24/09/2009 - 15:25h Mônica Bergamo: Serra convoca especialistas para entender sua queda em pesquisa

serra_caricatura3

da Folha Online

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), convocou às pressas especialistas em pesquisa, do próprio Ibope, para entender sua queda na sondagem divulgada anteontem pelo instituto, em parceria com a CNI (Confederação Nacional da Indústria), informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada nesta quinta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Segundo a coluna, o tucano foi surpreendido pelos números. A comparação entre a pesquisa de agora e os números divulgados pela mesma CNI em junho mostra que Serra caiu de 38% para 34%.

A coluna informa que os técnicos e o governador, no entanto, trabalham com um número maior, já que comparam os dados com o de outra sondagem do Ibope, mais recente, feita entre 29 de agosto e 1º de setembro por encomenda do PMDB.

Nela, Serra aparecia com 41%, Dilma Rousseff (PT) com 13%, Ciro Gomes (PSB) com 14%, Heloísa Helena (PSOL) com 9% e Marina Silva (PV) com 3%. Em relação aos números divulgados ontem, portanto, Serra caiu sete pontos, Dilma, Ciro e Heloísa Helena se mantiveram no mesmo patamar e Marina Silva dobrou de tamanho, para 6%.

Leia a coluna completa na Folha desta quinta-feira, que já está nas bancas.

23/09/2009 - 08:58h MAIOR PARTE DOS BRASILEIROS ESTÁ OTIMISTA

ECONOMIA:

Pesquisa CNI/Ibope divulgada ontem aponta melhora da expectativa da população em relação à economia: 85% acreditam que o restante do ano será “muito bom” ou “bom”. Apenas 45% acham que a inflação pode aumentar (contra 51% há três meses). O percentual da população que acredita que o desemprego vá subir também caiu: de 53% em junho para 30%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Fonte Folha SP

22/09/2009 - 14:00h Serra lidera pesquisa com 34% e continua caindo. Ciro empata com Dilma com 14%


Possível candidata do PV, Marina Silva aparece com 6%.

Diego Abreu Do G1, em Brasília

A última pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça-feira (22) mostra um empate entre a ministra-chefe da Casa Civil e possível candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, e o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Ambos aparecem com 14% das intenções de voto em um universo de cinco candidatos avaliados. A pesquisa foi realizada de 11 a 14 de setembro, com 2.002 entrevistados em 142 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), aparece como favorito para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010. A pesquisa estimulada mostra que 34% dos entrevistados votariam em Serra.

Depois de Ciro e Dilma, vêm Heloísa Helena (PSOL), com 8%, e Marina Silva (PV), com 6%. Em relação a última pesquisa, realizada em junho, quando Marina ainda não aparecia, Serra caiu quatro pontos percentuais e Dilma, três. Ciro, por sua vez, surpreendeu, registrando crescimento de dois pontos. Na última pesquisa, ele aparecia com 12% das intenções.

Já em um cenário em que Heloísa Helena não é candidata, Serra lidera com 35%, seguido por Ciro Gomes (17%), Dilma (15%) e Marina (8%). Em um último contexto, sem Heloísa Helena, com Aécio como candidato do PSDB, Ciro Gomes ganharia a eleição com 28% dos votos. Na sequência, vêm Dilma (18%), Aécio (13%) e Marina (11%).

Em um cenário em que o candidato tucano é Aécio Neves, Ciro lidera a pesquisa com 25% das intenções de voto, seguido por Dilma (16%), Aécio (12%), Heloísa Helena (11%) e Marina Silva (8%). Vinte e oito por cento dos pesquisados disseram que votariam em branco ou nulo ou não responderam à pesquisa.

22/09/2009 - 13:21h Aprovação pessoal ao presidente Lula subiu de 80% para 81%, diz CNI/Ibope

Ainda segundo a pesquisa deste mês, os brasileiros elevam a nota média do governo de 7,5 para 7,6

Super Lula, 81% de aprovação

Super Lula, 81% de aprovação

Fabio Graner, da Agência Estado

SÃO PAULO – A avaliação positiva do governo Lula subiu em setembro, atingindo 69%, de acordo com a pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta terça-feira, 22. No levantamento de junho, o índice de ótimo/bom para o governo Lula era de 68%. A oscilação ocorreu dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos porcentuais. A avaliação regular do governo Lula caiu de 24% para 22%, na mesma base de
comparação, enquanto o índice de ruim/péssimo subiu de 8% para 9%.

