24/03/2009 - 16:54h Bônus milionário pago a presidente de empresa vira escândalo na França

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da France Presse, em Paris – Folha Online

O escândalo da remuneração dos patrões ganhou mais um capítulo nesta terça-feira na França, com a revelação do bônus de 3,2 milhões de euros concedido ao presidente da empresa do setor automobilístico Valéo, que escapou da falência graças à intervenção das autoridades públicas.

O governo francês, que possui 8% da Valéo, em que injetou recentemente 19 milhões de euros através de seu Fundo estratégico de investimento (FSI), qualificou o caso de “chocante’ e garantiu que se oporá ao pagamento do bônus.

De Washington, o primeiro-ministro francês, François Fillon, afirmou que o Estado se “opõe” ao pagamento do bônus, considerando que “as pessoas que não mostram responsabilidade ameaçam todo nosso sistema econômico e social”.

O dirigente do grupo, Thierry Morin, foi demitido sexta-feira por “divergências estratégicas” com o conselho de administração, e recebeu uma indenização de 3,2 milhões de euros.

A empresa manteve o pagamento do bônus, apesar de Morin ter cumprido apenas três das cinco metas às quais a indenização eram condicionada. Ele deixou uma empresa à beira da falência, com perdas de 207 milhões de euros em 2008 e 5.000 supressões de postos em andamento.

De acordo com a CGT, o principal sindicato francês, o bônus suscitou a “ira” e um “forte sentimento de injustiça” entre os funcionários da empresa.

A Valéo, principal fornecedora francês de peças para automóveis, recebeu a ajuda do governo francês, preocupado em preservar um setor considerado estratégico para a economia mas muito abalado pela crise.

“O Estado acompanhou este empresa, e acho chocante que este tipo de remuneração seja instalada no contexto atual”, declarou o porta-voz do governo, Luc Chatel, também secretário de Estado à Indústria.

Este novo escândalo vem à tona alguns dias depois da concessão de dezenas de milhares de stock-options a dirigentes do banco Société Générale, que obteve do Estado um empréstimo de 1,7 bilhão de euros. Diante da polêmica deflagrada pela regalia, os dirigentes acabaram desistindo destas ações a tarifas preferenciais.

Escândalos semelhantes foram registrados nos Estados Unidos, com os bônus milionários recebidos pelos executivos da seguradora AIG, e na Grã-Bretanha, onde uma polpuda aposentadoria foi prometida ao ex-patrão do Royal Bank of Scotland.

O economista Alain Minc, conselheiro de grandes patrões e políticos franceses, lançou segunda-feira uma advertência a seus “amigos da classe dirigente”.

“Os senhores se deram conta de que o país está com os nervos a flor da pele, que os franceses têm o sentimento –talvez errôneo– de sofrer as consequências de uma crise provocada por nós?”, perguntou, pedindo aos executivos que moderem suas remunerações.

Em 29 de janeiro e em 19 de março, milhões de franceses foram às ruas para protestar contra a política do governo diante da crise.

O presidente Nicolas Sarkozy, que deve fazer um discurso no fim da tarde de hoje para explicar sua política, pressionou os dirigentes das empresas para que tomem medidas concretas para limitar seus salários até o dia 31 deste mês.

Ver também A ira dos franceses contra Sarkozy

26/01/2009 - 19:56h França: o poder político teme um grande movimento social

Le pouvoir politique redoute un grand mouvement social

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Le Monde

Que faire, face à l’augmentation inéluctable du chômage et à la désespérance qu’elle porte en germe ? Comment éviter que la détérioration du climat social ne se transforme, à l’occasion d’un dérapage ou d’un conflit local dur, en une de ces explosions dont la France a le secret ? Dans un pays qui s’enfonce dans la récession, ces questions taraudent les responsables politiques au plus haut niveau de l’Etat, dans la majorité comme dans l’opposition.

La journée unitaire d’action du jeudi 29 janvier, qui s’annonce très suivie, bénéficie selon deux sondages publiés dimanche 25 (CSA/Le Parisien/Aujourd’hui en France et IFOP/Sud-Ouest) du soutien de près des trois quarts des Français. A quelques jours de son organisation, les débrayages à l’usine Renault de Sandouville à l’annonce de la prolongation du chômage partiel, les mots d’ordre de grève dans les universités, les tensions qui subsistent dans certains lycées, dans l’administration et dans le monde hospitalier ont relancé les craintes d’une possible conjonction des mécontentements. “Je sens une violence en train de naître. Dans les écoles, par exemple, la mobilisation est très forte”, relève Philippe Cochet, député UMP du Rhône.

Début janvier, des élus de la majorité avaient alerté Nicolas Sarkozy sur les risques d’“un grand mouvement social” et du décalage avec l’opinion publique sur le plan de relance. “Les gens ont l’impression que l’argent public est distribué aux banquiers et que rien n’est fait pour eux. Ils approuvent ceux qui descendent dans la rue”, avaient-ils indiqué.

La récession a beau frapper inégalement territoires et entreprises, les remontées du terrain ne sont guère rassurantes. La baisse de l’intérim, la hausse du chômage partiel, la multiplication des plans de départ volontaire ont certes permis, jusqu’à maintenant, d’“étaler les effets dévastateurs de la crise”, analyse Martin Richer, directeur général de la société Secafi (Groupe Alpha), spécialisée dans le conseil auprès des comités d’entreprise. “Mais si la situation dans l’automobile devait préfigurer ce qui se passera dans cinq ou six autres secteurs, la crise prendrait une autre dimension”, dit-il.

Dans les régions industrielles, les syndicalistes décrivent l’anxiété de salariés “K.-O. debout”. “Fin 2008, 134 entreprises avaient fait une demande de chômage partiel et 15 000 salariés ont dû s’arrêter trois semaines pendant les fêtes. On n’avait jamais vu cela”, dit Alain Gatti de l’Union régionale interprofessionnelle CFDT de Lorraine.

