04/09/2009 - 15:22h Rio de Janeiro é a cidade mais feliz do mundo, segundo pesquisa da revista econômica ‘Forbes’

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A foto escolhida para ilustrar a reportagem da ‘Forbes’

O Globo

RIO – O Rio de Janeiro é a cidade mais feliz do mundo, segundo uma pesquisa da revista econômica “Forbes” feita com dez mil pessoas de 20 países. No ranking de 50 cidades, os cariocas deixaram para trás concorrentes de respeito como Barcelona, Paris e Roma. A pesquisa destaca que o Rio é famoso pelas belas paisagens e pelo povo festivo. No carnaval, o clima agradável e as belezas naturais contribuem para a percepção de felicidade dos cariocas. Em segundo lugar ficou Sydney (Austrália), seguida de Barcelona (Espanha), Amsterdã (Holanda) e Melbourne (Austrália). Buenos Aires, a outra cidade latino-americana da lista, aparece em décimo lugar.

Segundo o instituto de pesquisas americano GfK Custom, que conduziu as entrevistas, o carnaval foi determinante para o Rio se tornar vencedor.

- É a imagem clássica que as pessoas têm do Rio, e é a imagem da felicidade – disse o consultor Simon Anholt, um dos organizadores da pesquisa.

Sydney ficou em segundo lugar porque é conhecida por seu tempo bom, locais agradáveis e simpáticos e pelo imaginário que a Austrália tem na percepção das pessoas.

- Todos acham que conhecem a Austrália porque assistiram a “Crocodilo Dundee”. Pensam que as pessoas estão sempre reunidas em churrascos – explicou Anholt.

Para Anholt, a pesquisa reflete em grande medida a antiga reputação das cidades do Mediterrâneo e da América Latina como lugares festivos.

- É uma pesquisa de percepção, não da realidade – disse o consultor à revista americana.

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02/03/2009 - 20:56h Faturamento do turismo no Brasil cresce 20% no primeiro bimestre de 2009

Em alta

 

Eduardo Rodrigues* – O GLOBO

Ministro do Turismo, Luiz Barretto

BRASÍLIA – Apesar da crise financeira internacional, o Rio de Janeiro recebeu 2,55 milhões de visitantes na temporada de verão, 50 mil a mais que no ano passado. No carnaval, ponto alto da estação, a ocupação da rede hoteleira carioca alcançou 95%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH). De acordo com estimativa do Ministério do Turismo, o faturamento do setor no Brasil cresceu 20% nos primeiros dois meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2008. Apesar da queda nos gastos de turistas estrangeiros nos país, o mercado se manteve aquecido principalmente pelas viagens de brasileiros a destinos nacionais.

- Este resultado é muito importante. Ter um resultado tão positivo em um momento de crise significa que nem todos os setores foram atingidos da mesma forma – disse o ministro do Turismo, Luiz Barretto.

A desvalorização cambial do fim do ano passado deixou o produto ‘Brasil’ mais competitivo (L. Barretto)


O ministro Barretto atribuiu o crescimento do setor ao fato de muitos brasileiros terem preferido viajar pelo Brasil nessa temporada de férias:

- A desvalorização cambial do fim do ano passado, quando o real desvalorizou cerca de 30% ante o dólar, deixou o produto ‘Brasil’ mais competitivo. O dólar no patamar entre US$ 2,25 e US$ 3 deixa [o país] mais competitivo para o brasileiro e para o estrangeiro – explicou.

Ele disse ainda que os turistas estrangeiros também contribuíram para o crescimento do setor, principalmente argentinos e chilenos.

- Hoje está mais barato, por exemplo, para o argentino, para o chileno, freqüentar o Brasil – disse Barretto.

Segundo o ministro, outro fator que facilita a entrada dos sul-americanos no Brasil é a ligação terrestre que há entre os países do continente.

O ministério ainda não tem o total dos gastos de turistas estrangeiros no Brasil nos dois primeiros meses deste ano, mas informou que apenas em janeiro eles deixaram no país US$ 492 milhões. No mesmo período do ano passado foram gastos USS 595 milhões.

Em relação ao verão passado, a ocupação nos hotéis brasileiros cresceu 23%. Em Pernambuco, por onde passaram 800 mil turistas apenas no carnaval, a lotação dos quartos chegou a 100%.

