<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Favre &#187; casamento</title>
	<atom:link href="http://blogdofavre.ig.com.br/tag/casamento/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogdofavre.ig.com.br</link>
	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 00:00:42 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Homossexualidade é pecado para 58%, aponta pesquisa</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/homossexualidade-e-pecado-para-58-aponta-pesquisa/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/homossexualidade-e-pecado-para-58-aponta-pesquisa/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 08 Feb 2009 12:10:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[bissexuais]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[gays]]></category>
		<category><![CDATA[heterossexuais]]></category>
		<category><![CDATA[homofobia]]></category>
		<category><![CDATA[homos]]></category>
		<category><![CDATA[homossexuais]]></category>
		<category><![CDATA[igrejas]]></category>
		<category><![CDATA[legislação]]></category>
		<category><![CDATA[machismo]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[teologia]]></category>
		<category><![CDATA[transexuais]]></category>
		<category><![CDATA[travestis]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/homossexualidade-e-pecado-para-58-aponta-pesquisa/</guid>
		<description><![CDATA[ Estudo mostra que 28% dos brasileiros admitem ter preconceito contra homossexuais
Para Gustavo Venturi, um dos coordenadores da pesquisa, religiões e a cultura machista no Brasil favorecem a discriminação

MÁRCIO PINHO &#8211; FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
Uma pesquisa sobre sexualidade e homofobia -aversão a homossexuais- mostrou que 58% dos brasileiros consideram a homossexualidade um pecado contra as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Estudo mostra que 28% dos brasileiros admitem ter preconceito contra homossexuais</strong></p>
<p><strong>Para Gustavo Venturi, um dos coordenadores da pesquisa, religiões e a cultura machista no Brasil favorecem a discriminação</strong></p>
<p align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/homossexualidade-e-pecado-para-58-aponta-pesquisa/9559/" rel="attachment wp-att-9559" title="casalgay_agua.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/02/casalgay_agua.jpg" alt="casalgay_agua.jpg" width="345" height="246" /></a><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/homossexualidade-e-pecado-para-58-aponta-pesquisa/9558/" rel="attachment wp-att-9558" title="casallesbicas.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/02/casallesbicas.jpg" alt="casallesbicas.jpg" width="174" height="246" /></a></p>
<p style="background-color: #ffff99">MÁRCIO PINHO &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Uma pesquisa sobre sexualidade e homofobia -aversão a homossexuais- mostrou que 58% dos brasileiros consideram a homossexualidade um pecado contra as leis de Deus e que 29% a apontam como uma doença a ser tratada.<br />
O estudo foi conduzido pela Fundação Perseu Abramo e pela fundação alemã Rosa Luxemburgo Stiftung, que entrevistaram 2.014 adultos nas cinco regiões do país, escancarando o preconceito direto ou velado contra os homossexuais.<br />
Machismo, falta de leis e discriminação na mídia são apontados como favorecedores dos números, recebidos com apreensão pela comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).<br />
Segundo os organizadores, o &#8220;primeiro estudo a mapear de forma tão ampla&#8221; a homofobia deixou claro a facilidade de o brasileiro confessá-la. Isso porque 28% disseram &#8220;admitir&#8221; ter preconceito contra LGBT, enquanto outra pesquisa também da Fundação Perseu Abramo, de 2003, mostrou que o preconceito assumido contra negros -problema histórico no país- era de 4%.<br />
&#8220;Há a contribuição das religiões na nossa população de maioria católica e evangélica. Muitas igrejas continuam fechadas para comportamentos que fogem da &#8220;heteronormatividade&#8221;. Além disso, a cultura machista no Brasil facilita que o preconceito seja admitido com mais facilidade. Diferentemente da questão racial, não houve até agora uma legislação criminalizando a homofobia&#8221;, afirma Gustavo Venturi, um dos coordenadores do estudo e professor de sociologia da USP.<br />
Um projeto que pretende mudar esse quadro -transformando a homofobia em crime- tramita no Senado, após ter sido aprovado na Câmara.</p>
<p><strong>Preconceito</strong><br />
A pesquisa mostra manifestações de preconceito em diferentes situações. A maioria não gostaria de ter um filho gay, mas procuraria aceitar. Houve um número razoável (23%) de defensores da tese de que mulher &#8220;vira&#8221; lésbica porque não conheceu homem de verdade. Os maiores níveis de aversão foram no Norte e no Nordeste.<br />
Para Venturi, o grande problema é que, mais do que nas relações pessoais, a discriminação tem participação institucional. Nas empresas, por exemplo. Contudo, reconhece que, nesse quesito, aparece um dos itens em que o brasileiro se mostra mais aberto à diversidade -70% dizem que não se importariam de ter colega de trabalho gay ou lésbica.<br />
Mas isso é pouco na visão de Cezar Xavier, coordenador de comunicação da APOGLBT -associação que coordena a Parada Gay em São Paulo. Para ele, a pesquisa mostrou que a luta contra o preconceito é um desafio maior do que se intuía.<br />
&#8220;Vivemos um estado homofóbico. A televisão tem personagens fixos para fazer chacota da homossexualidade. Para o movimento homossexual isso é algo perverso. Afeta desde a criança na escola até o adulto&#8221;, afirma. Ele lamenta existir preconceito entre os próprios homossexuais, em relação a si mesmos ou entre grupos.<br />
Para Xavier, existe também uma matriz religiosa forte por detrás da homofobia, que reforça uma visão já existente de que a homossexualidade é uma opção. Ele afirma que essa matriz influi inclusive na falta de leis.<br />
&#8220;Temos um lobby religioso no Congresso que dificulta a aprovação da lei do crime de homofobia. Ela é essencial. Vivemos num país de grande violência contra homossexuais.&#8221;</p>
<p><strong>Religião</strong><br />
Além da ideia de pecado, o estudo revelou que 84% dos brasileiros concordam completamente com a ideia de homem e mulher foram criados por Deus para cumprirem a função de ter filhos, o que é considerado um preconceito velado.<br />
Frei Antonio Moser, professor de teologia moral, diz que a Igreja Católica tem suas convicções de relação entre homem e mulher criados por Deus, mas busca acolher os homossexuais. &#8220;A homossexualidade não existe. O que existem são pessoas. Não podemos padronizar, colocar todos em uma mesma bacia de heterossexuais ou homossexuais. Nossa grande preocupação é a acolhida, a orientação. Nós [a Igreja] respeitamos e pedimos que a pessoa busque sua identidade. Mas também não nos peçam a bênção para imitar o casamento.&#8221;</p>
<p><font size="5"><strong>49% se disseram contra união entre mesmo sexo </strong></font></p>
<p><font size="-1">DA REPORTAGEM LOCAL</font></p>
<p>Tema controverso, a legalização da união civil entre  pessoas do mesmo sexo teve  49% dos entrevistados pela  Fundação Perseu Abramo  com opinião contrária (40%  &#8220;totalmente contra&#8221; e 9%  &#8220;em parte contra&#8221;) e 32% favoráveis (25% &#8220;totalmente a  favor&#8221; e 17% &#8220;em parte favor&#8221;) (veja quadro).<br />
A prevalência da opinião  contrária já tinha sido verificada pelo Datafolha, em pesquisa divulgada em abril de  2008: 45% das pessoas disseram ser contra a união civil.  Foi o primeiro levantamento  do tipo feito pelo órgão. Os  dados mostraram que 39%  eram favoráveis e 14% se disseram indiferentes.<br />
A opinião foi mais dividida  entre as mulheres: 42% foram a favor da união e 41%  contra. Já os homens tiveram posição mais claramente contrária: 49% ante 36%.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/homossexualidade-e-pecado-para-58-aponta-pesquisa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pan Hai, apôtre de la sexualité en Chine</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/pan-hai-apotre-de-la-sexualite-en-chine/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/pan-hai-apotre-de-la-sexualite-en-chine/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 22:08:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[adultério]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Pan Hai]]></category>
		<category><![CDATA[Partido Comunista da China]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/pan-hai-apotre-de-la-sexualite-en-chine/</guid>
		<description><![CDATA[
Bruno Philip &#8211; Le Monde
ZHENGZHOU (CHINE)
Pan Hai, 59 ans, profite de sa condition de jeune retraité pour faire ce dont il a toujours eu envie : devenir sexologue. Exercer en Chine une telle activité, donner des conseils à ses concitoyens afin de les aider à atteindre le plaisir, dénoncer la frustration dont est victime la [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://www.generation-nt.com/zoom-58359,21369-prostitution.html#0" title="58359" name="58359"><img src="http://www.chinaculturecenter.org/photo/phototitle/502.jpg" alt="http://www.chinaculturecenter.org/photo/phototitle/502.jpg" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Bruno Philip &#8211; Le Monde</strong></p>
<p>ZHENGZHOU (CHINE)</p>
