18/08/2008 - 10:20h Para Folha também o PAC em São Paulo é “trololó”

Fazendo eco a campanha dos tucanos qualificando as verbas do PAC de “trololó”, a Folha de São Paulo nos brinda hoje com um curioso levantamento. Para o jornal, 65% das verbas do PAC no Estado de São Paulo são do governo estadual e da prefeitura da capital.

Para forçar a demonstração, a Folha, deixa fora do calculo dos aportes federais para São Paulo, o dinheiro do BNDES e da Caixa Econômica Federal. O dinheiro da Caixa para financiar obras na área de habitação ou saneamento, fica fora do calculo. O dinheiro do BNDES, seja para transporte ou outros investimentos, também fica fora.

“A Folha considerou apenas o dinheiro que tem como origem os orçamentos da União, do Estado e da prefeitura, excluindo financiamentos da Caixa Econômica Federal e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e investimentos privados.” (FSP: Estado e prefeitura dão 65% da verba para PAC paulistano)

Quando a mídia procura demonstrar que o governo federal privilegia, no rapasse de verbas, sua “base aliada” ou as prefeituras do PT, essa distinção entre os Bancos federais e o governo, some. Os bancos viram currais aparelhados pelo petismo e o dinheiro repassado por elas mostra um direcionamento partidário. Já quando se trata de travestir os tucanos em padastros do PAC em São Paulo, o dinheiro das instituições federais não conta.

Prosseguindo com a demonstração a Folha “interpreta” o investimento do governo federal no metrô, como dinheiro estadual. A verdade é outra, PAC ou não. O governo estadual deve pagar 13% do total das suas receitas para amortizar o endividamento do Estado de São Paulo. O governador Serra tentou driblar esta exigência em relação à receita obtida pela venda da folha de pagamento dos servidores (o que ele já tinha feito na prefeitura e que motiva até agora a suspensão do repasse federal para o Reluz por decisão da Receita Federal, que considera a Prefeitura inadimplente). Ele preferiu pagar à União o 13% que devia.

Por isso a distinção feita agora pela Folha, esteve ausente quando Lula, Serra e Kassab anunciaram essas obras no metrô como parte do PAC:

“A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) recebeu ontem financiamento de R$ 1,58 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras de expansão da Linha 2-Verde, do Alto do Ipiranga, na zona sul, até a Vila Prudente, na zona leste. O anúncio foi feito em evento na Favela de Heliópolis com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador, José Serra (PSDB) e do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Ao todo foram liberados R$ 4,32 bilhões para o Estado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).”(OESP Governo federal libera verba para 4,3 km da Linha 2 do metrô).

Em outro exemplo, o ex-fura-fila, que começou a ser financiado, via BNDES, no governo FHC. O investimento federal foi decisivo para a realização de uma parte da obra durante o governo Marta, que também utilizou os recursos federais para o investimento em transporte a partir de 2003 e nos 10Km que foram inaugurados por Kassab, no rebatizado Expresso Tiradentes. (Governo Lula financia o transporte público da cidade de São Paulo; Governo Lula investe no Metrô de São Paulo).

No PAC, a vontade de “distinguir”, da Folha, não tem sentido, na medida em que “A lógica do PAC é organizar os investimentos do setor público, nas suas três esferas, e da iniciativa privada. Salientamos que os investimentos, especialmente nas áreas de saneamento e habitação, foram discutidos e decididos em conjunto com o governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo”, como disse a assessoria da Casa Civil.

O artigo da Folha, tentando dar fundamento a contra-propaganda dos tucanos em relação ao PAC, explicita seu real objetivo quando afirma:

“Na campanha, Marta vai tentar “colar” sua imagem à de Lula. Para isso, tem acenado com a promessa de recursos federais para mais que dobrar as redes do metrô na cidade e dos corredores de ônibus. “Tem muita obra do PAC aqui nessa região, gente. E uma das coisas que mais tem irritado os petistas é que as obras têm sido feitas, mas não aparecem como sendo do governo Lula”, discursou a petista na Freguesia do Ó, ainda na pré-campanha.”

A Folha teria obrigação de dizer que Alckmin e Kassab reivindicam obras ocultando que todas elas tem dinheiro do governo Lula.

Expresso Tiradentes, dinheiro federal.

Rodoanel, dinheiro federal.

Recuperação dos mananciais, dinheiro federal.

Habitação, dinheiro federal.

Metrô, dinheiro federal.

Todas essas obras e outras mais contam com dinheiro do governo do PT o que é sistematicamente ocultado e até negado pelos demo-tucanos em toda a campanha. Foi assim quando Alckmin atacou Lula dizendo que o governo federal não deu um tostão para o metrô. Foi assim quando inauguraram os 10 km do Expresso Tiradentes e é assim quando Kassab reivindica como “sua” a entrega de moradia para a população.

Luis Favre

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15/08/2008 - 10:04h Lucro líquido da CEF cresce 53% no primeiro semestre

Banco faturou R$ 2,5 bi, favorecido por receita maior

 

 

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Patrícia Duarte - O Globo

BRASÍLIA. As maiores receitas com empréstimos e créditos tributários extraordinários levaram a Caixa Econômica Federal (CEF) a encerrar o primeiro semestre do ano com lucro líquido de R$ 2,543 bilhões, 53,4% maior do que em igual período de 2007.

No segundo trimestre, o resultado foi de R$ 1,670 bilhão, 90% maior que o ganho auferido entre abril e junho de 2007.

A receita tributária excepcional foi decorrente do aumento da alíquota, de 9% para 15%, da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), que ampliou o uso de créditos que estavam represados. Só no segundo trimestre, a rubrica garantiu ganho de R$ 704 milhões à Caixa.

Para a presidente da instituição, Maria Fernanda Coelho, o resultado do semestre passado foi bastante satisfatório.

A concessão de crédito, por exemplo, cresceu praticamente 30% no período, muito próximo à meta da própria CEF e um pouco abaixo da média de mercado (aproximadamente 33%). Com isso, a receita com intermediação financeira cresceu 6,3% no semestre passado, para R$ 6,023 bilhões.

Um dos destaques ficou para as operações de financiamento da casa própria, cujo saldo cresceu 27% no semestre, para R$ 36,732 bilhões. O vice-presidente de Controladoria da Caixa, Marcos Vasconcelos, destacou ainda que as concessões às empresas também têm ganhado corpo, fruto do melhor desempenho da economia. O crédito voltado à pessoa jurídica encerrou o período com saldo de R$ 9,514 bilhões, 32,8% de crescimento.

A cobrança de tarifas e outros serviços bancários rendeu R$ 3,630 bilhões entre janeiro e junho (alta de 8,3%).

06/08/2008 - 10:13h ”Nunca esteve tão fácil” comprar apartamento

Casal consegue facilidades que nem imaginava

Marianna Aragão - O Estado de São Paulo

A imagem “http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080806/img/4.2.imagem_ricardo.jpg” contém erros e não pode ser exibida.Há dois anos, quando começou a procurar apartamento para morar com a noiva, o professor de educação física Ricardo Ribeiro, de 34 anos, estava convicto que teria de se desfazer de seu carro de R$ 20 mil para dar entrada no imóvel.