A ocupação dos hotéis na Bahia cresceu 5% e no Ceará chegou a 86%, quatro pontos percentuais acima do Carnaval passado. Santa Catarina manteve os 85% registrados no mesmo período do ano anterior.

Os hotéis de São Paulo, que normalmente sofrem queda durante o período de férias, apresentaram uma alta de 5% no período.

Apesar de ter sido castigada pelas enchentes no final de 2008, Santa Catarina manteve o índice de hospedagens em 85% da capacidade e ainda registrou alta de 7% na entrada de turistas estrangeiros.

A estimativa de crescimento de 20% no bimestre para o setor, feita pelo ministério, leva em consideração os resultados de várias atividades que compõem as receitas do turismo no país. Em janeiro e fevereiro de 2009, as operadoras de turismo venderam 15% mais pacotes que no início do ano passado, ao passo que os voos domésticos aumentaram 10% no mesmo período. A locação de veículos apresentou aumento ainda maior, de 40%, chegando a dobrar em capitais como Salvador e Fortaleza.

Neste verão, as festas populares consolidaram o Rio como o principal destino turístico do Brasil. No réveillon a cidade recebeu 612 mil turistas, enquanto outras 719 mil pessoas viajaram para aproveitar o carnaval carioca. Segundo o ministério, o turismo no país emprega 2,225 milhões de empregos formais, mas se considerados os empregos indiretos e o setor de bares e restaurante esse número pode chegar a 6,3 milhões.

- Hoje o Brasil não tem uma única porta de entrada no turismo. Além do circuito de sol e praia, o ecoturismo e o turismo de culta e negócios também fazem parte da diversificação do setor – afirmou Barretto.

* Com informações da Agência Brasil

22/02/2009 - 12:01h Turismo nacional resiste à crise

http://carollina.files.wordpress.com/2009/01/01-lula-e-luiz-barreto-agora-ministro-do-turismo.jpghttp://www.vivercidades.org.br/publique222/media/cristoDeco_CristoRio.jpg

Mas gastos de viagem e o tempo de estadia nos destinos estão menores

Ana Paula Lacerda e Rodrigo Petry – O Estado SP

O turismo no Brasil não sentiu ainda os efeitos da crise. O Ministério do Turismo trabalha com uma elevação de até 20% no número de turistas viajando pelo País nesta temporada. Segundo o coordenador de projetos de Turismo do Sebrae, Dival Schmidt, mesmo que a crise econômica esteja afetando a confiança do consumidor, os turistas têm mantido as programações de viagens. “A diferença é que agora os gastos e o tempo de estadia nos destinos estão menores”, observou.

Na CVC, principal agência do setor, as vendas de pacotes cresceram 15% em volume em janeiro, ante o mesmo mês do ano passado. O presidente da CVC, Valter Patriani, informou que, para manter as vendas aquecidas, a companhia optou por reduzir em 10% os preços médios dos pacotes em 2009.

A empresa não informou o desempenho em faturamento. “A sazonalidade também nos ajudou. Quando a crise ficou forte, no fim de 2008, já estávamos com a temporada toda vendida. Agora vem a baixa temporada, só vamos nos preocupar de novo se a crise chegar no próximo verão.”

Um levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) aponta que a ocupação para esse carnaval deve ficar em 75%, acima dos 71% da última temporada. “Os brasileiros estão substituindo os turistas estrangeiros”, frisa o presidente da entidade, Álvaro Bezerra.

Principal destino de estrangeiros no carnaval, o Rio de Janeiro deve manter uma ocupação média da rede hoteleira em 90%, mesmo com a retração esperada de 20% no desembarque de estrangeiros. No carnaval passado a ocupação nos hotéis do Rio foi de 86%. Para Bezerra, os leitos deverão ser ocupados, principalmente, por paulistas e mineiros.

Na Costa do Sauípe, também houve uma queda brusca na presença de estrangeiros. “Eles estão com medo de viajar”, diz Alexandre Zubarán, presidente da Costa do Sauípe e da Resorts Brazil. “Porém, em janeiro tivemos quase 93% de ocupação, garantida pelos brasileiros.” Segundo ele, o complexo está com boa ocupação até abril.