Son homologue des Pays de la Loire, Laurent Berger, constate la multiplication des plans sociaux : “En novembre et décembre, les entreprises de la région ont remercié 8 000 intérimaires, mis fin aux contrats à durée déterminée, demandé à leurs salariés de prendre des jours de réduction du temps de travail ou de chômage partiel. Mais, depuis janvier, on tape dans le dur.” Et d’égrener la liste des emplois supprimés en une semaine : 120 dans deux entreprises d’ameublement employant au total 300 personnes, 200 emplois sur 1 200 dans un groupe suédois, et plusieurs dizaines de milliers de salariés désoeuvrés pour cause de chômage technique.

La crise se généralise : automobile, transports, navigation de plaisance, chantiers navals, services informatiques, secteur du nettoyage. “La situation, anxiogène, crée du fatalisme et de la colère chez des salariés qui ont le sentiment de payer les erreurs du capitalisme financier”, note le syndicaliste.

Dans les entreprises en difficulté, la crainte du chômage tétanise. Dans celles qui se portent mieux, les négociations salariales s’annoncent tendues. “Le mécontentement est plus fort dans les groupes qui ne vont pas trop mal, là où les politiques salariales sont jugées insuffisantes”, assure le secrétaire général de la métallurgie CFDT, Dominique Gilliez.

A situation sociale complexe, pronostics nuancés. “Il y a beaucoup de colère rentrée, mais cela ne se traduit pas toujours par de la lutte”, relève Nadine Prigent, secrétaire générale de la CGT santé. “La crise amplifie l’incertitude, exacerbe le ras-le-bol”, ajoute Marcel Grignard, secrétaire national de la CFDT, qui perçoit chez certains l’envie d’en découdre. Directeur d’études d’Entreprise et personnel, une association de DRH, Jean-Pierre Basilien croit plus à la possibilité de conflits locaux durs, là où l’emploi est détruit, qu’à celle d’un mouvement plus général. “Le gouvernement semble très attentif à désamorcer tous les sujets possibles de tensions avec la jeunesse, qui pourraient conduire à des mobilisations plus larges”, analyse-t-il.

La durée et l’ampleur de la récession constituent des inconnues qui vont peser sur le climat social. Raymond Soubie, conseiller de Nicolas Sarkozy pour les questions sociales, ne constate pas, pour l’heure, “de montée de fièvre forte”. Mais, ajoute-t-il prudent, la météo sociale est une science inexacte”.

Rémi Barroux, Claire Guélaud et Sophie Landrin

13/11/2008 - 16:10h Justiça argentina acaba com monopólio sindical

Representantes de trabalhadores não precisarão mais pertencer à Central Geral do Trabalho, ligada ao peronismo

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BUENOS AIRES. Numa decisão considerada histórica, a Corte Suprema da Argentina decidiu anteontem acabar com o monopólio sindical no país. Com a decisão, a Central Geral do Trabalho (CGT), ligada ao governo, deixa de ser a única confederação com permissão para criar sindicatos. Os trabalhadores do país passam a ter direito de se fazerem representar sem que seja necessário contar com permissão do Ministério do Trabalho.

Os sete juízes do tribunal consideraram inconstitucional uma lei que obrigava os representantes dos trabalhadores a serem filiados a um sindicato com “personalidade jurídica sindical” e, além disso, serem selecionados apenas depois de eleições convocadas por esse sindicato. Na prática, isso fazia com que somente a CGT fosse capaz de indicar representantes, pois é a única capaz de conceder “personalidade sindical” a um grupo de trabalhadores.

— Esta é uma decisão histórica — comemorou Pablo Micheli, secretário-geral da Associação de Trabalhadores do Estado (ATE), entidade não filiada à CGT que entrou com um recurso para ter o direito de selecionar delegados para representar os trabalhadores estatais. — Isso muda o mapa sindical. Democratiza o sindicalismo.

Integrantes da CGT protestam contra decisão A ATE convocara eleições para escolher representantes da categoria, mas um sindicato filiado à CGT, o Pessoal Civil das Forças Armadas (Pecifa), entrou na Justiça, alegando que somente um sindicato com personalidade sindical poderia convocar eleições.

Depois de a ATE perder nas duas primeiras instâncias da Justiça, o caso chegou terça-feira à Corte Suprema argentina. De acordo com a decisão dos juízes, não existe “razão alguma para que um impedimento seja necessário numa sociedade democrática no interesse da segurança nacional e da ordem pública”.

A CGT foi um dos principais sustentáculos do governo de Juan Domingo Perón, que, por sua vez, passou a reconhecer apenas esta central sindical como legítima. Desde então, a CGT passou a ser um dos principais braços do movimento peronista, e sua ligação umbilical com os governos levaram críticos a acusar a entidade de peleguismo.

Atualmente, a central é uma forte aliada do governo da presidente Cristina Kirchner.

Os sindicalistas peronistas ficaram indignados com a decisão da mais alta corte argentina.

— É um verdadeiro disparate, com intenção política, porque tende a fragmentar o movimento sindical. Creio que esta resolução deve ser encarada como um ato de provocação para perturbar o clima social do país — disse Julio Piumato, integrante da cúpula da CGT.

O ministro do Trabalho, Carlos Tomada, disse que a decisão da Suprema Corte é importante, mas se refere apenas “a duas organizações do setor público”.

— Não é prudente extrapolar (a decisão) automaticamente para o setor privado.

23/05/2008 - 11:09h Greve geral é novo golpe para Sarkozy

Paralisação convocada por maiores centrais sindicais protesta contra plano de aumentar tempo de contribuição para aposentadoria

Apesar de adesão parcial, organizadores dizem que 700 mil foram às ruas; atos têm o apoio de 60% da população, afirma enquete


Manifestantes protestam em Paris contra projeto do governo de aumentar o tempo de contribuição para a aposentadoria na França

CÍNTIA CARDOSO

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PARIS

Centenas de milhares de franceses pararam de trabalhar e saíram às ruas ontem contra o projeto do governo de Nicolas Sarkozy de aumentar de 40 para 41 anos o tempo de contribuição para a aposentadoria. As cinco principais centrais sindicais do país convocaram greve geral e protestos disseminados.