<p>Pan Hai, 59 ans, profite de sa condition de jeune retraité pour faire ce dont il a toujours eu envie : devenir sexologue. Exercer en Chine une telle activité, donner des conseils à ses concitoyens afin de les aider à atteindre le plaisir, dénoncer la frustration dont est victime la gente féminine en tenant un blog qui a déjà été visité 500 000 fois, voilà qui ne manque pas d&#8217;exciter la curiosité, compte tenu de la réalité chinoise en la matière : question sexe, l&#8217;empire du Milieu est encore à la marge. Même en dépit de l&#8217;impressionnante évolution des comportements sexuels depuis la fin de l&#8217;ère maoïste.</p>
<p>A lire son blog, les théories de Pan Hai tournent autour d&#8217;une idée simple : il faut soutenir le principe de l&#8217;infidélité conjugale au nom de la défense du mariage. Les Chinois ne cessent de tromper leurs femmes, prennent des versions modernes de concubines ; leurs épouses sont frustrées, et devraient donc en faire autant, assure le sexologue. La recette consiste à faire l&#8217;amour dans la journée, quand l&#8217;autre est au travail, et à rentrer tranquille au foyer, le soir. Pas question de dire la vérité au conjoint trompé, bien sûr. Mais la paix des ménages se gagne dans les plaisirs interdits des lits de l&#8217;après-midi.</p>
<p>Même conseil pour les hommes mais ce sont les femmes qu&#8217;il faut défendre, martèle Pan Hai. Il faut les aider à gagner leur droit à la jouissance. Et ne restons pas, messieurs, de grâce!, obsédés par la pénétration, prévient Pan Hai, qui promet : &#8220;Avec deux doigts et une langue, vous rendrez les dames heureuses.&#8221;</p>
<p>Pour mieux cerner le personnage, nous nous sommes rendus à Zhengzhou, chef-lieu de la province du Henan, où notre homme est venu rendre visite à ses vieux parents dans la perspective du Nouvel An chinois. A l&#8217;ordinaire, Pan Hai habite à Zhu Hai, près de Macao. C&#8217;est là que, durant des années, il a exercé l&#8217;austère profession de journaliste. A Zhengzhou, à une heure de vol de Pékin, dans une pizzeria d&#8217;un hôtel du centre-ville et devant une bouteille de chianti, ce charmant monsieur en veste de cuir nous a donc raconté son histoire et développé ses thèses.</p>
<p>Son intérêt pour les choses du sexe, &#8211; ou plutôt sur l&#8217;impact des tabous sexuels sur les comportements &#8211; remonte au temps de la révolution culturelle : Pan Hai a fait partie de cette classe d&#8217;âge qui, mûre pour l&#8217;université, s&#8217;est retrouvée à la campagne durant des années. Il fut ce qu&#8217;il est depuis convenu d&#8217;appeler un &#8220;jeune instruit&#8221;, expression désignant des étudiants appelés à l&#8217;époque à se frotter aux dures réalités du monde rural. &#8220;J&#8217;ai découvert la sexualité chez les paysans, raconte Hai. Pour moi et mes camarades, il était surprenant de voir que les gens de la campagne étaient beaucoup plus libres. On nous avait dit, vulgate maoïste oblige, que les paysans étaient les vrais révolutionnaires. Pas du tout ! Je me souviens que toute l&#8217;équipe de construction d&#8217;un aqueduc avait batifolé avec les deux cantinières&#8230; Nous étions un peu interloqués&#8230;&#8221;</p>
<p>Devenu journaliste, Pan Hai va s&#8217;intéresser bien plus tard, dans les années 1980, aux questions de la prolifération des maladies vénériennes au Henan &#8211; région qui sera à la fin des années 1990 touchée par le sida en raison d&#8217;un scandale lié à une affaire de sang contaminé. &#8220;Un reportage m&#8217;a aidé à parachever mon éducation sexuelle : j&#8217;avais interrogé pour mon journal une jeune étudiante de l&#8217;université de Zhengzhou, accusée de &#8220;dépravation sexuelle&#8221; pour avoir eu une histoire parallèle avec le président de l&#8217;association des étudiants et un ouvrier de la chaufferie. A travers son histoire, j&#8217;ai découvert que la morale sexuelle prêchée par les autorités était en contradiction avec le besoin de la recherche du plaisir.&#8221;</p>
<p>En 2002, une consultation de sexologie en forme de chronique qu&#8217;il tenait chaque semaine à Zhuhai a fini par être interdite par le département de la propagande. Pan Hai avait été trop loin. &#8220;J&#8217;ai réalisé cette fois-là que la propagande s&#8217;efforce toujours de tromper les gens. Il faut dire la vérité ! Il faut en finir avec l&#8217;hypocrisie et oeuvrer pour que l&#8217;on cesse de dire une chose et d&#8217;en faire une autre : les fonctionnaires qui prêchent l&#8217;ordre sexuel orthodoxe sont ceux qui trompent leurs femmes dans les bars de nuit et vont chanter au karaoké avec des prostituées !&#8221;</p>
<p>Son succès ne se dément pas. Il y a bien les grincheux et les choqués qui lui renvoient des mails d&#8217;insultes, mais il y en a beaucoup qui le félicitent pour ses thèses audacieuses. Selon lui, en Chine, beaucoup de gens continuent de choisir leurs conjoints en fonction de critères sociaux et pas en tenant compte de leurs sentiments ou de leurs désirs. &#8220;Pour les femmes, dit-il, la seule solution réside dans l&#8217;infidélité conjugale. Et je dis cela au nom de la solidité du mariage, qui est le garant de la stabilité sociale.&#8221;</p>
<p>Conservateur, au fond, Pan Hai, qui ne se préoccupe pas de psychologie, encore moins de psychanalyse? &#8220;Je pense que la monogamie n&#8217;est qu&#8217;une étape dans l&#8217;Histoire&#8221;, avance-t-il. Une question brûle les lèvres quand on l&#8217;écoute : &#8220;Avez-vous appliqué dans votre couple vos théories?&#8221; Il dit : &#8220;Oui, évidemment!&#8221; On ne lui a pas demandé de détails.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.vintagesparkles.net/erotic.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.vintagesparkles.net/erotic.jpg" width="553" height="415" /></div>
<div style="text-align: center"><font size="1"><em>Reprodução de pulseira chinesa antiga</em></font></div>
<div style="text-align: left"></div>
<div style="text-align: left" align="left"></div>
<div style="text-align: center"></div>
<div style="text-align: center"><a href="http://www.generation-nt.com/zoom-58359,21369-prostitution.html#0" title="58359" name="58359"><img src="http://www.lostateminor.com/wp-content/uploads/2008/08/xiaoqing_ding4.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.lostateminor.com/wp-content/uploads/2008/08/xiaoqing_ding4.jpg" /></a></div>
<div style="text-align: center"></div>
<p align="center"><font size="1"><em>Obra do artista chines, residente nos Estados-Unidos, Xiaoqing Ding</em></font></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/pan-hai-apotre-de-la-sexualite-en-chine/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A fase libertadora da mulher começa aos 40?</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/12/a-fase-libertadora-da-mulher-comeca-aos-40/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/12/a-fase-libertadora-da-mulher-comeca-aos-40/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 17:48:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[beleza]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/12/a-fase-libertadora-da-mulher-comeca-aos-40/</guid>
		<description><![CDATA[Maria Vianna &#8211; O Globo
  			RIO &#8211; Para a escritora Andrea Franco, a chegada dos &#8216;enta&#8217; não precisa ser sinônimo de crise. Autora do recém-lançado &#8220;40, sim, e daí?&#8221;, um manual de bem-estar para mulheres nesta faixa etária, ela garante que a chegada da maturidade pode ser o início de uma fase libertadora. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"><strong>Maria Vianna &#8211; O Globo</strong></p>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/12/04/04_MVG_mul_quarenta.jpg" rel="lightbox" title="Divulgação" class="img imgLoader">  			<img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/12/04/04_MVB_mul_quarenta.jpg" galleryimg="no" title="Divulgação" alt="Divulgação" align="left" border="0" /></a>RIO &#8211; Para a escritora Andrea Franco, a chegada dos &#8216;enta&#8217; não precisa ser sinônimo de crise. Autora do recém-lançado &#8220;40, sim, e daí?&#8221;, um manual de bem-estar para mulheres nesta faixa etária, ela garante que a chegada da maturidade pode ser o início de uma fase libertadora. O importante é adquirir conhecimento e equilíbrio emocional, diz Andrea, para saber tirar proveito do que o momento tem de melhor. Em entrevista ao site do Globo, ela revela algumas dicas que colheu com especialistas e mulheres que aprenderam a encarar a vida de outra forma depois que apagaram quarenta velinhas.</p>
<p><strong>Por que escrever um livro para mulheres de 40?</strong></p>
<p>Porque acho importante que as pessoas vejam que a maturidade pode fazer bem para uma mulher. Infelizmente, a nossa cultura, a sociedade, vê a mulher a partir dos 40 anos como uma velha, como alguém que &#8216;já deu o que tinha que dar&#8217;. A mulher sempre foi e ainda é, mais cobrada do que o homem em vários aspectos e, entre eles, sem dúvida, está a questão da idade. Há uma gradativa mudança nesse quadro, mas ainda há preconceito e essas coisas me incomodam muito! Então, eu quis mostrar que essa é uma etapa da vida que pode ser enriquecedora e feliz. Que a mulher pode ser, sim, bonita e desejada também a partir dos 40 anos. E que a chegada dos &#8216;enta&#8217; não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. A mulher pode fazer dessa a melhor fase da vida! E eu também quis entender o que a maturidade nos proporciona. Achei importante falar de uma idade emblemática, que chega para a maioria das mulheres como um divisor de águas, marcada por muitas mudanças e que costuma vir acompanhada de alguma crise.</p>
<div class="opn ftr">
