11/03/2009 - 09:35h AL vê esvair cenário de recuperação rápida

México puxa a fila das vítimas na AL

Cerca de 80% das vendas externas são para os EUA e a queda no petróleo derrubou a receita de exportação

Marcos de Moura e Souza e Rodrigo Uchoa, de São Paulo – VALOR

A América Latina sentiu o golpe e as previsões de recuperação em relação à crise mundial já se alongaram para depois de 2010.

As economias mais abertas da região estão registrando contração acima da esperada, com forte queda da produção industrial e das exportações. Mesmo os países considerados mais preparados para enfrentar a crise, como o Chile, já veem evaporar as previsões de recuperação rápida.

Segundo a Cepal, órgão da ONU para América Latina e Caribe, a retomada do crescimento na região, antes prevista para o segundo semestre de 2009, não pode ser esperada agora “nem para o segundo semestre de 2010″.

No caso do Chile, a pesquisa mensal feita pelo BC do país com economistas, acadêmicos, consultores e executivos mostra que a expectativa deles em relação ao crescimento vem piorando paulatinamente. E, para o primeiro trimestre deste ano, eles esperam uma contração de 1,1%. Tomás Flores, um dos consultados, diz que todo este ano será bem negativo.

Em janeiro, os analistas consultados pelo BC esperavam que o Chile fechasse 2009 com crescimento de 5%. Agora, a mediana das estimativas é de crescimento de 1,2% – e há um número significativo de economistas que espera contração ou crescimento nulo.

O impacto na produção industrial tem sido maior do que esperado, dizem os analistas chilenos.

O México é outro que mostra fragilidade, principalmente porque cerca de 80% de suas vendas externas são para o EUA e porque a queda dos preços do petróleo derrubou a receitas com exportação.

“Das principais economias da região, o México é a que terá mais dificuldades de conseguir registrar crescimento este ano”, disse Jurgen Weller, especialista em Assuntos Econômicos da Divisão de Desenvolvimento Econômico da Cepal. A maioria dos países menores da América Central e Caribe – dada a forte dependência em relação aos EUA – também vai pelo caminho de desaceleração ou retração, a exemplo do México, diz ele.

No quarto trimestre, a segunda maior latino-americana encolheu 2,7% em relação ao terceiro trimestre. Foi uma retração menor do que a do Brasil, mas, por ter uma economia mais aberta que a brasileira, o panorama mexicano é mais sombrio, dizem os analistas. As exportações representam cerca de 30% do PIB do México, assim como no Chile, diz Alberto Ramos, economista da Goldman Sachs para a América Latina. “No Brasil, a economia mais fechada da região, o peso das exportações no PIB é de cerca de 12%.” Num momento de crise global isso pode ser uma virtude, mas num momento de recuperação geral, o país tende a demorar para voltar a crescer.

Ramos, que também vê o México como a economia da região mais exposta à crise, coloca Venezuela, Equador e, em menor grau, a Argentina na posição de países que têm adotado políticas heteredoxas, pouco atraentes aos investidores ou que não souberam aproveitar o boom das commodities para encher o caixa para momentos de desaceleração.

Na visão do analista da Goldman Sachs, Chile, Peru e Colômbia ainda são os países que mostram maior capacidade de enfrentar o cenário adverso. Os três são países que com manejo macroeconômico mais sólido que os vizinhos, diz Ramos. “O Brasil está mais perto desse grupo, embora pudesse ter feito mais para deter o crescimento sucessivo dos gastos correntes nos últimos quatro anos.”

Ramos lembra que o governo da presidente chilena, Michelle Bachelet, poupou o equivalente a 22% do PIB nos últimos três anos. O país registrou superávit fiscal de 5,2% do PIB em 2008 deverá ter neste ano um déficit de 4%. “O governo conseguirá financiar esse déficit com a economia que fez.”

Entretanto, segundo Rodrigo De Faro, economista da Universidade do Chile, o impacto nas exportações tem sido muito maior do que esperado. “Se a recuperação mundial não vier em 2010, não haverá como driblar a crise.”

As exportações do Chile caíram 41,7% nesses dois primeiros meses do ano, sendo que a baixa nas importações foi de 29%.

18/12/2008 - 06:44h Crítica à presidenta de Chile se alimenta do machismo

PRESIDENTE AO MAR:
GOVERNO CHILENO SAI EM DEFESA DE MERGULHO DE BACHELET

O banho de mar da presidente Michelle Bachelet, 57, fotografada com uma assessora às 6h30 da manhã na Costa do Sauípe (Bahia), onde participou de quatro cúpulas regionais, provocou polêmica no Chile. O Palácio de la Moneda se viu obrigado a sair em defesa da mandatária. O secretário de Governo, Francisco Vidal, lembrou que não havia compromissos oficiais tão cedo. “A presidente se mata de trabalhar pelo Chile. Se ela acorda cedo e está de frente à praia, qual é o mal de dar um mergulho? Um presidente ou uma presidente pode ter vida privada? Seria bom um pouquinho.” O paraguaio Fernando Lugo também foi fotografado andando na praia de short e camiseta, mas não entrou no mar. Fonte Folha SP

EFE
A presidente chilena Michelle Bachelet toma banho de mar na Costa do Sauípe (BA)
A presidente chilena Michelle Bachelet toma banho de mar na Costa do Sauípe (BA)

03/12/2008 - 08:46h Latin America Grows in Popularity as Trade Partner as Opportunities in Traditional Markets Shrink

Toda Mídia de Nelson de Sá destaca hoje a pesquisa publicada por Market Watch. A pesquisa, da consultoria Economist Intelligente Unit, ligada à “Economist”, mostra como “a América Latina continua atraente às empresas” multinacionais. A razão, responde a maioria, é a desaceleração nos mercados tradicionais. E para 69% o Brasil é “chave na sua expansão a médio prazo”.

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AMSTERDAM, Netherlands, Dec 01, 2008 /PRNewswire via COMTEX/ — According to a 2008 survey by the Economist Intelligence Unit, undertaken on behalf of Atradius, the leading global credit insurer, the countries of Latin America continue to be attractive markets for businesses looking for opportunities to expand their sales, as their traditional markets are becoming increasingly crowded. Key findings include:

More than half of those surveyed (53%) said that their decision to seek out opportunities in the region was influenced mainly by a slowdown in their traditional markets.

50% of respondents identified competitive pressures in their home market as a deciding factor.

69% of those surveyed identified Brazil as a market that will be key to their expansion in the medium term, with Mexico running a creditable second at 48%.

61% percent of respondents estimate that their annual revenue from trade with the region would increase by more than 6% over the next three years, and 59% expect their annual profit growth from the region over that same period to reach 6%.

The report, A complex picture – investing and trading in Latin America, is the outcome of the survey of more than 300 companies from around the world who currently trade or plan to trade in Latin America. This is the latest in a series of reports commissioned by Atradius, designed to inform businesses of the opportunities and risks of trade with emerging markets.

The picture that emerges from the report is not wholly optimistic — crime, corruption and political instability are all cited as obstacles to successful trade — but within the region several countries stood out as strong prospects for successful international trade. Both Brazil and Mexico operate sound market-friendly economic policies, while others in the region — notably Venezuela and Argentina — have yet to come to grips with their soaring inflation and perceived political instability.

Peru and Chile both fared well in Atradius’ survey when it came to the overall ease of operation for overseas companies, scoring well for economic and political stability, good corporate governance, legal system and customs, and lack of contract disputes.

While those surveyed recognized that in the short term, Latin America isn’t immune to the global downturn, the medium-term outlook was still upbeat.

Commenting on the report’s findings, Atradius CEO Isidoro Unda observed: “Latin America clearly has much to offer businesses that are looking for new markets for expansion. It has a young and growing population, eager for imported consumer goods, and the reforms of recent years continue to improve the economic and political stability in much of the region.”

A copy of A complex picture – investing and trading in Latin America can be downloaded from the Publications section of the atradius.com website.