A aprovação pessoal ao presidente Lula subiu de 80% para 81%, mas a desaprovação também subiu,
passando de 16% para 17%, entre junho e setembro. Houve queda no índice dos que não sabem ou
não responderam, que passou de 4% para 2%.

De acordo com a pesquisa, a nota média para o governo Lula subiu de 7,5 para 7,6, em escala de
zero a 10. Já a confiança no presidente ficou estável, em 76%, enquanto 22% disseram não confiar no
presidente, ante 21% no levantamento anterior.

A pesquisa também fez uma comparação entre o primeiro e o segundo mandatos do governo Lula, em
que, para 44% a atual gestão do presidente é melhor que a anterior. Antes, 45% entendiam que o
segundo mandato era melhor que o primeiro. O índice dos que consideram o atual mandato igual ao
primeiro se manteve em 40% e os que consideram o segundo mandato pior que o primeiro ficou
estável em 14%.

A pesquisa CNI/Ibope foi realizada no período de 11 a 14 de setembro, ouvindo 2.002 pessoas, em
142 municípios.

10/06/2009 - 11:00h Aprovação às medidas do governo no enfrentamento da crise subiu dez pontos percentuais. Serra critíca “política equivocada”

CNI/Ibope: Otimismo pode levar a oposição a rever estratégia

Popularidade sobe no passo da economia

lula_positivo.jpg

Raquel Ulhôa, de Brasília – VALOR

A expectativa da oposição de centrar o discurso eleitoral de 2010 na economia precisará ser revista. A população está mais otimista em relação ao impacto da crise mundial no país, mais confiante nas medidas adotadas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva para combatê-la e com menos receio do desemprego e da inflação do que estava há três meses. Essa melhora no humor, registrada na pesquisa do Ibope para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), reflete na elevação de quatro pontos percentuais da avaliação positiva do governo (68%) desde março.

Com esse índice, a avaliação positiva retoma curva ascendente, que chegou a 73% em dezembro e caiu para 64% em março. “Estamos diante de um cenário de expansão da avaliação positiva. A expectativa otimista em relação ao cenário econômico interrompeu curva descendente da avaliação do governo”, diz Marco Antonio Guarita, diretor de Relações Institucionais da CNI.

Segundo ele, alguns resultados mostram que o otimismo em relação à economia tem relação com medidas concretas que estão sendo tomadas pelo governo. Por exemplo: a maioria considerou que o governo acertou ao financiar a compra de bens como fogão, geladeira e móveis (72%), carros (62%) e casa própria (69%). A aprovação às medidas do governo no enfrentamento da crise subiu dez pontos percentuais.

Outro exemplo de que essa percepção é baseada em fatos concretos seria, segundo Guarita, o fato de o Plano Nacional de Habitação Popular ter merecido a segunda maior quantidade de menções dos entrevistados, quando instados a citar as notícias mais lembradas sobre o governo Lula. Em primeiro lugar, com 15% de citações, apareceu a crise.

A forma como Lula administra o país é aprovada por 80% dos entrevistados. Para Amauri Teixeira, analista da MCI, empresa que analisa os resultados da pesquisa, a melhora na expectativa em relação a todas as questões econômicas tem impacto na avaliação positiva do governo. “A pesquisa mostra a percepção de recuperação da economia. Não sei se essa recuperação está acontecendo, mas a percepção de que está é clara.”

O percentual de pessoas que consideram a economia brasileira “muito prejudicada” pela crise caiu de 40% para 30% nos últimos três meses, de acordo com pesquisa. Caiu de 28% para 22% o índice de brasileiros “com muito medo de ser afetado pela crise”. E se, em março, 39% achavam que o Brasil “está mais preparado” para a crise, hoje são 48%.

A redução da preocupação com o desemprego mostra o aumento do otimismo da população. Em março, 68% achavam que o desemprego aumentaria nos próximos seis meses. Agora, esse percentual caiu para 53%. Percepção parecida ocorre em relação à inflação. Há três meses, 63% dos entrevistados diziam que os preços iriam aumentar nos próximos seis meses. Agora, são 51%.

