23/11/2009 - 12:00h Estadão dedica todas as cartas dos leitores ao IPTU cavalar de Kassab

Opinião – Forum de Leitores

INFELIZ ANO-NOVO

Depois de saber pelo Estado do brinde de infeliz ano-novo com que o nosso prefeito nos vai contemplar, reuni a minha família e comuniquei que estamos em economia de guerra. Nada de presentes, ceia de Natal, amigo secreto ou festas de réveillon. Esqueçam cinema, teatro, exposições, feiras e jogos de futebol em 2010. Afinal, precisamos economizar cada precioso centavo para poder quitar o novo IPTU. Faremos todo o sacrifício para não deixar de honrar o compromisso com o Município. Até o meu felino terá sua ração diária reduzida, pois também deve dar sua parcela de contribuição, como bom cidadão.

Wilson Roberto Moreira

wilsonrmoreira@globo.com

São Paulo

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LEVIATÃ

Se Thomas Hobbes (1587-1666) fosse vivo, descobriria, para seu espanto, que o monstro Leviatã por ele utilizado para representar a figura do Estado seria hoje um carneirinho se comparado à fúria tributária do Estado brasileiro dos dias atuais. São Paulo, por exemplo, vive dias dramáticos, com seus munícipes totalmente aterrorizados diante da sede insaciável de arrecadação de seu prefeito, que acena com aumentos estratosféricos do IPTU e de outros impostos. Como não há limite para a fixação das alíquotas, cuja majoração depende apenas de lei municipal aprovada pelos vereadores, a Prefeitura vai repetir essa façanha até matar a galinha dos ovos de ouro ou até que a sociedade tome alguma atitude para se salvar do monstro…

Antonio Roberto Testa

antonio@testa.adv.br

São Paulo

O prefeito Gilberto Kassab justificando os aumentos do IPTU com as melhorias feitas na cidade só pode ser piada de mau gosto. A pavimentação das ruas e calçadas está uma verdadeira indecência, um caos só. Buracos e ondulações por toda parte danificam veículos e põem pedestres em risco permanente. A nós, os contribuintes otários, resta apenas a esperança de poder dar o troco nas próximas eleições, saneando a cidade de gestores incompetentes e oportunistas.

Paulo Ribeiro de Carvalho Jr.

paulorcc@uol.com.br

São Paulo

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AQUI JAZ…

… a carreira política de um prefeito! O prefeito que, neste 2009, vem mostrando deficiências administrativas incríveis arrastará com sua desastrada iniciativa milhões de votos de seu mentor, o governador José Serra, para a candidatura Dilma Rousseff. E liquidará com alguns vereadores que apoiarem a descabida proposta (alô, sr. Police). Alegar que a planta genérica está desatualizada desde 2001 é uma meia-verdade. Teria sido esquecimento do prefeito não mencionar as centenas de milhares de novas unidades habitacionais construídas desde então e taxadas para IPTU com valores atualizados? Teria sido esquecimento ignorar que o IPTU vem sendo corrigido anualmente? Teria sido proposital não mencionar a significativa elevação da receita do Município com o ingresso de milhões de novos veículos comercializados no período, que transferem receita para o Município via IPVA? E as receitas com as infrações de trânsito, cuja destinação é bastante duvidosa? E a propalada valorização dos imóveis? Se não forem negociados, resulta em quantos reais no orçamento de seus proprietários moradores? A sociedade civil não aceita mais aumentos de impostos, taxas e tributos! Agora que a questão foi aberta, ao invés da discussão de aumentos, a sociedade organizada questionará a redução dos impostos. Os R$ 700 milhões esperados pela Prefeitura poderão ser obtidos e superados com a gestão adequada e honesta do hiperorçamento municipal. Sr. prefeito, dois lembretes: as ruidosas manifestações da sociedade que resultaram na rejeição de medida provisória que elevava impostos e a trajetória política da dona Marta.

Luiz Werner

lawerner@terra.com.br

São Paulo

Kassab quer subir em até 700% a base para calcular o IPTU. Por muito menos dona Martaxa perdeu a eleição. Lembram?

Mauro Roque

lauroroque@uol.com.br

São Paulo

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APOSENTADOS APAVORADOS

Kassab quer subir em até 700% a base para calcular o IPTU? Essa previsão de aumento creio ser coerente, principalmente se aplicada a imóveis de aposentados pelo INSS, que terão reajuste de uns 6%. Logo, não há do que reclamar… Será que Kassab pensa que toda a sociedade tem a mesma facilidade que os políticos para ganhar dinheiro neste país?

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Osasco

Comprei meu apartamento há muitos anos, em local hoje altamente valorizado. Tenho 77 anos, sou aposentado, honro meus compromissos com dificuldade financeira e, como muitos outros proprietários na mesma situação, estou muito temeroso pelo aumento do IPTU. Será que o prefeito Kassab levou isso em consideração? É uma questão de Justiça.

Ruy M. Forni

São Paulo

“Será que Kassab virou petista e agora procura prejudicar Serra em ano eleitoral?”

Ronny Cantarelli

São Paulo

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DESPROPÓSITO

Em tempos de inflação anual em torno de 5%, o aumento do IPTU conforme proposto pelo prefeito para 2010 é um despropósito.