<blockquote><p><strong><font size="4" face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif"><span class="abr">&#8220;</span>  			<span class="frs"> A mulher sempre foi e ainda é, mais cobrada do que o homem em vários aspectos e, entre eles, sem dúvida, está a questão da idade </span><span class="fch">&#8220;</span></font></strong></p></blockquote>
<hr /></div>
<p><strong>Quais as principais angústias das entrevistadas?</strong>Como disse uma das psicólogas que eu entrevistei, pode ser angustiante perguntar &#8220;e agora?&#8221;. Como é uma fase de rever e avaliar as realizações, de constatar que metade da vida já passou, o balanço da própria existência pode desencadear uma angústia ou uma crise. Os questionamentos nessa fase da vida costumam ser : &#8220;será que eu fiz tudo o que eu queria?&#8221;, &#8220;o que esperar daqui para a frente?&#8221;, &#8220;o que eu quero realmente da vida?&#8221;, &#8220;o que é melhor para mim?&#8221; , &#8220;vou conseguir emprego?&#8221; e &#8220;vou continuar sendo atraente para os homens?&#8221;.</p>
<p>Eu percebi com as minhas entrevistadas que essa fase pode não ser um mar-de-rosas, mas está longe de ser algo dramático, pesado ou terrível. Algumas se sentem muito melhor do que aos 30 e até do que aos 20. Todas são unânimes quanto ao fato de que o melhor em ter 40 anos é a maturidade, há uma auto-estima grande. Ela sabe o que quer, do que é capaz, já sabe quem ela é.</p>
<p><strong>Hollywood tem valorizado a mulher de</strong><strong>40. Os homens mais jovens também. Como  vê esta tendência?</strong>Talvez seja porque eles já perceberam que essa mulher &#8220;vende&#8221;. Ou seja, vários setores de consumo estão se rendendo às mulheres que chegaram à maturidade, as quais, além de buscarem qualidade de vida, têm alto poder aquisitivo. Elas são bem-informadas, independentes e podem pagar caro pelos seus luxos. Elas se tornaram público-alvo da mídia e dos segmentos de cosméticos, editorial e moda. É a <em>new age woman</em>, a mulher que se conserva bonita e não aparenta a idade que tem. A mulher madura está se tornando mais interessante física e economicamente. E para reforçar ainda mais esta tendência, as marcas de cosméticos têm como garotas propagandas quarentonas como Sarah Jessica Parker, Demi Moore, Linda Evangelista, Julianne Moore, Andie McDowell, entre outras. Em relação ao sucesso com os homens mais jovens, deve ser porque a experiência dessas mulheres as deixam mais sexy aos olhos deles.</p>
<p><strong>Há mudanças na forma como percebem o amor?</strong></p>
<p>Há uma pesquisa em que diz que a mulher nessa fase está disposta a deixar bem claro do que gosta num relacionamento. Uma de minhas entrevistadas disse que a mulher de 40 é mais sexy, mais voraz e que funciona melhor na cama porque sabe o que fazer com o corpo. Se a saúde física e emocional estiverem em dia, a mulher de 40 estará vivendo a plenitude de sua sexualidade, especialmente se estiver realizada profissionalmente e tiver desenvolvido uma relação de intimidade, cumplicidade e confiança com seu companheiro.</p>
<p>A idéia do vínculo afetivo e sem erotismo entra em discussão. O casamento deixa de ser &#8220;até que a morte os separe&#8221; e passa a ser encarado como construção diária, um aprendizado. Aumenta o número de mulheres chefes de família que encaram o divórcio sem trauma em prol de uma felicidade sexual mais rica e criativa. A atração nessa faixa etária é um requisito essencial para manter um relacionamento duradouro e novos vínculos ampliam a possibilidade do compromisso sem o caráter ou modelo definitivo.</p>
<p><strong>Como superar o fantasma da idade?</strong></p>
<p>Percebo que para muitas mulheres isto ainda é sim um problema, porque muitas ainda mentem a idade, mas isso é devido a cobrança da sociedade machista. Muitas são vulneráveis à sociedade de culto ao corpo e se influenciam pela idéia de que só se pode ser bonita aos 20 anos, só se é feliz jovem. Isso também se deve ao fato de vivermos numa cultura ocidental, que prioriza a aparência em detrimento do conteúdo, da sabedoria. O ocidental não convive muito bem com a idéia do envelhecimento. Envelhecer parece algo que deve ser empurrado cada vez mais para a frente, um castigo contra o qual se deve lutar a todo custo.</p>
<div class="opn ftr">
<blockquote><p><strong><font size="4" face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif"><span class="abr">&#8220;</span>  			<span class="frs"> As marcas de cosméticos têm como garotas propagandas quarentonas como Sarah Jessica Parker, Demi Moore, Linda Evangelista, Julianne Moore e Andie McDowell </span><span class="fch">&#8220;</span></font></strong></p></blockquote>
<hr /></div>
<p>Como superar? Compreendendo que a vida também tem suas estações, e que o chamado &#8220;outono da vida&#8221; pode ter o mesmo prazer e alegria do verão e da primavera. Ter interesse pela informação, que não deixa de ser uma forma de poder. Não ficar vulnerável a informações distorcidas e preconceituosas. Com essa ferramenta nas mãos, ela vai notar que pode ser uma fase de maior crescimento. Se a mulher se gostar, se cuidar, a idade cronológica não contará, pois aparentamos a idade com a qual nos sentimos. Assumir a própria idade pode ser uma forma de libertação.</p>
<p><strong>Que conselhos você daria para uma mulheres com medo de envelhecer?</strong></p>
<p>Não sei se seria um conselho, mas acho importante destacar que é fundamental, desde já, cultivar outros valores, como a cultura, o conhecimento, um hobby, a profissão, bons relacionamentos com a família e os amigos e não focar só na aparência física. Se a mulher valoriza somente a beleza e a juventude, estará abrindo as portas para a depressão. Não adianta fugir do inexorável: todos nós envelhecemos. Se a beleza e o físico são os mais importantes para determinadas mulheres, em detrimento do seu conteúdo, do que elas são como pessoas, o envelhecimento vai ficar mais pesado. Se a pessoa não consegue aceitar esse processo, a psicoterapia pode ajudar muito.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/12/a-fase-libertadora-da-mulher-comeca-aos-40/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Con las travestis también somos derechos y humanos</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/con-las-travestis-tambien-somos-derechos-y-humanos/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/con-las-travestis-tambien-somos-derechos-y-humanos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 21:09:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[bissexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Gueto]]></category>
		<category><![CDATA[homos]]></category>
		<category><![CDATA[homossexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[prostituição]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[travestis]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/con-las-travestis-tambien-somos-derechos-y-humanos/</guid>
		<description><![CDATA[
Ahí está, blanca y radiante, con la opulenta cola envuelta en tules y las infaltables lágrimas ornándole los ojos. Florencia de la V se &#8220;casó&#8221; -en realidad, no hubo papeles de por medio- y una revista de actualidad le dedicó la tapa y una veintena de páginas al acontecimiento y la siguiente tapa con una [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.annulaire.com/images/home3.jpg" alt="http://www.annulaire.com/images/home3.jpg" /></div>
<p>Ahí está, blanca y radiante, con la opulenta cola envuelta en tules y las infaltables lágrimas ornándole los ojos. Florencia de la V se &#8220;casó&#8221; -en realidad, no hubo papeles de por medio- y una revista de actualidad le dedicó la tapa y una veintena de páginas al acontecimiento y la siguiente tapa con una cobertura de similar tamaño a la luna de miel de la travesti y su pareja en México.</p>
<p>Todo, en el marco de una exclusiva que tiene su sustento: se trata quizá de la máxima estrella de la revista porteña, lo cual habla con callada elocuencia de la sexualidad criolla.</p>
<p>El dossier del casamiento tuvo el despliegue de rigor, con la correspondiente colección de famosos ataviados para resaltar, el lanzamiento del ramo de la novia, el vals, la torta y hasta el toque tan argentinamente familiero de las adolescentes hijas del novio repartiendo sonrisas por doquier.</p>
<p>También la nota sobre la luna de miel cumple con los requisitos del caso: fotos con todo el glamour que se puede lograr con un partenaire algo rollizo y tatuado sin reparar en superficie en la pileta, en la playa, de compras, en la suite del hotel, con el infaltable anochecer atrás y besos, abrazos, cariños prodigados a troche y moche.</p>
<p>Y en el artículo Florencia habla casi de todo: de la relación de diez años con Pablo, de su obsesión por el trabajo, de su búsqueda de felicidad, del romanticismo y, por cierto, de la noche de bodas, de su hechizo y su magia.</p>
<p>Pero, entre tanto palabrerío, hay algo de lo que no se habla. De que con su marido tienen algo más en común: el mismo sexo. Porque ella declara, orgullosa, que le están haciendo la primera nota como &#8220;la mujer del señor Goycochea.&#8221; Pero no es una mujer: es una travesti.</p>
<p>Esa es la palabra que muy llamativamente se obvia en la cobertura. Lo que instala con la potencia de la verdad una ficción o una ilusión en la cual demasiados, al parecer, pugnan por creer: la condición femenina de Florencia de la V.</p>
<p>La historia, tan real, también parece inspirada en la literatura: Flor es la versión sexualmente ambigüa de Cenicienta. Es la travesti que, merced a su talento y esfuerzo, llegó a convertirse en estrella, tanto que esa circunstancia permite borrar hasta su propia marca de identidad sexual.</p>