Pela primeira vez, a CNI-Ibope incluiu intenção de voto sobre a sucessão. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), lidera, com 38%. A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT, vem em segundo, com 18%. Em seguida, estão o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 12%, e a vereadora de Maceió Heloísa Helena (P-SOL), com 7%. Em branco, nulos e “não sabe” somam 25%.

Quando o governador Aécio Neves (MG) é o candidato do PSDB, Ciro e Dilma aparecem tecnicamente empatados em primeiro, com 22% e 21%, respectivamente. Aécio e Heloísa Helena empatam em segundo, com 12% e 11%. Em branco, nulo e “não sabe” somam 30%.

O único índice de rejeição considerado relevante por Guarita foi o de Serra, que, conhecido por 76%, é rejeitado por 25%. Dilma e Aécio, conhecidos por 49%, têm, respectivamente, 34% e 39% de rejeição. Ciro, conhecido por 39%, é rejeitado por 38%. Ciro e Serra lideram, com o mesmo percentual (38%), a probabilidade de voto.

Serra: PIB reflete “política equivocada”

Foto: Divulgação
Serra: PIB reflete
Serra: O Banco Central continua com a taxa de juros mais altas do mundo, embora não haja risco algum no retorno da inflação.

Por: O Globo Soraya Aggege
SÃO PAULO – O governador de São Paulo, José Serra (PSDB) disse, há pouco, em São Paulo, que a queda do PIB no primeiro trimestre é “uma questão significativa”, pois leva em consideração também o crescimento demográfico, o que em termos per capita é “mais negativo ainda”. Para o governador tucano, que lidera a corrida das pesquisas para a eleição presidencial do ano que vem, a queda na atividade econômica é também reflexo da política econômica “equivocada”.
- O Banco Central continua com a taxa de juros mais altas do mundo, embora não haja risco algum no retorno da inflação. É uma política equivocada, que não ajuda a combater a inflação – disse Serra, durante a inauguração de um centro para atendimento ambulatorial exclusivo de gays e transsexuais.
Sobre a pesquisa Ibope, que o coloca na liderança da corrida eleitoral para o ano que vem, Serra disse que “é sempre bom” ter o reconhecimento nacional, mas isso ainda é precipitado falar em campanha eleitoral.
- Sempre é bom ter o reconhecimento no aspecto nacional. É gratificante, mas achar que já é fruto da corrida eleitoral é precipitado – disse Serra.
Sobre os protestos de estudantes e professores contra a presença de Policiais Militares no Campus da USP, Serra disse que o governo só está cumprindo determinação judicial.
- O governo está cumprindo ordem judicial. A reitora da USP pediu segurança na Justiça e o governo não outra alternativa que não a de cumprir a ordem judicial – disse Serra.
Durante o evento na Vila Mariana, um grupo de seis estudantes da USP tentaram mostrar faixas com dizeres contra a presença de tropas da PM na USP, mas seguranças do evento e PMs que faziam parte da equipe de segurança do governador retiraram as faixas e não permitiram que Serra as visse.

09/06/2009 - 16:29h Ibope: para 69% o governo Lula está lidando adequadamente com a crise

“Ibope – Brasileiro vê a crise com otimismo

O Ibope perguntou aos seus 2,2 mil entrevistados como o Brasil está lidando com a crise financeira mundial e se o governo agiu de forma correta ao longo da crise. As respostas foram positivas nos dois casos.

Para 48% dos entrevistados, o Brasil está preparado para enfrentar a crise, enquanto 7% acreditam que o país não está preparado.

Mas 69% dos entrevistados acham que o Brasil está lidando com a crise de maneira adequada – contra 16% que apontam o tratamento como inadequado.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.” Blog de Noblat

O resultado não dá margem a interpretação. A população não vê a crise com otimismo, contrariamente ao título da nota reproduzida aqui do Blog de Noblat. A população constata que o governo está lidando adequadamente com uma crise que não é do Brasil.

