17/09/2009 - 09:34h Governo prevê criar mais de 1 milhão de vagas

Trabalho: Saldo entre demissões e contratações formais desde o início da crise volta a ser positivo no país

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Arnaldo Galvão, de Brasília – VALOR

O governo contabilizou, em agosto, a criação de 242.126 empregos formais, resultado de 1,45 milhão de admitidos e 1,21 milhão de dispensados. Foi o melhor desempenho mensal desde setembro de 2008, mês que teve a criação de 282.841 vagas. Em agosto do ano passado, antes do agravamento da crise, o saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foi de 239.123 postos. Em 2009, essa foi a primeira vez que um mês superou o mesmo mês de 2008. Além disso, de outubro do ano passado, quando os primeiros efeitos da crise econômica global começaram a ser sentidos com mais força, até julho deste ano, havia um deficit de 196,5 mil vagas formais no Brasil. Com o resultado de agosto, a conta se reverteu: no período, acabaram sendo criadas 44,6 mil vagas.

A recuperação dos empregos contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) também teve, em agosto, mais postos criados na indústria, com saldo de 66.564 vagas entre contratações e demissões. Esse ritmo ficou muito acima das 17.354 vagas geradas em julho no setor, confirmando a melhora do emprego no segmento que mais demitiu no auge da turbulência.

Os números animaram o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Ele disse que, no mês que vem, deve elevar sua atual previsão de saldo de 1 milhão de empregos em 2009. Quando comentou o cenário que espera para 2010, disse que serão criadas mais de 1,8 milhão de vagas. Em 2008, apesar da crise mundial, o saldo foi de 1,4 milhão. Considerando o período que vai de janeiro a agosto, o Caged tem saldo de 680.034 vagas, praticamente um terço do resultado dos mesmos oito meses em 2008.

De acordo com os números do Caged, o maior número de empregos criados em agosto foi no setor de serviços (85.568). Em segundo lugar, veio a indústria, com 66.564 postos. O comércio criou 56.813 vagas, a construção civil contribuiu com 39.957 empregos e a administração pública gerou 3.305 postos. O único setor com saldo negativo no mês passado (11.249 empregos) foi a agropecuária, influenciada pela entressafra na região Centro-Sul.

Outro sinal da reação do emprego no país, segundo Lupi, é o desempenho do segmento de serviços de instituições financeiras. Em agosto, pela primeira vez no ano, o saldo foi positivo (845 vagas) entre contratações e demissões.

A retomada da geração de empregos na indústria significa, para Lupi, que os estoques estão “quase a zero” no setor. Ele também criticou a reação “exagerada” dos empresários que, segundo imagina, poderiam ter evitado muitas demissões no fim de 2008 se confiassem mais na força do mercado interno e no impacto do aumento do salário mínimo na economia. Como exemplo, citou a “insensível” indústria automobilística. “Vão pagar um preço por isso. Pagaram para demitir e, agora, terão de pagar para contratar mais do que esperavam”, criticou.

O segmento industrial que mais criou empregos em agosto foi o de alimentos, com 22.614 vagas. Em seguida, vêm têxtil (9.238), calçados (8.974), metalúrgico (5.982) e químico (5.866). A única área com perda de postos de trabalho, em agosto, foi a de borracha, fumo e couros, com saldo negativo de 2.567 vagas. A análise do Caged nos oito meses compreendidos entre janeiro e agosto mostra que o maior número de empregos foi criado no setor de serviços, com 348.658 vagas. Em ordem decrescente, aparecem construção civil (151.537), agricultura (147.108), comércio (51.171), administração pública (36.286), serviços industriais de utilidade pública (6.319), indústria (-60.559) e extração mineral (-486).

O economista Christian Travassos, da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro, afirmou que a variação positiva do emprego no setor de serviços foi de 3,4% em 12 meses, ficando em 2,8% este ano. Segundo ele, isso mostra a pujança do mercado interno. “A maior parte são serviços do dia a dia da população, setores ligados ao mercado interno que menos sofreram com a crise econômica.”

Lupi comentou que suas expectativas são muito boas para o Caged, especialmente no comércio e na construção. No caso do comércio, disse que o setor está iniciando um período muito aquecido, até o começo de dezembro, com a preparação das vendas do fim do ano. Na construção, o ministro ressaltou que o ritmo já é forte, mas ficará ainda mais intenso com o crescente impacto do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

A força da retomada do emprego no país pode ser comprovada, segundo Lupi, com os números do Estado de São Paulo. Em agosto, foram criadas 77.983 vagas, com destaque para os setores de serviços (27.882), comércio (24.482) e indústria (11.183).

