11/02/2009 - 12:57h Carta ao Estadão sobre as creches na cidade de São Paulo

No sábado retrasado o jornal O Estado de São Paulo dedicou um editorial a questão das creches na cidade de São Paulo e atacou a administração Marta Suplicy sobre o assunto (ver As distorções do Estadão para defender os demo-tucanos).

A Secretária de Educação na gestão Marta Suplicy, Cida Perez, enviou carta na segunda-feira contestando os dados utilizados no editorial e as ponderações nele contidas. Até agora a carta não foi publicada e os termos da mesma não obtiveram qualquer comentário dos editorialistas do Estadão.

Reproduzo a seguir a carta para os leitores do blog, esperando que ela seja publicada também para os leitores do Estadão. LF

O Editorial do Estadão cita os números do Censo Escolar e peca na sua análise por não comparar os números da gestão Kassab com a de Marta Suplicy. Os dados sobre matriculas no Censo Escolar são separados pela oferta: Federal, Estadual, Municipal e Privada. As vagas em creches conveniadas no Censo Escolar estão computadas como oferta em escolas privadas.

Nas creches administradas diretamente pela Prefeitura, em 2000 existiam 26.058 crianças matriculadas, em 2004 este número subiu para 44.796 e em 2008 cai para 41.040. Em percentuais em 2004 houve um crescimento de 72% e em 2008 um decréscimo de 8%.

Nas creches privadas/conveniadas, em 2000 existiam 55.789 crianças matriculadas, em 2004 eram 93.073 e em 2008, 107.825. Um aumento de 63% e de 16% respectivamente. O dado de 2000 foi publicado pela SME em dezembro de 2004, os de 2004 e 2008 são dados do Censo Escolar.

Por estes números quem apostou na política de convênios foi Kassab, aliás, como fez Maluf e Pitta. E quem criou mais vagas, quem mais investiu em Educação Infantil nessa cidade foi sem sombra de dúvida a Gestão Marta Suplicy. Construiu novos equipamentos, reformou e equipou os antigos, financiou a formação das professoras de creche, realizou concursos.

Nos últimos 4 anos a cidade de São Paulo ampliou apenas em 8% a oferta de vagas em creches, índice inferior ao crescimento das vagas em creche no país que foi de 11%. Em 2000 eram 81.847, em 2004 eram 137.869 e em 2008 são 148.865.

O Estadão cita o crescimento de vagas em 2008 como sendo fantástico. O aumento de matriculas em 2008 (149.152) em relação a 2007 (115.648) foi de 28,97% – considerando toda a oferta existente na cidade e não 30,24% como dito no editorial. E nos anos anteriores, foi de quanto?

Em 2005 e 2006 as matriculas em creche diminuíram de acordo com os dados do Censo Escolar. Em 2005 diminuiu 6,34% e em 2006 as matriculas diminuíram ainda mais, 12,83%. Será que não tinha fila de espera? Já em 2007 e 2008 as matriculas voltaram a crescer 20,61% e 28,94%, respectivamente. Estranho é crescer no ano das eleições municipais, não?

Quanto aos pagamentos citados, não deixamos pagamentos em atraso. As despesas de dezembro citadas como atraso, só poderiam ser pagas em janeiro após a análise das prestações de contas como todo e qualquer convênio de acordo com a legislação.

Várias ações para abertura de vagas em creches foram iniciadas nas gestões anteriores e finalizadas na nossa gestão. Assinamos dois termos de Conduta com o MP e sim, criamos 67.901 novas vagas em EMEIs. Nas palavras do editorial soa como pecado!

Vamos aos números, em 2004 havia 275.875 crianças nas EMEIs. E em 2008? Temos 271.661 crianças! Nenhuma vaga nova, pelo contrário temos menos 4.124 vagas. E o Estadão elogia essa conduta?

Criamos muito mais vagas que Kassab com muito menos recursos. Na nossa época ainda não tínhamos os recursos do FUNDEB destinados à Educação Infantil e estávamos dando os primeiros passos para a recuperação econômica do país e da cidade de São Paulo.


Maria Aparecida Perez
Secretaria Municipal de Educação na Gestão Marta Suplicy
Maria-perez@uol.com.br

13/08/2008 - 12:00h Carta esclarecedora

cartas-mail.jpgPainel do leitor – Folha de São Paulo

Eleição 2
“Em relação à reportagem “Marta, Alckmin e Kassab inflam dados e se apossam de obras de outras gestões” (Brasil, 7/8) e ao editorial “Quem faz mais” (Opinião, 11/8), informo que um CEU é igual a cinco escolas (duas CEIs, Centro de Educação Infantil; uma Emei, Escola Municipal de Ensino Infantil; uma Emef, Escola Municipal de Ensino Fundamental, e uma Emia, Escola Municipal de Iniciação Artística).

