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	<title>Blog do Favre &#187; carnaval</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Rio de Janeiro é a cidade mais feliz do mundo, segundo pesquisa da revista econômica &#8216;Forbes&#8217;</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 18:22:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
A foto escolhida para ilustrar a reportagem da &#8216;Forbes&#8217;

O Globo
RIO &#8211; O Rio de Janeiro é a cidade mais feliz do mundo, segundo uma pesquisa da revista econômica &#8220;Forbes&#8221; feita com dez mil pessoas de 20 países. No ranking de 50 cidades, os cariocas deixaram para trás concorrentes de respeito como Barcelona, Paris e Roma. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/rio-de-janeiro-e-a-cidade-mais-feliz-do-mundo-segundo-pesquisa-da-revista-economica-forbes/13159/" rel="attachment wp-att-13159" title="rio-mais-feliz.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/rio-mais-feliz.jpg" alt="rio-mais-feliz.jpg" height="355" width="554" /></a><font size="1"><em><br />
A foto escolhida para ilustrar a reportagem da &#8216;Forbes&#8217;</em></font></div>
<div align="center"></div>
<p style="background-color: #ffff99">O Globo</p>
<p>RIO &#8211; O Rio de Janeiro é a cidade mais feliz do mundo, segundo uma pesquisa da revista econômica &#8220;Forbes&#8221; feita com dez mil pessoas de 20 países. No ranking de 50 cidades, os cariocas deixaram para trás concorrentes de respeito como Barcelona, Paris e Roma. A pesquisa destaca que o Rio é famoso pelas belas paisagens e pelo povo festivo. No carnaval, o clima agradável e as belezas naturais contribuem para a percepção de felicidade dos cariocas. Em segundo lugar ficou Sydney (Austrália), seguida de Barcelona (Espanha), Amsterdã (Holanda) e Melbourne (Austrália). Buenos Aires, a outra cidade latino-americana da lista, aparece em décimo lugar.</p>
<p>Segundo o instituto de pesquisas americano GfK Custom, que conduziu as entrevistas, o carnaval foi determinante para o Rio se tornar vencedor.</p>
<p>- É a imagem clássica que as pessoas têm do Rio, e é a imagem da felicidade &#8211; disse o consultor Simon Anholt, um dos organizadores da pesquisa.</p>
<p>Sydney ficou em segundo lugar porque é conhecida por seu tempo bom, locais agradáveis e simpáticos e pelo imaginário que a Austrália tem na percepção das pessoas.</p>
<p>- Todos acham que conhecem a Austrália porque assistiram a &#8220;Crocodilo Dundee&#8221;. Pensam que as pessoas estão sempre reunidas em churrascos &#8211; explicou Anholt.</p>
<p>Para Anholt, a pesquisa reflete em grande medida a antiga reputação das cidades do Mediterrâneo e da América Latina como lugares festivos.</p>
<p>- É uma pesquisa de percepção, não da realidade &#8211; disse o consultor à revista americana.</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/rio_maravilha_total.jpg" title="rio_maravilha_total.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/rio_maravilha_total.jpg" title="rio_maravilha_total.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/rio_maravilha_total.jpg" alt="rio_maravilha_total.jpg" height="318" width="555" /></a></div>
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		<title>Faturamento do turismo no Brasil cresce 20% no primeiro bimestre de 2009</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 23:56:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em alta

&#160;
Eduardo Rodrigues* &#8211; O GLOBO


  		
BRASÍLIA &#8211; Apesar da crise financeira internacional, o Rio de Janeiro recebeu 2,55 milhões de visitantes na temporada de verão, 50 mil a mais que no ano passado. No carnaval, ponto alto da estação, a ocupação da rede hoteleira carioca alcançou 95%, segundo a Associação Brasileira da Indústria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong class="at">Em alta</strong><!-- google_ad_section_start --></p>
<h3></h3>
<p id="atual">&nbsp;</p>
<p><cite>Eduardo Rodrigues* &#8211; O GLOBO<br />
</cite></p>
<div id="rcm_st"></div>
<div class="img ftr">  		<img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2009/03/02/02_MVB_tur_barretto.jpg" galleryimg="no" title="Ministro do Turismo, Luiz Barretto" alt="Ministro do Turismo, Luiz Barretto" align="left" /></div>
<p>BRASÍLIA &#8211; Apesar da crise financeira internacional, o Rio de Janeiro recebeu 2,55 milhões de visitantes na temporada de verão, 50 mil a mais que no ano passado. No carnaval, ponto alto da estação, a ocupação da rede hoteleira carioca alcançou 95%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH). De acordo com estimativa do Ministério do Turismo, o faturamento do setor no Brasil cresceu 20% nos primeiros dois meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2008. Apesar da queda nos gastos de turistas estrangeiros nos país, o mercado se manteve aquecido principalmente pelas viagens de brasileiros a destinos nacionais.</p>
<p>- Este resultado é muito importante. Ter um resultado tão positivo em um momento de crise significa que nem todos os setores foram atingidos da mesma forma &#8211; disse o ministro do Turismo, Luiz Barretto.</p>
<div class="opn ftr">
<blockquote><p><em><strong><font size="5"><span class="abr">&#8220;</span><span class="frs">A desvalorização cambial do fim do ano passado deixou o produto &#8216;Brasil&#8217; mais competitivo (L. Barretto)</span><span class="fch">&#8220;</span></font></strong></em></p></blockquote>