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, disse que a criação de 242 mil empregos formais em agosto é um sinal claro da recuperação da economia brasileira. Na sua avaliação, os números mostram que o governo conseguiu manter o emprego em plena crise. “O aumento de postos de trabalho anunciado mostra que efetivamente o país está saindo da crise e que a questão mais relevante e mais cara para o nosso governo, que é a sustentação do mercado de trabalho e da massa salarial está ocorrendo.”

Para Machado, a recuperação no emprego também indica que o país continuará a crescer nos próximos meses. “Isso nos enche de orgulho e de expectativa de que o país continuará no rumo do crescimento, permitindo que cada vez mais brasileiros possam ingressar no mercado de trabalho e ter uma vida melhor e mais saudável.”

No estoque de 32,67 milhões de empregos celetistas em agosto, o maior peso é do setor de serviços, com 13,08 milhões de pessoas trabalhando. Em seguida, vêm indústria (7,33 milhões), comércio (7,12 milhões), construção (2,08 milhões), agropecuária (1,7 milhão), administração pública (813,5 mil), serviços industriais de utilidade pública (360,32 mil) e extração mineral (172,38 mil). (Com agências noticiosas)

16/09/2009 - 12:27h Lula errou

Brasil cria 242 mil vagas com carteira assinada em agosto

Número ficou bem acima do antecipado pelo presidente Lula, que mencionou 150 mil empregos gerados. Fonte Folha Online

 

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15/09/2009 - 12:46h País criou 150 mil vagas em agosto, diz Lula. Recorde do ano

Presidente antecipa dados do Caged sobre a abertura de empregos formais, que serão divulgados quinta-feira, registrando recorde do ano

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Liege Albuqueruque, MANAUS – O Estado SP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva antecipou ontem que a criação empregos com carteira assinada chegou a 150 mil em agosto, o recorde do ano. Em julho, foram 138 mil vagas. “Enquanto o mundo inteiro está tendo desemprego, vamos chegar ao final do ano com quase 1 milhão de empregos novos criados com carteira assinada”, afirmou o presidente, em entrevista a rádios de Boa Vista (RR).

Lula antecipou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que devem ser divulgados na quinta-feira pelo Ministério do Trabalho.

Para o presidente, o Brasil se saiu bem na crise internacional a ponto de lançar programas do porte do Minha Casa, Minha vida. “Vamos terminar o ano numa fase boa e começar o outro melhor ainda. O Brasil foi o último país a entrar na crise e o primeiro a sair”, disse.

Lula disse ainda que, mesmo com a crise, os brasileiros elevaram a autoestima conquistada nos últimos anos. “O Brasil tem uma coisa importante, nós passamos a ter mais autoestima. Teve um tempo que todo mundo se achava inferior, as coisas americanas, europeias eram melhores.”

Na inauguração das obras de ampliação do Aeroporto de Boa Vista, o presidente disse que determinou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e ao ministro da Justiça Nelson Jobim, que quer, até o fim deste ano, a apresentação de uma proposta para a criação de voos regionais. “Aqui em Boa Vista só tem dois voos de manhã e dois à tarde e precisamos ter uma política de aviação regionalizada para mudar isso.”

CONSELHÃO

Lula e sua equipe econômica participam na manhã de hoje de reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o “Conselhão”, para comemorar a recuperação do Produto Interno Bruto (PIB). Nos discursos, Lula e seus ministros dirão que os próximos resultados da economia serão ainda “melhores”.

A escolha da data do evento levou em conta o simbolismo. Há exatamente um ano, no dia 15 de setembro de 2008, a quebra do banco americano Lehman Brothers dava início à fase mais aguda da crise financeira global.

À época, Lula disse que a turbulência seria uma “marolinha” para o Brasil. Um ano depois, ele se queixará, como fez na semana passada, no Recife, que muitos setores não lhe deram atenção.

No evento, Lula repetirá que o Brasil era o país mais preparado para enfrentar a crise e o governo adotou medidas que permitiram a retomada do crescimento. Nas últimas viagens pelo País, o presidente lembrou à exaustão que sofreu críticas por fazer avaliações otimistas durante o auge da crise. Ele também criticou empresários por não fazer investimentos e dar uma “resposta” aos pessimistas.