09/06/2009 - 13:59h Para não falar em crescimento, começam a martelar na “rejeição”

Atenção, com um ano e cinco meses de antecipação, começa o lenga, lenga da “rejeição” da Dilma. Do blog de Noblat à Folha online procurasse diminuir o crescimento da Dilma nas pesquisas invocando a rejeição dela (no CNI/Ibope ela tem 34% e Serra 25%).

Na pesquisa de hoje do CNI/Ibope o destaque é a confirmação do crescimento eleitoral da Dilma e a situação estagnada do Serra. O destaque é o novo crescimento na aprovação da população ao governo e a Lula.

Como relembra a Folha Online: “Pesquisa Datafolha divulgada no final de maio mostrou Serra com 38% das intenções de voto contra 16% de Dilma.

A distância entre Serra e Dilma diminuiu de 30 para 22 pontos entre o mais recente levantamento de maio e o anterior, de março.

A diminuição da intenção de voto entre Serra e Dilma foi verificada também na pesquisa CNT/Sensus, divulgada no dia 1º de junho, onde eles apareceram tecnicamente empatados com 5,7% e 5,4% das intenções de voto na pesquisa espontânea (em que os eleitores falam espontaneamente os nomes do candidatos).”

Um quarto dos eleitores diz que não votaria em Serra de jeito nenhum e um terço disse o mesmo em relação a Dilma. Essas taxas são semelhantes as que quase sempre acompanharam os candidatos populares do PT e também a dos candidatos tucanos e por conta da própria polarização, essas taxas tendem a ficar elevadas.

O crescimento nas intenções de voto e a aproximação do pleito no ano próximo permitirão de verificar a consolidação das intenções dos votantes, -o aumento ou a diminuição da rejeição- e ambas as coisas guardarão estreita relação com a avaliação que a população brasileira faz e fará do desempenho do governo e do presidente.

Por enquanto, só Serra tem motivo de ficar preocupado.

Mas uma parte da mídia vai seguramente insistir e multiplicar os “motivos” para falar em rejeição. Faz parte do jogo. LF

29/09/2008 - 15:42h Maior alta na aprovação a Lula é no combate ao desemprego

lula_caricatura2.jpg

bandeira_emprego.gif

O combate ao desemprego pelo governo Lula foi o setor que registrou maior alta, subindo da aprovação de 52% dos entrevistados em junho para 60% em setembro.

No combate à fome e à pobreza, 67% dos entrevistados aprovam a gestão do governo.

52% dos entrevistados também aprovam a condução do governo no combate à inflação.

 

Pesquisa indica que economia, redução da inflação e pré-sal colaboraram para aprovação do governo

GABRIELA GUERREIRO da Folha Online, em Brasília

O desempenho recorde atingido pelo governo federal e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro deste ano, segundo mostra pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta segunda-feira, se justifica pelo resultado da economia brasileira associado à redução da inflação e à descoberta da camada de petróleo pré-sal.

O diretor de Relações Institucionais da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Marco Antonio Guarita, disse que os três fatores unidos fizeram com que o governo federal e o presidente alcançassem recordes de popularidade e avaliação positiva este mês.

“Temos um desempenho do presidente e do governo que alcançam pontos máximos em relação ao seu mandato. São patamares expressivos desde o início da pesquisa”, afirmou.

Segundo a pesquisa, a avaliação positiva do governo Lula chegou a 69% em setembro. Já a aprovação pessoal ao presidente atingiu o índice positivo entre 72% dos entrevistados.

A pesquisa mostra que a descoberta da camada pré-sal de petróleo foi a notícia mais lembrada pelos entrevistados no mês de setembro –o que reforça a tese da CNI/Ibope de que o tema ajudou na popularidade de Lula.

“Há um otimismo associado à exploração do pré-sal. Ainda é um evento futuro, mas quando olhamos as notícias podemos ver que a população é capaz de apostar na exploração do pré-sal”, afirmou Guarita.

Depois do pré-sal, a notícia mais lembrada pelos entrevistados foi a descoberta de uma nova bacia de petróleo em Santos, seguida pelas viagens do presidente Lula.

As notícias sobre o aumento no valor do Bolsa Família e a redução da inflação aparecem em quarto e quinto lugar entre as mais lembradas pelos entrevistados.