<hr /></div>
<p>O ministro Barretto atribuiu o crescimento do setor ao fato de muitos brasileiros terem preferido viajar pelo Brasil nessa temporada de férias:</p>
<p>- A desvalorização cambial do fim do ano passado, quando o real desvalorizou cerca de 30% ante o dólar, deixou o produto &#8216;Brasil&#8217; mais competitivo. O dólar no patamar entre US$ 2,25 e US$ 3 deixa [o país] mais competitivo para o brasileiro e para o estrangeiro &#8211; explicou.</p>
<p>Ele disse ainda que os turistas estrangeiros também contribuíram para o crescimento do setor, principalmente argentinos e chilenos.</p>
<p>- Hoje está mais barato, por exemplo, para o argentino, para o chileno, freqüentar o Brasil &#8211; disse Barretto.</p>
<p>Segundo o ministro, outro fator que facilita a entrada dos sul-americanos no Brasil é a ligação terrestre que há entre os países do continente.</p>
<p>O ministério ainda não tem o total dos gastos de turistas estrangeiros no Brasil nos dois primeiros meses deste ano, mas informou que apenas em janeiro eles deixaram no país US$ 492 milhões. No mesmo período do ano passado foram gastos USS 595 milhões.</p>
<p>Em relação ao verão passado, a ocupação nos hotéis brasileiros cresceu 23%. Em Pernambuco, por onde passaram 800 mil turistas apenas no carnaval, a lotação dos quartos chegou a 100%.</p>
<p>A ocupação dos hotéis na Bahia cresceu 5% e no Ceará chegou a 86%, quatro pontos percentuais acima do Carnaval passado. Santa Catarina manteve os 85% registrados no mesmo período do ano anterior.</p>
<p>Os hotéis de São Paulo, que normalmente sofrem queda durante o período de férias, apresentaram uma alta de 5% no período.</p>
<p>Apesar de ter sido castigada pelas enchentes no final de 2008, Santa Catarina manteve o índice de hospedagens em 85% da capacidade e ainda registrou alta de 7% na entrada de turistas estrangeiros.</p>
<p>A estimativa de crescimento de 20% no bimestre para o setor, feita pelo ministério, leva em consideração os resultados de várias atividades que compõem as receitas do turismo no país. Em janeiro e fevereiro de 2009, as operadoras de turismo venderam 15% mais pacotes que no início do ano passado, ao passo que os voos domésticos aumentaram 10% no mesmo período. A locação de veículos apresentou aumento ainda maior, de 40%, chegando a dobrar em capitais como Salvador e Fortaleza.</p>
<p>Neste verão, as festas populares consolidaram o Rio como o principal destino turístico do Brasil. No réveillon a cidade recebeu 612 mil turistas, enquanto outras 719 mil pessoas viajaram para aproveitar o carnaval carioca. Segundo o ministério, o turismo no país emprega 2,225 milhões de empregos formais, mas se considerados os empregos indiretos e o setor de bares e restaurante esse número pode chegar a 6,3 milhões.</p>
<p>- Hoje o Brasil não tem uma única porta de entrada no turismo. Além do circuito de sol e praia, o ecoturismo e o turismo de culta e negócios também fazem parte da diversificação do setor &#8211; afirmou Barretto.</p>
<p><!-- google_ad_section_end --></p>
<p class="comentario">* Com informações da Agência Brasil</p>
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		<item>
		<title>Turismo nacional resiste à crise</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Feb 2009 15:01:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Mas gastos de viagem e o tempo de estadia nos destinos estão menores
Ana Paula Lacerda e Rodrigo Petry &#8211; O Estado SP
O turismo no Brasil não sentiu ainda os efeitos da crise. O Ministério do Turismo trabalha com uma elevação de até 20% no número de turistas viajando pelo País nesta temporada. Segundo o coordenador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://carollina.files.wordpress.com/2009/01/01-lula-e-luiz-barreto-agora-ministro-do-turismo.jpg" alt="http://carollina.files.wordpress.com/2009/01/01-lula-e-luiz-barreto-agora-ministro-do-turismo.jpg" width="190" height="167" /><img src="http://www.vivercidades.org.br/publique222/media/cristoDeco_CristoRio.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.vivercidades.org.br/publique222/media/cristoDeco_CristoRio.jpg" width="347" height="262" /></div>
<p>Mas gastos de viagem e o tempo de estadia nos destinos estão menores</p>
<p style="background-color: #ffff99">Ana Paula Lacerda e Rodrigo Petry &#8211; O Estado SP</p>
<p>O turismo no Brasil não sentiu ainda os efeitos da crise. O Ministério do Turismo trabalha com uma elevação de até 20% no número de turistas viajando pelo País nesta temporada. Segundo o coordenador de projetos de Turismo do Sebrae, Dival Schmidt, mesmo que a crise econômica esteja afetando a confiança do consumidor, os turistas têm mantido as programações de viagens. &#8220;A diferença é que agora os gastos e o tempo de estadia nos destinos estão menores&#8221;, observou.</p>
<p>Na CVC, principal agência do setor, as vendas de pacotes cresceram 15% em volume em janeiro, ante o mesmo mês do ano passado. O presidente da CVC, Valter Patriani, informou que, para manter as vendas aquecidas, a companhia optou por reduzir em 10% os preços médios dos pacotes em 2009.</p>
<p>A empresa não informou o desempenho em faturamento. &#8220;A sazonalidade também nos ajudou. Quando a crise ficou forte, no fim de 2008, já estávamos com a temporada toda vendida. Agora vem a baixa temporada, só vamos nos preocupar de novo se a crise chegar no próximo verão.&#8221;</p>
