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	<title>Blog do Favre &#187; Censo</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Cotas para alunos pobres</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 11:07:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Câmara decide que reserva de vagas em universidades federais não obedecerá só a critérios raciais

Isabel Braga e Demétrio Weber BRASÍLIA &#8211; O Globo
De afogadilho, a Câmara aprovou ontem projeto que cria reserva de vagas para alunos de escolas públicas em instituições federais de ensino superior e de educação técnica. Na última hora, os deputados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Câmara decide que reserva de vagas em universidades federais não obedecerá só a critérios raciais</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/06/igualdade.jpg" alt="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/06/igualdade.jpg" width="551" height="271" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Isabel Braga e Demétrio Weber BRASÍLIA &#8211; O Globo</strong></p>
<p>De afogadilho, a Câmara aprovou ontem projeto que cria reserva de vagas para alunos de escolas públicas em instituições federais de ensino superior e de educação técnica. Na última hora, os deputados fizeram uma mudança importante no projeto, que já fora aprovado pelo Senado: além das cotas raciais, haverá uma cota social, baseada na renda familiar, para beneficiar os estudantes mais pobres.</p>
<p>O texto estabelece a reserva de, no mínimo, 50% das vagas (por curso e turno) oferecidas pelas instituições a estudantes que tenham cursado, integralmente, os três anos do ensino médio em escolas públicas. Dentro desses 50%, agora há outros dois critérios a serem obedecidos: a renda familiar (metade dessas vagas será preenchida por estudantes com renda familiar de até um salário e meio per capita) e a questão racial.</p>
<p>Por causa da mudança — proposta pelo ex-ministro da Educação, deputado Paulo Renato Souza (PSDB-SP) —, o projeto voltará ao Senado.</p>
<p>Em cada estado, as vagas destinadas às cotas serão divididas de acordo com a proporção da variável étnica, tendo por base o último Censo do IBGE. Assim, se uma universidade oferece 200 vagas para Direito, cem serão reservadas para estudantes de escolas públicas que prestam o vestibular. Dessas, 50 serão ocupadas por estudantes de baixa renda, negros ou não. No caso do critério de raça, é preciso saber qual a porcentagem de negros, pardos e índios no estado.</p>
<p>Em 2004, o governo enviou ao Congresso proposta que previa a reserva de vagas para os estudantes do ensino público e a cota racial.</p>
<p>Desde 2006, o projeto estava pronto para ir a plenário, mas PSDB e o DEM resistiam à proposta.</p>
<p>Os tucanos queriam trocar o critério racial pelo de renda. Uma proposta da senadora Ideli Salvatti (PT-SC), de mesmo teor, foi aprovada este ano no Senado e enviada à Câmara.</p>
<p>O projeto foi anexado aos que já tramitavam na Casa, mas ontem prevaleceu o substitutivo do deputado Carlos Abicalil (PT-MS).</p>
<p>Para viabilizar a votação ontem, líderes do PT e do PSDB tentaram encontrar um texto de consenso. Foram incluídas emendas, escritas à mão, como a da reserva de vagas para os estudantes de baixa renda, de Paulo Renato.</p>
<p>— Minha tese era de que, com o critério de renda, o problema racial estaria resolvido. Mas parte do governo reiterou o compromisso com os movimentos raciais. O que se vota hoje são dois critérios: o racial e o de renda. Não é o ideal, na minha opinião, mas, para garantir o acordo, concordamos — disse Paulo Renato.</p>
<p>Artigo polêmico sobre dispensa de vestibular</p>
<p>O projeto, no entanto, segue para o Senado com um artigo polêmico e considerado inconstitucional.</p>
<p>Ele acaba com a exigência de exame de seleção e diz que serão consideradas, para a ocupação das vagas, as notas dos estudantes nos três anos do ensino médio. Abicalil, que não estava ontem em Brasília, acreditava que este artigo tinha sido retirado do texto.</p>
<p>— Ninguém é dispensado do vestibular, esse critério fere a autonomia das universidades — disse Abicalil, sinalizando que o artigo deverá ser retirado no Senado.</p>