O mesmo acontece no Rio Quente Resorts, em Goiás. A ocupação média anual em 2008 foi de 75% (era 62% em 2007), segundo o diretor de Marketing do grupo, Manoel Carlos Cardoso. “Estamos com vendas excelentes em 2009″, disse.

Até mesmo em São Paulo, a ocupação hoteleira subiu 5% em janeiro, ante o mesmo mês do ano passado. No Ceará a expectativa é de que a ocupação hoteleira cresça para 86%, alta de quatro pontos porcentuais na comparação com 2008. Enquanto na Bahia é esperado um crescimento de 5% na ocupação hoteleira.

PELO BRASIL

Parte da melhora no turismo interno, no entanto, foi às custas da redução do turismo internacional. De acordo com a Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav), no fim de 2008 os pacotes para o exterior caíram 25% e os dados de janeiro e fevereiro não apresentam recuperação. Já os pacotes domésticos crescem, desde o início da crise, na faixa de 15%. “A insegurança quanto aos rumos da economia leva o turista a optar por destinos mais próximos, dentro do País”, diz Leonel Rossi, diretor da Abav.

Segundo o ministro do Turismo, Luiz Barreto, assim que o dólar se valorizou, em setembro, o governo tomou a iniciativa de antecipar as campanhas de marketing de verão. Os aportes foram de R$ 6 milhões. “A ideia foi estimular o brasileiro a conhecer o Brasil”, explica.

Mesmo vinculadas à taxa de câmbio, as viagens em cruzeiros marítimos também devem se manter aquecidas, segundo a Associação Brasileira dos Representantes de Empresas Marítimas (Abremar). De acordo com a entidade, o número de turistas transportados pode atingir até 500 mil, uma alta de 25% ante a última temporada.

“As empresas que comercializam viagens em cruzeiros fixaram a cotação do dólar e facilitaram o pagamento para garantir as vendas”, informou a Abremar. Segundo agentes do mercado, o dólar está cotado na faixa de R$ 1,90 nas viagens marítimas.

Em pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizada em sete regiões metropolitanas, 82% dos entrevistados informaram a intenção de fazer alguma viagem nos primeiros seis meses de 2009, e 85% afirmaram que optarão por destinos domésticos.

13/02/2009 - 19:01h “Bom de cama é quem usa camisinha”

Casos de Aids entre mulheres com mais de 50 anos triplicam.

Governo faz campanha no carnaval com o lema “bom de cama é quem usa camisinha”

Portal O Globo

aids.jpgRIO – Às vésperas do carnaval, o Ministério da Saúde lançou nesta sexta-feira uma nova campanha de combate à Aids que terá como foco as mulheres acima de 50 anos, que não costumam usar preservativos nem nas relações eventuais. A decisão de priorizar as mulheres nessa faixa etária se deve ao aumento da contaminação nesse grupo. Nos últimos dez anos, o número de mulheres com mais de 50 anos que contraiu a doença triplicou, de acordo com dados do governo. Além disso, segundo uma pesquisa do ministério, 72% das mulheres nesta faixa etária não usam camisinha nas relações com parceiros casuais.

Os jovens já cresceram com essa preocupação de prevenção contra a Aids, enquanto as mulheres mais velhas não estão acostumadas


- É quase uma questão cultural. Os jovens já cresceram com essa preocupação de prevenção contra a Aids, enquanto as mulheres mais velhas não estão acostumadas – disse a jornalistas o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ao destacar que a maioria das mulheres infectadas tem relações matrimoniais estáveis.

Em 1996, havia 3,7 casos de Aids em cada grupo de 100 mil mulheres com mais de 50 anos, enquanto em 2006 a incidência subiu para 11,6 casos da doença.

Temporão afirmou ainda que a campanha também terá como foco secundário os homens brasileiros.

O machismo ainda é forte no Brasil, e é o homem quem dita as normas e impõe o padrão de comportamento


- O machismo ainda é forte no Brasil, e é o homem quem dita as normas e impõe o padrão de comportamento – afirmou.

- A ideia é colocar a mulher como um ator fundamental da relação sexual e não em um papel secundário. Queremos uma democratização da questão sexual – acrescentou.

