02/03/2009 - 16:09h Na França, publicidade fala ao coração

Interessante artigo do New York Times, suplemento publicado pela Folha, sobre a publicidade na França. Fora o fato de ignorar que a decisão de Sarkozy de proibir publicidade noturna nos canais de TV pública visa a reforçar o caixa da TV privada que o apoia, o resto permite uma reflexão sobre o tema da particularidade francesa. LF

ARTE E ENSAIO


PARIS - O comercial em preto e branco de 1968 ainda é famoso na França: um jovem de pijama senta-se na cama, gritando “Boursin!” repetidas vezes, e corre para sua cozinha para devorar o queijo.
Recentemente os parisienses têm se reunido numa galeria do Musée des Arts Décoratifs para assistir àquele anúncio de tempos passados, juntamente com muitos outros feitos na França desde o final dos anos 1960. A mostra “40 Anos de Anúncios na TV” inclui dezenas de comerciais sexies de lingerie Dim, dirigidos por William Klein, Luc Besson, Tony Scott e Hal Hartley, entre outros.
A exposição acontece num momento curioso, quando vários grandes anunciantes na TV acabam de ter seus comerciais tirados do ar subitamente. Ostensivamente para melhorar a programação, o presidente Nicolas Sarkozy proibiu a veiculação de comerciais em quatro grandes canais de TV no horário nobre noturno. A medida será estendida a duas outras emissoras.
Isso ainda deixa os franceses com dezenas de canais nos quais podem ver, por exemplo, a extravagância digital criada por Bruno Aveillan para o perfume XS da Paco Rabanne, na qual um casal nu copula languidamente em pleno ar.
A atitude libertária dominante na França também explica o anúncio de serviço público sobre a Aids -uma animação alegre mostrando sexo gay explícito que se desenrola ao som da canção “Sugar Baby Love”.
Está claro que os comerciais franceses revelam a cultura francesa, tanto quanto a literatura ou a música. Fortes em sensualidade, estilo e poesia, são notavelmente fracos em matéria de informações e quase alérgicos aos detalhes nus e crus do comércio. Na França, é proibido denegrir seus concorrentes num anúncio de televisão ou (salvo em casos excepcionais) recomendar aos espectadores que liguem para um número determinado para comprar um produto. As táticas de venda direta, que constituem a norma nos EUA, não são aceitáveis na França.
“É porque sempre tivemos uma relação nada saudável com o dinheiro”, explicou Jacques Séguéla, executivo criativo da segunda maior agência de publicidade do país, a Havas. “Para nós, dinheiro implica em corrupção. E como nos consideramos os inventores da liberdade -não importa que isso não seja verdade-, ainda vemos a publicidade como uma espécie de manipulação. Isso explica por que a publicidade na TV começou tão tarde neste país -basicamente, porque a oposição de esquerda a via como algo que corrompe a alma.”
É verdade que a França demorou a começar a veicular comerciais na TV. Anos depois de EUA, Reino Unido, Itália e outros países estarem convertendo em uma nova forma de arte os spots de 30 segundos de propaganda de detergentes e pastas de dentes, a França ainda proibia a veiculação de anúncios privados. Foi apenas em 1968, passando por cima da oposição forte das empresas de jornais e da esquerda política, que o governo finalmente autorizou a veiculação de dois minutos diários de comerciais numa única emissora de televisão (naquela época, todas as emissoras francesas eram públicas).
Foi sem dúvida em parte para aproveitar a histórica ambivalência francesa em relação aos comerciais de TV que Sarkozy reverteu a política dos últimos 40 anos e proibiu a veiculação de anúncios nas emissoras públicas francesas no horário noturno. A iniciativa foi um grande golpe de relações públicas para o presidente.
Isso não significa que os franceses não gostem de comerciais.
A década de 1980 foi a era de ouro da publicidade francesa, disse Amélie Gastaut, curadora da exposição no Musée des Arts Décoratifs. Diretores como Jean-Paul Goude, Gérard Pirès e Étienne Chatiliez fizeram anúncios elegantes e inteligentes para a Peugeot, os jeans Cooper e a fabricante francesa de calçados de baixo preço Eram. Sucedeu-se a eles uma geração criada à base de animação digital, que foi quem introduziu a era atual de efeitos fantasmagóricos e sofisticados.
Séguéla disse que os comerciais americanos vão da cabeça à carteira; os britânicos, da cabeça para o coração; e os franceses, do coração para a cabeça. Isso explica por que, num clássico comercial francês da emissora paga Canal Plus, um homem descreve um filme sobre pinguins imperadores na Antártida a uma mulher que visualiza centenas de Napoleões deslizando pelo gelo.
“Enfatizamos o sexo e o humor inteligente em nossos anúncios porque essa é nossa cultura”, disse Stéphane Martin, diretor do sindicato francês de publicidade na TV. “A publicidade dá a seu público uma visão idealizada. E é assim (com sexo e humor inteligente) que gostamos de pensar que somos.”