A CGT, principal entidade sindical, estimou em 700 mil os manifestantes que saíram às ruas para protestar. Só em Paris, dizem terem sido 70 mil -já a polícia fala em 28 mil.

O governo francês argumenta que a combinação do déficit das contas públicas e o aumento da esperança de vida da população torna imprescindível a mudança no sistema previdenciário. O regime único de aposentadoria tem um rombo de 4,6 bilhões.

Uma sondagem divulgada pelo jornal “Libération” mostra que 60% dos entrevistados apóiam a greve de ontem e 36% são contra. Os franceses, no entanto, estão divididos quanto à necessidade de reformas.

Para 49%, inevitavelmente a França será obrigada a adotar um regime de aposentadoria inspirado do modelo americano. Ou seja, onde cada empregado é responsável pelo pagamento de sua própria aposentadoria.

Paradoxalmente, apenas 22% concordam com um período mais longo de contribuição. O engenheiro de sistemas Samuel Marchand é um dos partidários da mudança. “Eu comecei a contribuir aos 25 anos. Acho justo ter que contribuir mais tempo, mas me preocupo com a questão do desemprego na faixa dos 50 anos. Não adianta nada eu ter disposição para trabalhar e perder o emprego quando ficar mais velho”, afirmou.
Essa , aliás, parece ser uma das principais preocupações de Xavier Bertrand, ministro do Trabalho. O governo determinou que, até o fim de 2009, as empresas assinem acordos de compromisso para aumentar a participação de empregados entre 55 e 64 anos.

O gesto, entretanto, não foi suficiente para acalmar os ânimos. As centrais argumentam que é injusto elevar os anos de contribuição com base em cálculos da expectativa de vida porque um operário vive, em média, menos tempo do que um executivo.

Uma das centrais, a CFDT, apóia o princípio de prolongamento da contribuição, mas afirma que é inútil passar de 40 anos para 41 anos com uma taxa de emprego de apenas 38% entre os trabalhadores entre 55 e 64 anos. Já as centrais CGT e FO discordam das propostas do governo. Esse cisma sindicalista parece ter sido sentido na taxa de adesão à greve. A média nacional entre os funcionários públicos foi de 8%, chegando a 25% em alguns setores, como o ferroviário.

Os representantes sindicais, porém, minimizaram esses dados. Em comunicado, as centrais afirmaram que o mais importante foi a mobilização nas ruas. Além da manifestação na praça da Bastilha, em Paris, também foram realizados protestos em outras 80 cidades. (leia mais na Folha SP)

saiba mais

Apoio cai entre população e partidários

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

As greves na França ocorrem em um momento em que o presidente Nicolas Sarkozy enfrenta dificuldades para melhorar sua popularidade. Pouco mais de um ano após subir ao poder, sondagem divulgada pelo instituto Ipsos revela que só 40% dos entrevistados aprovam o governo, contra 58% de julgamentos desfavoráveis.
Esses percentuais são próximos aos verificados em abril. No governo havia a expectativa que, após a entrevista televisiva em 24 de abril, houvesse uma recuperação dos índices.
No centro do descontentamento, está o poder aquisitivo em queda ou estagnado. Sarkozy, na campanha, fez da promessa de recuperação da economia o pilar do seu discurso. Mas o balanço dos últimos 12 meses mostra uma economia morosa sob um cenário internacional adverso de alta do petróleo. As reformas propostas pelo presidente, potencialmente impopulares, tornam-se ainda mais indigestas com uma economia lenta.
A personalidade de Sarkozy também afeta a opinião publica. Os franceses parecem ter enjoado da superexposição de sua vida pessoal, das amizades com milionários e da aparição freqüente em revistas de celebridades.
Os baixos índices resvalam no premiê, François Fillon, que vê o sua aprovação, hoje em 50%, seguir uma trajetória de queda.
Não bastassem os dissabores da opinião pública, Sarkozy passa por uma crise dentro do próprio partido. Projeto de lei de regulamentação de organismos geneticamente modificados foi derrotado no Parlamento com o apoio do UMP, e grandes nomes de sua bancada, como o ex-premiê Jean-Pierre Raffarin, criticam abertamente o presidente por tentar passar reformas sem consultar o partido.
Com esse clima, Sarkozy antevê dificuldades para passar projetos mais difíceis -como a abolição da jornada de 35 horas. (CC)

20/11/2007 - 13:30h Plusieurs milliers de fonctionnaires, de cheminots et d’étudiants défilent à Paris


Le Monde

MARDI 20 NOVEMBRE

15 heures : Plusieurs milliers de fonctionnaires, de cheminots et d’étudiants à Paris
Plusieurs milliers de fonctionnaires, en majorité des enseignants, mais aussi des cheminots et des étudiants, défilent sous la pluie, de la place d’Italie aux Invalides, à Paris. Sur la banderole à la tête de la manifestation intersyndicale, organisée par huit organisations (CGT, CFDT, FO, CFTC, CFE-CGC, UNSA, FSU, Solidaires), on peut lire : “Ensemble pour les salaires, l’emploi et les services publics”. Le secrétaire général de la CGT, Bernard Thibault, qui a pris la tête du cortège, demande au gouvernement de “crée[r] des conditions pour les négociations” salariales dans la fonction publique, ainsi que dans les entreprises.

14 h 36 : François Chérèque chahuté pendant la manifestation parisienne
Le secrétaire général de la CFDT, François Chérèque, cible de huées dans la manifestation parisienne, appelle le gouvernement à sortir de sa“torpeur”, jugeant que tout réformer en même temps “expose à des blocages”.

14 h 27 : Gérard Aschieri (FSU) salue une mobilisation “importante”.
“On est bien au-delà des 30 %, mais déjà en soit 30 % est un chiffre important, c’est une grève bien suivie, elle marque un vrai saut quantitatif et qualitatif”, déclare le secrétaire général de la FSU, Gérard Aschieri, peu avant le départ du défilé parisien des fonctionnaires.