A campanha será veiculada nas principais cadeias de rádio e TV do Brasil a partir desta sexta-feira, uma semana antes do início do carnaval, e a peça publicitária batizada de “Bloco da Mulher Madura” é protagonizada por mulheres com mais de 50 anos que alertam para a necessidade do uso da camisinha.

- É um erro achar que as mulheres com mais de 50 anos jogam peteca ou baralho. Elas continuam fazendo sexo – declarou o ministro.

O ministério também vai reforçar durante o Carnaval a distribuição de preservativos em todo país. Além dos 45 milhões de camisinhas distribuídos mensalmente, mais 10 milhões de preservativos serão disponibilizados durante a folia.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 630 mil pessoas no Brasil teriam HIV, mas 255 mil delas desconhecem que são portadores do vírus da Aids.

Eles rezam e oram, e nós trabalhamos contra a doença


- A doença no Brasil está estabilizada e, nos últimos anos, o ganho na sobrevida e na qualidade de vida foi excepcional – avaliou Temporão, que não espera mais atritos com a Igreja Católica com a nova campanha anti-Aids.

- Eles rezam e oram, e nós trabalhamos contra a doença – ironizou o ministro, que no início de seu mandato já teve atritos com a Igreja.

Temporão rebate críticas sobre compra de gel lubrificante

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, rebateu as críticas sobre a compra de gel lubrificantepelo governo. Segundo ele, não houve aumento dos gastos destinados a essa iniciativa, implementada pelo governo federal desde 2001 e que faz parte da política de prevenção à aids.

É lamentável que setores retrógrados critiquem


- É lamentável que setores retrógrados critiquem isso. Ao contrário do que muita gente, disse o ministério não gastou R$ 40 milhões na compra de gel lubrificante e sim R$ 1 milhão em 2008. Este número mantém o padrão dos outros anos. Vamos continuar comprando – afirmou Temporão, durante lançamento de campanha de prevenção à aids no carnaval de 2009.

22/04/2008 - 08:31h Hora de fazer planos para a Copa de 2014

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*Josep Chias – O Estado de São Paulo

O seminário a ser realizado pelo Ministério do Turismo nesta sexta-feira, que discutirá o cenário, as propostas, as estratégias e o planejamento do setor turístico para a Copa do Mundo de futebol de 2014 é, no mínimo, oportuno. Convivo com a realidade turística do País há quase 20 anos e acredito que o Brasil não deixará nada a desejar em termos de organização e de qualidade dos produtos e serviços oferecidos na ocasião.

Quando me refiro ao produto turístico brasileiro, gosto de dizer o seguinte: o copo não está meio vazio e, sim, meio cheio. Isto é, muita coisa já está sendo feita. Presenciei, nos anos em que participei da elaboração e da implementação de projetos como o Plano Cores do Brasil, para promoção do mercado nacional, e o Plano Aquarela, para o mercado internacional, entre tantos outros belos desafios, progressos importantes: melhora na infra-estrutura dos aeroportos, criação e melhora da hotelaria de qualidade, significativa evolução do receptivo e do mercado e, o mais importante, o despertar do Brasil como um novo e potente destino turístico para o mundo.

Diante desses fatores, e por confiar na capacidade brasileira de organização para gerenciar e administrar eventos de grande porte – como o carnaval e o réveillon do Rio -, tenho convicção do sucesso da Copa no ‘país do futebol’.

O salto do turismo nacional em termos qualitativos e quantitativos fez do Brasil uma referência importante para países da América Latina, que têm se inspirado na estratégia brasileira para se posicionar. Além disso, as cidades-sede terão tempo hábil e capacidade para melhorar a infra-estrutura e acelerar o crescimento, inclusive para a construção das bases da sustentabilidade no turismo.

O que não se pode esquecer é que, na Copa do Mundo, estima-se audiência de mais de 5 bilhões de pessoas ao redor do globo. O evento, organizado pela Fifa, é, disparado, o maior do mundo em cobertura da mídia, e essa superexposição do Brasil é fator-chave para a construção de uma imagem mundial forte. O conteúdo do que e de como vai ser comunicada essa imagem é um dos principais desafios da Copa.

