09/10/2009 - 12:39h Foreign Policy: Amorim, “o melhor chanceler do mundo”

Fonte VIOMUNDO

http://noticiasdachina.files.wordpress.com/2009/01/celsoamorim.jpeg

The world’s best foreign minister, Wed, 10/07/2009 – 12:35pm,

David Rothkofp, no blog da revista Foreign Policy

Esse pode ter sido o melhor mês do Brasil desde cerca de junho de 1494. Foi quando o Tratado de Tordesilhas foi assinado, dando a Portugal tudo no mundo a leste de uma linha imaginária que foi declarada existir 379 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde. Isso garantiu que o que viria a se tornar Brasil seria português e, portanto, desenvolveria uma cultura e identidade diferentes do resto da América Latina hispânica. Isso garantiu que o mundo teria samba, churrasco, Garota de Ipanema e, através de uma incrível e tortuosa corrente de eventos, a Gisele Bundchen.
Embora o Brasil tenha levado algum tempo dando razão à máxima de que “é o país do futuro e sempre será”, há poucas dúvidas de que o amanhã chegou para o país, ainda que muito tenha de ser feito para superar sérios desafios sociais e aproveitar o extraordinário potencial econômico do país.
A prova de que algo novo e importante está acontecendo no Brasil começou alguns anos atrás, quando o presidente [Fernando Henrique] Cardoso gerenciou uma mudança para a ortodoxia econômica que estabilizou o país-vítima de ciclos de crescimento e crise e inflação de tirar do sério. Ganhou força, no entanto, durante o extraordinário governo do atual presidente, Luis Inacio “Lula” da Silva.
Algum desse impulso se deve ao compromisso de Lula de preservar as fundações econômicas assentadas por Cardoso, uma decisão política corajosa para um líder sindical de oposição do Partido dos Trabalhadores. Parte do impulso se deve a sorte, uma mudança do paradigma energético que ajudou o investimento de 30 anos do Brasil em biocombustíveis dar retorno importante, as descobertas maciças de petróleo na costa do Brasil e a crescente demanda da Ásia que permitiu ao Brasil se tornar o líder exportador da agricultura mundial, assumindo o papel de “celeiro da Ásia”. Mas muito do impulso se deve à grande capacidade dos líderes brasileiros de aproveitar o momento que muitos dos predecessores provavelmente teriam perdido.
Desses líderes, muito do crédito vai para o presidente Lula, que se tornou uma espécie de estrela de rock na cena internacional, juntando a energia, a disposição, o carisma, a intuição e o senso comum tão eficazmente que a falta de educação formal não se tornou empecilho. Algum crédito vai para outros membros de sua equipe, como a chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, a ex-ministra da Energia que se tornou uma ministra dura e possível sucessora de Lula. Mas eu acredito que uma grande parte do crédito deve ir para Celso Amorim, que planejou a transformação do papel mundial do Brasil de forma sem precedentes na história moderna. Ele é o ministro das Relações Exteriores de Lula desde 2003 (também serviu nos anos 90), mas penso que se pode argumentar que é atualmente o chanceler mais bem sucedido do mundo.

É impossível apontar um único momento de mudança nas tentativas de Amorim de transformar o Brasil de um poder regional com influência int ernacional duvidosa em um dos países mais importantes no mundo, reconhecido por consenso global para jogar um papel de liderança sem precedentes.
Pode ter sido quando ele teve um papel central na engenharia do “empurrão” dado pelos países emergentes contra o “poder-de-sempre” dos Estados Unidos e da Europa durante as negociações comerciais de Cancun em 2003.
Pode ter sido o jeito que o Brasil adotou para usar questões como a dos biocombustíveis para forjar novos diálogos e influência, com os Estados Unidos ou com outros poderes emergentes.
Com certeza envolveu a decisão de Amorim de abraçar a idéia de transformar os BRICs de uma sigla em uma importante colaboração geopolítica, trabalhando com seus colegas da Rússia, da Índia e da China para institucionalizar o diálogo entre os países e coordenar sua mensagens. (Dos BRICs quem se deu melhor nesse arranjo foi o Brasil. Rússia, China e Índia todos conquistaram seus lugares na mesa através de capacidade militar, tamanho de população, influência econômica ou recursos naturais. O Brasil tem tudo isso, mas menos que os outros).
Também envolveu muitas outras coisas, como o aprofundamento das relações com países como a China, a promoção do Brasil como destino de investimentos, a reputação do Brasil como comparativamente seguro diante de problemas econômicos globais, o conforto que o presidente dos Estados Unidos sente em relação a seu colega brasileiro — a ponto de encorajar o Brasil a jogar um papel como intermediário junto, por exemplo, aos iranianos. Concorde ou não com todas as decisões de Amorim, como em Honduras ou em relação a Cuba na Organização dos Estados Americanos, o Brasil tem continuado a jogar um papel regional importante ainda que seu foco tenha claramente mudado para o palco global.

