16/11/2009 - 13:13h Emprego: o melhor outubro da história

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Emprego tem outubro recorde, Lupi vê 2 milhões de vagas em 2010


ISABEL VERSINI – REUTERS – Agência Estado

BRASÍLIA, 16 DE NOVEMBRO – O ritmo de criação de empregos formais no Brasil deve dobrar em 2010, acompanhando a recuperação da atividade econômica, previu o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, nesta segunda-feira, ao divulgar um resultado recorde para outubro.

Ele estima que em 2009 sejam geradas entre 1 milhão a 1,1 milhão de vagas líquidas com carteira assinada, número que deve subir para 2 milhões em 2010.

“A indústria vai crescer muito no próximo ano, mas (o setor de) serviços será o maior puxador de contratações, como tradicionalmente ocorre”, afirmou Lupi a jornalistas.

Suas projeções para o emprego levam em conta um prognóstico de crescimento do Produto Interno Bruto de 7 a 8 por cento em 2010, após uma alta de 2 por cento este ano. O cenário é bem mais otimista que o desenhado pelo mercado, que aposta em crescimento de 0,21 por cento do PIB em 2009 e de 5 por cento em 2010, segundo o último relatório Focus do Banco Central.

Em outubro, a criação de empregos formais foi recorde para o mês, com 230.956 novos postos de trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pela manhã.

O emprego foi puxado pela indústria no mês passado, com alta de 1 por cento, o equivalente a 74.552 contratações líquidas. “A indústria segurou suas contratações (ao longo do ano), teve demissões precipitadas e agora está tendo que contratar mais”, afirmou Lupi.

De janeiro a outubro, foram criados 1.163.607 empregos formais, o número mais baixo para o período desde 2003 (910.547). O dado acumulado foi afetado pelo baixo desempenho do primeiro semestre, quando o comportamento do mercado de trabalho refletiu os efeitos da crise global.

Para novembro, o ministro estima saldo positivo de 150 mil empregos com carteira assinada, um recorde para esse mês, enquanto dezembro deve mostrar demissões no resultado líquido por fatores sazonais.

(Por Isabel Versiani)

09/11/2009 - 17:02h Brasil criou mais de um milhão de empregos em 2009

Para o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, dado mostra que País já superou a crise econômica, que hoje só afeta os ‘gringos’

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Nicola Pamplona, de O Estado de S.Paulo

RIO DE JANEIRO – O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, anunciou nesta segunda-feira, 9, que o Brasil ultrapassou, em outubro, a marca de 1 milhão de empregos formais gerados desde o início do ano. O dado fechado, disse Lupi, será anunciado nos próximos dias, junto às estatísticas do Caged. “Quando eu disse, em janeiro, que criaríamos mais de um milhão de empregos este ano, cheguei a ser ridicularizado, só faltaram me chamar de louco”, disse o ministro, em palestra na abertura da feira Fenashore, em Niterói, região metropolitana do Rio.

Segundo Lupi, o número de empregos gerados é um sinal de que o Brasil já superou a crise econômica, com o apoio das medidas anticrise postas em prática pelo governo federal durante o ano. “Já estamos vendo a crise pelo retrovisor. A crise, hoje, é só para gringo”, afirmou, em rápida entrevista após sua participação no evento.

Em setembro, o desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do País caiu para 7,7% da População Economicamente Ativa (PEA), o menor índice do ano, ante 8,1% em agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo assim, o gerente da pesquisa do IBGE, Cimar Azeredo, ressaltou que ainda não é possível falar em plena recuperação do mercado de trabalho após a crise. Economistas, entretanto, avaliam que o desempenho foi favorável.

Segundo o IBGE, a melhora do emprego em setembro decorre de um esperado movimento sazonal. De acordo com ele, é positivo que o mercado esteja respondendo às características desse período do ano, durante o qual normalmente a taxa cai em relação ao mês anterior. Para que houvesse recuperação de fato, a taxa deveria ser inferior à de setembro de 2008, também de 7,7%.

(com Jacqueline Farid e Francisco Carlos de Assis, de O Estado de S. Paulo)

17/09/2009 - 09:34h Governo prevê criar mais de 1 milhão de vagas

Trabalho: Saldo entre demissões e contratações formais desde o início da crise volta a ser positivo no país

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Arnaldo Galvão, de Brasília – VALOR

O governo contabilizou, em agosto, a criação de 242.126 empregos formais, resultado de 1,45 milhão de admitidos e 1,21 milhão de dispensados. Foi o melhor desempenho mensal desde setembro de 2008, mês que teve a criação de 282.841 vagas. Em agosto do ano passado, antes do agravamento da crise, o saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foi de 239.123 postos. Em 2009, essa foi a primeira vez que um mês superou o mesmo mês de 2008. Além disso, de outubro do ano passado, quando os primeiros efeitos da crise econômica global começaram a ser sentidos com mais força, até julho deste ano, havia um deficit de 196,5 mil vagas formais no Brasil. Com o resultado de agosto, a conta se reverteu: no período, acabaram sendo criadas 44,6 mil vagas.

