13/12/2008 - 12:20h Ciência não usa crença como base, diz bióloga

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Folha SP

A bióloga Rute Maria Gonçalves de Andrade, diretora da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), diz que “de forma nenhuma” o criacionismo pode ser ensinado em aulas de ciências. Isso porque, afirma, “falta tudo” para que essa linha seja considerada ciência.

FOLHA – O criacionismo deve ser ensinado nas aulas de ciências nas escolas?
RUTE MARIA GONÇALVES DE ANDRADE
- De forma nenhuma, pois não é conhecimento científico.
Ninguém pode fazer, por exemplo, um experimento para provar a existência de Deus. E fazer experimentos é uma das bases da ciência.
Na ciência, não se pode usar como base a crença. Não posso dizer que um animal está em extinção porque eu simplesmente creio nisso. Na ciência, tem de haver método, o que os criacionistas não conseguem fazer.

FOLHA – O que a sra. acha de escolas que ensinam, juntos, evolucionismo e criacionismo?
ANDRADE
- Também acho errado. Claro que um aluno pode questionar sobre o criacionismo, mas o professor deve estar preparado para dizer que isso não é conhecimento científico.

FOLHA – Mas os criacionistas vêem falhas e criticam a teoria evolucionista.
ANDRADE
- É um absurdo.
Obviamente a teoria da evolução ainda não se esgotou, mas o que foi descoberto até agora foi pautado por métodos científicos. Quando se publica em revista científica, a metodologia é rigorosa e os procedimentos devem ser passíveis de reprodução.
Para o criacionismo, falta tudo isso. Apresentar esse modelo aos alunos é um prejuízo, pois ele ficam impedidos de ver o que é o conhecimento científico.

17/08/2008 - 15:23h Educação: O boletim das cotas raciais

Cotistas da UnB têm rendimento melhor do que os demais alunos na área de Humanas, mas suas notas são piores em Exatas

 

Ana Beatriz Magno – Correio Braziliense

Fotos: Edilson Rodrigues/CB/D.A Press
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Felipe, da engenharia mecatrônica, tem dificuldades para acompanhar o terceiro semestre do curso

 

 

 

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Depois de reprovar no sistema universal, Lucas optou pelas cotas para passar em relações internacionais

 

 

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Laila Antunes, da enfermagem, não sente vergonha de ser uma cotista: “Minhas notas são boas”

 

 

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Lúcio, da engenharia mecânica, vincula o desempenho na UnB à qualidade da educação fundamental

 

 

 

Laila Ramos Antunes cumpre na pele a sina de seu nome. “Laila significa negra como a noite”, diz a moça de 21 anos, aluna do terceiro semestre de enfermagem na Universidade de Brasília. “Entrei pelas cotas e não tenho vergonha disso. Não tive o privilégio de estudar em colégios particulares caros nem venho para o câmpus de carrão”.

Ela vai e volta de ônibus, mora no Guará, usa óculos espelhados, tem cabelo de trançinhas rastafári e convive com uma vontade engasgada de estudar medicina. “Eu tentei três anos e não passei. Desisti, entrei na enfermagem e estou conseguindo entender as aulas com alguma tranqüilidade. Minhas notas são boas”, explica.

A dificuldade de Laila para entrar na UnB e sua facilidade em acompanhar o curso retratam o resultado de uma pesquisa inédita coordenada pelo professor Jacques Velloso, da Faculdade de Educação. Ele compara o desempenho acadêmico dos estudantes cotistas e não-cotistas desde 2004, quando o programa de cotas raciais foi criado, e mostra que a performance dos alunos varia de acordo com a faculdade escolhida.

As notas dos estudantes da área de Saúde, por exemplo, não têm cor. Cotistas e não-cotistas empatam. “São cursos muito disputados no vestibular. O nível de quem entra é muito alto independentemente das cotas e, por isso, durante a faculdade as notas são muito parecidas”, explica o educador Jacques Velloso. “Esse empate ocorre em um terço dos 62 departamentos da UnB”.

Os cotistas empatam com os não-cotistas na Saúde, ganham nas Humanidades e perdem nas Exatas. “Nas Exatas, o aluno precisa de base forte em matemática e física.Essa base ainda é fraca nas escolas públicas de onde vem a maioria de quem entra pelas cotas”, analisa a pedagoga Claudete Batista Cardoso, 27 anos. “Já nos cursos de Humanas, os alunos cotistas podem usar sua experiência social e cultural para obter um bom rendimento acadêmico”, completa Jacques Velloso.

Velloso orientou a dissertação de mestrado de Claudete defendida em maio passado sobre as chamadas políticas de ação afirmativa — aquelas que pretendem compensar séculos de exclusão social, com a concessão de alguns benefícios. Podem ser por raça, por renda familiar, por local de estudo.A UnB optou pelo programa de cotas raciais e há quatro anos garante 20% das vagas no vestibular para afrodescendentes.

Todos têm que comprovar suas raízes. As facilidades, no entanto, acabam no momento da matrícula. “No meu trabalho tentei mostrar que não basta criar o programa de cotas para a entrada na universidade”, analisa Claudete, integrante da equipe de pesquisa de Jacques Velloso. “Os dirigentes da UnB precisam dar mais atenção a esses estudantes depois que eles entram, justamente para ajudar os que têm as notas menores e sofrem pela falta de base no ensino fundamental.”

Felipe Guimarães de Oliveira, 20 anos, morador de Samambaia, sofre para acompanhar o terceiro semestre de engenharia mecatrônica — curso difícil de entrar e dificílimo de terminar: menos de 10% dos alunos conseguem atravessar os cinco anos de faculdade sem ser reprovado em alguma matéria pelo menos uma vez. Felipe bombou já no primeiro período. Foi reprovado em cálculo 1, o bicho-papão dos calouros de Exatas.