About Atradius:
Atradius provides trade credit insurance, surety and collections services worldwide, and has a presence in 40 countries. Its products and services aim to reduce its customers’ exposure to buyers who cannot pay for the products and services customers purchase. With total revenues of approximately EUR 1.8 billion and a 31% share of the global trade credit insurance market, its products contribute to the growth of companies throughout the world by protecting them from payment risks associated with selling products and services on credit. With 160 offices, it has access to credit information on 52 million companies worldwide and makes more than 22,000 trade credit limit decisions daily.
     Further information:     Atradius Corporate Communications and MarketingKathy FarleyTel.: +1 410-246-5584E-mail: kathy.farley@atradius.com

http://www.atradius.com
SOURCE Atradius
 http://www.atradius.com

26/11/2008 - 18:33h Malos índices para Latinoamérica

Un informe advierte de que se empieza a vislumbrar la recesión en la región

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La presidenta de Argentina, Cristina Fernández, ayer lunes, durante la reunión con su homólogo mexicano, Felipe Calderón, en Buenos Aires.- AFP

SOLEDAD GALLEGO-DÍAZ – Buenos Aires – El País

Las esperanzas de un aterrizaje suave de las economías latinoamericanas en medio de la crisis mundial empiezan a desvanecerse. Lo que hasta hace unos meses se suponía que podría ser una desaceleración o un deterioro de las condiciones económicas se empieza a vislumbrar como un verdadero clima de recesión. Los últimos datos publicados por la fundación brasileña Getulio Vargas, en colaboración con el instituto alemán IFO, no dejan lugar a muchas especulaciones: el llamado Índice de Clima Económico (ICE), elaborado trimestralmente desde octubre de 1997, se ha colocado cerca del valor más bajo obtenido en diez años: 3,4 puntos.

El ICE estaba experimentando un declive continuado desde octubre de 2007, pero se combinaba con un Índice de Situación Actual todavía positivo y un Índice de Expectativas bajo, pero sostenido. En este nuevo estudio, todos los índices están por debajo de los promedios históricos en 10 años. El bajón en tres meses ha sido enorme: El ICE ha pasado de 4,6 a 3,4, pero la valoración de expectativas ha tocado fondo, pasando de 3,4 a sólo 2,5. La valoración de la situación actual, que se había mantenido invariablemente por encima de los 5 puntos, baja por primera vez a poco más de 4.

La percepción del clima económico de América Latina, asegura la encuesta, ha dejado de estar por encima de la media mundial. “El escenario se puede describir ya como tendencia recesiva mundial”.

Realidades diferentes

El informe de la Fundación Getulio Vargas (creada en 1944 con el objetivo de incentivar la mejora de la administración pública y privada y el análisis y prospectiva económica y convertida en uno de los principales centros de investigación del país) refleja, sin embargo, realidades diferentes, según los países. En Argentina -explica- la situación sigue caracterizada por un muy desfavorable clima económico. Es cierto que el ICE aumentó de 2,7 a 3,2 en el último trimestre, pero partía de niveles muy bajos y además las expectativas siguen siendo “sumamente pesimistas” (1,7 puntos).

Los mejor situados parecen ser Uruguay, Perú y Brasil, que siguen teniendo un índice de clima económico ligeramente por encima del 5. Llama la atención el descenso de la valoración del ICE en México, donde ha pasado de 4 a 2,3 puntos, seguramente como resultado del empeoramiento de la crisis en Estados Unidos.

El problema de la inflación

La encuesta incluye un cuestionario sobre los problemas económicos que enfrentan los distintos países. Los analistas de la fundación señalan que predomina la preocupación por la inflación. Argentina, Bolivia, Ecuador y Venezuela la consideran el primer factor, junto a la falta de confianza en las políticas gubernamentales. “La inflación también se menciona en Chile, Colombia, México, Perú y Uruguay. Solamente en Brasil y Paraguay no se señala entre los dos temas principales”.

Lo más significativo de la encuesta es su comparación con los datos del pasado mes de julio. El mundo estaba ya en fase recesiva, pero América Latina en general y Brasil en particular estaban solamente en una fase declinante de ciclo. En la encuesta hecha pública ahora, América Latina entra también en la fase recesiva y Brasil es el único que continua en la fase de descenso del ciclo, todavía no recesiva.

En el ranking por países del Índice de Clima Económico, las primeras posiciones son para Uruguay, Perú y Brasil, que lideran el ICE promedio de los cuatro últimos trimestres. Argentina y Ecuador siguen en las últimas posiciones. “El único cambio es el intercambio de posiciones entre Venezuela y México, en la octava y novena posición”.

Perspectivas

Los datos de la Fundación Getulio Vargas han coincidido con nuevos análisis hechos públicos ayer martes por la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico (OCDE) y también relacionados con la economía latinoamericana. Según la OCDE, nuevas caídas en los precios de las materias primas y las presiones inflacionistas por la depreciación de las monedas, son los dos riesgos principales que afronta América Latina.

Para los expertos de la OCDE, Brasil crecerá sólo un 3% en 2009, pero empezará repuntar en 2010 (4,5%). México tiene perspectivas más difíciles: un crecimiento del PIB de únicamente un 0,4% el año próximo y de un 1,8% en 2010. Para Chile, el crecimiento oscilará entre un 2,6% en 2009 y un 3,1% en 2010.

La OCDE coincide en que la presión inflacionista seguirá siendo importante, porque aunque la actividad económica decae, la depreciación de las monedas aumenta la presión sobre los precios. “El Banco Central de Brasil probablemente tenga que reanudar su campaña de ajuste monetario”. El real brasileño ha perdido ya un 24% de su valor frente al dólar en este año. El peso mexicano ha caído un 19% y el chileno, más del 26%. En Argentina, la industria local lucha por lograr una devaluación, pero el Gobierno de Fernández Kirchner intenta mantener el nivel de cambio entre 3,30 y 3,40 pesos por dólar.

24/11/2008 - 09:33h The Economist olha para 2009 com previsões e desejos

The World in 2009

The Americas

Latin drift

Nov 19th 2008
From The World in 2009 print edition
By Michael Reid

Sorting Latin America’s pragmatists from its populists

Alamy 

After five years in which Latin America’s economies have averaged 5% annual growth with generally low inflation, they face a severe test of their new-found resilience in 2009. Subdued consumption in the rich world will squeeze exports and commodity prices, and finance will be harder to find. Countries with diversified exports and sound policies will be better placed to ride out the storm than those, such as Venezuela and Argentina, that have squandered their commodity windfalls and spurned private enterprise. Politically, tougher times will coincide with, and contribute to, the start of a tentative shift away from the left.

Of the region’s two big economies, Brazil will continue to do better than Mexico, but neither will do well. Softening commodity prices will erode Brazil’s trade surplus (and cause further depreciation of the real), but the diversity of its export markets and the vigour of domestic consumption will keep growth below 3% (down by more than two percentage points from 2008). With a presidential election due in 2010, Brazilian politics will be dominated by preliminary jockeying over candidacies, with President Luiz Inácio Lula da Silva, the social-democratic president, seeking to transfer his own popularity to his chosen successor, probably Dilma Rousseff, his chief of staff.

The intertwining of Mexico’s economy with United States’ manufacturing will cut growth to under 1%. That will bring an increase in social tension: tighter border controls mean it has become harder to cross into the United States, and jobs are harder to find there, so the traditional safety valve of emigration will become blocked. The slowdown comes at an awkward moment for Felipe Calderón, Mexico’s president. In a mid-term congressional election in July, Mr Calderón’s conservative National Action Party is unlikely to win the majority it desperately needs to sweep away the vestiges of corporatism that still hobble the country’s economy. The centrist Institutional Revolutionary Party, which ruled Mexico for seven decades until 2000, will make gains at the expense of the divided left. Whatever happens in the election, Mr Calderón will hope to make headway against powerful drug gangs.

Argentina’s vigorous recovery from its financial collapse of 2001-02 will peter out in 2009, as commodity prices soften. Cristina Fernández de Kirchner, the populist president, will pay a political price for her failure—and that of her husband and predecessor, Néstor Kirchner—to persuade investors that Argentina is a safe place to do business. Despite the government’s manipulation of the inflation index, Argentines know they are getting poorer. The Kirchners’ hold over the Congress and the ruling Peronist party will vanish in a legislative election in October. Rather than the divided opposition parties, Peronist barons of the centre-right may be the big winners. Ms Fernández will govern at their pleasure for the rest of her term until 2012—if she lasts that long.

In Venezuela the cost of Hugo Chávez’s rule will become clearer. Hitherto, a high and rising oil price has paid for ballooning imports and public spending, concealing the growing inefficiencies of the state-dominated economy. Unless oil, improbably, rises above $100 per barrel again, economic growth will slow to a crawl. Mr Chávez still has some room for manoeuvre: he has stashed away perhaps $15 billion in various development funds, and the central bank’s reserves stand at some $30 billion. But as oil dollars become less abundant, the government will tighten import controls and a devaluation may be unavoidable. That will mean a downward spiral of inflation, stagnation and poverty.

Facing the unravelling of his regime, Mr Chávez may become more radical: expect him to unearth more fictitious coup plots and to curtail political freedoms.

Divided they fall

The most closely watched Latin American election in 2009 will be in Chile, where the Concertación, the moderate centre-left coalition that has governed the country since the end of General Augusto Pinochet’s dictatorship in 1990, may lose power. For the first time, the Concertación will probably run two candidates. One would be from the Socialist Party—either Ricardo Lagos, a successful former president, or José Miguel Insulza, the secretary-general of the Organisation of American States. The Christian Democrats may run their own candidate, probably Eduardo Frei, another former president. That division would help Sebastián Piñera, a moderate conservative and successful businessman. He is likely to win the presidency narrowly in a run-off ballot.

