02/09/2008 - 16:01h Demora para cair a ficha

Rodrigo Maia, presidente do DEM e Cesar Maia, prefeito do Rio: otimistas
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Segundo o TSE, nestas eleições municipais o DEM (ex-PFL) está com 5.000 candidatos a menos que em 2004. Já em 2006 o partido de direita tinha minguado o número dos seus deputados e eleito um único governador, o do Distrito Federal.

Agora os demos correm o risco de perder as duas capitais que governam graças aos ainda fracos desempenhos de Solange Amaral (Rio) e Gilberto Kassab (São Paulo). Além disso, patinam em Belo Horizonte (Gustavo Valadares, com 1%, segundo o último Ibope), Porto Alegre (Onyx Lorenzoni, 5%) e São Luís (Raimundo Cutrim, 5%).

No caso de São Paulo, o candidato demo só disputa com um certo peso porque, travestido de tucano, ele arvora o título de candidato de Serra, do qual herdou sem ser eleito a maior prefeitura do país.

Além de São Paulo, suas reais chances estão em Salvador, com ACM Neto, Fortaleza com Moroni Torgan e em Belém, com Valeria. Nas três capitais as pesquisas os apresentam disputando o primeiro lugar.

Uma força marginal, porem influente na imposição de pautas para a mídia e os tucanos, aos quais estão subordinados sem nenhum assomo de independência.

Uma perspectiva assombrada pela ausência de lideranças e de bases locais.

Mesmo assim, o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia, está otimista. É o que ele diz na entrevista que deu para o portal Globo e que você pode ler aqui. LF

15/08/2008 - 17:09h “O crime em São Paulo aumentou a taxas extravagantes” segundo dados publicados por César Maia (DEM)

O prefeito do Rio, Cesar Maia é demo. Kassab é demo também. O governador José Serra é tucano e o Estado de São Paulo é governado pelos demo-tucanos faz 14 anos.

Cesar Maia tem um ex-blog onde expõe suas opiniões. No de hoje, ele fez uma comparação entre a criminalidade no Rio e em São Paulo. Segundo ele, e segundo seus dados, a criminalidade está igual a antes no Rio, mas aumentou uma barbaridade em São Paulo. Ele diz que só os homicídios em SP diminuíram, por conta da centralização do crime organizado numa única fração, o PCC. Há controvérsia sobre os homicídios. Ver aqui  em Maquiagem

Reproduzo alguns dados do texto de César Maia que concernem a cidade de São Paulo. Motivo de inquietação sobram. LF


“(…) Em SP, a média mensal de roubos de 2007 foi de 11.935 roubos e passou em 2008 para 24.160.(…)

(…) Finalmente o Total de Registros de Ocorrência. Em 2007, SP tinha taxa maior que o RIO em 26%. Mas no primeiro trimestre de 2008 a diferença pró-SP foi de 146%. No Rio 1.282,1 por 100 mil habitantes e em SP foram 3.155,9 por 100 mil habitantes. Em 2007 houve em SP 688.419 ocorrências e em 2008 se anualizarmos, serão 1.373.384, seguindo a mesma tendência, ou 2,65 por minuto.

(…) O Rio não melhorou, ficou na mesma. SP piorou e muito e a taxas extravagantes. As tabelas entre 2005 e 2008 mostram que os delitos (não homicídios) em SP são sistemática e cronicamente maiores que os do Rio, por 100 mil habitantes. O que houve agora foi uma abertura gigantesca nesta diferença. (…)

(…) O crime não diminuiu em SP-Capital, ao contrário.(…)”

14/06/2008 - 09:54h O Globo alerta Rio: em cinco anos o caos será igual a São Paulo

Contagem regressiva para o caos


Detran diz que, em cinco anos, trânsito da cidade ficará igual ao de São Paulo

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Ediane Merola - O GLOBO

Dentro de cinco anos, os cariocas correm o risco de sair às ruas e ficar reféns dos engarrafamentos, como já ocorre hoje em São Paulo. O prognóstico nada animador é do presidente do Detran-RJ, Sebastião Faria, que sentencia: se não forem feitas melhorias principalmente na estrutura e na oferta do transporte coletivo do Rio, em 2013 os motoristas ficarão à mercê de grandes congestionamentos.

De acordo com dados do órgão, entre janeiro de 2001 e maio deste ano, o município ganhou 520 mil novos veículos. O número, segundo o prefeito Cesar Maia, é equivalente ao dobro do crescimento da população da cidade: no mesmo período, o Rio ganhou quase 260 mil habitantes.

Os números do Detran mostram que o trânsito do Rio pode estar na direção do caos. Em janeiro de 2001, havia 1.579.267 veículos no município.
Em maio passado, já eram 2.099.974. Já nos últimos 12 meses, o número de carros subiu 21,5%.
Considerando-se um crescimento médio da frota de 20% ao ano, ao fim de 2008 a capital terá 2,5 milhões de veículos. Em 2013, serão 4,1 milhões.
São Paulo tem aproximadamente 5,4 milhões de carros.