“Eu ralo muito. Sempre estudei em colégio público. Era bom aluno, mas já nas primeiras semanas de UnB percebi que eu estava muito distante dos meus colegas. Meus hábitos de estudos eram fracos, me faltava disciplina. Estou tentando me adaptar”, diz Felipe. “Meus pais não têm curso superior. Sou uma exceção aqui dentro. Não é só na cor. É em tudo”.

O rapaz viaja duas horas de ônibus para ir e voltar do câmpus, não fez cursinho nem tem laptop. “Isso tudo influencia. Acho que a universidade deveria ter um programa de reforço acadêmico para nós, cotistas. Às vezes, a reitoria manda umas cartinhas, mas é só isso”, lamenta.

A direção da UnB reconhece que há falhas no programa de cotas. “Estamos tentando reestruturá-lo. Antes, ele era ligado ao gabinete do reitor. Agora, queremos vinculá-lo ao Decanato de Graduação”, explica o professor Luiz Gonzaga Motta, secretário de Comunicação da universidade. “O programa de cotas não pode ser uma jóia política do reitor. Tem que ter finalidades acadêmicas”, emenda Motta.

Humanidades

Se nas engenharias, as notas dos cotistas perdem até dois pontos em relação aos não-cotistas, em várias cursos de Humanas o resultado é inverso. “As diferenças não são tão grandes como na engenharia, mas mostram que o estudante de cota pode se superar quando tem a chance de entrar na universidade”, analisa a socióloga Maria Francisca Coellho, professora do departamento de sociologia. “Isso é bom, democratiza a universidade e investe num valor que vai além da competição.”

Lucas Augusto Santos Batista achou que não conseguiria ganhar a árdua competição para entrar no curso de relações internacionais. Tentou uma vez sem o apoio do programa de cotas. Não conseguiu. “Fiquei com medo de ser reprovado mais uma vez e me inscrevi como cotista. Sou negro, mas não sou pobre. Moro no Plano Piloto e sempre estudei em colégio particular”, diz o rapaz de 18 anos, no terceiro semestre de relações internacionais. “Quero ser diplomata. Não estou com dificuldades na faculdade.”

As pesquisas do professor Velloso mostram que o temor de Lucas não é despropositado.Sem as cotas, um jovem negro teria menos da metade das chances de entrar na faculdade do que com as cotas. “É inegável que o programa tem seus méritos, mas mesmo assim eu discordo das cotas. Só está entrando uma elite negra na universidade, o que desperta uma rivalidade racial dentro do câmpus”, pondera o professor de relações internacionais Paulo Nascimento. “Acho muito mais interessante um programa que beneficie os alunos das escolas públicas, independentemente de suas raças.”

“Lógico que também seria interessante se tivéssemos cotas para os colégios públicos, mas não podemos descartar o que já conquistamos em matéria de democratização do acesso com as cotas raciais. Elas melhoraram a universidade”, rebate a socióloga Maria Francisca.Em matéria de dedicação dos estudantes, os números a apóiam. Os alunos cotistas abandonam menos os cursos. Em 2005, por exemplo, enquanto a evasão dos não-cotistas ficou em 16%, a dos cotistas não passou de 10%.

“Mas no geral, os dados mostram que as cotas correspondem a uma correção necessária para melhorar o acesso à universidade, porém seus resultados são muito pequenos para corrigir as desigualdades sociais e raciais do país”, conclui o educador Jacques Velloso. “Sou de cota, mas sou bom. Sou bom porque tive uma educação fundamental boa. Isso é uma exceção para os cotistas, mas não é um problema dos cotistas. É um problema do Brasil”, ensina o futuro engenheiro mecânico Lúcio Gomes Nascimento, de 19 anos.

APROVEITAMENTO Em um terço dos 62 cursos da UnB não há diferença entre o rendimento acadêmico de cotistas e não-cotistas

EVASÃO ESCOLAR 16% dos estudantes que entraram na UnB sem cotas em 2005 abandonaram o curso. Entre os cotistas esse percentual foi de 10%

HUMANIDADES As notas dos cotistas em 2005 superaram as dos não-cotistas em 18 cursos CHANCES Em 2006, as chances de um aluno negro entrar num curso de ciências humanas sem cotas eram de 9% com as cotas, as chances pularam para 20%

CIÊNCIAS EXATAS Em 2006, as chances de um estudante negro entrar num curso de ciências exatas sem cotas eram de 7% Com as cotas, as chances pularam para 20% ENGENHARIA Numa escala de 1 a 5, a média dos estudantes não-cotistas de engenharia civil em 2006 foi 3,6 entre os alunos cotistas, a nota foi 2,5

SAÚDE Em 2006, as chances de um estudante negro entrar num curso de ciências da saúde, eram de 10% com as cotas, as chances pularam para 20% MEDICINA Em 2006, o rendimento dos estudantes cotistas no curso de medicina foi igual ao dos não-cotistas

30/01/2008 - 20:43h The Repeater

*The Wild Side

Here’s an evolutionist’s dream: 10,000 planet Earths, starting from the same point at the same time, and left to their own devices for four and a half billion years. What would happen? Could you go on safari from one planet to the next seeing an endless procession of wildly different organisms? Or would many of the planets be home to life forms that are broadly similar?

