zapatero “um exemplo internacional”, como definiu Bertolucci.

Saramago afirma que “Zapatero é um homem decente e merece toda a confiança”.

Para a ativista Helen Caldicott, a reeleição do primeiro-ministro “é muito importante porque sua liderança na União Européia vai ajudar os países latino-americanos a entrar realmente no século 21″.

O maestro Barenboim chama o líder socialista no vídeo de “amigo José Luis” e diz que “deseja com toda a alma” que ele permaneça no poder “pelo menos mais quatro anos”.

A plataforma de apoio a Zapatero abriu a campanha eleitoral no mês passado com a participação de artistas como o ator Javier Bardem (vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante), o cineasta Pedro Almodóvar e atletas como o campeão olímpico de ginástica Gervasio Deffer.

O vídeo da campanha tem uma música especial. Os artistas espanhóis criaram uma melodia para o poema Defesa da Alegria, do escritor uruguaio Mario Benedetti.

27/09/2007 - 18:53h Carlos Fuentes y "el banquete de la civilización"

El escritor mexicano dijo que América latina debe preguntarse si quiere estar allí o “en el furgón de cola”


Carlos Fuentes, entre el rector de la UNAM, Juan Ramón de la Fuente y
Gabriel García Márquez, al donar sus primeras obras literarias

Foto: EFE / Marcos Delgado

MÉXICO, 26 Set 2007 (AFP) – América Latina debe preguntarse si quiere estar “en el furgón de la cola o si vamos a llegar a tiempo al banquete de la civilización”, dijo el miércoles el escritor mexicano Carlos Fuentes en un acto en el que donó las primeras ediciones de sus libros en compañía de su colega colombiano Gabriel García Márquez.

Al donar sus libros a la Universidad Nacional Autónoma (UNAM) de México, Fuentes destacó que “frente al multilateralismo de Estados Unidos, Europa, Rusia, Japón, China, tenemos que preguntarnos si vamos a estar América Latina y México en el furgón de la cola o si vamos a llegar a tiempo al banquete de la civilización”.

El autor de “La región más transparente” (1969) dijo que al terminar la Guerra Fría el mundo pasó de la confrontación de dos bloques, “a un unilateralismo fracasado y nos dirigimos con dificultad, pero con seguridad a un multilateralismo en el que los países de la región sabrán aportar la experiencia que tienen en la negociación y la diplomacia”.

Fuentes donó también traducciones de su obra a 20 idiomas y su colección de revistas a la biblioteca de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM).