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	<title>Blog do Favre &#187; Celulosa</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Agência ambiental dos EUA valida o etanol de cana</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 12:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Agroenergia

Ricardo Balthazar, de Washington &#8211; VALOR
O etanol do Brasil será o único combustível capaz de cumprir as metas previstas para a expansão do consumo de biocombustíveis nos EUA na próxima década se tecnologias avançadas não se tornarem viáveis comercialmente logo, indicou ontem a Agência de Proteção Ambiental (EPA, em inglês).
Uma resolução proposta pela agência define [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5">Agroenergia</font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://4.bp.blogspot.com/_fOJD67rCP10/SFaDIpJhfEI/AAAAAAAAIdM/bt6iOwjNxa0/s400/biocombustivel2.jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_fOJD67rCP10/SFaDIpJhfEI/AAAAAAAAIdM/bt6iOwjNxa0/s400/biocombustivel2.jpg" width="267" height="231" /><img src="http://blogplanetaagro.com.br/wp-content/uploads/2008/07/carrofolha1.jpg" alt="http://blogplanetaagro.com.br/wp-content/uploads/2008/07/carrofolha1.jpg" width="233" height="233" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Ricardo Balthazar, de Washington &#8211; VALOR</p>
<p>O etanol do Brasil será o único combustível capaz de cumprir as metas previstas para a expansão do consumo de biocombustíveis nos EUA na próxima década se tecnologias avançadas não se tornarem viáveis comercialmente logo, indicou ontem a Agência de Proteção Ambiental (EPA, em inglês).</p>
<p>Uma resolução proposta pela agência define critérios rigorosos para o cumprimento das metas estabelecidas pela legislação americana, que condiciona aumento do consumo de biocombustíveis a reduções substanciais nas emissões de dióxido de carbono e outros gases responsáveis pelo efeito-estufa.</p>
<p>A resolução é o passo inicial de um processo regulatório que levará meses para ser concluído. Embora o objetivo seja estimular mudanças na maneira como os biocombustíveis são produzidos nos EUA, criando incentivos para a adoção de tecnologias mais limpas, a medida também poderá criar oportunidades para usineiros brasileiros interessados em elevar suas vendas aos EUA.</p>
<p>A legislação dos EUA determina que as refinarias do país comprem neste ano 42 bilhões de litros de biocombustíveis e elevem o consumo para 136 bilhões de litros até 2022. A maior parte da demanda gerada por essa obrigação atualmente é atendida pelas usinas de etanol locais, que usam o milho como matéria-prima.</p>
<p>Mas os EUA querem frear a expansão das usinas de etanol de milho, para evitar que seu avanço continue empurrando para cima os preços do grão e gerando dificuldades para criadores de gado, indústrias alimentícias e outros setores. Segundo a lei, a produção de etanol de milho deve alcançar 57 bilhões de litros em 2015 e não poderá passar disso.</p>
<p>Os outros 79 bilhões de litros que as refinarias precisarão comprar para cumprir as metas previstas por lei terão que ser produzidos com tecnologias mais modernas, capazes de assegurar reduções de 20% a 60% nas emissões de gases de efeito estufa associadas ao uso de gasolina. Somente o etanol do Brasil, feito de cana, teria condições de atender hoje aos critérios propostos pela EPA.</p>
<p>Segundo cálculos preliminares apresentados ontem pela agência, o uso do etanol de cana como substituto da gasolina permitiria uma redução de 44% nas emissões de gases-estufa. Para cumprir as exigências da EPA, o etanol de cana precisaria assegurar uma redução de 40% a 50%. O uso de etanol de milho permitiria uma redução de apenas 16%.</p>
<p>Combustíveis mais avançados como o etanol celulósico, que pode ser feito com capim, madeira e diversos resíduos vegetais, poderiam alcançar reduções superiores a 100%, diz a EPA. Mas o etanol celulósico ainda não é produzido em escala comercial em lugar nenhum do mundo e muitos especialistas acham que vai demorar para ele se tornar viável.</p>
<p>A resolução da EPA adota um método controverso para calcular a contribuição das usinas para a mudança do clima. Além das emissões associadas diretamente à produção e à distribuição de biocombustíveis, a agência leva em consideração efeitos indiretos da expansão da indústria no desmatamento e no uso da terra em outras partes do planeta.</p>
<p>A resolução será submetida a consulta pública por 60 dias. A administradora da EPA, Lisa Jackson, indicou que está disposta a rever seus cálculos, submetendo os modelos da agência à análise de cientistas e especialistas do setor privado. Representantes da indústria de etanol nos EUA e no Brasil se mobilizam para convencer a agência de que são capazes de alcançar reduções maiores do que as estimadas pelos modelos da EPA.</p>