<p>Y esto sucede en el marco de una sociedad particularmente despiadada con las travestis. Pocos grupos sociales son tan sistemáticamente marginados, perseguidos y castigados como el de los transexuales. Ni documentos ni derechos reales tienen estos hombres que no lo son ni mujeres tampoco, siempre merced al exquisito trato policial y a la discrecionalidad del funcionario de turno.</p>
<p>Pero al mismo tiempo son usados con frenesí. Son miles y miles los machos porteños que van a experimentar su homo o bisexualidad desfilando por los jardines de Palermo, el gueto en el que la hipócrita moral imperante ha confinado a las travestis locales.</p>
<p>Por eso, el rutilante estrellato de Florencia de la V. se parece tanto a una coartada social: resulta que somos tan progres que podemos instaurar a una travesti como sex simbol. Somos como el nazi que jura tener un amigo judío.</p>
<p>La realidad es otra: esta es una sociedad que condena a las travestis a la prostitución porque les niega cualquier otro trabajo.</p>
<p>Y el éxito de Florencia de la V. no alcanza para legitimar tanta crueldad y tanto desprecio.<br />
<strong><br />
(Publicado por Marcelo A. Moreno el domingo 16 de noviembre del 2008 en la columna Disparador de Clarín)</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://th01.deviantart.com/fs11/300W/i/2006/195/4/d/Carmen_San_Diego___Pinup_by_SaraAlrister.jpg" alt="http://th01.deviantart.com/fs11/300W/i/2006/195/4/d/Carmen_San_Diego___Pinup_by_SaraAlrister.jpg" /></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/con-las-travestis-tambien-somos-derechos-y-humanos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>California: dois passos a frente e um atrás</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/california-dois-passos-a-frente-e-um-passo-para-atras/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/california-dois-passos-a-frente-e-um-passo-para-atras/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 17:40:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[California]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[gays]]></category>
		<category><![CDATA[igrejas]]></category>
		<category><![CDATA[McCain]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Obama]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[USA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/california-dois-passos-a-frente-e-um-passo-para-atras/</guid>
		<description><![CDATA[

Blog O biscoito fino e a massa 
Em meio à comemoração, uma derrota importante
É chave não perder de vista as derrotas parciais que tivemos na noite histórica do 04 de novembro. Além da emocionante vitória de Obama, as coisas correram razoavelmente bem nas eleições para o Senado e a Câmara dos Representantes. Mas houve pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/california-dois-passos-a-frente-e-um-passo-para-atras/8338/" rel="attachment wp-att-8338" title="casalgay_agua.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/california-dois-passos-a-frente-e-um-passo-para-atras/8338/" rel="attachment wp-att-8338" title="casalgay_agua.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/11/casalgay_agua.jpg" alt="casalgay_agua.jpg" width="551" height="383" /></a></div>
<p><font size="4"><strong>Blog <a href="http://www.idelberavelar.com/">O biscoito fino e a massa </a></strong></font></p>
<p><strong><span id="titpost">Em meio à comemoração, uma derrota importante</span></strong><br />
<span id="titpost"></span>É chave não perder de vista as derrotas parciais que tivemos na noite histórica do 04 de novembro. Além da emocionante vitória de Obama, as coisas correram razoavelmente bem nas eleições para o Senado e a Câmara dos Representantes. Mas houve pelo menos uma derrota que me doeu muito. Na Califórnia, estado progressista, <a href="http://www.dailykos.com/story/2008/11/5/13351/5326/393/654565">foi aprovada</a> por 52,5% a 47,5% a odiosa <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/California_Proposition_8_%282008%29">Proposição 8</a>, patrocinada por grupos religiosos, que estabelece que “somente o casamento entre um homem e uma mulher será reconhecido pelo estado”. Na mesma noite em que ajudou a eleger o primeiro presidente negro da história, a Califórnia deu uma banana para gays e lésbicas.</p>
<p>Vamos aos <a href="http://www.cnn.com/ELECTION/2008/results/polls/#CAI01p1">números</a>.</p>
<p>Eu não gostaria de estar dizendo isso, mas é a pura verdade: o comparecimento massivo do eleitorado negro foi decisivo para a aprovação da proposição. Entre os brancos, o “<a href="http://www.noonprop8.com/">não</a>” ganhou por 51 x 49, mas entre os negros o “<a href="http://www.protectmarriage.com/">sim</a>” goleou por 70 x 30. Entre os latinos, muito numerosos na Califórnia, o “sim” também venceu, por 53 x 47. Entre as mulheres negras, 75% votaram a favor de se retirar o direito dos gays ao casamento. O eleitorado feminino costuma ser muito mais progressista que o masculino nos EUA, mas nesta questão o voto foi praticamente idêntico. Os jovens votaram massivamente contra a proposição discriminatória. A turma com mais de 35 votou massivamente a favor.</p>
<p>John McCain apoiava a proposição e Barack Obama, professor de direito constitucional, se opunha. A histeria contra o casamento gay foi decisiva para a derrota de John Kerry em 2004 e, neste ano, Obama elaborou uma posição com mais nuances sobre o assunto. Ele não defende o “casamento gay”, mas também não defende casamento nenhum como matéria constitucional. Argumenta que o casamento deve ser deixado para que cada igreja resolva como queira, e que a lei do país se limite a garantir a todos os casais direitos idênticos (de adoção, propriedade conjunta, herança etc.) como elementos de uma <strong>união civil</strong>.</p>
<p>O problema é o raio da palavra, “casamento”.</p>
<p>Se você colocar numa cédula a idéia de restringir o direito de gays e lésbicas à adoção, herança etc. (ou seja, os direitos que costumam acompanhar o “casamento”), ela não passará, mesmo em estados mais conservadores. Basta definir o “casamento” como “a união de um homem e uma mulher” que a proposição passa, mesmo nos lugares mais liberais. É a mesma idéia, mas dependendo de como ela for formulada, o resultado é distinto. Se, amanhã ou depois, algum grupo religioso maluco resolver emendar a constituição proibindo ateus de serem professores nas escolas primárias e secundárias, a proposição passa, mesmo nos lugares mais progressistas. Esta foi uma das chaves das vitórias conservadoras nas chamadas “guerras culturais” nos EUA: mobilizar os medos e preconceitos da maioria silenciosa.</p>
<p>Para que vocês tenham uma idéia do absurdo da coisa: na mesma cédula em que elegeram Obama e aprovaram a proposição 8, os californianos também aprovaram a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Proposition_2">proposição 2</a>, que exige gaiolas mais confortáveis para as galinhas. Não, não estou brincando. Siga o link. Na mesma noite em que estabeleceu os direitos das galinhas, a Califórnia decidiu que gays e lésbicas são cidadãos de segunda classe. Este blog não tem nada contra galinhas e porcos e se opõe a quaisquer maus-tratos gratuitos de animais. Mas continua firmemente antropocêntrico.</p>
<p>Ainda há esperanças de que numa nova Suprema Corte – com mais um ou dois juízes nomeados pelo Presidente Obama &#8211;, proposições como a número 8 sejam definitivamente declaradas <a href="http://www.chicagotribune.com/news/nationworld/chi-081105-gay-marriage-ban-california,0,1804310.story">inconstitucionais</a>. Afinal de contas, elas são um tapa na cara da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fourteenth_Amendment_to_the_United_States_Constitution">décima-quarta emenda</a> à constituição americana.</p>
<p>Mas essa batalha é morro acima, não há dúvidas. O blog manda seu abraço solidário a todos os seus leitores gays e lésbicas, decepcionado com essa importante derrota.</p>
<p><strong>escrito por Idelber Avelar </strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/california-dois-passos-a-frente-e-um-passo-para-atras/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Às vezes um charuto é só um charuto&#8221;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/as-vezes-um-charuto-e-so-um-charuto/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/as-vezes-um-charuto-e-so-um-charuto/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 18:31:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Alckmin]]></category>
		<category><![CDATA[campanhas]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[demo-tucanos]]></category>
		<category><![CDATA[divorcio]]></category>
		<category><![CDATA[estrangeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Favre]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[homossexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[igrejas]]></category>
		<category><![CDATA[Kassab]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Marta]]></category>
		<category><![CDATA[Marta Suplicy]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Municipais]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura SP]]></category>
		<category><![CDATA[privacidade]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[vida privada]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/as-vezes-um-charuto-e-so-um-charuto/</guid>
		<description><![CDATA[
Mesmo após o apito do ombudsman da Folha, que mostrou a verdadeira campanha eleitoral contra Marta realizada no jornal na última semana, o editorialista Fernando de Barros decidiu aportar seu toque pessoal, na sua coluna de hoje.