Áreas de atuação

A pesquisa mostra que, por áreas de atuação, o governo federal obteve aprovação pela maioria dos entrevistados em vários setores. No combate à fome e à pobreza, 67% dos entrevistados aprovam a gestão do governo, enquanto 30% desaprovam. Outros 4% não quiseram responder ou não opinaram. A avaliação do setor já era positiva em junho, aprovada por 59% dos entrevistados, mas subiu oito pontos percentuais em setembro.

O combate ao desemprego pelo governo Lula foi o setor que registrou maior alta, subindo da aprovação de 52% dos entrevistados em junho para 60% em setembro. Somente 35% dos entrevistados este mês disseram desaprovar a gestão Lula ano que diz respeito ao desemprego.

No total, 52% dos entrevistados também aprovam a condução do governo no combate à inflação, enquanto 41% desaprovam. A aprovação às políticas inflacionárias subiu 11 pontos percentuais em relação a junho, quando o índice positivo era de 41%.

O governo Lula registrou maioria de desaprovação na ares de segurança pública, com 50% dos entrevistados que se mostraram pessimistas nesse setor. Outros 46% disseram aprovar a gestão petista na área de segurança pública.

Outro setor com maior índice negativo foi a taxa básica de juros da economia (Selic), desaprovada por 55% dos entrevistados, contra outros 36% que aprovam as recentes altas na taxa de juros.

A maioria dos brasileiros também desaprovou os impostos cobrados pelo governo (56%) contra 38% que aprovam a atuação do governo no que diz respeito aos impostos cobrados no país.

As áreas de saúde e educação foram aprovadas, respectivamente, por 54% e 63% dos entrevistados. Outros 44% desaprovam as políticas da área de saúde, enquanto 35% desaprovam as da área de educação.

A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 22 de setembro e ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

29/09/2008 - 15:25h Aprovação do governo Lula sobe de 72% para 80%,diz CNI/Ibope

Índice de aprovação é o mais alto já obtido pelo presidente Lula; desaprovação do governo caiu de 24% para 17%

Lula foi ovacionado durante comício ontem em SP

Epitacio Pessoa/AE – Lula foi ovacionado durante comício ontem em SP

Renata Veríssimo – Agencia Estado

A aprovação do governo Luiz Inácio Lula da Silva subiu de 72% em junho de 2008 para 80% em setembro, divulgou nesta segunda-feira, 29, a pesquisa CNI/Ibope. Por outro lado, a desaprovação caiu de 24% para 17% no mesmo período. O documento informou que o índice de aprovação é o mais alto já obtido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A avaliação do governo Lula em ótimo ou bom subiu de 58% para 69%, o melhor resultado para o atual governo e o segundo melhor desempenho de um governo desde o início da série histórica CNI/Ibope. Em setembro de 1986, na vigência do Plano Cruzado, o governo do presidente José Sarney obteve 72% de avaliação positiva.

Já a avaliação ruim ou péssima recuou de 12% em junho para 8% em setembro e a avaliação regular do governo caiu de 29% para 23%.

Confiança

A confiança no presidente subiu de 68% em junho para 73% em setembro. A melhora na avaliação ocorreu depois de dois levantamentos em que o índice se manteve estável. De acordo com a CNI/Ibope, a avaliação de setembro é a terceira melhor da série histórica, inferior apenas aos 80% registrados em março de 2003 e os 76% de junho do mesmo ano.

O porcentual daqueles que não confiam no presidente Lula caiu de 29% em junho para 23% em setembro deste ano. A pesquisa revelou também que aumentou o número de entrevistados que consideram o segundo mandato melhor do que o primeiro. Passou de 40% em junho para 48% em setembro. Por outro lado, o total daqueles que avaliam o segundo mandato como pior do que o primeiro passou de 20% para 11%. E a variação dos que consideram igual o desempenho nos dois mandatos passou de 38% para 39%.

A CNI/Ibope também revelou que o governo Lula alcançou a nota média mais alta desde que teve início, atingindo 7,4 numa escala de 0 a dez.

A pesquisa CNI/Ibope foi realizada de 19 a 22 de setembro e ouviu 2.002 entrevistados, em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para baixo ou para cima.

