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	<title>Blog do Favre &#187; Ciro</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Enquanto aumenta o apoio a Lula e Dilma, após o blecaute; cai a intenção de voto no Serra, após desabamento no Rodoanel</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 14:41:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Serra lidera pesquisa para 2010, mas adversários crescem, diz CNT/Sensus
Presidente da CNT diz que apoio de FHC a Serra prejudica o tucano.
&#8216;Fica clara a queda de Serra e o crescimento de Dilma e de Aécio&#8217;, disse.
Diego Abreu Do G1, em Brasília
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), aparece em primeiro lugar na pesquisa estimulada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Serra lidera pesquisa para 2010, mas adversários crescem, diz CNT/Sensus</strong></p>
<p><strong>Presidente da CNT diz que apoio de FHC a Serra prejudica o tucano.<br />
&#8216;Fica clara a queda de Serra e o crescimento de Dilma e de Aécio&#8217;, disse.</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Diego Abreu Do G1, em Brasília</span></h2>
<p>O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), aparece em primeiro lugar na pesquisa estimulada de intenções de votos para a eleição presidencial de 2010, divulgada nesta segunda-feira (23) pelo CNT/Sensus. De acordo com o levantamento, no cenário mais provável Serra lidera com 31,8%, seguido pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), com 21,7%, e pelo deputado Ciro Gomes (PSB), com 17,5%. Em quarto lugar, aparece a senadora Marina Silva (PV), com 5,9% das intenções.</p>
<p>Na última pesquisa, divulgada em setembro, não aparecia o cenário com a presença de Ciro Gomes. No entanto, na primeira lista desenhada nesta pesquisa, com Ciro no lugar em que na pesquisa anterior aparecia a vereadora Heloísa Helena (PSOL), Serra registrou queda de 7,7 pontos percentuais, caindo de 39,5% para 31,8%. Já Dilma, subiu de 19% para 21,7%. Marina Silva, por sua vez, cresceu de 4,8% para 5,9%. Os dados apontam a tendência clara de segundo turno.</p>
<p>Já em um cenário em que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), aparece no lugar de José Serra como o candidato tucano, Ciro Gomes levaria vantagem no primeiro turno, com 25% das intenções de voto. Dilma aparece com 21,3%, Aécio com 14,7%, e Marina Silva com 7,3%.</p>
<p>No quadro em que Ciro Gomes não é candidato e Serra o candidato do PSDB, o tucano lidera a pesquisa com 40,5%, seguido por Dilma (23,5%) e Marina (8,1%). Já sendo Aécio o candidato tucano, a ministra Dilma leva vantagem, com 27,5%. Na sequência, aparecem Aécio (20,7%) e Marina (10,4%).</p>
<p>A pesquisa aponta que 51,7% dos entrevistados votariam ou poderiam votar em candidato apoiado por Lula, enquanto 16% disseram que não votariam. Por outro lado, apenas 17,2% votariam em um político apoiado por Fernando Henrique, sendo que 49,3% responderam que não votariam no candidato de FHC.</p>
<p>O presidente da CNT, Clésio Andrade, avalia que houve uma “queda acentuada de Serra”. “Ciro entrando prejudica o Serra. Está muito claro isso”, disse. Outra observação de Andrade foi a de que Aécio e Dilma devem crescer muito.</p>
<p>“Fica muito clara a queda de Serra e o crescimento de Dilma e de Aécio”, avisou Andrade. “Serra cai com o apoio do ex-presidente Fernando Henrique”, acrescentou. Ele, porém, afirmou que não compartilha com a percepção da sociedade em relação ao ex-presidente FHC, que, ao apoiar Serra, pode estar aumentando o índice de rejeição em relação ao governador. Clésio considera que o tucano fez um bom governo.</p>
<p>&#8220;A Dilma aparecer na mídia está fazendo ela crescer. Se o Aécio continuar no páreo, ele também vai crescer mais&#8221;, avaliou o presidente da CNT.</p>
<p>A pesquisa CNT/Sensus também traçou um cenário de votos espontâneos. Nesse quadro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não pode disputar a eleição de 2010, lidera a preferência dos eleitores com 18,1%. Na sequência, aperecem José Serra (8,7%), Dilma Rousseff (5,8%), Aécio Neves (4,2%), Ciro Gomes (2,6%), Heloísa Helena (1,4%) e Marina Silva (0,7%).</p>
<p><strong>Chapas<br />
</strong><br />
A pesquisa trouxeu uma novidade sobre o primeiro turno da eleição, ao apresentar aos entrevistados chapas compostas por candidatos a presidente e a vice. A chapa José Serra com Aécio como vice teria 35,8% das intenções de voto, seguida pela chapa Dilma com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) como vice, com 23,9%. Em terceiro, ficaria a dupla Ciro Gomes e Carlos Lupi (ministro do Trabalho), com 16,1%, e em quarto lugar, Marina Silva com Guilherme Peirão Leal como vice, com 5,2%.</p>
<p>No cenário em que Áécio seria o candidato a presidente e Serra o seu vice, a chapa tucana também lidera as preferências como 31%.Na sequencia aparecem Dilma/Temer (22,6%), Ciro/Lupi (18,1%) e Marina/Guilherme (5,3%).</p>
<p>Já em um cenário com a dupla Aécio (presidente) e Ciro (vice), a chapa deles venceria o primeiro turno com 32,4%, seguidos por Dilma/Temer (26,6%) e Marina/Guilherme (8,3%). Na semana passado, Ciro Gomes disse que abriria mão de sua candidatura ao Palácio do Planalto caso Aécio seja lançado como candidato pelo PSDB.</p>
<p><strong>Segundo turno</strong></p>
<p>No cenário de um segundo turno entre Serra e Dilma, o tucano levaria vantagem, com 46,8% contra 28,2% da petista. Em um quadro entre Aécio e Dilma, a ministra venceria o governador com 36,6% contra 27,9%. Já em um possível segundo turno entre Ciro Gomes e José Serra, o tucano aparece com 44,1% frente os 27,2% do adversário. Se fosse entre Ciro e Dilma, a petista ganharia por 35,1% a 31,5%. Por fim, no improvável cenário de Ciro contra Marina, o deputado venceria com 44,8% contra 14,7%.</p>