14 h 15 : le PS pour des négociations salariales “sans délai”.
Dans un communiqué, le Parti socialiste “demande au gouvernement d’ouvrir sans délai des négociations salariales dans la fonction publique, de geler les suppressions d’emplois prévues dans le budget 2008, et d’engager avec tous les acteurs concernés une réflexion en profondeur sur les contours et l’avenir de la fonction publique”.

13 h 34 : De 14 500 à 25 000 manifestants à Bordeaux.
Entre 14 500 selon la police et 25 000 personnes, selon les syndicats, défilent dans les rues de Bordeaux.

13 h 20 : Entre 12 000 et 15 000 manifestants à Lyon.
Entre 15 000 personnes, selon les syndicats, et 12 000 selon la police, défilent dans les rues de Lyon.

13 h 13 : Une grève peu suivie, selon M. Santini.
André Santini, sécrétaire d’Etat à la fonction publique, estime sur RTL que 30 % de grévistes dans la fonction publique d’Etat, “c’est une grève moyenne”, affirmant que le mouvement est “moins suivi qu’annoncé”.

13 h 13 : Le gouvernement doit reculer, pour le PCF.
Le Parti communiste français affirme que face à l’ampleur des mobilisations sociales le“gouvernement doit reculer” et engager “immédiatement et sans préalable” les négociations qui s’imposent.“Face à l’ampleur du mouvement social, le gouvernement n’a plus les moyens du blocage et des manoeuvres : il doit reculer”.

12 h 46 : De 12 000 à 60 000 manifestants à Marseille.
12 000 personnes selon la police, 60 000 selon les syndicats manifestent dans le centre de Marseille.

12 h 45 : Débrayages chez Yoplait.
Les salariés des trois sites de production de Yoplait France, au Mans (Sarthe), à Monéteau (Yonne) et à Vienne (Isère), débrayent massivement, à l’appel de la CGT, pour réclamer la réouverture des négociations salariales 2007 et une amélioration de leur pouvoir d’achat.

12 h 15 : Regain de mobilisation à la SNCF.
Le taux de grévistes à la SNCF contre la réforme était en très légère hausse à 11 heures, à 27 %, contre 26,2 % lundi.

12 h : Un tiers des fonctionnaires d’Etat en grève.
La grève pour les salaires et les effectifs dans la fonction publique mobilise 30,12 % des fonctionnaires d’Etat mardi à la mi-journée, selon le ministère de la fonction publique.

11 h 36 : Près de 39 % de grévistes dans l’enseignement, selon le ministère.
Une moyenne de 38,98 % des enseignants du primaire et du secondaire sont en grève dans le cadre de la journée d’action des fonctionnaires, annonce le ministère de l’éducation qui “dément formellement les chiffres de la FSU”.

11 h 05 : Grève bien suivie dans l’éducation nationale, selon les syndicats.
Près de six enseignants sur dix dans les collèges et les lycées étaient en grève dans le cadre de la journée de mobilisation de la fonction publique. “On a un taux global de grévistes de 58 % dans les collèges et les lycées. La mobilisation est particulièrement forte dans les collèges, avec des taux de 60 % et des pics à 80 %”, a déclaré une porte-parole du SNES. Ces chiffres sont collectés par le syndicat auprès d’un échantillon de 200 “établissements-tests”. La FSU indique qu’une moyenne de 65 % des enseignants du primaire et de 58 % des enseignants des collèges et lycées étaient en grève.

10 h 55 : L’exaspération des PME.
La CGPME exprime“l’exaspération” des patrons de PME face aux mouvements sociaux, appelant“les acteurs du conflit à la responsabilité”. L’organisation patronale souligne dans un communiqué“les difficultés auxquelles se heurtent les salariés pour parvenir sur leur lieu de travail et s’interroge sur le système d’organisation des transports en commun pouvant être bloqués par une minorité”.

10 h 52 : Faible mobilisation à La Poste.
La grève à La Poste, lancée à l’appel des six fédérations des télécommunications (CFDT, CFTC, CGC, CGT, FO et SUD), était suivie mardi matin à 15,18 %, selon les premières estimations communiquées par la direction.

10 h 21 : Pour la suite du conflit, la CGT “s’en remettra aux assemblées générales” de cheminots.
“Nous allons entrer mercredi dans un cycle de négociations tripartites à la SNCF qui va durer certainement plus d’un mois”, explique le secrétaire général de la CGT-Cheminots, Didier Le Reste. Selon lui, “des assemblées générales ont déjà appelé à la suspension de la grève, d’autres à sa poursuite pour peser sur ces négociations”.

10 h 21 : Le PS réclame une conférence sur les salaires.
Le premier secrétaire du Parti socialiste, François Hollande, assure sur i-Télé que les socialistes seront “nombreux” dans les manifestations pour la défense du pouvoir d’achat des fonctionnaires et réclame la réunion d’une “conférence sur les salaires”.

9 h 51 : Le conflit des régimes spéciaux “cannibalise toutes les autres revendications” selon l’UNSA.
Le mouvement contre la réforme des régimes spéciaux de retraite “cannibalise toutes les autres revendications”, rendant notamment “inaudible”celle des fonctionnaires sur le pouvoir d’achat, estime Alain Olive, le secrétaire général de l’Union nationale des syndicats autonomes (UNSA) sur la radio BFM.

9 h 03 : Pour Guillaume Pépy (SNCF), il y a du “grain à moudre”.
Interrogé sur RMC, le directeur général exécutif de la SNCF, Guillaume Pépy, affirme qu’il y aura“du grain à moudre” de la part de la direction pour la négociation qui doit démarrer mercredi après-midi. “Il n’y a aucune raison que l’on n’ait pas demain une négociation positive, mais pour ça, il faut qu’il y ait des signes de reprise du trafic”, ajoute M. Pepy. La SNCF a prévu une série de “mécanismes d’accompagnement” de la réforme du régime spécial de retraite de cheminots représentant entre 80 et 100 millions d’euros, précise-t-il sur BFM.

8 h 54 : Fonctionnaires et cheminots “ont le pouvoir d’achat en commun” , selon Jacques Voisin (CFTC).
Le président de la CFTC, Jacques Voisin, estime sur Canal+ que la revendication d’un meilleur pouvoir d’achat est “commune” aux manifestations de fonctionnaires et de cheminots qui se retrouvent cet après-midi dans la rue.