A recuperação dos empregos contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) também teve, em agosto, mais postos criados na indústria, com saldo de 66.564 vagas entre contratações e demissões. Esse ritmo ficou muito acima das 17.354 vagas geradas em julho no setor, confirmando a melhora do emprego no segmento que mais demitiu no auge da turbulência.

Os números animaram o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Ele disse que, no mês que vem, deve elevar sua atual previsão de saldo de 1 milhão de empregos em 2009. Quando comentou o cenário que espera para 2010, disse que serão criadas mais de 1,8 milhão de vagas. Em 2008, apesar da crise mundial, o saldo foi de 1,4 milhão. Considerando o período que vai de janeiro a agosto, o Caged tem saldo de 680.034 vagas, praticamente um terço do resultado dos mesmos oito meses em 2008.

De acordo com os números do Caged, o maior número de empregos criados em agosto foi no setor de serviços (85.568). Em segundo lugar, veio a indústria, com 66.564 postos. O comércio criou 56.813 vagas, a construção civil contribuiu com 39.957 empregos e a administração pública gerou 3.305 postos. O único setor com saldo negativo no mês passado (11.249 empregos) foi a agropecuária, influenciada pela entressafra na região Centro-Sul.

Outro sinal da reação do emprego no país, segundo Lupi, é o desempenho do segmento de serviços de instituições financeiras. Em agosto, pela primeira vez no ano, o saldo foi positivo (845 vagas) entre contratações e demissões.

A retomada da geração de empregos na indústria significa, para Lupi, que os estoques estão “quase a zero” no setor. Ele também criticou a reação “exagerada” dos empresários que, segundo imagina, poderiam ter evitado muitas demissões no fim de 2008 se confiassem mais na força do mercado interno e no impacto do aumento do salário mínimo na economia. Como exemplo, citou a “insensível” indústria automobilística. “Vão pagar um preço por isso. Pagaram para demitir e, agora, terão de pagar para contratar mais do que esperavam”, criticou.

O segmento industrial que mais criou empregos em agosto foi o de alimentos, com 22.614 vagas. Em seguida, vêm têxtil (9.238), calçados (8.974), metalúrgico (5.982) e químico (5.866). A única área com perda de postos de trabalho, em agosto, foi a de borracha, fumo e couros, com saldo negativo de 2.567 vagas. A análise do Caged nos oito meses compreendidos entre janeiro e agosto mostra que o maior número de empregos foi criado no setor de serviços, com 348.658 vagas. Em ordem decrescente, aparecem construção civil (151.537), agricultura (147.108), comércio (51.171), administração pública (36.286), serviços industriais de utilidade pública (6.319), indústria (-60.559) e extração mineral (-486).

O economista Christian Travassos, da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro, afirmou que a variação positiva do emprego no setor de serviços foi de 3,4% em 12 meses, ficando em 2,8% este ano. Segundo ele, isso mostra a pujança do mercado interno. “A maior parte são serviços do dia a dia da população, setores ligados ao mercado interno que menos sofreram com a crise econômica.”

Lupi comentou que suas expectativas são muito boas para o Caged, especialmente no comércio e na construção. No caso do comércio, disse que o setor está iniciando um período muito aquecido, até o começo de dezembro, com a preparação das vendas do fim do ano. Na construção, o ministro ressaltou que o ritmo já é forte, mas ficará ainda mais intenso com o crescente impacto do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

A força da retomada do emprego no país pode ser comprovada, segundo Lupi, com os números do Estado de São Paulo. Em agosto, foram criadas 77.983 vagas, com destaque para os setores de serviços (27.882), comércio (24.482) e indústria (11.183).

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, disse que a criação de 242 mil empregos formais em agosto é um sinal claro da recuperação da economia brasileira. Na sua avaliação, os números mostram que o governo conseguiu manter o emprego em plena crise. “O aumento de postos de trabalho anunciado mostra que efetivamente o país está saindo da crise e que a questão mais relevante e mais cara para o nosso governo, que é a sustentação do mercado de trabalho e da massa salarial está ocorrendo.”