Four smaller countries will also choose a new president in 2009. In Uruguay, the ruling centre-left Broad Front will win a second term, provided it unites around the candidacy of Danilo Astori, a moderate former finance minister. Similarly, in Panama the ruling centre-left Party of the Democratic Revolution should retain power. In El Salvador, the left-wing FMLN’s attempts to dislodge the conservative Arena party may founder. In both El Salvador and Honduras the elections may be dominated by attempts by Venezuela’s Mr Chávez to influence the result with money and offers of aid.

In Bolivia Evo Morales, the left-wing president, is likely to win a referendum to ratify a new constitution that “refounds” the country as an Amerindian socialist republic. But he will face continuing unrest in the more capitalist eastern provinces. Another of Latin America’s radical socialists, Ecuador’s Rafael Correa, will organise and win a fresh presidential election under a new constitution. In Colombia, the era of Álvaro Uribe will draw towards a close—assuming that he opts not to change the constitution to allow him to stand for a third consecutive term in 2010. The fastest growing of the larger economies in Latin America will once again be Peru, not least because its government will keep faith in free trade, rather than the socialism fashionable elsewhere.

Michael Reid: Americas editor, The Economist; author of “Forgotten Continent: The Battle for Latin America’s Soul” (Yale)

02/11/2008 - 10:42h Em crise, esquerda busca rumo no Chile

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Primeira derrota nacional em 18 anos traz ascensão da nova direita

João Paulo Charleaux – O Estado SP

Ao contrário de quase todos os outros países da América – incluindo os EUA -, a direita foi quem mais cresceu com as eleições municipais do dia 26 no Chile. E isso aconteceu justamente em um dos poucos países onde a clássica divisão direita-esquerda dispensa eufemismos como cocaleiros, indígenas, peronistas e bolivarianos.

A Concertação, aliança da atual presidente socialista, Michelle Bachelet, perdeu sua primeira eleição em 18 anos para a direita. O prejuízo da esquerda foi de 56 das 203 prefeituras, enquanto a Aliança, coligação de partidos de direita, elegeu 36 novos prefeitos, além dos 104 que detinha anteriormente. A dança das cadeiras representa um salto de 25% para a direita e um tombo de 27% para a esquerda.

Desde o fim da ditadura do general Augusto Pinochet, em 1990, a Concertação, coalização de socialistas, social-democratas e democratas-cristãos, vinha se mantendo e se expandindo no poder, em um claro sinal de que o legado de 17 anos de governo militar (1973-1990) tinha sido suficiente para a maioria dos chilenos.

Entretanto, as eleições da semana passada mostraram mais do que uma revanche da direita – revelam que talvez já não haja no país aquela mesma direita das décadas de 70 e 80, ou que, pelo menos, mostraram que ela está em vias de extinção.

Prova disso foi que Lucía Pinochet Hiriart, filha do ex-ditador, foi a segunda vereadora em número de votos na comuna (bairro) de Vitacura, com 15,75% dos votos. No entanto, ela saiu como candidata independente, em vez de usar o guarda-chuva da direita.

“Aqui, todos querem distância daquela direita da ditadura Pinochet”, disse ao Estado o cientista político da Universidade do Chile, Guillermo Holzmann. “A coligação de direita (Aliança) é agora uma mescla daquela direita antiga, do Pinochet, representada pela União Democrática Independente (UDI), juntamente com uma nova direita chilena, que se apresenta como moderna e neoliberal, chamada Renovação Nacional.”

É essa nova direita que mais ameaça a hegemonia da Concertação nas eleições presidenciais de 2009. No cenário mais provável, o candidato da Aliança seria o milionário Sebastían Piñera, dono da empresa aérea Lan Chile, que tem hoje 37% das intenções de voto.

OPÇÕES

Do lado da Concertação, o nome mais cotado era o de Soledad Alvear, até as eleições presidente da Democracia Cristã. Mas o desempenho do partido foi tão fraco que forçou os caciques da Concertação a reverem seus planos. O partido de Soledad perdeu 41 prefeituras, deixando de ser o maior do país.

Depois do duro golpe da semana passada, a Concertação teve de buscar candidatos no passado, como o ex-presidente chileno Eduardo Frei, que governou o país de 1994 a 2000, e Ricardo Lagos, que antecedeu Bachelet.

Outra alternativa seria o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, mas a média de intenção de votos de qualquer um desses candidatos não passa de 5%.

“Pela esquerda ou pela direita, as eleições puseram uma pedra pesada no caminho da hegemonia da Concertação”, disse Holzmann.

22/10/2008 - 08:30h Brasil acertou ao não privatizar previdência, diz ministro

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Isabel Sobral e Ana Paula Lacerda – O Estado de São Paulo

O ministro da Previdência Social, José Pimentel, disse ontem que o Brasil “acertou” ao não seguir as “orientações do FMI” aos países da América Latina, nos anos 90, para que privatizassem seus sistemas de previdência. Segundo o ministro, a maioria dos países latino-americanos que optaram por seguir o regime de capitalização das aposentadorias, mais usado por fundos privados, estão tendo de voltar atrás.

O comentário se referiu às notícias de que o governo argentino pretende acabar com o regime de previdência privada. “O Brasil resistiu e hoje é fonte de parâmetros para os ajustes que nossos vizinhos estão fazendo nas distorções dos seus regimes”, afirmou Pimentel.

Ele lembrou que, no modelo brasileiro, além da previdência pública – gerida pelo governo, por meio do INSS, em regime de repartição (quando a atual geração de trabalhadores contribui para o pagamento da geração aposentada) – há a alternativa da previdência privada, com base em fundos de pensão, que complementam a aposentadoria básica e são opcionais.

A Argentina criou um sistema em que os trabalhadores devem optar entre receber pensão do Estado ou contribuir para um fundo de pensão, onde cada um contribui para sua própria aposentadoria no futuro.

Quem não especifica por escrito que deseja ir para o sistema estatal passa obrigatoriamente para o privado. Desde o início do ano, os fundos privados teriam sofrido perdas de 40% por causa da crise.

O Chile, que tem o mesmo modelo da Argentina, também enfrenta perdas. Algumas aposentadorias tiveram de ser adiadas. “Nesses países, os fundos estão mais expostos a risco, com 60% a 70% das aplicações em renda variável”, diz o vice-presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), Carlos Guerra. “No Brasil, por lei, o máximo é 49%, e as empresas não costumam ultrapassar 10%.”

Déficit do INSS caiu 16,4% neste ano, até setembro

Contratações formais favoreceram a arrecadação, que chegou a R$ 115,5 bilhões no ano, apesar da crise global

Isabel Sobral,O Estado SP


Apesar da crise internacional, o ritmo das contratações formais continua beneficiando as contas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De janeiro a setembro, apresentaram déficit de R$ 32,3 bilhões, anunciou ontem o Ministério da Previdência. Houve queda real (descontada a inflação) de 16,4% ante o rombo de igual período de 2007. A arrecadação somou R$ 115,5 bilhões, uma alta de 9,7% ante igual período de 2007.

As despesas cresceram 2,7% de janeiro a setembro, chegando a R$ 147,9 bilhões. Só em setembro, o déficit foi de R$ 7,4 bilhões, uma queda real de 24,3% ante os R$ 9,8 bilhões negativos de setembro de 2007. Como ocorre há três anos, o déficit de setembro subiu por causa do adiantamento de metade do 13º salário para os 22,6 milhões de aposentados e pensionistas do INSS.

A contrapartida para o INSS em arrecadação sobre esse benefício só entrará no caixa em dezembro. As receitas do mês somaram R$ 13,4 bilhões, o resultado mensal mais alto até hoje, exceto em meses de dezembro. As despesas somaram R$ 20,8 bilhões.

O ministro da Previdência, José Pimentel, se mostrou otimista com o fato de os dados ainda não apontarem reflexo da crise no mercado formal de trabalho. Para ele, os “bons indicadores” da economia brasileira e as medidas de irrigação do crédito devem manter o atual comportamento da oferta de emprego. “O mundo do trabalho continua forte”, afirmou Pimentel. A previsão de déficit para o ano permanece em R$ 38 bilhões.

A avaliação contrasta com as opiniões de especialistas de que a crise levará a uma desaceleração da economia mundial, o que poderá repercutir no emprego. “Evidente que, se não tivéssemos essa crise mundial, estaríamos muito melhor. Mas o pânico que se viu em setembro não deve se confirmar”, afirmou o ministro.

11/09/2008 - 16:42h 11 de setembro

Images & Visions

Nova York, 11 de setembro de 2001
© Foto de Thomas Hoepker. Terroristas jogaram dois aviões contra as torres gêmeas, em Nova York. 11 de setembro 2001.