<p>Um levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) aponta que a ocupação para esse carnaval deve ficar em 75%, acima dos 71% da última temporada. &#8220;Os brasileiros estão substituindo os turistas estrangeiros&#8221;, frisa o presidente da entidade, Álvaro Bezerra.</p>
<p>Principal destino de estrangeiros no carnaval, o Rio de Janeiro deve manter uma ocupação média da rede hoteleira em 90%, mesmo com a retração esperada de 20% no desembarque de estrangeiros. No carnaval passado a ocupação nos hotéis do Rio foi de 86%. Para Bezerra, os leitos deverão ser ocupados, principalmente, por paulistas e mineiros.</p>
<p>Na Costa do Sauípe, também houve uma queda brusca na presença de estrangeiros. &#8220;Eles estão com medo de viajar&#8221;, diz Alexandre Zubarán, presidente da Costa do Sauípe e da Resorts Brazil. &#8220;Porém, em janeiro tivemos quase 93% de ocupação, garantida pelos brasileiros.&#8221; Segundo ele, o complexo está com boa ocupação até abril.</p>
<p>O mesmo acontece no Rio Quente Resorts, em Goiás. A ocupação média anual em 2008 foi de 75% (era 62% em 2007), segundo o diretor de Marketing do grupo, Manoel Carlos Cardoso. &#8220;Estamos com vendas excelentes em 2009&#8243;, disse.</p>
<p>Até mesmo em São Paulo, a ocupação hoteleira subiu 5% em janeiro, ante o mesmo mês do ano passado. No Ceará a expectativa é de que a ocupação hoteleira cresça para 86%, alta de quatro pontos porcentuais na comparação com 2008. Enquanto na Bahia é esperado um crescimento de 5% na ocupação hoteleira.</p>
<p>PELO BRASIL</p>
<p>Parte da melhora no turismo interno, no entanto, foi às custas da redução do turismo internacional. De acordo com a Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav), no fim de 2008 os pacotes para o exterior caíram 25% e os dados de janeiro e fevereiro não apresentam recuperação. Já os pacotes domésticos crescem, desde o início da crise, na faixa de 15%. &#8220;A insegurança quanto aos rumos da economia leva o turista a optar por destinos mais próximos, dentro do País&#8221;, diz Leonel Rossi, diretor da Abav.</p>
<p>Segundo o ministro do Turismo, Luiz Barreto, assim que o dólar se valorizou, em setembro, o governo tomou a iniciativa de antecipar as campanhas de marketing de verão. Os aportes foram de R$ 6 milhões. &#8220;A ideia foi estimular o brasileiro a conhecer o Brasil&#8221;, explica.</p>
<p>Mesmo vinculadas à taxa de câmbio, as viagens em cruzeiros marítimos também devem se manter aquecidas, segundo a Associação Brasileira dos Representantes de Empresas Marítimas (Abremar). De acordo com a entidade, o número de turistas transportados pode atingir até 500 mil, uma alta de 25% ante a última temporada.</p>
<p>&#8220;As empresas que comercializam viagens em cruzeiros fixaram a cotação do dólar e facilitaram o pagamento para garantir as vendas&#8221;, informou a Abremar. Segundo agentes do mercado, o dólar está cotado na faixa de R$ 1,90 nas viagens marítimas.</p>
<p>Em pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizada em sete regiões metropolitanas, 82% dos entrevistados informaram a intenção de fazer alguma viagem nos primeiros seis meses de 2009, e 85% afirmaram que optarão por destinos domésticos.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>“Bom de cama é quem usa camisinha”</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/aids-triplicou-entre-mulheres-acima-dos-50-nos-ultimos-10-anos/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 21:01:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Casos de Aids entre mulheres com mais de 50 anos triplicam. 
Governo faz campanha no carnaval com o lema &#8220;bom de cama é quem usa camisinha&#8221;
Portal O Globo
RIO &#8211; Às vésperas do carnaval, o Ministério da Saúde lançou nesta sexta-feira uma nova campanha de combate à Aids que terá como foco as mulheres acima de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="5">Casos de Aids entre mulheres com mais de 50 anos triplicam. </font></strong></p>
<p><font size="5"><strong>Governo faz campanha no carnaval com o lema &#8220;bom de cama é quem usa camisinha&#8221;</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Portal O Globo</p>
<p><img src="http://www.paraibanews.com/v2008/wp-content/uploads/2008/01/aids.jpg" alt="aids.jpg" align="left" />RIO &#8211; Às vésperas do carnaval, o Ministério da Saúde lançou nesta sexta-feira uma nova campanha de combate à Aids que terá como foco as mulheres acima de 50 anos, que não costumam usar preservativos nem nas relações eventuais. A decisão de priorizar as mulheres nessa faixa etária se deve ao aumento da contaminação nesse grupo. Nos últimos dez anos, o número de mulheres com mais de 50 anos que contraiu a doença triplicou, de acordo com dados do governo. Além disso, segundo uma pesquisa do ministério, 72% das mulheres nesta faixa etária não usam camisinha nas relações com parceiros casuais.</p>
<div class="opn ftr">
<blockquote><p><strong><font size="5"><span class="abr">&#8220;</span><span class="frs">Os jovens já cresceram com essa preocupação de prevenção contra a Aids, enquanto as mulheres mais velhas não estão acostumadas</span><span class="fch">&#8220;</span></font></strong></p></blockquote>
<hr /></div>