<p>Quanto aos índices de rejeição, Marina Silva lidera a pesquisa com 38,4%, seguida por Dilma (34,4%), Serra (27,7%), Ciro (25,3%) e Aécio (22,8%). Quando perguntados se poderiam votar, 45,9% disseram que votariam em Ciro, 40,4% em Serra, 29,7% em Dilma, 29,6% em Aécio e 17,8% em Marina.</p>
<p>A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 20 de novembro. Foram entrevistadas 2.000 pessoas em 136 municípios de 24 estados. A margem de erro é de três pontos percentuais.</p>
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		<title>Constrangimento ao PSDB tem lucro eleitoral, irritação faz mal à saúde do impaciente</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 15:55:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acordo com Ciro constrange PSDB e irrita petistas



 

Raymundo Costa, de Brasília &#8211; VALOR
Além de causar constrangimento entre os tucanos, o acordo de Ciro Gomes (PSB) com Aécio Neves (PSDB), para as eleições de 2010, provocou cobrança e insatisfação no PT. Em conversa na terça-feira, em Belo Horizonte, Ciro reafirmou o compromisso de retirar sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Acordo com Ciro constrange PSDB e irrita petistas</strong></span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-large;"><strong> </strong></span><img class="aligncenter" src="http://2.bp.blogspot.com/_3lgYdkCib-0/Sc-D6miW7OI/AAAAAAAAAds/EUVsSlwbbx4/s400/A%C3%A9cio+e+Ciro.bmp" alt="http://2.bp.blogspot.com/_3lgYdkCib-0/Sc-D6miW7OI/AAAAAAAAAds/EUVsSlwbbx4/s400/A%C3%A9cio+e+Ciro.bmp" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Raymundo Costa, de Brasília &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Além de causar constrangimento entre os tucanos, o acordo de Ciro Gomes (PSB) com Aécio Neves (PSDB), para as eleições de 2010, provocou cobrança e insatisfação no PT. Em conversa na terça-feira, em Belo Horizonte, Ciro reafirmou o compromisso de retirar sua candidatura a presidente, se o nome a ser indicado pelo PSDB for o do governador de Minas Gerais. Na prática, isso significaria o afastamento de Ciro da candidatura oficial do governo, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.</p>
<p>Ciro já havia manifestado, em julho, a intenção de abrir mão de sua candidatura e apoiar Aécio Neves, na hipótese de o governador vir a ser o candidato do PSDB. À época, a declaração foi tomada apenas como provocação ao governador de São Paulo, José Serra, o mais provável candidato dos tucanos a presidente. Para Aécio, receber novamente Ciro em Belo Horizonte era mais um capítulo da disputa que trava com Serra. Mas a situação de Ciro mudou bastante desde julho passado.</p>
<p>Nesse período, Ciro manteve sua candidatura presidencial, apesar de um apelo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PSB de apoio à candidatura única dos partidos aliados (Dilma), e transferiu o domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, deixando em aberto a possibilidade de concorrer ao governo do Estado. A gestão de Ciro ficou a cargo do presidente do PT, Ricardo Berzoini, que coordena o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do partido. Em pelo menos duas ocasiões o presidente petista foi acionado para &#8220;conter&#8221; o deputado cearense.</p>
<p>Na primeira, Ciro exigia uma rápida definição do PT sobre sua eventual candidatura ao governo de São Paulo. Os petistas pediram tempo para aparar as arestas internas esperadas em decorrência do lançamento de um candidato (Ciro) de outro partido (o PSB).</p>
<p>O PT tem outros nomes que podem ser indicados, como o do deputado Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, e de Emídio de Souza, prefeito de Osasco, por exemplo. A ex-prefeita Marta Suplicy também havia defendido a candidatura própria, tendo especificado o nome de Palocci, e precisava ser &#8220;conversada&#8221; para apoiar a estratégia do presidente Lula para São Paulo.</p>
<p>O tempo passou e o PT não se manifestou, como esperava Ciro. O deputado voltou a exibir sinais de impaciência com o partido, que preferiu então jogar o problema para o presidente Lula. A conversa do presidente com o ex-ministro da Integração Nacional não foi muito diferente.</p>
<p>Fontes do PSB, por outro lado, contam que o flerte de Ciro Gomes tem dois objetivos: jogar para dentro do PSDB, partido ao qual já foi filiado, a fim de demonstrar que Aécio é capaz de reunir mais apoios que o governador José Serra; e o segundo, estabelecer uma cabeça de ponte em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país. Se conseguir dividir o eleitorado mineiro, Ciro poderia anular a diferença a ser obtida por Serra em São Paulo.</p>
<p>Ao manter Ciro como pré-candidato, o PSB aumenta seu poder de negociação com o partido líder da aliança que atualmente apoia o governo. Também se resguarda em relação à possibilidade de que Dilma Rousseff não viabilize sua candidatura a presidente. O PT esperava resposta melhor da ministra nas pesquisas, devido a ampla exposição a qual foi submetida, após ter recebido alta hospitalar. Ciro, por seu turno, mantém-se à frente ou empatado tecnicamente com Dilma. O governador José Serra, líder nas pesquisas, acha que Ciro é mais candidato a presidente que a governador do Estado.</p>
<p>Entre as declarações que Ciro fez em Belo Horizonte, uma especialmente chamou a atenção dos petistas: a de que Aécio é o candidato que pode &#8220;convocar todos os brasileiros decentes, de todos os partidos, como faz em Minas, e celebrar um projeto de país que dê avanço ao que o presidente Lula representou&#8221;. Para o presidente Lula e o PT, o candidato descrito por Ciro Gomes tem um outro nome. Chama-se Dilma Rousseff. O governador Aécio, depois de ter dado um prazo para o PSDB se definir (15 de janeiro) abandonou o discurso do pós Lula e passou a atacar o governo, na expectativa de melhorar sua posição relativa entre os tucanos.</p>