8 h 20 : Annonce d’une intervention “légitime” du chef de l’Etat.
“Après un conflit tel qu’on vient de le vivre (…), il est évidemment légitime que le président de la République puisse intervenir et on peut s’y attendre”, indique le porte-parole du gouvernement, Laurent Wauquiez, sur RTL. Le ministre du budget et de la fonction publique, Eric Woerth, est lui l’invité de France-Inter : “C’est vrai, les fonctionnaires ne gagnent pas très bien leur vie. Il y a une échelle de salaires qui est très courte mais en même temps, pour gagner mieux leur vie, il faut accepter de prendre plus de responsabilités, il faut accepter de faire plus d’heures supplémentaires”, explique-t-il.

6 h 45 : Le trafic RATP “un peu mieux que prévu”.
Le trafic se présente “un peu mieux que prévu”, avec en moyenne 1 métro sur 3 à 1 métro sur 4, et 40 % des bus. Le trafic reste nul sur la ligne B du RER et limité à 15 % sur la ligne A. A la SNCF, la circulation des trains est “conforme aux prévisions” avec 350 TGV sur 700, 85 Corail sur 300, des fréquences de Transiliens supérieures en Ile-de-France, 50 % des TER et un trafic Thalys “proche de la normale”.

16/11/2007 - 14:54h La gauche radicale veut déborder les directions syndicales en généralisant le mouvement

ous ensemble, tous ensemble !” Dès la rentrée de septembre, le slogan du mouvement social de décembre 1995 était dans les têtes de la gauche radicale. Qu’ils soient dirigeants syndicaux, simples délégués d’entreprise, leader étudiant ou militant politique, voilà des semaines qu’ils rêvent d’un grand mouvement social et s’y préparaient. SUD, minoritaires de la FSU ou de la CGT, cadres du PCF, activistes de la LCR, de LO ou du Parti des travailleurs, ils ont tout fait pour pousser les feux de la grève.

Le scénario leur paraissait presque trop beau : un gouvernement enfin ébranlé par des sondages en baisse, un mécontentement latent sensible depuis la rentrée dans les entreprises sur le pouvoir d’achat et une réforme des régimes spéciaux touchant des bastions syndicaux combatifs.

Le succès de la grève du 18 octobre semble confirmer les pronostics. “Le mouvement social a démarré”, s’enthousiasme Arlette Laguiller (LO) sur les trottoirs parisiens tandis que son alter ego de la LCR, Olivier Besancenot, explique “attendre la poursuite du mouvement”. Marie-George Buffet, elle, y voit “une journée test”.

L’entrée dans la danse des universités les a ravis. Les jeunes militants de la LCR, de Sud ou de la CNT (anarcho-syndicaliste) n’ont de cesse d’étendre le mouvement d’occupation et de chercher les liens avec les cheminots ou les gaziers. Comme en 1995. “Ca passe très bien dans les AG”, assure Tristan Pablo, étudiant à Tolbiac. Même constat pour Adrien Bonzard responsable de Sud à Nanterre.

Pour cette gauche radicale, seul un “mouvement général” allant du secteur public aux entreprises privées pourrait faire reculer le gouvernement qu’ils accusent, derrière la remise en cause des régimes spéciaux, de préparer une nouvelle réforme générale du système des retraites.

“Si on veut gagner, on n’a pas intérêt à rester dans des luttes catégorielles”, prétend Gérard Mazet, délégué CGT à la gare d’Austerlitz, membre du PCF. “Face aux attaques du gouvernement, il faut construire des convergences”, renchérit Annick Coupé, porte-parole de Solidaires.

Mais derrière cette stratégie affichée, ces cadres syndicaux savent que la réalité du terrain est plus complexe. La grève “presse-bouton” ne marche pas, répètent-ils. “La convergence des luttes est compliquée car il faut trouver un mot d’ordre unificateur”, analyse Jean-Michel Drevon, secrétaire national de la FSU pour la tendance École émancipée. “Dans les AG, le débat n’est pas sur la grève générale interprofessionnelle mais d’élargir la grève sur les retraites”, reconnaît Christian Mahieux, secrétaire général de SUD-Rail.

Le ton reste prudent. D’autant que les premiers “reculs” des confédérations syndicales acceptant les négociations entreprise par entreprise auraient désorienté les troupes. “Après le coup de poignard dans le dos du mouvement de la CGT et les appels à la reprise de la CFDT, les salariés sont dans l’attente”, estime Dominique Mezzi, dirigeant de la LCR.

“Le front syndical s’est divisé”, constate-t-on à Solidaires. “C’est vrai qu’on a beaucoup attendu après le 18 octobre. L’attitude de Thibault a été vécue comme une trahison”, soutient Tony Fraquelli, délégué CGT au dépôt d’Austerlitz et militant LCR.

Ces partisans de la grève dure continuent donc leur travail de fourmi. “Il y a de nombreuses fédérations départementales qui appellent à la reconduction”, assure M. Mahieux. “On n’est qu’au début d’un mouvement pas à la fin. Les formes qu’il va prendre, personne ne les connaît”, prévient M. Mazet. Le constat est partagé par les militants de LO.

L’objectif est de “tenir” jusqu’au 20 novembre, jour de la grève de la fonction publique. “Si la mobilisation passe le week-end, on pourra faire la jonction ave le 20″, espère M. Fraquelli.

Dans les AG des cheminots, mercredi, les radicaux se sont sentis “en phase” avec la grogne générale qui poussait à la reconduction et exprimait clairement la méfiance à l’égard des directions syndicales. Plusieurs dépôts ont exigé “d’être consultés pour toute décision qui engagerait l’avenir et informés du contenu des discussions à chaque étape”.

La LCR a proposé à l’ensemble des partis de gauche d’organiser une initiative de soutien aux grévistes. Et se dit même prête à mettre sur pieds des comités d’usagers pro-grève.