James F. Sunderland Cook

sunderland2008@gmail.com

São Paulo

Mais lamentável do que o aumento do IPTU é a justificativa para o aumento proporcionalmente maior nas regiões ditas nobres, que, segundo o prefeito, foram beneficiadas ao longo dos últimos anos. O que observamos de fato, especialmente nessas regiões, é uma degradação contínua, promovida pelas diversas administrações, incluindo esta, que desrespeitam as leis de zoneamento e ignoram reclamações dos moradores. Faz-se vista grossa para o uso irregular dessas “áreas nobres” ao permitir à CET desviar o tráfego de veículos para seu interior, acompanhado de caminhões, vans de serviços, ônibus fretados ou não, sem falar na ação dos valets que se utilizam das ruas públicas de zonas residenciais para fins estritamente comerciais e em outros problemas graves. A Prefeitura não faz cumprir nem as leis e os decretos (50.566/2009, por exemplo) assinados pelo próprio prefeito! Parece que a palavra vale muito pouco, não é sr. prefeito? Então, como e por que acreditar que o acréscimo no IPTU “social” irá mesmo beneficiar a população menos favorecida? Parece óbvio, mas sempre vale como sugestão: procure primeiro ganhar um pouco de confiança de toda a população da cidade, não crie mais discórdias, não faça como os outros.

Carla Goldman

carla@if.usp.br

São Paulo

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DELÍRIO

Dizem que as pessoas podem “surtar” de repente. Deve ser o que aconteceu ao prefeito quando resolveu aumentar o IPTU da cracolândia em índices superiores aos da Avenida Paulista. O sr. prefeito já se deu ao trabalho de passar por lá e verificar in loco o estado deplorável dos imóveis e a frequência dessa zona, literalmente tomada por drogados? Aumentar a taxa por quê? Porque existe um projeto de revitalização que nunca saiu do papel? E que, depois desse tiro no pé que está tentando disparar, ficará ainda mais inviável? Caia na real, sr. prefeito! Tape os buracos da cidade antes de esburacar os nossos bolsos!

Sandra M. O. Nasrallah

sandranasrallah@gmail.com

São Paulo

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CALOTE GERAL

Os ilustres financistas da Prefeitura não percebem que aumento do valor venal de imóvel não é sinônimo de lucro no bolso? Poderá ser lucro um dia, em caso de venda do imóvel. É uma vergonha pagar aluguel em casa própria, principalmente conhecendo os limitados servicinhos “meia boca” prestados pela Prefeitura (posso fazer uma lista de duas páginas). É preciso trocar os cérebros burros ou mal-intencionados que cuidam tão mal das finanças da Prefeitura por cidadãos mais competentes e menos “espertalhões”, sob risco de calote geral. Talvez eu só volte a pagar na próxima gestão, que tal? Multa? Espero a anistia!

Ricardo M. Guerrini

ricguerrini@hotmail.com

São Paulo

18/11/2009 - 09:15h O aumento do IPTU nas cartas dos leitores da Folha e do Estadão

IPTU
“Se o prefeito Gilberto Kassab promove aumentos de mais de 40% no “hipertu” por considerar as melhorias implantadas, imagino qual seria o aumento se a cidade estivesse limpa, segura, iluminada, com postos de saúde e escolas para todos. Mudaria até de nome.”
CARLOS GASPAR (São Paulo, SP)


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O Estado SP

AUMENTO DO IPTU

Cumprindo as suas promessas de campanha furadas, o prefeito Gilberto Kassab decide aumentar em até 60% o IPTU em 2010. Isso é que é gestão transparente! O pior é que isso vai depor contra o governador José Serra nas eleições de 2010. Quem inventou o monstro que o acalente.

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

O IPTU com aumento de até 60%? Kassab demonstra que é discípulo de Serra. Acorda, Brasil!

Angelo Antonio Maglio angelo@rancholarimoveis.com.br

Cotia

Ah, se arrependimento matasse!

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

KASSAB ESTÁ CERTO

IPTU de uns aumenta e outros ficam isentos. É a lógica dos impostos: quem tem mais paga mais.

Aliana Cândida Silva alianacandida@yahoo.com.br

São Paulo

ABSURDO

O aumento dos benefícios de uma infinidade de aposentados, que Lula ainda vai determinar, não será suficiente para cobrir o valor do aumento do IPTU que Kassab quer cobrar. Que país é este?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

IMPOSTO ALTO X SERVIÇO RUIM

O prefeito Taxab quer aumentar o IPTU em absurdas porcentagens com a desculpa de que os imóveis se valorizaram. Mas só no ato da venda é que o proprietário tem o benefício – e relativo, porque terá de comprar outro imóvel também valorizado, a não ser que vá morar no cemitério, e já paga o Imposto de Renda ao governo federal. Dupla taxação, como é habitual. E quanto ao estado calamitoso das ruas, todas repletas de buracos e valetas, que depreciam o valor dos imóveis e semoventes, sem o correspondente desconto no IPTU e IPVA? Os governantes só pensam em esvaziar o bolso

do cidadão e na próxima eleição.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

É inadmissível pensar em reajustar o IPTU numa cidade onde shoppings pagam valores irrisórios e a Prefeitura deteriora nossas ruas, desvalorizando nossos imóveis. E onde o IPTU já é, ilegalmente, diga-se de passagem, reajustado anualmente (o único no País). A população de São Paulo certamente protestará e lutará para que o PSDB-DEM nunca mais se eleja nesta cidade e neste Estado. Principalmente seus vereadores e deputados estaduais.

