25/04/2008 - 19:37h Turismo dá largada para a Copa de 2014

Presidente da CBF diz que iniciativa de planejamento do Ministério do Turismo coloca o Brasil à frente de outras experiências em países que já sediaram o evento

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Rio de Janeiro (25/04) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, ao lado do secretário de Turismo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, do diretor da Empresa Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape-FGV), Bianor Cavalcante, e do presidente do Fornatur, Bismarck Maia – abriu, nesta manhã (25), no Rio de Janeiro, o Seminário Internacional: Perspectivas e Desafios para o Turismo – Copa de 2014. “Para nós, do turismo, a ordem é uma só: planejar. A Copa é a grande oportunidade para o país ampliar a visibilidade que tem perante o mundo e temos que aproveitá-la”, disse a ministra.

Segundo Marta Suplicy, o Ministério do Turismo alinhava, junto a outros ministérios, questões necessárias para desenvolver o setor. “No governo somos um time e nossa função é apontar e encaminhar o que pode fazer diferença para o turismo”, explicou a ministra em coletiva logo após a abertura do seminário.

Da coletiva, participaram também Eduardo Paes e Ricardo Teixeira. Entre os temas em destaque, foram tratadas questões de infra-estrutura, como o projeto do Trem Bala Rio-São Paulo, que vem sendo planejado pela Casa Civil. Também a questão da Aviação Regional, cuja contribuição do Ministério em parceria com a Associação Brasileira de Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar) já resulta em um estudo, que será entregue ao ministro da Defesa, Nelson Jobim. “É um estudo que aponta onde são necessários investimentos para incremento da Aviação Regional”.

Ricardo Teixeira destacou na coletiva que não se deve falar em custo, quando se pensa em Copa do Mundo, mas sim em investimento. “Tudo que está sendo feito numa Copa ficará para o país”. O presidente da CBF alertou que hoje é difícil mensurar valores porque as cidades-sede, “10 ou 12”, ainda não foram escolhidas. “A ministra do Turismo está certa quando fala que o momento agora é de planejar. Posso garantir, como membro do Comitê-Executivo da Fifa, que acompanhou as Copas desde 1990, que estamos avançados em relação ao que aconteceu em outras Copas. Ou seja, nós já estamos planejando há sete anos muita coisa que não foi planejada em outros países nessa época. O caminho é esse”.

Marta Suplicy observou que o Ministério do Turismo vai utilizar as informações do Estudo de Competitividade feito em 65 destinos, nos quais todas as capitais estão incluídas. “Isso significa que todas as cidades candidatas à Copa de 2014 também já foram avaliadas. Agora, vamos aprofundar os dados que temos, do ponto de vista quantitativo e qualitativo, para saber, por exemplo, a capacidade hoteleira de determinada cidade e a prestação de serviços turísticos ao visitantes. Por enquanto, não temos como mensurar valores. Nosso estudo vai possibilitar isso”, afirmou Marta Suplicy.

O secretário de Turismo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, lembrou que hoje, por meio do Ministério do Turismo, existe possibilidade de acesso a crédito do Prodetur Nacional (financiado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID) para investimentos infra-estrutura, qualificação e promoção turística. Estão disponíveis pelo Programa US$ 1 bilhão. O acesso aos recursos é negociado por estados e municípios, com apoio técnico do MTur, e necessita de aprovação da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério do Planejamento.

A segurança foi mais um tema abordado na coletiva. Eduardo Paes acredita que o modelo bem-sucedido adotado durante os jogos Pan-americanos 2007, no Rio de Janeiro, pode ser ponto de partida para o planejamento nas cidades que pleiteiam ser sedes da Copa de 2014. Ricardo Teixeira lembrou que durante a Copa da Alemanha, França e Estados Unidos o patrulhamento dos estádios foi feito por exércitos e forças nacionais desses países.