COLABOROU LEONENCIO NOSSA

19/08/2009 - 10:17h Serão criadas 600 mil vagas no ano, afirma Mantega


Construção garante melhor mês do emprego

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Isabel Sobral, BRASÍLIA – O Estado SP

O mercado de trabalho formal do País recuperou o fôlego em julho, com a abertura de 138,4 mil novos empregos. Foi o melhor saldo líquido mensal entre contratações e demissões este ano, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem. As contratações na indústria chegaram a 17,3 mil, mas, no ano, as demissões ainda superam as admissões.

O total de vagas abertas em julho elevou em 0,43% o estoque de empregos formais, para 32,4 milhões. De janeiro a julho, somam 437,9 mil as vagas criadas, o que representa um acréscimo de 1,37% ante o estoque de empregos existente em dezembro de 2008.

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou que o desempenho de julho “consolida o processo de recuperação” do mercado formal, pois o saldo do mês ficou próximo da média de 140 mil vagas criadas nos meses de julho dos anos de 2003 a 2008. “O Brasil já está vendo a crise pelo retrovisor”, disse Lupi.

O resultado de julho mostrou que o mercado de trabalho retomou a tendência de alta perdida em junho, ante maio. No entanto, a abertura de 138,4 mil vagas é quase 32% menor que as 203,2 mil ocupações criadas em julho do ano passado.

Para agosto, o ministro aposta num saldo melhor que o de julho. “Teremos um agosto de bom gosto”, brincou, sem prever números. Lupi mantém a previsão de geração de pelo menos 1 milhão de empregos formais em 2009.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Embaladas pelas obras públicas e pela expansão do mercado imobiliário, as empresas da construção foram as que mais contrataram em julho. O saldo líquido de empregos formais no setor foi de 32,1 mil, o segundo melhor resultado da série histórica do Caged para meses de julho. O recorde ainda é julho de 2008, quando foram criados 35 mil empregos formais.

Com os 17,3 mil postos de trabalho abertos em julho, a indústria de transformação, responsável por cerca de um terço das vagas com carteira assinada do País, voltou a apresentar número significativo de empregos. No mês anterior, o setor havia criado apenas 2 mil vagas.

Com o agravamento da crise mundial, no fim do ano passado, o setor industrial demitiu cerca de 500 mil pessoas. A recuperação tem sido lenta porque, de janeiro a julho, as demissões ainda superam as contratações em 127,1 mil.

Lupi avaliou que o crescimento no setor é consistente. “A indústria saiu da crise e deve se recuperar ainda mais”, comentou. Normalmente, é entre os meses de julho e setembro que as indústrias aceleram a produção e contratam empregados temporários para abastecer o comércio para as vendas de fim de ano.

O setor de serviços abriu 27,6 mil novas vagas em julho e acumula 263 mil novos postos no ano. Já o comércio, gerou no mês passado 27,3 mil novos empregos e reduziu o saldo negativo do ano para 5,6 mil.

Todas as regiões do País tiveram bom desempenho na criação de empregos em julho, com destaque para São Paulo (52,8 mil), Bahia (9,7 mil), Rio de Janeiro (9,6 mil) e Ceará (9,5 mil). As novas contratações nesses Estados foram mais fortes no comércio, nos serviços e na agropecuária.

O Caged revelou ainda que, em julho, ante junho, houve aumento real de 1,49% no valor do salário médio de admissão, que passou de R$ 752,96 para R$ 764,14. Os maiores ganhos ocorreram na área de ensino e na indústria da borracha. Por região,os maiores aumentos ocorreram no Distrito Federal, na Bahia e em Minas Gerais.

Serão criadas 600 mil vagas no ano, afirma Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, previu um aumento de 500 mil a 600 mil empregos formais em 2009 na economia brasileira. “Em um ano de crise, já está muito bom”, disse o ministro.

Ele afirmou que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, tem uma previsão de 800 mil a 1 milhão de novos empregos com carteira assinada em 2009 e comentou que sua expectativa é mais modesta: “Mas eu espero que ele esteja certo e eu não”.

Para Mantega, os dados do Caged divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho mostram que a recuperação econômica no Brasil é uma realidade.

Segundo ele, o impacto da crise financeira na economia brasileira já está superado. “Até o final do ano, vamos gerar mais emprego ainda porque a economia estará mais aquecida”, disse.