<p>- É quase uma questão cultural. Os jovens já cresceram com essa preocupação de prevenção contra a Aids, enquanto as mulheres mais velhas não estão acostumadas &#8211; disse a jornalistas o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ao destacar que a maioria das mulheres infectadas tem relações matrimoniais estáveis.</p>
<p>Em 1996, havia 3,7 casos de Aids em cada grupo de 100 mil mulheres com mais de 50 anos, enquanto em 2006 a incidência subiu para 11,6 casos da doença.</p>
<p>Temporão afirmou ainda que a campanha também terá como foco secundário os homens brasileiros.</p>
<div class="opn ftr">
<blockquote><p><strong><font size="5"><em><span class="abr">&#8220;</span><span class="frs">O machismo ainda é forte no Brasil, e é o homem quem dita as normas e impõe o padrão de comportamento</span><span class="fch">&#8220;</span></em></font></strong></p></blockquote>
<hr /></div>
<p>- O machismo ainda é forte no Brasil, e é o homem quem dita as normas e impõe o padrão de comportamento &#8211; afirmou.</p>
<p>- A ideia é colocar a mulher como um ator fundamental da relação sexual e não em um papel secundário. Queremos uma democratização da questão sexual &#8211; acrescentou.</p>
<p>A campanha será veiculada nas principais cadeias de rádio e TV do Brasil a partir desta sexta-feira, uma semana antes do início do carnaval, e a peça publicitária batizada de &#8220;Bloco da Mulher Madura&#8221; é protagonizada por mulheres com mais de 50 anos que alertam para a necessidade do uso da camisinha.</p>
<p>- É um erro achar que as mulheres com mais de 50 anos jogam peteca ou baralho. Elas continuam fazendo sexo &#8211; declarou o ministro.</p>
<p>O ministério também vai reforçar durante o Carnaval a distribuição de preservativos em todo país. Além dos 45 milhões de camisinhas distribuídos mensalmente, mais 10 milhões de preservativos serão disponibilizados durante a folia.</p>
<p>De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 630 mil pessoas no Brasil teriam HIV, mas 255 mil delas desconhecem que são portadores do vírus da Aids.</p>
<div class="opn ftr">
<blockquote><p><strong><font size="5"><em><span class="abr">&#8220;</span><span class="frs">Eles rezam e oram, e nós trabalhamos contra a doença</span><span class="fch">&#8220;</span></em></font></strong></p></blockquote>
<hr /></div>
<p>- A doença no Brasil está estabilizada e, nos últimos anos, o ganho na sobrevida e na qualidade de vida foi excepcional &#8211; avaliou Temporão, que não espera mais atritos com a Igreja Católica com a nova campanha anti-Aids.</p>
<p>- Eles rezam e oram, e nós trabalhamos contra a doença &#8211; ironizou o ministro, que no início de seu mandato já teve atritos com a Igreja.</p>
<p><strong>Temporão rebate críticas sobre compra de gel lubrificante</strong></p>
<p>O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, rebateu as críticas sobre a   <a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/02/03/governo-gasta-1-1-mi-em-gel-para-reduzir-risco-de-contaminacao-da-aids-por-sexo-anal-754254785.asp" target="_self">compra de gel lubrificante</a>pelo governo. Segundo ele, não houve aumento dos gastos destinados a essa iniciativa, implementada pelo governo federal desde 2001 e que faz parte da política de prevenção à aids.</p>
<div class="opn ftr">
<blockquote><p><strong><em><font size="5"><span class="abr">&#8220;</span><span class="frs">É lamentável que setores retrógrados critiquem</span><span class="fch">&#8220;</span></font></em></strong></p></blockquote>
<hr /></div>
<p>- É lamentável que setores retrógrados critiquem isso. Ao contrário do que muita gente, disse o ministério não gastou R$ 40 milhões na compra de gel lubrificante e sim R$ 1 milhão em 2008. Este número mantém o padrão dos outros anos. Vamos continuar comprando &#8211; afirmou Temporão, durante lançamento de campanha de prevenção à aids no carnaval de 2009.</p>
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		<title>Hora de fazer planos para a Copa de 2014</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 08:31:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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 *Josep Chias &#8211; O Estado de São Paulo
O seminário a ser realizado pelo Ministério do Turismo nesta sexta-feira, que discutirá o cenário, as propostas, as estratégias e o planejamento do setor turístico para a Copa do Mundo de futebol de 2014 é, no mínimo, oportuno. Convivo com a realidade turística do País há quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/hora-de-fazer-planos-para-a-copa-de-2014/4758/" rel="attachment wp-att-4758" title="copa_brasil_2014.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/04/copa_brasil_2014.jpg" alt="copa_brasil_2014.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong> *Josep Chias &#8211; O Estado de São Paulo</strong></p>
<p>O seminário a ser realizado pelo Ministério do Turismo nesta sexta-feira, que discutirá o cenário, as propostas, as estratégias e o planejamento do setor turístico para a Copa do Mundo de futebol de 2014 é, no mínimo, oportuno. Convivo com a realidade turística do País há quase 20 anos e acredito que o Brasil não deixará nada a desejar em termos de organização e de qualidade dos produtos e serviços oferecidos na ocasião.</p>