AIDES – Sugar Baby Love
Agência: TBWA, Paris
Música: The Rubettes – Sugar Baby Love
Esse cormercial foi criado para a organização AIDES, dedicada, prevenção de doenças.”A vida ? longa o suficiente para encontrar a pessoa certa. Proteja-se.”

A primeira animação (AIDS Awareness – “AIDES”) foi feita em 2005 e a outra (Gay AIDS Awareness), em 2006

DIM
DIM

03/02/2009 - 10:30h Comercial da Sabesp em rede nacional vira alvo do TRE-RJ

Eventual uso da máquina em benefício de possível candidatura de Serra será analisado

Gerente de comunicação da Sabesp disse que, como só agora a empresa pode atuar em outros Estados, quer divulgar seu nome no país

http://pipocavirtual.files.wordpress.com/2008/09/sabesp2.jpg

ANDRÉ ZAHAR DA SUCURSAL DO RIO E CATIA SEABRA DA REPORTAGEM LOCAL – FOLHA SP

O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio pediu às TVs Globo e Bandeirantes informações a respeito de campanhas publicitárias da Sabesp (Companhia de Saneamento de São Paulo) veiculadas no Estado. Só à Globo foram pagos R$ 7,450 milhões para participação da campanha nacional de verão.
O TRE quer analisar eventual uso da máquina em benefício de possível candidatura do governador José Serra (PSDB) à Presidência. As inserções foram exibidas pela Globo duas vezes por dia, durante 45 dias, de dezembro a janeiro.
Segundo ofício da emissora ao tribunal, a agência Nova S/B pagou um total R$ 7,450 milhões para patrocinar a campanha. Uma das inserções, de cinco segundos, foi ao ar antes do Mundialito Feminino de Triatlo Rápido. O evento, realizado em Balneário Camboriú (SC), teve exibição nacional.
O pacote também incluiu a exibição, em cadeia nacional, de peças publicitárias do projeto Onda Limpa veiculadas anteriormente apenas em São Paulo. Em uma delas, a locução: “O governo do Estado traz uma onda de boas notícias para o litoral paulista”.
O anúncio destaca investimento de R$ 1,470 bilhão em obras de saneamento na Baixada Santista e encerra com a logomarca do governo e o slogan “Trabalhando por Você”.
O TRE-RJ alega que a medida adotada foi preventiva. As explicações ficarão arquivadas para que, caso Serra formalize a candidatura e se houver denúncias de uso da máquina, sejam juntadas aos processos. A Bandeirantes ainda não respondeu ao ofício.
O presidente do TRE-RJ, desembargador Alberto Motta Moraes, disse ter visto a inserção da Band, que lhe “causou surpresa”.
“É uma empresa pública estadual, sem prestação de serviço no Rio. Tive contato com o presidente do TRE do Amapá, onde também houve esse tipo de propaganda. Ele vai adotar a mesma providência. Vamos entrar em contato com o Ministério Público Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral também será informado”, disse Moraes.
Procurada pela Folha no fim do ano passado, a gerente de comunicação da Sabesp, Paula Fontenele, alegou que o interesse por uma campanha nacional nasceu das mudanças de regras para o setor. Como só agora a Sabesp pode atuar em outros Estados, quer divulgar seu nome para o resto do país. Fontenele não informou o custo da campanha.
Em nota, a Sabesp afirmou ter sido uma das quatro patrocinadoras do Verão Espetacular, “cuja programação inclui a realização de 16 competições esportivas em diversas cidades do Brasil”, várias delas promovidas na capital e no litoral paulista, como a Corrida de São Silvestre.
“Não se trata de assumir posição como grande anunciante da TV brasileira. A visibilidade nacional adquirida pela empresa deve-se diretamente ao fato de que não existem cotas publicitárias locais ou regionais no Verão Espetacular”, diz a nota.
O governo detém 50,3% do capital da Sabesp.