Mas acabou se enganando. Na próxima semana, ele pega as chaves de um apartamento de 50 metros quadrados, de dois dormitórios e parcialmente mobiliado, na Zona Norte de São Paulo. E o velho veículo vai para a garagem do novo prédio.

Em vez de dar o valor do carro, Ribeiro optou por usar o depósito de quatro anos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como parte do pagamento do imóvel.

“Não tinha idéia de que poderia comprar desse jeito. Eles facilitaram muito”, conta o professor, que deve se mudar para o novo apartamento em outubro, após o casamento. Ele comprou o imóvel na planta em maio do ano passado.

Além da entrada de R$ 8 mil, obtida com o saque do Fundo, ele pagou à construtora parcelas que começaram em R$ 300,00 e terminaram em R$ 850,00, até a conclusão das obras. Com as chaves na mão, assume agora um financiamento regressivo de 20 anos com a Caixa Econômica Federal (CEF). “Com a ajuda do dinheiro do FGTS, pude juntar dinheiro para comprar piso, móveis e até para a festa de casamento.”

Um dos requisitos para o negócio foi a renda familiar mínima de R$ 3.500,00. O valor que ganha mensalmente, junto com o da esposa, que é pedagoga, “passou raspando”, segundo o professor. Ribeiro também precisou comprovar que não tinha outros financiamentos nem imóveis. “As construtoras querem mais é vender.”

Comprar o imóvel na planta também foi uma novidade para o casal. “Minha noiva ficou um pouco receosa”, conta o professor. Mas, segundo ele, a participação da Caixa na aquisição os tranqüilizou. “A construtora tem um cronograma a cumprir e a Caixa acompanha todo esse processo, pois também faz parte do negócio.”

Ribeiro acredita que, sem as facilidades do financiamento - como as parcelas regressivas e o uso do FGTS - não teria conseguido comprar o imóvel sonhado. “Nunca esteve tão fácil”, afirma o professor.

Com esse pensamento, Ribeiro até incentivou amigos a comprar um imóvel próprio - e novo. Três casais seguiram o conselho dele. “Eles tinham a mesma idéia que eu. Mas foram atrás e viram que é possível.”

31/07/2008 - 18:55h Leitora do Blog fornece informações úteis sobre financiamento da casa própria pela Caixa

moradia.jpgOlá, Luis!
Sempre leio o blog, e gosto muito! Quando vi essa matéria da possibilidade de financiamentos, me interessei, e segui o conselho que você postou, logo de cara. Fui a uma agência da Caixa Econômica Federal. Não sou cliente, mas fui muito bem atendida por uma funcionária do setor da habitação, que explicou direitinho o que a matéria que você postou contava. E é mesmo muito interessante. Não costumo escrever em blogs, mas hoje acessei o seu para recuperar a matéria. E vi que muita gente, como eu, teve interesse. Então, para ajudá-los quero comentar que quem é cliente pode ligar para a Ouvidoria da Caixa: 0800 725 7474 ou para o Disque Caixa 0800 726 0101 para tirar dúvidas e ter mais informações. Quem não é cliente, você já havia indicado o site da caixa: http://www.caixa.gov.br, que tem um link para simulações. A dica é boa! Feita a simulação, se interessar, é só procurar o gerente da CEF mais próxima de sua casa, para mais informações. E quem quiser fazer o financiamento tem abrir uma conta. Não é difícil. É fácil. E eu queria agradecer a matéria, que me chamou a atenção, e o conselho. A gente tem de batalhar pelo teto próprio!
Abs, Bete

25/07/2008 - 18:02h Caixa lançará cartão para substituir fiador no aluguel

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Mariana Sallowicz - Do Diário de São Paulo

SÃO PAULO - Os cerca de 6,5 milhões de brasileiros que moram de aluguel no país vão ganhar mais uma opção na hora de locar um imóvel. A Caixa Econômica Federal finalizou o projeto do Cartão Aluguel, que virá para substituir o fiador, cheque-caução ou seguro-fiança.

O locatário que optar por ele, receberá um cartão de crédito para pagar o aluguel todos os meses. Se atrasar, o banco acerta, mas depois cobra, com juros. O proprietário nem fica sabendo do problema.

- O produto está montado. Agora, esperamos a área de tecnologia de informação fazer algumas alterações no sistema para começar - afirma o vice-presidente de Governo da Caixa, Jorge Hereda.

Por conta desses ajustes, a data de lançamento não está totalmente fechada. A Caixa está substituindo a tecnologia dos cartões de crédito, que passarão a funcionar com chip eletrônico. Assim que finalizar a mudança, lançará o Cartão Aluguel.

Muitos inquilinos encontram dificuldade na hora de assinar o contrato por não terem um fiador. Uma outra opção, o seguro-fiança, também é inviável financeiramente para alguns, já que chega a custar uma vez e meia o valor do aluguel.

O locatário terá que desembolsar uma taxa de anuidade. Ele fará o acerto direto com o banco, que enviará uma fatura mensalmente, assim como ocorre com o cartão de crédito.

As taxas de juros, no caso de atraso, devem ser semelhantes às cobradas pelos cartões de crédito, de cerca de 10% ao mês. A instituição financeira vai analisar a capacidade de pagamento do locatário, antes de conceder o crédito.

COMO VAI FUNCIONAR

CARTÃO ALUGUEL

O inquilino terá que procurar agência da Caixa Econômica Federal para solicitar o dinheiro de plástico exclusivo para o aluguel.

AVALIAÇÃO

A Caixa vai analisar a ficha cadastral dos interessados para conceder a nova garantia de locação. Inquilinos vão pagar o aluguel mensalmente por meio do extrato enviado à residência.

DESPESA

O inquilino será o responsável pelo pagamento da taxa de anuidade do cartão. A cobrança já é conhecida para quem usa o modelo.

IMOBILIÁRIA

De posse do cartão aluguel, os inquilinos devem procurar a administradora de imóveis e escolher o apartamento. Em seguida, é só passar o cartão exclusivo da Caixa Econômica para fazer a operação a fim de garantir o fechamento do negócio, sem fiador ou outra garantia.

INADIMPLÊNCIA

Secovi lembra que a inadimplência na locação ainda é muita alta. Atualmente, representa de 9% a 10%. Isso porque o Judiciário é muito lento para julgar uma ação de despejo. À vezes, o proprietário ou administradora leva mais de uma ano para retomar o imóvel.

