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	<title>Blog do Favre &#187; Cidades</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Estação Espacial registra fotos noturnas de cidades da Terra</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 19:50:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIÊNCIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Astronautas desenvolveram tripé que pode ser movido lentamente para compensar movimento do planeta

&#160;
BBC Brasil- Agencia Estado
&#160;


Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")
  - Anos de trabalho e aperfeiçoamento técnico possibilitaram que astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI) registrassem impressionantes imagens de algumas das principais cidades da Terra à noite.Veja também:
   Galeria de fotos
As fotos foram registradas entre 2007 e 2008, e, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c"><strong>Astronautas desenvolveram tripé que pode ser movido lentamente para compensar movimento do planeta</strong></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">BBC Brasil- Agencia Estado</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">  - Anos de trabalho e aperfeiçoamento técnico possibilitaram que astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI) registrassem impressionantes imagens de algumas das principais cidades da Terra à noite.Veja também:</p>
<p><img src="http://render.estadao.com.br/ext/selos/icone-foto.gif" alt="mais imagens" border="0" />   <a href="javascript:window.open('http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowGaleria.action?idGaleria=2055','galeria','scrollbars=0,menu=0,tollbar=0,directories=0,resizable=0,width=740,height=690');void(O);"><strong>Galeria de fotos</strong></a></p>
<p>As fotos foram registradas entre 2007 e 2008, e, segundo a Nasa, mostram como &#8220;as luzes das cidades apresentam uma prova espetacular da nossa existência, nossa distribuição e nossa habilidade para mudar o ambiente em que vivemos&#8221;.</p>
<p align="center"><img src="http://www.estadao.com.br/fotos/cidadessaopaulo.jpg" /></p>
<div align="center"></div>
<p align="center"><em>São Paulo e Santos registradas do espaço &#8211; Foto: Nasa</em></p>
<p>No início do projeto, os astronautas encontraram dificuldades para obter fotografias nítidas, já que as lentes precisam de um grande tempo de exposição, mas a EEI se move rapidamente.</p>
<p>Eles então desenvolveram um tripé colocado sobre uma plataforma que pode ser movida lentamente, compensando a rotação da Terra e o deslocamento da EEI, e possibilitando fazer imagens mais definidas.</p>
<p>As fotos das cidades foram tiradas de uma distância entre 350 e 400 km da Terra.</p></div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>GOVERNO SERRA GASTA MAIS EM PUBLICIDADE DO QUE NO COMBATE ÀS ENCHENTES</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 12:02:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[ABC]]></category>
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		<description><![CDATA[ O Governo Serra não vem priorizando o combate às enchentes em todo o Estado de São Paulo da mesma forma que prioriza a propaganda e a publicidade de suas realizações.
Segundo informações coletadas no Sistema de Gerenciamento da Execução Orçamentária do Estado de São Paulo/ SIGEO, o Governo Serra gastou R$ 68 milhões com as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> O Governo Serra não vem priorizando o combate às enchentes em todo o Estado de São Paulo da mesma forma que prioriza a propaganda e a publicidade de suas realizações.</p>
<p>Segundo informações coletadas no Sistema de Gerenciamento da Execução Orçamentária do Estado de São Paulo/ SIGEO, o Governo Serra gastou R$ 68 milhões com as ações do Programa de Infraestrutura Hídrica e Combate à Enchentes (Programa 3907) em 2007, enquanto os valores gastos com Publicidade e Propaganda foram de R$ 88,3 milhões.</p>
<p>Já em 2008, os recursos gastos com o Combate às Enchentes foram de R$ 107,4 milhões, abaixo novamente dos gastos com Comunicação, que atingiram o valor de R$ 178,7 milhões.</p>
<p>Em 2009, outra vez, Serra vem gastando mais com propaganda e publicidade do que com obras anti-enchentes. Até meados de março, já haviam sido gastos R$ 18,8 milhões com propaganda, mas apenas R$ 12,8 milhões no combate às enchentes.</p>
<p>Cumpre lembrar que estão incluídos neste programa os gastos com ações de manutenção e novas obras no Rio Tietê, implantação de piscinões, preservação e conservação de várzeas e parques, limpeza e conservação de canais e corpos d´água e obras em parceria com os municípios em todo o Estado.</p>
<p>Comparando os gastos realizados pelo Governo Estadual desde 2002, observamos que gastar mais com propaganda do que com o Combate às Enchentes tem sido uma marca específica do Governo Serra. Até 2006, isso não ocorria no Estado.</p>
<p>As enchentes observadas na Capital paulista e na região do ABC, ocorrida nesta última terça feira (17 de março de 2009), uma das maiores dos últimos anos, na verdade, reforçam um problema que vem crescendo fortemente em todo o Estado de São Paulo: o aumento da vulnerabilidade das cidades às enchentes.</p>
<p>Além da Capital e da Região Metropolitana de São Paulo, cidades importantes do interior paulista, tais como Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, também vem sofrendo de maneira crescente com enchentes nos últimos anos, sem que o Governo Serra priorize ações anti-enchentes em parceria com os municípios.</p>
<p>Relembrando, em janeiro deste ano, a cidade de Ribeirão Preto (norte do Estado) foi atingida por mais uma grande enchente, prejudicando moradores e comerciantes em toda a região central e bairros importantes da cidade.</p>
<p>A principal obra anti-enchente na cidade foi iniciada no ano passado, a um custo de R$ 15 milhões. Deste valor total, cerca de R$ 10 milhões estão sendo financiados pelo Governo Lula, através do PAC, enquanto o Governo Estadual aplicará apenas R$ 2,5 milhões. Nesta mesma cidade, no entanto, o Governo Estadual deve investir dez vezes mais (cerca de R$ 24,5 milhões) na implantação de trevos e viadutos superdimensionados em uma das avenidas de entrada da cidade (Avenida Castelo Branco), obras estas em uma região nobre, que não sofre com o problema de inundação. A falta de prioridade no Combate às Enchentes é flagrante.</p>
<p>A cidade de Rio Preto, que também vem sendo castigada por grandes inundações nos últimos anos, estima ser necessário cerca de R$ 40 milhões para obras anti-enchentes, mas o Governo Estadual também não tem previsão de investimentos naquela localidade.</p>
<p>Por fim, na cidade de Campinas, a prefeitura cansou de esperar o Governo Estadual e investiu, com recursos próprios, cerca de R$ 20 milhões no combate às enchentes em uma das avenidas centrais da cidade (Avenida Princesa d´Oeste).</p>
<p>Estes exemplos por todo o Estado e os números da execução orçamentária demonstram que a falta de prioridade no Combate às Enchentes tem sido uma marca do Governo Serra.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><em><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial"></span></em></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><em><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial">Bancada do deputados do PT na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo </span></em></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"><strong>Gráfico: Gasto com Combate às Enchentes x Publicidade e Propaganda. Governo Estadual. 2002 a 2008.</strong></p>
<div align="center"></div>