<p>O ministro da Educação, Fernando Haddad, participou ativamente da negociação que permitiu a aprovação do projeto. De seu gabinete, por telefone, orientava o líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS). O tom da conversa era tenso: num dos diálogos, Haddad quase gritava, a ponto de ser ouvido na sala ao lado, onde jornalistas o aguardavam para uma entrevista.</p>
<p>Ele interrompeu a entrevista três vezes para falar com Fontana.</p>
<p>— A discussão é sobre o corte de renda. O ingrediente novo é esse. Acho cabível — afirmou o ministro.</p>
<p>Haddad defendeu que o limite de renda familiar fosse o mesmo do programa Universidade para Todos (ProUni): um salário mínimo e meio por pessoa, no caso de quem ganha bolsa de 100% para estudar em instituições privadas.</p>
<p>Em relação à resistência de universidades federais contra a definição de uma regra nacional de cotas, já que diversas instituições adotam modelos distintos de reserva de vagas, o ministro lembrou que foi acertado um prazo de transição de quatro anos, o que garantiu o apoio da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).</p>
<p>O coordenador nacional do Movimento dos Sem Universidade (MSU), Sérgio Custódio, comemorou a votação na Câmara: — O Brasil caminha para se equiparar ao resto do mundo, que vive um momento pósracista, após a eleição do presidente americano Barack Obama. Um mundo onde há espaço para a diferença — disse Custódio</p>
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		<title>Escolas pagas têm só 1,3% de alunos negros</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 11:15:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Jornal da Tarde
De 1,8 milhão de estudantes matriculados em 2007 na rede particular em São Paulo, 23 mil são negros. No Brasil, o porcentual também é ínfimo: 1,7%; MEC reconhece falhas pedagógicas
Maria Rehder, maria.rehder@grupoestado.com.br
Apenas 1,28% dos quase 1,8 milhão de alunos matriculados nas escolas particulares de educação infantil ao ensino profissionalizante no Estado de São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/486/235/33/378240.reuters_educacao_209_278.jpg" alt="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/486/235/33/378240.reuters_educacao_209_278.jpg" /></div>
<p>Jornal da Tarde</p>
<p>De 1,8 milhão de estudantes matriculados em 2007 na rede particular em São Paulo, 23 mil são negros. No Brasil, o porcentual também é ínfimo: 1,7%; MEC reconhece falhas pedagógicas</p>
<p>Maria Rehder, maria.rehder@grupoestado.com.br</p>
<p>Apenas 1,28% dos quase 1,8 milhão de alunos matriculados nas escolas particulares de educação infantil ao ensino profissionalizante no Estado de São Paulo é de negros. O porcentual de pardos é de 6,12%. Os dados, inéditos, são do Censo Escolar 2007, divulgados pelo Inep &#8211; órgão do Ministério da Educação &#8211; a pedido do Jornal da Tarde.</p>
<p>No País, o porcentual também é bem favorável aos brancos. Dos 6,5 milhões de matriculados na rede paga, 112,8 mil, ou apenas 1,72%, são negros. Os pardos somam 758.118, o equivalente a 11,6%.</p>
<p>Pesquisa Seade/Dieese feita no ano passado ajuda a explicar essa realidade. O levantamento mostra que o trabalhador negro ganha, em média, cerca da metade do não-negro na Grande São Paulo. E quanto maior o nível de escolaridade, aumenta a diferença de rendimento.</p>
<p>João Bosco Coelho, coordenador do Movimento Brasil Afirmativo, também aponta a desigualdade socioeconômica para explicar a exclusão dos negros da escola particular. “O jovem de família negra é que tem de trabalhar para ajudar em casa. Isso o afasta do ensino.”</p>
<p>É nesse contexto que professores das colégios particulares vivem diariamente o desafio de cumprir a lei federal 10.639, de 2003, que prevê a inclusão da história da África e das questões raciais na grade curricular. O MEC reconhece que muitas escolas particulares não cumprem a lei por falta de orientações claras para colocá-la em prática e promete lançar no início do ano um documento que vai trazer diretrizes para o tratamento racial em sala de aula.</p>
<p>Segundo o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (Secad), André Lázaro, muitos cursos de pedagogia &#8211; que formam educadores &#8211; não trazem o cumprimento da lei como prioridade. Ele diz que a criação do documento surgiu de demanda dos próprios colégios particulares. “Essa lei não é só para negros. Se a escola não compreender o desafio de formar o cidadão não racista, vamos reproduzir as mesmas práticas de exclusão adotadas hoje no futuro.”</p>