Fonte: Jornal O Dia

13/07/2008 - 11:15h Repovoar o centro de São Paulo reduziria o déficit habitacional

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Diário de São Paulo

05/06/2008 - 10:06h Ponte da Marta: privatização dos custos e socialização dos benefícios

Socialização dos benefícios

FERNANDO NOGUEIRA DA COSTA

Em geral, ocorria, no Brasil, privatização dos lucros e socialização das perdas. A novidade foi que o Cepac trocou os termos da frase

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/foto/0,,14454814-EX,00.jpg

FOI INAUGURADA no mês passado a bela ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira -homenagem ao publisher desta Folha-, ligando a avenida Jornalista Roberto Marinho (antiga Água Espraiada) à marginal Pinheiros, em São Paulo. Todos os que trabalharam para viabilizá-la devem sentir orgulho de ter dado “uma pequena ajuda para a cidade”. Refiro-me não só aos participantes na obra de engenharia civil, mas também aos servidores públicos que estruturaram uma engenharia financeira para garantir seu financiamento.
Um primeiro aspecto positivo sob o ponto de vista institucional é que essa operação estruturada obrigou a continuidade administrativa, garantida por contratos e fiscalização. Iniciada na gestão anterior da prefeitura, ela foi concluída na de um adversário político. Outro ponto positivo é que seu custo final de R$ 260 milhões não significou ônus para os contribuintes.
Em vez de arrecadação tributária, utilizou-se uma nova alternativa de captação de recursos para o financiamento do desenvolvimento urbano: o Cepac, Certificado de Potencial Adicional de Construção. Trata-se de um título mobiliário criado pelo Estatuto da Cidade para possibilitar o financiamento de grandes obras previstas em operações urbanas, sem que o município precise utilizar recursos vinculados ao orçamento municipal.
Ele conjuga o mercado de valores mobiliários com o mercado imobiliário. Tendo comprado o Cepac, o investidor adquire direitos urbanísticos adicionais nas áreas definidas pelo programa. Nessas áreas com potencial de adensamento, o Cepac possibilita uma construção acima dos limites até então permitidos pela legislação de uso e ocupação de solo vigente, mediante contrapartida financeira paga à prefeitura pela compra do certificado. Como resulta em direitos adicionais de construção apenas nas áreas previamente aprovadas, o poder público continua mantendo total controle do urbanismo.
Para adquirir o Cepac, não é preciso ser proprietário de terrenos nem mesmo ter que adquirir um imóvel na área da operação urbana. Mas, caso venha a ser titular de imóvel no local, poderá aumentar a área construída ou alterar seu potencial de utilização.
Assim, o Cepac pode ser uma forma de diversificação nos investimentos para investidores institucionais. Eles são comercializados em leilões públicos de papéis, com rendimento variável, atrelado à valorização imobiliária da região em que foi executada a operação urbana. Os títulos podem ser negociados no mercado secundário pela Bovespa.
No caso da Operação Urbana Consorciada Água Espraiada, a emissora dos Cepacs foi a Prefeitura do Município de São Paulo, sob coordenação da Emurb. A Secretaria de Finanças do município convidou a Caixa Econômica Federal para construir a operação estruturada, em 2003. Seguindo a norma estabelecida pela CVM, na ocasião, a Caixa convidou outro banco, no caso o Banco do Brasil, para ser o coordenador da emissão.
Com a parceria entre essas duas instituições financeiras públicas federais, nelas foram mantidos os recursos obtidos com a alienação dos Cepacs, separados do caixa da prefeitura, em contas vinculadas, cujo titular era a Emurb.
O agente fiscalizador foi a Caixa, sendo responsável por fiscalizar o emprego dos recursos obtidos com a distribuição pública de Cepac exclusivamente nas intervenções das operações urbanas consorciadas. Com sua expertise, também acompanhou o andamento das referidas intervenções e assegurou a suficiência e veracidade das informações que eram, periodicamente, prestadas pelo município ao mercado.
Em geral, ocorria, no Brasil, uma privatização dos lucros e uma socialização das perdas. A grande novidade foi que o Cepac propiciou uma privatização dos custos e a socialização dos benefícios.
Antes, a prefeitura investia em obras urbanas com recursos de toda a comunidade, mas a valorização imobiliária beneficiava mais os donos das propriedades na área que recebeu os investimentos. Todos pagavam, mas poucos usufruíam.
O Cepac equacionou dois problemas. Primeiro, forneceu recursos para o financiamento não tributário (e sem endividamento) do gasto público. Segundo, absorveu, para a coletividade, a renda diferencial gerada pelo investimento governamental, tradicionalmente apropriada por segmentos do setor privado.


FERNANDO NOGUEIRA DA COSTA, 56, economista, é professor associado do Instituto de Economia da Unicamp. Foi vice-presidente da Caixa Econômica Federal e diretor-executivo da Febraban.

fercos@uol.com.br

23/05/2008 - 09:05h Funcef vai investir em rede de hotéis econômicos

http://www.pampasonline.com.br/imagens/pampas_brasil_postais.jpg

Roberta Campassi, de São Paulo - VALOR

Depois de experimentar altos e baixos com investimentos em hotéis cinco estrelas, o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal (Funcef) fará suas primeiras incursões na hotelaria econômica, o segmento que mais cresce no país. Até o fim de 2009, a Funcef planeja investir na construção de 20 a 30 unidades da categoria mais simples e barata do setor.

Para fazer investimentos imobiliários, a Funcef tem orçamento de R$ 400 milhões anuais, sendo que entre R$ 120 milhões e R$ 150 milhões do total podem ser alocados para a hotelaria, conforme explica Jorge Arraes, diretor da área. “O volume de recursos ainda não está totalmente definido, mas é flexível”, afirma. Segundo o executivo, já estão definidos dois projetos cujas construções serão iniciadas neste ano, um em Vitória e o outro em Petrolina (PE).

A meta da Funcef deve representar uma aceleração significativa na construção de hotéis econômicos. Para que se tenha uma base de comparação, a maior administradora hoteleira do país, a Accor, possui ao todo 56 unidades da categoria dentro do Brasil com as marcas Íbis e Formule 1. A InterContinental tem cinco unidades econômicas com a bandeira Holiday Inn Express e a Atlantica tem um hotel em construção que vai operar com a marca Go Inn.

Com preços mais baratos em troca de quartos pequenos e sem luxo, diárias que não incluem café da manhã e oferta de serviços enxuta, a categoria econômica é a que vem recebendo mais investimentos. Uma projeção do Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb) mostra que o Brasil terá cerca de 200 novos hotéis entre 2007 e 2010, sendo que metade deles será da categoria econômica - o restante ficará dividido entre a faixa intermediária e a luxuosa. “Hotéis econômicos atendem a base da pirâmide da população, ou seja, pessoas que tem orçamento limitado mas querem qualidade”, afirma Frank Pruvost, diretor de operações da Accor para as marcas econômicas. Segundo ele, há dois tipos principais de público para essa categoria: profissionais liberais ou funcionários de empresas em cargos mais baixos, nos dias da semana, e casais em viagem de lazer, no sábado e domingo.

O objetivo da Funcef, conta Arraes, é formar uma espécie de rede entre todos os hotéis que permita mais ganhos de escala e sinergias de vendas. “Nossa experiência nos mostra que precisamos conhecer um pouco do negócio e ter envolvimento no lado estratégico também”, afirma Arraes. Os empreendimentos novos, contudo, deverão ser administrados por empresas hoteleiras diferentes. Já existe um acordo prévio com a Accor para a administração do hotel em Petrolina. No passado, a Funcef chegou a elaborar planos para hotéis econômicos com a própria Accor e com a bandeira Sleep Inn, que é administrada pela Atlantica.