— Nossa malha metroviária é muito menor do que a de São Paulo, por exemplo. Se nada for feito para mudar esse quadro, teremos o mesmo problema aqui no Rio, com longos congestionamentos — avalia Faria, que assumiu a presidência do Detran no início deste mês.

A cada mês, 11 mil novas habilitações

Já no Estado do Rio, segundo ele, nos últimos 12 meses o número de carros cresceu 28,32%. Além disso, nos primeiros cinco meses de 2008, foram registrados 126.874 novos veículos, sendo 63.762 na capital.
No ano passado, foram concedidas em todo o estado 11 mil novas habilitações por mês.

Apesar de os números serem impactantes, a engenheira Eva Vider, especialista em transportes urbanos da Escola Politécnica da UFRJ, espera que a cidade não chegue à situação que é vivida hoje pela capital paulista. Ela ressalta, porém, que o Rio não pode dar chance para o azar: — Se não se fizer investimento em transporte coletivo, podemos ter problemas. Ainda mais com a possibilidade de sediarmos os Jogos Olímpicos. Por outro lado, o morador do Rio é diferente do de São Paulo. Uma pesquisa de 2003, do Plano Diretor de Transportes Urbanos, mostra que 46% das pessoas da Região Metropolitana do Rio usam transporte coletivo. Em São Paulo, o índice é 33%. As pessoas usam muito mais carro lá.

Especialista em engenharia de transportes, Fernando Mac Dowell lembra que, quando foi adotado o rodízio de veículos em São Paulo, em vez de aderir ao sistema, as pessoas acabaram comprando um segundo veículo: — O poder aquisitivo em São Paulo é outro. Temos soluções viáveis no Rio para evitar o caos. Só não podemos ficar parados, repetindo o discurso de que o trânsito vai travar daqui a tantos anos. É preciso melhorar o sistema do metrô, que em 1984 transportava cerca de 400 mil usuários e hoje leva 500 mil. Em 1974, as barcas serviam a 164 mil pessoas por dia, hoje são 45 mil. A Auto-Estrada LagoaBarra pode ser duplicada. Em dez anos, o Rio só teve uma obra importante: a Linha Amarela.

O prefeito Cesar Maia, porém, rebate as críticas: — Não conhecem a cidade. A Avenida Brasil, principal tronco do município, foi reconstruída de Irajá a Santa Cruz. Isso ocorreu há pouco tempo. Reestruturamos os corredores de Lins de Vasconcelos e Santa Cruz. Duplicamos a Avenida Abelardo Bueno (na Barra da Tijuca), eliminando um nó insuportável.

Introduzimos sistemas de integração com o metrô na Zona Sul, na Tijuca, em Vila Isabel.

Eles não sabem que, junto a Linha Amarela, duplicamos a Estrada Marechal Alencastro (que vai de Deodoro a Anchieta), a Bulhões Marcial (liga Cordovil a Vigário Geral), as estradas da Posse (Santíssimo) e de Campinho.

Segundo Eva Vider, é importante que os governos encontrem uma solução para o trânsito, pois o custo com o transporte está cada vez mais alto: — Segundo o Ipea, cada carro gera um gasto de R$ 27 por dia, que pode ser o do tratamento médico por conta do estresse, o da poluição.

Multiplica isso por dois milhões de veículos — disse a engenheira, acrescentando que o congestionamento não é o único problema causado pelo aumento de carros nas ruas. — Pior mesmo é o aumento do número de acidentes.

Segundo o Detran-RJ, já estão sendo feitas campanhas de educação para o trânsito, inclusive para os motoristas respeitarem mais os ciclistas.

10/06/2008 - 17:33h A César o que é de César

Desafetos do prefeito do Rio, César Maia, lançaram um Blog bem humorado e que utiliza iniciais para designar os políticos de RJ. Na sua apresentação eles proclamam como objetivo da iniciativa o de analisar os movimentos eleitorais de CM, o que me parece um objetivo bem limitado pelo caráter do próprio alvo. Num post irônico eles evocam como seria um segundo turno entre EP e SA (especialistas consultados crêem que EP seria Eduardo Páes e SA, Solange Amaral, a candidata de Maia, mas outras fontes dizem que pode ser). A seguir duas notas do Blog do Ex Cesar Maia.

FUNDAMENTOS

1) O OBJETIVO DESTE BLOG É ANALISAR OS MOVIMENTOS ELEITORAIS DO GRUPO DE CM DURANTE AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2008.

2) O TRABALHO É FEITO POR EX-ASSESSORES DO PREFEITO COM A AJUDA DE DIVERSOS EXCESARMAISTAS QUE ATUAM COMO CONSULTORES: JORNALISTAS, PROFESSORES, POLICIAIS, PSICÓLOGOS, MAGISTRADOS, EMPRESÁRIOS, SINDICALISTAS, ARTISTAS E É CLARO POLÍTICOS DE TODAS AS CORES.

3) O CORPO EDITORIAL, FORMADO POR TRÊS COORDENADORES, IRÁ VERIFICAR A AUTENTICIDADE DE CADA NOTA OU MATÉRIA, REPASSANDO-A PARA O CONSULTOR RESPONSÁVEL POR CADA ÁREA, QUE EMITIRÁ SEU PARECER, INDICANDO, OU NÃO, A PUBLICAÇÃO.