Além disso, desembarcarão no País torcedores de várias nacionalidades – a necessidade de tornar o período o mais memorável possível torna-se uma prioridade. O primeiro passo no planejamento será o treinamento de pessoal qualificado para atender qualquer estrangeiro, inclusive no seu idioma de origem. Será necessária, ainda, uma capacidade logística para movimentar esses profissionais rapidamente de uma cidade para outra, conforme a Copa avança e as seleções mudam de sede. Esses serão os multiplicadores da boa imagem do Brasil como destino a ser visitado posteriormente, pois a grande maioria dos turistas não está habituada e não conhece tudo o que temos a oferecer.

Destaco, por fim, a importância das atrações complementares que serão propostas aos visitantes. Cada seleção terá um intervalo de três dias entre as partidas – para este momento, a grande jogada será revelar as belezas naturais, a cultura e os costumes do Brasil. Teremos de estar aptos a oferecer culinária de qualidade a todos os torcedores, inclusive pratos típicos do país de origem. Sabemos, por exemplo, que os chineses podem apreciar um bom churrasco no primeiro dia, mas não passarão sem seu prato tradicional a partir do segundo dia.

Pesquisas feitas em parceria com o Ministério do Turismo mostram que turistas internacionais dão valor à população brasileira pela sua cordialidade e pela sua abertura. Diante disso, o País deve estar preparado para atender bem à grande demanda que desembarcará por aqui.

A conclusão e os desafios são claros: o Brasil vai mudar de patamar, posicionando-se entre os líderes no turismo internacional, turismo que se converterá em um dos motores do futuro.

* Josep Chias – Presidente da Chias Marketing e autor do livro Turismo, O Negócio da Felicidade

09/02/2008 - 00:36h Censura ou respeito

05/02/2008 - 19:32h Outros carnavais

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05/02/2008 - 13:24h Vai-Vai, campeã do carnaval paulistano

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02/02/2008 - 14:26h Corinthianos abrem carnaval do Rio?


Os Gaviões da Fiel, cariocas?

Para o site francês le Post tanto faz. São Paulo, Rio é tudo igual.

De qualquer jeito sempre é melhor que considerar Buenos Aires a capital do Brasil.

Ou não?

C’est le début du Carnaval de Rio!

Par La rédaction du Post , le 02/02/2008
La grand messe du carnaval mondial a commencé hier, et se poursuit encore pour plusieurs jours de fête et de samba! En plus, le beau temps est au rendez-vous!

Le carnaval de Rio|REUTERS/© Paulo Whitaker / Reuters

02/02/2008 - 10:41h Holocausto no carnaval

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A proibição do carro alegórico da Viradouro pela justiça do Rio provocou uma polêmica neste carnaval sobre liberdade artística e de expressão, em relação ao nazismo e o holocausto de 6 milhões de judeus. Reproduzo a seguir, do jornal O Globo, o eco deste debate publicado na sua edição de hoje.

Penso que a FIERJ agiu corretamente tentando persuadir a Viradouro a fazer mais explicita a condenação do holocausto, com eventualmente uma faixa com os dizeres “holocausto, nunca mais” e posteriormente de requerer a justiça, que acabou proibindo o dito carro alegórico.

Argüir da democracia, da liberdade de expressão, da arte e da censura, princípios pelos quais devemos ter o maior resguardo, não me parece adequado.

Nos países europeus, por exemplo, existe uma clara legislação que proibe a publicação ou o ensino de teses negacionistas. Os negacionistas pretendem que o holocausto nunca existiu e invocam o direito à livre expressão para propagar sua idéologia nazista. Em vários países europeus existem formações políticas neo-nazistas que reivindicam uma existencia legal com o argumento da liberade de organização partidária e a recusa da censura, contra a proibição da qual são objeto. No Brasil também certo tipo de literatura, a de conteúdo racista por exemplo, é objeto de proibição.

Tem países, como os Estados-Unidos, onde este tipo de censura é recusada, primando o principio da liberdade de expressão. Como se vê, não existe resposta evidente e simples.

Anos atrás a foto do filho do Principe Charles, fantasiado de oficial nazista em uma festa, provocou uma onda de indignação e motivou desculpas públicas na Inglaterra. Ninguém disse na época que Chaplin no filme O Ditador também estava fantasiado de nazista, para defender o gesto ultrajante do herdeiro do trono inglês ou que a liberdade estava sendo coibida.