<p align="center"><strong>Fonte: SIGEO/ Sistema de Gerenciamento da Execução Orçamentária do ESP</strong></p>
<p align="center"><strong>Tabela: Gasto com Combate às Enchentes x Publicidade e Propaganda. Governo Estadual. 2002 a 2009. (em milhões de R$)</strong></p>
<p align="center">
<table width="301" border="0" height="205">
<tr>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">ano</td>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">combate às enchentes</td>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">propaganda e publicidade</td>
</tr>
<tr>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">2002</td>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">266,2</td>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">35,6</td>
</tr>
<tr>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">2003</td>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">348,5</td>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">33,3</td>
</tr>
<tr>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">2004</td>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">302,1</td>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">51,1</td>
</tr>
<tr>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">2005</td>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">401,1</td>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">55,3</td>
</tr>
<tr>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">2006</td>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">119,2</td>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">49,2</td>
</tr>
<tr>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">2007</td>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">68,0</td>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">88,3</td>
</tr>
<tr>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">2008</td>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">107,4</td>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">178,7</td>
</tr>
<tr>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">2009</td>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">12,8</td>
<td style="border: 1px solid #f53d09" align="right">18,8</td>
</tr>
</table>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Crise: o urgente e o básico</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Mar 2009 18:13:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[TENDÊNCIAS/DEBATES
 JORGE WILHEIM



 Devemos considerar a crise como &#8220;o fim de um mundo&#8221; e torná-la fecunda, com criatividade e ousadia. A isso devemos nos dedicar  



A PRESENTE crise ultrapassa o campo financeiro e é daquelas que, justificando as raízes etimológicas que associam esse termo a &#8220;decisão e mudança&#8221;, exigem a reflexão de todos: economistas, antropólogos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="+1" color="#000080">TENDÊNCIAS/DEBATES</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong> </strong></font><strong>JORGE WILHEIM</strong></p>
<table width="451" height="132">
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /> <font size="4"><strong><em>Devemos considerar a crise como &#8220;o fim de um mundo&#8221; e torná-la fecunda, com criatividade e ousadia. A isso devemos nos dedicar  </em></strong></font><br />
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p>A PRESENTE crise ultrapassa o campo financeiro e é daquelas que, justificando as raízes etimológicas que associam esse termo a &#8220;decisão e mudança&#8221;, exigem a reflexão de todos: economistas, antropólogos, sociólogos, filósofos, intelectuais, artistas, politólogos, urbanistas.</p>
<p>Reflexões e até previsões, aliás, têm  sido feitas há alguns anos: desde as  veementes denúncias de favelização  mundial de Mike Davis às restrições  de Peter Drucker; das teses de  transformações reflexivas do capitalismo de Back, Giddens e Lash,  segundo as quais o progresso pode  tornar-se autodestruição, às críticas  de Baumann sobre a gravidade do  abandono dos trabalhadores; das  denúncias de Rifkin de que a finança  estava abandonando a economia  às de Roubini vaticinando a proximidade do estouro da &#8220;bolha&#8221;.</p>
<p>Não adiantaram os avisos. Cobiça,  lucros imediatos, negação e fraudes  -apoiados em políticas neoliberais e  em ausência de transparência e de  regulamentação- levaram a melhor.  Melhor? Por ora só há falências,  desemprego e recessão, um panorama aparentemente catastrófico.  Crise dessa amplitude e profundidade, no entanto, mesmo quando  traumática, também constitui uma  oportunidade a não ser desperdiçada.</p>
<p>As civilizações se urbanizaram, as  favelas cresceram, o espaço e o tempo  encolheram graças à conectividade  global, as desigualdades e as injustiças  sociais e de direitos tornaram-se insuportáveis, a &#8220;saúde&#8221; do planeta  foi colocada em perigo em razão  de ações predatórias do mercado.  Isso constitui uma pauta nova.</p>
<p>Para atender à emergência, é preciso investir recursos públicos em defesa do trabalho digno e da diminuição  das desigualdades, na contramão da  nefasta ação dos bem remunerados  &#8220;job killers&#8221; da última década.  Porém há que fazê-lo com critério.  Automontadoras seriam socorridas  somente se firmassem compromisso  de acelerar a fabricação de veículos  que consumam menos combustível,  não-poluidores, provavelmente elétricos com baterias de hidrogênio.</p>
<p>Crédito bancário ao consumidor final a juros baixos, teto para os altos salários, transparência e controle acionário social seriam condições para bancos receberem recursos públicos. Ajuda financeira pública à habitação deveria implicar mais regulado e limitado uso do solo urbano, substituindo a voracidade que consome o espaço das cidades por uma maior qualidade de vida para todos. E, em todos os casos, financiamentos públicos devem ser ponderados por critérios ambientais e pelo número de empregos mantidos ou gerados e devem ainda depender de entendimento prévio entre empregados e empregadores.</p>
<p>Além das emergências, há no entanto uma questão básica de fundo: o que está em jogo nesta década é, a meu ver, quais os processos e os mecanismos sociais e políticos mais adequados para hoje operar a economia de mercado. Suas leis básicas -oferta e demanda, excedente de produção, acumulação e valor- foram estabelecidas muito antes da invenção do capitalismo e mesmo antes da criação da moeda. Se o capitalismo, seus bancos -originários da Itália renascentista-, seus juros e demais jogos financeiros desenvolvidos no mercantilismo fizeram do sistema um operador ágil para o financiamento da Revolução Industrial do século 19 e sua expansão comercial, isso não quer dizer que ele continue sendo, no formato atual, o operador ideal da economia de mercado do século 21 em diante.</p>
<p>Encerrado dramaticamente o triste  episódio do neoliberalismo, cabe ao  Estado e à sociedade reverem, em  nova articulação, quais são os limites  de ação do mercado. Essa nova articulação, a resultar em uma economia  de mercado de nova gestão, coerente  com o interesse público e socialmente  monitorada -embora mantendo sua  criatividade-, é, no fundo, o desafio  da crise que explodiu quando ocorreu  o transtorno causado por uma das  pontas do iceberg: a aventura financeira irresponsável, desnudada pela  queda, no setor imobiliário, da primeira pedra de dominó.</p>