José F. Souza frnc2@hotmail.com

São Paulo

SUICÍDIO POLÍTICO

Obrigada, prefeito, pelo aumento no IPTU. É dessa maneira ingrata que o senhor trata o eleitorado que o elegeu para que continuasse a boa gestão que fez no primeiro mandato, ao assumir a Prefeitura no lugar de Serra? Só que o segundo mandato está deixando muito a desejar: ruas sem calçamento, lixo nas ruas, proibição dos fretados com o consequente aumento de carros em circulação, e agora este aumento do IPTU? O senhor não viu o que fizemos com a Marta? Pelo visto, a classe política nunca deixa de subestimar a inteligência do eleitorado. Só que há um pequeno detalhe: em São Paulo encontra-se o eleitorado mais consciente do País, que não se contenta com pão e circo. Parabéns, prefeito, o senhor acaba de decretar o seu suicídio político.

Tereza Sayeg tereza.sayeg@gmail.com

São Paulo

19/09/2009 - 12:47h Estadão publica cartas de leitores contra Kassab

KASSAB E A MERENDA

Depoimento atribuído ao prefeito Gilberto Kassab (18/9, C8), comentando denúncia do corte na merenda escolar, merece atenção por dois detalhes, um, pela interpretação do caráter didático que a situação oferece ao público leitor e o outro, calcado na visão ideológica oferecida pelo detentor do cargo: 1) ele alegar que desconhecia o fato; 2) defender a medida. No primeiro caso fica no ar certa negligência de uma autoridade eleita com expressiva votação para dirigir a maior cidade do continente sul-americano no tocante a um assunto que, imagino, deveria exigir boa parte de sua energia como administrador, ou seja, preocupar-se com o que sua administração realiza no tocante à alimentação de nossas crianças. Quanto ao segundo caso, explicita a ideologia que carrega seu partido, o DEM, que, na ânsia de pregar um certo pragmatismo político calcado na menor participação possível do Estado na vida dos cidadãos, acha normal, pelo fato de as “decisões serem técnicas”, tirar comida da boca de criança pobre. Na outra ponta do nosso espectro político temos o PT com seu Bolsa-Família, que, embora acerte na intenção – assegurar um instrumento de distribuição de renda para minorar os efeitos da pobreza na parcela mais expressiva de nossa população -, erra feio no conteúdo, achando que o Estado pode indefinidamente sustentar com esse tipo de repasse, sem pensar na opção ensejada pela antiga máxima de que o mais sensato é dar a vara e ensinar o camarada a pescar. Quo Vadis?

Fernando Cesar Gasparini phernando.g@bol.com.br

Mogi-Mirim

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CAOS NO TRANSPORTE

A reportagem de ontem divulgando pesquisa encomendada pelo Movimento Nossa São Paulo revela que a imensa maioria dos usuários de ônibus da capital já sente o reflexo das ações da Prefeitura, que, além de aumentar os subsídios às empresas de ônibus, ainda permitiu a diminuição do número de coletivos circulando na cidade. Tudo isso para poder cumprir a promessa populista feita pelo prefeito na eleição do ano passado de não aumentar a passagem este ano. Mas não se preocupem, no ano que vem o aumento já vai cobrir os três anos em que o preço permaneceu igual. Kassab parece que aprendeu bem como se faz política quando foi secretário de Pitta: na eleição, muita maquiagem e propostas mirabolantes, depois vemos a máscara cair!

Leonardo Fontes leo.ofontes@gmail.com

São Paulo

17/09/2009 - 15:08h Marta contesta tucano

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Aloysio Nunes Ferreira, secretário-chefe da Casa Civil do governo do Estado, critica nossa gestão na Prefeitura (2001-2004) no artigo Marginal do Tietê, verdades e mentiras (15/9, A2). Diz que não investimos em Metrô e os túneis das Avenidas Rebouças e Cidade Jardim foram obras malfeitas. Seus ataques não fazem o menor sentido. Não investimos em Metrô, responsabilidade do governo do Estado, que, aliás, até o momento entregou poucos quilômetros de linhas, se comparado o tempo em que sucessivas gestões apoiadas pelo secretário governam, porque herdamos uma cidade arrasada financeira e administrativamente. A prioridade era fazer o que compete ao Município: investir em corredores de ônibus (implantamos 105,9 km de corredores passa-rápido), construir terminais (entregamos dez novos e deixamos três em construção). Também implantamos o Bilhete Único, concretizando o conceito de rede única de transporte; distribuímos cerca de 6,4 milhões de bilhetes aos usuários. Para fazer isso tivemos antes de reestruturar o sistema de transportes do Município, implantando um modelo operacional baseado na combinação de linhas estruturais e locais. Retomamos a responsabilidade de regulação, organizamos a gestão do serviço de transporte e trânsito, com a aprovação e promulgação da Lei de Transportes (2001). Mais que tudo: combatemos a “máfia” que havia no setor. Quanto aos túneis, a história é bem conhecida, mas vale lembrar. No final de 2003 tínhamos juntado dinheiro da operação urbana na Faria Lima, com a venda de Cepacs. O dinheiro só poderia ser aplicado naquela região. Queríamos investir no Metrô. Procuramos o governo do Estado, para a Prefeitura fazer a estação no Largo da Batata, junto ao corredor Rebouças. Mas o governo do Estado não tinha projeto executivo. Então, não tivemos como investir. Daí, fizemos os túneis, para suprir uma demanda antiga por melhorias no transporte e no trânsito, objetivando beneficiar cerca de 2 milhões de pessoas que trafegam, moram ou trabalham na região. Os túneis funcionam e todos podem ver que os problemas de trânsito da cidade são outros.