Sylvia Zappi

15/11/2007 - 17:56h La grève reconduite vendredi à la RATP et à la SNCF, les négociations dans l’impasse

Un quai de la gare Saint-Charles à Marseille, le 15 novembre. | AP/CLAUDE PARIS

AP/CLAUDE PARIS

Un quai de la gare Saint-Charles à Marseille, le 15 novembre.

Le Monde

Le deuxième jour de la grève contre la réforme des régimes spéciaux de retraite, jeudi 15 novembre, a de nouveau fortement perturbé le trafic sur les réseaux de la RATP et la SNCF, alors même que les négociations entre syndicats et gouvernement semblent être dans l’impasse. Le mouvement a été reconduit dans les deux entreprises publiques de transports jusqu’à vendredi. Les fédérations de cheminots tentent, pour leur part, de maintenir une marge de négociation avec l’Etat, tout en donnant des gages à leur bases.

Pour preuve, les deux appels lancés jeudi soir par les fédérations de cheminots de la SNCF. Le premier, signé par sept d’entre elles (CGT, SUD-Rail, CFDT, CFTC, FO, UNSA, CFE-CGC) s’adresse aux assemblées générales qui se tiendront vendredi à la SNCF, et demande la reconduction “du mouvement de grève pour 24 heures” , soit jusqu’à samedi, selon la CGT. Le second, signé par les mêmes fédérations, hormis SUD-Rail, demande au ministre du travail, Xavier Bertrand, d’organiser “dès vendredi” une réunion tripartite “pour fixer le cadre” des négociations.

“PAS UNE RÉUNION DE NÉGOCIATION”

“La réunion que nous demandons n’est pas une réunion de négociation, c’est une réunion de mise au point pour préciser le cap, le contenu du futur processus”, a précisé Didier Le Reste, secrétaire général de la CGT cheminots. Après avoir pris acte de la décision des assemblées générale de jeudi de reconduire la grève, M. Le Reste avait déjà demandé “des précisions de la part du gouvernement (…) car la lettre [de Xavier Bertrand] était imprécise, notamment sur le calendrier”. “Quand on porte un mouvement social aussi fort que celui-ci, c’est notre responsabilité de syndicalistes d’obtenir des résultats bénéfiques pour tout le monde”, avait-t-il ajouté. Pour Jean-Philippe Catanzaro, responsable des régimes spéciaux à la CFTC, “si l’on n’ouvrait pas les négociations, on ne pourra pas sortir du conflit”.

SUD-Rail n’a pas modifié sa position. Comme l’expliquait son secrétaire fédéral, Christian Mahieux, dans un chat au Monde.fr, “nos revendications, c’est d’une part la suppression du projet (…) et dans un second temps, l’ouverture de négociations sur l’ensemble des régimes de retraite du pays. Nous ne pensons pas qu’aller négocier entreprise par entreprise soit la bonne réponse au problème global posé”. “Il n’est pas question d’aller négocier l’application de la réforme des régimes spéciaux pendant le conflit, c’est la raison pour laquelle nous n’avons pas signé le courrier au ministre“, a-t-il ajouté jeudi soir.

M. BERTRAND VEUT QUE LES SYNDICATS APPELLENT “À LA REPRISE DU TRAVAIL”

Le gouvernement assure de son côté suivre “en permanence l’évolution de la situation”, selon le porte-parole de l’Elysée, David Martinon. Sur France 3, Xavier Bertrand a demandé aux syndicats, jeudi soir, “d’appeler à la reprise du travail” afin de pouvoir entamer des négociations. “On ne peut pas avoir et la grève et les négociations d’entreprise en même temps”, a fait valoir M. Bertrand, qui estime qu’il y a actuellement “davantage d’agents qui souhaitent reprendre le travail”.

Une feuille de route confirmée par des membres de son entourage, qui ont expliqué, sous couvert d’anonymat, que des négociations ne seront possibles qu’une fois la grève terminée. “Les négociations d’entreprises avec les représentants de l’Etat ne pourront s’engager que lorsque les organisations syndicales auront mis fin à la grève. La balle est dans le camp des organisations syndicales”.

M. Fillon, qui s’est réunit, jeudi, avec M. Bertrand, Nicolas Sarkozy, la ministre de l’intérieur, Michèle Alliot-Marie, et le secrétaire d’Etat aux transports Dominique Bussereau, a une nouvelle fois appelé à la fin d’une grève “qui pénalise les usagers et qui ne permettra pas d’aboutir à des avancées sociales” et a demandé l’ouverture “des négociations dans les entreprises”.

Le taux de grévistes à la SNCF, jeudi, était de 46 % selon la CGT et de 42,8 % selon la direction. Un niveau de mobilisation qualifié par M. Le Reste de “fort dans le cadre d’un mouvement de grève reconductible”. Le trafic SNCF est resté perturbé, malgré des améliorations, notamment sur les TGV et les Corail. A la RATP, la direction comptait jeudi 27,2 % de grévistes, contre 44 % mercredi. Vers 18 heures, huit lignes de métro et les RER A et B ne fonctionnaient pas ou quasiment pas. La direction de la RATP prévoit un trafic encore “perturbé” vendredi. Même son de cloche à la SNCF, qui annonce néanmoins une “nouvelle amélioration” mais un trafic “pas normal” durant le week-end.

13/11/2007 - 13:22h SNCF: les cheminots ont-ils la vie duraille?

Les cheminots sont-ils des privilégiés? A la veille de la grève, Rue89 a demandé à trois d’entre eux de raconter leur métier.


Aux ateliers SNCF de Noisy-le-Sec (Meyer/Tendance floue).

Conditions de travail, sens du service public, “esprit cheminot”: David Gobé, de Lille, Bruno Picque, de Boulogne, et Daniel Tourlan, de Marseille, se sont livrés à Rue89. Tous trois syndiqués CGT, ils décrivent leur quotidien et expliquent les raisons de leur mobilisation contre le projet de réforme de leur régime spécial.