<p>Concluindo: para planejar no século 21, devemos encontrar as sementes  de inovação que se encontram nas dobras das múltiplas rupturas que ocorreram na última década do século 20.  Até mesmo na atual ruptura entre finanças e economia, entre lucro e  trabalho. Devemos considerar a crise  como &#8220;o fim de um mundo&#8221; e torná-la  fecunda, com criatividade e ousadia.  Essa é a tarefa intelectual e política a  que devemos, todos, nos dedicar.</p>
<p><font size="-1"><strong>JORGE WILHEIM</strong>, 80, é arquiteto e urbanista. Foi secretário municipal de Planejamento Urbano de São Paulo (governo Marta Suplicy), secretário-geral da Conferência Habitat 2 da ONU (Organização das Nações Unidas), secretário estadual de Economia e Planejamento (governo Paulo Egydio) e secretário estadual do Meio Ambiente de São Paulo (governo Quércia). </font></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Rio de Janeiro comemora 444 anos com festa aos pés do Cristo Redentor</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 22:53:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
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		<category><![CDATA[RJ]]></category>

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		<description><![CDATA[

                    01/03/2009 &#8211;                    19:10              [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" width="500" height="405"><param name="width" value="500" /><param name="height" value="405" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/_mQHr8bAojU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="405" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" src="http://www.youtube.com/v/_mQHr8bAojU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1"></embed></object></div>
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<p class="data">                    <strong><span style="background-color: #ffff99" id="brtpMateriaData">01/03/2009</span><span style="background-color: #ffff99"> &#8211;                    </span><span style="background-color: #ffff99" id="brtpMateriaHora">19:10</span><span style="background-color: #ffff99">                     &#8211;                    </span></strong><font id="brtpCredito"><strong><span style="background-color: #ffff99">Agência Brasil &#8211; IG</span></strong><br />
</font></p>
<div class="agencia">                    <img src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/105/105/4/59724.agencia_brasil_logo_43_100.jpg" id="brtpAgencia" alt="Agencia Brasil Logo" /></div>
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<div class="texto">                   <!-- google_ad_section_start -->                      <strong id="brtpOlho">RIO DE JANEIRO - O aniversário de 444 anos da cidade do Rio de Janeiro foi comemorado neste domingo no Cristo Redentor, no Morro do Corcovado, com um bolo de 4,44 metros, dividido em três pedaços. A celebração, aos pés do monumento que foi eleito como uma das sete novas maravilhas do mundo num concurso internacional em 2007, teve a bênção do cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, dom Eusébio Scheid. Ele abençoou a cidade em diversas línguas e, depois, soltou uma pomba branca. </strong><span id="brtpTexto">Ao som de músicas como Parabéns pra você e Cidade Maravilhosa, tocadas por uma banda de marchinhas, o primeiro pedaço do bolo foi cortado, pelo cardeal e por representantes da Sociedade de Amigos da Rua da Carioca (Sarca), que organiza a festa há 19 anos.</span>Segundo Roberto Cury, um dos diretores da Sarca, a comemoração sempre foi feita na Rua da Carioca, uma das mais tradicionais do centro da capital fluminense, mas há quatro anos a comemoração é realizada no Cristo Redentor.“Este ano, mais uma vez, fizemos a festa aqui, aos pés do Cristo Redentor, para que abençoe essa cidade e traga um pouco mais de carinho e de amor e para elevar a estima do carioca. O carioca está precisando de um pouco mais de carinho e de amor, para acabar com essa violência que grassa pela nossa cidade”, disse.O prefeito Eduardo Paes não participou da festa de aniversário da cidade, apesar da agenda oficial informar sua presença.</p>
<div style="text-align: center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" id="uploader" width="400" height="323" align="middle"><param name="id" value="uploader" /><param name="width" value="400" /><param name="height" value="323" /><param name="bgcolor" value="333333" /><param name="align" value="middle" /><param name="_cx" value="10583" /><param name="_cy" value="8546" /><param name="src" value="http://tvig.ig.com.br/swf/playerFlash.swf?media=http://tvig.ig.com.br/Templates/RequestUrlPlayer.aspx?id=87277&amp;isEmbed=true" /><param name="wmode" value="Window" /><param name="play" value="0" /><param name="loop" value="-1" /><param name="quality" value="High" /><param name="salign" value="LT" /><param name="menu" value="0" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="scale" value="NoScale" /><param name="devicefont" value="0" /><param name="embedmovie" value="0" /><param name="seamlesstabbing" value="1" /><param name="profile" value="0" /><param name="profileport" value="0" /><param name="allownetworking" value="all" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" id="uploader" width="400" height="323" bgcolor="333333" align="middle" _cx="10583" _cy="8546" src="http://tvig.ig.com.br/swf/playerFlash.swf?media=http://tvig.ig.com.br/Templates/RequestUrlPlayer.aspx?id=87277&amp;isEmbed=true" wmode="Window" play="0" loop="-1" quality="High" salign="LT" menu="0" allowscriptaccess="always" scale="NoScale" devicefont="0" embedmovie="0" seamlesstabbing="1" profile="0" profileport="0" allownetworking="all" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
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		<title>Estudo indica receita recorde nos municípios</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 15:09:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Em 2007, prefeituras tiveram para gastar R$ 30 bi a mais em relação ao ano anterior, mostra ONG

Wilson Tosta &#8211; O Estado SP
Dois estudos da organização não-governamental Transparência Municipal mostram que os municípios brasileiros viveram, em 2007, recordes de receitas, mas também de concentração de arrecadação na Região Sudeste e em duas cidades, São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Em 2007, prefeituras tiveram para gastar R$ 30 bi a mais em relação ao ano anterior, mostra ONG</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.serratalhada.pe.gov.br/sites/5600/5698/materia_marcha.jpg" alt="http://www.serratalhada.pe.gov.br/sites/5600/5698/materia_marcha.jpg" width="550" height="265" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Wilson Tosta &#8211; O Estado SP</strong></p>
<p>Dois estudos da organização não-governamental Transparência Municipal mostram que os municípios brasileiros viveram, em 2007, recordes de receitas, mas também de concentração de arrecadação na Região Sudeste e em duas cidades, São Paulo e Rio de Janeiro. No ano de melhor desempenho econômico do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anterior às eleições municipais de 2008, as prefeituras tiveram para gastar R$ 217 bilhões, R$ 30 bilhões a mais que em 2006 &#8211; supostamente, uma arma preciosa para os prefeitos candidatos à reeleição. A desigualdade ficou patente na divisão dos recursos per capita: cada R$ 1 de dinheiro público municipal captado pelos cofres públicos no Nordeste no ano passado correspondeu a R$ 1,47 no Sudeste.</p>