<p>Autodeclarado pardo, o professor João Gomes, de 53 anos, descendente de indígenas e portugueses, trata a questão racial em sala de aula desde o início da carreira, há 27 anos. Hoje, ele dá aulas de história e filosofia no Colégio Mackenzie e diz que os negros são minoria em suas aulas. O maior desafio, segundo ele, é fazer com que os alunos de classe social mais alta convivam com a realidade de miscigenação do País. “Tem aluno que parece viver em outro mundo. Mas a função do professor é tratar a diversidade em aula, mostrar outras realidades.” Anualmente, Gomes organiza excursões com seus alunos de ensino médio do Mackenzie para áreas pobres como o interior do Alagoas. “Lá eles convivem com uma realidade social bem diferente. É importante o professor garantir que a escola dê abertura para esses projetos. Esse tipo de convívio, além do debate em aula sobre a diversidade, é o que garante que os alunos respeitem as diferenças.”</p>
<p>A professora da Faculdade de Educação da USP Silvia Colello ressalta que não é fácil para o professor pôr em prática os conceitos de igualdade em um espaço sem diversidade. “É por isso que as escolas, universidade e poder público têm de se organizar para dar subsídios ao professor, para que ele trate com segurança essa temática em aula.”</p>
<p>Ver uma criança negra de 4 anos se negar a sentar ao lado de uma branca foi o que levou a professora Ellen Souza, de 24 anos, afrodescendente, a conquistar essa “segurança” para trabalhar a questão racial com os pequenos da educação infantil no Colégio Orbe, em Marília, interior de São Paulo. “ Tive de driblar a ignorância não-intencional de pessoas da escola que chegaram a questionar se o boneco na cartolina preta não ficaria feio. Chegaram a sugerir até para eu colocar palha de aço no cabelo do boneco.”</p>
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		<title>A 1° macrometrópole do hemisfério sul</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 13:06:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Uma macrometrópole de R$ 475 bilhões
A mancha urbana cresceu a ponto de emendar São Paulo a Campinas, uniu 65 municípios e hoje abriga 12% da população brasileira.


São Paulo e Campinas formam a maior mancha urbana do Hemisfério Sul, responsável por 22% do PIB brasileiro
ulo e Campinas formam a maior mancha urbana do Hemisfério Sul, responsável [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="left"></div>
<h3 align="center"><a href="http://www.estadao.com.br/megacidades/sp_mancha.shtm"><span style="color: #ffba00; font-size: 30px; font-weight: bold; margin-left: 10px">Uma macrometrópole de R$ 475 bilhões</span></a></h3>
<p><strong>A mancha urbana cresceu a ponto de emendar São Paulo a Campinas, uniu 65 municípios e hoje abriga 12% da população brasileira.</strong></p>
<div align="left"></div>
<h3><strong><br />
São Paulo e Campinas formam a maior mancha urbana do Hemisfério Sul, responsável por 22% do PIB brasileiro</strong></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://www.estadao.com.br/megacidades/sp_mancha.shtm"><span style="color: #ffffff; font-size: 12px; font-weight: bold; margin-left: 11px">ulo e Campinas formam a maior mancha urbana do Hemisfério Sul, responsável por 22% do PIB brasileiro</span></a></div>
<div style="text-align: center"></div>
<div style="text-align: center"></div>
<div style="text-align: center"><a href="http://www.estadao.com.br/megacidades/sp_mancha.shtm"><span style="color: #ffffff; font-size: 12px; font-weight: bold; margin-left: 11px"></span></a></div>
<p><!--/ALTERAR TITULO --></h3>
<p><!-- ALTERAR LINHA FINA --></p>
<h3>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/megacidades/img/sp_home.jpg" alt="A imagem “http://www.estadao.com.br/megacidades/img/sp_home.jpg” contém erros e não pode ser exibida." height="160" width="547" /></div>
</h3>
<p><!--/ALTERAR LINHA FINA --></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Diego Zanchetta &#8211; O ESTADO DE SÃO PAULO</strong></p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></p>
<div id="corpoNoticia">