O entusiasmo em relação à hotelaria econômica, no entanto, não é unanimidade no setor. Diogo Canteras, sócio da consultoria hoteleira HVS no Brasil, afirma que o melhor momento para investir nesse segmento será em dois ou três anos. Por enquanto, a rentabilidade da categoria ainda é pequena. “Os hotéis costumam estar sempre cheios e os custos são mais baixos, mas as diárias ainda estão muito defasadas em relação ao que deveriam custar”, afirma.

Essa falta de rentabilidade, segundo ele, fica evidente na seguinte comparação: construir um quarto de hotel econômico numa cidade como, por exemplo, São José dos Campos, custa R$ 90 mil, enquanto comprar um que já existe custa R$ 60 mil. “O melhor investimento hoje, em hotelaria, é no segmento de altíssimo luxo em grandes centros”, afirma Canteras.

Os planos da Funcef nos segmentos mais caros, por ora, estão estagnados. “Temos que rentabilizar, primeiro, os hotéis que já existem”, afirma Arraes. O fundo de pensão é dono do Eco Resort de Cabo de Santo Agostinho (PE), do Eco Resort de Angra dos Reis (RJ), do hotel Brasília Alvorada, na capital brasileira, e do Renaissance, em São Paulo. Com exceção deste último, todos os outros foram construídos durante a sociedade da Funcef com a operadora Blue Tree. Quando a parceria terminou, em 2006, em meio a uma disputa judicial, o fundo de pensão ficou com os empreendimentos que agora são administrados sem bandeiras, mas por uma empresa contratada.

Segundo Arraes, o Renaissance é o mais lucrativo, mas os hotéis de Brasília e Angra dos Reis também devem alcançar a meta de lucratividade estabelecida para este ano. Já o resort Cabo de Santo Agostinho ainda “não terá resultados expressivos, mas começou a equilibrar o balanço”, afirma - o hotel passou também pelas mãos do grupo Posadas em 2007, mas a operadora deixou a gestão do empreendimento devido aos resultados financeiros ruins. Nos nove primeiros meses do ano passado, o empreendimento registrou prejuízo de R$ 8 milhões e taxas de ocupação tão baixas quanto 15%.

19/05/2008 - 09:09h Caixa Econômica Federal: Feirão de imóveis movimenta R$ 1,4 bi

Evento da Caixa termina com recordes de público e de negócios

Renata Gama - O Estado de São Paulo

A 4ª edição do Feirão da Caixa, no Expo Center Norte, em São Paulo, terminou ontem com recordes de público e de negócios. Nos cinco dias de evento, mais de 162 mil pessoas à procura da casa própria - 8 mil a mais do que no ano passado - passaram pelo atendimento, estandes das construtoras e imobiliárias. Cerca de 21,5 mil contratos foram encaminhados, no valor de R$ 1,4 bilhão, superando em R$ 100 milhões a marca registrada em 2007, segundo balanço divulgado após o fechamento das portas ontem, às 15 horas.

A movimentação de negócios, no entanto, foi abaixo da expectativa da Caixa, que projetava um montante de R$ 1,5 bilhão. Mas o banco pretende alargar o número de contratos fechados a partir da feira por meio de uma estratégia de vendas pós-evento. “Vamos montar uma sala de guerra para agilizar o fechamento dos negócios. Vai ser um mutirão das agências”, antecipou o superintendente-regional da Caixa, Augusto Bandeira Vargas.

Ainda hoje, o banco deve detalhar os números do feirão, mas algumas surpresas já puderam ser identificadas. “Não imaginávamos que íamos fechar tanto contrato do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo)”, afirmou o gerente regional Luiz Carlos Previlato, sem divulgar o volume total de negócios da modalidade de crédito nem a fatia que representou no total de contratos.

A surpresa ocorre porque o empréstimo via SBPE é a opção contratada na compra de imóveis acima de R$ 130 mil, fora do foco do banco e da feira, cuja média de ofertas era em torno de R$ 90 mil. Para essa faixa de preço, o crédito pode ser feito a juros mais baixos, com recursos do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS).

Outro fato que chamou a atenção no evento foi o grande número de jovens interessados na compra da casa própria. “Não temos números ainda, mas só de olhar você já percebe”, afirmou Vargas. Na opinião dele, essa é uma tendência que já pode ser observada a partir dos balanços de financiamento do banco, que mostram que 43% dos negócios são fechados para clientes na faixa etária de 26 a 35 anos.

O casal Léo Araújo Rosa, de 28 anos, e Guiomar Luiza Tino, de 27 anos, se encaixa no perfil. Moradores de Guarulhos, eles acordaram cedo no domingo para retirar a carta de crédito de R$ 30 mil que será usada na compra de uma casa na Zona Leste da cidade. Eles ainda não encontraram o imóvel, mas já fizeram o planejamento. “Não vamos financiar o valor total, e vamos financiar em 20 anos, porque na ponta do lápis vai sair mais barato que o aluguel”, afirmou Rosa.

ESTRATÉGIA AGRESSIVA

As empresas presentes ao feirão adotaram uma estratégia mais agressiva que nas edições anteriores, com claro objetivo de fechar negócios no evento. A Tenda, por exemplo, deu de brinde as mobílias do apartamento para quem assinasse o contrato no local. “Nossa estratégia é fechar negócio aqui”, disse Peterson Querino, diretor-regional de vendas.

Deu certo. A cabeleireira Lucrécia Florenciano, de 52 anos, foi uma das que aproveitaram a promoção. Ela visitou apenas um estande na feira e já saiu de negócio fechado, sem conhecer o imóvel. “Não procurei nenhum outro”, disse. Vai pagar R$ 93 mil por um apartamento de dois quartos no Parque do Carmo, na Zona Leste.

NÚMEROS

162 mil
foi o total de pessoas que visitaram a 4.ª edição do Feirão da Caixa, evento que durou cinco dias no Expo Center Norte. O número representa 8 mil pessoas a mais do que no ano passado

21,5 mil
negócios foram encaminhados pelas construtoras e imobiliárias presentes no feirão. Foram oferecidos imóveis novos e usados

R$ 1,4 bilhão
foi o valor total dos negócios fechados a partir da feira. O montante superou em R$ 100 milhões a marca do ano passado

R$ 1,5 bilhão
era a expectativa da Caixa para os negócios fechados no evento

16/05/2008 - 14:02h Parada Gay de SP recebe mais recursos públicos

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Ministério do Turismo e Prefeitura incrementam verbas para garantir evento; associação lamenta resistência das empresas privadas

William Glauber - O Estado de São Paulo

Mais uma vez a Parada Gay de São Paulo, a ser realizada no dia 25, conta com patrocínios majoritariamente dos cofres públicos. Apesar de negociações com uma fabricante de refrigerante, uma empresa de crédito e uma companhia aérea, o reforço financeiro vem do incremento em 20% da cota do Ministério do Turismo e em 30% do investimento em infra-estrutura de responsabilidade da Prefeitura. Neste ano, o governo federal reserva R$ 300 mil, ante R$ 250 mil de 2007, e a Prefeitura desembolsa R$ 450 mil, ante R$ 350 mil da edição passada.