<p>Quando me refiro ao produto turístico brasileiro, gosto de dizer o seguinte: o copo não está meio vazio e, sim, meio cheio. Isto é, muita coisa já está sendo feita. Presenciei, nos anos em que participei da elaboração e da implementação de projetos como o Plano Cores do Brasil, para promoção do mercado nacional, e o Plano Aquarela, para o mercado internacional, entre tantos outros belos desafios, progressos importantes: melhora na infra-estrutura dos aeroportos, criação e melhora da hotelaria de qualidade, significativa evolução do receptivo e do mercado e, o mais importante, o despertar do Brasil como um novo e potente destino turístico para o mundo.</p>
<p>Diante desses fatores, e por confiar na capacidade brasileira de organização para gerenciar e administrar eventos de grande porte &#8211; como o carnaval e o réveillon do Rio -, tenho convicção do sucesso da Copa no &#8216;país do futebol&#8217;.</p>
<p>O salto do turismo nacional em termos qualitativos e quantitativos fez do Brasil uma referência importante para países da América Latina, que têm se inspirado na estratégia brasileira para se posicionar. Além disso, as cidades-sede terão tempo hábil e capacidade para melhorar a infra-estrutura e acelerar o crescimento, inclusive para a construção das bases da sustentabilidade no turismo.</p>
<p>O que não se pode esquecer é que, na Copa do Mundo, estima-se audiência de mais de 5 bilhões de pessoas ao redor do globo. O evento, organizado pela Fifa, é, disparado, o maior do mundo em cobertura da mídia, e essa superexposição do Brasil é fator-chave para a construção de uma imagem mundial forte. O conteúdo do que e de como vai ser comunicada essa imagem é um dos principais desafios da Copa.</p>
<p>Além disso, desembarcarão no País torcedores de várias nacionalidades &#8211; a necessidade de tornar o período o mais memorável possível torna-se uma prioridade. O primeiro passo no planejamento será o treinamento de pessoal qualificado para atender qualquer estrangeiro, inclusive no seu idioma de origem. Será necessária, ainda, uma capacidade logística para movimentar esses profissionais rapidamente de uma cidade para outra, conforme a Copa avança e as seleções mudam de sede. Esses serão os multiplicadores da boa imagem do Brasil como destino a ser visitado posteriormente, pois a grande maioria dos turistas não está habituada e não conhece tudo o que temos a oferecer.</p>
<p>Destaco, por fim, a importância das atrações complementares que serão propostas aos visitantes. Cada seleção terá um intervalo de três dias entre as partidas &#8211; para este momento, a grande jogada será revelar as belezas naturais, a cultura e os costumes do Brasil. Teremos de estar aptos a oferecer culinária de qualidade a todos os torcedores, inclusive pratos típicos do país de origem. Sabemos, por exemplo, que os chineses podem apreciar um bom churrasco no primeiro dia, mas não passarão sem seu prato tradicional a partir do segundo dia.</p>
<p>Pesquisas feitas em parceria com o Ministério do Turismo mostram que turistas internacionais dão valor à população brasileira pela sua cordialidade e pela sua abertura. Diante disso, o País deve estar preparado para atender bem à grande demanda que desembarcará por aqui.</p>
<p>A conclusão e os desafios são claros: o Brasil vai mudar de patamar, posicionando-se entre os líderes no turismo internacional, turismo que se converterá em um dos motores do futuro.<br />
<strong><br />
* Josep Chias &#8211; Presidente da Chias Marketing e autor do livro Turismo, O Negócio da Felicidade</strong></p>
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		<title>Censura ou respeito</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 02:36:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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<div style="text-align: center"><img src="http://www.owurman.com/mala_direta/2008/2008020801/extra_08_02_08.jpg" id="_x0000_i1025" height="1525" width="539" /></div>
<p></span></p>
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		<title>Outros carnavais</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Feb 2008 21:32:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/?attachment_id=3228" rel="attachment wp-att-3228" title="carnaval_veneza.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/02/carnaval_veneza.jpg" alt="carnaval_veneza.jpg" /></a></div>
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		<title>Vai-Vai, campeã do carnaval paulistano</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Feb 2008 15:24:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/?attachment_id=3220" rel="attachment wp-att-3220" title="carnaval_vai_vai.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/?attachment_id=3220" rel="attachment wp-att-3220" title="carnaval_vai_vai.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/02/carnaval_vai_vai.jpg" alt="carnaval_vai_vai.jpg" height="442" width="497" /></a></div>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/?attachment_id=3220" rel="attachment wp-att-3220" title="carnaval_vai_vai.jpg"><br />
</a></p>
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		<title>Corinthianos abrem carnaval do Rio?</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Feb 2008 16:26:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ 

Os Gaviões da Fiel, cariocas?
Para o site francês le Post tanto faz. São Paulo, Rio é tudo igual.
De qualquer jeito sempre é melhor que considerar Buenos Aires a capital do Brasil.
Ou não?
 C&#8217;est le début du Carnaval de Rio!