4) AS MATÉRIAS SÃO ACEITAS PELO EMAIL: blogdoexcesarmaia@gmail.com A IDENTIDADE DOS REMETENTES SERÁ PRESERVADA.

5) QUALQUER PESSOA PODE ENVIAR MATÉRIAS À APRECIAÇÃO DOS EDITORES.

6) OS ESTUDOS DESPROVIDOS DE PEÇAS COMPROBATÓRIAS QUE ACUSAREM ILÍCITUDES SERÃO ENCAMINHADOS AO MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL, FEDERAL E/OU ELEITORAL, CONFORME O CASO.

SA X EP ! COMO SERIA O 2 TURNO?

Hobel e Zwiker eram candidatos a prefeito de Trombudo Central, em plena Colônia Alemã de Santa Catarina. Foram fazer o último comício juntos, no mesmo palanque. Zwiquer falou primeiro:
- Eu e Hobel chegamos aqui juntos, abrimos a floresta, casamos, criamos nossos filhos, ajudamos a construir Trombudo Central. Eu e Hobel somos iguais. Mas quem deve ser o prefeito sou eu, porque tenho mais qualidades morais. Hobel tem duas mulheres. Uma aqui em trombudo Central e outra em Rio do Sul.
Hobel foi para o microfone:
- Tudo que Zwiker disse é verdade. Eu e Zwiker chegamos aqui juntos, abrimos floresta, casamos, criamos nossos filhos, ajudamos a construir Trombudo Central. Eu, de fato, tenho duas mulheres. Uma aqui em Trombudo Central e outra em Rio do Sul. A daqui sabe da de lá e a de lá sabe da daqui. Mas eu não acho que Zwiker deva ser o prefeito por ter mais qualidades morais que eu. Eu tenho duas mulheres, é verdade. Mas a mulher de Zwiker tem dois maridos.
Ganhou Hobel.

10/06/2008 - 10:25h Para César Maia (DEM) o governo de Yeda Crusius desintegrou

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do ex-Blog de César Maia (DEM)

A EMPÁFIA E A CRISE GOVERNAMENTAL NO RIO GRANDE DO SUL!

1. O governo do estado do Rio Grande do Sul, enfrenta uma crise financeira estrutural há muitos governos. As medidas adotadas têm sido paliativas e resolvido episodicamente os problemas. Por ele passaram o PDT, PT, PMDB, PSDB, e a volatilidade não mudou. Nenhum dos governos -desde 1983- conseguiu equacionar a crise financeira. E lá se vão 25 anos.

2. No inicio do atual governo do PSDB, numa reunião no Palácio Laranjeiras a convite do Governador do RJ, com os governadores de SP e Espírito Santo, o Prefeito do Rio, propôs um alivio de caixa imediato ao governo do Rio Grande do Sul, por ação de todos, a Prefeitura do Rio incluída, de forma a dar tempo à Governadora, para que adotasse as medidas que se fizessem necessárias.

3. Lembrou que um fracasso da Governadora eleita, seria o retorno da oposição do governo em 2010. E arrematou dizendo que uma crise financeira, além dos desdobramentos políticos, tem desdobramentos administrativos, “abrindo-se” para ter governabilidade com as conseqüências, que aliás, estamos vendo.

4. Nos dias seguintes, com o vazamento da proposta por alguém presente, vieram as críticas e ironias, em notas e matérias na imprensa, impulsionadas, entre outros e principalmente pela governadora. O tempo mostrou que a empáfia e o amadorismo ao tratar da proposta de se antecipar, transformaram a gestão em desmonte e que dois anos e meio antes do prazo, o governo do Rio Grande do Sul desintegrou.

do ex-Blog de César Maia

03/04/2008 - 03:37h De Boston a Bahía Blanca, em breve

VALOR

O alerta já foi feito pelo Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID). Na página da entidade na Internet, apresenta-se ao país a doença e ensina-se até a pronunciar seu nome em inglês (”Deng-ee”). Antes restrita ao Havaí, a doença está entrando no Texas por meio da fronteira mexicana. Em 2006, foram 104 casos. No ano passado, 488 ocorrências.

Estatisticamente é uma insignificância, mas confirma o vaticínio de epidemiologistas: o aquecimento global do planeta está fazendo o mosquito da dengue expandir-se para as regiões temperadas das Américas. “O que se comenta é que até 2025 teremos casos de dengue de uma faixa de Boston à Bahía Blanca”, afirma Paulo Lotufo, médico que, como diretor do Hospital Universitário de São Paulo, enfrentou o surto epidêmico na cidade no ano passado.

No sentido meridional, foram apenas 49 casos na Argentina no ano passado, mas a doença cresce de maneira exponencial no Paraguai -sem ocorrências até 1998 e com 108,8 episódios por 100 mil habitantes no ano passado. Em todos os países continentais das Américas, a dengue hoje só está completamente ausente do Uruguai e do Canadá.