Marta Suplicy

ex-prefeita

São Paulo

mbevilaqua2003@yahoo.com.br

07/06/2009 - 12:30h Cansei

PAINEL DO LEITOR

O “Painel do Leitor” recebe colaborações por e-mail (leitor@uol.com.br), fax (0/xx/11/3223-1644) e correio (al.Barão de Limeira, 425, 4º andar, São Paulo-SP, CEP 01202-900). As mensagens devem ser concisas e conter nome completo, endereço e telefone. A Folha se reserva o direito de publicar trechos.

Leia mais cartas na Folha Online
www.folha.com.br/paineldoleitor

Terceiro mandato
“Está ficando cansativo ler diariamente a Folha e a opinião de seus colunistas. Só se fala no bendito terceiro mandato de Lula. Estou começando a crer que a Folha está torcendo pelo terceiro mandato do presidente, ou porque gosta mesmo dele e não assume, ou porque quer que ele cometa esse equívoco para depois o criticar até a morte. Ele já cansou de falar que não quer outro mandato, mas a mídia fica batendo na mesma tecla. Seria bom o jornal dar um tempo e ignorar declarações e notícias sobre o assunto.
Nós, leitores, agradecemos.”
GUILHERME FREITAS (São Paulo, SP)

10/02/2009 - 17:56h (im)pedimento

julya v.   

Por favor, me aponta o norte. Isso, o norte, que é consecutivamente no mesmo lugar, sem falha nem descanso.

 

Agora solfeja pra mim aquela música, aquela bonita do sexteto de cordas. É de algum homem desses, clássicos e inacreditáveis, o nome me foge, mas começa com a letra “b”. Eu fico com os olhos rasos d’água, você precisa ver isso um dia. Me sinto uma, uma… atriz de cinema, nascida em upsala, ou uma Liv Ullmann; ou uma rainha descalça fingindo todo o resto.

 

Apaga o abajur. Não, acende. Acende o abajur e perscruta o canto mais íntimo. Seja alma, coração, corpo, seja lá o que for. Eu permito, mas não fecho os olhos, mas permito.

 

No fim, traz um copo até a borda do vinho mais vagabundo, e deixa que do resto eu cuido.

 

 

Julya V. (Pernambuco, 1975). Jornalista, faz prosa, poesia e trailer de cinema. Nunca aceita encomenda. Às vezes, refoga a sintaxe e cozinha os versos pra comer no café-da-manhã. Toda a sua obra estava guardada num antigo computador, que morreu. Por isso, não guarda mais o que escreve. Foi premiada em 3º lugar num concurso de contos, com uma narrativa de seu blogue Tom Sur Tom.

24/01/2009 - 13:05h Demissão de Neschling motiva cartas de protesto nos jornais

Fórum de leitores do jornal O Estado de São Paulo

A DEMISSÃO DO MAESTRO

Confesso que estou seriamente preocupado com a forma e as razões da demissão do maestro Neschling: por e-mail e sua entrevista ao Estado publicada em 9/12. Sou consumidor habitual de música clássica desde 1954, o que não sei é quantos membros do Conselho de Administração da Fundação Osesp o são – certamente seu presidente não é, fato que absolutamente não o impede de exercer essa função administrativa. Entretanto, é importante recordar que a atual Osesp é a primeira orquestra do Brasil a atingir níveis internacionais de qualidade, capaz de tocar todo o repertório da música clássica. Nenhuma outra chegou a esse patamar, nem mesmo a Orquestra Sinfônica Brasileira nos tempos do saudoso maestro Eleazar de Carvalho. Sem dúvida, John Neschling foi essencial na criação desta dádiva ao povo brasileiro e tem de ser reconhecido e respeitado por isso. Sua pretensão de participar da escolha do novo maestro titular é legítima e deveria ter sido acolhida pelo conselho, mesmo com todas as dificuldades de convivência. O êxito da Osesp não depende de convivências agradáveis nem de arranjos políticos, mas de competência musical e de liderança. Os modelos não são regentes que não incomodam, porém os Karajans e Bernsteins, com que o conselho teria bem maiores dores de cabeça do que com Neschling! O público amante da música esperou mais de um século para ouvir uma excelente orquestra e ficará muito decepcionado se em poucos meses ou anos for destruída.

György Miklós Böhm, professor emérito da USP, gyorgybohm@terra.com.br

São Paulo

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Vá lá, o maestro não poderia ser mesmo eterno e foi ele que começou o tiroteio. Mas essa mistura de política e arte não costuma dar certo. Temo pela Osesp, de que sou assinante desde que isso se tornou possível. Manifesto o meu respeito pelo maestro John Neschling. Sem ele a orquestra não teria chegado aonde chegou.

Paulo Reali Nunes, reali@mp.sp.gov.br

São Paulo

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O sr. Fernando Henrique Cardoso e equipe ofendem profundamente os maestros brasileiros contratando um estrangeiro para dirigir a Osesp. Temos maestros no Brasil tão bons ou melhores, com diplomas do exterior e de grande competência. Sugiro-lhes buscarem também nos EUA, na Europa ou na China alguém mais preparado do que eles para governar São Paulo e o Brasil. Se nossos políticos administrassem o País como John Neschling administrou a Osesp, o Brasil estaria bem melhor.