The conventional answer to this question — the one championed by the late Stephen Jay Gould, for example — is that chance events, from mutations to asteroids, play such a large role in evolution that each of the planets would be totally different. And probably, after four and a half billion years, they would be. I wish we could do the experiment, though. It might hold some surprises.Looking around the Earth, it’s striking how often similar traits evolve in similar environments. So: birds living on remote islands typically lose the power of flight. Males in species (be they chimpanzees or yellow dung flies) where females are promiscuous tend to evolve high sperm counts and large testes. Animals that live in caves lose their eyes and their color: whether they live in Rwanda or Romania, they’re a pallid, blind lot, the troglodytes. Mammals that specialize on eating leaves — be they cows or langurs (that’s a monkey) — have evolved foreguts where bacteria break down the leaves, as well as special enzymes to help with digestion. Amazingly, the same phenomena are also seen in the hoatzin, a leaf-eating bird from South America. In short, evolution has a remarkable tendency to repeat itself.That this happens has been known for decades. But now we’re unpicking the genetic basis for the repetitions. And the startling thing is, evolution often repeats itself at the genetic level, too.


Alizarin Red stained sticklebacks. Credit: Pamela Colosimo and David Kingsley, Stanford University.

As an example, take three-spine sticklebacks (Gasterosteus aculeatus). These little fish usually live in the ocean, but like salmon, they come into rivers to spawn. As the glaciers retreated at the end of the last ice age — a process that went on between ten and twenty thousand years ago — a series of lakes began to form in the northern hemisphere, and the sticklebacks moved into them. Initially, the lakes would have been linked to the oceans by streams and rivers, but as the glaciers retreated, the land rose up (ice is heavy), and the exits to the lakes closed, leaving the sticklebacks in each lake marooned and isolated. And so the animals stuck there began evolving to live exclusively in freshwater.

Which is a real-life version of the evolutionist’s dream: each lake is an evolutionary experiment, a natural laboratory. Because there are so many lakes, the experiment has been repeated many times; and because we know the ages of the lakes, we know roughly how long each experiment has been going on. And sure enough, fish in different lakes have evolved a variety of similar features, repeatedly and independently.


Drawing of marine sticklebacks. Credit: David Kingsley, Stanford University (based on Cuvier & Valenciennes, 1829).

Marine sticklebacks, for example, boast body armor: from head to tail, they are covered in rows of bony plates. Many freshwater sticklebacks have lost these. In marine sticklebacks, the pelvis is a complicated affair that comes complete with a pair of long spines. In some freshwater populations, individuals have a much reduced, lopsided pelvic structure. In others, they have just a remnant, a small, lopsided bone: the ghost of pelvis past.


Mutations to a gene called Ectodysplasin have been implicated as the major culprit in loss of armor; another gene, Pitx1, has been fingered as the main agent of pelvis reduction. Yet the means by which the two genes have effected their changes are different.

Take Ectodysplasin first. In this case, a rare version of the gene exists at a low frequency in marine sticklebacks. Two copies of the rare version (you inherit one from each of your parents), and you have no plates. Two copies of the regular version, and you have all the plates. But if you have one of each, the sort of armor you have can vary. Some individuals will have all their plates. Others will have a sort of half-armor.

What seems to have happened is that when sticklebacks invaded each lake, some of the invaders carried this rare version with them. In the ocean, being without body armor is deadly: it makes you vulnerable to predators. But lakes don’t have the same dangers as the ocean — and armor is heavy and makes you less agile. Thus, in these new environments, being without body armor conferred a significant advantage, and so in lake after lake, the rare variant of the gene swept through the population.

Let’s turn now to the ghostly pelvis. Pelvic loss is much less common than armor loss. But if you find sticklebacks that lack a pelvis, you can bet that they came from large, shallow lakes where the water is soft, there are no large fish that might act as predators, and the vegetation is dense. Soft water has little calcium, and you need calcium to make the pelvic spines. Shallow lakes that are thick with weeds are home to predators like dragonflies, which enjoy having a stickleback for breakfast. And whereas the spines are a defense against being eaten by other fish — trout, say, or pike — and can actually induce the predator to spit out the stickleback instead of trying to swallow it, insect predators catch sticklebacks by grabbing the spines.

The difference between having a spiky pelvis or not is influenced by the expression of several genes, but as I said earlier, the main agent seems to be a gene called Pitx1. In sticklebacks with a proper pelvis, this gene is turned on at several different places in the developing fish, including the head, the pituitary and the spots on the side of the body where the pelvis should form. In those without, Pitx1 is switched on everywhere except the pelvic region, and the pelvis doesn’t grow.

There are a couple of interesting things about this discovery. The first is that the molecular basis of the change from pelvis to no pelvis does not involve a mutation to the protein-coding region of the Pitx1 gene itself. In other words, the protein made from the gene hasn’t changed. What has changed is the way the gene is expressed. This is in contrast to the sorts of mutations one often reads about as being involved in evolution, which typically involve changes to the protein itself.

A second interesting feature of the stickleback pelvis is that — unlike the armor plates — the loss is probably due to mutations having occurred independently in the different populations. What’s more, changes to the use of Pitx1 are also implicated in pelvic loss in nine-spine sticklebacks (Pungitius pungitius) — yet nine-spine and three-spine sticklebacks have been going their own evolutionary ways for at least 10 million years. Mice that have been genetically engineered to lack Pitx1 have a suite of abnormalities, including crushed faces and abnormal pituitaries, that cause them to die young. Intriguingly, they also have a reduced pelvis and hind limbs, and as with the sticklebacks, the reduction is lopsided and shows a greater loss on the right than on the left.

Which makes you wonder. Manatees — those charming marine mammals that cavort in the Florida keys and the West Indies — have also lost their hind legs. All that’s left of their pelvis is a lopsided bone, smaller on the right than on the left. Could Pitx1 have been involved here, too? So far, no one knows for sure. But I’d put money on it.

The idea that the same gene could be involved in mediating evolution of the same trait in creatures as distantly related as mammals and fish is exciting. And — to give one last example — while the relation between Pitx1 and the manatee’s missing hind legs is speculative rather than proven, there is much stronger evidence that a gene called Kit ligand is involved in mediating the evolution of light skin color in both sticklebacks and people.