<p>&#8220;O problema é a pobreza, a má distribuição de renda&#8221;, diz o economista e geógrafo François Bremaeker, consultor da ONG, gestor do Observatório de Informações Municipais e autor das pesquisas. &#8220;A concentração é muito forte, principalmente em termos de Sudeste, de Estado de São Paulo e em São Paulo capital, que pega quase metade da receita tributária (própria) dos municípios paulistas.&#8221; A alta de recursos nas prefeituras no ano pré-eleitoral pode ajudar a explicar o alto índice de reeleição. Segundo a Confederação Nacional dos Municípios, de 3.357 prefeitos que tentaram um segundo mandato em 2008, 66,88% tiveram sucesso. Do total de eleitos, 40,36% já estavam no cargo este ano, ante 23,6% em 2004 e 37,1% em 2000.</p>
<p>Um dos trabalhos, As Finanças Municipais em 2007, afirma que as cidades brasileiras tiveram, no ano passado, receitas 16,19% maiores que em 2006. Foi um crescimento de 11,73% reais, considerando-se a inflação pelo IPCA, ou de 8,3%, se usada a correção do IGP-DI. Em 2006, os municípios receberam R$ 186,8 bilhões. A participação das prefeituras na arrecadação do setor público também atingiu seu pico no ano passado, quando as cidades chegaram a 17,06% de participação, contra 16,97% em 2006 e 16,38% em 2005. O estudo mostra que a receita orçamentária dos municípios, no ano passado, foi constituída por 67% de transferências, 17,1% de receitas tributárias e 15,9% de outras receitas.</p>
<p>O outro estudo, As Receitas Tributárias Municipais em 2007, dá exemplos da extrema concentração de receitas municipais. O Sudeste teve mais, R$ 110.161.460.773 &#8211; 50,75% da receita orçamentária de todos os municípios. Na outra ponta, o Centro-Oeste somou apenas R$ 13.033.062.038. Na distribuição per capita, segundo Bremaeker constatou no trabalho anterior, o Sudeste permaneceu na liderança com R$ 1.414,62 por habitante, mas a região com pior colocação foi o Nordeste, que, no geral, somara R$ 45.430.192.280, mas ficou com R$ 881,52 por pessoa. O Centro-Oeste, menos habitado, apresentou receitas maiores por pessoa, R$ 1.209.89, à frente de Norte e Nordeste.</p>
<p>Bremaeker, que fez a pesquisa com base em números da Secretaria do Tesouro Nacional, destaca a extrema dependência de verbas federais apresentada pela maioria dos 5.562 municípios pesquisados. &#8220;Em 81% das cidades, o Fundo de Participação dos Municípios é a principal fonte da arrecadação.&#8221; A maior participação no bolo das transferências está nos 994 municípios com entre 20 mil e 50 mil habitantes, que receberam 17,1% do total, seguidos pelas cidades entre 10 mil e 20 mil, com 12,8%. Na receita tributária municipal, São Paulo e Rio, somados, tiveram 32,3% de tudo em 2007.</p>
<p><strong>AVALIAÇÃO</strong></p>
<p>O cientista político Jairo Marconi Nicolau, do Iuperj, chama a atenção para a variação de apenas 10% na proporção de prefeitos reeleitos de 2004 para 2008 e relativiza o peso do uso da máquina, que, supostamente, seria mais forte em prefeituras com mais dinheiro em caixa, como em 2007. Ressalta, porém, o peso da avaliação do prefeito nas taxas de reeleição que, avalia, tem sido decisivo. &#8220;É claro que os prefeitos usam a máquina, mas quando o prefeito está em baixa, não tem jeito. O prefeito com boa aprovação faz um esforço para tornar a eleição plebiscitária. Se ele vai bem, por que vão querer mudar?&#8221;</p>
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		<title>País tem as cidades mais desiguais do mundo</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 13:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[VALOR
As cidades brasileiras têm hoje as maiores desigualdades de distribuição de renda no mundo, num nível socialmente desestabilizador e economicamente insustentável. A constatação é do relatório &#8220;Estado das Cidades no Mundo 2008/2009&#8243;, divulgado pela Agência das Nações Unidas para a Habitação. A entidade utiliza o coeficiente Gini, normalmente usado para medir desigualdade em nível nacional, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"><strong>VALOR</strong></p>
<p>As cidades brasileiras têm hoje as maiores desigualdades de distribuição de renda no mundo, num nível socialmente desestabilizador e economicamente insustentável. A constatação é do relatório &#8220;Estado das Cidades no Mundo 2008/2009&#8243;, divulgado pela Agência das Nações Unidas para a Habitação. A entidade utiliza o coeficiente Gini, normalmente usado para medir desigualdade em nível nacional, para calcular as disparidades nas zonas urbanas, em rápida expansão em todo o mundo.</p>
<p>O relatório conclui que Goiânia (GO) é a cidade campeã mundial da desigualdade, seguida de Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza e Sao Paulo, além de Bogotá, capital da Colômbia, todas com coeficientes considerados extremamente altos para os padrões internacionais. Rio de Janeiro e Curitiba aparecem logo a seguir.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002121/imagens/arte23bra-campeas-a4.gif" /></div>
<p>De acordo com o estudo, 29% da população urbana do país vivia em condições de favelas em 2005 &#8211; com o percentual chegando a 40% na capital carioca -, sofrendo com falta de saneamento básico, áreas muito pequenas, insegurança etc.</p>
<p>A ONU aponta causas estruturais para o nível de desigualdade no país, mas também políticas inovadoras de governos de esquerda. Diz que, &#8220;surpreendentemente&#8221;, processos democráticos que envolvem a participação popular, e onde grupos de mais baixa renda têm a capacidade de influenciar instituições e políticas, podem ter aumentado o problema, por não serem adaptados à situação local. Dá como exemplo a área metropolitana de Porto Alegre, onde diz que o nível de desigualdade aumentou entre 1991-2000. Para Eduardo López Moreno, principal autor do relatório, a desigualdade poderia ter sido ainda maior sem o modelo de participação popular.</p>
<p>Uma das teses do relatório indica que o melhor para as cidades é que tenham prefeitos que possam trabalhar em boa parceria com os governos estadual e federal, para definir não apenas estratégias, como ter realmente acesso a recursos para investimento. Atualmente, metade da população mundial já vive nas cidades e esse índice pode chegar a 70% em 2040.</p>
<p>Na América Latina, 70% da população já vive na zona urbana, mas a urbanização aumenta mais nas pequenas cidades. Outra característica da região é que o crescimento urbano é frequentemente resultado de pessoas mudando de uma cidade para outra, e não da área rural para a urbana. São Paulo, hoje a quarta megacidade do planeta, com 18, 8 milhões de habitantes, pode chegar a ter 21,5 milhões em 2025, pelas projeções das Nações Unidas.</p>
<p>Para dar uma idéia dos riscos ambientais com o inchaço das cidades, se nada for feito, a entidade atribui 58 mil mortes prematuras por ano à poluição do ar na área urbana na America Latina. O custo dos prejuízos causados pelas emissões teria sido de 0,5% do PIB em 2004.</p>
<p>O consumo de energia é outra preocupação da ONU. No Rio de Janeiro, chega a 15% a fatia da renda familiar usada pela população de baixa renda do Rio de Janeiro para pagar a conta de luz. O estudo nota que o aumento na emissão de gases de efeito estufa nas grandes cidades está mais relacionado ao consumo local do que à urbanização. Uma megacidade como Sao Paulo produz 10% das emissões de San Diego, nos EUA, mesmo se a cidade americana é três vezes menor que a capital paulista. Comparativamente, as emissões na America Latina são de 1,97 tonelada per capita, comparado a 11 toneladas nos países ricos.</p>
<p>A agência das Nações Unidas alerta também para o perigo da elevação do nível do mar, ainda mais que grande parte das populações vive próxima costa. No Brasil, correm risco os municípios de Fortaleza, Belém, Recife, Salvador e Rio de Janeiro.</p>