Leniza Castello Branco, leniza@castellobranco.com

São Paulo

PAINEL DO LEITOR – FOLHA DE SÃO PAULO

Osesp
“Lamento profundamente a saída repentina do maestro John Neschling da Direção Artística da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Poucas vezes, na música brasileira, um homem juntou tanta competência e arte a uma profunda capacidade de realização. Mesmo sabendo que ninguém fica eternamente num cargo como aquele, a saída de Neschling representa uma grande perda para a Osesp.”
RICARDO TACUCHIAN , maestro (São Paulo, SP)

16/01/2009 - 23:10h Petistas divulgam carta sobre nota do partido em relação ao Oriente Médio

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16 de janeiro de 2009

Ao companheiro Ricardo Berzoini,
Presidente Nacional do PT,

Nós aqui subscritos, na qualidade de militantes do PT profundamente consternados com a tragédia que vem se desenrolando no Oriente Médio e com o número crescente de vítimas, inclusive de crianças, gostaríamos de manifestar publicamente desacordo com o teor da nota do Partido sobre o conflito, divulgada a 4 de janeiro corrente.

Em nossa visão, a nota posiciona equivocadamente o PT em relação a um conflito de notável complexidade, devido, em síntese, aos seguintes pontos:
i. ignora a posição histórica do Partido, que sempre se pautou pela defesa da coexistência pacífica dos povos;
ii. banaliza e distorce o fenômeno histórico do nazismo;
iii. não registra a necessária condenação ao terrorismo;
iv. não afirma o reconhecimento do direito de existência de Israel negado pelo Hamas;
v. não se coaduna com a posição equilibrada assumida pelo governo brasileiro sobre a questão; e
vi. queima, ao invés de construir, pontes para o entendimento.

Estamos convictos de que o Brasil, conforme propõe o Governo Lula e com base na convivência exemplar das duas comunidades em sua sociedade, pode contribuir para o engajamento das partes na busca de uma paz duradoura, baseada na coexistência pacífica de um Estado Palestino viável e próspero e de um Estado de Israel definitivamente seguro.

Nosso partido pode desempenhar um papel importante no aprofundamento do debate e na defesa, junto às partes e à sociedade brasileira, do caminho do cessar-fogo imediato e do desbloqueio da entrada de ajuda humanitária.

Assinam*:

Alberto Kleiman
Alexandre Padilha
Alfredo Schechtman
Aloizio Mercadante
Ana Copat Mindrisz
Carlos Minc Baumfeld
Clara Ant
Denise Rosa Lobato
Diogo de Sant’Ana
Edna Cassimiro
Esther Bemerguy de Albuquerque
Fernando Haddad
Fernando Kleiman
Itajaí Oliveira de Albuquerque
Ivo Bucaresky
Ivone de Santana
Jaques Wagner
José Genoino
Luciano Pereira da Silva
Marcelo Behar
Marcelo Zero
Marcos Damasceno
Maria Luíza Falcão
Marta Suplicy
Mauricio Mindrisz
Nadia Somekh
Paul Israel Singer
Paulo Moura
Paulo Vannuchi
Pedro Vieira Abramovay
Rômulo Paes de Sousa
Sergio Gusmão Suchodolski
Suzanne Serruya
Tarso Genro
Thiago Melamed de Menezes
Vitor Sarno
……………………………………….

*até o momento

21/10/2008 - 10:34h Só promessas?

Nada mais esclarecedor da realidade da saúde no governo Kassab, que as cartas publicadas hoje no caderno Metrópole do jornal O Estado de São Paulo, coluna São Paulo Reclama. A coluna recebe reclamações que encaminha as autoridades para verificação e resposta. Leiam.

São Paulo Reclama – O Estado de SP

Só promessas?

Caro prefeito Kassab, já que na propaganda eleitoral o senhor fala tanto em Saúde, por favor, ajude-me a conseguir uma consulta com endócrino para que eu possa continuar meu tratamento. Tenho hipotireoidismo e, desde maio, passo mal. Minha médica está de licença e o Posto de Pirituba pediu para que eu procurasse outra unidade para continuar o tratamento. Tentei marcar consulta em três postos de outras regiões, mas nem no clínico geral consegui passar. Se eu tivesse conseguido, a fila seria de, no mínimo, dois anos. Não posso esperar.

IVONE ANGELA RIBEIRO
São Paulo

 

 

A Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que a consulta da sra. Ivone com o endocrinologista seria no dia 20/10, às 8h20, no Ambulatório de Especialidades Tucuruvi. A SMS diz que várias medidas foram tomadas para ampliar o acesso à assistência médica.

 

 

A leitora contesta: fui ontem à consulta e, na recepção, me informaram que meu encaminhamento era para uma médica que só atende crianças.

Coluna São Paulo Reclama pág. 2 caderno Metrópole, jornal O Estado de São Paulo 

12/09/2008 - 14:43h Silêncio na mídia

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No debate de ontem na Band, Marta afirmou também: “os CEU’s foram atacados pelos demo-tucanos, que depois de assumirem a prefeitura deixaram os terrenos abandonados e os novos  CEU’s previstos e licitados, parados. Retomaram, após luta da população, com atraso e entregaram só 13. Com menos equipamentos, teatros menores, menos piscinas e a preço superior aos que (Marta) construí e superiores aos preços pelos quais tinham sido licitados, contrariamente as afirmações mentirosas veiculada na propaganda gratuita de Kassab”.