Neste caso o que está em questão não é a intencionalidade dos autores do carro alegórico, mas o significado da banalização do holocausto. Em segundo lugar o contexto: desfile de carnaval, no meio da musica, a festa e a dança. Terceiro, a própria representação, uma pilha de cadáveres e um Hitler fantasiado dançando. Por acaso a imagem, no sambódromo, e na mídia internacional, seria acompanhada de um texto explicativo dizendo que se trata de uma denuncia do holocausto e não de uma apologia?

Por último, como mostram as cartas reproduzidas pelo O Globo, o debate não opõe “os judeus”, aos “outros”. Judeus ou não, as opiniões se dividem e é bom que seja assim. Muitos antisemitas procuram uma casquinha para falar da censura dos judeus, do nome judaico da juíza, da dominação judaica no mundo. Uma prova que a vigilância sobre o assunto é uma questão essencial, pois o antisemitismo não é uma questão só de história, mas de absoluta atualidade.

Luis Favre

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01/02/2008 - 11:22h Justiça veta carro alegórico sobre Holocausto

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O carro alegórico da Viradouro sobre o Holocausto

O GLOBO

Carnavalesco da Viradouro chora ao ver destruição de alegoria; escola modificará escultura e excluirá destaque de Hitler

Na madrugada de ontem, a Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj) conseguiu liminar na Justiça impedindo a exibição do quinto carro alegórico da Viradouro, que fazia referência às vítimas do Holocausto e mostrava uma pilha de corpos esquálidos e nus, onde desfilaria um destaque fantasiado de Adolf Hitler. A escola, que tem como enredo “É de arrepiar” e usaria a alegoria “para lembrar que o extermínio pode ser a conseqüência do preconceito, da intolerância, do desrespeito à diversidade” — segundo a sinopse do carnavalesco Paulo Barros — destruiu o carro ontem mesmo.

— Saber que haveria um Hitler no desfile não foi a gota d’água, pois meu copo estava vazio. Foi uma verdadeira tempestade — disse o presidente da Fierj, Sérgio Niskier, que, embora tivesse pedido sua retirada do desfile, não iria tentar impedila de ir para a avenida. — Há dois meses, fomos procurados pelo carnavalesco e pelo presidente da escola, Marco Lira, querendo saber nossa opinião sobre um possível carro do Holocausto.

Nós dissemos que não gostávamos da idéia, mas não adiantou. Depois disto, apenas mandamos cartas com pedidos para que eles mudassem de idéia, mas acreditava na palavra do Paulo de que o assunto seria tratado com respeito. Só que colocar Hitler sambando sobre estes corpos é inadmissível.
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01/02/2008 - 11:14h Carnaval: número de turistas deve crescer 15%

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Secretário de Turismo espera visita de 735 mil pessoas e a estimativa é que eles gastem R$ 870 milhões no Rio

Jacqueline Costa e Luiz Ernesto Magalhães

O GLOBO

Pelo menos no que se refere ao turismo, este carnaval será melhor que àquele que passou.
Segundo o secretário municipal de Turismo, Ruben Medina, 735 mil visitantes passarão a folia no Rio. Ainda de acordo com o secretário, em comparação a 2007, o número é 15% maior, principalmente por influência do turismo náutico. A estimativa é de que eles gastem US$ 500 milhões (cerca de R$ 870 milhões) por aqui até o fim da próxima semana.
De sábado a terça, dez transatlânticos vão passar pelo Rio de Janeiro. Mais de 39 mil pessoas movimentarão o Píer Mauá durante a folia e a expectativa de gastos só dos turistas marítimos na cidade gira em torno de US$ 17,4 milhões, o equivalente a R$ 24 milhões.
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31/01/2008 - 16:05h Justiça proíbe carro alegórico que faz alusão ao Holocausto no Rio

HOLOCAUSTO DEVE SER ENSINADO EM ESCOLAS EDUCATIVAS, JAMAIS NAS DE SAMBA

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O carro alegórico da Viradouro sobre o Holocausto

da Folha Online

A Justiça do Rio concedeu proibiu nesta quinta-feira a escola de samba Viradouro, do Rio, de desfilar com um carro alegórico que faz alusão ao Holocausto. O carro apresenta vários corpos empilhados em alusão aos campos de concentração de Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O pedido de proibição foi feito pela Fierj (Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro) durante o plantão judiciário (das 18h às 11h) e acatado pela juíza Juliana Kalichsztein. Em sua decisão, a juíza impõe multa de R$ 200 mil para a escola se o carro desfilar.