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		<title>Sem medo de ser feliz</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 12:36:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[PT continua líder nas capitais e nas maiores cidades do país
Partido confirma favoritismo, elege 13 prefeitos e está no 2º turno em 15 municípios
Já o PMDB pode eleger até 21 prefeitos e o PSDB pode governar 19 prefeituras do grupo das 79 cidades com mais de 200 mil eleitores

FERNANDO RODRIGUES &#8211; FOLHA SP
DA SUCURSAL DE [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5">PT continua líder nas capitais e nas maiores cidades do país</font></p>
<p><strong>Partido confirma favoritismo, elege 13 prefeitos e está no 2º turno em 15 municípios</strong></p>
<p><strong>Já o PMDB pode eleger até 21 prefeitos e o PSDB pode governar 19 prefeituras do grupo das 79 cidades com mais de 200 mil eleitores</strong></p>
<p align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/sem-medo-de-ser-feliz/7872/" rel="attachment wp-att-7872" title="estrela_pt.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/10/estrela_pt.jpg" alt="estrela_pt.jpg" /></a><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/sem-medo-de-ser-feliz/7874/" rel="attachment wp-att-7874" title="estrela_sobe5.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/10/estrela_sobe5.jpg" alt="estrela_sobe5.jpg" /></a></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>FERNANDO RODRIGUES &#8211; FOLHA SP</strong></p>
<p>DA SUCURSAL DE BRASÍLIA</p>
<p>Apurados os votos em todas as 26 capitais e nos 53 municípios com mais de 200 mil eleitores, o PT confirmou seu favoritismo nas urnas e avançou nesse universo de grandes centros. O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva conquistou 13 dessas cidades no primeiro turno e disputa outras 15 localidades no segundo turno, no dia 26 deste mês.<br />
Hoje, os petistas governam 17 cidades do chamado G79, o grupo das capitais e cidades grandes que abriga 46,8 milhões de eleitores, o equivalente a 36,4% do total do país. Na eleição de domingo estavam em jogo 5.563 prefeituras.<br />
Na sua hipótese mais otimista, o PT poderá chegar a 28 cidades governadas no G79, o que daria ao partido um eleitorado governado de 21,2 milhões nessas localidades.<br />
É raro um partido ter sucesso em todos os segundos turnos para os quais se qualifica. O melhor indicador nesta fase da campanha é saber se o candidato passou à fase final na primeira ou na segunda colocação. Quem sai na frente, em geral, leva alguma vantagem -embora viradas também não sejam impossíveis. Dos 15 petistas no segundo turno, 11 terminaram o 1º turno na frente do adversário mais direto.<br />
Junto com o PT no topo da tabela do G79 estão PMDB e PSDB, quase empatados. Os peemedebistas elegeram dez prefeitos no primeiro turno e disputam mais 11 cidades. Os tucanos já garantiram nove municípios grandes no domingo e estão em outros dez segundos turnos.<br />
A diferença entre PMDB e PSDB é que seis candidatos peemedebistas passaram ao turno final na primeira colocação. Entre os tucanos, só quatro estão nessa situação.<br />
Essa trinca somada -PT, PMDB e PSDB- tem hoje mais da metade das capitais e cidades com mais de mais de 200 mil eleitores. Em 2009, há uma tendência de leve ampliação nesse domínio.</p>
<p><strong>DEM e segundo pelotão</strong><br />
Há um segundo pelotão de partidos no G79 cujo número de cidades governadas gravita em torno de quatro a nove. O grupo pode ser agora liderado pelo DEM (quatro cidades no primeiro turno e duas disputas no segundo). A atenção sobre os democratas está em São Paulo, onde a sigla disputa para valer pela primeira vez em sua história. A capital paulista é considerada a jóia da coroa por todos os partidos -pela exposição nacional e por causa do número de eleitores (8,2 milhões).<br />
Junto nesse grupo intermediário de partidos nos grandes centros estão o PSB (três prefeitos eleitos no primeiro turno e outros seis em disputa agora), PDT (quatro primeiros turnos e um no segundo) e PP (três no último domingo e outros três em disputa no final do mês).<br />
Na parte de baixo da tabela, várias siglas pequenas se esforçam para aparecer, mas sempre de maneira isolada. O caso mais notório desta vez é o PV, que já elegeu a prefeita Micarla de Souza, em Natal (RN), e disputa pela primeira vez a Prefeitura do Rio, com o deputado federal Fernando Gabeira.<br />
<strong><br />
Segundos turnos</strong><br />
Das 79 cidades grandes e capitais, 50 liqüidaram a eleição no domingo durante o primeiro turno. Em 29 municípios a definição foi para o segundo turno. Entre as 26 capitais, 15 já têm os seus prefeitos definidos.<br />
O PT já está com seis capitais. PMDB, PSDB e PSB garantiram duas cada. PC do B, PP, e PV tem, até agora, uma capital cada um.</p>
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		<title>A 1° macrometrópole do hemisfério sul</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/08/a-primeira-macrometropole-do-hemisferio-sul/</link>
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		<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 13:06:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Uma macrometrópole de R$ 475 bilhões
A mancha urbana cresceu a ponto de emendar São Paulo a Campinas, uniu 65 municípios e hoje abriga 12% da população brasileira.


São Paulo e Campinas formam a maior mancha urbana do Hemisfério Sul, responsável por 22% do PIB brasileiro
ulo e Campinas formam a maior mancha urbana do Hemisfério Sul, responsável [...]]]></description>
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<h3 align="center"><a href="http://www.estadao.com.br/megacidades/sp_mancha.shtm"><span style="color: #ffba00; font-size: 30px; font-weight: bold; margin-left: 10px">Uma macrometrópole de R$ 475 bilhões</span></a></h3>
<p><strong>A mancha urbana cresceu a ponto de emendar São Paulo a Campinas, uniu 65 municípios e hoje abriga 12% da população brasileira.</strong></p>
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<h3><strong><br />
São Paulo e Campinas formam a maior mancha urbana do Hemisfério Sul, responsável por 22% do PIB brasileiro</strong></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://www.estadao.com.br/megacidades/sp_mancha.shtm"><span style="color: #ffffff; font-size: 12px; font-weight: bold; margin-left: 11px">ulo e Campinas formam a maior mancha urbana do Hemisfério Sul, responsável por 22% do PIB brasileiro</span></a></div>
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<div style="text-align: center"><a href="http://www.estadao.com.br/megacidades/sp_mancha.shtm"><span style="color: #ffffff; font-size: 12px; font-weight: bold; margin-left: 11px"></span></a></div>
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<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/megacidades/img/sp_home.jpg" alt="A imagem “http://www.estadao.com.br/megacidades/img/sp_home.jpg” contém erros e não pode ser exibida." height="160" width="547" /></div>
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<p style="background-color: #ffff99"><strong>Diego Zanchetta &#8211; O ESTADO DE SÃO PAULO</strong></p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
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<div class="flashDestaque"> 							<!-- ALTERAR IMAGEM DA MATÉRIA --></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/megacidades/img/sp_mancha.jpg" height="311" width="536" /></div>
<p><!--/ALTERAR IMAGEM DA MATÉRIA --></div>
</div>