Essa imagem é considerada como a mais polêmica foto dos atentados de 11 de setembro de 2001, quando terroristas jogaram dois aviões contra as torres gêmeas, em Nova York. A foto é de autoria do fotógrafo alemão Thomas Hoepker. Na imagem aparecem alguns jovens que parecem indiferentes aos acontecimentos, enquanto uma nuvem negra de fumaça cobre os prédios de Manhattan.

Santiago, 11 de setembro de 1973

Foto de autor desconhecido. O sangrento golpe militar dirigido pelo general Augusto Pinochet (preparado e apoiado pela Administração norte-americana através da CIA). 11 de Setembro de 1973

Essa célebre fotografia foi realizada no dia 11 de setembro de 1973, durante o bombardeio do Palácio de la Moneda, em Santiago do Chile. Com o apoio intenso dos EUA, o general Augusto Pinochet comandou um golpe militar sangrento, que derrubou o governo socialista de Salvador Allende, com milhares de mortos e desaparecidos. A foto é de autor desconhecido.

08/09/2008 - 09:40h Metrô de SP é o mais lotado do mundo, afirma CoMET


Os jornais O Estado de São Paulo e Jornal da Tarde (JT) trazem extensas reportagens sobre o metrô de São Paulo, “o mais lotado do mundo”. O curioso é que as explicações fornecidas aos jornais pelos técnicos ouvidos é que o metrô está lotado porque tem muita gente viajando e não porque sua expansão não corresponde com as necessidades de uma metrópole como São Paulo.

As matérias ignoram o plano apresentado ao governo federal pela então Ministra de Turismo, Marta Suplicy, base da elaboração do PAC da mobilidade urbana, que o governo federal anunciará após as eleições.

São Paulo não está fadada a prosseguir com um ritmo de tartaruga na construção de metrô. É possível, como o prova os exemplos de outros países citados na reportagem, construir mais de 1 km de metrô por ano. Nos últimos 14 anos os governo tucanos ampliaram o metrô em apenas 11 quilômetros. Os planos atuais do governo estadual estão aquém das possibilidades do Estado e das necessidades da população. O fracasso tucano no transporte público é notório, não só no pouco metrô e no fato de ser o mais lotado do mundo. Ele também tem uma das tarifas mais caras. A linha 5 é deficitária por falta de planejamento e eleitoralismo. Os trens da CPTM estão sucateados e as linhas de ônibus interurbanas também, alem de não integradas. Não existe de fato um plano metropolitano de transporte. Faltou e falta pla-ne-ja-men-to. LF

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AE – Agencia Estado

SÃO PAULO – A cidade de São Paulo tem o metrô mais superlotado do mundo. A marca foi alcançada este ano, segundo a Comunidade de Metrôs (CoMET, na sigla em inglês), organização que reúne os 11 principais sistemas de transporte sobre trilhos no mundo. Atualmente, a Companhia do Metropolitano de São Paulo transporta 10 milhões de passageiros por km de linha, ante os 8,6 milhões registrados em Moscou, na Rússia. Em terceiro aparece Xangai, na China, com 7 milhões de pessoas para cada km de trilhos.

A superlotação no metrô de São Paulo pode ser explicada por dois fatores. De um lado, houve acréscimo de 750 mil passageiros por dia, observado pelos técnicos estaduais desde a adesão ao bilhete único, em 2006. Só a Linha 3-Vermelha, a mais movimentada, ganhou, em média, 70 mil novos passageiros por dia. Nos horários de pico, os vagões passaram a receber até 8,6 passageiros por m2 – o limite “suportável” é de 6 pessoas por m2, segundo padrões internacionais. Por segurança, a companhia reduziu em 10% a velocidade média das composições, elevando em até 4 minutos o tempo de viagem.

O outro aspecto que ajuda a entender a superlotação é o tamanho da rede – a menor entre as 11 maiores do mundo. Os 11 milhões de habitantes de São Paulo têm à disposição 61,3 km de linhas. Com 5,5 milhões de moradores, Santiago, no Chile, oferece 83,2 km. Detalhe: os dois sistemas começaram a ser construídos praticamente juntos, na década de 1970.

Embora o metrô tenha aumentado em 35% a oferta de lugares na última década, segundo dados da pesquisa Origem-Destino (OD) divulgada sexta-feira, o ritmo de expansão ainda é lento. De 1974, ano em que foi inaugurado, até 2007, o metrô de São Paulo avançou 1,5 km ao ano. Mesmo se os planos do governo do Estado se concretizarem, a capital paulista deverá ter 80,5 km de linhas até 2010. Nova York, metrópole que possui o mais extenso metrô do mundo, tem 479 km. “O metrô foi asfixiado pela demanda”, avalia o engenheiro Telmo Giolito Porto, professor do Departamento de Transportes da Escola Politécnica da USP. “Mas acredito que a compra de equipamentos modernos, a expansão da rede e os investimentos na CPTM possam pelo menos aliviar essa pressão”. As informações são do Jornal da Tarde.

Campeão de lotação

Metrô de São Paulo transporta 10 milhões de passageiros por km de linha e alcançou a marca de mais cheio do mundo. No horário de pico, os vagões passaram a receber até 8,6 passageiros por m2

Bruno Tavares e Renato Machado – JT

A assistente de planejamento Cibele Palmieri, de 22 anos, precisa todos os dias esperar três trens antes de embarcar, no horário de pico da tarde, na Estação Sé do Metrô. Quando finalmente consegue, é levada para dentro do vagão com o fluxo e costuma ir espremida até o destino, na Barra Funda, Zona Oeste. Ela é uma das mais de 2 milhões de pessoas que diariamente utilizam o metrô mais superlotado do mundo. A marca foi alcançada neste ano, conforme dados da CoMET (Comunidade de Metrôs, na sigla em inglês), organização que reúne os 11 principais sistemas de transporte sobre trilhos no mundo.

Atualmente, a Companhia do Metropolitano de São Paulo transporta 10 milhões de passageiros por km de linha, ante os 8,6 milhões registrados em Moscou, na Rússia. Em terceiro aparece Xangai, na China, com 7 milhões de pessoas para cada km de trilhos. Com a expansão da rede, motivada pelos Jogos Olímpicos deste ano, Hong Kong foi da primeira para a sexta colocação. Nos últimos dois anos, a malha metroviária da cidade quase duplicou – de 83,7 km para 175 km.

Já a rápida ascensão de São Paulo pode ser explicada por dois fatores. De um lado, houve acréscimo de 750 mil passageiros por dia, observado pelos técnicos estaduais desde a adesão ao bilhete único, em 2006. Só a Linha 3-Vermelha, a mais movimentada, ganhou, em média, 70 mil novos passageiros por dia. Nos horários de pico, os vagões passaram a receber até 8,6 passageiros por m2 – o limite “suportável” é de 6 pessoas por m2, segundo padrões internacionais. Por segurança, a companhia reduziu em 10% a velocidade média das composições, elevando em até 4 minutos o tempo de viagem.

O outro aspecto que ajuda a entender a superlotação é o tamanho da rede – a menor entre as 11 maiores do mundo. Os 11 milhões de habitantes de São Paulo têm à disposição 61,3 km de linhas. Com 5,5 milhões de moradores, Santiago, no Chile, oferece 83,2 km. Detalhe: os dois sistemas começaram a ser construídos praticamente juntos, na década de 1970.

Embora o metrô tenha aumentado em 35% a oferta de lugares na última década, segundo dados da pesquisa Origem-Destino (OD) divulgada sexta-feira, o ritmo de expansão ainda é lento. De 1974, ano em que foi inaugurado, até 2007, o metrô de São Paulo avançou 1,5 km ao ano. Mesmo se os planos da gestão José Serra (PSDB) se concretizarem, a Capital deverá ter 80,5 km de linhas até 2010. Nova York, metrópole que possui o mais extenso metrô do mundo, tem 479 km. Com a crescente utilização do transporte coletivo na região metropolitana, registrada pela OD, é muito provável que a superlotação continue.

“O metrô foi asfixiado pela demanda”, avalia o engenheiro Telmo Giolito Porto, professor do Departamento de Transportes da Escola Politécnica da USP. “Mas acredito que a compra de equipamentos modernos, a expansão da rede e os investimentos na CPTM possam pelo menos aliviar essa pressão”.

Segurança e limpeza

Os dados mostram que, apesar de superlotado, São Paulo é referência em aspectos como limpeza e segurança. São menos de duas ocorrências por milhão de passageiros, um dos mais baixos índices da história.