Segundo o advogado Ricardo Brajterman, da Fierj, a federação já havia tentado, em conversas anteriores, dissuadir a Viradouro a desistir da idéia ou colocar uma mensagem de advertência, do tipo “Holocausto nunca mais” no carro. “Mas a escola silenciou”, disse Brajterman.

“Por volta das 23h ficamos sabendo que o carro traria um destaque vestido de Hitler. Imagine Hitler sambando à frente dos judeus e poloneses e outras vítmas do Holocausto mortas”, disse o advogado. “O Carnaval não é uma gesta sensual. Não é o espaço certo para a discussão desse tema”.

A decisão da juíza prevê multa de mais R$ 50 mil se algum membro da escola entrar na avenida vestido de Hitler.

O desfile da Viradouro, “É de arrepiar”, estava previsto para levar á avenida oito carros, segundo a sinopse dos desfiles divulgada pela Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio). Além do Holocausto, os carros trariam temas supostamente ligados ao arrepio, como o frio, o nascimento e o Kama Sutra –tema de um carro que viria antes do carro sobre a matança de judeus–, e baratas, que viria depois.

A reportagem entrou em contato com a Viradouro em cinco número de telefone diferentes, mas os recados não foram respondidos até a tarde de hoje.

31/01/2008 - 14:14h Pílula do dia seguinte é ‘inaceitável’, diz CNBB

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Millôr

 

Blog de Josias

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) decidiu engrossar o coro do arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, contra o uso da pílula do dia seguinte durante o Carnaval. Em nota veiculada no sítio do órgão máximo da Igreja, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família classificou a distribuição do medicamento aos foliões de providência “moralmente inaceitável”.

 

O texto é assinado pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Antônio Augusto Dias Duarte. Médico de formação, ele sustenta que o medicamento que será distribuído por prefeituras pernambucanas é abortivo. “Trata-se de um recurso usado para interceptar o desenvolvimento do concepto após uma relação sexual dita ‘desprotegida’, isto é, quando não foi usado um método anticoncepcional e se supõe que houve uma fecundação e o início de uma gravidez.”

 

Anota, de resto, que a pílula contém “altas doses” de hormônios femininos (estrogênio) e masculinos (progesterona). E afirma, em timbre de alerta: “O uso desses hormônios em alta dose pode acarretar sérias complicações à saúde da mulher, como os tromboembolismos.”

Segundo dom Dias Duarte, a pílula do dia seguinte provoca “um aborto químico”. Que, na opinião dele, é “tão gravemente imoral quanto o aborto cirúrgico”. O religioso arremata: “Por tudo isso, o uso da pílula do dia seguinte é moralmente inaceitável, ainda mais quando sua distribuição é feita de maneira indiscriminada e com o uso do dinheiro público.”

 

A manifestação da Pastoral para a Vida e a Família da CNBB veio a público nesta quarta-feira (30), mesmo dia em que que o juiz José Viana Ulisses Filho, da 6ª Vara da Fazenda Pública de Recife, negou o pedido de liminar contra o uso da pílula do dia seguinte em Pernambuco. Com a decisão, manteve-se inalterado o plano de distribuição do medicamento em quatro municípios pernambucanos: Recife, Olinda, Paulista e Jaboatão.

 

A ação que resultou na decisão do juiz Ulisses Filho fora movida pela Aduseps (Associação dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde). Antes, dom José Cardoso Sobrinho, o arcebispo de Olinda e Recife, tentara, sem sucesso, convencer o Ministério Público de Pernambuco a tomar providências judiciais contra a distribuição do contraceptivo.

Ao apoiar a posição de seu representante para a região de Olinda e Recife, a CNBB compra briga com o ministro José Gomes Temporão. O titular da pasta da Saúde classificara de “lamentável” a posição do arcebispo. É por posicionamentos como esse, dissera Temporão, que cada vez mais os jovens se distanciam das paróquias.