This gene is by no means the only one that affects human skin color; nonetheless, genetic differences in the regulatory regions of this gene have a significant effect on how light or dark your skin will be, or whether you have blond hair. In sticklebacks, meanwhile, pale skin often evolves in freshwater — perhaps as a disguise — and the change again maps to Kit ligand, and involves alterations in the way Kit ligand is expressed in particular tissues.

Here, I’ve focused on one particular version of the evolutionist’s dream. But there are many others. In northeastern Mexico, for instance, a small fish known as Astyanax has, on a number of occasions, taken up residence in caves: populations of the fish have been found in more than 25 caves, some of them hundreds of miles apart. This system, too, is giving us a glimpse of the genetics of repeated evolution.

And I haven’t even mentioned the hundreds of actual experiments — bacteria or yeasts evolving for generations in the laboratory. Yet all these systems show the same thing: at the genetic level, evolution is, to a remarkable extent, a repeater.

**********

NOTES:

Gould discussed the role of contingency in evolution in a number of books and articles, but see especially Gould, S. J. 2000. “Wonderful Life.” Vintage.

Examples of similar traits appearing in similar environments are numerous, and can be found in any textbook on evolution; but for details of the hoatzin, see Kornegay, J. R., Schilling, J. W., and Wilson, A. C.. 1994. “Molecular adaptation of a leaf-eating bird: stomach lysozyme of the hoatzin.” Molecular Biology and Evolution 11: 921-928.

For an excellent overview of evolution repeating itself at the genetic level, see Wood, T. E., Burke, J. M., and Rieseberg, L. H. 2005. “Parallel genotypic adaptation: when evolution repeats itself.” Genetica 123: 157-170.

For the genetics of armor inheritance, see Colosimo, P. F., Peichel, C. L., Nereng, K., Blackman, B. K., Shapiro, M. D., Schluter, D., and Kingsley, D. M. 2004. “The genetic architecture of parallel armor plate reduction in threespine sticklebacks.” PloS Biology 2: 635-641. For selective sweeps on Ectodysplasin, see Colosimo, P. F., Hosemann, K. E., Balabhadra, S., Villareal Jr, G., Dickson, M., Grimwood, J., Schmutz, J., Myers, R. M., Schluter, D., Kingsley, D. M. 2005. “Widespread parallel evolution in sticklebacks by repeated fixation of Ectodysplasin alleles.” Science 307: 1928-1933.

The forces that lead to loss of the pelvis in sticklebacks were described to me by Dr David Kingsley, of Stanford University, in a telephone conversation. For the role of Pitx1 in pelvic loss, see Shapiro, M. D., Marks, M. E., Peichel, C. L., Blackman, B. K., Nereng, K. S., Jonsson, B., Schulter, D., and Kingsley, D. M. 2004. “Genetic and developmental basis of evolutionary pelvic reduction in threespine sticklebacks.” Nature 428: 717-723. For the comparison between three-spine and nine-spine sticklebacks and the manatee, see Shapiro, J. D., Bell, M. A., and Kingsley, D. M. 2006. “Parallel genetic origins of pelvic reduction in vertebrates.” Proceedings of the National Academy of Sciences 103: 13753-13758.

For the evolution of pigmentation in sticklebacks and humans, see Miller, C. T., Beleza, S., Pollen, A. A., Schluter, D., Kittles, R. A., Shriver, M. D., and Kingsley, D. M. 2007. “cis-Regulatory changes in Kit ligand expression and parallel evolution of pigmentation in sticklebacks and humans.” Cell 131: 1179-1189.

For more about the Mexican cave fish Astyanax, see Protas, M. E., Hersey, C., Kochanek, D., Zhou, Y., Wilkens, H., Jeffery, W. R., Zon, L. I., Borowsky, R., and Tabin, C. J. 2006. “Genetic analysis of cavefish reveals molecular convergence in the evolution of albinism.” Nature Genetics 38: 107-111.

*About The Wild Side

Olivia Judson

Olivia Judson, an evolutionary biologist, is the author of “Dr. Tatiana’s Sex Advice to All Creation: The Definitive Guide to the Evolutionary Biology of Sex,” which was made into a three-part television program. Ms. Judson has been a reporter for The Economist and has written for a number of other publications, including Nature, The Financial Times, The Atlantic and Natural History. She is a research fellow in biology at Imperial College London.

17/01/2008 - 18:09h Bissexualidade feminina não é só uma fase de indecisão


girlskissgirls's photo de 08/12/07

REUTERS e AGENCIA ESTADO

NOVA YORK – Um estudo psicológico recém-publicado afirmou que a bissexualidade feminina não é uma fase de transição entre o heterossexualismo e o lesbianismo, mas sim uma orientação sexual específica.
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17/01/2008 - 17:19h Un test évaluant le risque d’avoir un cancer de la prostate sera bientôt proposé


Une opération du cancer de la prostate en décembre 2000. | AFP/WALTRAUD GRUBITZSCH
AFP/WALTRAUD GRUBITZSCH

Une opération du cancer de la prostate en décembre 2000.

Les hommes qui le souhaitent pourront bientôt avoir accès à un test, réalisé après prise de sang, qui évaluera s’ils sont ou non exposés à un risque supérieur à la moyenne d’être atteints d’un cancer de la prostate. Telle est la conclusion pratique d’un travail mené en Suède et aux Etats-Unis dont les résultats ont été rendus publics, mercredi 16 janvier, par le New England Journal of Medicine. Ce test est actuellement en cours de développement et devrait être prochainement commercialisé. Il est fondé sur la découverte d’une série de mutations génétiques associées au cancer de la prostate.
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17/01/2008 - 15:53h Uma nova diferença entre os sexos


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Fernando Reinach*
Apesar de todo ano estudantes de Medicina dissecarem centenas de cadáveres, ninguém acredita que ainda é possível descobrir estruturas no corpo humano. De tão estudada, a anatomia humana se tornou uma ciência moribunda. Mas, agora, três antropólogos identificaram um detalhe em nossa anatomia que havia passado despercebido.