<p>Ontem, em São Paulo, o governador José Serra evitou comentar a aproximação entre Aécio Neves e Ciro Gomes. Depois de vistoriar obras de ampliação do metrô de São Paulo, Serra negou-se a falar sobre política, mas disse aos jornalistas que eles poderiam fazer perguntas sobre o assunto, se quisessem. Porém, adiantou que não iria responder.</p>
<p>Questionado sobre o encontro de entre Aécio e Ciro, o governador paulista disse que não caberia a ele comentar. &#8220;Não tem nenhum comentário. O Aécio tem o direito de ver as pessoas que ele quiser. A mim não cabe comentar&#8221;, afirmou. (Com agências noticiosas)</p>
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		<title>O erro de Serra e Aécio é evitar a &#8220;contaminação&#8221;do governo FHC, em vez de assumir suas virtudes e defender o programa partidário, diz Merval Pereira</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 13:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Passo em falso
Merval Pereira &#8211; O Globo
A insistência com que o governador Aécio Neves alardeia sua amizade pessoal e afinidade política com o deputado federal Ciro Gomes, candidato potencial do PSB à Presidência da República, e a repetição, por parte deste, da promessa de não se candidatar caso o governador de Minas venha a ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
<span style="font-size: x-large;">Passo em falso</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Merval Pereira &#8211; O Globo</span></h2>
<p>A insistência com que o governador Aécio Neves alardeia sua amizade pessoal e afinidade política com o deputado federal Ciro Gomes, candidato potencial do PSB à Presidência da República, e a repetição, por parte deste, da promessa de não se candidatar caso o governador de Minas venha a ser o escolhido do PSDB, é mais uma prova exemplar de como nosso sistema partidário é caótico, gerando governos eleitos sem uma mínima base parlamentar que lhes dê sustentação política efetiva.</p>
<p>Ciro foi de diversos partidos, inclusive da Arena no tempo da ditadura, mas teve sucesso político no PSDB, pelo qual chegou a ser ministro da Fazenda na transição do governo Itamar Franco para o primeiro governo de Fernando Henrique.</p>
<p>Esse período serviu também para que se tornasse adversário ferrenho tanto do ex-presidente quanto de José Serra, a quem, pela gana que tem, deve atribuir uma atuação decisiva para que não tenha continuado ministro da Fazenda.</p>
<p>A atuação de Aécio na tentativa de distender o ambiente político no pós-Lula tem sentido, mas ficou evidente que é uma tarefa quase impossível costurar alianças políticas com adversários figadais nesse período que antecede a eleição.</p>
<p>Ele já tentara uma aliança em Minas com o então prefeito petista de Belo Horizonte Fernando Pimentel para emplacar um candidato comum, Márcio Lacerda (PSB), e esbarrou na negativa do PT nacional.</p>
<p>Ao vetar a aliança na sua instância mais alta, depois que ela fora aprovada pelos diretórios regional e estadual, o PT mostrou que sua visão política é pragmática até certo ponto.</p>
<p>Aceita fazer acordos “até com o diabo”, mas não quer fortalecer uma eventual candidatura tucana à Presidência da República.</p>
<p>Aécio teve que se contentar com um apoio “informal” ao seu secretário, que acabou sendo eleito. Mas não ficou nada da aliança com o PT no estado.</p>
<p>Tanto que Pimentel é um dos coordenadores da candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência e deve ser o candidato petista ao governo de Minas, com a tarefa de derrotar o governador Aécio, que pretende lançar seu super-secretário Antonio Anastasia.</p>
<p>Para aumentar as diferenças, a candidata oficial pretende ressaltar na campanha suas origens mineiras, embora tenha feito toda sua vida política e profissional no Rio Grande do Sul. Para não perder o controle político de Minas, caso não venha a ser candidato a presidente, Aécio terá que derrotar o petismo, que é forte no estado.</p>
<p>Mas, voltando à relação Ciro/ Aécio: é difícil acreditar que o PSB aceitaria sair da base petista para apoiar Aécio à Presidência, mesmo que Ciro assim o quisesse. Mais difícil ainda é aceitar que Ciro, desistindo do Planalto por Aécio, não se candidatará ao governo de SP, como quer Lula. E, candidatandose, não fará campanha agressiva contra Serra, que, nesse caso, seria candidato à reeleição.</p>
<p>Não é nem o caso de analisar as chances de vitória de Ciro em São Paulo, que são quase nulas em qualquer caso. Simplesmente os ataques de Ciro a Serra inviabilizariam o seu apoio a nível nacional a Aécio.</p>
<p>Portanto, essa estratégia do governador mineiro não serve para nada, a não ser para criar um ambiente de constrangimento dentro do seu partido.</p>
<p>A ideia central da candidatura de Aécio é a de que ele é mais agregador do que Serra, e que sua candidatura seria “mais ampla”, para usar as palavras do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que, de tão inábeis, podem ser tentativa pouco sutil de sinalizar a Serra que abra caminho para Aécio.</p>
<p>Mas, como vender essa imagem se ele não consegue conciliar em seu próprio partido? A busca de apoios em partidos que fazem parte da coligação governista, mas que são claramente peixes fora d’água, como PP e PTB, faz parte de um movimento correto para demonstrar sua suposta maior capacidade de agregar apoios.</p>
<p>Mas fazer provocação pública a seu concorrente e ao presidente de honra do PSDB, FH, em troca de nada, não parece uma estratégia adequada num momento capital como a definição da candidatura oposicionista.</p>
<p>É claro que deve haver alguma razão recôndita para que Aécio, um político experiente, tenha dado esse passo aparentemente em falso, quando encaminhava bem sua justa tentativa de ser escolhido pelo partido.</p>