Les débuts

Aucun de nos trois témoins n’est issu d’une famille de cheminots. Après sa terminale, Bruno Picque, a choisi de rejoindre la SNCF. C’était en 1972:

“Les trains, comme tous les gosses de l’époque, ça m’a fait rêver. A 17 ans, j’y suis allé. C’est vrai, ce n’était pas une vocation, mais ça l’est devenu. J’aimais mon travail, mais plus maintenant. Le service public que j’ai connu -on aurait tout fait pour satisfaire les usagers- n’existe plus.”

Selon ce quinquagénaire, la SNCF est désormais là “pour faire du fric”.

A 33 ans, David Gobé fait partie, lui, de la génération qui a d’abord goûté au privé avant de se dire que “la sécurité de l’emploi, c’était mieux”. Après avoir travaillé dans le BTP et en grande surface, l’agent de réserve a rejoint la SNCF en 1997, pour “partir à la retraite à 55 ans, et avoir un travail peut-être moins bien payé, mais stable”.

Depuis 1979, Daniel Tourlan contrôle les passagers dans les trains. A peine majeur, il fait son entrée “par accident” chez les cheminots. S’il n’est pas issu “du sérail, des familles de cheminots”, le Marseillais fait depuis vingt-huit ans partie de ces hommes qui dorment trois jours par semaine loin de leur famille.

“C’était un choix. Je n’ai pas beaucoup vu mes enfants”, confie-t-il. Ils sont grands, désormais, les enfants de ce quadragénaire, qui a vu les conditions de travail des cheminots s’améliorer :

“Quand je suis arrivé, le Code du travail ne voulait rien dire à la SNCF. Depuis, les repos de rattrapage ont été instaurés.”

Le métier

Cheminot, ce n’est pas que conducteur de train. A la SNCF, plus de 250 métiers existent, dont une trentaine sont consacrés au fret.

David Gobé fait partie de ces 25 000 agents de réserve de la SNCF. Cette dénomination recouvre une foultitude d’activités: tirer un wagon, aiguiller, enrayer… Les agents de réserve servent de renforts: d’un jour à l’autre, leur activité change, leurs horaires se modulent selon les besoins: “Ici, on ne sait pas quarante-huit heures à l’avance ce qu’on va faire. On a des compensations financières.”

Sa journée type, David Gobé la passe au triage. Un peu comme à la Poste, sauf qu’il s’agit de wagons. Les détacher les uns des autres, les faire reculer sur une bosse, les laisser redescendre sur une pente depuis laquelle ils sont freinés par des sabots. Comme dans le tri postal, sauf que c’est plus lourd: la barre d’attelage peut peser jusqu’à 20 kilos.

David est dit “sédentaire”. Parfois, son grade le lui permet, il effectue des saisies pour savoir où vont ses wagons. Il peut également être affecté à toute sorte de d’activités administratives.

Gare de Marquise, dans le Pas-de-Calais. Bruno Picque aiguille les trains. Il s’occupe de contrôler les départs et les arrivées, les “incidents ou accidents”, les caténaires (ces câbles électriques qui alimentent les motrices)… Travaillant en “deux huit”, Bruno Picque commence parfois à 5h35 ou à 16h35, et alterne jours de travail et relâche:

“Le décalage horaire est pénible mais le stress, la fatigue sont surtout causés par la responsabilité. Le cheminot est responsable de son train.”

L’homme seul face à la machine: cet argument revient souvent. Contrôleur, Daniel Tourlan, tient le même discours sur la responsabilité :

Dans un TGV double rame, il y a 500 passagers. Si elle est doublée, vous avez 1 000 passagers. 1 000 à faire en trois heures! C’est impossible! Mais vous le faites parce que vous êtes le seul responsable de votre train.”

Souvent raillés, ces propos sur la responsabilité sont souvent affaire d’honneur pour les cheminots. Selon eux, quoi qu’il arrive ils répondent présents. Ce qui rend la réforme prévue par le gouvernement encore plus difficile à accepter. Daniel Tourlan fulmine :

“On nous impose la double peine: gagner moins que les autres, partir en même temps que les autres. Et on a plus de responsabilités que les autres.”

Le salaire

David Goubé, dix ans à la SNCF:

“1 400 euros nets. Deux enfants. Ma femme est dans l’Education nationale. Elle fera grève le 20 novembre contre les suppressions d’emploi.”

Bruno Picque, trente-cinq ans à la SNCF:

“1 900 euros bruts par mois. Ne m’appelez pas nanti.”

Daniel Tourlan, vingt-huit ans à la SNCF:

“1 700 euros. Je ne suis pas au salaire du Président. Il gagne quinze fois plus que moi.”

15/10/2007 - 12:29h Acabou o casamento com Sarkozy e a lua de mel durou pouco: Quinta-feira de greve no transporte francês

Des passagers sur un quai de la gare du Nord, à Paris, lors d'une grève à la SNCF en 2005. Le grève prévue jeudi 18 octobre sera

AFP/JACK GUEZ

Des passagers sur un quai de la gare du Nord, à Paris,
lors d’une grève à la SNCF en 2005.
Le grève prévue jeudi 18 octobre sera “énorme” aux dires des syndicats

Matignon s’attend à une semaine sociale difficile et à un jeudi noir

Le Monde

Si cette journée d’action concerne d’abord la défense des régimes spéciaux de retraite, les syndicats ont voulu éviter le piège d’une mobilisation centrée sur la défense des acquis de certaines catégories de salariés. Derrière l’attaque contre les régimes spéciaux, expliquent notamment Solidaires, la CGT ou FO, la réforme du régime général des retraites avec l’allongement programmé de la durée de cotisations pour tous se profile.

Un argument résumé par le secrétaire général de la CGT cheminots, Didier Le Reste, dans le Journal du dimanche (14 octobre) : “Il y a aujourd’hui une communauté d’intérêts entre ceux qui défendent les régimes spéciaux et ceux qui refusent une nouvelle remise en cause du régime général”, programmée, selon lui, après les municipales.

Tous les syndicats ne partagent pas ce point de vue. Si le cheminot et secrétaire général de la CGT, Bernard Thibault, marchera en tête d’un cortège, jeudi 18 octobre, son homologue de la CFDT, François Chérèque, n’en sera pas. Sa Fédération des cheminots sera certes dans la rue, mais pas question pour la confédération de mélanger les revendications.

