07/09/2008 - 11:50h Força na cor vermelha

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Tabela revela benefícios dos pigmentos naturais da comida

Carlos Albuquerque – O Globo

http://www.todos-os-sentidos.com.br/paladar/imagens/nutrientes75.jpgComo na moda, saber combinar as cores numa refeição é sinal de bom gosto. Os carotenóides, por exemplo, são pigmentos naturais que desfilam por aí em diversas frutas e hortaliças. São eles que vestem o tomate de vermelho e a cenoura de laranja. Por suas propriedades benéficas ao organismo, como sua ação antioxidante, e também pela sua capacidade de prevenção, proteção e diminuição de risco de diversas doenças, como a catarata, eles caem muito bem numa dieta saudável.

De olho nisso, pesquisadores da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp elaboraram a primeira Tabela Brasileira de Composição de Carotenóides em Alimentos, o mais completo trabalho do gênero no mundo, reunindo 30 anos de estudos do tema e destacando mais de 60 alimentos, entre frutas e hortaliças, com a indicação da categoria e quantidades de carotenóides presentes.

— Essa tabela é a maior do mundo simplesmente devido ao fato de o Brasil ter uma grande diversidade de alimentos que contêm altos teores dessas composições — explica a professora da Unicamp Délia Rodriguez-Amaya, principal autora da publicação. — A nossa tabela tem muitos alimentos que não aparecem nas tabelas americanas e européias porque muitos deles são típicos do Brasil, como o tucumã, que é uma fruta da Amazônia. No exterior, quando falam do carotenóide vermelho, só citam como exemplo o tomate, mas aqui temos a pitanga, a melancia e outros frutos semelhantes.

Prevenção de diversas doenças

Justamente por destacar a riqueza da biodiversidade do país, o trabalho será distribuído em breve pelo Ministério do Meio Ambiente, podendo ser utilizado tanto por médicos e nutricionistas, como por produtores de alimentos e pela população em geral. Mas a versão em inglês do material foi publicada recentemente pela revista “Journal of Food Composition and Analysis”, publicação oficial da Universidade das Nações Unidas e do Fundo nas Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO).

— Os primeiros beneficiados por esse trabalho serão os agricultores, os produtores de alimentos, porque os seus produtos poderão ser valorizados — conta o pesquisador Jaime Amaya-Farfan, que também participou da elaboração da tabela. — Depois, serão beneficiados os nutricionistas e os médicos, que poderão ter uma noção melhor da composição de cada tipo de alimento. E, por fim, o maior beneficiado será o público, que poderá ser bem informado sobre o assunto.

Os próprios especialistas envolvidos na criação da tabela ressaltam que, até recentemente, os carotenóides não eram considerados nada além de um capricho visual da natureza.

— Os carotenóides eram vistos apenas como corantes e encarados como simples enfeites da natureza que decoravam nossos pratos — reconhece Amaya-Farfan. — Mas esse conceito mudou nos últimos anos, junto com o surgimento do conceito de substâncias bioativas, que são compostos presentes nos alimentos capazes de prevenir e combater doenças, embora não sejam nutrientes.

À luz da ciência, os carotenóides dão as cores vermelha, amarela e laranja aos alimentos, como explica a professora da Unicamp.

— São os pigmentos dos carotenóides que garantem o vermelho do tomate, o laranja da cenoura e o amarelo da manga, entre muitos outros frutos — conta Délia.

Muitos mesmo. Já foram identificados mais de 600 carotenóides na natureza. Alguns são razoavelmente conhecidos, como o betacaroteno, presente na cenoura.

— O betacaroteno é considerado um precursor da vitamina A, também chamado de pró-vitamina A, já que ele é transformado em vitamina quando ingerido — explica a pesquisadora. — Esse pigmento também está presente na manga e na acerola.

Outros carotenóides, um pouco menos conhecidos pelo público, como alfacaroteno, licopeno, luteína, zeaxantina e betacriptoxantina, são destacados pela tabela, incluindo os seus numerosos benefícios.