<p>Talvez ele e seus assessores considerem que assim possa ser visto como um candidato desligado da história do PSDB, e que, por isso, não será apanhado na armadilha que o PT está armando, de comparar os governos de FH e de Lula.</p>
<p>Estaria incorrendo num erro que pode ser fatal, o mesmo em que incorreram Serra e Alckmin, os dois tucanos batidos por Lula: evitar a “contaminação” do governo FH, em vez de assumir suas virtudes e defender o programa partidário.</p>
<p>O mesmo erro Serra está cometendo novamente, na tentativa de se mostrar uma alternativa confiável para eleitores de esquerda que eventualmente possam estar insatisfeitos com a escolha de Dilma.</p>
<p>Até o momento, mesmo admitindose que exorbita de seu poder para tentar colocar em pé a candidatura de Dilma, é o presidente Lula quem está fazendo tudo certo, apesar de ser o PSDB que tem em José Serra o candidato preferido do eleitorado até o momento.</p>
<p>A indefinição do PSDB, e sua divisão cada vez mais clara, contrastam com a unidade governista, mesmo que a candidata oficial seja ruim de voto e não tenha traquejo político.</p>
<p>O que alimenta o apoio de um amplo leque de partidos à sua candidatura é a crença na capacidade de Lula transformar em votos para sua candidata sua grande popularidade.</p>
<p>O PT, com sua gana de poder e seu programa esquerdista reafirmado, deveria ser um empecilho a esse apoio por parte de partidos que confiam em Lula, mas não no PT.</p>
<p>Mas o PSDB teria que lhes dar alguma segurança. Até o momento, não tem nem candidato nem proposta alternativa.</p>
<p>A propósito de informação de que o PSDB gastou R$ 160 milhões na campanha presidencial de 2006, dada na coluna de sábado, “Plutocracia”, recebi o seguinte esclarecimento do vicepresidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira: “A campanha do PSDB de 2006 custou cerca de R$ 83 milhões, e este número está na página do TSE. A confusão que leva ao erro pode ser a solicitação do TSE, que pediu ao PSDB para registrar, como doação do partido ao candidato, a parcela desses recursos que, segundo o TSE, deveriam estar explicitados como despesas específicas do candidato e não da campanha.</p>
<p>Assim, se trata de dupla contagem, pois o PSDB só arrecadou e só fez dispêndio na conta do Comitê financeiro”.<br />
<strong><br />
E-mail para esta coluna: merval@oglobo.com.br </strong></p>
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		<title>A confiança no calendário</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/a-confianca-no-calendario/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 12:52:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
O PSDB consumiu todo o ano de 2009 sem avançar um centímetro na busca por métodos consensuais e democráticos para resolver sua disputa interna. O partido parece ter uma fé ilimitada na folhinha
Por Alon Feuerwerker &#8211; Correio Braziliense
alonfeuerwerker.df@dabr.com.br

O PSDB colhe pelo menos uma vantagem da indefinição sobre a candidatura presidencial: o adversário não sabe por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
<span>O PSDB consumiu todo o ano de 2009 sem avançar um centímetro na busca por métodos consensuais e democráticos para resolver sua disputa interna. O partido parece ter uma fé ilimitada na folhinha</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Por Alon Feuerwerker &#8211; Correio Braziliense</span></h2>
<p><span><a href="mailto:alonfeuerwerker.df@dabr.com.br">alonfeuerwerker.df@dabr.com.br</a></span></p>
<p><img class="alignright" src="http://stat.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20091118/fotos/PRI-1811-ENTRELINHAS.jpg" border="0" alt="" /></p>
<p>O PSDB colhe pelo menos uma vantagem da indefinição sobre a candidatura presidencial: o adversário não sabe por enquanto em quem concentrar o fogo. O PT está como o gato que tem dois ratos a perseguir. Na dúvida, mais provável é que não capture nenhum.</p>
<p>Se o tucano na corrida presidencial for Aécio Neves, o Palácio do Planalto espera a neutralidade de um José Serra ilhado na luta para reeleger-se em São Paulo e ferido em seus brios de líder nas pesquisas — e mesmo assim preterido. Se for Serra, o PT sonha com um Aécio à moda Pilatos, lavando as mãos e deixando em aberto o rico estoque de votos de Minas Gerais — onde Luiz Inácio Lula da Silva fez a festa em 2002 e 2006.</p>
<p>Enquanto não acontece a definição, os canhões palaciano-petistas operam à meia força. Fora isso, amontam os problemas políticos do PSDB. Que se ressente de não ser um partido, mas vários. Ou pelo menos dois. O que define um partido? O líder. Vide o PT. E quem, como o PSDB, tem mais de um líder, na prática não tem líder algum.</p>
<p>Os tucanos podem argumentar que não é bem assim, que ao contrário do PT não são uma legenda controlada por um caudilho. É verdade, o PSDB ainda não chegou a esse estágio. Está num inferior. Tem vários candidatos a caudilho, sem que nenhum mostre força para prevalecer sobre os demais. Força ou habilidade. Aliás, a observação fria leva a concluir que, ali, quem tem força a mais tem habilidade de menos. E vice-versa.</p>
<p>O PSDB consumiu todo este ano de 2009 sem avançar um centímetro na construção de métodos razoavelmente democráticos e consensuais para desfazer o nó. Neste particular, o PT está anos-luz à frente da concorrência. As regras no partido de Lula são claras. Quem tiver pretensões, que trate de arrumar votos e disputar eleições internas. Além de Lula, o PT tem o método. O PT é nosso único partido “americano”. E quando o jogo tem regras claras, a chance de acabar em facada e tiro é menor.</p>
<p>Já o PSDB parece ter eleito o calendário para comandar a legenda. Como se num dia marcado na folhinha os tucanos fossem acordar com todos os problemas resolvidos. Até lá, é cada um por si e — quem sabe? — Deus por todos.</p>