CNT/Sensus

Na semana passada, uma pesquisa divulgada pelo CNT/Sensus mostrou também a alta aprovação do presidente, que disparou quase dez pontos. Lula passou de 69,3% para 77,7%, e voltou ao patamar do primeiro ano de governo, em 2003.

Mesmo batendo recordes de popularidade, Lula não consegue transferir votos para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a favorita para sucedê-lo, nem para outros candidatos do PT, que aparecem em último lugar em simulações na disputa de 2010, revela levantamento.

28/03/2008 - 04:59h Lula em paz com a classe média

Aprovação do presidente nunca esteve tão positiva, de acordo com a pesquisa CNI-Ibope. O bom desempenho da economia levou as faixas de maior escolaridade e renda a aprovarem o governo

Luiz Carlos Azedo – Correio Braziliense

lula_caricatura2.jpgA expectativa de elevação da renda e de aumento do nível de emprego, entre outros indicadores positivos, elevou a aprovação do governo federal ao seu maior patamar e conquistou o apoio da classe média à forma de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva governar. A avaliação do governo nunca foi tão positiva: 58% de ótimo e bom em março, um crescimento de 7% em relação a dezembro do ano passado, logo após a reeleição. O percentual dos que consideram o governo ruim e péssimo despencou de 17% para 11%, segunda pesquisa CNI-Ibope divulgada ontem, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 23 de março de 2008, em 141 municípios. Foram entrevistadas 2002 pessoas, eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro da amostra é de 2%, com grau de confiança de 95%.

O modelo de governar do presidente Lula acompanha a tendência, com 73% de aprovação, contra 65% em dezembro. Destaca-se na pesquisa a reviravolta na avaliação sobre o desempenho de Lula no segmento dos que recebem mais de 10 salários mínimos, no qual havia um saldo negativo de quatro pontos em dezembro. Agora, o saldo é de 28 pontos. Nesse grupo, 62% o aprovam, contra 34% que não concordam com a maneira de Lula governar.

“O bom desempenho da economia gera a expectativa positiva das pessoas em relação ao futuro”, explica o diretor de Relações Institucionais da CNI, Marco Antônio Guarita. Pela primeira vez desde dezembro de 2006, o contingente que acredita que a própria renda vai aumentar (42%) supera o que afirma que a renda não irá se alterar (40%). O impacto da economia no conjunto das avaliações do governo fica ainda mais nítido quando se examina a atuação do governo por áreas específicas. “O movimento que mais chama atenção é o combate ao desemprego: pela primeira vez o índice de aprovação supera o de desaprovação”, assinala Guarita.

Otimismo
O recall de notícias sobre o governo confirma a influência da economia na avaliação do governo, principalmente o aumento do salário mínimo e o crescimento econômico. A maioria dos entrevistados acredita que a renda pessoal vai aumentar nos próximos seis meses, expectativa positiva que somente havia sido registrada em dezembro de 2006, logo após a reeleição de Lula. A avaliação do governo Lula atinge seus patamares mais elevados nas faixas de menor escolaridade e renda e na Região Nordeste, onde as menções de “ótimo” e “bom” atingem a casa de 70% e a avaliação negativa é feita por apenas 5% da população.

Guarita destaca o otimismo da classe média nas capitais. “Os movimentos mais expressivos são identificados nas faixas de maior escolaridade e renda, justamente os que mantêm uma postura mais crítica em relação ao governo, nas capitais e no grupo etário acima de 50 anos”. Entre os que têm curso superior completo, 47% consideram o governo Lula “ótimo” ou “bom”, enquanto 17% o qualificam como “ruim” ou “péssimo”. O saldo da avaliação, que era de 10 pontos percentuais, passa para 30 pontos. Na faixa de renda que recebe mais de 10 salários mínimos por mês, 47% dizem que o governo é “ótimo” ou “bom”, enquanto 16% afirmam que é “ruim” ou “péssimo”.


análise
Cerco aos adversários

A três meses das convenções que escolherão os candidatos a eleições municipais, a pesquisa CNI-Ibope divulgada ontem desenha um cenário no qual as forças que apóiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrarão na disputa em vantagem estratégica. Tanto o governo como o presidente da República têm índices de aprovação ascendentes. A confiança no presidente Lula e o otimismo em relação à economia completam o ambiente adverso para a oposição.