É a elevação da temperatura, mais que razões de natureza gerencial, o principal vetor para que o mosquito da dengue se alastre pelo mundo. O que se altera, de governo para governo, não é a curva de incidência - crescente na maioria dos países - mas a maneira como se lida com o problema. Para uma doença exótica, da qual os americanos não sabem nem pronunciar o nome e cujo nível de ocorrência é um traço estatístico, já foram reservados no orçamento do ano passado uma verba de US$ 33 milhões para pesquisas. No Brasil, há uma guerra de transferência de responsabilidades.

Dos cinco maiores registros anuais de dengue no Brasil no período entre 1997 e 2006, três foram em anos eleitorais: 1998, 2002 - ocasião em que o país teve 454,8 casos por 100 mil habitantes, um recorde histórico - e 2006. Do ponto de vista médico, não há razão para crer que a dengue siga um ciclo epidêmico quadrienal e partiu do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a afirmação de que não estamos diante de uma coincidência. “Todos os anos quando há disputa eleitoral nos municípios, a guerra contra a dengue perde. Desmobilizam-se programas, demitem-se servidores e faz-se politicagem com uma coisa tão grave”, afirmou Temporão a jornalistas ontem, em uma declaração perigosa.

Impacto eleitoral da dengue é pequeno

O Brasil já registrara mais de mil casos por dia no verão de 2007, ano em que o ministério destinou R$ 68 milhões do orçamento para o programa “Vigilância e Controle da Malária e da Dengue”, sendo que deste total apenas 39% foram pagos, segundo a ONG Contas Abertas.

A execução do Ministério da Saúde também ficou abaixo da média do governo federal em outros programas que poderiam atuar sobre o problema, como o de atenção à Saúde em situações de urgência e emergência, para o qual foram consignados R$ 314 milhões e pagos R$ 91 milhões, uma execução de 29%. No combate à infecção, Brasília passou o bastão para os Estados e municípios, que receberam R$ 821,5 milhões em transferências para ações de vigilância. Agora os responsabiliza pelo desastroso resultado.

A descentralização faz com que Temporão não pague a conta política da epidemia, como José Serra não a pagou quando concorreu a presidente nas eleições de 2002, com 150 mil casos de dengue apenas no Rio. A fatura é enviada para os prefeitos e governadores. Há seis anos, o Rio não é mais o Estado campeão de dengue no Brasil em termos proporcionais, mas o desgaste da prefeitura da capital é grande porque o município não resolve as distorções de seu sistema de Saúde desde a reunificação do Estado em 1975: a cidade conta com uma grande estrutura hospitalar e uma frágil rede de atenção básica.

O sucateamento desta rede e a disputa política entre o Planalto e o prefeito Cesar Maia provocou uma polêmica intervenção federal nos hospitais cariocas em 2005. O ato foi suspenso, por ser inconstitucional, pelo Supremo Tribunal Federal. Mas a crise na Saúde carioca permaneceu e é um dos fatores que marcam uma administração que há muito tempo já perdeu o brilho. Segundo a pesquisa do Datafolha, o percentual de eleitores que considera a gestão de Cesar Maia ruim ou péssima chegou a 43% na semana passada. Mas já havia pulado de 25% para 31% no ano passado.

Para a sorte do prefeito Cesar Maia, os hospitais superlotados, as camas de campanha do Exército e as mortes que se sucedem afundam sua popularidade muito longe do momento eleitoral. O ciclo da doença faz com que a maior parte dos casos ocorram de janeiro a abril, instante em que nem o quadro de candidatos está completamente definido. A candidatura que apóia, da deputada Solange Amaral (DEM), distante dos favoritos nas pesquisas de intenção de voto, já carecia de competitividade antes da eclosão da dengue deste ano. A crise do momento só cristaliza sua inviabilidade.

“A Saúde é motivo crônico de desgaste para a Prefeitura do Rio, mas a epidemia de dengue jamais teve qualquer impacto eleitoral e novamente não deverá ter este ano”, aposta o cientista político Marcus Figueiredo, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Figueiredo lembra que nos últimos anos o nível de competição tanto na eleição para o governo estadual quanto no da capital é baixo: para o Palácio das Laranjeiras, Leonel Brizola (1990), Marcello Alencar (1994), Anthony Garotinho (1998), Rosinha (2002) e Sérgio Cabral (2006) confirmaram o favoritismo. Na capital, a exceção foi a eleição de 2000, em que Cesar Maia conseguiu uma vitória apertada e até certo ponto surpreendente sobre o então prefeito Luiz Paulo Conde. É um sinal de que as maiorias políticas se sedimentam no eleitorado de modo relativamente autônomo a episódios conjunturais.

César Felício é repórter de Política

02/04/2008 - 17:31h Capa do JB sobre o DEM Cesar Maia: Prefeito sumiu

Onde esta você, Cesar Maia? pergunta matéria do Jornal do Brasil. Prefeito só por e-mail enquanto a cidade enfrenta a epidemia de dengue.

02/04/2008 - 16:56h Candidato do DEM gaúcho tem um baita senso de humor

RSVP

Com lugar reservado no avião da comitiva, a deputada federal Maria do Rosário (PT) acompanhará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na visita à Capital amanhã. Além dela, outros dois pré-candidatos à prefeitura de Porto Alegre estarão ao lado do presidente: o prefeito José Fogaça e a deputada federal Manuela D’Ávila (PC do B).