Para Machado, a recuperação no emprego também indica que o país continuará a crescer nos próximos meses. “Isso nos enche de orgulho e de expectativa de que o país continuará no rumo do crescimento, permitindo que cada vez mais brasileiros possam ingressar no mercado de trabalho e ter uma vida melhor e mais saudável.”

No estoque de 32,67 milhões de empregos celetistas em agosto, o maior peso é do setor de serviços, com 13,08 milhões de pessoas trabalhando. Em seguida, vêm indústria (7,33 milhões), comércio (7,12 milhões), construção (2,08 milhões), agropecuária (1,7 milhão), administração pública (813,5 mil), serviços industriais de utilidade pública (360,32 mil) e extração mineral (172,38 mil). (Com agências noticiosas)

16/09/2009 - 12:27h Lula errou

Brasil cria 242 mil vagas com carteira assinada em agosto

Número ficou bem acima do antecipado pelo presidente Lula, que mencionou 150 mil empregos gerados. Fonte Folha Online

 

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15/09/2009 - 12:46h País criou 150 mil vagas em agosto, diz Lula. Recorde do ano

Presidente antecipa dados do Caged sobre a abertura de empregos formais, que serão divulgados quinta-feira, registrando recorde do ano

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Liege Albuqueruque, MANAUS – O Estado SP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva antecipou ontem que a criação empregos com carteira assinada chegou a 150 mil em agosto, o recorde do ano. Em julho, foram 138 mil vagas. “Enquanto o mundo inteiro está tendo desemprego, vamos chegar ao final do ano com quase 1 milhão de empregos novos criados com carteira assinada”, afirmou o presidente, em entrevista a rádios de Boa Vista (RR).

Lula antecipou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que devem ser divulgados na quinta-feira pelo Ministério do Trabalho.

Para o presidente, o Brasil se saiu bem na crise internacional a ponto de lançar programas do porte do Minha Casa, Minha vida. “Vamos terminar o ano numa fase boa e começar o outro melhor ainda. O Brasil foi o último país a entrar na crise e o primeiro a sair”, disse.

Lula disse ainda que, mesmo com a crise, os brasileiros elevaram a autoestima conquistada nos últimos anos. “O Brasil tem uma coisa importante, nós passamos a ter mais autoestima. Teve um tempo que todo mundo se achava inferior, as coisas americanas, europeias eram melhores.”

Na inauguração das obras de ampliação do Aeroporto de Boa Vista, o presidente disse que determinou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e ao ministro da Justiça Nelson Jobim, que quer, até o fim deste ano, a apresentação de uma proposta para a criação de voos regionais. “Aqui em Boa Vista só tem dois voos de manhã e dois à tarde e precisamos ter uma política de aviação regionalizada para mudar isso.”

CONSELHÃO

Lula e sua equipe econômica participam na manhã de hoje de reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o “Conselhão”, para comemorar a recuperação do Produto Interno Bruto (PIB). Nos discursos, Lula e seus ministros dirão que os próximos resultados da economia serão ainda “melhores”.

A escolha da data do evento levou em conta o simbolismo. Há exatamente um ano, no dia 15 de setembro de 2008, a quebra do banco americano Lehman Brothers dava início à fase mais aguda da crise financeira global.

À época, Lula disse que a turbulência seria uma “marolinha” para o Brasil. Um ano depois, ele se queixará, como fez na semana passada, no Recife, que muitos setores não lhe deram atenção.

No evento, Lula repetirá que o Brasil era o país mais preparado para enfrentar a crise e o governo adotou medidas que permitiram a retomada do crescimento. Nas últimas viagens pelo País, o presidente lembrou à exaustão que sofreu críticas por fazer avaliações otimistas durante o auge da crise. Ele também criticou empresários por não fazer investimentos e dar uma “resposta” aos pessimistas.

COLABOROU LEONENCIO NOSSA

22/06/2009 - 21:00h Criação de vagas formais no País sobe pelo 4º mês consecutivo

Caged aponta geração de 131.557 empregos com carteira assinada em maio; no ano, estoque de vagas sobe 0,56%

 

Isabel Sobral, da Agência Estado

 


SÃO PAULO - O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados de maio registrou a geração líquida de 131.557 empregos formais na economia, no quarto mês consecutivo de saldo positivo, após a forte queda do emprego registrada até janeiro.


De acordo com os números divulgados nesta segunda-feira, 22, pelo Ministério do Trabalho, o saldo de maio é resultado de admissões que somaram 1.348.575 e demissões de 1.217.018. Nos cinco primeiros meses de 2009, houve a abertura de 180.011 postos de trabalho formais. Com esse saldo acumulado, o estoque de empregos da economia subiu 0,56% em relação a dezembro de 2008.