O evento vai ter orçamento em torno de R$ 1,070 milhão, já acrescentados os investimentos da Caixa Econômica Federal (R$ 120 mil) e Petrobrás (R$ 200 mil). As empresas públicas reservam os mesmos valores dos recursos destinados à Parada de 2007, quando juntas às esferas de poder municipal e federal aplicaram R$ 920 mil. Por meio da captação da Fun Prime - empresa de organização de eventos -, a Parada recebe também apoio de um fabricante de calçados, uma empresa de cruzeiros e da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.

O diretor da Fun Prime, André Guimarães, argumenta que a captação tardia de recursos impossibilitou o fechamento de contratos com grandes empresas privadas. “Infelizmente, o trabalho começou depois do carnaval e deveria ter ocorrido logo após a Parada”, explica. Ele diz que parcerias deixaram de ser firmadas porque as empresas já estão com verbas comprometidas. Segundo Guimarães, estão confirmadas presenças de executivos de multinacionais para observar a Parada e estreitar relacionamentos.

Apesar do atraso na captação, o vice-presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Travestis), Murilo Sarno, diz que há resistência de “algumas empresas” em associar marcas ao segmento. “Essa é uma mentalidade brasileira, que vai mudar gradativamente. Na Europa, várias companhias privadas entendem como positivo o trabalho com o público gay.”

Atenta ao mercado, a Caixa participa da Parada pela segunda vez. “A Caixa vai ter estandes para vender produtos e vai apresentar a marca nos trios”, explica o coordenador de Marketing, Augusto Ermétio Dias Júnior. E são os negócios também que justificam os recursos federais. “A Parada é um evento que gera alta taxa de ocupação hoteleira e tem visibilidade internacional. É um investimento grande e importante”, diz o secretário nacional de Políticas de Turismo, Airton Pereira.

Para os visitantes voltarem, o chefe da Coordenadoria dos Assuntos da Diversidade Sexual (Cads), Cássio Rodrigo, diz que a Prefeitura vai garantir toda a infra-estrutura: três hospitais de campanha, bolsões de segurança, telecentro para registro de BOs, gradeamento. “Queremos que o público se sinta seguro e volte, para, assim, consolidarmos a Parada como a maior manifestação GLBT do mundo.”

15/05/2008 - 09:40h Crescendo como mato


São mais de 100 novos imóveis que surgem por dia, em média, na Cidade de São Paulo

http://www.pmmc.com.br/ccs/sala-noticias/2005_outubro/imagens/PAR%20interna%20071005.jpg

SUPLEMENTO ESPECIAL: FEIRÃO DA CAIXA (no jornal O Estado de São Paulo)

CAROLINA DALL’OLIO - O Estado de São Paulo

moradia.jpgUma cidade com média de 105 unidades imobiliárias novas lançadas por dia. Esse número dá a noção da importância do mercado da Capital e da Grande São Paulo. Dados da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) mostram que, em 2007, foram lançadas 59.403 unidades imobiliárias na Região Metropolitana de São Paulo - quase o dobro dos lançamentos de 2006. Só na capital, o número chegou a 38.536 imóveis.

“Foi um ano histórico”, afirma João Claudio Robusti, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). E o melhor sintoma desse momento especial é a realização de mais um Feirão da Casa Própria, que vai até o domingo (veja horários na página 3) e, que ocorre no Expo Center Norte, na Rua José Bernardo Pinto, Vila Guilherme).

A capital paulista foi o epicentro do mercado imobiliário em 2007 e colaborou significativamente para que o setor de construção civil fechasse o ano com alta de 5% em relação a 2006. Os números da criação de empregos no ramo refletem esse fenômeno.

No Brasil, a taxa de crescimento de postos de trabalho no setor em 2007 foi de 15%. No Estado de São Paulo, chegou a 20%. Porém, na cidade, o número foi bem mais expressivo: bateu na casa dos 25%.

“E tudo indica que, em 2008, São Paulo vai continuar a ser vedete”, estima Robusti. Somente no primeiro trimestre do ano, mais de 10 mil imóveis foram construídos na Grande São Paulo - 6.752 deles na capital. “Embora o mercado de alta renda já esteja quase saturado na região, ainda há muito espaço para crescer entre as classes média e média-baixa”, analisa o presidente do Sinduscon.

O bom momento da economia é um dos fatores que justificam esse otimismo. Só nos dois últimos anos, a renda dos trabalhadores cresceu quase 20%. Já descontada a inflação, o aumento correspondeu a R$194 bilhões a mais no ganho das famílias em relação a 2005.

A oferta de crédito também disparou. Hoje, estima-se que o valor destinado a financiamentos imobiliários corresponda 4% do PIB, sendo que 2% equivalem apenas ao valor disponível nas carteiras do FGTS. “Mas em países com uma realidade próxima à brasileira, como Chile e México, o volume chega a mais de 12% do PIB. Isso mostra o quanto ainda podemos crescer”, diz Robusti.

Para João Crestana, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), a ampliação do prazo de financiamento - que, no fim do ano passado, passou de 20 para 30 anos - também deve ajudar a esquentar o mercado imobiliário em 2008. “Isso beneficia principalmente a classe média baixa, para quem a diminuição no valor da parcela já faz grande diferença.”

15/05/2008 - 09:24h Caixa amplia prazo de pagamento e financia até 100% de imóvel usado

Novas regras valem para linha de crédito a famílias com renda até R$ 4.900

Brasília - Presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, divulga balanço anual da instituição Foto: Wilson Dias/ABr

Presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho. Financiamento para compra de imóvel usado pode ser de 100%. Foto: Wilson Dias/ABr

Fabiana Ribeiro e Mariana Sallowicz - O GLOBO

RIO e SÃO PAULO. A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou ontem, no primeiro dia do Feirão da Casa Própria em São Paulo, mudanças no financiamento com recursos do FGTS, direcionado a famílias com renda até R$ 4.900: já é possível financiar 100% — e não apenas 80% — do valor do imóvel usado de até R$ 130 mil. Além disso, o prazo foi ampliado de 25 para até 30 anos (o teto só vale para financiar 80%). O setor comemora a ampliação da fatia a ser emprestada e do tempo para se pagar ao banco.

No entanto, especialistas prevêem aumento de até 5% no preço dos imóveis devido ao aumento da demanda.

Não houve mudanças nas taxas de juros — que variam de 6% a 8,16% ao ano, mais Taxa Referencial de Juros (TR). Os juros são reduzidos em 0,5% para os trabalhadores com mais três anos de depósitos no FGTS.

No pagamento em até 240 meses, o cliente pode financiar o valor total do imóvel. Até 300 meses, 90%. De 301 a 360 meses, até 80% da quantia.

De acordo com Maria Fernanda Ramos Coelho, presidente da Caixa, o perfil de quem faz o financiamento da casa própria vem mudando nos últimos anos: — Jovens são os principais compradores e eles financiam o imóvel que cabe no bolso.

Pesquisa divulgada ontem aponta que pessoas de 26 a 35 anos representam 45% dos compradores.

Em segundo lugar, quem tem de 36 a 45 anos (26%), e, em terceiro, quem tem até 25 anos (14%). Do total, 69% são homens e 31%, mulheres.

Na avaliação de João Teodoro, presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cocefi), as mudanças no financiamento da Caixa devem provocar alterações nos programas dos demais bancos.