Na avaliação do ministro, a manutenção do emprego no Brasil foi fundamental para a superação da crise porque garantiu o mercado consumidor e permitiu que as empresas continuassem produzindo.

18/08/2009 - 13:08h Emprego formal cresce pelo 6º mês e registra melhor resultado do ano

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EDUARDO CUCOLO da Folha Online, em Brasília

A economia brasileira registrou a criação de 138.402 vagas com carteira assinada em julho, o sexto mês seguido de resultados positivos no emprego formal, de acordo com dados divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho. O resultado é o melhor do ano.

O número de julho representa a diferença entre 1,398 milhão de contratações e 1,259 milhão de demissões no período.

Devido aos efeitos da crise econômica no Brasil, entre novembro e janeiro, haviam sido fechadas quase 800 mil vagas com carteira assinada. Houve recuperação a partir de fevereiro, quando foram criados 9.179 empregos. Em março, foram abertos 34.818 postos; em abril, 106.205.

O melhor resultado até agora, em 2009, era o de maio (131.557 vagas), seguido por junho (119.495).

Mesmo com essa recuperação, o resultado acumulado no ano ficou prejudicado na comparação com 2008. Entre janeiro e julho, foram abertas 437.908 novas vagas. No mesmo período do ano passado, foram criadas 1,5 milhão de vagas.

Houve queda também em relação ao registrado em julho do ano passado, quando houve mais de 200 mil contratações. Pela primeira vez, no entanto, o resultado mensal ficou acima do verificado em 2007 –em julho daquele ano, foram abertas 127 mil vagas.

Os números fazem parte do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), estatística oficial sobre o emprego formal no país.

Setores

Na comparação entre junho e julho, houve expansão do emprego em todos os setores: construção civil (32.175), agricultura (29.483), serviços (27.655), comércio (27.336) e indústria de transformação (17.354).

Regionalmente, os resultados ficaram positivos no Sudeste (65.344), Nordeste (39.291), Sul (11.624), Centro-Oeste (11.115) e Norte (11.028). O destaque foi o estado de São Paulo (52.811), tanto no interior como na região metropolitana.

Previsão

Nos últimos 12 meses, foram criadas 325.506 vagas. Isso representa uma perda de mais de 1 milhão de empregos em relação ao resultado no final de 2008 (1,452 milhão de vagas).

Com a recuperação verificada em julho, no entanto, o governo mantém a previsão de fechar os 12 meses encerrados em 2009 com a criação de 1 milhão de empregos.

O ministro Carlos Lupi (Trabalho) afirmou que o resultado de agosto deve superar a marca de 150 mil novas vagas.

“Agosto será melhor que julho. Vamos ter uma sequência de resultados positivos que vai surpreender a todos. O comportamento de todos os setores tem sido positivo. A recuperação da indústria tem sido fundamental e a construção civil pegou ritmo de novo”, afirmou.

16/09/2008 - 10:05h Pela primeira vez desde 92, índice supera 2 milhões de novos empregos acumulados em 12 meses

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Mercado de emprego formal abre 1,8 mi de vagas e supera 2007

Pela primeira vez desde 92, índice acumulado dos últimos 12 meses supera a marca de 2 milhões de novos empregos

Entre as regiões, o Sudeste desponta como o maior gerador de vagas; Estado de SP criou no período 725.402 novos postos com carteira

JULIANNA SOFIA – FOLHA SP

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O desempenho do mercado de trabalho formal nos oito primeiros meses de 2008 ano já superou o total de postos gerados em todo o ano passado -considerado o melhor da história do emprego formal. De janeiro a agosto, as vagas com carteira assinada alcançaram 1,803 milhão de pessoas. Ao longo de 2007, os novos empregos somaram 1,617 milhão.

Com a marca parcial, o ministro Carlos Lupi (Trabalho) voltou a afirmar que a expansão do emprego formal neste ano será a maior desde 1992, atingindo 2,1 milhões de novas vagas. Em 1992, foi criado o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que reúne todos os trabalhadores admitidos e demitidos no mercado formal.

“Setembro, outubro e novembro serão meses de crescimento ainda muito forte do emprego formal. Entramos em um ciclo virtuoso, que espero que dure muito tempo”, afirmou o ministro. Embora estime um avanço acelerado do emprego nos próximos meses, o ministro destaca que dezembro, tradicionalmente, é um mês de retração do mercado por conta da demissão dos trabalhadores contratados para as festas de fim de ano.