O interessante é que eles não fizeram a descoberta dissecando corpos, mas partiram de considerações sobre a evolução humana. Desde que nossos ancestrais se tornaram bípedes, nosso centro de gravidade, que se localizava entre as patas anteriores e posteriores, passou a se localizar sobre a bacia. Nos homens, o centro de gravidade não se altera ao longo da vida, mas nas mulheres ele se desloca para frente durante a gravidez ou quando a fêmea carrega o filho.
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16/01/2008 - 08:16h Bactéria ataca comunidade gay nos EUA



Estudo sobre nova linhagem de micróbio resistente a antibióticos aponta núcleo de surto em bairro de San Francisco

Patógeno, comum em infecção hospitalar, cresce no ambiente exterior; risco para homossexual aumenta 13 vezes, diz pesquisador

DA REPORTAGEM LOCAL

Uma linhagem de bactéria potencialmente letal -e resistente a antibióticos- atravessou as fronteiras de hospitais nos EUA e está sendo transmitida entre homens gays pelo sexo, afirma estudo publicado anteontem. Os autores da pesquisa dizem que o patógeno conhecido como Sarm (Staphylococcus aureus resistente à meticilina), em geral restrito a casos de infecção hospitalar, está começando a aparecer fora dos ambientes clínicos em San Francisco e Boston.

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27/12/2007 - 14:20h Cientistas próximos da criação de vasos sanguíneos artificiais

Minúsculos tubos são obtidos em laboratório a partir de células-tronco

O Globo

Cientistas americanos do Massachusetts Institute of Technology (MIT) anunciaram que estão próximos da criação de vasos sanguíneos artificiais.

Eles conseguiram criar minúsculos tubos em laboratório a partir de células-tronco.

A obtenção de vasos sanguíneos artificiais é considerado um dos importantes desafios da medicina regenerativa porque eles poderão transplantados para diversos órgãos que precisem de grandes quantidades de tecidos vasculares.
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26/12/2007 - 14:16h Sera? Beleza pode ser mesmo fundamental

The Economist

Valor

Imagine que você tem dois candidatos para uma vaga. Ambos do mesmo sexo – e sexo, em si mesmo, é um fator que determina sua inclinação para o que considera atraente. E os currículos de um e de outro candidato são igualmente bons, e ambos têm desempenhos igualmente bons em suas respectivas entrevistas. É impossível, porém, passar despercebido que um é muito feio e o outro é bonito. Você se deixaria levar pela aparência dos candidatos?
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23/12/2007 - 09:23h Ressuscitação e salvação




+ Marcelo Gleiser

A ciência esteve perto de realizar o mito de Frankenstein


C om a chegada do Natal, achei apropriado escrever sobre as recentes descobertas científicas na área da genética que prometem revolucionar o futuro. Não, o assunto não é células-tronco. Em 2003, quando o genoma humano foi finalizado, cientistas descobriram algo surpreendente: nossos corpos possuem restos de tipos de vírus chamados retrovírus, fósseis de batalhas imunológicas travadas há bilhões de anos.
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22/12/2007 - 13:51h Le Viagra fait aussi bander les muscles des sportifs

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11/12/2007 - 19:24h Encore une étude sur les riques du portable

Les mobiles dangereux pour la santé, on en parle et en reparle…
Les gros consommateurs de portable augmentent fortement le risque de développer un cancer du cerveau.|D.R.

Les gros consommateurs de portable augmentent fortement le risque de développer un cancer du cerveau.

D.R.

 

 

De récents travaux menés en Israël, et rapportés par le site Internet de l’UFC Que Choisir, démontrent que “l’utilisation régulière pendant plusieurs années du téléphone mobile entraîne un risque accru de tumeur des glandes salivaires”. Ces travaux, réalisés “selon un protocole établi par l’OMS”, précise l’UFC, s’ajoutent à de récents rapports, internationaux et français, faisant état de risques cancérogènes liés aux ondes électromagnétiques des portables.
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07/12/2007 - 09:13h O auto-controle na pauta da ciência


How to Boost Your Willpower
The New York Times

 

smoking gambling drinking(From left: Robert Stolarik for The New York Times New York; Alan Zale for The New York Times; Owen Franken for The New York Times )

Every day, we are tested. Whether it’s a cookie tempting us from our diets or a warm bed coaxing us to sleep late, we are forced to decide between what we want to do and what we ought to do.

The ability to resist our impulses is commonly described as self-control or willpower. The elusive forces behind a person’s willpower have been the subject of increasing scrutiny by the scientific community trying to understand why some people overeat or abuse drugs and alcohol. What researchers are finding is that willpower is essentially a mental muscle, and certain physical and mental forces can weaken or strengthen our self-control.

Studies now show that self-control is a limited resource that may be strengthened by the foods we eat. Laughter and conjuring up powerful memories may also help boost a person’s self-control. And, some research suggests, we can improve self-control through practice, testing ourselves on small tasks in order to strengthen our willpower for bigger challenges.