Sendo um dos responsáveis do apedrejamento público da Marta e particularmente da campanha vil de exploração da vida privada feita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/as-vezes-um-charuto-e-so-um-charuto/8023/" rel="attachment wp-att-8023" title="freud1.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/10/freud1.jpg" alt="freud1.jpg" /></a></div>
<p>Mesmo após o apito do ombudsman da <strong>Folha</strong>, que mostrou a verdadeira campanha eleitoral contra Marta realizada no jornal na última semana, o editorialista Fernando de Barros decidiu aportar seu toque pessoal, na sua coluna de hoje.</p>
<p>Sendo um dos responsáveis do apedrejamento público da Marta e particularmente da campanha vil de exploração da vida privada feita contra nós pela <strong>Folha</strong>, o homem não se dá por aludido e  sem pestanejar atribui a outros <strong>&#8220;a carga pesada de truculência sexista contra a candidata&#8221;.</strong></p>
<p>Vou repetir, foi a <strong>Folha de São Paulo</strong> quem incentivou permanentemente uma campanha de exploração da vida privada da Marta, a começar pela ação conjunta realizada pela <strong>Folha</strong> e Claudio Humberto nas páginas do jornal onde trabalha Fernando de Barros. (ver<a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/a-folha-e-a-nossa-vida-privada/" rel="bookmark" title="Permanent Link: A Folha e a nossa vida privada"> A Folha e a nossa vida privada</a>).</p>
<p><strong>A carga de hoje</strong></p>
<p>Fernando de Barros age como aqueles machistas que atribui à saia curta da mulher, ao jeito de se maquiar, ao horário em que estava na rua, às &#8220;razões&#8221; pela qual foi estuprada. Até recentemente juízes assim discursavam e julgavam, considerando que o criminoso encontrava circunstâncias atenuantes no comportamento da vítima.</p>
<p>Vejam só, para Fernando de Barros, (Marta) <strong>&#8220;Se diz vítima das invasões bárbaras da mídia em sua vida pessoal, mas, prefeita, não hesitou em fazer de seu casamento um circo espalhafatoso para consumo das revistas de celebridades.&#8221;</strong></p>
<p>O editorialista diz que ela se diz vítima, mas a culpa é dela mesma.</p>
<p>Quem é você para emitir um julgamento sobre nosso casamento? Se ser casado e ter filhos não é algo que diga respeito a vida pública de ninguém, porque as páginas do seu jornal dedicam e dedicaram tanto espaço para nosso casamento, apresentado como um circo, ao nosso relacionamento, a separação da Marta etc.?</p>
<p>Na época de nosso casamento Fernando de Barros já tinha escrito algo semelhante, porque recusamos os insistentes pedidos da <strong>Folha</strong> para &#8220;cobrir&#8221; nossa festa, da qual a mídia foi excluída. O desejo da <strong>Folha</strong> em tratar de nossa vida privada era tão forte, que até tentou infiltrar um repórter disfarçado de motorista, que, descoberto, foi posto para fora.</p>
<p>O circo foi montado pelos Fernandos de Barros que permanentemente expõem a vida privada de alguns e reivindicam para eles este direito, com o pretexto da transparência supostamente devida pelas figuras públicas aos cidadãos. Os mesmos que nada disseram ou escreveram sobre a vida pessoal de Fernando Henrique Cardoso e de outros, nunca mostraram o mesmo &#8220;pudor&#8221; com a vida pessoal da Marta. Nós fomos vítimas da invasão permanente de nossa privacidade e o &#8220;estuprador&#8221; foi a <strong>Folha</strong>. O &#8220;pretexto&#8221; -a nossa &#8220;saia curta&#8221;-, foi a separação da Marta e nosso relacionamento. (Contardo Calligaris interpretou na época o significado psicoanalitico desse apedrejamento, falando dos comentários na cidade, mas era a <strong>Folha</strong> a que dava uma expressão mídiatica e política a eles) <strong>(2)</strong></p>
<p>Dias antes do nosso casamento a <strong>Folha</strong> chegou a publicar um editorial, sob o título <strong>&#8220;O show da Marta&#8221;</strong> em que dizia <strong>&#8220;O próximo ato do show promete ser a festa de casamento com Luis Favre, tendo como padrinhos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho.&#8221; </strong>(Editorial Folha SP 15/9/2003).</p>
<p>Até hoje Fernando de Barros não engoliu nossa recusa em dar a <strong>Folha</strong> entrevistas sobre nosso casamento e fotos exclusivas da cerimônia, como eles queriam. Nossa recusa tinha uma motivação central: de todos os jornais e revistas do Brasil, a <strong>Folha</strong> foi a que mais explorou politicamente contra nós, nossa vida pessoal. Dezenas de artigos, notas, coberturas, destaques, encontraram na <strong>Folha</strong> o eco generoso para espalhar e explorar nossa vida privada. (teve até a publicação de uma carta no <em>Painel de Leitor</em> da <strong>Folha</strong> propondo que Marta fosse excomungada) <strong>(1)</strong></p>
<p>Por isso, aceitamos a solicitação do  <strong>Diário de São Paulo</strong> e da revista <strong>Caras</strong> para publicamente falar de nosso casamento, sem dar margem a sacanagem do jornalismo marrom e obter um mínimo de decência na abordagem inevitável que a mídia faria de nosso casamento. Com <strong>Caras</strong> tínhamos a certeza que a cobertura seria estilo <strong>Caras</strong>; com a <strong>Folha</strong> a certeza do tratamento estilo Claudio Humberto.</p>
<p><strong>O comercial com o &#8220;significado&#8221; da Folha</strong></p>
<p>A má fé de Fernando de Barros é escancarada quando diz, falando do comercial <strong>&#8220;Diferentemente do &#8220;relaxa e goza&#8221;, um deslize verbal desastroso,  aqui se tratou de uma ação deliberada.&#8221;</strong></p>
<p>A frase infeliz da Marta, amplamente difundida, usada e reprisada, foi dela própria e meia-hora após pronunciada, as desculpas da própria Marta deveriam ter posto um ponto final ao episódio. A mídia viu uma oportunidade de destruir a vida política de Marta e usou e abusou da propagação da frase, não das desculpas. (basta ver como foi o tratamento dado pela mesma mídia ao truculento ataque de Kassab a um munícipe, ao grito de &#8220;vagabundo&#8221;).</p>
<p>O comercial de João Santana visava, segundo ele diz na entrevista à <strong>Folha</strong>, a mexer com o fato que as pessoas não sabem quem é Gilberto Kassab. Antes do primeiro turno, comercial de Alckmin tentou fazer o mesmo dizendo que Kassab era &#8220;dissimulado&#8221; e tinha &#8220;duas caras&#8221; e depois se apresentando com sua esposa e filhos. Porque a <strong>Folha</strong> não viu nisto uma incursão inaceitável com insinuações sobre a vida pessoal de Kassab e da Marta e não fez a mesma campanha?</p>
<p>A mídia não atribuiu nenhum significado particular, nem qualquer insinuação na campanha de Alckmin. Já com o comercial da campanha do PT a mídia diz que procurava explorar a suposta homossexualidade do prefeito. Este significado, foi a mídia que incorporou ao comercial, propagando-o como tal.</p>
<p>Perante essa interpretação e tendo a mídia incorporado esse significado ao comercial, Marta, que não tinha visto o comercial e que seria a última pessoa neste país a explorar a orientação sexual de alguém, declarou que lamentava que esta tivesse sido a leitura do comercial e ele foi retirado.</p>
<p><strong>O charuto da Folha</strong></p>
<p>Sigmumd Freud, o pai da psicanálise, diz que &#8220;as vezes um charuto é só um charuto&#8221;. Para a <strong>Folha</strong>, parafraseando Freud, quando se trata do PT &#8220;um charuto nunca é um charuto&#8221;. Já com os que a <strong>Folha</strong> protege: &#8220;um charuto sempre é um charuto&#8221;. Esse duplo tratamento, essa dupla moral e esse duplo linguagem é o da <strong>Folha</strong> e seus escribas. Talvez por isso a projetem nos outros.</p>
<p>A <strong>Folha</strong>, que permanentemente incursionou ou deu eco a questionamentos sobre a vida sexual, afetiva, a separação, o divórcio e o casamento da Marta vem posar de vestal?</p>
<p>Nossa vida privada permanentemente exposta nas páginas da <strong>Folha</strong> forneceu os temas amplamente explorados pelos demo-tucanos na ação política (paródia de nosso casamento com dois travestis na porta da Câmara Municipal, afirmação que a lei que autorizava a contratar estrangeiros no serviço público municipal visava a assegurar um emprego para o conjugue da Marta, sabe&#8230; a lei 69; Documento do site da Direção Nacional do PSDB &#8220;Dona Marta e seus dois maridos&#8221;, insinuações caluniosas sobre minha participação no governo da minha esposa etc.).</p>