Serviço: Realizado pelo Ministério do Turismo, o Seminário Internacional: Perspectivas e Desafios para o Turismo – Copa de 2014 é o primeiro passo para orientar o turismo brasileiro a se organizar para a realização da Copa de 2014 no Brasil. Na abertura, a ministra do Turismo e o diretor da Ebape-FGV assinaram convênio no valor de R$ 865,8 mil (R$ 786,8 mil parte do Ministério e o restante da FGV) para a realização de estudo sobre as 18 cidades candidatas a sede e subsedes dos jogos da Copa de 2014. Com esse estudo, a previsão é que daqui a 12 meses o turismo saiba quais as reais necessidades de investimentos para a Copa de 2014.
Leia a íntegra do discurso da ministra Marta Suplicy no evento
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13/03/2008 - 16:44h US$ 1 bilhão do BID para o turismo do Brasil

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Ministério do Turismo lança Prodetur Nacional

Brasília (13/03) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, e o representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, José Luis Lupo, assinaram nesta quinta-feira, memorando de entendimento para linha de crédito de US$ 1 bilhão, a ser acessada por estados e municípios. A cerimônia, da qual participaram também os governadores do Ceará, Cid Gomes, do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, e de Goiás, Alcides Filho, além de autoridades estaduais e parlamentares, marcou o lançamento de um novo modelo do Programa de Desenvolvimento do Turismo, de abrangência nacional, o Prodetur Nacional.

“Estamos dando início a uma proposta única em âmbito nacional, em função do valor do financiamento a ser alocado, da amplitude de sua atuação e do modelo de desenvolvimento proposto. O programa leva a marca da inovação e não há dúvidas que o Prodetur Nacional abre um novo capítulo no desenvolvimento do turismo brasileiro”, afirmou a ministra Marta Suplicy.

Por meio do programa, estados e municípios brasileiros – estes desde que tenham mais de um milhão de habitantes –, poderão solicitar recursos diretamente ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), dentro de suas respectivas capacidades de endividamento e critérios acordados entre o MTur e o banco. Para acessar a linha de crédito, as propostas têm de ser aprovadas pela Comissão de Financiamentos Externos do Ministério do Planejamento (Cofiex), por meio de cartas-consulta. Nestas, deverão ser identificadas as modalidades de turismo que serão desenvolvidas, bem como os mercados, segmentos e áreas geográficas alvos das intervenções.

“Estamos consolidando um caminho que passa pela integração das políticas públicas, do investimento privado, da capacitação do trabalhador brasileiro, da geração de renda e de empregos, principalmente para a população mais pobre do nosso país. Muitas pessoas têm idéia de que esses investimentos são para infra-estrutura, mas é importante saber que são também para qualificação”, ressaltou a ministra do Turismo.

Presidentes – Os presidentes das comissões de Turismo da Câmara e do Senado também participaram da cerimônia de lançamento do Prodetur Nacional. A senadora Lúcia Vânia (PSDB/GO) lembrou a experiência “bem-sucedida” do Prodetur Nordeste e do Viaja Mais. “Agora, com o lançamento do Prodetur Nacional, temos certeza de que o Ministério continua atendo à realidade dos estados e municípios. Assim como essa iniciativa, outras ações do MTur dão credibilidade e, acima de tudo, demonstram uma sensibilidade intensa. O Viaja Mais é um exemplo de preocupação social, pois dá oportunidade para que os idosos consigam usufruir o turismo”.

O novo presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, Albano Franco (PSDB/SE), falou da sua condição de ex-governador de Sergipe para ressaltar a importância de se investir nos estados. “No meu estado, o turismo foi incrementado com a realização de obras no aeroporto e a recuperação do Centro Histórico de Aracaju, que são alguns exemplos que só se tornaram possível com os recursos do Prodetur Nordeste. A criação do Prodetur Nacional demonstra que o empenho da ministra Marta Suplicy na execução desse programa é gratificante para o setor”, revelou.

Crédito – Os estados e municípios interessados em acessar a linha de crédito contarão com recursos e assistência técnica do MTur para elaboração das propostas com intuito de garantir que elas estejam de acordo com Plano Nacional de Turismo 2007-2010. No âmbito do programa a contrapartida é da ordem de US$ 667 milhões, contando com recursos federais, estaduais e municipais. E os estados e municípios terão até 10 anos para aplicar os recursos no desenvolvimento do turismo.

A linha de crédito financiará ações relacionadas com a recuperação e valorização de atrativos turísticos públicos, com objetivo de promover e consolidar a imagem de destinos e aumentar a competitividade dos mesmos. Também beneficiará investimentos em infra-estrutura e transporte. Mais uma aplicação é na preservação do meio ambiente.