Conforme projeto padrão, uma CEI deve atender 150 alunos, mas, nos CEUs, elas atendem a 300 crianças, com o dobro de salas de aula, o dobro de professores, mais banheiros e pátio maior. Por isso são consideradas como duas unidades construídas. O governo Marta construiu 86 CEIs, sendo que 42 destas escolas estão dentro de CEUs. Da mesma forma, 21 das 51 Emeis, 21 das 30 Emefs e 21 Emias também foram abrigadas no interior de CEUs.

Portanto, não há “repetição” nem “multiplicação” de números quando divulgamos que na gestão Marta foram construídas 191 novas escolas.”

CIDA PEREZ , ex-secretária da Educação na gestão Marta Suplicy (São Paulo, SP)

14/05/2008 - 15:40h Cida Perez desnuda Kassab

Cida Perez enviou ontem uma carta a Folha de SP em resposta aos ataques lançados por Gilberto Kassab contra a administração Marta Suplicy na Folha de ontem. Hoje ainda a carta não tinha sido publicada. Hoje Cida enviou copia da mesma a este blog. Trata-se uma resposta a altura da desinformação contida nas afirmações do prefeito demo. Como a própria Folha destacou estes ataques visam isolar Alckmin e são uma manobra de cunho eleitoreiro. Mas seu conteúdo não é gratuito. Confiram a resposta. LF

Carta enviada ontem por Cida Perez, ex-secretária de Educação da administração Marta Suplicy ao jornal Folha de São Paulo

cartas-mail.jpg

O Prefeito Kassab deveria reavivar a memória e relembrar que foi secretario de Planejamento do Governo Pitta que deixou uma cidade destruída como herança para a Prefeita Marta Suplicy.

O atual prefeito fala das escolas de lata, mas deve se lembrar que das 88 escolas construídas quando foi sec. de planejamento 59 eram de lata! Deixou para nós 33 prédios ocos, isto é, sem carteiras e professores. Escolas de lata que custaram o mesmo que uma de alvenaria, um escândalo que foi parar numa CPI.

Kassab, tão bom planejador e gerente, não se opôs a construção das escolas em áreas de mananciais e nem em loteamentos irregulares, o que atrasou em muito sua substituição, além de fazer com que a mesma obra fosse paga duas vezes. Ele deveria explicar esta proeza para a população.

As escolas herdadas além de sucateadas não tinham professores. No primeiro ano do Governo de Marta tivemos que contratar 14 mil professores! Mobiliamos as escolas e matriculamos 33 mil crianças de 4 a 6 anos numa tentativa de evitar o desperdício de dinheiro público, foi por evitarmos o desperdício e realmente estarmos preocupados com a educação que a dupla Serra/Kassab pode sair inaugurando escolas com apenas dois meses de governo.

Todas as escolas de lata estavam sendo substituídas quando deixamos o governo conforme várias matérias publicadas pela mídia.

Kassab também fala, na matéria publicada na data de ontem, da política de gratificações do governo Marta. Quero relembrá-lo que sempre demos reajustes salariais que incluíam a todos: professores, diretores, aposentados, readaptados. Em nosso governo demos 24,2% para os professores e 28,2%, conforme publicado no jornal do SINPEEM de abril de 2006. Neste jornal, seu presidente, Claudio Fonseca denuncia a política de deixar de fora dos aumentos os aposentados e isto só pode ser feito quando o governo dá gratificação ao invés de aumento. Numa jogada de marketing anuncia 20% de aumento, menos que os aumentos concedidos por Marta.

Kassab, provalmente, gostaria de ter feito o que nós fizemos! Por isto se engana ao informar quem decidiu o que. Ele gosta tanto do que fizemos que esta dando continuidade aos CEUs, construindo as escolas que deixamos planejadas, dando continuidade a vários projetos criados na Gestão marta Suplicy. Pena que ele esqueceu de nos imitar na valorização dos profissionais da educação, nós destinamos no último ao de governo 41 milhões, ele 11 milhões e ainda tem a coragem de dizer que valoriza a Educação.

Resta perguntar: Educação de quem? Do povo ?

Cida Perez
Ex-secretaria de educação do Governo Marta Suplicy

21/12/2007 - 18:02h Os resultados concretos do investimento em educação

Inauguração do CEU Jambeiro – Marta Suplicy, Celso Frateschi e o presidente Lula


Revista Fórum

Edição 57 • Dezembro de 2007

Por Cida Perez

A gestão paulistana da prefeita Marta Suplicy (2001-2004), duramente criticada durante os seus quatro anos, propôs projetos e políticas com significado social em todas as áreas da administração pública.

Considerando o Programa do Partido dos Trabalhadores, a história da cidade em todos os seus aspectos, as séries históricas de estatísticas e indicadores socioeconômicos, priorizou as ações na periferia e no combate à exclusão. Os projetos não eram apenas para resolver os problemas emergenciais depois de oito anos de abandono, mas formular políticas públicas olhando para o futuro, para além daqueles quatro anos.

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