<div class="flashDestaque"> 							<!-- ALTERAR IMAGEM DA MATÉRIA --></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/megacidades/img/sp_mancha.jpg" height="311" width="536" /></div>
<p><!--/ALTERAR IMAGEM DA MATÉRIA --></div>
</div>
<p>Em 1722, o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, que herdou o nome do pai, o lendário Anhangüera, deixou a cidade de São Paulo com uma tropa de 152 homens armados, 2 religiosos e 39 cavalos.Por cinco dias, embrenhou-se na mata fechada até achar um lugarejo que virou ponto estratégico para tropeiros ávidos em chegar ao sertão das minas de ouro de Goiás e Mato Grosso. Essa parada, 23 anos depois, foi batizada de Campinas. Hoje o antigo &#8220;Caminho dos Goiases&#8221;, a trilha de 102 quilômetros aberta pelo bandeirante, virou uma coisa só: a primeira macrometrópole do Hemisfério Sul, uma mancha urbana de 22 milhões de habitantes.</p>
<p>São <a href="http://www.estadao.com.br/megacidades/sp_transito.shtm">300 mil veículos que circulam</a> todo dia pelo complexo rodoviário mais movimentado de São Paulo, as Rodovias Anhangüera e Bandeirantes. No entremeio fica o parque industrial mais rico do País, que responde por 65,3% do Produto Interno Bruto estadual ou 22,1% do nacional, uma economia de R$ 475 bilhões. Estudo da <a href="http://www.emplasa.sp.gov.br/portalemplasa/index.asp" target="_blank">Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa)</a>, com base em imagens de satélite do <a href="http://www.inpe.br/" target="_blank">Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)</a> e obtido com exclusividade pelo <strong>Estado</strong>, indica que entre os dois aglomerados urbanos não há mais que meros 14 km entre bairros com o mínimo de 72 moradias, conceito mundial para definir uma macrometrópole, a junção de duas regiões metropolitanas.</p>
<p><span id="more-6530"></span></p>
<p>Os 65 municípios localizados às margens ou bem próximos das duas rodovias estão ligados. Em cada grupo de 100 brasileiros, 12 moram nessa mancha. Sua extensão de 11.698 quilômetros quadrados equivale a 0,27% do território brasileiro, mas abriga mais gente do que países como Chile, Bélgica e Holanda. &#8220;Hoje não temos uma rodovia, mas uma avenida urbanizada ao longo da Via Anhangüera&#8221;, afirma o arquiteto Nestor Goulart Reis, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da <a href="http://www4.usp.br/" target="_blank">Universidade de São Paulo (USP)</a>, autor do estudo <em>Urbanização Dispersa e Novas Formas de Tecido Urbano</em>. &#8220;O cotidiano das famílias pode se organizar dentro desses 100 quilômetros.&#8221;</p>
<p>O casal Henrique Sana, de 24 anos, e Fernanda Campos, de 26, trocou a Rua Pedroso Alvarenga, no movimentado Itaim-Bibi, na zona sul paulistana, pelo bairro do Cambuí, em Campinas. Nessa decisão pesaram três fatores. Primeiro, o fato de morar melhor gastando menos &#8211; no interior, o valor do metro quadrado construído chega a quase metade do preço do de um bairro paulistano como Moema. Depois, pela proximidade com o trabalho de Fernanda, supervisora comercial no Aeroporto de Viracopos, maior terminal de cargas do País. Mas, acima de tudo, qualidade de vida superior. Henrique, analista de sistemas, manteve o emprego na capital, para onde vai três dias por semana, de ônibus fretado; nos outros dois, dá expediente em Jundiaí, quando tira o automóvel da garagem.</p>
<p>&#8220;Estamos o tempo todo na estrada, mas isso não é ruim&#8221;, diz Henrique. &#8220;Chegamos em casa à noite e ainda temos pique de pegar o carro e ir para um barzinho ou a um cinema. Em São Paulo, perdia uma hora e meia no trânsito, chegava esgotado e só queria dormir.&#8221; Como parte dos clientes de Fernanda é de São Paulo, ela precisa de dois aparelhos celulares, um para cada cidade. Mas o casal já se acostumou a se movimentar de carro, aproveitando o que cada metrópole ou município vizinho tem de melhor. Ir a restaurantes, sorveterias, cinemas, rever os amigos na capital e visitar a família dela, no interior, tudo isso se transformou em prazer.</p>