Entre os 11 principais metrôs do mundo, o que apresentou maior evolução foi o de Hong Kong, na China, em razão da unificação das redes da estatal Kowloon-Canton Railway e da concessionária MTR Corporation, administradora do metrô local. Historicamente, o posto de metrô mais superlotado do planeta sempre foi ocupado pelo de Tóquio, no Japão. Em 2007, porém, os japoneses se retiraram da CoMET e deixaram de encaminhar seus dados – os últimos apontavam 8,3 milhões de passageiros transportados por km de linha, ainda abaixo do que São Paulo registra.

Criada em 1992, a CoMET é administrada pelo Centro de Estratégia para o Transporte e Ferrovias do Imperial College, de Londres, com objetivo de compartilhar as “melhores práticas”.

27/04/2008 - 09:38h Avanços para os gays na AL


Países da região começam a adotar leis que garantem direitos a casais homossexuais

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Janaína Figueiredo – O Globo

Correspondente • BUENOS AIRES

Por recente decisão da Corte Suprema do Chile, adotada após um pedido da Igreja Católica, a professora Sandra Pavez foi proibida de continuar dando aulas de religião, trabalho que exerce há mais de 20 anos, por ser homossexual.
O caso contrasta drasticamente com a realidade que vivem outros países latino-americanos, como o Uruguai, o primeiro a aprovar em seu Congresso uma lei nacional que prevê a união civil entre pessoas do mesmo sexo. A medida, que começou a vigorar este ano, é inédita na região.

Paralelamente, cidades como Buenos Aires, Bogotá e o Distrito Federal mexicano permitem a união civil entre homossexuais e a Constituição venezuelana de 1999 inclui uma lei que prevê o respeito à diversidade sexual, iniciativa que também poderia ser incorporada pelas futuras constituições da Bolívia e Equador, ainda em discussão.

Do lado dos países mais fechados e menos avançados na defesa dos direitos homossexuais estão, além do Chile, Costa Rica, Peru e Paraguai.

Embora tenham eleito uma mulher, Michelle Bachelet, como presidente, em 2006, os chilenos ainda conservam um perfil profundamente conservador.

O Movimento de Integração e Liberação Homossexual (Movilh), em parceria com o deputado socialista Marco Enríquez Ominani, apresentou um projeto para aprovar uma lei de casamento e reconhecimento da união civil entre homossexuais, mas a iniciativa tem poucas chances de prosperar.

Pioneirismo no Uruguai

Já os uruguaios demonstraram ser um dos mais revolucionários em matéria de diversidade sexual. Atualmente, o Congresso do país está debatendo um projeto para dar sinal verde à adoção de crianças por parte de casais homossexuais. O fato de ser um país laico ajuda o Uruguai a avançar mais rapidamente.

Na Argentina, as cidades de Buenos Aires, Villa Maria (província de Rio Negro) e Santa Fe permitem a união civil entre pessoas do mesmo sexo. ONGs locais estão lutando para aprovar um projeto de lei nacional sobre o casamento de homossexuais, já que a união civil não prevê os mesmos direitos que o casamento. Os ativistas argentinos também defendem o direito dos transexuais modificarem sua identidade e a adoção de crianças por parte de casais homossexuais. Ambas propostas ainda não foram tratadas pelo congresso.

Carta da Venezuela cita discriminação

Um dos casos mais interessantes do continente é o venezuelano. A Constituição do país, elaborada pelo governo do presidente Hugo Chávez, afirma que “não serão permitidas discriminações fundamentadas em raça, sexo, religião ou condição social”. Bolívia e Equador, países que passam neste momento por processos de reforma constitucional, poderiam incluir direitos semelhantes em seus novos textos constitucionais.

Os países do Mercosul estão avançando de forma expressiva. No ano passado, os governos de Brasil, Argentina e Uruguai solicitaram à ONU a realização de uma convenção mundial para discutir os direitos homossexuais.

Dentro do bloco, o trabalho é realizado pela Rede de Altas Autoridades em matéria de Direitos Humanos, integrada por todos os secretários de direitos humanos do Mercosul, mais países associados e órgãos estatais de combate à discriminação.

Em 2007, foi criado o Grupo Técnico de Diversidade Sexual, que este ano organizou um seminário no Uruguai com a participação da sociedade civil. Durante o encontro, foi elaborado um Plano de Trabalho que prevê, por exemplo, a aprovação de leis contra a discriminação e a realização de campanhas nacionais a favor dos direitos dos homossexuais

Longa espera no Congresso no Brasil

Demétrio Weber – O Globo

BRASÍLIA. O Brasil convive com altas doses de preconceito contra o homossexualismo.

O projeto de lei que regula a união civil entre pessoas do mesmo sexo, apresentado pela então deputada Marta Suplicy, hoje ministra do Turismo, está na Câmara, à espera de votação, há 13 anos. O Congresso discute ainda propostas para criminalizar a homofobia, autorizar a troca do primeiro nome de transexuais, obrigar planos de saúde a atender dependentes gays, assim como permitir que casais gays adotem crianças.

— Até hoje tem gente que fala que homossexualismo é questão de saúde pública, como se fosse doença — resume o assessor especial da Secretaria Especial de Direitos Humanos, da Presidência, José G u e rr a .

No Congresso, segundo Guerra, as atenções estão voltadas para a votação do projeto de lei 122/2006, que criminaliza qualquer discriminação com base na orientação sexual, desde a recusa em alugar um apartamento, contratar um empregado ou hostilizar e agredir verbalmente alguém por causa de sua opção sexual.

A proposta está na Comissão de Assuntos Sociais e recebeu parecer favorável da relator Fátima Cleide (PTRO).

Em 1987, os constituintes brasileiros rejeitaram a proposta de incluir, na nova Constituição, a proibição expressa de discriminação ligada à orientação sexual. O Código Penal Militar ainda classifica como crime o ato sexual entre militares do mesmo sexo. Quem vive em união estável com pessoa do mesmo sexo não tem direito assegurado a herança ou p e n s ã o .

— Não há uma legislação geral, só atitudes esparsas que aceitam a união civil. Você fica à mercê de entrar na Justiça para garantir esses direitos — diz Guerra.

14/03/2008 - 09:53h Buenos Aires?

* Luiz Felipe de Alencastro 
Chega hoje no Brasil, para uma visita oficial de dois dias, Condoleezza Rice. Vai à Brasília encontrar Lula, conversar sobre etanol, Oriente Médio, Chávez, Uribe y otras cositas más. Depois vai para a Bahia, cada vez mais legitimada como capital da Afro-América. Eliane Catanhêde que, junto com Jânio de Freitas, foi a única jornalista a salientar a importância do encontro Países Árabes-América do Sul organizado em Brasília em 2005 (e escarnecido pelo restante da mídia), faz um comentário bem centrado sobre a viagem de Rice. Mas, salvo engano, não há nenhuma notícia nos jornais brasileiros sobre um ponto essencial, analisado pelo New York Times: Condoleezza renova o gelo que os EUA davam na Argentina de Nestor Kirchner, evitando encontrar-se com Cristina Kirchner, eleita há pouco tempo. Ela irá ainda ao Chile, mas não passa por Buenos Aires. !Assim reiterada, a crise entre Washington e Buenos Aires assume proporções inéditas nas relações entre os dois países. Fato que dá outro destaque à situação diplomática do Brasil. Ao não dar por isso, o jornalismo brasileiro consolida o analfabetismo sobre assuntos internacionais existente na opinião pública nacional. Quase todas as matérias importantes sobre política internacional publicadas na imprensa brasileira são traduzidas dos jornais americanos e europeus. E podem ser lidas na véspera nos próprios sítios destes mesmos jornais pelos leitores brasileiros mais curiosos.

28/11/2007 - 15:30h Plano Condor: Ditadores argentinos nos bancos dos réus. E os outros?

Elevan a juicio oral la causa por el Plan Cóndor

El juez Torres ordenó elevar la causa a juicio oral. (TN)

1

09:24

El magistrado Sergio Torres dispuso que se juzgue a Jorge Rafael Videla y a otros 16 represores por delitos de lesa humanidad en el marco del acuerdo entre dictaduras latinoamericanas en los 70.

25/09/2007 - 09:06h Protestos tentam acelerar distribuição de renda no Chile

The Economist, de Santiago

Jornal Valor

Apesar de uma transição para a democracia e do rápido crescimento econômico, os chilenos queixaram-se muito ao longo dos últimos 20 anos – mas discretamente. Muitos sentiram-se decepcionados pelos termos segundo os quais o general Augusto Pinochet deixou o poder, em 1990: o ditador permaneceu no comando do Exército por oito anos; mas as queixas foram emudecidas pelo alívio com a volta da democracia. Muitos também ficaram desapontados com o fato de a coalizão de centro-esquerda, chamada Concertación, que está no poder desde 1990, ter mantido as políticas de livre mercado da ditadura; mas esse desapontamento foi moderado pela prosperidade e melhorias nos serviços resultantes dessas políticas.