Segundo Lupi, os dados do Caged de agosto mostram um outro fato inédito. Pela primeira vez, o Caged acumulado dos últimos 12 meses superou a marca de 2 milhões de novos empregos. Ou seja, de setembro do ano passado a agosto deste ano, houve a criação de 2,065 milhões de vagas formais. “Isso é importante para o Brasil, para a América e para o mundo. Somos diferentes de outros países, porque criamos emprego mantendo os direitos dos trabalhadores.”

O setor de serviços continua sendo o que mais contribuiu para a geração líquida de vagas. Foi responsável pela geração de 585 mil postos de trabalho. A indústria da transformação aparece em seguida, com 410 mil empregos.

Entre as regiões, mais uma vez o Sudeste despontou como o maior gerador de empregos. O Estado de São Paulo criou no período 725.402 novas vagas com carteira assinada.

Agosto

Somente no mês passado, o mercado de trabalho formal respondeu pela geração de 239.123 vagas. Trata-se do melhor saldo para o mês, situando-se 79% acima do resultado verificado em agosto de 2007. A agricultura foi o único setor que influenciou negativamente o mercado. O setor fechou 4.995 vagas por causa da entressafra no centro-sul do país.

A consultoria LCA informou que sua previsão para o crescimento do emprego formal em agosto era de 179.265 novos postos no país. Ou seja, 75% do resultado apresentado de fato pelo mercado. A consultoria vinha trabalhando com a projeção de 1,785 milhão de novos postos para 2008.
Em agosto, pela primeira vez no ano, o Ministério do Trabalho também detectou que o emprego nas regiões metropolitanas cresceu mais que nas cidades do interior.

Isso não chegou a surpreender porque, em geral, o segundo semestre é marcado pela redução de postos na agricultura e esse é o setor que mais afeta o mercado de trabalho fora dos aglomerados urbanos.

Na análise do ministro, a agricultura continuará fechando vagas até dezembro, recuperando-se a partir de janeiro.

21/05/2008 - 14:02h Brasil do Lula: Desemprego cai, renda do trabalhador sobe e carteira assinada bate recorde

Desemprego brasileiro caiu para 8,5% em abril, 2ª menor taxa do ano

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Mariana Schreiber – O Globo – O Globo Online – Valor Online

RIO – O desemprego brasileiro caiu pelo segundo mês seguido em abril e atingiu a menor leitura desde janeiro, informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa nas seis maiores regiões metropolitanas do país ficou em 8,5% no mês passado, ante 8,6% em março, dentro do esperado pelos analistas. O rendimento médio real do trabalhador atingiu R$ 1.208,10, alta de 1% sobre março e de 2,8% ante abril de 2007. O valor é o maior desde outubro de 2002, quando o rendimento médio ficou em R$ 1.224,08. O pico da série são os R$ 1.274,03 de julho de 2002.

O leve recuo registrado pela taxa mostra que o mercado de trabalho está antecipando as contratações, o que aponta para uma tendência de patamares de desemprego menores ao longo do ano.

- A tendência é essa (de novas quedas na desocupação). Estamos vivendo uma entrada de ano muito parecida com 2007, com o detalhe de que a taxa de desemprego está muito menor, 1,6 ponto percentual menor que o observado no ano passado, o que é uma queda significativa para a taxa de desocupação – frisa Cimar Azeredo, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), lembrando que em 2007 a queda da taxa começou apenas em maio.

Em relação a abril de 2007 (10,1%), a população desocupada caiu 1,6 ponto percentual, com a redução de 13,9% na população desocupada (1,991 milhões). A população ocupada (21,4 milhões) não se alterou significativamente em relação a março de 2008 e cresceu 4,3% (mais 886 mil pessoas trabalhando) em relação a abril de 2007.

A queda na desocupação foi puxada pelo aumento da população ocupada, que subiu 0,5% em abril, o equivalente a 105 mil novos postos de trabalho. Como conseqüência, a população desocupada nas seis regiões metropolitanas analisadas pelo IBGE caiu 0,1%, ou 2 mil pessoas. Na comparação com abril do ano passado, a população ocupada subiu 4,3%, em 886 mil pessoas, enquanto a população desocupada recuou 13,9%, o equivalente a 322 mil pessoas.