<p>Ontem, Aécio deu uma cartada importante. Recebeu o apoio de Ciro Gomes (PSB). O deputado federal eleito pelo Ceará — mas de título recém-transferido para São Paulo — assumiu na prática o compromisso de apoiar o governador de Minas caso ele ganhe a corrida dentro do PSDB.</p>
<p>É possível que Ciro nutra a esperança de receber ele próprio o aval de Aécio caso a sorte não sorria para o mineiro internamente, mas na política não há gestos inúteis. A política é como um trilho de trem: depois que você começou a rodar numa certa linha, não é tão simples sair dela sem descarrilhar.</p>
<p><span>(&#8230;)</span></p>
<p><span><strong><em>Leia a integra da coluna Entrelinhas, no Correio Braziliense</em></strong><br />
</span></p>
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		<title>Ciro Gomes pode abrir mão de candidatura por Aécio Neves</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 20:39:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Para deputado, governador mineiro encerraria o &#8216;provincianismo&#8217; da disputa entre o PT e o PSDB de São Paulo
Eduardo Kattah, da Agência Estado
&#8216;O Aécio pode convocar todos os brasileiros decentes de todos os partidos&#8217;, disse o deputado
Alex de Jesus/O Tempo

&#8216;O Aécio pode convocar todos os brasileiros decentes de todos os partidos&#8217;, disse o deputado
BELO HORIZONTE &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: xx-large;"></span></strong></p>
<p>Para deputado, governador mineiro encerraria o &#8216;provincianismo&#8217; da disputa entre o PT e o PSDB de São Paulo</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Eduardo Kattah, da Agência Estado</span></h2>
<p>&#8216;O Aécio pode convocar todos os brasileiros decentes de todos os partidos&#8217;, disse o deputado</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em>Alex de Jesus/O Tempo<br />
</em></span><img src="http://www.estadao.com.br/fotos/aecio%2815%29.jpg" alt="'O Aécio pode convocar todos os brasileiros decentes de todos os partidos', disse o deputado" width="292" height="280" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>&#8216;O Aécio pode convocar todos os brasileiros decentes de todos os partidos&#8217;, disse o deputado</em></span></p>
<p>BELO HORIZONTE &#8211; O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) reafirmou nesta terça-feira, 17, que poderá desistir de ser candidato à Presidência da República em 2010 caso o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, consiga se viabilizar como presidenciável do PSDB. Aécio e Ciro participaram de um evento em Belo Horizonte e depois almoçaram reservadamente no Palácio das Mangabeiras.</p>
<p>&#8220;Se o governador Aécio Neves se viabilizar candidato a presidente da República, eu penso que a sua presença é tão importante para o Brasil que a minha candidatura não é necessária mais&#8221;, disse Ciro, após a solenidade de lançamento do portal da ONG Brasil Tem Jeito, idealizado pelo deputado federal Rodrigo de Castro (MG), secretário-geral do PSDB e um dos principais aliados do governador mineiro.</p>
<p>O deputado pelo Ceará voltou a observar que sua candidatura é uma decisão do partido, mas justificou sua disposição de abrir mão em favor de Aécio dizendo que o mineiro encerra o &#8220;provincianismo&#8221; da disputa entre o PT e o PSDB de São Paulo.</p>
<p>&#8220;A minha necessidade aguda de ser candidato não remanesce mais&#8221;, afirmou. &#8220;O Aécio pode convocar todos os brasileiros decentes de todos os partidos, que é como ele faz em Minas Gerais, e celebrar um projeto de País que dê avanço ao que o presidente Lula representou&#8221;.</p>
<p>O governador mineiro classificou Ciro como o &#8220;amigo de uma vida&#8221; e disse que avaliaria &#8220;todas as possibilidades&#8221; na conversa com o deputado do PSB. &#8220;Se pudermos estar juntos, para mim seria extraordinário. Se não pudermos não deixaremos de ter afinidades. Essas afinidades não se perdem em razão de circunstâncias políticas ou partidárias&#8221;.</p>
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		<title>Acordo deve deixar Ciro fora da corrida pelo Planalto. Projeto para 2010, com apoio de Lula, seria concorrer à sucessão de Serra</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 11:34:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Marcelo de Moraes, Vera Rosa e João Domingos, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
Dentro do Palácio do Planalto já existe uma certeza &#8211; o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) não disputará a corrida presidencial contra a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Oficialmente, Ciro manterá a candidatura à Presidência até os primeiros meses do próximo ano, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-15095 aligncenter" title="Lula_Dilma_Ciro" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Lula_Dilma_Ciro.jpg" alt="Lula_Dilma_Ciro" width="321" height="413" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Marcelo de Moraes, Vera Rosa e João Domingos, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Dentro do Palácio do Planalto já existe uma certeza &#8211; o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) não disputará a corrida presidencial contra a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Oficialmente, Ciro manterá a candidatura à Presidência até os primeiros meses do próximo ano, mas seu destino eleitoral já está definido e será a disputa pelo governo de São Paulo, com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT.</p>
<p>A retirada da candidatura não será feita com antecedência por razões estratégicas. Primeiro, o próprio Lula quer esperar pela consolidação do nome de Dilma. A expectativa é de que as viagens da ministra, como a feita ao lado de Lula e de Ciro por cidades do Rio São Francisco, já comecem a produzir efeito, refletindo nas pesquisas eleitorais.</p>