As queixas contidas, começaram, de repente, a ser verbalizadas ruidosamente. No ano passado, animados pela promessa de Michelle Bachelet, presidente do Chile desde março de 2006, de praticar um governo democrático mais “participativo”, alunos de escolas secundárias foram às ruas para exigir melhor ensino, no maior dos protestos desde a década de 80. Com o preço do cobre – principal produto exportado pelo país – em níveis recordes, e a economia crescendo 6% neste ano, também os trabalhadores estão protestando.
Até recentemente, greves eram relativamente raras no Chile. No ano passado, porém, mineiros de Escondida, a maior mina de cobre do mundo, conquistaram um aumento substancial de salários, após greve de um mês. Neste ano, houve paralisações no setor de reflorestamento e uma greve de 36 dias por trabalhadores subcontratados pela Codelco, a empresa estatal produtora de cobre.
“Os trabalhadores vêm um país que está crescendo e companhias que estão indo bem, e ficam cansados de esperar”, explica Arturo Martínez, presidente da Central Unitária de Trabajadores (CUT), a principal confederação sindical chilena. Os sindicatos criticam a distribuição desigual de renda no país. Uma pesquisa governamental, no ano passado, descobriu que quase 1 milhão de trabalhadores, ou 15% do total, estava ganhando menos do que o salário mínimo estipulado na legislação – pouco mais de US$ 200 por mês.
Em vista da forte queda do desemprego, as exigências salariais não são de surpreender. Elas são também estimuladas pelo Partido Comunista. A essas cobranças somam-se críticas ao descumprimento, pelo governo, de uma promessa de campanha, a de promover uma reforma num sistema eleitoral deixado intacto pela ditadura, que torna quase impossível aos partidos pequenos (como o próprio PC) conquistar assentos no Congresso.

Líderes sindicais dizem que o país está à beira de uma conflagração social. Sem dúvida, as recentes greves e manifestações foram incomumente violentas, assim como um dia nacional de protesto convocado, entre outros, pela CUT e pelo Partido Comunista, em 29 de agosto.
Essa iniciativa ganhou o apoio de alguns políticos da Concertación, que passaram a protestar contra o “neoliberalismo” de seu próprio governo. Eles são contrários a uma rígida política fiscal segundo a qual grande parte do ganho extraordinário resultante do preço do cobre está sendo poupado para o futuro. Isso permitirá que o governo disponha dos recursos para safar-se de uma eventual recessão futura.
Mais que uma grande inflexão ideológica, o descontentamento reflete uma mudança nas relações trabalhistas. Os trabalhadores estão mais conscientes de seus direitos e querem que estes sejam respeitados, diz um administrador sênior na Codelco.
Uma questão contestada é a subcontratação de trabalhadores. Isso contribuiu para manter as exportações competitivas, mas em alguns setores têm sido usadas como um meio de formar um contingente de mão-de-obra remunerado com baixos salários sob contratos de curto prazo.
Uma nova lei procura coibir o uso indevido da subcontratação. No mês passado, o governo constituiu uma comissão para analisar mudanças mais abrangentes nas legislação trabalhista. “Não fomos condenados a ver pobreza e desigualdade e simplesmente ficar esperando que o crescimento e uma gradual propagação da riqueza se encarregue de acabar com os problemas”, afirmou Bachelet recentemente. O governo também quer constituir tribunais especiais para julgar queixas de trabalhadores e pretende fortalecer o seguro-desemprego.
A estabilidade econômica, política e social desde 1990 foi crucial para atrair os investimentos, tanto nacionais como estrangeiros, que asseguraram rápido crescimento econômico. Em conseqüência, o Chile é um país muito mais rico: a renda per capita é de quase US$ 9 mil, contra apenas US$ 2,4 mil em 1990. Neste estágio de seu desenvolvimento, mais investimento de capital e melhor ensino fariam crescer a produtividade e, portanto, os salários, num círculo virtuoso.
Há grande margem para melhorias de produtividade. A atividade de reflorestamento é cinco vezes mais intensiva em mão-de-obra do que, por exemplo, na Escandinávia. Mas melhorias no ensino levam tempo. E, como alternativa a investimentos de capital, as empresas chilenas podem importar mão-de-obra barata de vizinhos mais pobres, como o Peru e a Bolívia, assinala Rosanna Costa, do Libertad y Desarrollo, um instituto de estudos conservador. Isso está acontecendo em atividades mal remuneradas em setores como a construção civil e a agricultura.
Os chilenos estão rompendo os grilhões mentais impostos pela ditadura. O processo foi acelerado pela morte de Pinochet, em dezembro passado. Mas a liberdade política gerou impaciência nas demandas por uma participação mais justa na divisão dos frutos do crescimento. Bachelet revelou-se menos inclinada do que seus predecessores em praticar a bem-sucedida receita do Concertación – liberalismo econômico combinado com políticas sociais redistributivas.

Apesar disso, parece improvável que o Chile dê uma guinada rumo ao populismo. Com a crescente prosperidade vieram os financiamentos de casas próprias e dívidas no cartão de crédito. Esses são “os novos grilhões dos trabalhadores”, queixa-se Martínez. São também um sinal de que a maioria dos chilenos hoje têm interesse na estabilidade.

11/09/2007 - 22:26h Yo pisaré las calles nuevamente Pablo Milanés/ Víctor Manuel

Ótima escolha de Cláudio Ladeira, leitor do blog, que no post anterior tinha solicitado este vídeo.

11/09/2007 - 20:06h Inti-illimani em 2006 : El pueblo unido

11/09/2007 - 19:56h TE RECUERDO AMANDA – VICTOR JARA

11/09/2007 - 19:49h Los Quilapayun: ¡EL PUEBLO UNIDO JAMÁS SERÁ VENCIDO!

As imagens são do México, a musica do Chile, cantada pelo grupo chileno Los Quilapayun

11/09/2007 - 19:39h Queda de Salvador Allende

Como se vê na reportagem A tragédia do 11 de setembro a historia da metralhadora foi uma montagem dos militares.

11/09/2007 - 19:35h Para ninguem esquecer: El ultimo discurso de Salvador Allende

11/09/2007 - 19:17h As imagens do 11 de setembro que poucos lembram

Bombardeio a La Moneda, Palácio da Presidencial de Chile

Veja o filme aqui

11/09/2007 - 18:54h A tragédia do 11 de setembro

Por CAMILO TAUFIC / La NaciónLIBRO DE PINOCHET DESTRUYE VERSIÓN DE GENERAL PALACIOS

A ningún director de cine fantástico se le ocurriría juntar en una misma película, singlando para el mismo lado, al general Augusto Pinochet Ugarte, a Joan Garcés, el abogado que lo metió a la cárcel en Londres, en 1998; al amiguísimo de Allende, Víctor Pey, dueño de “El Clarín”, expropiado por la Junta Militar, y a dos cineastas de la ex Alemania comunista, que filmaron el golpe en septiembre de 1973.

Todos ellos, sin embargo, aportan pruebas y testimonios que destruyen definitivamente el mito o embuste de que el Presidente de la República Salvador Allende Gossens combatió en defensa de su investidura y luego se disparó bajo el mentón, utilizando un fusil ametralladora que le había regalado Fidel Castro, con su dedicatoria. Fue otra el arma que usó; probablemente muy similar.

Sostener la prueba es duro. Durante 34 años, cualquier chileno medianamente informado ha visto centenares de veces los videos de TV 13, el canal de los golpistas en septiembre del 73, y luego los difundidos por TVN, CNN, y “ene” cantidad de documentales cinematográficos, fotografías y grabaciones, donde aparece el general Javier Palacios Ruhmann, a la sazón jefe de Inteligencia del Ejército, mostrando al mundo una metralleta AK-47 de metal negro, con su correa portafusil negra, que tendría una lámina del mismo color pegada al arma (que no se exhibe), donde se podría leer: “A Salvador, de su compañero de armas, Fidel Castro”.

Se puede ver todo lo anterior en Internet en el video de Canal 13 titulado “El cuerpo de Allende sin vida es retirado de La Moneda”, en el siguiente link:

http://teletrece.canal13.cl/html/11chile/bombardeo/128444.html

En el video, filmado el 11-S-73 al atardecer, frente a Morandé 80 primero, cuando ya ha partido la ambulancia que lleva los restos del Presidente de la República, y luego al interior de La Moneda, se aprecia al general Palacios recibir de pie junto a la muralla algo que parece un bastón en un primer momento, pero que luego se transforma en un “fierro”, es decir, un arma. La recibe de un ayudante, que ha venido caminando desde la semipenumbra, sin casco, a diferencia de los restantes soldados que participaron en el combate y que se alinean junto al general.