Atualmente, cerca de 20 estados já manifestaram interesse em participar do Prodetur Nacional, sendo que Santa Catarina, Ceará, Goiás, Rio Grande do Norte, Pará e Mato Grosso do Sul já apresentaram suas propostas para aprovação da Cofiex (veja tabela abaixo).

Amapá, Pernambuco, Tocantins, Espírito Santo, Sergipe, Piauí, Paraíba e Rio de Janeiro já estão elaborando suas cartas-consulta com o apoio técnico do MTur.

Os governadores Cid Gomes (CE), Wilma de Faria (RN) e Alcides Filho (GO) prestigiaram hoje a cerimônia de lançamento do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) Nacional. Eles pertencem ao grupo de seis estados que já solicitaram recursos do programa para aplicar em ações voltadas para o desenvolvimento do turismo em suas regiões. O lançamento foi marcado pela assinatura de memorando pela ministra Marta Suplicy e o representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento no Brasil, José Luis Lupo, para linha de crédito de US$ 1 bilhão a ser acessada por estados e municípios.

“Não há duvidas que o Prodetur Nacional abre um novo capítulo para o desenvolvimento do turismo brasileiro, pois é um instrumento eficaz, colocado à disposição de estados e municípios pelo MTur e pelo BID, visando facilitar o planejamento e o desenvolvimento do turismo em todos os cantos do país”, afirmou a ministra Marta Suplicy, em seu discurso.

O representante do BID lembrou que a instituição trabalha com a linha de crédito por meio do Prodetur desde 1992 na América Latina. “No Brasil, muitos estados brasileiros, especialmente do Nordeste, puderam triplicar os investimentos no turismo. O Brasil é um país rico em matéria-prima no setor e esses investimentos possibilitam transformar os destinos brasileiros em um produto pronto para o consumo”.

Governadores - A governadora do Rio Grande do Norte ressaltou a importância de se investir em turismo. “Uma cidade boa para se visitar é uma cidade boa para se viver. Por isso, oferecer possibilidades de investimento como essa também beneficia a população local. Além disso, desde que o Rio Grande do Norte passou a investir no turismo, o estado cresceu econômica e socialmente”.

O governador do Ceará, Cid Gomes, lembrou o esforço do MTur para destravar o Prodetur Nordeste e as expectativas com o novo programa. “A atuação do Ministério do Turismo foi fundamental para dar agilidade à liberação dos recursos por meio do Prodetur. A experiência e o bom desempenho obtidos com o Prodetur Nordeste vão se repetir nesse Prodetur Nacional”.

Já o governador de Goiás, Alcides Rodrigues Filho, reforçou a importância do binômio investimento e desenvolvimento. “Estamos atentos ao futuro do turismo no nosso estado. Sabemos que o Prodetur Nacional é uma ótima oportunidade para alcançarmos o desenvolvimento ideal para o turismo”.
Primeiras propostas – Prodetur Nacional (US$ milhões)

Estado
Financiamento
Contrapartida
Total
Santa Catarina
30
20
50
Ceará
90
60
150
Goiás*
60
40
100
Rio Grande do Norte
90
60
150
Pará*
26
17
43
Mato Grosso do Sul*
29
19
48
TOTAL
325
216
541

* valores aproximados.

Fonte MinTur

04/12/2007 - 09:15h NEGÓCIOS & cia: Dinheiro do BID para o turismo


Flávia Oliveira – O Globo

Só falta o sinal verde da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério do Planejamento para o país formalizar com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) a linha de financiamento de US$ 1 bilhão para o setor de turismo. A ministra Marta Suplicy, titular da pasta, acertou os detalhes do “empréstimo guarda-chuva” com Luiz Alberto Moreno, presidente do BID, em viagem a Washington, em outubro deste ano. Os recursos deverão, obrigatoriamente, financiar projetos de infraestrutura, que serão apresentados pelos governos estaduais.

Marta espera assinar o contrato com o BID nas primeiras semanas de janeiro. Assim, os recursos começariam a ser liberados entre fevereiro e março de 2008. O dinheiro, explica, vai compor um novo Prodetur nacional, o programa federal de desenvolvimento do turismo.

Segundo a ministra, cinco estados brasileiros já têm projetos prontos. Acre, Espírito Santo, Sergipe, Paraíba e Santa Catarina serão os primeiros a ter suas cartas de intenções analisadas pelo BID.