<p>Além disso, o governo entende que a presença momentânea de Ciro como fator favorável, pois tem disputado intenção de voto nos mesmos segmentos que o governador de São Paulo, José Serra, (PSDB), principal pré-candidato da oposição. Ele também tem assumido o debate crítico contra o tucano, o que ajuda na campanha governista.</p>
<p>Existe, no entanto, uma condição clara para que esse movimento se concretize. Dilma precisa ultrapassar Ciro nas pesquisas. &#8220;Se ela não decolar, ele disputa a Presidência&#8221;, avisa um dirigente do PSB.</p>
<p>Outro claro sinal da sintonia com o Planalto é que Ciro e os dirigentes do PSB nem sequer têm se movimentado para atrair o apoio de outros partidos. Sem alianças, terá pouco tempo de propaganda eleitoral. Na prática, Ciro e seu partido têm acompanhado com serenidade o movimento de Lula e Dilma para fecharem acordo com todas as outras legendas da base governista, sem se apresentarem como alternativa.</p>
<p><strong>BLOQUINHO</strong></p>
<p>PDT e PC do B, que se aliaram ao PSB para formar o chamado &#8220;bloquinho&#8221; na Câmara, também apostam na desistência de Ciro da corrida presidencial.</p>
<p>&#8220;Em poucos dias, boa parte dos partidos mais à esquerda deve anunciar o apoio à candidatura de Dilma&#8221;, afirmou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, que foi candidato a vice na chapa presidencial encabeçada por Ciro em 2002. &#8220;Nesse cenário, ficará somente com o PSB e a tendência é de que seja candidato em São Paulo.&#8221;</p>
<p>Na avaliação de Paulinho, que conversou com dirigentes do PT e do PSB nos últimos dias, tudo indica que Ciro fará a vontade de Lula e concorrerá para governador, deixando caminho livre para Dilma. &#8220;Se ele entrar na disputa em São Paulo, nós o apoiaremos e poderemos montar uma chapa conjunta com PT e PSB.&#8221;</p>
<p>Lula conversou com Ciro na viagem que fez pelo São Francisco, na semana passada. O presidente, que levou Dilma a tiracolo, foi taxativo, dizendo que a base aliada deve lançar um único candidato à sua sucessão para tornar a disputa plebiscitária entre o PT e o PSDB.</p>
<p><strong>&#8220;SACRILÉGIO&#8221;</strong></p>
<p>Na seara petista, a desistência de candidatura própria em São Paulo é vista como uma espécie de sacrilégio por boa parte da legenda. A provável entrada de Ciro no páreo paulista divide o PT e até integrantes do grupo.</p>
<p>Enquanto o presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), e o líder do partido na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), apoiam a candidatura de Ciro ao Palácio dos Bandeirantes, a ex-prefeita Marta Suplicy diz que o deputado &#8220;não tem ligação&#8221; com o Estado.</p>
<p>A ex-prefeita quer que o PT lance o deputado Antonio Palocci (SP), ex-ministro da Fazenda, à sucessão de Serra. Palocci é hoje o curinga do Planalto, pois tanto pode concorrer em São Paulo, caso Ciro não entre na briga, como ser o coordenador da campanha de Dilma.</p>
<p>A saída de Ciro da corrida presidencial facilita a montagem de campanhas regionais consideradas fundamentais pelo PSB. Com ele ao lado de Dilma, a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), já avisou que fecha o seu apoio à reeleição do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), irmão do deputado, e não se lançará na disputa pelo governo.</p>
<p>Uma candidatura da prefeita seria um problema grave para a reeleição de Cid, já que o PT administra três das maiores cidades cearenses &#8211; Fortaleza, Juazeiro do Norte e Quixadá.</p>
<p>Em Pernambuco, o governador Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, busca a reeleição. Com Ciro apoiando a campanha de Dilma, o PT local deverá reforçar o palanque de Campos. Nessa parceria, o PT poderia ainda apoiar o PSB em Mato Grosso e no Amapá.</p>
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		<title>Lula defende candidato único e eleição plebiscitária</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 22:47:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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ANGELA LACERDA &#8211; Agencia Estado
FLORESTA, PE &#8211; &#8220;Gostaria que tivéssemos apenas um candidato, que fizéssemos uma eleição plebiscitária &#8211; pão pão, queijo queijo&#8221;. A defesa incisiva foi feita hoje pelo presidente Luiz Inácio da Silva durante sua visita a Floresta, no sertão pernambucano, onde vistoriou o canteiro de obras na tomada d&#8221;água do eixo leste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a title="Clique para fechar" href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/10/14/aecio-evita-palanque-de-lula-que-levou-dilma-ciro-para-visita-obras-do-sao-francisco-768059995.asp#"><img id="lightboxImage" class="aligncenter" src="http://oglobo.globo.com/fotos/2009/10/14/14_MHG_lula-e-ciro.jpg" alt="" width="530" height="338" /><img id="closeButton" style="position: absolute; z-index: 200;" src="http://oglobo.globo.com/_img/bt_hj_fch.gif" border="0" alt="" width="1" height="1" /></a></p>
<p>ANGELA LACERDA &#8211; Agencia Estado</p>
<p>FLORESTA, PE &#8211; &#8220;Gostaria que tivéssemos apenas um candidato, que fizéssemos uma eleição plebiscitária &#8211; pão pão, queijo queijo&#8221;. A defesa incisiva foi feita hoje pelo presidente Luiz Inácio da Silva durante sua visita a Floresta, no sertão pernambucano, onde vistoriou o canteiro de obras na tomada d&#8221;água do eixo leste da transposição do São Francisco.</p>
<p>&#8220;Se não for possível, paciência&#8221;, completou ele, ao deixar claro, no entanto, que no que depender dele, sua sucessão será disputada por um representante da situação e um da oposição.</p>
<p>Indagado sobre a possibilidade de dois palanques presidenciais em Pernambuco &#8211; com as candidaturas da ministra Dilma Rousseff (PT) e do deputado federal Ciro Gomes (PSB) &#8211; ele brincou: &#8220;não vê que a Dilma e o Ciro estão sempre juntinhos?&#8221;</p>