— Os consumidores devem ficar atentos ao que os outros bancos oferecem. E não deixar de comparar taxas e prazos — disse Teodoro, para quem a maior demanda pode elevar os preços em torno de 3%.

Para Casimiro Vale, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio (Creci-RJ), a ampliação do prazo de financiamento desonera o consumidor, que, muitas vezes, financiava parte da casa na Caixa e outra parte num outro banco. Além disso, dará mais acesso ao primeiro imóvel: — Por outro lado, pode haver um pequeno aumento nos preços. De até 5%.

Instituição faz convênios para descontar prestação em folha A Caixa está fechando convênios com empresas para oferecer o financiamento aos funcionários com desconto na folha de pagamento. Como vantagem, os empregados poderão contratar crédito com juros mais baixos que as linhas oferecidas pelo banco. Até o momento, a CEF formalizou o convênio com os fundos de pensão Funcef (dos empregados da Caixa), Petros (da Petrobras) e Previ (do Banco do Brasil). Para o setor privado, foram assinados acordos com as centrais Força Sindical e CUT. Os sindicatos das categorias devem formalizar o acordo com as centrais sindicais, para depois oferecer aos trabalhadores.

O Conselho Curador do FGTS decidiu neste mês aumentar o subsídio na compra da casa própria para quem tem renda familiar de até R$ 1.875.

O benefício agora é válido na compra de imóveis novos ou em construção.

— Antes, o subsídio era dado apenas para renda de até R$ 1.125, mas foi ampliado afirma Maria Henriqueta, assessora técnica do conselho.

Quem adquirir imóveis usados e tiver renda entre R$ 1.125 e R$ 1.875 não terá direito ao subsídio.

Neste caso, terá taxa de juros reduzida, para 6%, como já ocorre. Quem ganha acima desse valor, até R$ 4.900, paga juros de 8,16%. O subsídio máximo é de R$ 14 mil. Quanto menor a renda, maior o subsídio.

O maior déficit habitacional está concentrado na faixa de quem recebe até cinco salários mínimos, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego

14/05/2008 - 22:13h Caixa já financia até 100% do valor de imóvel usado

AE - Agencia Estado

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BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal anunciou hoje que ajustou as operações para quem pretende adquirir um imóvel usado a partir da Carta de Crédito FGTS, dando o mesmo tratamento dispensado às operações de imóveis novos. Segundo nota divulgada pela instituição, os destaques são a ampliação da quota de financiamento para até 100% do valor do imóvel e o aumento do prazo de amortização, para até 30 anos.

O programa Carta de Crédito FGTS é uma linha de financiamento que dispensa a necessidade de depósitos na conta vinculada do Fundo de Garantia para contratação do serviço.

A ampliação da quota já está em vigor, com adoção de porcentual variável em função do sistema de amortização. Para o pagamento em até 20 anos, o cliente pode financiar até o valor total do imóvel. Até 25 anos meses é possível financiar até 90%. Para prazo de até 30 anos, o interessado financia até 80% da quantia. O porcentual é aplicado sobre o menor valor entre a avaliação da Caixa e o valor de compra e venda do imóvel.

A Caixa alerta, no entanto, que os limites dos imóveis variam de região para região. Para Distrito Federal e municípios das áreas metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, o valor chega a R$ 130 mil. Em cidades com população igual ou superior a 500 mil habitantes, municípios do entorno do Distrito Federal, demais capitais estaduais e regiões metropolitanas, o limite é de R$ 100 mil. Nas demais cidades, de R$ 80 mil.

11/11/2007 - 06:15h Enquanto Serra prepara venda de empresas públicas em São Paulo, no Brasil maioria é contra privatizações


Levantamento ‘Estado’/Ipsos indica que 62% do eleitorado é contra e apenas 25% é a favor

Carlos Marchi

A maioria do eleitorado brasileiro (62%) é contra a privatização de serviços públicos, feita por quaisquer governos, apontou a pesquisa Estado/Ipsos. Apenas 25% dos brasileiros a aprova. A percepção dos brasileiros é que as privatizações pioraram os serviços prestados à população nos setores de telefonia, estradas, energia elétrica e água e esgoto. As mais altas taxas de rejeição (73%) estão no segmento de nível superior e nas classes A e B.

Esses números contrastam com o momento das privatizações. Há 22 anos, os monopólios estatais se mostravam incapazes de responder aos desafios da globalização e da revolução tecnológica, em especial na telefonia. Em dezembro de 1994, uma pesquisa Ibope sobre privatização de bancos estaduais registrou que 57% eram a favor de privatizá-los total ou parcialmente e só 31% eram contrários. Em fins de março de 1995, outra pesquisa Ibope atestou que 43% dos brasileiros eram a favor das privatizações e 34% eram contrários.

DO VINHO PARA A ÁGUA

De lá para cá, isso mudou muito. Hoje, uma robusta maioria acha que a qualidade dos serviços prestados por empresas privatizadas piorou. Os mais criticados, segundo a pesquisa, são os serviços prestados pelas concessionárias de energia elétrica (pioraram para 55% e melhoraram para 31%) e água e esgoto (54% e 29%, respectivamente). As menos rejeitadas são as de telefonia (51% e 37%) e de estradas (47% e 36%).

Mas os brasileiros fazem um ressalva em seu julgamento. Se, por um lado, acham que cabe ao governo arranjar dinheiro para investir em tudo, como afirmam 74%, por outro, sentenciam pragmaticamente que é melhor privatizar do que prestar um mau serviço, como admitem 44%. Uma parcela minoritária (20%) concorda com a frase “serviços privatizados funcionam sempre mal”; e menos gente ainda (18%) concorda com a frase “serviços estatizados funcionam sempre bem”.

A análise do Ipsos frisou que a população brasileira se posicionou francamente contra as privatizações, mas, se os serviços forem bons ou trouxerem benefícios para as pessoas, essa postura pode ser revertida. Segundo a análise, os brasileiros não comparam o serviço prestado atualmente com o passado remoto - quando eles eram, em geral, de má qualidade -, mas com a expectativa que acalentaram de que as privatizações melhorariam a vida das pessoas.

Hoje, para privatizar, deduz a análise, os governos devem estar blindados pelo acúmulo prévio de popularidade advinda de outros fatores - FHC, por exemplo, menciona a análise, privatizou sob o guarda-chuva do início do Plano Real; Lula, agora, privatizou sob o manto protetor do bom momento da economia e dos programas sociais.

SEM COR E SEM PARTIDO

Ainda assim, a rejeição à privatização não tem cor partidária ou ideológica: ela atinge por igual as privatizações feitas no governo FHC, no governo Lula ou em governos estaduais ou municipais variados (caso das privatizações na área de água e esgoto). Enquanto 55% acharam que o governo FHC fez mal em privatizar a telefonia, apenas 33% disseram que fez bem.

Os números são negativos por igual para a privatização de estradas (53% contra e 33% a favor), energia elétrica (59% contra e 29% a favor) e água e esgoto (59% contra e 27% a favor). Da mesma forma, os brasileiros condenaram a recente privatização de estradas federais anunciada pelo governo Lula: para 49%, o governo fez mal; para 35%, o governo fez bem.