Nada ilustra quanto evoluiu o Brasil ou quão eficaz é o time Lula-Amorim quanto os eventos das últimas semanas. Primeiro, os países do mundo largaram o G8 e abraçaram o G20, garantindo ao Brasil um lugar permanente na mesa mais importante do mundo. Em seguida, o Brasil se tornou o primeiro país da América Latina a ganhar o direito de sediar as Olimpíadas. Ontem o Financial Times noticiou que a “Ásia e o Brasil lideram na confiança do consumidor”, um reflexo da reputação que o governo vendeu eficazmente (com a maior parte do crédito indo para o ressurgente setor privado brasileiro). E nesta semana as notícias sobre o encontro do FMI-Banco Mundial em Istambul mostraram a institucionalização do novo papel do Brasil com um acordo para mudar a estrutura do FMI. De acordo com o Washington Post de hoje: “As nações também concordaram preliminarmente em reestruturar a estrutura de votação do Fundo, prometendo dar mais poder aos gigantes emergentes como o Brasil e a China até janeiro de 2011″.

Nada mal para alguns dias de trabalho. E embora seja o ministro da Fazenda que representa o Brasil nos encontros do FMI-Banco Mundial, o arquiteto dessa marcante transformação no papel do Brasil foi Amorim.
Muito ainda precisa ser feito, com certeza. Parte tem a ver com o novo papel desejado. O Brasil quer uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU e mais liderança nas instituições internacionais. Pode conquistar isso, mas terá de manter o crescimento e a estabilidade para chegar lá. Além disso, o Brasil parece inclinado a minimizar ameaças regionais como a representada pela Venezuela (Os brasileiros tendem a olhar com desprezo para seus vizinhos do norte tanto quanto o fazem para os argentinos, vizinhos do sul… e, portanto, subestimam a habilidade de homens como Hugo Chávez de causar danos). E o Brasil tem diante de si uma eleição que pode mudar o elenco de jogadores e, naturalmente, pode mudar a atual trajetória de uma série de maneiras — boas e ruins.
Mas é difícil pensar em outro chanceler que tenha tão eficazmente orquestrado uma mudança tão significativa no papel internacional de seu país. E se alguem pedisse hoje que eu votasse no melhor chanceler do mundo, meu voto provavelmente iria para o filho de Santos, Celso Amorim.

David Rothkopf é autor de Superclass: The Global Power Elite and the World They are Making (Superclasse: A elite do poder global e o mundo que ela está construindo) e Running the World: The Inside Story of the National Security Council and the Architects of American Power (Governando o Mundo: A história do Conselho de Segurança Nacional e os Arquitetos do Poder Americano).

08/10/2009 - 09:05h “O melhor mês do Brasil, desde quando foi assinado o Tratado de Tordesilhas”

Toda Mídia

NELSON DE SÁ – FOLHA SP

nelsonsa@uol.com.br

O maior, o melhor etc.

Juan Mabromata/foreignpolicy.com

Amorim com Lula na foto que ilustra o perfil da “Foreign Policy”, que repercutia ontem por UOL e outros


No alto da home da “Foreign Policy”, foto de Celso Amorim e a chamada “The world’s greatest foreign minister” ou o maior ministro do exterior do mundo. No título do perfil de David Rothkopf, “The world’s best foreign minister”, o melhor. Abrindo o texto, “Este pode ter sido o melhor mês do Brasil desde junho do 1494, quando foi assinado o Tratado de Tordesilhas”. Acumula Lula de adjetivos, dá crédito a FHC e Dilma, mas foca o ministro mais bem sucedido do mundo, “the world’s most successful foreign minister”, Celso Amorim. “Natural de Santos” e “autor intelectual de uma transformação no papel do Brasil no mundo que é quase sem precedentes na história moderna”.

BOOM & BOLHA


ft.com

Bovespa sobe e se descola


O editor de “investimentos” do “Financial Times” postou coluna, vídeo e gráfico (acima) sobre o “Brasil em boom”, analisando a alta na Bolsa e o histórico dos investidores externos que não acertam apostas no país -citando a fuga de 2002 por “medo de Lula”, perdendo a “chance de uma vida”. Desta vez, porém, alerta que os investidores podem estar “otimistas demais”. OLÍMPICO Mas a euforia prossegue. O “Investor’s Business Daily” avalia que os Jogos são “a cereja no bolo econômico do Brasil”, que já estava em recuperação “fast track”, rápida. Até o “USA Today” fez editorial vinculando economia e os Jogos, sob o título “O crescimento olímpico do Brasil” e recordando que a expectativa era muito diferente, “quando Luiz Inacio Lula da Silva foi eleito presidente em 2002″.