– Considero muito natural que, ao lado do presidente, esteja o prefeito José Fogaça. Mas acho natural que eu também esteja, como deputada federal e pré-candidata. Acredito que o deputado Onyx Lorenzoni (pré-candidato do DEM) também deveria estar – disse Rosário.

Quando soube que o blog falaria com o deputado, a petista brincou:

– Diz pra ele que eu estou convidando.

Resposta de Onyx:

– O convite da deputada, como sempre, foi muito gentil. Se eu não tivesse um compromisso no Rio, estaria em Porto Alegre sem problemas. Mas, enquanto ela vai estar aí acompanhando Lula, eu vou aprender com o prefeito Cesar Maia (DEM-RJ) como se administra bem uma cidade. Discutiremos ações em gestão que vão me ajudar a enfrentá-la melhor nas eleições.

*****
Onyx participará às 14h, no Rio de Janeiro, de um seminário sobre gestão municipal para os pré-candidatos do DEM nas eleições municipais.

Postado por Larissa Magrisso

28/03/2008 - 06:06h O demo de Rio e o sobrenatural

cesar_maia2.jpgO sobrenatural como recurso

Reza forte nem sempre ajuda Cesar

O GLOBO

Buscar a ajuda de santos e médiuns tem sido um recurso do qual o prefeito Cesar Maia sempre lança mão na hora do aperto. O problema é que nem sempre a mandinga dá certo. No último réveillon, o prefeito também viajou para a Bahia porque um anjo teria dito a Cesar que ele não deveria mais passar a virada do ano por aqui até 2010. Mas, mesmo com Cesar longe e reza forte, a chegada de 2008 foi marcada pelas balas perdidas: seis pessoas foram atingidas por tiros disparados para o alto em Copacabana. Isso depois de o fogueteiro contratado iniciar a queima antes da meia-noite porque não lhe forneceram um cronômetro.

Para pagar promessa em ano eleitoral, Cesar Maia também deixou de ir a alguns desfiles da Marquês de Sapucaí.

A prefeitura também é uma das principais clientes da Fundação Cacique Cobra Coral, cuja médium Adelaide Scritori, afirma ser capaz de controlar o tempo. Numa das intervenções, ela foi acionada, em 2007, para provocar uma estiagem que garantisse a conclusão das obras do Pan a tempo. Anteontem, o convênio com a prefeitura, que segundo assessores de Adelaide havia expirado em outubro passado, foi renovado. Pode ter sido coincidência ou a culpa de uma frente fria, mas, sem a cobertura legal da entidade, choveu muito durante os desfiles, em fevereiro.

Atitude é criticada por vereadores de oposição


Avaliação é que orações foram deboche com as vítimas da epidemia no município

Luiz Ernesto Magalhães - O Globo

As orações antidengue do prefeito Cesar Maia em Salvador surpreenderam a oposição na Câmara de Vereadores. O presidente da Comissão de Saúde, Carlos Eduardo (PSB), disse que Cesar só pode estar debochando de uma situação que é extremamente grave.

— Em meio a uma epidemia com dezenas de mortos, ir pedir ajuda aos santos na Bahia é debochar da população. No Nordeste, ele não acompanha a gravidade da situação. Pela manhã, no Hospital Salgado Filho (no Méier), contei mais de 400 crianças na fila, a maioria com sintomas de dengue, muitas dividindo a mesma maca. O tempo na fila chegava a oito horas — contou o vereador.

Eliomar Coelho: Cesar Maia está “desbussolado” Andrea Gouvea Vieira (PSDB) engrossou as críticas.

— Não dá para acreditar.

Depois dessa, não imagino mais o que posso dizer. Parece que ele renunciou ao mandato e se esqueceu de comunicar à população — disse.

Para Eliomar Coelho (PSOL), o prefeito perdeu de vez o rumo.

Cesar estaria, segundo o vereador, “desbussolado”.

— Ele perdeu totalmente o rumo, pois sabe que a derrota dele nas eleições será fragorosa.

O problema é que, sempre que há problemas na cidade, ele foge para algum lugar ou dá declarações desencontradas.

Também foi assim quando começou o boicote ao pagamento do IPTU e com as críticas em relação ao crescimento das favelas. Felizmente, a população tem recebido melhor assistência do Ministério da Saúde e do governo do estado para contornar a atual crise — disse Eliomar.

Não foram apenas os políticos que se surpreenderam.

— Ele ainda resolveu fazer graça com a tragédia? É inaceitável debochar do sofrimento da população. Sua excelência trata-se de um caso perdido. Sem contar a questão eleitoral. A conta dessa epidemia e das declarações dele serão espetadas na deputada Solange Amaral, sua candidata à sucessão — disse a cientista política Lucia Hippolitto.

28/03/2008 - 05:48h Lapidario

Coisas municipais

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Luiz Garcia - O Globo

Para quem não é do ramo, as idas e vindas da política municipal deveriam ser relativamente mais fáceis de entender do que acordos e desacordos federais.