Uma maioria esmagadora da população condenou uma hipotética privatização das “jóias da Coroa”, o Banco do Brasil (77%), a Caixa Econômica Federal (78%) e a Petrobrás (78%), numa atitude animada, segundo a análise do Ipsos, pela retórica repetida por todos os segmentos políticos brasileiros .

Os que estão no alto da pirâmide de renda produziram as maiores taxas de aprovação das privatizações (35%, entre os que ganham mais de R$ 1.801), mas, entre os que ganham até R$ 300 mensais, apenas 15% aprovam a desestatização dos serviços básicos.

No outro extremo, a Região Nordeste evidenciou a maior rejeição às privatizações (16% a favor e 73% contra), seguida pela Região Sul (21% a favor e 67% contra), o Sudeste (30% a favor e 56% contra) e, por último, o Norte/Centro-Oeste (34% a favor e 51% contra).

A pesquisa Estado/Ipsos entrevistou 1.000 eleitores brasileiros, em 70 cidades e 9 regiões metropolitanas, entre os dias 24 e 31 de outubro, com uma margem de erro de 3 pontos porcentuais.

30/10/2007 - 19:25h Governo Lula amplia financiamento com recurso do FGTS para classe média

ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) decidiu flexibilizar as regras e liberar o financiamento com recursos dos fundos para os trabalhadores que ganham mais de R$ 4.900 e possuam conta vinculada. Essa regra terá início em janeiro de 2008 e, além disso, o limite do valor do imóvel para os cotistas foi ampliado para R$ 350 mil, sendo que o empréstimo pode chegar a R$ 245 mil.

O objetivo da decisão, tomada hoje em reunião do conselho, é beneficiar parte dos titulares dessas contas vinculadas que antes não eram atendidos por outros financiamentos com recursos do FGTS, voltados para habitação popular. Os limites anteriores eram renda de até R$ 4.900 e valor máximo do imóvel de R$ 130 mil.

Nessa nova linha, o conselho disponibilizou R$ 1 bilhão para o ano que vem, com taxa de juros de 8,66% ao ano e prazo de pagamento em até 360 meses (30 anos), prazo máximo dos empréstimos feitos por meio da Caixa Econômica Federal.

Para ter acesso a esse financiamento, o trabalhador deve ter contribuído no mínimo três anos sob o regime do FGTS e saldo na conta vinculada de no mínimo 10% do valor de avaliação do imóvel. Como nos demais financiamentos, esse trabalhador não pode ser proprietário de imóvel residencial no município que reside e nem deter financiamento no SFH (Sistema Financeiro de Habitação) em qualquer cidade do país.

Neste ano, o conselho já havia decidido conceder um desconto de meio ponto percentual na taxa de juros para os cotistas que comprassem um imóvel com recursos do FGTS. A medida, que também terá início em janeiro, não será aplicada à nova faixa de empréstimo criada hoje.

Nas demais linhas de financiamento, que incluem também os trabalhadores que não possuem conta junto ao FGTS, as faixas de financiamento permanecem as mesmas. O limite aprovado para a habitação popular no orçamento de 2008 é de R$ 5,4 bilhões.

O orçamento total do FGTS em 2008 será de R$ 11,64 bilhões, contra os R$ 11,2 bilhões aprovados para este ano.

Juros mais baixos

A taxa de juros com recursos do FGTS são menores do que aquelas do SFH, que têm como fonte de recursos os depósitos em poupança. Nesses empréstimos, os juros podem chegar a 12% ao ano mais a TR (taxa referencial).

O conselho curador tomou a decisão de flexibilizar as regras em um momento em que o fundo tem um saldo elevado. Hoje, se todos os trabalhadores zerarem suas contas, o superávit será superior a R$ 20 bilhões.

O saldo elevado motivou o governo a criar neste ano o FI-FGTS (Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Esse fundo terá ao menos R$ 5 bilhões do patrimônio líquido do FGTS que será aplicado em obras de infra-estrutura. Está previsto ainda que em cerca de dois anos os trabalhadores possam aplicar até 10% do saldo de sua conta vinculada nesse fundo.

01/10/2007 - 18:49h Desafios

O GLOBO • OPINIÃO

*Jorge Mattoso

Várias de cisões tomadas desde 2003 pelo governo federal - em sintonia com entidades do setor da construção civil e com os movimentos sociais - foram indispensáveis à expansão do setor imobiliário.

Depois de anos de estagnação a construção civil deslanchou (crescendo mais que o PIB em 2004 e 2006), foram gerados centenas de milhares de empregos no setor e foram disponibilizados recursos ao crédito habitacional em valores inusitados e crescentes.

Após a expansão iniciada em 2004, em 2006 foram aplicados 20 bilhões de reais, e nos primeiros sete meses de 2007 os recursos destinados ao crédito habitacional alcançaram cerca de 14 bilhões, gerando uma expectativa de aplicação de mais de 30 bilhões neste ano e de um crescimento do setor novamente superior ao PIB. Isto sem incluir os recursos novos do *PAC* destinados à habitação…

No entanto, esse bem-vindo crescimento traz novos desafios que necessitam ser visualizados estrategicamente e enfrentados desde agora.

Primeiramente, precisamos assegurar a continuidade das condições macroeconômicas e sociais favoráveis, a expansão do crédito e do investimento e, não menos importante, à melhoria da distribuição da renda.

Em segundo lugar, precisamos desenvolver com segurança a securitização dos créditos habitacionais, inclusive evitando os erros do Japão e dos EUA. A securitização de recebíveis imobiliários apenas engatinha no Brasil, e em 2006 a emissão primária foi de pouco mais de 1 bilhão de reais. Com a continuidade da redução dos juros e a expansão do crédito, esse mecanismo deverá ser mais demandado e sua solidez precisa ser consolidada.
Em terceiro lugar, é preciso ampliar a eficiência da Política Nacional de Habitação, iniciada em 2003 após a criação do Ministério das Cidades.

Com um Sistema Nacional de Habitação, maior articulação com estados e municípios, com o PAC e com as Conferências Municipais e Estaduais das Cidades, será possível avançar no esforço realizado em favor das camadas de menor renda, ampliando os valores destinados a subsídios ex ante, sejam recursos do Orçamento Geral da União, dos estados, dos municípios ou dos fundos destinados à habitação de interesse social.

Em quarto lugar, o setor precisa elevar sua produtividade, capacidade produtiva e investimento tecnológico. Isso em toda a cadeia da construção civil: dos fornecedores de equipamentos e de materiais, passando pela construção até a comercialização de imóveis. É indispensável se assegurar a disponibilidade de equipamentos e material de construção e que os métodos construtivos se desenvolvam.

A comercialização de imóveis precisa assumir os desafios do crescimento.

Por isso, em quinto lugar, precisamos melhorar a qualidade das informações e assegurar sua democratização, tanto para vendedores como para compradores. O papel da internet e dos mecanismos de busca verticais são indispensáveis, considerando que a comercialização imobiliária ainda é um dos segmentos em que a assimetria de informações é mais intensa.