O editor de “investimentos” do “Financial Times” postou coluna, vídeo e gráfico (acima) sobre o “Brasil em boom”, analisando a alta na Bolsa e o histórico dos investidores externos que não acertam apostas no país -citando a fuga de 2002 por “medo de Lula”, perdendo a “chance de uma vida”.
Desta vez, porém, alerta que os investidores podem estar “otimistas demais”.

OLÍMPICO
Mas a euforia prossegue. O “Investor’s Business Daily” avalia que os Jogos são “a cereja no bolo econômico do Brasil”, que já estava em recuperação “fast track”, rápida.
Até o “USA Today” fez editorial vinculando economia e os Jogos, sob o título “O crescimento olímpico do Brasil” e recordando que a expectativa era muito diferente, “quando Luiz Inacio Lula da Silva foi eleito presidente em 2002″.

08/01/2009 - 22:30h Governo Brasileiro soma esforços na busca da paz duradoura

Nota nº 5 – 08/01/2009 -

Ministério das Relações Exteriores

Visita do Ministro Celso Amorim ao Oriente Médio

Entre 11 e 13 de janeiro, o Ministro Celso Amorim fará visitas a Israel, Palestina, Síria e Jordânia, para tratar do conflito na Faixa de Gaza. No dia 11, em Damasco, será recebido pelo Presidente Bachar Al-Assad e pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Wallid Muallem. No mesmo dia, segue para Jerusalém, onde manterá encontro com a Ministra dos Negócios Estrangeiros de Israel, Tzipi Livni. No dia seguinte, em Ramalá, o Ministro Amorim terá reuniões de trabalho com o Presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, com o Primeiro-Ministro Salam Fayaad, e com o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Riad Malki. Em 13 de janeiro, cumpre programação em Amã, onde estão previstos encontros com o Rei Abdullah II e com o Ministro do Exterior Salah Bashir.

Também em Amã, no dia 13, o Ministro participará de cerimônia de entrega da doação, pelo Governo brasileiro, de 6 toneladas de medicamentos e 8 toneladas de alimentos aos palestinos afetados pelo conflito em Gaza.

O objetivo da visita é apoiar os esforços para um cessar-fogo imediato, o alívio da situação humanitária e o estabelecimento de uma paz duradoura na região. A visita ocorre na sequência de contatos mantidos pelo Ministro Amorim com alguns dos principais líderes políticos envolvidos na busca de uma solução para o conflito – o Secretário-Geral da ONU, o Presidente palestino, o Secretário-Geral da Liga Árabe, o Presidente da Comissão da União Européia, a Secretária de Estado dos Estados Unidos e os Ministros dos Negócios Estrangeiros de Israel, França, Egito, Turquia, Espanha, Suíça e Síria.

19/04/2008 - 15:44h Amorim rebate FMI por crítica a biocombustível

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Eliane Oliveira* – O Globo

BRASÍLIA e CHICAGO. Em resposta a declarações do diretorgerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, de que a produção de biocombustíveis a partir de alimentos cria um “problema moral”, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou ontem que existe uma discussão equivocada e “simplicista” sobre o impacto dessa prática nos preços dos grãos. Segundo o ministro, em vez de criticar produtos como o etanol e o biodiesel, o Fundo Monetário Internacional (FMI) deveria financiar políticas para esse tipo de energia renovável nos países africanos e latino-americanos mais pobres. As nações desenvolvidas, acrescentou Amorim, fariam sua parte abrindo seus mercados e reduzindo os subsídios.

À emissora francesa Europe 1, Strauss-Kahn disse que os biocombustíveis obtidos a partir de produtos agrícolas criaram “um verdadeiro problema moral” e que “nas revoltas da fome, o pior, infelizmente, talvez ainda esteja por vir”: — Quando se faz biocombustíveis de produtos agrícolas não usados na alimentação, tudo bem. Mas quando se faz de produtos alimentícios, representa um grave problema moral.

Chanceler responsabiliza Estados Unidos e UE Amorim rebateu: — O exemplo mais claro e nítido que existe de que esse discurso é equivocado é o Brasil.

No Brasil, a produção de etanol aumentou com a produção de alimentos — afirmou o chanceler brasileiro, após a assinatura do documento final da 30ª Conferência Regional das Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). — Se o diretor-geral do FMI e o presidente do Banco Mundial querem dar uma recomendação que realmente melhore a produção de alimentos nesses países, deveriam dizer o seguinte: olha, em vez de reduzir para US$ 14 bilhões (os subsídios) nos EUA, ou US$ 20 bilhões na Europa, reduz a zero.