Com a devida ressalva de que vivemos em regime de liberdades, é uma correlação de forças que se aproxima daquela das eleições municipais de 1972, no auge do prestígio do presidente Emílio Garrastazu Médici, em pleno “milagre econômico”. A maioria dos prefeitos apoiava o regime e a classe média estava satisfeita com governo militar, favorecida pela expansão da economia. A vitória da antiga Arena foi quase esmagadora.

A situação atual só não é tão dramática para a oposição porque não existe bipartidarismo. O embate com as forças do governo não será tão polarizado nos municípios como se apresenta no plano nacional. Não é à toa, portanto, que o presidente Lula resolveu nacionalizar a disputa e força a consolidação de alianças entre o PT e o PMDB, principalmente nas capitais, para impor uma dura derrota aos adversários.

Os indicadores ascendentes nas capitais e suas periferias, principalmente com a mudança de posicionamento da classe média em relação ao governo, pavimenta o caminho para que o Partido dos Trabalhadores tente conquistar o maior número de prefeituras, principalmente nas grandes cidades. Vem daí a aproximação do PT com o PMDB em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, dentre outras capitais.

27/03/2008 - 21:25h Lula é aprovado por 73% e para 59% é ótimo e bom, CNI/IBOPE

lulaavalicao2.jpg

A aprovação do presidente Lula acompanhou a avaliação de seu governo e apresentou forte crescimento em março. O patamar saiu de 65% em dezembro de 2007 para 73% agora. Já o índice de desaprovação a Lula caiu de 30% para 22%. O saldo entre aprovação e desaprovação ficou positivo em 51 pontos, frente aos 35 pontos do estudo antecedente. Para detectar esse índice, os pesquisadores perguntam aos entrevistados se aprovam ou não a maneira com que o presidente Lula está governando o Brasil.

27/03/2008 - 21:13h CNI/Ibope: Governo Lula tem melhor avaliação desde início da gestão petista, em 2003

lula_madri.jpg

Rodrigo Vizeu – O Globo Online; Valor OnlineReuters

BRASÍLIA – Pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta quinta-feira, mostra que a avaliação do governo do Lula é a melhor desde o primeiro levantamento feito da gestão petista, em março de 2003, logo após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nessa época, o governo tinha 51% de aprovação. Em março deste ano, a avaliação ótima ou boa chegou a 58%, enquanto em dezembro, data da pesquisa anterior, estava em 51%.

O índice dos que consideraram a gestão regular apresentou leve alteração, oscilando de 31% para 30%, no mesmo período. Já a avaliação ruim ou péssima caiu de 17% para 11%. Com isso, a diferença entre a avaliação positiva e a negativa passou a ser de 47 pontos, ante os 34 pontos verificados no levantamento anterior.

De acordo com a CNI, a avaliação positiva do governo Lula cresceu em todos os segmentos sócio-econômicos, com variação mais significativa entre as faixas de maior escolaridade e renda. O instituto atribui o resultado da pesquisa ao bom desempenho da economia, com aumento da formalização do emprego, crescimento do consumo e elevação da renda.

- Do nosso ponto de vista, há uma razão que prevalece sobre todas as outras para o crescimento, que é o desempenho da economia. Pela primeira vez, a expectativa das pessoas em relação à própria renda cresceu. É natural que elas fiquem muito otimistas. A sociedade brasileira, graças ao desempenho da economia, está mais satisfeita e avalia o governo de forma mais positiva – afirmou Marco Antônio Guarita, diretor de relações institucionais da CNI.

Ao comentar a pesquisa nesta quinta, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que essa popularidade se deve ao acesso ao crédito e ao poder aquisitivo que transformaram o Brasil em um país de classe média.