Nenhum dos 5 principais jornais de São Paulo comentou qualquer coisa. nenhum foi atrás para verificar, desmentir ou confirmar as veracidades das afirmações de Marta. Ninguém comparou os preços, que este blog já forneceu aos seus leitores várias vezes, com dados da própria prefeitura (Com os demo-tucanos na prefeitura o CEU fica lá acima, mesmo!).

Nada. Silêncio. Olham para outro lado.

Provavelmente porque não querem cartas como as de Consuelo de Castro (ver post anterior).

A resposta para essa omertá da mídia paulista e os CEU’s deveriam ser milhões de cartas na forma de dedos na urna eletrônica.

Aperta o 13 e confirma.

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04/09/2008 - 11:26h Mais esclarecimentos

cartas-mail1.jpg“Em relação à carta da leitora Mara Montezuma Assaf, publicada na edição de ontem do Valor, esclarecemos que a proposta de Orçamento da União de 2009 ainda não está aprovada. Existe a concordância do presidente Lula em apoiar a expansão do metrô de São Paulo. Como o governo do Estado (responsável pelo Metrô), ainda não formulou proposta sobre o plano de expansão apresentado pela candidata Marta Suplicy de construir mais 63,1 km de metrô até 2014, além das expansões já previstas e em andamento, o governo federal, evidentemente, não incluiu esses recursos na proposta de Orçamento de 2009. Marta tem reiterado que, caso seja eleita, detalhará proposta com o Metrô e o governo do Estado, para levar, ainda este ano, uma proposta de emenda ao projeto de Orçamento. Acrescente-se a isso que, mesmo depois de aprovado o Orçamento, há a possibilidade de remanejamento de recursos em 2009. A disposição política por parte do presidente e da ministra Dilma Roussef em apoiar o projeto apresentado pela então ministra Marta Suplicy para a Copa de 2014 pode ser atestada pelo fato de o presidente ter liberado recursos, em maio deste ano, de R$ 1,58 bilhão para financiamento da expansão da Linha 2 do Metrô de São Paulo.”

Mário Moysés – Coordenador da Assessoria de Imprensa da campanha Marta

01/09/2008 - 11:06h Encartada

cartas-mail.jpg

Cartas do leitor do jornal VALOR 

PSDB e DEM em São Paulo

“O resultado da pesquisa Datafolha dando conta de que soma dos pontos de Alckmin e Kassab totaliza 38% mostra que, se não houvesse a divisão entre os dois, a essa altura a candidata do PT, Marta Suplicy, não estaria tão confortável nas pesquisas. Se Marta se eleger, os paulistanos poderão agradecer ao PSDB e DEM que, em matéria de composição, sinalizaram que não entendem de estratégia, pois enquanto todos somam, eles dividem – e muito mal. Um alto preço que será pago pelo contribuinte. Até o discurso da campanha de Marta Suplicy dizendo que ela fará o metrô esta sendo ignorado pelos tucanos, que deveriam lembrá-la de que é o governo do Estado quem constrói metrô, não a prefeitura. Falta coragem ou já entregaram o ouro?” Izabel Avallone

A carta reproduzida acima foi publicada hoje no jornal Valor. A missivista, simpatisante dos demo-tucanos, fala em “falta de coragem” de seus dirigentes demo-tucanos, em referência às propostas de Marta sobre a questão do metrô.

A verdadeira questão é, como diz a autora da carta, “que o governo de Estado é quem constrói metrô”. Só que precisaria muita coragem mesmo dizer porque após 14 anos no governo do Estado, dos quais 8 anos também controlando o governo federal, os demo-tucanos não construíram quase nada de metrô.Eles não podem, por isso, lembrar “quem NÃO construiu metrô foi o governo estadual”.

Por isso eles escolheram como estratégia eleitoral acusar Marta por não ter construído metrô, para ocultar o balanço do que eles não fizeram.

A proposta de Marta não é substituir a responsabilidade do governo estadual na construção do metrô. A proposta é de unir os esforços federais, municipais e estaduais para recuperar o tempo perdido e visando 2014 (ano da copa no Brasil), dar um salto na expansão do metrô e do transporte público.

Em quanto ao “preço pago pelo contribuinte” caso Marta vencer a eleição, nunca atingirá o preço pago pelo contribuinte brasileiro a passagem dos demo-tucanos pelos governos. Basta lembrar que nos 8 anos de FHC a carga tributária passou de 27% do PIB do país, a 36% em 2002. Nunca antes na história do Brasil a carga tributária subiu nessa proporção. Para ficar mais perto do coração da missivista, os impostos municipais e estaduais em São Paulo (sem incluir o imposto indirecto dos pedágios demo-tucanos) nunca arrecadaram tanto dinheiro como agora. O IPTU, por exemplo, nestes últimos 4 anos aumentou acima da inflação e o IPVA é um verdadeiro assalto aos bolsos.