La escena no es clara y las miradas a la cámara del alto oficial y del recién llegado revelan molestia y una cierta confusión en ese instante, al ser enfocados. Segundos después (en el video), el arma -de estructura completamente metálica y de color negro- es exhibida a los periodistas preconvocados, en medio del Patio de los Naranjos. El alto oficial afirma que se trataría del arma suicida utilizada por Salvador Allende.

Se produce entonces el siguiente diálogo, registrado nítidamente en la grabación de Canal 13:

General Palacios: “Esta subametralladora aparece regalada por Fidel Castro directamente al Presidente… Ignoro cuándo… Con la que, al parecer, se suicidó… Dice textualmente… Perdón (aclara la voz)… “A Salvador, de su compañero de armas, Fidel Castro”.

Pregunta en off de un periodista: -¿En qué lugar exacto apareció?

General Palacios: “En manos del señor Allende, en los momentos en que entramos a su oficina, cuando ya estaba muerto”.

MADERA Y CORREA BLANCA

Aparte de las dudas sobre la forma misma en que murió el Presidente Allende en La Moneda (¿asesinato o suicidio?), que duraron más de una década entre la opinión pública, y las que aún subsisten hasta ahora, nadie ha osado probar -salvo el autor de esta crónica, en La Nación Domingo, 10 septiembre 2006- que el AK utilizado por el líder de la Unidad Popular en el combate de La Moneda, era distinta a la que le había regalado en 1971, durante su visita a Chile, el comandante Fidel Castro Ruz. Incluso, éste todavía sostiene la primitiva versión, por evidentes razones políticas (ver más adelante).

Pero sucede que la auténtica arma obsequiada por Castro (según los testimonios recogidos por este autor de boca de los íntimos de Allende, Víctor Pey y Joan Garcés), estaba montada sobre una estructura y culata de fina madera, como corresponde a un obsequio entre jefes de Estado. Tenía una correa portafusil blanca, y estaba expuesta como un trofeo, permanentemente, en una pared del living de la mansión que Allende compartía con la Payita en El Cañaveral. La dedicatoria de Fidel no estaba estampada ni en la culata ni en la empuñadura -dijeron ambos, en nuestras conversaciones del 2003 y el 2006-, pero sí la habían leído, no recordaban en qué parte del arma.

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Primer plano de la verdadera dedicatoria de Fidel Castro estampada en la correa portafusil, exhibida en la Escuela Militar.

Sólo a mediados de 2007 descubriríamos que la dedicatoria de Fidel Castro estaba manuscrita con un plumón de punta fina (!) sobre la correa del AK-47. Pero tanto Víctor Pey como Joan Garcés fueron enfáticos en señalar entonces que “sólo esa” era la mítica metralleta donada en forma personal a Salvador Allende, y ninguna otra, y que “esa misma” permaneció como pieza de exhibición, adosada al muro, durante todo el 11-S-73. Desapareció luego del golpe militar, confiscada por las FFAA, al igual que la “otra”, usada presumiblemente por el Presidente Allende en La Moneda, en defensa de su mandato, el 11-S-73. (Los asaltantes eficientes no dejan evidencias).

PINOCHET Y LOS ALEMANES

Una prueba irredargüible llegó a mis manos en mayo pasado, cuando el escritor Eduardo Labarca, actualmente funcionario de las Naciones Unidas destacado en Viena, me remitió un singular hallazgo: la edición militar para uso interno, del libro “El Día Decisivo: 11 de Septiembre de 1973″ de Augusto Pinochet Ugarte -cito textualmente-, Capitán General, Comandante en Jefe del Ejército, Presidente de la República, Edición del Estado Mayor del Ejército, Departamento de Relaciones Internas, Memorial del Ejército de Chile, Biblioteca del Oficial, Volumen LXVII, 1982.

Y, ¡oh, sorpresa!, a todo lo alto de la página 142 figura el “Fusil Ruso AK del Ex-Pdte. S. Allende G.”, de culata de madera, correa blanca dispuesta en exhibición, donde con lupa y mucha paciencia se pueden ver algunos trazos manuscritos: la verdadera dedicatoria de Fidel Castro.

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La verdadera metralleta regalada por Fidel Castro a Allende, que figura en el libro de Pinochet .

Más aún, la misma foto, que corresponde a una exhibición en la Escuela Militar posterior al golpe de 1973 de armamento supuestamente confiscado a los allendistas en Tomás Moro y El Cañaveral, puede encontrarla cualquiera en la edición comercial del mismo libro, también de 1982, editorial Andrés Bello. El autor de esta crónica adquirió un ejemplar en una feria de libros usados de Valparaíso por dos lucas. ¡Cómo se nos puede haber escapado por tantos años un desmentido tan abrumador al “cuento” del general Javier Palacios, hecho polvo por su propio comandante en jefe, en años en que nos preocupaban otras cosas!

Para los que aún conserven dudas sobre cuál era la verdadera metralleta obsequiada por Fidel Castro a Salvador Allende, hay una segunda prueba que pesa una tonelada. La filmación en los jardines de la Escuela Militar de los cineastas alemanes de la RDA (que se hicieron pasar por occidentales), Peter Hellmich y Manfred Berger, del mismo “arsenal” confiscado por los golpistas en El Cañaveral y Tomás Moro estampado en la foto de Pinochet.

En su documental “Más fuerte que el fuego”, que dura 76,17 minutos, editado en 1978 y actualmente exhibido en Internet, se ve exactamente la misma metralleta “blanca” difundida mundialmente por el Estado Mayor del Ejército de Chile en el libro citado, pero en movimiento. Exhibida a la prensa internacional por un soldado en tenida de combate, primero en toda su extensión, con la culata de madera y la correa alba, y luego un primer plano del portafusil, en que incluso se puede hasta distinguir (con alguna dificultad) la palabra “Allende” -ignorada en la plaquita del general Palacios- y la firma (rúbrica) del propio Fidel Castro, no su nombre, integrando su dedicatoria manuscrita.

Interesados pueden obtener gratuitamente una copia del documental alemán, solicitándola por email a: comunicación@arcoiris.tv, o ver en directo la versión completa de la película, de 1 hora 16 minutos, en el siguiente link:

http://es.arcoiris.tv/modules.php?name=Unique&id=1159

LA VERSIÓN DE FIDEL CASTRO

Quizás las pruebas que se aportan en este reportaje tarden en ser aceptadas en Cuba, donde el Presidente Fidel Castro se vanaglorió desde el primer momento, tras el golpe militar en Chile, de que el AK-47 utilizado por Salvador Allende en la defensa de La Moneda era el mismo que él le había regalado. Es lo que repiten millones de personas en el mundo, hasta el día de hoy, incluso los niños pequeños en Cuba. Castro tenía sus razones para hacerlo, aunque objetivamente cohonestó la historia urdida sobre la falsa metralleta puesta en La Moneda por los astutos hombres del Servicio de Inteligencia Militar golpista. La tesis sobre un supuesto complot al respecto la formula Robinson Rojas, periodista chileno residente en Londres, en su polémico libro “Estos mataron a Allende”, que se puede encontrar en su sitio de Internet www.rrojasdatabank.org, en inglés y en español.

En el homenaje póstumo a su amigo Salvador Allende, efectuado en la Plaza de la Revolución José Martí de la capital cubana, el 28 de septiembre de 1973, ante un millón de personas y junto a Tati Allende, la hija mayor del Presidente chileno, Fidel Castro aprovechó para “pasar su aviso”, sobre el arma de la discordia. Dijo en su discurso fúnebre, que escasamente se conoce en Chile: “Incluso los fascistas han sacado a relucir el fusil con que combatió Allende, el fusil automático que nosotros le obsequiamos, tratando de hacer propaganda burda y ridícula con eso. ¡Pero los hechos han demostrado que ningún obsequio mejor al Presidente Allende que ese fusil automático para defender al gobierno de la Unidad Popular! “Fue mucha la razón y la premonición que tuvimos al obsequiarle ese fusil al Presidente. ¡Nunca un fusil fue empuñado por manos tan heroicas de un Presidente constitucional y legítimo de su pueblo! ¡Nunca un fusil defendió mejor la causa de los humildes, la causa de los trabajadores y los campesinos chilenos! Y si cada trabajador y cada campesino hubiesen tenido un fusil como ese en sus manos, no habría habido golpe fascista en Chile”.

¿ERAN 3.000?

Desde otro plano, nunca se sabrá cuántas metralletas rusas AK-47 llegaron desde Cuba al territorio nacional durante los años de la Unidad Popular, pero evidentemente la dedicada a Salvador Allende por Fidel Castro era la punta de un iceberg de grandes dimensiones. Todos los miembros del GAP, el grupo de protección y seguridad del Presidente, para empezar, tenían una cada uno, donadas por el gobierno de La Habana “para defensa personal”, como lo ha reconocido hace pocas semanas el líder socialista de la época Carlos Altamirano, en entrevista a “La Tercera”.