<p>Em todos estes episódios de explicita, aberta e ativa utilização da nossa vida pessoal com objetivo político, Fernando de Barros, os outros vestais da <strong>Folha</strong> nada enxergavam que os incomodasse.</p>
<p>A hipocrisia é tamanha que basta constatar: se a questão da orientação sexual do prefeito não interessa ninguém, como eu penso e a <strong>Folha</strong> pretende, porque a <strong>Folha</strong> faz questão de por na capa a afirmação de Kassab que tem muita mulher querendo casar com ele? Porque encaminhar dentre tantas perguntas justamente aquela que questiona kassab sobre se é ou não homossexual, e dar destaque no jornal para sua negação?</p>
<p>Luis Favre</p>
<p><strong>(1)</strong> <font size="4"><strong>Casamento da prefeita</strong></font><br />
&#8220;O divórcio, após quase 40 anos de matrimônio, do senador Eduardo Suplicy e o casamento com Luis Favre poderão acarretar à prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, a excomunhão pela Igreja Católica. O comportamento da prefeita, que se define como católica, em relação a valores fundamentais para o catolicismo (como aborto e união de homossexuais) sempre bateu de frente com o magistério da igreja. O novo casamento constitui escândalo enquadrado por norma (cânon 1.364) do Código de Direito Canônico, que estabelece a excomunhão. Lembro que toda sanção tem, na igreja, a função de remédio e não visa afastar do amor de Deus o católico que errou. É uma tentativa de trazer seus filhos de volta à casa do Pai, onde se encontram a verdadeira felicidade e a vida sem fim.&#8221;<br />
Francesco Scavolini, especialista em direito canônico e conselheiro do Comitê dos Italianos no Exterior em São Paulo (Itu, SP) <strong>(Painel do Leitor &#8211; Folha SP 22/8/2003)</strong></p>
<p><strong>(2)</strong><strong><font size="+1" color="#000080"> CONTARDO CALLIGARIS</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong>Marta Suplicy e Luis Favre: por que tanta zombaria? </strong></font></p>
<p><font size="5"><strong>   </strong></font>Desde o começo do namoro  de Marta Suplicy e Luis Favre, em 2001, é fácil ouvir comentários zombadores. O casamento,  no sábado passado, reavivou a  produção.<br />
Espírito partidário à parte, qual  é a origem dessa reprovação, engraçada ou raivosa que seja?<br />
1) Em 2001, Marta tinha mais  de 50 anos, era ex-deputada federal, prefeita, casada com um senador da República. Por seu trabalho passado, ela representava  também um certo ideal de sabedoria nas coisas do amor.<br />
Ora, quem é mais velho, nos governa e parece mais sábio que a gente é automaticamente colocado, por nossa imaginação, na categoria dos &#8220;adultos&#8221;, inaugurada pelos pais que tivemos ou teríamos gostado de ter. E, banalmente, as crianças não gostam que os pais se separem. Por exemplo, temem ser abandonadas: se eles pensam em seus amores, como é que vão se ocupar direito da gente?<br />
Tradução dessa preocupação  infantil, desde 2001 vozes nos bares e nos jantares paulistanos perguntavam: enfim, Marta vai governar ou namorar?<br />
2) A idéia de que governar e namorar sejam alternativas excludentes se apóia também na convicção de que o poder deve ter um  preço. Quer governar? Tudo bem,  mas esqueça amores e paixões,  deixe para depois, sacrifique-se.<br />
É uma convicção que nos consola. Pois confirma que há uma razão pela qual não somos prefeitos,  presidentes, governadores ou  mesmo vereadores; é porque preferimos cuidar da vida: namorar,  por exemplo.<br />
O governante infeliz apazigua  nossa culpa cívica. E o governante  que não pretende desprezar seus  sentimentos está querendo demais.<br />
Marta, porta-voz há tempos do  direito à busca da felicidade privada, não tinha como namorar  de fininho. Declarou que uma  prefeita feliz governa melhor.  Muitos teriam preferido ouvir  que governar custa caro e implica  a renúncia aos prazeres do amor.<br />
3) Os compromissos, a distância  geográfica, o momento inoportuno, tudo conjurava, na história de  Marta e Luis Favre, para que fosse sensato desistir. Eles escolheram um caminho árduo.<br />
As histórias de amor dificílimas,  a gente adora no &#8220;Aguenta Coração&#8221;, do Faustão, em que elas valem como fragmentos de novela,  ficções com as quais sonhar. Muito mais difícil é apreciá-las na  realidade.<br />
Em geral, em matéria de amor,  somos ousados apenas nos devaneios literários. Consequência: a  história real de Marta e Luis suscita nostalgias de paixões renunciadas, levanta a inveja de quem  não sabe ou não soube ousar.<br />
4) Em 2001, ouvi dizer: &#8220;Se ela  não fosse prefeita, o cara nem a  cumprimentaria&#8221;. Favre seria um  caçador de dote político, interessado no cargo de &#8220;príncipe consorte&#8221;. No domingo passado, um  taxista comentou: &#8220;Se Marta não  se reelege, o homem cai fora&#8221;.<br />
De fato, o futuro político de  Marta não depende de sua reeleição. Mas o que importa aqui é a  idéia de que Favre estaria gostando da prefeita, e não da Marta.<br />
É uma velha história: imaginamos que deveríamos ser amados  por alguma essência de nosso ser.  E amar &#8220;de verdade&#8221; seria gostar  do outro, mesmo que ele não tivesse a profissão, o lugar social e a  história que o tornaram quem ele  é.<br />
Como Favre amaria uma Marta &#8220;essencial&#8221;, que não é prefeita,  não foi deputada, não foi sexóloga e não fez uma escolha política  na contramão de seus privilégios  de nascença? Quem seria essa pessoa? Reciprocamente, como Marta amaria um Favre &#8220;essencial&#8221;,  que não seria franco-argentino e  ex-trotskista?<br />
Não somos essências, mas pacotes complexos. Amamos e somos  amados com as mãos cheias das  tralhas que acumulamos em nossas vidas prévias.<br />
5) O comentário segundo o qual  Favre desejaria não Marta, mas a  prefeita, também subentende que  Marta não seria desejável. O que  é curioso: afinal, talvez Favre seja  um &#8220;gato&#8221;, mas Marta é uma  mulher bonita.<br />
Claro, vale o preconceito trivial  sobre sexo depois dos 50, que não  é muito diferente da expectativa  de que a mãe (ainda mais a avó),  não podendo ser virgem, seja casta.<br />
Mas não é só isso. A idéia de que  a prefeita não seria amável como  mulher está a serviço de outro  preconceito, segundo o qual a feminilidade não condiz com a autoridade de quem governa.<br />
Acontece assim que, quando  Marta escolhe uma roupa, uma  maquiagem ou um corte de cabelo, chega o deboche: a prefeita é  uma perua.<br />
Perua seria a mulher que só  pensa em agradar ao desejo masculino. A denominação satisfaz a  boa consciência machista, pois  parece inspirada por um feminismo militante: olhe só, debochamos da feminilidade &#8220;alienada&#8221;  das mulheres que se enfeitam.<br />
Nota: uma parte relevante do  movimento feminista (as &#8220;pro-sex feminists&#8221;) reivindica os apetrechos tradicionais da feminilidade. É um jeito de afirmar que a  mulher liberada não precisa ser  passiva e recatada nem vergonhosa de seu desejo ou de sua  vontade de ser desejada. Ou seja,  nem sempre a cinta-liga é marca  de domínio.<br />
Em suma, se Marta escolhe  uma roupa sexy de Nina Ricci para seu casamento, é peruagem?  Ou é possível que uma mulher seja prefeita sem deixar de ser feminina?<br />
Enfim, a Marta Suplicy e a Luis  Favre, sem ironia, desejo um casamento feliz. (Folha Sp 25/8/2003)</p>
<p><a href="mailto:ccalligari@uol.com.br">ccalligari@uol.com.br</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/as-vezes-um-charuto-e-so-um-charuto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>17</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Portal Terra 2002:  Serra condena gays em troca de apoio evangélico</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/portal-terra-2002-serra-condena-gays-em-troca-de-apoio-evangelico/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/portal-terra-2002-serra-condena-gays-em-troca-de-apoio-evangelico/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 21:44:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Aborto]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Garotinho]]></category>
		<category><![CDATA[gays]]></category>
		<category><![CDATA[homossexuais]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Marta]]></category>