Fica um consolo para a senhora Izabel. Com Marta prefeita ela não terá que pagar pedágio urbano, já com os demo-tucanos é um risco que corremos… LF

19/08/2008 - 09:30h Carta publicada no jornal O Estado de São Paulo sobre as Fármacias Populares

farmacia_popular.gifA carta do Ministério da Saúde indica que em 2008 os repasses para criar novas unidades das Farmácias Populares foram para 38 prefeitura, já para manutenção das Farmácias existente foram bem mais. Por exemplo este blog está em condições de afirmar que a prefeitura de São Paulo, a maior e mais importante prefeitura demo-tucana, não solicitou nenhum aporte novo para construir mais farmácias, mas recebeu sim o dinheiro federal para manutenção das 16 farmácias populares existentes no município. LF

Forum dos leitores- O Estado de São Paulo

FARMÁCIA POPULAR

cartas-mail2.jpgO Ministério da Saúde esclarece que a reportagem Prefeitos aliados têm mais verbas do Farmácia Popular no ano eleitoral (18/8, A4) contém dados equivocados, que distorcem a realidade e levam a uma interpretação que não condiz com a verdade, pondo em xeque a idoneidade de um dos principais programas da pasta. O Farmácia Popular do Brasil atende 2 milhões de pessoas por mês com a oferta de 107 itens de medicamentos a baixo custo. Ao contrário do que sustenta a reportagem, neste ano foram 33, e não 351, os municípios habilitados a receber recursos federais para instalar unidades do Programa Farmácia Popular. Os números verdadeiros mostram que os critérios adotados pelo Ministério são estritamente técnicos, desprovidos de favorecimento político-partidário: das 33 prefeituras que receberam verbas para instalação do Farmácia Popular neste ano, sete são do PSDB, cinco do DEM, três do PPS, três do PTB, três do PP, duas do PMDB, duas do PSB, duas do PT, duas do PDT, duas do PL, uma do PMN e uma do PSC. O Ministério reitera que todos os municípios com mais de 70 mil habitantes estão aptos a receber o Farmácia Popular. Para aderir ao programa basta que a prefeitura preencha e encaminhe ao Ministério da Saúde proposta de adesão e termo de compromisso, ambos com formulários disponíveis na internet.

Priscila Lambert jorge.vasconcelos@saude.gov.br

assessora de imprensa do Ministério da Saúde

Brasília

N. da R. – Em 2008, o Ministério da Saúde liberou R$ 26 milhões para a implementação e manutenção do Programa Farmácia Popular em 351 cidades. Em 73% dos casos, as cidades pertencem à base aliada.

Ver também aqui no blog

São Paulo deixa recurso federal para farmácia popular guardado no banco

SAMU e Farmácia Popular: governo federal entra com a verba e a prefeitura de Kassab com o “trololó”

19/08/2008 - 08:58h Piso nacional dos professores esquenta debate

O jornal Valor publica duas cartas que debatem das conseqüências da decisão do governo Lula de implementar o Piso nacional dos professores. Coincidentemente, os jornais anunciam hoje o lançamento de uma campanha de “Todos pela educação”. O tema é de muita atualidade. As duas cartas publicadas no Valor são do representante do governo estadual de São Paulo em Brasília, Eduardo Graeff e de Amir Kahir, especialista em finanças públicas.

Leia também, sobre este debate, o artigo de Maria Cristina Fernandes, colunista do Valor

Marcação individual

e o artigo do deputado estadual, Rui Falcão (PT)

A má qualidade do ensino paulista pode contaminar o País

 

 

cartas-mail1.jpgPiso dos professores

“Amir Khair misturou sem cuidado juízos econômicos e especulações políticas em declarações registradas por Maria Cristina Fernandes, editora de Política do Valor, em sua coluna ‘Marcação individual’, de 15/08. Ele acha que a preocupação dos governadores com o impacto do piso salarial nacional dos professores ‘está em descompasso com o contribuinte’ porque no último semestre a arrecadação dos Estados cresceu mais que a do Tesouro Nacional. Da mesma forma, considera ‘alarmistas’ as manifestações contra a explosão dos gastos da União. No fundo de uma coisa e outra, conjetura, estariam preocupações com o cenário político de 2010. Quanto aos gastos da União, a despreocupação de Khair sugere que ele não é leitor assíduo do Valor, ou prefere ignorar os sinais de alarme que vários de seus colegas economistas têm registrado nas páginas deste jornal. Quanto aos gastos dos Estados, ele sabe que a oposição dos governadores não é ao piso em si. É aos gastos adicionais impostos pela nova lei com a redução das horas de aula e a incorporação de gratificações ao salário-base. São Paulo, por exemplo, já paga um piso 68% superior ao nacional. E aplicou em 2007 mais de 30% de sua receita líquida em educação, R$ 2,8 bilhões a mais do que prevê a Constituição. Se fosse mais cuidadoso com os números, Khair reconheceria o exagero dessa sobrecarga imposta indiscriminadamente a Estados que já contribuem no limite de sua capacidade para o financiamento da educação, enquanto lutam para equilibrar essa e outras prioridades. Se consultasse a Constituição, ele veria que as obrigações adicionais criadas pela nova lei são, além de exageradas, inconstitucionais, porque invadem competência legislativa dos Estados e Municípios. Já vimos esse filme. O cidadão-contribuinte leva a pior no final.”

Eduardo Graeff

Coordenador do Escritório do Governo do Estado de São Paulo em Brasília

Resposta de Amir Khair:

Eu não me referi especificamente a São Paulo. Creio que SP deve estar respeitando o piso, mas não quer é contratar mais professores. Vários Estados têm salários abaixo do piso e também não querem contratar mais professores. Gostaria de saber qual é o salário base em São Paulo. Talvez até esteja abaixo do piso. O que informei é que muitos governadores e prefeitos preferem evitar gastos em educação e saúde para fazer obras que rendem mais dividendos políticos. Há, sim, relações entre econômico e político.