<p>Em 1722, o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, que herdou o nome do pai, o lendário Anhangüera, deixou a cidade de São Paulo com uma tropa de 152 homens armados, 2 religiosos e 39 cavalos.Por cinco dias, embrenhou-se na mata fechada até achar um lugarejo que virou ponto estratégico para tropeiros ávidos em chegar ao sertão das minas de ouro de Goiás e Mato Grosso. Essa parada, 23 anos depois, foi batizada de Campinas. Hoje o antigo &#8220;Caminho dos Goiases&#8221;, a trilha de 102 quilômetros aberta pelo bandeirante, virou uma coisa só: a primeira macrometrópole do Hemisfério Sul, uma mancha urbana de 22 milhões de habitantes.</p>
<p>São <a href="http://www.estadao.com.br/megacidades/sp_transito.shtm">300 mil veículos que circulam</a> todo dia pelo complexo rodoviário mais movimentado de São Paulo, as Rodovias Anhangüera e Bandeirantes. No entremeio fica o parque industrial mais rico do País, que responde por 65,3% do Produto Interno Bruto estadual ou 22,1% do nacional, uma economia de R$ 475 bilhões. Estudo da <a href="http://www.emplasa.sp.gov.br/portalemplasa/index.asp" target="_blank">Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa)</a>, com base em imagens de satélite do <a href="http://www.inpe.br/" target="_blank">Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)</a> e obtido com exclusividade pelo <strong>Estado</strong>, indica que entre os dois aglomerados urbanos não há mais que meros 14 km entre bairros com o mínimo de 72 moradias, conceito mundial para definir uma macrometrópole, a junção de duas regiões metropolitanas.</p>
<p><span id="more-6530"></span></p>
<p>Os 65 municípios localizados às margens ou bem próximos das duas rodovias estão ligados. Em cada grupo de 100 brasileiros, 12 moram nessa mancha. Sua extensão de 11.698 quilômetros quadrados equivale a 0,27% do território brasileiro, mas abriga mais gente do que países como Chile, Bélgica e Holanda. &#8220;Hoje não temos uma rodovia, mas uma avenida urbanizada ao longo da Via Anhangüera&#8221;, afirma o arquiteto Nestor Goulart Reis, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da <a href="http://www4.usp.br/" target="_blank">Universidade de São Paulo (USP)</a>, autor do estudo <em>Urbanização Dispersa e Novas Formas de Tecido Urbano</em>. &#8220;O cotidiano das famílias pode se organizar dentro desses 100 quilômetros.&#8221;</p>
<p>O casal Henrique Sana, de 24 anos, e Fernanda Campos, de 26, trocou a Rua Pedroso Alvarenga, no movimentado Itaim-Bibi, na zona sul paulistana, pelo bairro do Cambuí, em Campinas. Nessa decisão pesaram três fatores. Primeiro, o fato de morar melhor gastando menos &#8211; no interior, o valor do metro quadrado construído chega a quase metade do preço do de um bairro paulistano como Moema. Depois, pela proximidade com o trabalho de Fernanda, supervisora comercial no Aeroporto de Viracopos, maior terminal de cargas do País. Mas, acima de tudo, qualidade de vida superior. Henrique, analista de sistemas, manteve o emprego na capital, para onde vai três dias por semana, de ônibus fretado; nos outros dois, dá expediente em Jundiaí, quando tira o automóvel da garagem.</p>
<p>&#8220;Estamos o tempo todo na estrada, mas isso não é ruim&#8221;, diz Henrique. &#8220;Chegamos em casa à noite e ainda temos pique de pegar o carro e ir para um barzinho ou a um cinema. Em São Paulo, perdia uma hora e meia no trânsito, chegava esgotado e só queria dormir.&#8221; Como parte dos clientes de Fernanda é de São Paulo, ela precisa de dois aparelhos celulares, um para cada cidade. Mas o casal já se acostumou a se movimentar de carro, aproveitando o que cada metrópole ou município vizinho tem de melhor. Ir a restaurantes, sorveterias, cinemas, rever os amigos na capital e visitar a família dela, no interior, tudo isso se transformou em prazer.</p>
<p>A formação da macrometrópole só foi possível graças a uma série de progressos da engenharia moderna. No início do século 20 surgiu a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, cujos trens foram responsáveis pelo escoamento do café produzido em isoladas fazendas do interior. Como em todo o Estado, a riqueza cafeeira forjou a urbanização no entorno. No fim da década de 1940, a Via Anhangüera, ainda de terra, se firmava como importante corredor comercial, mas só ligava São Paulo a Jundiaí. Nos anos 1960, veio o inevitável asfaltamento da rodovia, que reduziu em uma hora o percurso. Na década seguinte, indústrias da capital e multinacionais decidiram abrir sedes e galpões ao longo da estrada &#8211; um pouco para fugir dos caros aluguéis, outro tanto pelo surgimento de um mercado em franca expansão, a rica região do oeste paulista.</p>
<p>Com mais empregos, aumentou o fluxo migratório da classe média para as cidades menores do interior. Proliferaram os condomínios fechados, erguidos sobre terrenos de baixo custo, ao longo de estradas vicinais. Esse processo foi reduzindo a distância física entre os municípios, e se acentuou ainda mais com a conclusão da Rodovia dos Bandeirantes, em 1978. A estrada expressa, considerada a melhor do País pela Confederação Nacional do Transporte, intensificou o fluxo do trans-porte de cargas e de pessoas, condizente com a nova dimensão econômica de São Paulo e Campinas. A partir da segunda metade dos anos 1980, a pujança virou ímã para uma classe média operária, migrantes nordestinos e desempregados da capital. Terrenos públicos ao longo da rodovia foram invadidos, na periferia das cidades menores. Formaram-se bairros com ruas em chão de terra, alguns que começam em um município e terminam em outro, como as ocupações dos últimos anos na Estrada de Santa Inês, zona norte, área limítrofe com Caieiras e Mairiporã. Em todos, um ponto em comum: ausência do poder público. O Jardim Amanda, em Hortolândia, por exemplo, espera por saneamento básico e asfalto desde a invasão, há 20 anos.</p>
<p>É justamente esse inchaço no miolo da mancha urbana que preocupa, agora, urbanistas e governantes. <a href="http://www.estadao.com.br/megacidades/sp_mancha2.shtm">Há uma massa de famílias pobres que não pára de migrar para bairros como o Distrito Anhangüera</a>, na zona norte de São Paulo. A população cresceu 176% entre 1996 e 2007, segundo a <a href="http://www.seade.gov.br/" target="_blank">Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade)</a>. Um crescimento 14 vezes maior que o da capital, de 12,1%.</p>
<p>A explosão demográfica ganha contornos e rostos como o do ajudante de obras Sebastião Floriano, de 40 anos. Em 1989, ele deixou a praia de Paracuru, no Ceará, para morar no Grajaú, zona sul paulistana, onde pagava R$ 400 de aluguel por um barraco. Até que, em 2001, a convite de um primo, Floriano levou a mulher, Maria, e dois filhos para viverem em Barueri. O município cresceu 60,6% de 96 a 2007, saltando de 170 mil para 273 mil habitantes. Em pouco tempo o pedreiro virou o &#8220;feliz&#8221; mutuário de um conjunto habitacional, construído no terreno que ele e centenas de outras pessoas invadiram e, posteriormente, foi desapropriado pela prefeitura. &#8220;Já chamei mais dois primos, está vindo todo mundo&#8221;, diz. &#8220;Pode ver, a cidade é bem mais sossegada, não tem aquela bandidagem nas ruas à noite.&#8221; Eles não se importam com os longos deslocamentos que têm de fazer para trabalhar. Maria recorre ao ônibus intermunicipal para ir ao bairro da Pompéia, zona oeste da capital, onde é doméstica. Ele vai com o próprio carro (um Chevette 1977, que guarda na garagem de um amigo) até a estação ferroviária e segue de trem e metrô para uma construtora na Vila Carrão, na zona leste. &#8220;Não tenho como ganhar aqui o que ganho em São Paulo. Mas meus filhos estudam em escola boa, da prefeitura, enquanto no Grajaú nunca tinha vaga&#8221;, conta ele.</p>