<p>Confiante na relação construída com os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos, e do Ceará, Cid Gomes, ambos do PSB, acredita que haverá entendimento nacional em torno de um só candidato. &#8220;Não me vejo indo a Pernambuco sem estar no palanque de Eduardo, não me vejo indo ao Ceará sem estar no palanque de Cid&#8221;.</p>
<p>&#8220;Vamos trabalhar, temos seis meses para maturar, muita coisa vai acontecer, vamos maturar&#8221;, observou na expectativa de poder anunciar um só candidato.</p>
<p><strong>Obra irreversível</strong></p>
<p>O presidente considerou a obra da transposição do São Francisco &#8220;irreversível&#8221;, independente de quem venha a sucedê-lo. &#8220;Vamos ter (em 2010) um canal pronto (eixo leste) e outro com mais ou menos 70% (eixo norte) pronto&#8221;, observou.</p>
<p>&#8220;Acho que as pessoas que vierem depois de mim vão terminar e fazer outras obras mais importantes ainda&#8221;, afirmou ao destacar que pretende deixar &#8220;uma prateleira de projetos e dinheiro previsto no orçamento para que quem vier possa começar bombando, trabalhando muito, porque o Brasil aprendeu a gostar de crescer, o povo aprendeu a gostar de trabalhar&#8221;.</p>
<p><strong><br />
Crescimento</strong></p>
<p>&#8220;Não há possibilidade de o Brasil parar de crescer&#8221;, destacou ao citar que o Brasil irá gerar mais de um milhão de empregos neste ano, de recessão internacional. &#8220;Aprendemos que este País só se transformará numa grande potência se não parar de crescer e para não parar de crescer o Estado tem que ter capacidade de investimento, de planejamento, precisa trabalhar junto com governadores e com prefeitos&#8221;. Por isso, segundo ele, agora será necessário um novo PAC &#8211; 2011/2015 &#8211; para a Copa do Mundo e a Olimpíada. &#8220;Até 2016, vamos ter tarefas incomensuráveis para fazer neste País&#8221;, afirmou. &#8220;E agora com o pré-sal nem me fale&#8221;. &#8220;O próprio Banco Mundial estima que em 2016 o Brasil será a quinta economia do mundo&#8221;, lembrou.</p>
<p><strong>Oposição</strong></p>
<p>Lula voltou a criticar seus opositores ao afirmar que se dependesse da oposição ele não faria nem o primeiro PAC. &#8220;O que a oposição quer é que o País pare para eles terem razão e o que a situação quer é trabalhar mais para não dar razão para a oposição&#8221;. O dado concreto, segundo o presidente, é que a oposição teve chance de fazer e não fez. &#8220;Nós estamos fazendo&#8221;.</p>
<p>Ainda sobre a obra da transposição, o presidente disse ser possivelmente a obra mais importante do Nordeste, mais do que a Transnordestina e mais do que a refinaria de Pernambuco, e as refinarias que serão instaladas em Fortaleza e São Luís do Maranhão. &#8220;Por uma razão: trata de um direito elementar e básico do mundo animal e do ser humano que é água para beber. Não é possível que as pessoas não se deem conta que a gente não pode ficar a cada verão chorando a seca no Nordeste brasileiro&#8221;.</p>
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		<title>&#8220;Serra destruiu a escola de tempo integral em São Paulo. Eu não consigo entender como um governador faz isso com as crianças&#8221;, disse Gabriel Chalita</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/serra-destruiu-a-escola-de-tempo-integral-em-sao-paulo-eu-nao-consigo-entender-como-um-governador-faz-isso-com-as-criancas-disse-gabriel-chalita/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/serra-destruiu-a-escola-de-tempo-integral-em-sao-paulo-eu-nao-consigo-entender-como-um-governador-faz-isso-com-as-criancas-disse-gabriel-chalita/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 21:29:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Clique na imagem de Brasília Confidencial para ampliar

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Clique na imagem de <strong>Brasília Confidencial</strong> para ampliar</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-14080  aligncenter" title="Chalita_BsBConfidencial" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Chalita_BsBConfidencial.gif" alt="Chalita_BsBConfidencial" width="555" height="871" /></p>
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		<title>Dilma admite possibilidade de Marta disputar governo de SP</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/08/dilma-admite-possibilidade-de-marta-disputar-governo-de-sp/</link>
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		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 00:58:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ &#8220;Quanto mais mulher melhor&#8221;, afirmou a ministra ao ser questionada se dividiria uma chapa com Marta
Clarissa Oliveira e Tomas Okuda, da Agência Estado
SÃO PAULO &#8211; Em meio à negociação entre PT e PSB sobre uma possível candidatura do deputado Ciro Gomes (PPS-CE) ao governo paulista, a chefe da Casa Civil e candidata do PT [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>&#8220;Quanto mais mulher melhor&#8221;, afirmou a ministra ao ser questionada se dividiria uma chapa com Marta</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Clarissa Oliveira e Tomas Okuda, da Agência Estado</p>
<p>SÃO PAULO &#8211; Em meio à negociação entre PT e PSB sobre uma possível candidatura do deputado Ciro Gomes (PPS-CE) ao governo paulista, a chefe da Casa Civil e candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, admitiu neste sábado, 8, a possibilidade de a ex-prefeita Marta Suplicy representar seu partido na corrida para o Palácio do Bandeirantes. &#8220;Quanto mais mulher melhor&#8221;, afirmou Dilma, ao ser questionada se gostaria de dividir uma chapa em que Marta seja a candidata ao governo. &#8220;Acho que as mulheres são muito unidas nisso&#8221;, respondeu Marta. As duas chegaram juntas na tarde deste sábado, por volta das 17h10, ao evento de encerramento das Caravanas do PT de SP, que reúne militantes e lideranças do partido na Quadra dos Bancários, região central da capital paulista.</p>