<p>A formação da macrometrópole só foi possível graças a uma série de progressos da engenharia moderna. No início do século 20 surgiu a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, cujos trens foram responsáveis pelo escoamento do café produzido em isoladas fazendas do interior. Como em todo o Estado, a riqueza cafeeira forjou a urbanização no entorno. No fim da década de 1940, a Via Anhangüera, ainda de terra, se firmava como importante corredor comercial, mas só ligava São Paulo a Jundiaí. Nos anos 1960, veio o inevitável asfaltamento da rodovia, que reduziu em uma hora o percurso. Na década seguinte, indústrias da capital e multinacionais decidiram abrir sedes e galpões ao longo da estrada &#8211; um pouco para fugir dos caros aluguéis, outro tanto pelo surgimento de um mercado em franca expansão, a rica região do oeste paulista.</p>
<p>Com mais empregos, aumentou o fluxo migratório da classe média para as cidades menores do interior. Proliferaram os condomínios fechados, erguidos sobre terrenos de baixo custo, ao longo de estradas vicinais. Esse processo foi reduzindo a distância física entre os municípios, e se acentuou ainda mais com a conclusão da Rodovia dos Bandeirantes, em 1978. A estrada expressa, considerada a melhor do País pela Confederação Nacional do Transporte, intensificou o fluxo do trans-porte de cargas e de pessoas, condizente com a nova dimensão econômica de São Paulo e Campinas. A partir da segunda metade dos anos 1980, a pujança virou ímã para uma classe média operária, migrantes nordestinos e desempregados da capital. Terrenos públicos ao longo da rodovia foram invadidos, na periferia das cidades menores. Formaram-se bairros com ruas em chão de terra, alguns que começam em um município e terminam em outro, como as ocupações dos últimos anos na Estrada de Santa Inês, zona norte, área limítrofe com Caieiras e Mairiporã. Em todos, um ponto em comum: ausência do poder público. O Jardim Amanda, em Hortolândia, por exemplo, espera por saneamento básico e asfalto desde a invasão, há 20 anos.</p>
<p>É justamente esse inchaço no miolo da mancha urbana que preocupa, agora, urbanistas e governantes. <a href="http://www.estadao.com.br/megacidades/sp_mancha2.shtm">Há uma massa de famílias pobres que não pára de migrar para bairros como o Distrito Anhangüera</a>, na zona norte de São Paulo. A população cresceu 176% entre 1996 e 2007, segundo a <a href="http://www.seade.gov.br/" target="_blank">Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade)</a>. Um crescimento 14 vezes maior que o da capital, de 12,1%.</p>
<p>A explosão demográfica ganha contornos e rostos como o do ajudante de obras Sebastião Floriano, de 40 anos. Em 1989, ele deixou a praia de Paracuru, no Ceará, para morar no Grajaú, zona sul paulistana, onde pagava R$ 400 de aluguel por um barraco. Até que, em 2001, a convite de um primo, Floriano levou a mulher, Maria, e dois filhos para viverem em Barueri. O município cresceu 60,6% de 96 a 2007, saltando de 170 mil para 273 mil habitantes. Em pouco tempo o pedreiro virou o &#8220;feliz&#8221; mutuário de um conjunto habitacional, construído no terreno que ele e centenas de outras pessoas invadiram e, posteriormente, foi desapropriado pela prefeitura. &#8220;Já chamei mais dois primos, está vindo todo mundo&#8221;, diz. &#8220;Pode ver, a cidade é bem mais sossegada, não tem aquela bandidagem nas ruas à noite.&#8221; Eles não se importam com os longos deslocamentos que têm de fazer para trabalhar. Maria recorre ao ônibus intermunicipal para ir ao bairro da Pompéia, zona oeste da capital, onde é doméstica. Ele vai com o próprio carro (um Chevette 1977, que guarda na garagem de um amigo) até a estação ferroviária e segue de trem e metrô para uma construtora na Vila Carrão, na zona leste. &#8220;Não tenho como ganhar aqui o que ganho em São Paulo. Mas meus filhos estudam em escola boa, da prefeitura, enquanto no Grajaú nunca tinha vaga&#8221;, conta ele.</p>
<p>Segundo o arquiteto e urbanista Mário Barreiros, da Emplasa, o crescimento da macrometrópole remete às highways, as largas estradas dos Estados Unidos: o condomínio, a universidade um pouco à frente, alguns quilômetros adiante o shopping, ao lado a favela e, entre eles, só a rodovia. &#8220;A urbanização dispersa gera novas preocupações, como a distribuição de água, coleta de lixo e transporte público. Num ambiente fragmentado, esses serviços são mais difíceis de serem implementados&#8221;, explica.</p>