<p>Estudos de especialistas brasileiros recrutados pela União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) e encaminhados à EPA sugerem que o uso do etanol do Brasil em substituição à gasolina pode reduzir em 64% as emissões de gases de efeito estufa, mesmo incluindo na conta estimativas sobre o desmatamento e outros efeitos indiretos, se os modelos reconhecerem a adoção de práticas mais modernas pelas usinas.</p>
<p>Na tentativa de atenuar o impacto negativo que a iniciativa da EPA poderá ter para os produtores de etanol de milho, o governo americano anunciou a criação de um grupo especial com a missão de ajudar a indústria doméstica a desenvolver tecnologias mais avançadas. O grupo será formado pelos departamentos de Agricultura e Energia dos EUA e pela EPA.</p>
<p>Numa teleconferência em que a criação do grupo foi anunciada a jornalistas, o secretário de Energia, Steven Chu, disse ontem que a produção de etanol de milho foi &#8220;um bom começo&#8221; para reduzir o consumo de petróleo nos EUA, mas o investimento em novas tecnologias dará ao país &#8220;opções muito melhores&#8221;. O governo pretende investir US$ 786,5 milhões neste e no próximo ano para desenvolver a produção de etanol celulósico.</p>
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		<title>Papel e Celulose: Saldo comercial cresce 21% e chega a US$ 4,1 bi</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 13:51:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[André Vieira, de São Paulo &#8211; VALOR
A produção brasileira de celulose fechou 2008 com um crescimento de 7,7% sobre o ano anterior, segundo estimativas divulgadas ontem pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), entidade que reúne as principais companhias do setor.
As empresas produziram 12,85 milhões de toneladas de celulose no ano passado. Deste total, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">André Vieira, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p><img src="http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/voxscientiae/img/eucaliptos.jpg" alt="http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/voxscientiae/img/eucaliptos.jpg" align="left" />A produção brasileira de celulose fechou 2008 com um crescimento de 7,7% sobre o ano anterior, segundo estimativas divulgadas ontem pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), entidade que reúne as principais companhias do setor.</p>
<p>As empresas produziram 12,85 milhões de toneladas de celulose no ano passado. Deste total, o setor industrial exportou 7 milhões de toneladas da matéria-prima para a fabricação de papel &#8211; o que equivaleu a US$ 3,91 bilhões em vendas externas, uma alta de 23,5% sobre 2007.</p>
<p>A Europa continua sendo o principal destino das exportações brasileiras de celulose, representando 2,02 milhões de toneladas, uma alta de 25%, seguido pela América do Norte, que comprou 791 milhões de toneladas (alta de 27%). A Ásia foi a região onde houve a maior taxa de crescimento das exportações, com 63%, atingindo 690 mil toneladas de celulose.</p>
<p>A produção de papel se expandiu apenas 1,9% ao longo do ano passado, atingindo 9,18 milhões de toneladas por ano. Houve um crescimento de 17% nas importações de papel, de 1,32 milhões de toneladas, das quais mais de 1 milhão se destinaram para a produção de papéis para imprimir e escrever.</p>
<p>No saldo comercial, a indústria de papel e celulose com base no país foi responsável por um superávit de US$ 4,126 bilhões &#8211; um crescimento de 21,2% sobre o resultado líquido anterior. As exportações do setor somaram US$ 5,83 bilhões e as importações, US$ 1,71 bilhão.</p>
<p>Os papéis corresponderam a 83% do total das compras externas, principalmente em razão da valorização do real frente ao dólar nos primeiros nove meses do ano passado.</p>
<p>O levantamento da Bracelpa também mostra um ligeiro crescimento no consumo brasileiro de aparas de papel. Em 2008, a entidade estima que o consumo alcançou 3,7 milhões de toneladas, um aumento de 1,6%, abaixo das taxas de crescimento da produção (1,9%) e das vendas internas (2,2%) de papéis.</p>
<p>Apesar dos efeitos da crise depois de setembro não terem abalado as projeções para 2008, a produção de celulose do ano passado colocou o Brasil na quarta posição entre os maiores fabricantes, superando a Suécia e Finlândia, tradicionais produtores.</p>
<p>Especialistas indicam as condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento do eucalipto no Brasil como um dos principais fatores para construção de novas fábricas de celulose. Mas no curto prazo, a indústria está pressionada pela queda nos preços da celulose que fez as empresas paralisarem temporariamente parte da produção. Nas primeiras semanas deste mês, as compras voltaram a ser intensas, mas os preços continuam quase 40% mais baixos. Na semana passada, a Suzano confirmou a demissão de 180 pessoas, somando a outras dispensas já anunciadas pela VCP e Aracruz.</p>
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