<p>Marta tem dito a aliados que pretende disputar a eleição do ano que vem, mas que ainda não decidiu para qual posto vai se lançar. O desgaste da derrota na última corrida municipal, entretanto, jogou contra a ex-ministra nas conversas para a definição do candidato petista ao governo estadual.</p>
<p>Sem candidato natural, o PT vem avançando na negociação com Ciro. Na próxima quarta-feira, o deputado vai se reunir em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do PSB, governador Eduardo Campos (PE), além de dirigentes dos dois partidos.</p>
<p>Na saída do almoço, Marta e Dilma minimizaram as conversas com o PSB. &#8220;Tenho a impressão de que esta é uma questão que vai se colocar para o partido em algum momento. Nós ainda estamos numa fase em que não estamos discutindo. É uma situação em que está tudo muito aberto. O partido agora está mais preocupado em se organizar&#8221;, disse Dilma. &#8220;Temos que, primeiro, aglutinar o partido e torná-lo muito sólido na nossa candidatura presidencial. E acho que não teremos nenhum problema aqui em ter uma representação, seja ela a que nos convier&#8221;, completou Marta.</p>
<p>Dilma aproveitou a ocasião para comentar a possibilidade de a senadora Marina Silva (PT-AC) sair candidata à presidência no ano que vem. Marina recebeu um convite do PV e estuda a possibilidade de deixar o PT para concorrer. Apesar das divergências entre as duas quando Marina deixou o Ministério do Meio Ambiente, no ano passado, Dilma manteve o tom diplomático. &#8220;Acho que a Marina, sempre, em qualquer processo é bem vinda, não acho que seja um problema a Marina&#8221;, disse a chefe da Casa Civil, dizendo não partir do princípio que a senadora vai de fato trocar de partido. &#8220;Para mim, a Marina é do PT.&#8221;</p>
<p>Na segunda-feira (10) a ministra faz balanço regional do PAC no Rio Grande do Norte, no centro de convenções de Natal, e na terça-feira tem compromissos em Mossoró(RN).</p>
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		<title>Lula convoca PT paulista para discutir sucessão estadual</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 15:02:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">Yan Boechat, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou a cúpula paulista do Partido dos Trabalhadores para discutir os rumos da sigla na disputa pelo governo de São Paulo. O encontro ocorrerá na noite desta quarta-feira em um jantar em Brasília, onde estarão presentes a bancada paulista do partido, as principais lideranças políticas da sigla no Estado e o prefeito de Osasco, Emídio Souza, pré-candidato do PT à sucessão do governador José Serra (PSDB). As convocações para o encontro foram feitas pelo presidente estadual do PT e ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva, a pedido do próprio Lula.</p>
<p>Este será o primeiro encontro entre a cúpula paulista do partido e o presidente da República para tratar exclusivamente da sucessão no Estado, que segue indefinida. Lula vai ouvir pessoalmente os argumentos de uma boa parte do partido que defende a candidatura própria e o nome de Emídio, na presença do prefeito de Osasco, que vem fazendo campanha para se tornar o escolhido do PT na disputa estadual desde o início do ano.</p>
<p>Apesar de contar com o apoio de uma parcela considerável do partido em São Paulo &#8211; apenas quatro dos 19 deputados estaduais não o apoiam -, Emídio de Souza ainda está longe de ter seu nome definido como o candidato do PT. Em uma eleição estratégica para a manutenção do poder nacional, a definição do candidato ao governo do maior Estado da federação passa muito mais por Brasília do que pelo diretório do partido em São Paulo. &#8220;O tabuleiro de xadrez é outro, enquanto aqui nós vemos uma realidade estadual, lá o Lula vê o jogo de alianças nacional&#8221;, diz o prefeito de Osasco, resignado com o fato de apesar de ter o apoio da maior parte do partido ainda assim não ser o escolhido para a disputa no Estado.</p>
<p>No fim, o que contará será a decisão que for tomada pelo presidente da República. Será Lula quem dará a palavra final sobre quem vai enfrentar a hegemonia tucana de 14 anos em São Paulo. Lula queria o deputado federal Antônio Palocci (PT-SP) como o candidato, mas o adiamento do julgamento do ex-ministro da Fazenda no Supremo Tribunal Federal obrigou o presidente a buscar uma nova opção. O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) continua sendo uma das apostas de Lula, mas a indefinição por parte do próprio ex-governador cearense mantém o posto vago. &#8220;O cenário ainda está muito indefinido, há muitas variáveis em aberto&#8221;, diz Emídio.</p>
<p>É em cima exatamente de todas essas variáveis que a conversa entre Lula e a cúpula paulista do PT deve se concentrar na noite de amanhã. Sem um nome forte no Estado para disputar a eleição ao governo, o partido estaria aberto para, pela primeira vez nos últimos 20 anos, não ter um candidato próprio em prol de um projeto maior, a eleição da ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff.</p>
<p>Aberto, porém relutante. A parcela que apoia Emídio vai defender que mesmo com Ciro saindo como candidato, o PT deve ter um nome próprio. Na avaliação de lideranças que estão ao lado do prefeito de Osasco, duas candidaturas de oposição ao PSDB poderiam levar as eleições para o segundo turno. &#8220;E se o candidato for o Aloisyo Nunes Ferreira, como achamos que será, a disputa fica mais aberta&#8221;, afirma um dirigente petista.</p>
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