<p>Segundo o arquiteto e urbanista Mário Barreiros, da Emplasa, o crescimento da macrometrópole remete às highways, as largas estradas dos Estados Unidos: o condomínio, a universidade um pouco à frente, alguns quilômetros adiante o shopping, ao lado a favela e, entre eles, só a rodovia. &#8220;A urbanização dispersa gera novas preocupações, como a distribuição de água, coleta de lixo e transporte público. Num ambiente fragmentado, esses serviços são mais difíceis de serem implementados&#8221;, explica.</p>
<p>A Emplasa, órgão vinculado ao governo estadual, foi criada em 1975 justamente para apoiar prefeituras e entidades públicas e privadas na busca de soluções integradas na mancha urbana. Mas, na visão do arquiteto Nestor Goulart Reis, da USP, isso jamais ocorreu. &#8220;A Emplasa nunca conseguiu construir um envolvimento dos prefeitos para a adoção de medidas conjuntas que pudessem trazer benefícios em comum para as regiões&#8221;, critica. &#8220;Não existe uma gestão homogênea.&#8221;</p>
<p>Hortolândia se expandiu no embalo do crescimento de Campinas. Tinha 80 mil habitantes no início dos anos 1990, quando incentivou a instalação de um pólo farmacêutico e tecnológico. Empresas como IBM, Belgo Mineira e Dell construíram sedes em áreas estratégicas a 30 quilômetros do Aeroporto de Viracopos e às margens do anel viário formado pelas Rodovias Anhangüera, Bandeirantes, D. Pedro I e o ainda incompleto Rodoanel. Atraídas pela perspectiva de emprego, milhares de famílias de baixa renda de cidades vizinhas, como Sumaré e Nova Odessa, começaram a invadir terrenos de Hortolândia, os mesmos que a prefeitura queria negociar com o mercado industrial. Não absorvidas pelas indústrias, acabaram formando um bolsão de miséria numa das regiões mais ricas do País. Segundo o Censo de 2007, o município tem 191 mil habitantes, que ocupam 62,3 km2.</p>
<p>Com a transferência de presos da antiga Casa de Detenção da capital para o complexo de presídios Campinas-Hortolândia, a partir de 2001, a situação se deteriorou. Hoje, são 7 mil detentos. Famílias de presos passaram a se instalar em invasões sem estrutura alguma. Os dejetos dos presídios escorrem a céu aberto, matando o Ribeirão Jacuba, principal manancial da cidade. &#8220;Você não acredita no tamanho das ratazanas que saem desse córrego à noite. Do meu quarto dá para ouvir elas andando na rua de terra&#8221;, conta o carpinteiro Francisco Antônio de Oliveira, de 78 anos, tido como &#8220;zelador&#8221; da Vila Conquista. Uma estação de tratamento de esgoto está sendo construída e a prefeitura investe na reurbanização de bairros antes considerados invasões.</p>
<p>Se as obras viárias permitem que a mancha urbana vire uma macrometrópole, as cidades ainda padecem de falta de planejamento e de soluções eficientes para problemas urbanos. São municípios ligados, mas não conectados. &#8220;As regiões não possuem modos de vida integrados. Ao contrário, têm muitas especificidades. O morador de Sumaré, na maioria das vezes, não tem nenhum contato com o de São Paulo&#8221;, pondera o sociólogo Ricardo Ojima, do Núcleo de Estudos de População da Universidade Estadual de Campinas. Nas imagens de satélite, percebe-se que a desconcentração da capital se deu num raio de 150 quilômetros. &#8220;A indústria não queria se distanciar da estrutura de suporte logístico oferecida pela metrópole, nem da comodidade para o escoamento das mercadorias pelo Porto de Santos&#8221;, aponta a pesquisadora do Inpe, Cláudia Maria de Almeida.</p>
<p>Na última década, empresas como Coca-Cola, Pepsi e AGA se instalaram no miolo da mancha urbana, na estrada que liga Jundiaí a Cabreúva, formando um dinâmico corredor empresarial. A multinacional holandesa Akzo Nobel, fabricante de tintas, montou sua fábrica no parque industrial e passou a exigir mão-de-obra local e de fora. O paulistano Adenilson Araújo, de 50 anos, foi um dos contratados. Para ficar perto do trabalho, mudou-se para um condomínio fechado na Serra do Japi, em Jundiaí e uma das últimas reservas de mata atlântica. &#8220;Foi uma excelente opção. Hoje, eu, minha esposa e meus dois filhos temos vidas bem mais tranqüilas&#8221;, anima-se o gerente de Recursos Humanos. A filha Ana Carolina, de 23, conseguiu emprego na IBM de Hortolândia, e usa todos os dias a Rodovia dos Bandeirantes para ir trabalhar.</p>
<p>Na projeção da Emplasa, a macrometrópole deverá ser ainda maior com a conurbação de São Paulo e Campinas com a Baixada Santista, o Vale do Paraíba e a região Piracicaba-Limeira, totalizando 28 milhões de habitantes em 102 municípios. É questão de alguns anos para a mancha urbana pôr os pés na areia. &#8220;Pensávamos que Lagos, capital da Nigéria, seria a primeira macrometrópole do Hemisfério Sul, mas o que se observa entre São Paulo e Campinas é a sinergia entre estruturas de serviços e transportes que ainda não existe em países populosos da África&#8221;, diz Jurandir Fernandes, presidente da Emplasa. À frente da macrometrópole brasileira estão as regiões de Tóquio-Kobe, a chinesa Xangai e Cidade do México.</p>
<p>&#8220;Uma macrometrópole que tem quatro aeroportos (Congonhas, Cumbica, Viracopos e Jundiaí) não pode ficar desprovida de ferrovias usadas por trabalhadores&#8221;, adverte Fernandes. Hoje, os trens chegam até Jundiaí e o expresso para ligar Campinas à capital deve virar realidade só depois de 2012. A tendência de São Paulo se ligar ao Rio também é acentuada, mas não se verifica a existência de uma macrometrópole entre elas &#8211; ainda. Nos quase 600 quilômetros que as separam, há espaços de até 23 quilômetros sem interligação &#8211; como entre Queluz (SP) e Resende (RJ).</p>
<p>As características da macrometrópole foram concebidas no começo do século 20 pelo escocês Patrick Geddes para definir o ajuntamento urbano que cobria parte do noroeste dos Estados Unidos. Esses ajuntamentos tinham para Geddes, considerado o pai do planejamento urbano, um caráter &#8220;apocalíptico&#8221;. No polêmico estudo Bos-Wash, referindo-se à conurbação entre Boston e Washington, ele afirmava que as metrópoles estavam fadadas à destruição, tornando-se &#8220;necrópoles&#8221;, cidades mortas. Hoje, o que se observa é a crescente migração para grandes centros urbanos. Aos governantes e cidadãos cabe evitar o &#8220;risco de morte&#8221; anunciado no século passado pelo escocês.</p>
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		<title>No interior, uma vida bem melhor</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 10:28:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Indaiatuba &#8211; SP
Liana Melo, Ludmilla de Lima e Paulo Marqueiro &#8211; O Globo
O desenvolvimento humano, econômico e social do país caminha em direção às cidades do interior. São os municípios com menos de 300 mil habitantes que estão liderando as estatísticas de geração de emprego e renda, saúde e educação. De uma lista de 5.559, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/08/no-interior-uma-vida-bem-melhor/6528/" rel="attachment wp-att-6528" title="indaiatuba_sp.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/08/indaiatuba_sp.jpg" alt="indaiatuba_sp.jpg" /></a><br />
<em>Indaiatuba &#8211; SP</em></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Liana Melo, Ludmilla de Lima e Paulo Marqueiro &#8211; O Globo</strong></p>