Tem de fazer alguma diferença o fato de que tudo se passa mais perto da gente. Com certeza sentimos com rapidez, na carne e no bolso, as conseqüências de êxitos e acertos, trampas e tramóias dos nossos políticos.

E sempre é importante esmiuçar fatos novos inesperados.

Como a mudança desta semana no quadro de candidatos a prefeito do Rio, com a detonação da candidatura de Eduardo Paes pelo governador Sérgio Cabral, seu padrinho político até outro dia.

Paes tem estrada. Começou como cria do prefeito Cesar Maia, andou pelo Partido Verde, foi vereador e deputado federal pelo PFL, passou para o PTB, voltou ao PFL, andou pelo PSDB e no ano passado aterrissou no PMDB. Em recompensa pelo apoio à eleição de Sérgio Cabral Filho foi nomeado secretário de Turismo e apontado como candidato do partido a prefeito do Rio.

Mas acabou caindo mais depressa do que subira: o governador fez outro dia um acordo com o PT, cujo candidato a prefeito apoiará, em troca da escolha de um peemedebista para candidato a viceprefeito.

O pobre do Paes nem entrou na disputa pela candidatura a vice.

O petista é o deputado Alessandro Molon, cuja biografia inclui pesada oposição ao governo de Rosinha Garotinho. Palmas para ele. O pessoal diz que é reduzida a possibilidade de problemas no PMDB, onde Garotinho e esposa ainda estão acampados. Parece que Sérgio Cabral tem competência política de sobra para neutralizar a dupla, que está em queda livre há muito tempo. Principalmente, depois da comicamente falsa greve de fome do cabeça do casal.

A troca de candidatos no PMDB coincide com o crepúsculo do grupo de Cesar Maia, berço político do detonado Eduardo Paes. E parece ser coincidência mesmo: o prefeito, por decisão inteiramente pessoal e sem nada a ver com a sucessão, há algum tempo desistiu de administrar a cidade, pelo menos de corpo presente. Os munícipes perderam o direito de ver o seu prefeito em ação: podem apenas tomar conhecimento de seus palpites — sobre tudo e qualquer coisa — no blog que ocupa quase todo o seu tempo.

Esta semana, Cesar mostrou que o distanciamento da realidade pode ter preço alto. Ele saiu em campo para negar, com peremptória indignação, que haja surto de dengue no Rio. Simplesmente ignorou as 31 mortes confirmadas no município, onde o total de doentes já passa de 28 mil.

Um administrador público dar as costas à realidade é problema grave. Por esse motivo, entre vários outros, há claros e tristes indícios de que o novo prefeito receberá uma casa bastante desarrumada para administrar.

O que aumenta bastante a nossa responsabilidade na hora do voto. E a dos partidos, na escolha dos candidatos.

26/03/2008 - 22:51h Prefeito Cesar Maia continua negando epidemia de dengue no Rio

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O Globo Online e RJ TV

RIO - O prefeito Cesar Maia, que só vinha dando declarações sobre a dengue por email, falou pela primeira vez à imprensa nesta quarta-feira, no Planetário da Gávea, durante a cerimônia de entrega do Velódromo do Rio ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Apesar de especialistas afirmarem que o Rio vive uma epidemia de dengue, o prefeito nega. Até o início desta quarta-feira, o Estado do Rio de Janeiro já registrava 32.615 casos, sendo 23.555 apenas na capital. Pelo menos 49 pessoas morreram no estado e 31 pessoas na cidade, sendo que 25 eram crianças.

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- O que nós tivemos na cidade do Rio de Janeiro foi principalmente numa região, Jacarepaguá, no final de janeiro, início de fevereiro, indicadores de epidemia. Não tivemos na cidade no Rio nunca esses indicadores - afirma Cesar.

O prefeito também nega demora nas ações de combate ao Aedes aegypti e falou sobre as medidas tomadas pela secretaria de saúde. ( você é a favor da participação das Forças Armadas no combate à dengue no Rio? ).

- Fizemos reuniões sistemáticas diárias, com a equipe de saúde. Isso comecou quando do decreto que criou um gabinete de crise na prefeitura. Essas reuniões são feitas na secretaria de saúde e no gabinete do prefeito. Quando nós identificamos que havia esse vetor de óbito infantil, tivemos que fazer uma treinamento especial para isso. Hoje eu diria que todos os casos que chegam ainda a nível primário, a prefeitura do Rio, nas suas unidades, tem todas as condições de evitar o óbito - garante o prefeito.

Cesar justificou sua ausência da grande mídia quando o surto de dengue na cidade passou a ocupar todos os noticiários.

- Há cinco anos a minha agenda pública é fechada por mim. É uma decisão de caráter político. Eu sou um político muito conhecido e a visibilidade que se consegue com o contato físico coberto pelos meios de comunicação eu não preciso - explica.

Sobre a demora na inauguração do hospital de Acari, o prefeito prometeu solução:

- Nos próximos dias o hospital será aberto. E três, quatro dias depois terá leitos direcionados para o atendimentdo à dengue.

Cesar falou ainda como faz para se proteger do mosquito.

- Eu uso sempre manga comprida, calça comprida. Dentro e fora de casa. Esse é o meu repelente.