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, relacionou o resultado positivo às medidas de estímulo da economia adotadas pelo governo federal. “Estamos no caminho certo e é preciso continuar na política de redução de juros, nas ações de estímulo do crédito ao setor produtivo, nas ações anticíclicas para estimular o consumo e a renda”, comentou.

Setores

Todos os setores da economia pesquisados pelo Caged registraram saldo positivo em maio. A indústria registrou a abertura de 700 empregos formais em maio, sendo o segundo mês consecutivo de saldo positivo. Mas ainda acumula perda de vagas no acumulado de janeiro a maio, no total de 146.478.

Em maio, o setor de agropecuária foi o que teve melhor desempenho, com saldo positivo de 52.927 vagas. Em seguida, vem o setor de serviços (+44.029 empregos). Em seguida vem construção civil (+17.407 vagas). Já o comércio registrou saldo positivo de 14.606 empregos formais.

Todas as regiões do País registraram saldo líquido positivo na criação de empregos formais no mês de maio. “Foi a primeira vez que isso ocorreu neste ano e é um indicativo muito positivo da recuperação da economia”, comentou Lupi. Os Estados do Sudeste, particularmente São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, além do Paraná e da Bahia apresentaram os melhores resultados líquidos de empregos formais.

O bom desempenho da agropecuária explica os bons desempenhos de Estados onde há vários ciclos agrícolas em desenvolvimento desde abril. O cultivo do café, por exemplo, foi responsável pela contratação de muita mão de obra em São Paulo, Minas Gerais e Bahia. O ciclo da cana de açúcar ajudou também a deslanchar novas contratações em São Paulo.

Em razão desse comportamento sazonal da agricultura, o Caged registrou em maio a abertura de mais vagas de trabalho com carteira assinada nas cidades do interior do País do que nas regiões metropolitanas. No interior, houve saldo líquido positivo de 79.218 empregos formais contra 34.202 postos no conjunto das regiões metropolitanas.

Junho

O ministro do Trabalho afirmou que o Caged de junho deverá registrar saldo positivo maior do que o de maio. Segundo ele, os setores de serviços e construção civil deverão continuar o “ritmo forte” de novas contratações.

Lupi também aposta que a indústria de transformação continuará registrando saldo positivo na geração de empregos formais.

“O meu otimismo tem alguma base real”, afirmou Lupi, fornecendo dados do seguro-desemprego para justificar a crença na tendência de alta do emprego. Em maio deste ano, foram solicitados 536.170 pedidos do benefício, contra 566.676 pedidos registrados em maio do ano passado.

07/11/2008 - 10:58h Criação de emprego formal cresceu 6,9% em 2007

Veja a matéria do jornal Valor sobre a criação de emprego em 2007. Os números significam que em apenas 1 ano o Brasil criou mais emprego com carteira assinada que em todos os 8 anos sumados de FHC. LF

http://diariodonordeste.globo.com/imagem.asp?Imagem=302695

VALOR – Agência O Globo, de Brasília

O Brasil criou 2,452 milhões de postos formais de trabalho em 2007, o que representa um crescimento de 6,98% no número de empregados com vínculo formal, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2007, divulgadas ontem pelo Ministério do Trabalho. No total, o país fechou 2007 com 37,6 milhões de empregos formais.

Do total de 2,452 milhões de empregos formais criados, 2,074 milhões foram com carteira assinada e 378,3 mil com vínculos empregatícios estatutários. O ministério calcula que todos os setores da economia tiveram expansão no emprego. Serviços foi o que obteve o maior saldo na Rais: 705,9 mil empregos, desempenho atribuído em grande parte aos subsetores comércio e administração de imóveis (362,9 mil), serviço de alojamento e reparação (158,8 mil) e serviços de transporte e comunicação (126,2 mil postos).

A maior taxa de crescimento no ano ficou por conta da construção civil, que apresentou variação relativa de 16,11% em 2007, o equivalente a 224,5 mil empregos, resultado 130% acima da média nacional.

Em termos geográficos, houve expansão do emprego em todas as regiões e em todas as unidades da federação. O Sudeste foi o líder com 1,392 milhão de postos de trabalho, representando 56,7% do total criado em todo o país. Foi seguido pelo Nordeste (381,9 mil), Sul (332,1 mil postos), Centro-Oeste (183,3 mil postos) e Norte (162,5 mil), com a maior taxa de crescimento: 9,07%. Em números absolutos, São Paulo foi o Estado que mais empregos criou, 763,8 mil, alta de 7,40%, o equivalente a 31% de todas as vagas formais geradas no país no ano passado.