25/11/2008 - 08:12h “A crise vem de fora. Antes, 72 horas depois o pais ficava de joelhos”

Lula reúne 36 ministros para unificar discurso

Temendo onda de pessimismo, governo fará campanha publicitária para dizer que país está preparado para crise

Chico de Gois, Gustavo Paul e Luiza Damé – O Globo

BRASÍLIA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ontem 36 dos seus 37 ministros na terceira reunião ministerial do ano para unificar o discurso do otimismo que o governo quer transmitir à sociedade. O temor é que uma onda de pessimismo contamine os consumidores, esfriando ainda mais a economia em 2009. Nesse sentido, o governo vai lançar, a partir do dia 10, uma propaganda no rádio, TV, jornais e internet para tentar convencer a população de que não há motivos para pânico nem para deixar de consumir.
Na reunião, que teve como mote a análise da crise financeira internacional, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reforçou o que o governo já vem dizendo: a crise atinge o Brasil, mas o país está preparado para enfrentá-la e será menos afetado que outros países.

— O Brasil tem uma indústria diversificada e eficiente e uma agricultura com um dos maiores índices de produtividade do mundo. Agora temos um câmbio favorável para a exportação. O cenário não é tão ruim quanto pintam. Pode ser até um cenário bastante razoável — disse Mantega, ao fim do encontro.

Campanha na TV e rádio para incentivar o consumo

Lula, em evento à noite, reforçou a mensagem: — Todo mundo está vendo a crise internacional 24 horas por dia na TV. Mas todo mundo está percebendo que o Brasil é, neste momento, o país mais seguro e mais preparado para enfrentar essa crise.
Embora não seja tão explícita, a peça publicitária — que terá como slogan “o mundo aprendeu a respeitar o Brasil, e o Brasil confia nos brasileiros” — vai mostrar o efeito dominó que traduz o consumo: ao comprar um produto, o cidadão gera emprego, movimenta a economia e faz o país crescer. A propaganda enfatizará que o governo tomou medidas consideradas acertadas ao diversificar, por exemplo, seu comércio exterior.
O ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, disse que o Palácio do Planalto já pensava em fazer uma campanha de fim de ano mostrando os avanços do país, mas, com a crise, modificou-a.
Segundo Mantega, o diferencial brasileiro se deve às medidas tomadas nos últimos anos, que deram solidez à economia.
Ele citou o fortalecimento das reservas cambiais — que permanecem acima de US$ 200 bilhões mesmo depois da fase mais aguda da crise —, a diversificação dos parceiros comerciais no exterior, as medidas fiscais adotadas, como o aumento do superávit primário, e ações emergenciais, como a venda de dólares no mercado, que já consumiram US$ 47,9 bilhões.
O recado dado pelo presidente Lula, e reforçado por Franklin, é que a atual administração não tem qualquer responsabilidade pela atual turbulência econômica: — O presidente quis deixar claro que a crise vem de fora.
Não foi construída aqui. Dois meses depois o Brasil não veio abaixo. Antes, 72 horas depois de a crise iniciar, o país ficava de joelhos.

Governo pode reduzir tributos de novo

Porta-vozes da reunião, Mantega e Franklin insistiram que a atividade econômica brasileira irá desacelerar, mas não terá quedas semelhantes às de outros países desenvolvidos, que entrarão em recessão. O governo vai perseguir o crescimento de 4% em 2009.

— O Brasil está menos vulnerável à crise, mas isso não significa que não seremos atingidos.
Seremos, mas em uma condição melhor — disse o ministro da Fazenda.
O governo sinalizou a possibilidade de novas medidas serem adotadas para melhorar a liquidez do mercado. Mantega disse que, se necessário, o governo vai reduzir tributos como fez na semana passada com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para motos: — Se necessário for, faremos a redução de tributos. O IOF, por exemplo, reduz custo financeiro — disse ele.
O governo também pretende manter a política de investimentos no próximo ano, para manter aquecida a atividade econômica.
Mantega disse que, caso seja necessário fazer cortes de despesas públicas para adequar o Orçamento, a ordem será reduzir custeio da máquina, mantendo os investimentos.
Mantega também garantiu que o crédito está retornando à economia, mas ainda não está normalizado. Segundo ele, os grandes bancos já voltaram a ter as mesmas linhas de antes da crise. As pequenas e médias instituições financeiras, porém, ainda não voltaram a emprestar.