O Ministério da Saúde anunciou novas medidas para o combate à dengue na última segunda-feira, entre elas, a contratação temporária de 661 profissionais da área de Sáude. Na terça, o Ministério da Saúde contratou os primeiros 100 profissionais, que já estão distribuídos pelos hospitais do Andaraí, Bonsucesso, Ipanema, Lagoa e Cardoso Fontes, em Jacarepaguá. Nesta quarta, as equipes de emergência recrutadas para atuar nos leitos destinados à dengue nos hospitais federais do Rio de Janeiro serão reforçadas com mais 70 profissionais.

Nesta terça-feira, o secretário municipal de Saúde, Jacob Klingerman, disse que a dengue no Rio vai continuar nos próximos anos por causa das condições climáticas da cidade. Além do Rio, pelo menos outros dois municípios enfrentam surto de dengue ( dengue ameaça turismo no Rio ).

25/03/2008 - 05:36h Prefeitura de Rio picada pela insensatez

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Sem consenso para atacar o ‘Aedes’

Gabinete de crise anuncia medidas emergenciais. Município ainda se nega a admitir epidemia

Duilo Victor - Jornal do Brasil

O gabinete de crise formado pelo Ministério da Saúde para debelar a epidemia de dengue no Estado anunciou ontem o primeiro pacote de emergência, mas depois de que 32.615 foram vitimadas oficialmente pelo Aedes aegypti. De acordo com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, as 31 mortes pela doença confirmadas na capital representam um índice de óbitos mais de cinco vezes acima do tolerado pela Organização Mundial de Saúde. Temporão põe a culpa no sistema de atendimento básico da cidade – de responsabilidade do governo municipal. Pela primeira vez, representantes do ministério, o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, e o municipal, Jacob Kligerman, sentaram à mesma mesa para debater a epidemia. As divergências entre as esferas de poder, no entanto, continuam explícitas.

– A fragilidade de nossa rede básica, cumpre, com certeza, seu papel no aumento da letalidade da dengue – sentenciou Temporão.

Enquanto o ministro e Sérgio Côrtes, secretário estadual de Saúde, insistiam em falar de epidemia, Jacob Klingerman, secretário municipal, reclamava da chuva, que segundo ele causou a explosão dos casos. Porém, continuava relutante quanto a classificar a situação como epidêmica.

Temporão continuou atacando a prefeitura, o que fez durante todo o dia.

– O número de óbitos no Rio é completamente fora do razoável. A única capital onde o número de casos aumentou foi aqui.

Com o governo do Estado, o ministério planeja aumentar até o fim da semana a rede de atendimento à doença para suportar a carga de 2 mil novos casos por dia. O carro-chefe do pacote será os centros de hidratação – três já foram inaugurados – que não servirão como postos de saúde, mas centros de referência para os hospitais. A ordem é que pacientes com dengue sejam levados para os centro, que terão 660 poltronas de atendimento. As autoridades esperam diminuir a espera na fila, que passa de seis horas em alguns hospitais.

– Apesar da demora, pedimos ao pacientes que não voltem para casa sem atendimento – alertou Côrtes, que vai contratar médicos em regime temporário – Faço um apelo para que pediatras e clínicos-gerais atendam à nossa convocação para a contratação temporária.

Pior momento

O ministro da Saúde informou que o Estado vive o auge da epidemia e que a tendência é de diminuição de casos nas próximas semanas. Outra providência será a distribuição de cartões para todos os pacientes com dengue, para que o serviço de saúde tenha o histórico do paciente. Como a maioria percorre mais de uma unidade de saúde, há mais chance de erros no tratamento.

20/03/2008 - 08:07h Dengue em Rio: Prefeito lava as mãos e culpa hospitais do estado

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Célia Costa e Luiz Ernesto Magalhães - O Globo

O prefeito Cesar Maia (DEM) responsabilizou ontem os hospitais da rede estadual pelo alto índice de mortes provocadas por dengue (29 na capital). Ele afirmou que a maior parte dos óbitos (12, segundo ele) ocorreu em hospitais da rede do estado. No ranking de Cesar, aparecem a seguir a rede privada (6); unidades da prefeitura (6) e federais (4). Um dia depois de o epidemiologista Roberto Medronho, do Núcleo de Saúde Coletiva da UFRJ, analisar a incidência da dengue no Rio nos últimos dez anos e afirmar que a cidade enfrenta uma epidemia desde janeiro, o prefeito voltou a negar a gravidade da situação e alegou que o número de caso está numa curva declinante: — Quando fazemos as correções por amostras e pelos exames laboratoriais, confirmamos que o pico se deu entre fins de janeiro e início de fevereiro.

Nesse momento estamos com curva declinante, que só podemos confirmar em mais uns dias. Mas podemos confirmar desde já que os novos casos de letalidade estão caindo com as medidas adotadas e esta é nossa prioridade máxima.