<p>A Emplasa, órgão vinculado ao governo estadual, foi criada em 1975 justamente para apoiar prefeituras e entidades públicas e privadas na busca de soluções integradas na mancha urbana. Mas, na visão do arquiteto Nestor Goulart Reis, da USP, isso jamais ocorreu. &#8220;A Emplasa nunca conseguiu construir um envolvimento dos prefeitos para a adoção de medidas conjuntas que pudessem trazer benefícios em comum para as regiões&#8221;, critica. &#8220;Não existe uma gestão homogênea.&#8221;</p>
<p>Hortolândia se expandiu no embalo do crescimento de Campinas. Tinha 80 mil habitantes no início dos anos 1990, quando incentivou a instalação de um pólo farmacêutico e tecnológico. Empresas como IBM, Belgo Mineira e Dell construíram sedes em áreas estratégicas a 30 quilômetros do Aeroporto de Viracopos e às margens do anel viário formado pelas Rodovias Anhangüera, Bandeirantes, D. Pedro I e o ainda incompleto Rodoanel. Atraídas pela perspectiva de emprego, milhares de famílias de baixa renda de cidades vizinhas, como Sumaré e Nova Odessa, começaram a invadir terrenos de Hortolândia, os mesmos que a prefeitura queria negociar com o mercado industrial. Não absorvidas pelas indústrias, acabaram formando um bolsão de miséria numa das regiões mais ricas do País. Segundo o Censo de 2007, o município tem 191 mil habitantes, que ocupam 62,3 km2.</p>
<p>Com a transferência de presos da antiga Casa de Detenção da capital para o complexo de presídios Campinas-Hortolândia, a partir de 2001, a situação se deteriorou. Hoje, são 7 mil detentos. Famílias de presos passaram a se instalar em invasões sem estrutura alguma. Os dejetos dos presídios escorrem a céu aberto, matando o Ribeirão Jacuba, principal manancial da cidade. &#8220;Você não acredita no tamanho das ratazanas que saem desse córrego à noite. Do meu quarto dá para ouvir elas andando na rua de terra&#8221;, conta o carpinteiro Francisco Antônio de Oliveira, de 78 anos, tido como &#8220;zelador&#8221; da Vila Conquista. Uma estação de tratamento de esgoto está sendo construída e a prefeitura investe na reurbanização de bairros antes considerados invasões.</p>
<p>Se as obras viárias permitem que a mancha urbana vire uma macrometrópole, as cidades ainda padecem de falta de planejamento e de soluções eficientes para problemas urbanos. São municípios ligados, mas não conectados. &#8220;As regiões não possuem modos de vida integrados. Ao contrário, têm muitas especificidades. O morador de Sumaré, na maioria das vezes, não tem nenhum contato com o de São Paulo&#8221;, pondera o sociólogo Ricardo Ojima, do Núcleo de Estudos de População da Universidade Estadual de Campinas. Nas imagens de satélite, percebe-se que a desconcentração da capital se deu num raio de 150 quilômetros. &#8220;A indústria não queria se distanciar da estrutura de suporte logístico oferecida pela metrópole, nem da comodidade para o escoamento das mercadorias pelo Porto de Santos&#8221;, aponta a pesquisadora do Inpe, Cláudia Maria de Almeida.</p>
<p>Na última década, empresas como Coca-Cola, Pepsi e AGA se instalaram no miolo da mancha urbana, na estrada que liga Jundiaí a Cabreúva, formando um dinâmico corredor empresarial. A multinacional holandesa Akzo Nobel, fabricante de tintas, montou sua fábrica no parque industrial e passou a exigir mão-de-obra local e de fora. O paulistano Adenilson Araújo, de 50 anos, foi um dos contratados. Para ficar perto do trabalho, mudou-se para um condomínio fechado na Serra do Japi, em Jundiaí e uma das últimas reservas de mata atlântica. &#8220;Foi uma excelente opção. Hoje, eu, minha esposa e meus dois filhos temos vidas bem mais tranqüilas&#8221;, anima-se o gerente de Recursos Humanos. A filha Ana Carolina, de 23, conseguiu emprego na IBM de Hortolândia, e usa todos os dias a Rodovia dos Bandeirantes para ir trabalhar.</p>
<p>Na projeção da Emplasa, a macrometrópole deverá ser ainda maior com a conurbação de São Paulo e Campinas com a Baixada Santista, o Vale do Paraíba e a região Piracicaba-Limeira, totalizando 28 milhões de habitantes em 102 municípios. É questão de alguns anos para a mancha urbana pôr os pés na areia. &#8220;Pensávamos que Lagos, capital da Nigéria, seria a primeira macrometrópole do Hemisfério Sul, mas o que se observa entre São Paulo e Campinas é a sinergia entre estruturas de serviços e transportes que ainda não existe em países populosos da África&#8221;, diz Jurandir Fernandes, presidente da Emplasa. À frente da macrometrópole brasileira estão as regiões de Tóquio-Kobe, a chinesa Xangai e Cidade do México.</p>