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05/12/2007 - 08:57h Em ciência, 61% estão no pior nível

27,9% dos alunos não chegam nem ao grau mais baixo de compreensão

Maria Rehder, JORNAL DA TARDE

Resultado do Pisa divulgado ontem mostra que 61% dos alunos brasileiros estão abaixo ou no pior dos 6 níveis de desempenho em ciência determinados pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ao dividir por área de conhecimento, a avaliação evidencia que os brasileiros tiveram melhor desempenho em biologia, deixando outras áreas, como astronomia, ainda com piores resultados. (mais…)

05/12/2007 - 08:54h Em ciência, 61% estão no pior nível

 

27,9% dos alunos não chegam nem ao grau mais baixo de compreensão

Maria Rehder, JORNAL DA TARDE

Resultado do Pisa divulgado ontem mostra que 61% dos alunos brasileiros estão abaixo ou no pior dos 6 níveis de desempenho em ciência determinados pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ao dividir por área de conhecimento, a avaliação evidencia que os brasileiros tiveram melhor desempenho em biologia, deixando outras áreas, como astronomia, ainda com piores resultados.

Em uma escala de 800 pontos, 390 foi a nota do Brasil em ciência no Pisa, o que rendeu ao País o nada honroso 52º lugar entre as 57 nações que participaram da avaliação. O Brasil ter ficado no pior nível de desempenho representa que 33,1% dos estudantes que fizeram a prova têm conhecimento científico muito limitado e só conseguem elaborar explicações científicas óbvias ou seguidas de informações já evidenciadas. Entretanto, o Pisa traz outro dado crítico: 27,9% dos alunos nem sequer atingiram tal escala, pois tiveram desempenho abaixo do nível 1.

Segundo Maurício Bacci, coordenador do curso de Ciências Biológicas da Unesp/Câmpus Rio Claro, os resultados do Pisa ilustram a realidade do ensino de ciência no Brasil. “Os alunos chegam às universidades sem formação prática. Com isso, os professores universitários acabam tendo de recuperar conteúdos de ciência que deveriam ser adquiridos na educação básica.”

Entre os principais problemas apontados por Bacci, estão a falta de salários atraentes aos licenciados em Biologia, Física e Química e as condições de trabalho oferecidas nas escolas públicas. “É preciso estruturar as escolas públicas com laboratórios e, principalmente, investir em material humano.”

ÁREAS DO CONHECIMENTO

O Brasil obteve melhor classificação na área dos sistemas vivos (a biologia), com pontuação 403. Em sistemas físicos (ciências químicas e físicas), a nota foi 385. Já em sistema espacial e planeta Terra (cosmologia, geologia e astronomia), fez 375 pontos, melhor apenas que Colômbia, Catar e Quirguistão.

De acordo com Luiz Carlos Menezes, professor do Instituto de Física da USP, a diferença de desempenho entre as áreas é pequena, mas pode ser reflexo da ênfase dada às ciências da vida nos últimos anos do ensino fundamental. “Hoje, ciência é sinônimo de ciências da vida no ensino fundamental. Os professores que atuam nessa etapa de ensino são licenciados em Ciências e não em Física e Química, com isso há uma tendência a valorizar essa área.”

Embora os Parâmetros Curriculares Nacionais sinalizem para a necessidade de ter astronomia, cosmologia e geologia no ensino fundamental, Menezes diz que essas áreas foram praticamente varridas do currículo. “É preciso dar ênfase a essas áreas na formação de professores e nos livros didáticos.”

O especialista em física explica que faltam professores formados para dar aulas que motivem os alunos a aprender. “Uma coisa é o aluno ser capaz de olhar para o céu e entender as razões que fazem o Sol nascer no leste. Outra é o professor fazê-los decorar os nomes dos planetas, sem relação alguma com a vida prática.”

O Pisa mostra que, em relação às competências adquiridas em ciência, os brasileiros ainda deixam a desejar. Apenas 33% aplicam o conhecimento científico para resolver um problema. Outro dado alarmante: 35% não tiram conclusões por meio de evidências científicas nem refletem sobre as implicações sociais da ciência e desenvolvimento tecnológico.

Marcelo Knobel, professor do Instituto de Física da Unicamp, acredita que o melhor caminho para reverter esse quadro é o investimento no professor. “Um licenciado em ciências, quando ensina a audição do corpo humano tem de apresentar aos alunos conceitos de som. As áreas do conhecimento biológico e físico têm de estar integradas e, para isso, é preciso bons programas de formação.”

NA ESCOLA

Vivian Froes, de 17 anos, no 3º ano do ensino médio da Escola Estadual Jair Toledo Xavier, na Brasilândia, zona norte da capital achou a prova fácil. “Caiu bastante aquecimento global.”

Mas Vivian, que quer ser professora de História em escola pública, afirma que o péssimo desempenho do Brasil no Pisa mostra que algo está errado. “Minha escola é boa, temos de fazer até Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Nem todas são assim e tenho medo do que encontrarei quando me formar professora. Os baixos salários e a violência desanimam.”

05/12/2007 - 08:51h País melhora em matemática e piora em leitura, mostra OCDE

Alunos brasileiros não passam do nível 1 de aprendizagem, o pior.

Para o MEC, SP derrubou médias nacionais.

Estado não passa da 11.ª posição no País em nenhuma prova.

Escolas particulares se saem muito melhor que as públicas.