		<category><![CDATA[PSB]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[união civil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/portal-terra-2002-serra-condena-gays-em-troca-de-apoio-evangelico/</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;Serra, amigo íntimo da primeira-dama Ruth Cardoso, ferrenha defensora da união civil entre pessoas do mesmo sexo, não vê nenhum problema em legalizar o casamento gay. &#8220;(Correio Braziliense 15/08/2002)
Sexta-feira, 11 de outubro de 2002

Serra condena gays em troca de apoio evangélico &#8211; 08:31
O candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, fez uma barganha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font class="texto" size="4">&#8220;Serra, amigo íntimo da primeira-dama Ruth Cardoso, ferrenha defensora da união civil entre pessoas do mesmo sexo, não vê nenhum problema em legalizar o casamento gay. &#8220;(Correio Braziliense 15/08/2002)</font></strong></p>
<p><strong>Sexta-feira, 11 de outubro de 2002</strong><br />
<strong><br />
Serra condena gays em troca de apoio evangélico &#8211; 08:31</strong></p>
<p>O candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, fez uma barganha inusitada para ganhar o apoio dos evangélicos no segundo turno das eleições. O candidato se comprometeu a condenar a união civil entre homossexuais e a legalização do aborto, em troca do apoio da Assembléia de Deus.</p>
<p>A barganha ficou decidia em reunião entre Serra e os líderes da Assembléia de Deus, capitaneada pelo bispo Manoel Ferreira, candidato derrotado do PPB ao Senado pelo Rio e presidente vitalício das Assembléias de Deus no Brasil. Pelo acordo, Serra se comprometeu a não promulgar o projeto de lei de parceria civil entre pessoas do mesmo sexo, de autoria da ex-deputada e atual prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, do PT, caso a lei seja aprovada pelo Congresso.</p>
<p>Serra prometeu, ainda, rever a posição do governo Fernando Henrique Cardoso, a favor da cobrança de taxas sobre os templos evangélicos. O tributo consta de uma emenda constitucional de autoria do ex-deputado Eduardo Jorge (PT-SP). Hoje, os milhões faturados pelos evangélicos não pagam nenhum imposto.</p>
<p>No primeiro turno, a orientação para os fiéis da Assembléia de Deus era apoiar Anthony Garotinho, do PSB. Agora, a congregação preferiu apoiar a candidatura tucana por unanimidade, alegando maior compatibilidade com suas propostas, já que o PT sempre foi mais liberal em relação aos direitos dos homossexuais.</p>
<p>Ao final da reunião, Serra recitou o Pai Nosso evangélico, com final diferente da oração católica , de mãos dadas com os bispos Manoel e Samuel Ferreira (foto).</p>
<p>O bispo Manoel Ferreira arrematou: &#8220;Insistimos e Serra concordou em não apoiar o casamento civil entre homossexuais. Queremos acabar, ainda, com as restrições à instalação de novos templos nos centros urbanos&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/portal-terra-2002-serra-condena-gays-em-troca-de-apoio-evangelico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>21</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Trajetórias</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/trajetorias-2/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/trajetorias-2/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 15:17:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Suplicy]]></category>
		<category><![CDATA[Favre]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[Folha SP]]></category>
		<category><![CDATA[igualdade]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa marrom]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Favre]]></category>
		<category><![CDATA[Marta Suplicy]]></category>
		<category><![CDATA[moral]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Municipais]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura SP]]></category>
		<category><![CDATA[vida privada]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/trajetorias-2/</guid>
		<description><![CDATA[
Folha e &#8220;imprensa marrom&#8221;: trajetórias convergentes
&#160;
A Folha de hoje, dia da eleição, traz a &#8220;trajetória&#8221; dos candidatos à prefeitura de São Paulo. A dupla página contém iconografia ilustrando o resumo da trajetória dos mesmos.
A Folha inicia a ilustração da trajetória da Marta com uma foto de seu primeiro casamento com Eduardo Suplicy e conclui com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/trajetorias-2/7825/" rel="attachment wp-att-7825" title="capa_folha_primeiroturno.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/10/capa_folha_primeiroturno.jpg" alt="capa_folha_primeiroturno.jpg" width="146" height="244" /></a><img src="http://img.radio.cz/pictures/networkeurope/070824-diana-tabloid.jpg" alt="http://img.radio.cz/pictures/networkeurope/070824-diana-tabloid.jpg" width="326" height="244" /><br />
<font size="1"><em>Folha e &#8220;imprensa marrom&#8221;: trajetórias convergentes</em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p>A <strong>Folha</strong> de hoje, dia da eleição, traz a &#8220;trajetória&#8221; dos candidatos à prefeitura de São Paulo. A dupla página contém iconografia ilustrando o resumo da trajetória dos mesmos.</p>
<p>A <strong>Folha</strong> inicia a ilustração da trajetória da Marta com uma foto de seu primeiro casamento com Eduardo Suplicy e conclui com uma foto de nosso casamento, em 2003.</p>
<p>Tanto Kassab, como Alckmin, comportam inicialmente fotos quando crianças e concluem, a de Kassab junto com Serra após ganhar a prefeitura em 2004, e a de Alckmin no velório de Mário Covas.</p>
<p>Vale uma pergunta: Trata-se só de uma manifestação de sexismo, considerar que a trajetória de uma mulher começa e conclui no seu casamento?</p>
<p>Não só. Marta ficou conhecida como feminista, defensora dos direitos das mulheres e da igualdade. Ícone dos precursores da libertação das mulheres da hipocrisia &#8220;moral&#8221;, foi e é defensora dos direitos das minorías. Deputada federal, autora da lei que garante 30% de vagas para as mulheres nas candidaturas nas listas  eleitorais; foi candidata a governadora, prefeita da maior cidade de América Latina e Ministra de Turismo. Hoje é candidata e líder em todas as pesquisas eleitorais.</p>
<p>Na legenda que ilustra a foto de nosso casamento, a <strong>Folha</strong> escreve: &#8220;Casa-se com Luis Favre, tendo Lula e Marisa Letícia como padrinhos. Em seu livro, Marta relata o que disse para a mãe em 2001: &#8216;Estou apaixonada e pensando em me separar&#8217;. Seu casamento de 36 anos com Suplicy terminara em 2002.&#8221;</p>
<p>O texto comporta um &#8220;erro&#8221;. &#8220;Erro&#8221; escolhido para alimentar a cloaca que a <strong>Folha</strong> incentiva contra Marta. A conversa de Marta com sua mãe precedeu de poucos dias o anuncio público do fim do casamento com Eduardo, publicado na <strong>Folha</strong> no final de abril de 2001.</p>
<p>Tem uma diferença entre a <strong>Folha</strong> e a chamada &#8220;imprensa marrom&#8221;, como por exemplo os tablóides ingleses. A &#8220;imprensa marrom&#8221; inglesa não insinua, mas proclama abertamente a sua utilização caricatural e escandalosa da vida privada das personalidades públicas. Ela é independente e age inescupulosamente, incitando as piores baixezas escondidas na alma da &#8220;massa&#8221;, sem partidarismos. Ela é nojenta contra todos, sem discriminação.</p>
<p>A <strong>Folha</strong> ganharia se incorporasse também esse lado da imprensa marrom. A <strong>Folha</strong> ficaria mais isenta.</p>
<p>Luis Favre</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/trajetorias-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>12</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Amor &#8211; O Interminável Aprendizado</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/amor-o-interminavel-aprendizado/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/amor-o-interminavel-aprendizado/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 21:19:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Affonso Romano de Sant'Anna]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[charge]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[desenho]]></category>
		<category><![CDATA[ilustração]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Mario Mastrotti]]></category>
		<category><![CDATA[poetas]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/amor-o-interminavel-aprendizado/</guid>