En fait, chaque syndicat se trouve confronté à des difficultés de stratégie. Débordé sur sa gauche par SUD, notamment SUD-Rail deuxième organisation syndicale à la SNCF, la CGT veut apparaître dynamique dans la mobilisation.

Mais sa Fédération des cheminots n’a pas appelé à une grève reconductible, jeudi, à la différence de SUD, de FO ou de la fédération générale autonome des agents de conduite (FGAAC). Elle menace néanmoins, avec six autres fédérations, d’un nouveau mouvement, éventuellement reconductible, après le 22 octobre. Explication de M. Le Reste : “Les cheminots ne veulent pas s’engager dans une aventure et ne veulent pas s’isoler trop tôt.” La CGT ne veut pas non plus s’isoler, alors qu’elle est engagée avec les quatre autres confédérations dans des négociations avec le patronat sur la modernisation du marché du travail ou des discussions avec le gouvernement sur le pouvoir d’achat.

PRÉPARATION DES RENDEZ-VOUS

De son côté, la CFDT craint que sa volonté réformatrice ne puisse déboucher sur des résultats concrets pour les salariés. Son secrétaire général hausse alors le ton. Devant 6 000 militants remontés contre la politique du gouvernement, jeudi 11 octobre, M. Chérèque a clamé : “Nous ne serons pas de faux acteurs réduits à l’impuissance à force de pressions et de provocations ; nous ne serons pas davantage des observateurs passifs et amers en attente de jours meilleurs.” Une pierre dans le jardin de la CGT.

Toutes les organisations préparent les prochains rendez-vous. Le dossier de la représentativité et du financement pourrait être ouvert avant la fin de l’année, celui des retraites, la réforme du régime général, arrivera dès le début de l’année 2008, une année qui se conclura par les élections prud’homales.
Rémi Barroux

Pour le PS, la semaine sociale marque la fin de l’état de grâce

PARIS (Reuters) – La semaine sociale qui s’annonce marque “la fin de l’état de grâce” pour le président et le gouvernement, estime le député socialiste de Paris, Jean-Christophe Cambadélis.

Le PS discutera mardi lors de la réunion de son Bureau national de la manière dont il s’associera à la journée de mobilisation des syndicats contre la réforme des régimes spéciaux de retraite jeudi, a-t-il déclaré lors du point de presse hebdomadaire du PS.

“C’est un petit tournant dans le quinquennat, nous ne sommes pas encore dans la disgrâce mais dans la contestation tous azimuts”, s’est-il félicité. “Le pouvoir ne se rend pas compte de l’ampleur de la contestation”.

Le député parisien a dénoncé “fausses notes” et “fausses pistes” du gouvernement – sur les franchises – ainsi que le “conflit ouvert” entre Nicolas Sarkozy et Dominique de Villepin à propos d’EADS qui prend une “dimension d’affaire d’Etat qui finit par abimer la France”.

“Dans tous les domaines, sur la remise en cause de la carte judiciaire, par exemple, on voit que le gouvernement est confronté à des difficultés multiples, sans compter la plus importante sur le retournement de la conjoncture économique à laquelle la France est confrontée”, a-t-il souligné.

“Cette semaine est donc une semaine noire pour le pouvoir, une semaine difficile, une semaine où le mécontentement grandit et où les interrogations s’accumulent dans tous les domaines de la vie publique”, a-t-il insisté.

Des revendications tous azimuts le 18 octobre

Outre les grèves attendues dans les transports (SNCF, RATP…), d’autres secteurs vont être touchés par les arrêts de travail. Si la FSU n’a pas lancé de consigne au niveau national, la fédération enseignante appelle néanmoins “les personnels à l’action”, ce qui se traduira par des grèves dans certains établissements scolaires. D’autres sont prévues à EDF, GDF, dans la fonction publique, à l’ANPE, aux Assedic, aux impôts, à Air France… Dans plusieurs départements, les cortèges accueilleront des manifestants du privé et les revendications concerneront aussi bien les retraites que le pouvoir d’achat, ou la fusion de l’ANPE et de l’Unedic. Pour la porte-parole de Solidaires, Annick Coupé, le rendez-vous du 18 octobre prend “l’allure d’une expression globale du mécontentement”, dit-elle dans un entretien à Rouge (11 octobre), le journal de la LCR.

07/09/2007 - 15:08h Argentina: En alerta por China y los créditos

Clarín

El titular de la Unión Industrial (UIA), Juan Carlos Lascurain, reconoció ayer la vocación industrialista del Gobierno, pero a la vez alertó sobre la “preocupación” de la entidad por las importaciones desde China, así como por la falta de crédito bancario para las fábricas.

“La economía lleva hoy 21 trimestres de expansión ininterrumpidos, con un crecimiento acumulado superior al 50%. Los niveles de producción de la industria manufacturera se encuentran 17% por encima de junio de 1998 y más de 70% respecto a marzo de 2002″, dijo el presidente fabril, durante su discurso por la celebración del Día de la Industria, en Parque Norte.

El empresario dijo que están dispuestos a integrarse al diálogo social, en alusión a la propuesta en ese sentido que lanzó la candidata oficial, Cristina Fernández. “Si somos convocados al diálogo social económico, ahí estaremos, pero no para hablar de salarios sino de tecnología, de valor agregado, de financiamiento, en fin, de una Argentina en dónde nuestros hijos echen raíces y alas”, dijo.

Rato después, el titular de la CGT, Hugo Moyano (invitado al almuerzo) replicaba: “En una mesa de diálogo se debe discutir todo, incluso los salarios. Con salarios depreciados, el diálogo pierde sustento”, dijo.

Con respecto a las importaciones desde China, Lascurain dijo que “es una realidad que a los industriales nos preocupa y cuyas consecuencias se observan en los propios países desarrollados, por lo tanto valoramos los esfuerzos del Gobierno en cuanto al resguardo de la producción y el empleo nacional”. Y reclamó “propuestas que busquen incrementar la oferta de financiamiento a largo plazo”.