          Par La rédaction du Post  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="post-title"> <a href="http://leituras-favre.blogspot.com/2008/02/corinthianos-abrem-carnaval-do-rio.html"><br />
</a></h3>
<p><span style="font-weight: bold">Os Gaviões da Fiel, cariocas?</span></p>
<p>Para o site francês <span style="font-style: italic">le Post</span> tanto faz. São Paulo, Rio é tudo igual.</p>
<p>De qualquer jeito sempre é melhor que considerar Buenos Aires a capital do Brasil.</p>
<p>Ou não?</p>
<h1 class="title3"> C&#8217;est le début du Carnaval de Rio!</h1>
<div class="signaturebar">
<div class="signature">          Par <span class="nickname"><a href="http://www.lepost.fr/groupe/le-post/">La rédaction du Post</a></span>          , le 02/02/2008</div>
</div>
<div class="text">
<div class="description" style="margin-top: 20px">       La grand messe du <a href="http://www.lepost.fr/tag/carnaval" target="_blank">carnaval</a> mondial a commencé hier, et se poursuit encore pour plusieurs jours de fête et de samba! En plus, le beau temps est au rendez-vous!</div>
</div>
<p><!--/tpl:module/commun/tpl-module_header.html.php--></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://medias.lepost.fr/ill/2008/02/02/h-3-1093019-1201964330.jpg" alt="Le carnaval de Rio|REUTERS/© Paulo Whitaker / Reuters" title="Le carnaval de Rio|REUTERS/© Paulo Whitaker / Reuters" border="0" height="350" width="340" /></div>
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		<title>Holocausto no carnaval</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Feb 2008 12:41:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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A proibição do carro alegórico da Viradouro pela justiça do Rio provocou uma polêmica neste carnaval sobre liberdade artística e de expressão, em relação ao nazismo e o holocausto de 6 milhões de judeus. Reproduzo a seguir, do jornal O Globo, o eco deste debate publicado na sua edição de hoje.
Penso que a FIERJ agiu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/?attachment_id=3199" rel="attachment wp-att-3199" title="carnaval_holocausto1.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/?attachment_id=3199" rel="attachment wp-att-3199" title="carnaval_holocausto1.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/02/carnaval_holocausto1.jpg" alt="carnaval_holocausto1.jpg" height="371" width="550" /></a></div>
<p><strong>A proibição do carro alegórico da <em>Viradouro</em> pela justiça do Rio provocou uma polêmica neste carnaval sobre liberdade artística e de expressão, em relação ao nazismo e o holocausto de 6 milhões de judeus. Reproduzo a seguir, do jornal <em>O Globo</em>, o eco deste debate publicado na sua edição de hoje.</strong></p>
<p><strong>Penso que a FIERJ agiu corretamente tentando persuadir a <em>Viradouro</em> a fazer mais explicita a condenação do holocausto, com eventualmente uma faixa com os dizeres &#8220;holocausto, nunca mais&#8221; e posteriormente de requerer a justiça, que acabou proibindo o dito carro alegórico. </strong></p>
<p><strong>Argüir da democracia, da liberdade de expressão, da arte e da censura, princípios pelos quais devemos ter o maior resguardo, não me parece adequado. </strong></p>
<p><strong>Nos países europeus, por exemplo, existe uma clara legislação que proibe a publicação ou o ensino de teses negacionistas. Os negacionistas pretendem que o holocausto nunca existiu e invocam o direito à livre expressão para propagar sua idéologia nazista. Em vários países europeus existem formações políticas neo-nazistas que reivindicam uma existencia legal com o argumento da liberade de organização partidária e a recusa da censura, contra a proibição da qual são objeto. No Brasil também certo tipo de literatura, a de conteúdo racista por exemplo, é objeto de proibição.<br />
</strong></p>
<p><strong>Tem países, como os Estados-Unidos, onde este tipo de censura é recusada, primando o principio da liberdade de expressão. Como se vê, não existe resposta evidente e simples.</strong></p>
<p><strong>Anos atrás a foto do filho do Principe Charles, fantasiado de oficial nazista em uma festa, provocou uma onda de indignação e motivou desculpas públicas na Inglaterra. Ninguém disse na época que Chaplin no filme O Ditador também estava fantasiado de nazista, para defender o gesto ultrajante do herdeiro do trono inglês ou que a liberdade estava sendo coibida. </strong></p>
<p><strong>Neste caso o que está em questão não é a intencionalidade dos autores do carro alegórico, mas o significado da banalização do holocausto. Em segundo lugar o contexto: desfile de carnaval, no meio da musica, a festa e a dança. Terceiro, a própria representação, uma pilha de cadáveres e um Hitler fantasiado dançando. Por acaso a imagem, no sambódromo, e na mídia internacional, seria acompanhada de um texto explicativo dizendo que se trata de uma denuncia do holocausto e não de uma apologia? </strong></p>
<p><strong>Por último, como mostram as cartas reproduzidas pelo <em>O Globo</em>, o debate não opõe &#8220;os judeus&#8221;, aos &#8220;outros&#8221;. Judeus ou não, as opiniões se dividem e é bom que seja assim. Muitos antisemitas procuram uma casquinha para falar da censura dos judeus, do nome judaico da juíza, da dominação judaica no mundo. Uma prova que a vigilância sobre o assunto é uma questão essencial, pois o antisemitismo não é uma questão só de história, mas de absoluta atualidade.</strong></p>
<p><strong>Luis Favre</strong></p>
<p><span id="more-3198"></span></p>
<p><strong><font size="4">O GLOBO </font></strong></p>
<p><strong><font size="5">olha o holocausto aí, gente! </font></strong></p>