A Secretaria municipal de Saúde também se recusa a admitir que haja epidemia. Nenhum técnico da secretaria quis comentar a avaliação feita pelo epidemiologista. A Secretaria estadual de Saúde preferiu não comentar as afirmações do prefeito. Para o vereador Carlos Eduardo (PSB), presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores, Cesar tenta desviar o foco: — A responsabilidade é da prefeitura, que, se não tivesse falhado na prevenção, não estaria assistindo a tantas mortes. Além disso, a maioria dos casos e das mortes ocorre na Zona Oeste. Com exceção do Hospital Lourenço Jorge (Barra), o atendimento de emergência é feito em unidades do estado.

Infectologista aponta falhas na prevenção O presidente da Sociedade de Infectologia do estado, Jacob Kierszenbaum, disse não ter entendido a classificação por responsabilidades feita pelo prefeito: — O problema é que este é um ano eleitoral, o que interfere na discussão do problema.

Para o infectologista Edmilson Migowsky, da UFRJ, a lotação dos hospitais prova que houve falha na prevenção: — O controle de vetores é uma responsabilidade dos municípios.

Como ele falhou, as emergências lotaram — disse.

O parâmetro usado por Medronho para definir uma epidemia, que é a média histórica de casos nos últimos dez anos, excluindo os anos epidêmicos, é considerado correto por outros especialistas. O infectologista Gustavo Johanson, da Universidade Federal de São Paulo, disse que o cálculo está correto, mas a classificação de epidemia é um critério: — O termo não diz respeito a um número absoluto. É o que ultrapassa o esperado. Eles (a Secretaria de Saúde do Rio) estão sendo tecnocratas e devem considerar que a palavra epidemia dá impressão de que a situação esteja fora de controle.

Para a presidente do Cremerj, Márcia Rosa Araújo, já há uma epidemia: — As portas dos hospitais traduzem isso.

Ontem à tarde, o sindicato dos trabalhadores em saúde do estado (Sindsprev-RJ) acusou a prefeitura de estar planejando centenas de demissões de agentes comunitários de saúde que atuam em comunidades da Zona Oeste, área mais afetada pela doença.

12/03/2008 - 15:03h O Quinta Coluna

O blog do jornalista Sérgio Leo é um dos meus favoritos, não só pelos equilibrados comentários que acompanham suas ponderações sobre política externa, especialidade dele, e que regularmente reproduzo aqui. Ele também tem um olhar crítico particularmente aguçado quando se trata de tartufos. No artigo a seguir ele farejou um demo-tartufo fenomenal.

Convém acrescentar que a leviandade do histriónico êmulo do personagem de Molière, não coincide com o que O Globo têm noticiado ao seu respeito sobre a cidade da música, por exemplo, obra orçada pela prefeitura de Rio inicialmente em R$ 80 milhões e que já custa aos cofres públicos R$ 461,5 milhões.

Sitio de Sérgio Leo

Visto por dentro, o mundo da política é mesmo um cada qual por si e salve-se quem puder, mas o César Maia, na propaganda eleitoral do DEM, que ouvi ontem na CBN, mostrou que é mesmo do balacobaco. Graças à eficiência e ao combate à corrupção, explica ele, as obras contratadas no Rio de Janeiro tem preços, no mínimo, inferiores em 30% às de “qualquer outro lugar no país”.A fala bacana do prefeito maluquinho é seguida de outra do correligionário José Roberto Arruda, governador do GDF, anunciando obras e obras no metrô de Brasília, onde pretende derramar mais R$ 600 milhões ou quantia parecida.

Pelo que indica César Maia, Rio à parte, há superfaturamento nas obras de todas as outras cidades e nos Estados brasileiros. Pela lógica maiista, nós cidadãos de Brasília deveríamos cobrar do Arruda um corte de, pelo menos, uns R$ 180 milhões nesse metrô anunciado na propaganda do DEM.

Mal posso esperar pela próxima propaganda com novas revelações do César Maia,grande cara, sobre os descaminhos das administrações do partido dele no país.

posted by Sergio Leo

07/03/2008 - 09:19h DEM e PSDB em rotas divergentes em 2008

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César Maia culpa tucanos paulistas por guerra contra PFL desde 2002. Pela primeira vez ele responsabiliza José Serra por ação da polícia contra Roseana Sarney e os tucanos paulistas por divisão em São Paulo e apoio a Gabeira.

Apoio tucano a Gabeira ameaça aliança entre DEM e PSDB em 2010

Raymundo Costa - VALOR

Juntos na oposição ao governo Lula em Brasília, DEM e PSDB devem seguir caminhos separados nas principais eleições de 2008, para prefeito, e de 2010, para presidente. O apoio entusiasmado da cúpula tucana à candidatura do deputado Fernando Gabeira a prefeito do Rio, num frente com PV e PP, é apenas mais um golpe, e não o mais forte, na aliança que por oito anos (1995-2003) governou o país.

Identificado nas pesquisas de opinião como o partido “mais à direita” do espectro político, o PSDB aposta em Gabeira no Rio numa tentativa de firmar a imagem de centro-esquerda. Ao Democratas não resta outra opção a não ser tentar se constituir ele mesmo uma opção. Uma alternativa “do centro para a direita” e nesse espectro viabilizar uma candidatura presidencial, segundo diz seu presidente, Rodrigo Maia.

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