		<description><![CDATA[Blog Releituras

         por Affonso Romano de Sant&#8217;Anna
&#160;

&#160;
Criança, ele pensava: amor, coisa que os adultos sabem. Via-os aos pares namorando nos portões enluarados se entrebuscando numa aflição feliz de mãos na folhagem das anáguas. Via-os noivos se comprometendo à luz da sala ante a família, ante as mobílias; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="left"><font size="5"><strong>Blog Releituras</strong></font></div>
<div align="left"></div>
<p align="center"><strong><font size="4" face="Arial">         </font><font size="4" face="Arial"><em>por Affonso Romano de Sant&#8217;Anna</em></font></strong></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.releituras.com/ilustras/mastrotti_arsant8.jpg" width="355" border="0" height="300" /></div>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p>Criança, ele pensava: amor, coisa que os adultos sabem. Via-os aos pares namorando nos portões enluarados se entrebuscando numa aflição feliz de mãos na folhagem das anáguas. Via-os noivos se comprometendo à luz da sala ante a família, ante as mobílias; via-os casados, um ancorado no corpo do outro, e pensava: amor, coisa-para-depois, um depois-adulto-aprendizado.</p>
<p>Se enganava.</p>
<p>Se enganava porque o aprendizado de amor não tem começo nem é privilégio aos adultos reservado. Sim, o amor é um interminável aprendizado.</p>
<p>Por isto se enganava enquanto olhava com os colegas, de dentro dos arbustos do jardim, os casais que nos portões se amavam. Sim, se pesquisavam numa prospecção de veios e grutas, num desdobramento de noturnos mapas seguindo o astrolábio dos luares, mas nem por isto se encontravam. E quando algum amante desaparecia ou se afastava, não era porque estava saciado. Isto aprenderia depois. É que fora buscar outro amor, a busca recomeçara, pois a fome de amor não sabia nunca, como ali já não se saciara.</p>
<p>De fato, reparando nos vizinhos, podia observar. Mesmo os casados, atrás da aparente tranqüilidade, continuavam inquietos. Alguns eram mais indiscretos. A vizinha casada deu para namorar. Aquele que era um crente fiel, sempre na igreja, um dia jogou tudo para cima e amigou-se com uma jovem.</p>
<div style="text-align: center"><font size="2" face="Verdana"><img src="http://www.releituras.com/ilustras/mastrotti_arsant4.jpg" width="369" border="0" height="480" /></font></div>
<p>E a mulher que morava em frente da farmácia, tão doméstica e feliz, de repente fugiu com um boêmio, largando marido e filhos.</p>
<p>Então, constatou, de novo se enganara. Os adultos, mesmo os casados, embora pareçam um porto onde as naus já atracaram, os adultos, mesmo os casados, que parecem arbustos cujas raízes já se entrançaram, eles também não sabem, estão no meio da viagem, e só eles sabem quantas tempestades enfrentaram e quantas vezes naufragaram.</p>
<p>Depois de folhear um, dez, centenas de corpos avulsos tentando o amor verbalizar, entrou numa biblioteca. Ali estavam as grandes paixões. Os poetas e novelistas deveriam saber das coisas. Julietas se debruçavam apunhaladas sobre o corpo morto dos Romeus, Tristãos e Isoldas tomavam o filtro do amor e ficavam condenados à traição daqueles que mais amavam e sem poderem realizar o amor.</p>
<p>O amor se procurava. E se encontrando, desesperava, se afastava, desencontrava.</p>
<p>Então, pensou: há o amor, há o desejo e há a paixão.</p>
<p>O desejo é assim: quer imediata e pronta realização. É indistinto. Por alguém que, de repente, se ilumina nas taças de uma festa, por alguém que de repente dobra a perna de uma maneira irresistivelmente feminina.</p>
<p>Já a paixão é outra coisa. O desejo não é nada pessoal. A paixão é um vendaval. Funde um no outro, é egoísta e, em muitos casos, fatal.</p>
<p>O amor soma desejo e paixão, é a arte das artes, é arte final.</p>
<p>Mas reparou: amor às vezes coincide com a paixão, às vezes não.</p>
<p>Amor às vezes coincide com o desejo, às vezes não.</p>
<p>Amor às vezes coincide com o casamento, às vezes não.</p>
<p>E mais complicado ainda: amor às vezes coincide com o amor, às vezes não.</p>
<p>Absurdo.</p>
<p>Como pode o amor não coincidir consigo mesmo?</p>
<p>Adolescente amava de um jeito. Adulto amava melhormente de outro. Quando viesse a velhice, como amaria finalmente? Há um amor dos vinte, um amor dos cinqüenta e outro dos oitenta? Coisa de demente.</p>
<p>Não era só a estória e as estórias do seu amor. Na história universal do amor, amou-se sempre diferentemente, embora parecesse ser sempre o mesmo amor de antigamente.</p>
<p>Estava sempre perplexo. Olhava para os outros, olhava para si mesmo ensimesmado.</p>
<p>Não havia jeito. O amor era o mesmo e sempre diferenciado.</p>
<p>O amor se aprendia sempre, mas do amor não terminava nunca o aprendizado.</p>
<p>Optou por aceitar a sua ignorância.</p>
<p>Em matéria de amor, escolar, era um repetente conformado.</p>
<p>E na escola do amor declarou-se eternamente matriculado.</p>
<p align="left"><font size="2" face="Arial"><em><br />
Texto extraído do livro &#8220;21 Histórias de amor&#8221;, Francisco Alves Editora –         Rio de Janeiro, 2002, pág.11.</em></font></p>
<p align="left"><img src="http://www.releituras.com/images/gifs/ilustra.gif" width="11" border="0" height="10" /> <font size="1" face="Verdana"><a href="http://www.releituras.com/arsant_bio.asp" class="linktext6">Para conhecer mais         sobre Affonso Romano de Sant&#8217;Anna, clique aqui.</a></font></p>
<blockquote>
<p align="center"><font size="3" color="#000000" face="Verdana"><strong>Ilustração:</strong>           <strong>Mario Mastrotti</strong></font></p>
</blockquote>
<p align="left"><font size="2" face="Verdana"><em><strong>Mario Dimov Mastrotti</strong></em>,         <em>natural de São Caetano do Sul &#8211; SP, começou a publicar em 1975 no Diário do Grande         ABC com as tiras do Cubinho, também publicada no Jornal de Brasília, Gazeta de Vitória,         Província do Pará e outros. Na Folha de São Paulo publicou o Mago de Az-Zar, em 1976.         Entre 1976 e 1991 produziu colunas e suplementos infantis para mais de 30 jornais como         Diário Popular e Folha de Londrina. Produziu quadrinhos infantis e adultos para editora         Abril, Press e ECAB, e cartilhas para várias empresas como Pirelli e Lever. Em 2000         organizou o livro cooperado Humor Brasil 500 anos, premiado com o HQ Mix de melhor projeto         editorial, e no ano seguinte lançou o livro 2001, Uma odisséia no humor, com 21         cartunistas, como no livro anterior. Publicou charge na revista Bundas e no livro Front.         Em 2002, organizou a antologia Humor pela Paz e a falta que ela faz, com 28 cartunistas de         8 estados e prefaciado pelo Angeli. Atualmente colabora com o OPasquim21, edita a revista         Humor &amp; Amigos, leciona na Universidade Metodista de São Paulo,  no curso de         Publicidade e Propaganda e Comunicação Mercadológica, e dirige a Editora Virgo que         edita livros cooperados.</em></font><font size="2" face="Arial"><br />
</font><br />
<font size="1" face="Verdana"><strong>E-MAIL: </strong><a href="mailto:mastrotti@editoravirgo.com.br" class="linktext6">mastrotti@editoravirgo.com.br</a></font></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/amor-o-interminavel-aprendizado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Casamento</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/casamento/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/casamento/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 21:22:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Favre]]></category>
		<category><![CDATA[Marta]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/casamento/</guid>
		<description><![CDATA[

 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/casamento/7491/" rel="attachment wp-att-7491" title="casamento.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/casamento/7512/" rel="attachment wp-att-7512" title="casamento.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/casamento.jpg" alt="casamento.jpg" /></a></div>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/casamento/7489/" rel="attachment wp-att-7489" title="saindo-da-ceremonia-principal.jpg"> </a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/casamento/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