El escritor disidente cubano Norberto Fuentes, residente en EEUU, publica en su blog que a Chile se trajo numeroso armamento mediante cargamentos “hormiga”, que viajaban ocultos dentro de la valija diplomática, hasta sumar unos 3.000 (!) fusiles ametralladoras AK-47. Dentro de ese cuadro, el hecho de que Allende pudiera tener dos o más metralletas de origen cubano a su disposición parecería no tener mayor importancia. Pero que se haya engañado con una de ellas a todo el mundo, por más de treinta años, es un hecho de la mayor gravedad.

Incluso la revista “El Periodista” publicó en 2003 el testimonio de un conscripto del Regimiento Tacna, que penetró hasta el mismo Salón Independencia, donde yacía el Presidente de la República muerto, y recogió con sus manos una ametralladora alemana Rheinmetall, que estaba apoyada en un muro, a poca distancia del cuerpo sin vida del líder de la Unidad Popular.

Será el objeto de nuevas investigaciones, después de ésta, determinar hasta qué punto se realizó un montaje post mortem en relación al arma mortal que terminó con los días de Salvador Allende Gossens. LN

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Croquis oficial que incluye metralleta metálica muy diferente a la de Fidel.

DEDICATORIA

01/09/2007 - 08:22h Chile: dilema existencial para un gobierno socialdemócrata

El descontento social que afloró esta semana en las protestas en la capital chilena ilumina situaciones que se repiten en la mayoría de países de la región.

DESAFIO. PRESIDENTA BACHELET

 



Oscar Raúl Cardoso para Clarín
ocardoso@clarin.com

Hay, por lo menos, dos formas de entender los tumultos de descontento sindical de los últimos días en Chile.

Uno de ellos, el más frecuente que emplean los analistas, es un complejo inventario de motivaciones más o menos mezquinas: la insinuación de un agotamiento histórico de la Concertación —alianza de socialistas y democristianos que gobierna el país desde los años 80— que hace tiempo se anuncia sin que se cumpla; una puja entre los sectores políticos y sindicales del socialismo por el tipo de voz que les corresponde en la administración de Michelle Bachelet, y hasta especulaciones sobre las intenciones de un sector —obviamente masculino— de la dirigencia política chilena que quiere imponerle un “tributo de género” a la Presidenta por haberse alzado con el premio de su candidatura consagrada electoralmente.

En otras palabras, parecen querer recordarle que por su condición de mujer su liderazgo no podría ser igual de sólido al de, digamos, Ricardo Lagos, Eduardo Frei o Patricio Aylwin, sus antecesores. Parece un propósito absurdo y autodestructivo, pero la naturaleza humana aconseja no descartar nada de plano.

En alguna medida cada uno de estas motivaciones —y otras muchas posibles— deben haber estado presentes en el pequeño tsunami político que la Central nica de Trabajadores de Chile le planteó al gobierno el miércoles pasado con una protesta callejera a la que sumaron algunas figuras no sindicales del oficialismo. La voz de Bachelet sonó clara un día después cuando reprochó, no sin razón, que “no es posible apoyar a un gobierno día por medio”.

La protesta de la CUT tiene el signo salarial pero es de mayor dimensión: un sector de la sociedad chilena que con su voto llevó a Bachelet a la Presidencia se considera víctima de una distribución regresiva del ingreso nacional y no descubre que el gobierno esté realmente comprometido con modificar esta situación. Lea más aqui

21/08/2007 - 22:17h Heim, "boucher de Mauthausen", se cache-t-il au Chili?

Le criminel nazi Aribert Helm (DR).

Le criminel nazi Aribert Heim est-il caché au Chili? C’est pour répondre à cette question qu’une délégation de policiers allemands et d’enquêteurs d’Interpol se sont rendus récemment à Santiago. Ils suivent à la trace celui que l’on a baptisé le “boucher de Mauthausen” pour ses pratiques sadiques alors qu’il dirigeait ce camp de concentration en Autriche, pendant la Seconde Guerre mondiale.

Heim a en effet une fille illégitime, Waltraut Diharce-Böser, qui réside au Chili depuis de nombreuses années, dans la ville côtière de Viña del Mar, avec son mari et ses enfants. La justice allemande, via le tribunal de Baden-Baden, a demandé à la Cour suprême chilienne d’interroger la famille de l’ancien SS, pour établir si oui ou non il se trouve en Amérique du Sud. L’avis de recherche promet une récompense de 130000 euros. Les enquêteurs sont à présent en Argentine, où le fugitif pourrait aussi se trouver.

Pourquoi penser que Heim est toujours en vie, alors qu’il aurait 94 ans aujourd’hui? En fait, un compte bancaire à son nom et crédité de plus d’un million d’euros a été découvert en 2005. Ce dernier est toujours ouvert et personne ne l’a réclamé.

Interrogée par le quotidien chilien La Tercera, Waltraut Diharce-Böser a dit ne pas connaître son père. Elle a ajouté que sa mère, compagne du criminel, était morte alors qu’elle-même était âgée de 20 ans. Une déclaration surprenante, car la mère de Waltraut vit toujours en Autriche, et a réalisé une vingtaine de voyages au Chili depuis la fin des années 70!

Comme de nombreux dignitaires du régime hitlérien, Heim a pu se réfugier en Amérique latine après la guerre grâce au soutien actif de plusieurs groupes, comme l’organisation des anciens membres de la SS (Odessa). La plupart de ses anciens camarades ont été retrouvés et jugés (tels Adolf Eichmann ou Klaus Barbie), d’autres sont passés entre les mailles du filet et sont morts en liberté dans leur pays d’adoption.

C’est le cas de Joseph Mengele, le docteur d’Auschwitz, mort au Brésil en 1979, et de Walter Rauff. Ce dernier, qui “travaillait” à Mauthaussen et qui fut le triste inventeur des chambres à gaz mobiles, a vécu en totale liberté au Chili de 1958 à sa mort en 1984.

Aribert Heim, médecin-chef du camp de Mauthausen, a écopé de son surnom pour ses pratiques cruelles. Pratiquant des opérations sans anesthésie, torturant des juifs pour mesurer leur résistance physique, il a envoyé à une mort certaine des milliers de personnes.

Il avait même récupéré le crâne de l’une de ses victimes à la dentition parfaite pour s’en faire un presse-papier. Il s’était aussi fait faire un abat-jour avec la peau d’un détenu, parce qu’il trouvait le tatouage de sa victime superbe.

21/06/2007 - 00:10h Misteriosa desaparición del lago Témpanos


Un grupo de científicos investiga por qué un lago de la región austral chilena de Magallanes se ha quedado seco

Así era hace unos meses el lago de la región austral chilena de Magallanes que se ha quedado seco. Fuente El País de España

22/05/2007 - 05:41h Bachelet lanzó un plan social sin precedentes para Chile

La presidenta chilena, cuya imagen positiva cayó fuertemente en los últimos meses, presentó el programa de gobierno que aplicará hasta el final de su mandato. Entre otros puntos, contempla dar pensiones para todos los ancianos en situación de pobreza y un aumento anual de US$ 650 millones para el presupuesto en educación.

La presidenta de Chile, Michelle Bachelet, lanzó hoy el mayor programa social de la historia del país, con una inversión multimillonaria. Además, anticipó que su gobierno apoyará la moción parlamentaria de declarar inaplicable la Ley de Amnistía, en un discurso ante el Congreso. Al trazar el programa político, económico y social hasta el final de su mandato y en medio de una importante crisis política –motivada por casos de corrupción y las deficiencias del Transantiago, el nuevo programa integral de transportes para la capital chilena-, Bachelet reconoció los errores de su gestión y anunció que liberará miles de millones de dólares hasta el fin de su mandato en programas de empleo, capacitación, educación y salud.

El programa anunciado contempla inversiones anuales sobre los 5.000 millones de dólares. Además, la presidenta ratificó que distribuirá pensiones de 145 dólares para todos los adultos mayores pobres y anticipó que subirá de 56 a 80 las enfermedades que el Estado atenderá gratuitamente, entre otras medidas.

La mandataria también planteó que su gobierno tendrá como “prioridad la integración de la región”, y expuso su perspectiva de convertir a Chile en una potencia empresarial sudamericana. Para ello, proclamó la necesidad de concordar “una agenda de futuro con los países vecinos”, en alusión a Bolivia, Perú y Argentina, y confirmó su respaldo a todas las iniciativas regionales de integración en energía, infraestructura y comercio.

En tanto, en busca de superar la crisis política, la presidenta afirmó que apoyará “la moción que declara inaplicable la amnistía y la prescripción para los crímenes de lesa humanidad”. Además, agregó que “no renunciaremos a la justicia y promoveremos una ley que resuelva los asuntos patrimoniales y civiles de las víctima”. Leia mais aqui no jornal Clarín de Argentina