Quanto aos gastos de Estados municípios e da União, é bom lembrar que o próprio Valor deu em manchete algo parecido como “Estados e Municípios disparam despesas”, e também matéria na qual mostra que as despesas da União no semestre cresceram abaixo do PIB, indicando que as contenções começam a aparecer, especialmente nas despesas de pessoal e da previdência social, que são as mais importantes, sem falar na ampliação do superávit primário de 0,5 pontos do PIB que a União pretende fazer em 2008 e na proposta orçamentária de 2009. Creio que o Coordenador do Escritório do governo do Estado de São Paulo em Brasília precisa se atualizar no acompanhamento das contas públicas. Quanto à alegada inconstitucionalidade, é bom lembrar que, por exemplo, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impôs limitações às despesas e endividamentos a Estados e municípios além de novas regras que afetam receitas e despesas, e o Supremo Tribunal Federal (STF) se manifestou favoravelmente à LRF. É prudente aguardar o STF.

O crescimento nominal do PIB é estimado em 12,80%. As despesas com custeio, que são todas menos juros e investimentos, crescem 8,11%; as de pessoal, 7,69%; e com a Previdência Social (benefícios), 9,61%. O que cresce são os investimentos, em 34,46%, o que mostra a melhora da qualidade do gasto da União.

13/08/2008 - 12:00h Carta esclarecedora

cartas-mail.jpgPainel do leitor – Folha de São Paulo

Eleição 2
“Em relação à reportagem “Marta, Alckmin e Kassab inflam dados e se apossam de obras de outras gestões” (Brasil, 7/8) e ao editorial “Quem faz mais” (Opinião, 11/8), informo que um CEU é igual a cinco escolas (duas CEIs, Centro de Educação Infantil; uma Emei, Escola Municipal de Ensino Infantil; uma Emef, Escola Municipal de Ensino Fundamental, e uma Emia, Escola Municipal de Iniciação Artística).

Conforme projeto padrão, uma CEI deve atender 150 alunos, mas, nos CEUs, elas atendem a 300 crianças, com o dobro de salas de aula, o dobro de professores, mais banheiros e pátio maior. Por isso são consideradas como duas unidades construídas. O governo Marta construiu 86 CEIs, sendo que 42 destas escolas estão dentro de CEUs. Da mesma forma, 21 das 51 Emeis, 21 das 30 Emefs e 21 Emias também foram abrigadas no interior de CEUs.

Portanto, não há “repetição” nem “multiplicação” de números quando divulgamos que na gestão Marta foram construídas 191 novas escolas.”

CIDA PEREZ , ex-secretária da Educação na gestão Marta Suplicy (São Paulo, SP)

03/07/2008 - 10:58h Presidente do PT-SP contesta reportagem da Folha

Carta publicada hoje no painel do leitor da Folha de São Paulo. Como o jornal não contestou a teor da carta de José Américo, deve ter concordado com ela.

Marta
“Em relação à reportagem “Marta erra dados e usa verba de Lula para obras do metrô” (Brasil, 1/7), Marta Suplicy não cometeu nenhum erro na apresentação de qualquer dado.
O leitor só percebe isso a partir da linha fina do texto, que também tem problemas: o assunto é tratado como sendo o programa de governo do PT. Ledo engano. A reportagem teve acesso ao anteprojeto para discussão na convenção municipal do PT do programa de governo. Não é o programa do PT, ainda. Em seu exercício editorial, a Folha imprimiu à ação do PT, de modo injustificável, o caráter de “má-fé”.
Empregou os verbos “subtrair”, ao se referir a citações de casos de dengue, ou “omitir”, à questão de reajustes de ônibus -algo injustificável porque a reportagem informa que houve erro na redação do documento sobre os casos de dengue, algo muito diferente da intenção de subtrair dados, e não houve omissão quanto a reajustes tarifários do transporte coletivo na gestão Marta.”
JOSÉ AMÉRICO DIAS , presidente do PT municipal (São Paulo, SP)

VER TAMBÉM Contrabando

23/05/2008 - 10:24h Uma carta sobre a Praça Roosevelt

heudes regis
A Praça Franklin Roosevelt, na Consolação: pichadores e má conservação

“A cidade de São Paulo e sua população, cansada do caos que a administração de Serra/Kassab e o PSDB do Alckmin transformaram a nossa cidade nos últimos 3 anos, 4 meses e 16 dias, recebeu de presente, a mais nova criação do trio que quer destruir esta cidade:

Foi inaugurado na Praça Roosevelt: O gueto de Varsóvia

Como eles são incapazes de administrar e trabalhar com a verba do BID, conquistada na gestão de Marta Suplicy, a reforma da praça está dia a após dia sendo postergada, apesar de o Sr. Andrea Mattarazzo ter prometido, muitas vezes pelos jornais o início da reforma e nada acontecer.

Agora, para evitar a freqüência da população local e de visitantes, eles resolveram fechar a praça com grades, esta atitude de desrespeito com os cidadãos de São Paulo e com o dinheiro público, foi batizada por moradores locais de “gueto de Varsóvia”. Seria cômico se não fosse trágico, mas nós, cansados da política de higienização desta administração, temos a nossa frente a infeliz lembrança do que foi a prática radical da limpeza étnica.

Para saber apenas as conseqüências da não utilização da verba do BID, isso custa aos cofres públicos.

“São Paulo, porém, compromete-se a pagar uma taxa de 0,25% sobre o valor do dinheiro que não é usado. A lentidão nos investimentos, por enquanto, já custou R$ 420 mil aos cofres públicos.”

João Paulo Ricardo

Morador da Praça e da cidade de São Paulo