- (O resultado da pesquisa) reflete o acesso que milhões de brasileiros têm a um padrão de consumo que era da classe média. O Brasil é hoje muito mais de classe média do que de segmentos da população que estão vivendo na miséria – afirmou a ministra, que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em compromissos em Recife.
Pesquisa mostra aumento também na aprovação e confiança em Lula

A aprovação do presidente Lula acompanhou a avaliação de seu governo e apresentou forte crescimento em março. O patamar saiu de 65% em dezembro de 2007 para 73% agora. Já o índice de desaprovação a Lula caiu de 30% para 22%. O saldo entre aprovação e desaprovação ficou positivo em 51 pontos, frente aos 35 pontos do estudo antecedente. Para detectar esse índice, os pesquisadores perguntam aos entrevistados se aprovam ou não a maneira com que o presidente Lula está governando o Brasil

O indicador relativo à confiança da população no presidente também subiu. A parcela dos que dizem confiar em Lula passou de 60% em dezembro para 68% em março. A proporção dos que não confiam no dirigente do país recuou de 35% para 28% na mesma comparação. O saldo de imagem – que indica o total dos que confiam menos os que não confiam – ficou em 40 pontos, bem acima dos 25 pontos registrados anteriormente.

Os entrevistados também melhoraram a nota, de zero a dez, que atribuiriam ao governo Lula. A média evoluiu dos 6,6 encontrados em dezembro para 71 em março. Um total de 42% dos consultados considera o segundo mandato do presidente melhor do que o primeiro. Apenas 16% pensam o contrário e 41% acham que está igual.
Reforma tributária é considerada muito importante

Segundo a pesquisa, a reforma tributária é vista pelos entrevistados como um projeto importante para o país. Os dados mostram que 35% a consideram muito importante, enquanto 47% disseram que ela é importante. Ou seja, 82% dos entrevistados acreditam que a reforma deveria ser feita logo. Para 9% dos que responderam à pesquisa, ela é pouco importante, enquanto 4% acham que ela não tem importância. Do total, 5% não responderam ou opiniaram.

Segundo a pesquisa, essa avaliação foi influenciada pela convicção de que a reforma tributária aumentará o crescimento econômico, resposta dada por 32% dos entrevistados, ou gerará mais empregos, de acordo com 35% dos ouvidos pelo CNI/Ibope.

Mas 31% disseram que ela fará o brasileiro pagar menos impostos. Para 32% deles, os brasileiros continuarão a pagar a mesma quantidade de impostos e, para 25% dos eleitores, os contribuintes pagarão mais impostos depois de aprovada a reforma. Do total, 12% não responderam ou não opinaram.
Ricos e pobres divergem sobre soluções para enfrentar violência

A segurança pública também foi tema da pesquisa. E ela foi considerada ruim ou péssima pela maioria dos pesquisados. Para 22% deles, a segurança no país é ruim e para 31% é péssima. Apenas 3% dos entrevistados disseram avaliar como ótima a segurança pública, ante 15% que disseram ser boa e 29% que responderam que é regular.

O levantamento mostrou ainda uma diferença entre a solução apontada por ricos e pobres para enfrentar a violência. Entre os mais ricos, que ganham acima de dez salários mínimos, as ações sociais, como educação e formação profissional para os jovens, são as que mais contribuem para garantir a segurança pública (52% dos entrevistados). As ações repressivas foram citadas por apenas 17%. A união das duas soluções foi apontada por 30% dos entrevistados.

Já entre aqueles que têm renda de até um salário mínimo, a principal solução apontada foi a repressão policial, com 39%, seguida das ações sociais (37%). O uso das duas medidas foi defendido por 21% dos pesquisados. Na média de todas as rendas, a pesquisa apontou as ações sociais em primeiro lugar (43%), as repressivas em segundo (32%) e a utilização das duas em seguida (24%).

Para os entrevistados, o combate ao tráfico de drogas é a principal ação para melhorar a segurança pública, com 48% das menções. A pesquisa apontou também o combate à corrupção na polícia (34%), a melhoria do policiamento (33%), criação de leis mais rigorosas (31%) e a atuação mais rápida da Justiça (25%), entre outros.

No combate à violência, as Forças Armadas foram apontadas como a entidade mais confiável para enfrentar o problema, sendo que 74% confiam nelas. A população lembrou ainda da Polícia Federal (70% de confiança), do governo federal (59%) e da Justiça (58%). Apenas 48% confiam na Polícia Militar no combate à criminalidade, tendo um Congresso Nacional uma situação ainda pior: 36% de confiança.