Mais ricos do Brasil têm pior resultado que mais pobres dos países desenvolvidos

Renata Cafardo – O Estado de São Paulo

O Brasil piorou seu desempenho em leitura, mas foi um dos países que mais melhoraram em matemática no Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa), de 2006. O exame, considerado o mais importante do mundo em educação, é realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a cada três anos. Cerca de 400 mil alunos de 15 anos, de 57 países, fizeram a última prova. Os resultados foram divulgados ontem em Bruxelas – na semana passada, a entidade havia liberado apenas dados preliminares do exame de ciência. (mais…)

15/10/2007 - 12:18h O mercado mundial é um cassino e quem entende de jogo ganha o prêmio

Le prix Nobel d’économie a été décerné à trois Américains, Leonid Hurwicz, Eric Maskin et Roger Myerson, pour leurs travaux basés sur la théorie des jeux dont les mécanismes peuvent expliquer le fonctionnement des marchés, a annoncé, lundi 15 octobre, le comité Nobel. La théorie dite des mécanismes d’incitation “permet de distinguer les situations dans lesquelles les marchés fonctionnent bien de celles où les marchés fonctionnent mal”, a indiqué l’Académie royale suédoise des sciences dans ses attendus. “Elle a aidé les économistes à identifier les mécanismes d’échanges efficaces, des modèles de régulation et des procédures électorales”, ajoute l’académie.

Aujourd’hui, cette théorie de conception des mécanismes joue un rôle central dans nombre de secteurs économiques et en sciences politiques, ajoute le comité. Cette théorie est un sous-ensemble de la théorie des jeux. Il s’agit de concevoir les mécanismes qui assureront dans le cas d’enchères, comme les fréquences de téléphonie portable ou de fréquence radio, les règles qui assureront leur distribution équitable en fonction des intérêts de chacun des participants.

FIN DES NOBEL 2007

Leonid Hurwicz, né le 21 août 1917, à Moscou, est professeur d’économie à l’université du Minnesota. Eric Maskin, né le 12 décembre 1950 à New York, enseigne à l’Institut des études avancées à Princeton. Roger Myerson, né le 29 mars 1951, est professeur à l’université de Chicago.

L’année dernière, le Nobel d’économie avait récompensé l’Américain Edmund S. Phelps pour ses recherches sur les arbitrages entre le court et le long terme des politiques macroéconomiques. L’attribution du prix d’économie clôt la saison des Nobel 2007. Le prix Nobel de l’économie est le seul des six prix (paix, littérature, médecine, chimie, physique) qui n’ait pas été prévu par l’inventeur et industriel suédois, Alfred Nobel, dans son testament de 1895. Il a été institué en 1968 par la Banque centrale de Suède pour lui rendre hommage, et il a été décerné pour la première fois en 1969. Les autres récompenses avaient toutes été attribuées pour la première fois en 1901.

Les lauréats recevront des mains du roi de Suède le 10 décembre une médaille en or, un diplôme et un chèque de 10 millions de couronnes suédoises (1,08 million d’euros) qui peut être divisé dans chaque catégorie entre trois gagnants.

02/10/2007 - 15:08h Scientists Are Making Brazil’s Savannah Bloom

Lalo de Almeida for The New York Times

Pioneers In the labs and fields of Brazil, Embrapa has become a research leader in tropical agriculture.
In Belem, an instructor taught students how to collect seeds.

By LARRY ROHTER

Published: October 2, 2007 – The New York Times

PLANALTINA, Brazil — Anyone curious to know how Brazil has become what the former secretary of state, Colin L. Powell, calls an “agricultural superpower” — poised to overtake the United States as the world’s leading exporter of foodstuffs — would do well to start here in this busy network of government laboratories.

 


The New York Times

 

The sprawling labs and experimental fields are operated by Embrapa, Brazil’s agricultural and livestock research agency, and have become an obligatory stop for any third world leader visiting Brazil.

Although little known in North America, Embrapa has in three decades become a world research leader in tropical agriculture and is moving aggressively into areas like biotechnology and bio-energy.

“Embrapa is a model, not just for the so-called developing world, but for all countries,” said Mark Cackler, manager and acting director of the Agricultural and Rural Development Department of the World Bank. “A key reason that Brazil has done so well with its agricultural economy is that it has invested heavily and intelligently in front-end agricultural research, and Embrapa has been at the forefront of that effort.”

Embrapa owes much of its reputation to its pioneering work here in the cerrado, the vast savannah that stretches for more than 1,000 miles across central Brazil. Written off as useless for centuries, the region has been transformed in less than a generation into Brazil’s grain belt, thanks to the discovery that soils could be made fertile by dousing them with phosphorus and lime, whose optimum mixture was established by Embrapa scientists.

When the annual World Food Prize was awarded last year to two Brazilians affiliated with Embrapa, the citation called the emergence of the cerrado “one of the greatest achievements of agricultural science in the 20th century.”

Embrapa also championed the main crop for the region by developing more than 40 tropical varieties of soybeans, which had been thought of as only a temperate zone crop.

“When I was working in India and Pakistan and the Near East countries in the 1960s and 1970s, nobody thought these soils were ever going to be productive,” Norman Borlaug, an American agronomist who won the Nobel Peace Prize for work that earned him the title “father of the Green Revolution,” said in a telephone interview from Iowa. “But Embrapa was able to put all the pieces together.”

As a result, Brazil is today the world’s top exporter of soybeans and beef and a fast-rising exporter of cotton, three-quarters of which it produces here in the cerrado. Encouraged by that success, Embrapa scientists have turned their attention to wheat. Brazil now imports most of its wheat from nearby countries with temperate climates.

“We think the potential is enormous,” said Roberto Teixeira Alves, general director of the cerrado research center at Embrapa. “We launched two new varieties of wheat with good yields just last year, and believe there is also a strong possibility of adapting barley to the region.”

Embrapa’s laboratory in Manaus, in the heart of the Amazon, has also been studying ways to make carbon sequestration more efficient. Scientists have been examining what are known as “Amazonian dark earth soils,” small, fertile islands that were built up by pre-Columbian Indian tribes and that have especially high concentrations of phosphorous.

“We don’t know why that should be, but we are trying to understand and reproduce that phenomenon so that we can benefit from it now,” said Wenceslau Teixeira, a soil scientist who is in charge of the effort. “These islands have especially stable levels of carbon, which helps retain nutrients and is thus both quite useful and hard to find in tropical soils.”