<p><strong>O carro é de mau gosto. Proibi-lo é ainda pior </strong></p>
<p><strong>Henrique Koifman</strong></p>
<p>Como cidadão brasileiro — e especialmente por ser judeu — sou contra a censura. Associo o conhecimento, o acesso à informação e a liberdade de expressão à luz e não consigo separar a censura das trevas.</p>
<p>Dificilmente a proibição de uma obra, tema ou opinião é tão eficiente para contestá-la quanto outras obras, opiniões e debates. É isso que diferencia um estado de direito, democrático (no sentido político e social da palavra) dos demais.</p>
<p>Entendo o ponto de vista de quem lutou pela proibição do carro alegórico.</p>
<p>Em outros períodos históricos, o silêncio custou a vida de milhões. Mas não creio que seja esse o caso. O carro da Viradouro é de um mau gosto tremendo, mas proibi-lo é de um mau gosto maior. E para julgar sua pertinência, o foro mais gabaritado é o dos jurados escalados para o desfile e o público, no sambódromo e nos lares.</p>
<p><strong>Ano que vem, gelo-seco simbolizando gás? </strong></p>
<p><strong>Eduardo Fradkin</strong> </p>
<p>A proibição do carro do Holocausto, como toda censura, baseia-se na crença de que a sociedade não tem capacidade de julgamento próprio. Sou contra a censura, apesar de partilhar das opiniões da juíza, que considerou a iniciativa uma “banalização dos eventos bárbaros” praticados pelos nazistas. Duvido que membros de minha família que pereceram em campos de concentração gostassem de ver a “denúncia do Holocausto”, como foi qualificada pela Viradouro a sua alegoria, em meio ao baticum carnavalesco, ao samba e num contexto alegre. Não posso falar por eles, mas, para mim, é leviano, ridículo e, sim, é a banalização de uma tragédia. Imagine se a moda pega, e, no próximo ano, aparece um carro “denunciando” Auschwitz, expelindo gelo-seco como se fosse gás pela Sapucaí? Bem, mas aí é que está a beleza de uma democracia: ter a liberdade de fazer o que quiser e pagar o preço por isso — o juízo público.</p>
<p>Eduardo Fradkin é jornalista</p>
<p><strong>Não há um símbolo do Mal como Adolf Hitler </strong></p>
<p><strong>Renato Galeno</strong></p>
<p>Na pequena sala de projeção, um grupo de jovens alemães ria. Os mais engraçadinhos sussurravam piadas, e adolescentes louras sorriam. O documentário que passava no telão era sobre o massacre de seis milhões de judeus em campos de extermínio nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. O local? O campo de Auschwitz-Birkenau, numa manhã de visita turística em setembro 2004.</p>
<p>Entendo que a intenção de Paulo Barros, ao criar um carro com corpos empilhados, fosse denunciar o maior massacre organizado de um grupo de pessoas da História. Confesso não conseguir entender tão bem a decisão de colocar, como destaque, um homem fantasiado de Hitler.</p>
<p>Mas é uma idéia digna. Porém, no mundo de hoje, em que o valor das imagens se multiplicou pela facilidade de transmissão de informação, é preciso cuidado.</p>
<p>Sou a favor da liberdade artística. Defendi o direito — não, mais do que isso, o dever — dos jornais europeus reproduzirem as charges de Maomé publicadas por um diário dinamarquês, que tanta polêmica causaram entre radicais islâmicos. Defendi</p>
<p><strong>Porém nem tudo são flores Há dissabores, infelicidades Vidas perdidas nesse mundo de maldade</strong></p>
<p>uma exposição que ocorria no mesmo momento na Dinamarca, que mostrava um Jesus crucificado nu. Sou ávido leitor de livros sobre o sofrimento de palestinos nos territórios ilegalmente ocupados por Israel — e fui criticado, em carta remetida a este jornal, por um ex-presidente da Federação Israelita por ter escrito um texto com elogios a um destes livros. O problema não é a coisa em si, mas a mensagem. E não existe mensagem sem um meio para transmiti-la. Como qualquer estudante sabe, o meio e a mensagem são indissociáveis, o contexto constrói o significado.</p>
<p>A intenção era denunciar o massacre, claro. Mas, e a mensagem? O que é um desfile de carnaval? Alegria. É o que se espera como reação do público, é o que esse público espera encontrar nas escolas, e é o que milhões de brasileiros e estrangeiros assistem pela TV. Alguém aí acredita que o povo na avenida ficaria chocado, que se conscientizasse com o carro (que, talvez, ganhasse o apelido de “Carro do Bigode”)? A imagem de pessoas inocentes executadas de modo sistemático serviria para alertar para o perigo de regimes totalitários baseados em ódio racial? Ou o Hitler sobre a pilha de corpos serviria como protetor de tela de laptops de neonazistas, aqui e no exterior? Alguns poderiam dizer que, caso o carro falasse do drama da escravidão, não haveria reação. É válido, mas parte de uma premissa falsa. Sou dos que defende não só a ação afirmativa, mas até a reparação financeira aos descendentes de escravos.</p>
<p>Mas há duas diferenças — que ultrapassam o distanciamento histórico, pois há milhares sobreviventes dos campos de extermínio e seus filhos vivos. 1) A banalização da maldade ocorreu tanto na escravidão quanto no Holocausto, mas, no segundo, além de trabalhos forçados (“o trabalho liberta”), a intenção era exterminar uma “raça”. 2) Não há, na barbárie da escravidão, um símbolo do Mal como Hitler.</p>
<p>Não vou entrar no mérito da capacidade de gerar consciência que um desfile pode ter. O ponto principal do meu raciocínio é: a intenção por trás do carro (denunciar a intolerância) é irrealizável através do meio escolhido. Poucos ouvem o comentarista da Globo descrever o enredo da escola, remetido para a imprensa. A imagem, sim, está lá, inequívoca, em linguagem universal: Hitler sambando sobre pessoas executadas.</p>