Em sexto lugar, mas não menos importante, precisamos ampliar a formação da mão-de-obra, articulando empresas construtoras,* Caixa, *bancos privados, Senai e as distintas iniciativas existentes. Com a expansão do setor, poderemos enfrentar falta de mão-de-obra proximamente. Após a estagnação ocorrida por duas décadas, essa potencial falta de pessoal - que já ocorreu no passado - pode ser mais intensa, pois estreitou-se o estoque de mão-de-obra disponível e debilitaram-se os mecanismos de formação de pessoal.

Outros desafios surgirão ao longo do processo de crescimento do setor imobiliário e precisam ser enfrentados para que o dinamismo da construção habitacional ocorra sem sobressaltos.

*JORGE MATTOSO é professor do Instituto de Economia da Unicamp e foi presidente da Caixa Econômica Federal.

28/09/2007 - 09:12h Eleitorado quer mais Estado e menos mercado

Por Alberto Carlos Almeida - Valor (para assinantes)

Há muitas evidências do caráter estatizante do eleitorado brasileiro. Quem não se lembra das manifestações de rua, muitas na frente da Bolsa de Valores do Rio, contrárias aos leilões de privatização? Não se tratava, ali, de uma simples minoria, mas sim de uma minoria militante e aguerrida que representava, de certa maneira, uma maioria silenciosa para qual o Estado tem papel fundamental no provimento de bens e serviços.
É assim que 51% dos brasileiros acham que o sistema bancário deva ser estatal. Imaginem-se os maiores bancos brasileiros controlados pelo governo. Meu Deus, algo completamente absurdo! Porém, se essa decisão fosse deixada na mão do eleitorado, em particular do eleitorado de baixa escolaridade, é possível que o nosso sistema bancário fosse bem menos privado e muito mais estatal.

Cheque em branco

Alguns vão indagar por que, se o eleitorado é tão estatizante, durante o governo Fernando Henrique foram realizadas tantas privatizações. A razão é que o eleitorado passou um cheque em branco, como em geral ele faz com qualquer governo, para que Fernando Henrique provesse bem-estar e melhoria do poder de compra. O raciocínio era simples e direto: “votei no governo para controlar a inflação, o que melhora muito a minha vida; assim, mesmo que ele faça coisas com as quais discordo, como privatizar, eu ainda assim apóio o governo.” Veja-se, o apoio é condicional ao bom desempenho da economia.
No meu livro “A Cabeça do Brasileiro” eu abordo de forma detalhada em dois capítulos inteiros esta tendência majoritária de nossa sociedade: querer o Estado para produzir, regular e gerar bem-estar, mais Estado e menos mercado. É curioso perceber que esse aspecto do livro esteja sendo muito pouco debatido. Será que isso não merece atenção pública? Será que não é relevante saber que quanto menos escolarizada a pessoa, quanto mais pobre ela é, maior é a tendência de que ela queira mais Estado e menos mercado?

Símbolos nacionais

Não cabe aqui assumir uma posição intervencionista ou a favor do laissez-faire, mas apenas mostrar que os governantes brasileiros fazem, em grande medida, aquilo que o eleitorado espera que façam. A decisão de privatizar ou estatizar não depende apenas da opinião pública. Ela é muito relevante, porém, quando se trata de grandes símbolos nacionais. Melhor dizendo, antes disso, para que uma empresa estatal se torne um símbolo nacional é preciso que grande parte da sociedade apóie o controle estatal de muitas atividades econômicas.
É por isso que a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal são símbolos nacionais de suma importância para o povo. É também por isso que nenhuma força política brasileira se arriscaria, em sã consciência, a defender seriamente a privatização dessas empresas. A título de exemplo, veja-se o recente episódio que fez o ministro da Saúde recuar em sua defesa do aborto. Por que ele fez isso? Porque nossa população é majoritariamente anti-aborto. Caso ele continuasse insistindo na defesa da legalização do aborto, estaria pondo em risco sua permanência no cargo. Tudo isso para dizer o quê? Que a opinião pública importa.
Alberto Carlos Almeida, diretor de Planejamento da Ipsos Public Affairs e autor de “A Cabeça do Brasileiro” (Record).

E-mail: alberto.almeida@ipsos.com.br

28/08/2007 - 19:05h Caixa eleva prazo de financiamento da casa própria para 30 anos

Leitora do Blog fornece informações úteis sobre financiamento da casa própria pela Caixa

moradia.jpgOlá, Luis!
Sempre leio o blog, e gosto muito! Quando vi essa matéria da possibilidade de financiamentos, me interessei, e segui o conselho que você postou, logo de cara. Fui a uma agência da Caixa Econômica Federal. Não sou cliente, mas fui muito bem atendida por uma funcionária do setor da habitação, que explicou direitinho o que a matéria que você postou contava. E é mesmo muito interessante. Não costumo escrever em blogs, mas hoje acessei o seu para recuperar a matéria. E vi que muita gente, como eu, teve interesse. Então, para ajudá-los quero comentar que quem é cliente pode ligar para a Ouvidoria da Caixa: 0800 725 7474 ou para o Disque Caixa 0800 726 0101 para tirar dúvidas e ter mais informações. Quem não é cliente, você já havia indicado o site da caixa: http://www.caixa.gov.br, que tem um link para simulações. A dica é boa! Feita a simulação, se interessar, é só procurar o gerente da CEF mais próxima de sua casa, para mais informações. E quem quiser fazer o financiamento tem abrir uma conta. Não é difícil. É fácil. E eu queria agradecer a matéria, que me chamou a atenção, e o conselho. A gente tem de batalhar pelo teto próprio!
Abs, Bete

ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

Os interessados em comprar a casa própria contam agora com um prazo maior de financiamento se ele for feito por meio da Caixa Econômica Federal, principal instituição do país na área de empréstimos de habitação. O prazo foi elevado de 20 para 30 anos. Além disso, houve uma redução na taxa de juros e na taxa de administração.

Segundo a instituição, as alterações foram possíveis porque há um cenário de estabilidade no longo prazo, com queda nas taxas de juros. A taxa de juros nominal, que é pós-fixada, sofrerá uma redução de 11,38% ao ano para 10,4% ao ano para os imóveis entre R$ 130 mil e R$ 200 mil.

No caso de débito em conta corrente da Caixa ou em folha de pagamento, essa taxa é menor, de 10,02% ao ano. A taxa de administração dos contratos passará de R$ 25,00 para R$ 21,43 a partir de 1º de setembro.

Já as pessoas jurídicas têm agora uma linha de financiamento para compra de imóveis em até 120 meses, ou seja, dez anos.

O saldo das operações de crédito da Caixa voltadas para a habitação totalizavam ao final do primeiro semestre R$ 28,916 bilhões, um crescimento de 23,6% em relação ao mesmo período do ano passado. As novas contratações somaram no primeiro semestre do ano R$ 6,9 bilhões, totalizando 235 mil habitações. O valor está abaixo do previsto para o ano, que é de R$ 17,4 bilhões.

A caderneta de poupança é uma das principais fontes de financiamento habitacional, com R$ 2,6 bilhões. Em 30 de junho, o saldo das cadernetas estava em R$ 66,7 bilhões.