And although Brazil’s sugar-based ethanol program is largely focused elsewhere, Embrapa has an agro-energy division that is concentrating on ways to grow diesel fuel. Embrapa scientists have identified some 30 plants that could be used in such programs and are focusing on palm oil.

“Palm oil’s composition is one of the best for production of bio-fuels,” said Maria do Rosario Lobato Rodrigues, the director of the Manaus laboratory, where the research is based. “It has a high capacity to fix carbon, doesn’t require the use of chemical products to produce, and no part of the plant is ever wasted.”

Under Embrapa’s newly broadened definition of agriculture, nothing seems off limits, from a tropical hog that is lower in fat and cholesterol than its American counterpart and has a higher yield of loin and ham, to the extraction of bio-polymers from spiders. At the Embrapa executive dining room in Brasilia, there are even place mats made with varieties of natural cotton fibers, which, because they grow in shades of green and tan, could cut costs of dye stocks for textile manufacturers.

Getting adequate financing is always a problem for any public research institution in Brazil. Two years ago, though, the Brazilian Congress passed a law that allows Embrapa to profit from its research and has widened the agency’s ability to form joint ventures.

 

Lalo de Almeida for The New York Times

A nursery worker tended Cupuacu fruit.

 

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Lalo de Almeida for The New York Times

In Manaus, a chemist analyzed vegetal tissues.

“Being entrepreneurs is new for us, but we need to transform our knowledge into riches,” Silvio Crestana, Embrapa’s director-general and a soil-physics specialist, said in an interview in Brasilia. Beyond royalties, he said, the agency wants to attract venture capital.

Initially, most such agreements were with Brazilian companies. But Embrapa and BASF, the German chemical maker, recently announced a partnership to develop and market a genetically modified, herbicide-resistant soybean that is expected to be on the market by 2012 and will compete with Monsanto’s Roundup Ready brand.

With the support of multilateral lending and development bodies like the World Bank, Embrapa is also trying to raise its profile abroad. Although it has long had exchange programs that have brought scientists from Latin America, Africa and Asia to work at its laboratories, Embrapa only recently opened its first overseas office, in Ghana, headquarters of the Forum for Agricultural Research in Africa.

“This is a good and potentially important move, because there are plenty of places in Africa, such as Zambia, that have savannahs with soil and rain conditions similar to Brazil’s cerrado,” Mr. Borlaug said. “I think that soybeans and corn, together with beef production and improved pasture grasses for grazing, are all things that will be fit to transfer from Brazil.”

Like the Brazilian aircraft manufacturer Embraer, which has found a profitable niche selling commuter jets, Embrapa seems keen to focus on marketing the know-how it has developed in crops and products that are often ignored by research institutions in the industrialized countries of the Northern Hemisphere.

“Brazil has a comparative advantage through its own experience that is very relevant in a tropical context,” Mr. Cackler said. “To take one example, how many American universities are going to put much effort into cassava? It’s just not a priority for them. But tens of millions of people depend every day of their lives on cassava, so we at the World Bank are delighted that Brazil is willing to develop and transfer that technology.”

03/09/2007 - 18:03h Mulheres correm mais risco de morrer de infarto do que os homens

EFE

VIENA – As mulheres correm um risco de morrer de infarto maior do que os homens, apesar de a incidência ser maior entre eles. Elas devem procurar imediata quando surgem os primeiros sintomas, segundo um estudo apresentado nesta segunda-feira, em Viena, durante o Congresso Europeu de Cardiologia. Nesta segunda, uma participante do encontro morreu de parada cardíaca , apesar dos esforços dos colegas para reanimá-la.

As mulheres deveriam procurar mais rapidamente a ajudar de um especialista quanto tiverem problemas de coração ou se sentirem mal (M. Masotti, cardiologista)


De acordo com o levantamento realizado pela equipe da cardiologista Mónica Masotti, do Instituto do Tórax do Hospital Clínico de Barcelona, a porcentagem de mortalidade pós-infarto entre as mulheres subiu para 18%, enquanto entre os homens está restrita a 8% dos casos. Segundo a cardiologista, a explicação é que a população feminina sofre infartos numa faixa etária mais elevada e em estados de saúde piores.

A pesquisa envolveu 529 pacientes, sendo 417 homens e 112 mulheres, entre janeiro de 2002 e dezembro de 2006. Todos eles foram operados em menos de 12 horas após apresentar os primeiros sintomas do infarto. As mulheres morreram durante a cirurgia para a desobstrução das artérias com cateter.

- As mulheres deveriam procurar mais rapidamente a ajudar de um especialista quanto tiverem problemas de coração ou se sentirem mal – recomendou a Masotti, destacando que as mulheres se diferenciam dos homens por uma série de fatores: quando procuram um cardiologista elas são mais velhas e sofrem mais de insuficiência cardíaca e diabetes, apesar de fumarem menos.

Fumo em debate no congresso

Cerca de 25 mil especialistas estão reunidos em Viena até quarta-feira. Em outros painéis, cardiologistas enfatizaram a relação entre fumo e problemas cardíacos. Baseados em estudos realizados na Irlanda e na Itália, o austríaco Kurt Huber reforçou a necessidade de suspensão do fumo em espaços públicos. O estudo irlandês mostrou que o número de infartos caiu no primeiro ano em que se estabeleceu a proibição. Na Itália, o número de hospitalizações por infarto agudo também caiu cinco meses depois de a nova lei entrar em vigor.

Além disso, o cardiologista francês Nicolas Amabile apontou uma relação entre doenças cardíacas e a saúde bucal: os pacientes com gengivite apresentam maior risco de apresentar obstruções nos vasos coronarianos. Fonte portal do O Globo