 

“A prefeitura está correta e a Igreja está equivocada, mais uma vez”, afirmara Temporão. “A prefeitura está fazendo uma coisa que está dentro do protocolo do Ministério da Saúde. A pílula do dia seguinte é usada apenas sob prescrição médica, por orientação médica. Aí é uma questão de saúde pública e não religiosa.”

 

“Eles estão corrompendo a juventude, desviando a juventude da lei de Deus”, respondera dom José Cardoso Sobrinho. “Qualquer problema humano é também religioso.” Para o arcebispo, a distribuição das pílulas “viola os direitos fundamentais e induz a população a praticar o mal”.

 

PS.: Ilustração via sítio do Millôr Fernandes.

Escrito por Josias de Souza

31/01/2008 - 13:17h FIERJ IMPEDE AFRONTA AOS JUDEUS NO CARNAVAL

A Presidência da FIERJ tomou a decisão, como já informado anteriormente, de agir com rigor no sentido de coibir a exibição do carro sobre o Holocausto, onde haveria a presença de um figurante fantasiado de Hitler. Diante desta situação absurda, o Departamento Jurídico dirigido pelo Dr. Jackhson Grossman, através do escritório do Dr. Sergio Bermudes, e sob a direção do advogado Ricardo Brajterman e auxiliado pelo advogado Renato Beneduzzi, conseguiram a liminar que proíbe a exibição de fantasias de Hitler e de corpos representando vitimas do Holocausto. Mais uma vez, a FIERJ age em defesa de nossa comunidade, não permitindo que haja a banalização do Holocausto, e o desrespeito à memória de todas as vitimas desta barbárie, aqui incluindo os heróis brasileiros mortos nos campos da Itália.

Abaixo a liminar para conhecimento público.

Ver também neste blog

Dança macabra

Hitler e as lições de ontem, há 75 anos

O pianista, de Roman Polanski

DIA MUNDIAL DE LEMBRANÇA DAS VITIMAS DO HOLOCAUSTO

31/01/2008 - 08:29h Dança macabra


HOLOCAUSTO DEVE SER ENSINADO EM ESCOLAS EDUCATIVAS, JAMAIS NAS DE SAMBA

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O carro alegórico da Viradouro sobre o Holocausto

ANCELMO GOIS

O GLOBO

Brincando com fogo I

Tomara que não seja verdade. Mas, ontem à noite, chegou à Federação Israelita do Rio uma cópia da ficha técnica do desfile da Viradouro, onde consta que o carro número 5 da escola, o tal polêmico do Holocausto, traria um folião vestido de… Hitler.
A conferir.

Brincando com… II

O tal carro, criado pelo carnavalesco Paulo Barros, ganhou as páginas de jornais lá fora.
Ontem, foi assunto no “Yediot Aharonot”, de Israel, e no “Corriere Della Sera”, da Itália.

Brincando com… III

Aliás, a Estácio de Sá, escola do grupo de acesso, avisou à Federação Israelita que retirou de seu desfile fantasias com o desenho de uma suástica. O símbolo do nazismo está banido do carnaval da escola.

25/01/2008 - 15:05h Cruz credo, quanta folia


 

FotoIgreja contra distribuição de pílula no carnaval(Foto: Daniel Targueta / TV Globo)


Polêmica no Carnaval de PE

Igreja quer excomungar quem tomar pílula do dia seguinte


Letícia Lins – O Globo; Reuters/Brasil Online e Jornal Hoje
RECIFE – Polêmica em Recife. A prefeitura da capital resiste à pressão da Igreja Católica e informa que vai manter a iniciativa de disponiblizar a pílula do dia seguinte para mulheres que tenham mantido relações sexuais durante o carnaval sem camisinha ou que tenham sofrido estupro.

Duas prefeituras de Pernambuco vão distribuir o medicamento, mas a Pastoral de Saúde da Arquidiocese de Olinda e Recife considera a medida promíscua, quer vetá-la e promete ir até à justiça se as autoridades não desistirem da iniciativa.

Nesta quinta-feira, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, condenou a distribuição dos contraceptivos. Ele afirmou que a atitude é imoral, e que tanto quem distribui a pílula como quem usa está cometendo pecado passível de punição pelo direito canônico.

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