19/08/2008 - 13:36h Recorde brasileiro: emprego

País bate recorde com 203,2 mil vagas em julho

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ISABEL SOBRAL – Agencia Estado

BRASÍLIA – O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho registrou a abertura de 203.218 empregos com carteira assinada no País, o melhor resultado para o mês da série histórica, iniciada em 1992. O resultado, divulgado hoje pelo Ministério do Trabalho, é 60,02% superior ao verificado em julho do ano passado, quando foram abertas 126.992 vagas. No período de janeiro a julho deste ano, o Caged registra abertura de 1.564.606 empregos formais, também recorde para o período. Esse número é 28% maior do que o verificado em igual período de 2007, quando 1.222.495 empregos formais foram criados.

04/08/2008 - 15:02h Sinduscon-SP: empregos na construção batem recorde

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AE – Agencia Estado

SÃO PAULO – A construção civil registrou número recorde de empregos no País no primeiro semestre, com a criação de mais vagas formais do que no acumulado de 2007, conforme levantamento do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e da FGV Projetos. No primeiro semestre, o setor contratou 229 mil trabalhadores com carteira assinada, com crescimento de 106% em relação às novas vagas registradas no mesmo período de 2007 e expansão de 10,8% ante o acumulado do ano passado.

Em junho, houve recorde de vagas criadas em um único mês, com 43,7 mil novos postos, acima dos 43,6 mil em janeiro. Em relação a junho do ano passado, o crescimento foi de 18,6%. O número de trabalhadores da construção civil chegou a 2,063 milhões em junho, 12,4% a mais que o registrado em dezembro de 2007. Esta é a maior alta do índice para o período desde 1995, quando essa metodologia de cálculo passou a ser adotada. O nível de emprego reflete o aquecimento imobiliário e os investimentos em obras de infra-estrutura.

No Estado de São Paulo, foram criadas 62,4 mil vagas no primeiro semestre, 63,4% a mais que no mesmo período de 2007. O número de trabalhadores paulistas no setor aumentou 12% em relação ao do início de 2008, para 578,5 mil. Na capital, as contratações cresceram 34,4% de janeiro a junho, para 30,3 mil contratações. O número de trabalhadores na construção da cidade subiu 12,2%, para 277,5 mil ante o começo do ano.

Entre as regiões, o Centro-Oeste liderou o ritmo de crescimento do nível de emprego da construção no primeiro semestre, com aumento de 188,5% em relação ao número de vagas criadas no mesmo período de 2007, seguido pelo Nordeste, que teve alta de 183%.

20/07/2008 - 10:15h Elio Gaspari desvenda onde está o tesouro de Lula

ELIO GASPARI – O GLOBO e FOLHA SP

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O PLANALTO ESTÁ FELIZ COM 1,4 MILHÃO

A Polícia Federal localizou uma conversa telefônica de Gilberto Carvalho com Lula. Deu-se o seguinte diálogo:

- Chefe, entre janeiro e junho conseguimos 1,4 milhão, 24,27% acima do mesmo período do ano passado.
- Você acha que podemos chegar a 2 milhões até o fim do ano?
- Barbada.
- Eu achava que não conseguiríamos.

Essa conversa é falsa, inventada pelo signatário, diante de um teatro no qual os grampos tornaram-se uma modalidade preferencial de expressão. Mesmo assim, os números são verdadeiros. No primeiro semestre, a economia brasileira produziu 1,4 milhão de novos empregos com carteira assinada. Tudo indica que o ano terminará batendo a marca dos 2 milhões.

Esse expressivo resultado mostra que a vida do trabalhador melhorou com a expansão dos empregos protegidos pelas leis trabalhistas. Ficou para trás o tempo em que o governo mostrava uma ponta de orgulho com a deterioração do mercado de trabalho.

Em 1998, durante o tucanato, quando havia 2 milhões de desempregados em São Paulo, o economista Edward Amadeo assumiu o Ministério do Trabalho informando que procuraria “aumentar a empregabilidade do trabalhador brasileiro”. Traduzindo: o desempregado não conseguia serviço porque tinha baixa empregabilidade. Culpa da vítima.

Um ano antes, Jorge Jatobá, assessor especial do Ministério do Trabalho, disse o seguinte: “Eu acho que o grande mecanismo de ajuste do mercado de trabalho brasileiro não foi o desemprego, foi mais a informalização”.

Felizmente, a degradação do trabalho deixou de ser parte de um ajuste virtuoso.