— Presente na laranja e no pêssego, a luteína atua contra a catarata.

Já o licopeno, da goiaba e da melancia, combate o acúmulo de radicais livres e reduz o risco de desenvolvimento de câncer — conta Délia. — Por tudo isso, acredito que a elaboração da tabela seja de grande valia para promover o consumo de frutas e hortaliças brasileiras não apenas no país, como também no exterior.

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04/07/2008 - 19:25h Fonte da juventude

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Cientistas de Harvard isolam substância do vinho e rejuvenescem coração de roedores

Reuters – Portal Globo

WASHINGTON – Um novo estudo da Universidade de Harvard comprova os benefícios do resveratrol, um composto químico presente no vinho tinto, e levanta a hipótese de que a suplementação desta substância isolada melhoraria consideravelmente a saúde dos seres humanos. A expectativa é tanta que a indústria farmacêutica já investe no desenvolvimento de medicamentos à base de resveratrol. De acordo com a pesquisa, publicada na revista “Cell metabolism”, a substância evitaria uma série de problemas de saúde relacionados com o envelhecimento, ao beneficiar o coração e fortalecer os ossos, além de prevenir a catarata.

O estudo, realizado com ratos alimentados com uma dieta acrescida de resveratrol, é o primeiro a dar esperanças de que medicamentos com a substância possam melhorar a saúde das pessoas. A maioria dos roedores que receberam resveratrol não viveu muito mais do que os outros animais, no entanto, eram muito mais saudáveis.

- A boa notícia é que podemos melhorar a saúde. Creio que isso é mais importante do que estender a vida – diz David Sinclair, da Escola de Medicina de Harvard, que coordenou o estudo com Rafael de Cabo, do Instituto Nacional sobre Envelhecimento, órgão do governo americano.

Os animais foram divididos em três grupos. O primeiro recebeu uma dieta de baixa caloria. Os outros dois foram tratados com dieta altamente calórica, sendo que um deles recebeu suplementação de resveratrol. Este terceiro grupo sobreviveu ao que não recebeu o composto. A substância só foi ministrada quando os animais completaram um ano, o que equivale a 35 anos de uma pessoa.

- O resveratrol acabou com o efeito negativo das altas taxas de gordura – afirma De Cabo.

A substância, presente nas uvas e no vinho tinto, tem despertado o interesse da comunidade científica e da indústria farmacêutica. Este ano a GlaxoSmithKline pagou US$ 720 milhões pela Sirtris Pharmaceuticals Inc, uma empresa que desenvolve farmácos que imitam os efeitos do resveratrol. Especialistas da empresa participaram do estudo.


Benefícios concretos

Os ratos tratados com resveratrol apresentaram menor deterioração cardiovascular, relacionada à obesidade ou à idade. Também houve redução no colesterol total e as artérias aortas estavam em melhores condições. A substância, acrescentam os autores, pareceu moderar as inflamações cardíacas. Os animais também tinham melhor saúde óssea e menor incidência de catarata nos olhos. Os cientistas observaram que os ratinhos também apresentavam melhor equilíbrio e coordenação motora.

Os genes dos ratos que tomaram resveratrol estavam ativos de modo similar aos que foram alimentados com dieta de baixa caloria. Estudos anteriores já haviam demonstrado que a redução da ingesta calórica favorece a desaceleração do processo de envelhecimento e aumenta a expectativa de vida em alguns animais.

O estudo foi uma continuidade de uma outra pesquisa, publicada em 2006, que revelou que o resveratrol melhorava a saúde e a longevidade dos ratos com sobrepeso. Segundo De Cabo, apesar de os novos resultados serem alentadores, seria imprudente que as pessoas começassem a tomar suplementos de resveratrol para melhorar sua saúde, já que não se sabe ainda como este composto interage com outros medicamentos.