<p>Num mundo ideal, o bom-senso levaria as pessoas a não tomarem atitudes que prejudicam outras. Mas nem sempre agimos com bom-senso, e para isso existem leis.</p>
<p>Avançamos o suficiente para, felizmente, vivermos num Estado democrático de direito, em que as leis são — ou deveriam ser — legítimas. Se a única forma de impedir algo que demonstra tanta falta de sensibilidade, e que provocaria incrível dor em muitas pessoas, é uma ação judicial, que assim seja. Infelizmente, que assim seja.</p>
<p>Voltando à minha visita a Auschwitz. A reação do jovens mostra que, mesmo com o meio e a mensagem coordenados, é difícil conseguir transmitir as emoções que o “artista” pretende. Mas, depois de alguns minutos, os adolescentes alemães se calaram. Alguns choraram. É que após o filme não houve paradinha de bateria nem fogos de artifício anunciando a próxima escola, mas a visão de roupinhas de bebês executados, salas de experimentos médicos e um prédio dedicado a indizíveis torturas (o bloco “Auschwitz dentro de Auschwitz”), um crematório e uma câmara de gás.</p>
<p>Renato Galeno é jornalista</p>
<p><strong>Os três pilares que sustentam o mundo</strong></p>
<p><strong>Osias Wurman </strong></p>
<p>Ensinam os sábios do judaísmo que o mundo sustenta-se sobre três pilares: verdade, justiça e paz. Num evento como o carnaval, onde a verdade é suplantada pela fantasia, devemos evitar temas que, travestidos por motivos alegóricos banalizariam o maior genocídio da História, o Holocausto. A memória dos mártires que morreram nas mãos dos nazistas, não merece ser maculada por uma imagem onde o genocida encima o carro, dançando, enquanto suas vitimas (esculturas de mortos e mutilados) são a base da alegoria. Esta imagem, passada para milhões de espectadores em todo mundo, onde ainda existem milhares de sobreviventes vivos, com os números gravados pelos nazistas em suas mãos, seria uma injustiça moral inaceitável.</p>
<p>Se desejava prestar homenagem às vitimas, ou ensinar o que foi o Holocausto, a Viradouro deveria preservar o espírito de paz entre sua direção e os representantes das vitimas da tragédia. O clima de enfrentamento, após 90 dias de dialogo, impediu o entendimento, que poderia trazer uma solução didática e não agressiva.</p>
<p>O homem mais sábio da historia bíblica, o rei Salomão, ensinou que não há nada de novo abaixo do sol. Problemas com o uso de símbolos sagrados ou temas religiosos, já se repetiram na historia do carnaval. O importante é que reste um aprendizado das conseqüências.</p>
<p>Osias Wurman é jornalista</p>
<p><strong>Ninguém tem o monopólio dos temas </strong></p>
<p><strong>Bernardo Sorj<br />
</strong><br />
A tradição diz que a sabedoria é o caminho do meio. Nem empurrar realidades desagradáveis para baixo do tapete, por medo do conflito, nem insuflar fatos além de suas dimensões.</p>
<p>Tempo atrás, a porta de minha sala na UFRJ foi pichada com uma suástica. Fui convidado por lideranças judaicas a denunciar publicamente a “existência de anti-semitismo na universidade”. Minha intuição era de que ela foi feita por um aluno ressentido com críticas minhas.</p>
<p>Com certeza não estava frente a um fenômeno de “anti-semitismo na universidade” e a solidariedade de meus colegas pareceu suficiente. Valorizar o evento seria fazer publicidade indevida e apresentar uma versão distorcida da realidade.</p>
<p>O respeito pela sensibilidade alheia no espaço público, em relação a objetos sagrados ou de grupos que sofreram discriminação, humilhação e perseguição é fundamental para construir uma sociedade onde ninguém sinta negada sua dignidade humana. Este objetivo porém é construído a partir de uma bagagem cultural, onde hábitos lingüísticos, formas de humor e preconceitos inconscientes estão presentes. Não se trata de justificá-los, mas reconhecer que um comentário mal elaborado sobre raça, religião, sexo ou etnia não transforma alguém em racista, anti-semita, homofóbico ou sexista.</p>
<p>O conceito de racismo esconde uma diversidade de situações. Um comentário racista não significa que o indivíduo esteja disposto a entrar na Klu Klux Klan.</p>
<p>A maioria das pessoas, inclusive, acaba por se desculpar. Expressões indevidas devem ser combatidas com ponderação, caso a caso, para não se produzir uma indústria de vitimização, de líderes e instituições legitimamente constituídos que se projetam pela denúncia. Há áreas, como o humor, onde a luta contra o preconceito é mais complexa. Muitas charges ferem indivíduos e grupos. Mas, o humor deve ser censurado, apesar de se reconhecer como distorção do real? Não. O humor é parte fundamental de uma sociedade democrática, obrigandonos a aceitar visões diferentes daquilo que “adoramos”.</p>
<p>Escolas de samba tratam dos mais diversos temas, desde a violência na cidade (com participação de vítimas e familiares), ou a escravidão no Brasil.</p>
<p>Todo tema pode ser “carnavalizado”. A questão não é o tema, pois ninguém tem monopólio sobre ele, mas a forma em que ele é tratado e a mensagem que se quer veicular. Uma discussão ponderada sobre o carro alegórico do Holocausto deve focalizar somente esta questão. Um diálogo aberto entre todas as partes interessadas é o caminho a trilhar e não há razões para duvidar, a priori, da boa fé das pessoas. É possível que no final do dia tenhamos posições diferentes, mas sem preconceitos e com clareza sobre os pontos em que divergimos, dentro de uma lição de convivência democrática.</p>
<p>Bernardo Sorj é professor titular de sociologia da UFRJ — <a href="http://www.bernardosorj.com/">www.bernardosorj.com</a></p>
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