Amorim defendeu o manejo responsável dessas políticas, a melhor distribuição de renda nos países pobres e responsabilizou os países que mais concedem subsídios — União Européia e Estados Unidos — pela atual situação em regiões da África e da América Latina.

— O que impediu o crescimento da produção de alimentos em países africanos, em países sul-americanos, foram os subsídios. Não foi o biocombustível.

Quer dizer, na África, que me conste, não se deixou de produzir alimentos para se passar a produzir biocombustíveis.

Não produziam alimentos e continuam sem produzir alimentos, porque os subsídios da Europa e dos Estados Unidos impedem que isso ocorra — afirmou.

Preços do arroz batem recorde na bolsa de Chicago No caso do Brasil e das nações africanas, afirmou, esses produtos podem, desde que haja manejo adequado, ser uma fonte de riqueza compatível com a produção de alimentos.

Já o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, alertou que os problemas decorrentes da elevação dos preços dos alimentos e a escassez de produtos básicos em países pobres também se devem aos altos valores que precisam ser pagos pelos fertilizantes e defensivos agrícolas.

Hoje, poucas indústrias no mundo produzem esses insumos.

— Se não houver ações imediatas para permitir que os produtores agrícolas tenham acesso a insumos, teremos problemas — disse Diouf, acrescentando que o organismo vem tentando convencer governos e instituições de crédito internacionais a colaborarem com recursos para facilitar a compra de insumos pelos agricultores.

Ontem, os contratos futuros de arroz subiram pelo quinto dia consecutivo, para o recorde US$ 24,235 por 100 libras-peso (medida usada na comercialização), na Bolsa de Mercados Futuros de Chicago (Cbot).

13/10/2007 - 10:51h Brasil pone freno a la presión de los países desarrollados y se juega por el Mercosur

Por: Eleonora Gosman para Clarín

“No vamos a entregar el Mercosur a cambio de la Organización Mundial del Comercio”, subrayó cortante el canciller brasileño Celso Amorim. Fue en respuesta a las presiones que ejercen sobre Brasil, ya sin disimulo, tanto EE.UU. como Europa para que el gobierno de Lula da Silva apoye la versión de libre comercio que promueven las grandes potencias en la actual Ronda de Doha.

Tal como está planteada, la jugada de los países ricos es promover la apertura de los mercados de bienes industriales sin dar a cambio bienes industriales de los países en desarrollo ni concesiones reales en la eliminación de los subsidios a sus productores agrícola. Según advirtió Amorim, bloques como el Mercosur estallarían en varios pedazos si se acepta la propuesta norteamericana y europea en las negociaciones. El ministro brasileño pidió “flexibilidad” a los desarrollados respecto a las exigencias para bloques regionales de países en desarrollo. Sostuvo que la Ronda de Doha, tal como está planteada, pondrá en peligro el andamiaje que sustenta la sociedad integrada por Brasil, Argentina, Uruguay y Paraguay. Pero EE.UU. rechazó esa demanda brasileña.

De acuerdo con la diplomacia de Itamaraty, la apertura de los mercados industriales tal como la plantean las grandes potencias destruiría el Arancel Externo Común del Mercosur, que es su columna vertebral. Si en la OMC no se tiene en cuenta “esa peculiaridad”, Brasil no aceptará ningún acuerdo de Doha sostuvieron en en Brasilia.

En la campaña de quejas de las grandes potencias contra la diplomacia brasileña, que se acentuó los últimos días, el comisario de Comercio de la Unión Europea Peter Mandelson reclamó a Brasil que “aclare si no está dando un paso atrás” en las negociaciones con los grandes. Lo mismo sostuvo en declaraciones a Clarín la comisaria europea de Agricultura Mariann Fischer Boel. Mandelson dijo que hay un presunto “desequilibrio entre lo que se pide a los países ricos y lo que se pide a las naciones en desarrollo” (supuestamente a favor de estos últimos). Para el secretario de Comercio de los EE.UU. Carlos Gutiérrez, que estuvo esta semana en San Pablo, “llegó el momento de que Brasil use su liderazgo para convencer a las otras naciones en desarrollo” de las bondades de la propuesta de las potencias respecto de Doha.

Amorim se irritó al señalar que las grandes potencias quieren abrir mercados industriales sin dejar de proteger sus propios mercados agrícolas, donde países como Brasil y Argentina son más competitivos. Evaluó que ni Europa ni EE.UU. pretenden realmente reducir los subsidios dados a sus agricultores.