<p>&#8220;Uma macrometrópole que tem quatro aeroportos (Congonhas, Cumbica, Viracopos e Jundiaí) não pode ficar desprovida de ferrovias usadas por trabalhadores&#8221;, adverte Fernandes. Hoje, os trens chegam até Jundiaí e o expresso para ligar Campinas à capital deve virar realidade só depois de 2012. A tendência de São Paulo se ligar ao Rio também é acentuada, mas não se verifica a existência de uma macrometrópole entre elas &#8211; ainda. Nos quase 600 quilômetros que as separam, há espaços de até 23 quilômetros sem interligação &#8211; como entre Queluz (SP) e Resende (RJ).</p>
<p>As características da macrometrópole foram concebidas no começo do século 20 pelo escocês Patrick Geddes para definir o ajuntamento urbano que cobria parte do noroeste dos Estados Unidos. Esses ajuntamentos tinham para Geddes, considerado o pai do planejamento urbano, um caráter &#8220;apocalíptico&#8221;. No polêmico estudo Bos-Wash, referindo-se à conurbação entre Boston e Washington, ele afirmava que as metrópoles estavam fadadas à destruição, tornando-se &#8220;necrópoles&#8221;, cidades mortas. Hoje, o que se observa é a crescente migração para grandes centros urbanos. Aos governantes e cidadãos cabe evitar o &#8220;risco de morte&#8221; anunciado no século passado pelo escocês.</p>
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		<title>Crescimento movido a consumo</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 11:58:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Economia do país avançou 5,4% em 2007, impulsionada pelo mercado interno
Cássia Almeida e Liana Melo &#8211; O GLOBO
Movida a crédito, emprego, salário e investimento, a economia brasileira voltou a registrar recordes em 2007. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos [...]]]></description>
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<p align="center"><font size="2"> Clique na imagem para ampliar e ler</font></p>
<p><strong>Economia do país avançou 5,4% em 2007, impulsionada pelo mercado interno</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Cássia Almeida e Liana Melo &#8211; O GLOBO</p>
<p>Movida a crédito, emprego, salário e investimento, a economia brasileira voltou a registrar recordes em 2007. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país) foi de 5,4%, e a renda per capita subiu 4%, os maiores saltos desde 2004, conforme informou ontem o IBGE. A economia brasileira gerou R$ 2,6 trilhões de riqueza no ano passado, o que, dividido pela população, significou uma renda per capita de R$ 13.515.</p>
<p>— A expansão foi puxada pelo mercado interno. O consumo das famílias, que responde por 60% do PIB (o equivalente a R$ 1,557 trilhão), subiu 6,5% em 2007. É o quarto ano seguido de alta e a maior registrada desde 1996. O aumento do crédito, do rendimento e do emprego explicam esse comportamento — disse Rebeca Palis, gerente de Contas Nacionais Trimestrais, do IBGE.</p>
<p>Roberto Olinto, coordenador de Contas Nacionais do IBGE, afirma que, apesar de a taxa ser semelhante à de 2004, o perfil do crescimento foi diferente: — Em 2004, o país teve uma participação ainda importante das exportações, com o consumo das famílias tendo um papel menor. Em 2007, o crescimento foi todo puxado pelo mercado interno.</p>
<p>Com o consumo das famílias, o investimento foi outro destaque nas contas nacionais de 2007. A alta de 13,4% foi a maior desde 1996, o que elevou a taxa de investimento do país em relação ao PIB ao maior patamar desde 2000 (17,6%).</p>
<p>Na análise dos setores de produção, a agropecuária obteve o maior crescimento, de 5,3%, depois de já ter crescido 4,2% em 2006. As lavouras de trigo, milho, cana-de-açúcar e soja responderam pelo avanço, que ficou concentrado na agricultura. A pecuária pesou pouco.</p>
<p>A indústria acelerou bastante sua expansão de um ano para o outro. Em 2007, a atividade cresceu 4,9%, contra 2,9% no ano anterior. Com exceção da extrativa-mineral, a indústria de transformação, da construção civil e de infra-estrutura (energia elétrica, água e gás) cresceram 5% cada.</p>