<p>O desenvolvimento humano, econômico e social do país caminha em direção às cidades do interior. São os municípios com menos de 300 mil habitantes que estão liderando as estatísticas de geração de emprego e renda, saúde e educação. De uma lista de 5.559, os cem primeiros são quase todos do interior. As exceções são Curitiba e Vitória, que ocupam a 72ª e a 82ª posições, respectivamente.</p>
<p>Indaiatuba, na região de Campinas, em São Paulo, é considerado o município que oferece os melhores indicadores de desenvolvimento humano.</p>
<p>O extremo oposto é a baiana Santa Brígida, que ficou na lanterna.</p>
<p>No grupo dos cem, 87 são de São Paulo. E há apenas duas cidades fluminenses: Macaé e Niterói.</p>
<p>Esse é o retrato feito pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) na primeira pesquisa Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM). O estado de São Paulo se destacou, sobretudo, pelos indicadores de educação, que acabaram puxando para cima os resultados de emprego e saúde. A pesquisa da Firjan comparou dados de 2005 com os de 2000. Em 2000, Vitória e Brasília eram as capitais entre os cem melhores colocados.</p>
<p>Ou seja, 98 cidades do interior também dominavam o ranking.</p>
<p>— Quanto maior o nível de educação, maior o de saúde — avalia Antonio Ivo de Carvalho, diretor da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), afirmando que os serviços de saúde estão melhorando nos municípios devido à descentralização do Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>Ainda no grupo dos cem melhores, o Nordeste ficou fora. Mas, dos 500 piores municípios em desenvolvimento humano, 421 ficam na região. Na lista dos 500 melhores, Sul e Sudeste lideram.</p>
<p>— Há indicativos nessa pesquisa de que o desenvolvimento econômico tem tido um movimento de interiorização em direção a cidades pequenas e médias — avalia Sérgio Besserman, presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), que, como ex-presidente do IBGE, está convencido de que uma confirmação inquestionável dessa conclusão da Firjan apenas poderá ser possível em 2010, na divulgação do próximo Censo.</p>
<p><font size="4"><strong>Municípios pobres têm salto em renda</strong></font></p>
<p>Embora a liderança da pesquisa tenha ficado com Indaiatuba, que tem índice de 0,9368 — quanto mais perto de um, melhor —, a capital de São Paulo ocupa a 109aposição (com 0,8499). O Rio de Janeiro está em 157olugar, com 0,7793. É que a melhora no índice observada nas capitais, de 16,6%, foi menos intensa do que a média dos municípios brasileiros, de 19,7%.</p>
<p>Segundo o economista André Urani, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), São Paulo e Rio, as duas grandes metrópoles brasileiras, vivem uma crise, o que explica, em parte, o sucesso das capitais do Paraná e Espírito Santo, que foram beneficiadas pela continuidade de políticas públicas eficientes: — Curitiba e Vitória estão se desenvolvendo e aprendendo com os erros de São Paulo e do Rio. As duas apresentam um crescimento econômico associado a boas políticas sociais e de urbanismo. Mesmo tendo problemas típicos de capitais, as dificuldades nessas cidades são menos agudas em relação ao resto do país.</p>
<p>Apesar de a pesquisa indicar que o abismo entre Norte e Sul do país permanece, o IFDM detectou variações positivas nos municípios mais pobres, entre 2000 e 2005. O maior salto foi registrado em Capitão Gervásio Oliveira, no Piauí.</p>
<p>— A principal explicação para os saltos registrados no Nordeste vem do Bolsa Família, que é responsável pelos avanços, sobretudo em renda — explica Augusto Franco, diretorgeral da Firjan e responsável pela pesquisa.</p>
<p>Urani ressalta que a iniciativa privada também passou a olhar, sem distinção, o interior do país.</p>
<p>Um atrativo é o mercado consumidor crescente entre as classes mais baixas, impulsionado pelas políticas sociais.</p>
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		<title>Brasil caipira</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 19:26:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
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		<description><![CDATA[ Zuenir Ventura &#8211; O Globo
Quando a gente viaja por algumas regiões, como tenho feito, nota que um novo “mapa” do Brasil está sendo redesenhado.
Ele é chamado de “Brasil rural”, “sertanejo” ou, com um certo desprezo preconceituoso, de “Brasil caipira”. A economia já é capaz de mostrá-lo com números e dados, e um jornal estrangeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"><strong> Zuenir Ventura &#8211; O Globo</strong></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/brasil-caipira/5991/" rel="attachment wp-att-5991" title="zuenir.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/06/zuenir.jpg" alt="zuenir.jpg" align="left" /></a>Quando a gente viaja por algumas regiões, como tenho feito, nota que um novo “mapa” do Brasil está sendo redesenhado.</p>
<p>Ele é chamado de “Brasil rural”, “sertanejo” ou, com um certo desprezo preconceituoso, de “Brasil caipira”. A economia já é capaz de mostrá-lo com números e dados, e um jornal estrangeiro disse que ele está trocando nossos estereótipos: “O país do carnaval, do samba, do futebol, do café e da caipirinha já tem outro símbolo por bandeira: a cana-de-açúcar.” Só falta um daqueles mergulhos do repórter José Casado e uma das sacações de Roberto DaMatta para revelar o que uma crônica impressionista como esta não consegue: as dimensões antropológicas e culturais do fenômeno.</p>
<p>Esse mundo do “interior” (o “centro” somos nós, claro) não tem nada a ver com os hábitos da época de jeca-tatu e nem com a proposta hippie de volta nostálgica (“quero uma casa no campo”). Ele está conectado com a cidade, dispõe de uma oferta cultural variada e pratica um consumo eclético. Há uma elite que acessa a internet, vê filmes em DVD, compra livros e freqüenta restaurantes sofisticados.</p>
<p>Numa noite ouvi em Ribeirão Preto a multidão na praça cantando orgulhosa “Romaria”, com Renato Teixeira (“Sou caipira, pirapora”), e dois dias depois, em Goiânia, assisti a um show de Bossa Nova num teatro de 800 lugares, superlotado. Miele, Leni Andrade, Fernanda Takai, Toquinho, quase não precisaram cantar. O público fazia por eles, inclusive quando eram 74 versos, como em “Aquarela” (“Numa folha qualquer/eu desenho um sol amarelo”).</p>
<p>Ver o teatro inteiro entoar a música, e Toquinho, o autor com Vinícius, acompanhar apenas com gestos, foi um espetáculo à parte. As pessoas riam das histórias de Miele sobre Bossa Nova com a intimidade de quem morasse em Ipanema ou Leblon.</p>
<p>No dia seguinte, lendo num jornal local que “a carne brasileira alimentará o mundo”, aprendi que as nossas exportações de “proteína vermelha” para 150 países saltaram em dez anos de 370 mil toneladas para 1,5 milhão. Almoçando com jovens professores, pude discutir questões da atualidade artística e cultural. O nosso etnocentrismo metido a besta se surpreende com isso, e às vezes tem vontade de dizer “que pena”, quando a menina linda de minissaia, parecendo saída de uma novela urbana da Globo, pronuncia “voilrta” e “poirlta”.</p>
<p>De noite, falei num auditório de mil lugares para alunos do Colégio Visão. Mais de duas horas não foram suficientes para atender à curiosidade insaciável daqueles adolescentes que queriam saber tudo sobre 1968, o país, a juventude, o jornalismo, a nova ordem mundial e, acreditem, a política.</p>
<p>Não sei no que vai dar esse novo ciclo do açúcar e da carne, mas vale a pena desviar um pouco o olhar do Sul-Maravilha e prestar atenção no “Brasil caipira”. Há vida inteligente, além de rica, fora do eixo Rio-São Paulo.</p>
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