Azeredo lembra que o recuo da população desocupada equivale à quase totalidade das populações desocupadas de Porto Alegre e Belo Horizonte, que somam 308 mil pessoas. No total, a população desocupada do país chegou a 1,991 milhão, enquanto os ocupados somam 21,387 milhões.

Em abril, a população ocupada avançou 0,5% enquanto o número de contratações com carteira assinada aumentou 1,5%

Regionalmente, na comparação mensal, a taxa de desocupação não se alterou em nenhuma das regiões pesquisadas. Em relação a abril do ano passado, houve quedas em Recife (2,8 pontos percentuais), Salvador (2,3 pontos percentuais), Belo Horizonte (1,2 ponto percentual), São Paulo (2,2 pontos percentuais) e Porto Alegre (1,2 ponto percentual).

Formalidade bate recorde

O número de trabalhadores com carteira assinada (9,5 milhões) aumentou 1,5% em relação a março e 9,9% em relação a abril de 2007. Com isso, a formalidade bateu novo recorde no mercado brasileiro em abril, chegando a 54,9%, após ficar em 54,6% em março. É o melhor resultado desde 2002, quando teve início a nova série da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) e a taxa era de 51,6%.

O gerente da PME, Cimar Azeredo, destacou que o processo de formalização avançou com mais intensidade no último ano – a taxa era de 52,7% em abril de 2007 – devido ao crescimento econômico, ao aumento da fiscalização do Ministério do Trabalho e, principalmente, por causa do aumento da contratação nos setores de serviços prestados às empresas, imobiliário e de intermediação financeira.

- Em abril, a população ocupada avançou 0,5% enquanto o número de contratações com carteira assinada aumentou 1,5%. Isso indica que a maioria das novas vagas que estão sendo geradas são formais – afirmou Azeredo.

28/03/2008 - 06:35h Trabalho formal teve em fevereiro o melhor resultado desde 2002, diz IBGE

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Motivos foram avanço da economia, fiscalização e contratação de terceirizados

Mariana Schreiber – O Globo

A taxa de formalidade do mercado de trabalho nas seis principais regiões metropolitanas do país chegou a 54,6% em fevereiro, o melhor resultado desde 2002 (52%), quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) iniciou a nova série da Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Isso significa que, dos 21,1 milhões de trabalhadores brasileiros, 11,5 milhões têm carteira assinada, ou são funcionários públicos ou militares.

Com relação a fevereiro de 2007, o número de postos de trabalho no mês passado cresceu 3,6%, o que representa 732 mil vagas a mais. Dessas, apenas dez mil eram informais.

De acordo com o coordenador da PME, Cimar Azeredo, o avanço da formalização do mercado de trabalho deve-se ao crescimento da economia brasileira, ao aumento da fiscalização que coíbe o trabalho sem carteira assinada e ao aumento da contratação de terceirizados que prestam serviços às empresas.

— Esse aumento da formalidade movimenta ainda mais a economia e acaba gerando mais empregos, pois o trabalhador formal tem mais acesso ao crédito, o que eleva sua capacidade de consumo — disse Azeredo.

Em fevereiro, rendimento e desemprego tiveram alta Em fevereiro, os ocupados ganharam em média R$ 1.189, rendimento 1,1% maior que o de janeiro e 2,5% acima do mesmo mês do ano passado. Júlio Gomes de Almeida, consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), destacou que a massa real de rendimentos — equivalente ao total de salários dos trabalhadores — subiu 6,6% no primeiro bimestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2007, e atingiu R$ 25,2 bilhões.

— A recuperação do rendimento do brasileiro indica que o mercado consumidor interno, principal motor do desenvolvimento da economia em 2007, continuará forte este ano — afirmou.

Já o número de desempregados brasileiros aumentou no mês passado, quando a taxa de desocupação chegou a 8,7%, depois de ter ficado em 8% em janeiro. No entanto, o resultado é o melhor da série histórica para o mês de fevereiro, quando as empresas costumam dispensar trabalhadores temporários contratados no fim do ano anterior.

Para Azeredo, as perspectivas do mercado de trabalho para este ano são boas: — O aumento do desemprego é natural em fevereiro. O importante é que a desocupação começou 2008 em patamar mais baixo do que nos anos anteriores.

De acordo com o coordenador do IBGE, é comum que a taxa de desemprego continue crescendo até abril, quando deve cair, já que, até o momento, segundo ele, nada parece ameaçar a economia brasileira.