<p>— Houve aumento forte do consumo de energia, inclusive residencial.</p>
<p>Mas a demanda por gás ficou menor — afirmou Rebeca.</p>
<p>Os setores financeiro e de informação lideraram a expansão no setor de serviços. Na intermediação financeira, o aumento da oferta de crédito teve impacto direto na atividade, fazendo o setor registrar a maior expansão entre as atividades: 13%. Logo atrás vieram os serviços de informação, com alta de 8%, puxada por informática e telefonia celular, segundo Rebeca, do IBGE. As atividades de administração, saúde e educação pública tiveram o pior desempenho no ano entre os serviços, de 0,9%: — O censo escolar veio ruim e a administração pública cresceu pouco.</p>
<p>Ernani Torres, superintendente da área de pesquisa do BNDES, diz que a média do crescimento vem aumentando ano a ano. Pelas contas do economista, o Brasil atravessa o mais longo período de expansão dos últimos 30 anos, com 24 trimestres seguidos de alta: — O país está passando por um processo vigoroso de crescimento, sem os fantasmas da inflação e do setor externo.</p>
<p>Ele prevê que a economia continuará crescendo entre 5% e 6% nos próximos dois anos e que a manutenção dessa expansão dependerá de uma agenda que inclui nível de importação, câmbio, qualificação da mão-de-obra e investimento em tecnologia</p>
<p>Renda ‘per capita’ perto do ‘milagre’</p>
<p>No quarto trimestre, a expansão acelerou ainda mais, chegando a 6,2%, a segunda maior taxa desde 2004. O consumo das famílias e a agropecuária, com a mesma taxa de 8,6%, lideraram a expansão no fim do ano.</p>
<p>Frente ao trimestre anterior, a alta foi de 1,6%, o que daria um crescimento anualizado de 6,6%.</p>
<p>Os números da economia se aproximaram do período do milagre econômico no que se refere ao PIB per capita. Ao registrar alta de 4% em 2007, o país superou à média da época do milagre. A comparação estatística é do economista Armando Castelar, do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), que usou como base o período de 1950 a 1980, quando a média do avanço do PIB per capita era de 3,9%. Em meados da década de 70 período do “milagre econômico”, quando o país combinava alto índice de crescimento com taxas declinantes de inflação — o PIB per capita chegou a subir 11,07%, em 1973, enquanto a economia do país avançou 13,97%.</p>
<p>— Estamos no caminho certo. Só que ainda é cedo para garantir se vamos conseguir sustentar essas taxas por muitos anos, como ocorreu no período do milagre — ponderou Castelar, comentando que a comparação é possível hoje porque a população brasileira cresce em média 1,4% ao ano, contra um crescimento médio de 2,5% dos anos 70.</p>
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		<title>Censo aponta que 14,5% da população é portadora de alguma deficiência</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Sep 2007 21:55:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil  Social]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 10pt">O Censo 2000 revelou que 14,5% da população brasileira era portadora de, pelo menos, uma das deficiências investigadas pela pesquisa. A maior proporção se encontrava no Nordeste (16,8%) e a menor, no Sudeste (13,1%). A nova publicação traz o número absoluto de cegos e surdos no País. Em 2000, existiam 148 mil pessoas cegas e 2,4 milhões com grande dificuldade de enxergar. Do total de cegos, 77.900 eram mulheres e 70.100, homens. Dos 9 milhões de portadores de deficiência que trabalhavam, 5,6 milhões eram homens e 3,5 milhões, mulheres. Mais da metade (4,9 milhões) ganhava até dois salários mínimos. No aspecto educacional, em 2000, a taxa de alfabetização das pessoas de 15 anos ou mais de idade era de 87,1%. Já entre os portadores de, pelo menos, uma das deficiências investigadas era de 72,0%. Do total de pessoas de 15 anos ou mais de idade sem instrução ou com até 3 anos de estudo, 32,9% eram portadoras de alguma deficiência. Boletim <span style="font-weight: bold; font-style: italic">em questão</span></span><span><o:p></o:p></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt"><a href="http://www.brasil.gov.br/noticias/em_questao/.questao/eq550a" target="_blank"><span style="color: green">(</span><strong><span>leia a íntegra) </span></strong></a></span></p>
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