— Estamos com 80% do crédito com que estávamos antes de a crise se tornar mais aguda.
Ainda não estamos na normalidade — disse Mantega.

08/11/2008 - 12:27h Elementar, minha querida Carta Capital

Carta Capital é uma revista que faz um jornalismo sério e que por isso merece meu respeito e apoio.

Três semanas atrás um artigo sobre as eleições municipais afirmava, erradamente, que o comercial polêmico da campanha da Marta tinha contado com minha participação.

Enviei uma carta para indicar que a informação era inverídica (ver novamente minha carta embaixo), ressaltando que o autor da matéria não tinha sequer me contatado para checar a informação. Minha carta recebeu como resposta a afirmação que o jornalista “conversou com fontes que têm posição privilegiada na equipe de campanha da ex-prefeita” que teriam informado o repórter sobre minha participação e responsabilidade. Curioso a revista não considerar que, mesmo contando com essas “fontes”, foi um erro não ter checado a “informação” comigo.

O dever da revista é tentar oferecer ao leitor veracidade. Amparado em “fonte anônima” e sem incluir minha própria versão, o jornalista se presta em verdade a ser manipulado por interesses que em princípio não o concernem. Ou sim?

Em todo caso, os membros da coordenação da campanha enviaram conjuntamente uma carta à revista e obtiveram como resposta uma grosseria (vejam aqui embaixo).

No fundo pouco importa se o jornalista inventou o fato a mim atribuído, ou se alguém da própria campanha mentiu para ele. O que sim importa é que a revista errou. Transmitiu uma falsa “informação” e persiste em querer se esconder perante as “fontes” para justificar ter publicado uma informação que não procede.

Fico perguntando para meus botões (não é só Mino que tem botões). Porque a revista não me procurou antes de publicar essa “informação”, para ouvir minha versão?

Evidentemente não estou nem aí sobre quem possa ter transmitido a mentira para o repórter de Carta Capital. A falta de coragem e de ética me parecem duas características muito presentes nos meios políticos e jornalísticos. Pensava que com Carta Capital era um pouco diferente.

A revista tem o direito evidente de preservar uma fonte mentirosa. O que ela não pode é publicar uma mentira e fazer de conta que a responsabilidade não é dela e sim da “fonte” anônima que a enganou. Não fui eu quem fui “traido”, foram a verdade dos fatos nas páginas de Carta Capital e a vítima foram seus leitores.

Luis Favre

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Carta a Carta Capital publicada na edição de hoje da revista (edição 521 com data 12/11/2008)

Em sua edição de número 519, Carta Capital publicou correspondência de Luis Favre, em que ele negava informação publicada pela revista de que teria sido um dos responsáveis por comercial da campanha de Marta Suplicy. Em nota de resposta, Carta Capital afirmou que “conversou com fontes que têm posição privilegiada na equipe de campanha da ex-prefeita”, que teriam fornecido a “informação”. Somos coordenadores da campanha de Marta Suplicy, responsabilidade que exercemos publicamente e, em face da nota de Carta Capital, escrevemos para afirmar que Luis Favre não teve nenhuma participação na elaboração de programas e comerciais da campanha, tampouco opinou sobre eles. E o fazemos sem nos esconder sob o manto conveniente do anonimato, que encobre propósitos e interesses.

Carlos Zarattini
Rui Falcão

Simão Pedro
Valdemir Garreta
Jilmar Tatto
Antonio Carlos Gambarini
Luciano Barbosa
Tadeu Dias Paes
Glauco Piai

Resposta da Redação
Sugerimos ao Sr. Luis Favre que reúna os acima-assinados para uma partida do famoso Detetive. Talvez ele descubra quem são os “culpados” e se eles o apunhalaram na cozinha ou na sala de estar.

Carta enviada sábado 18/10/2008 para o correio dos leitores da revista “Carta Capital”

“O artigo “É pau, é pedra”, de Rodrigo Martins traz uma menção a minha pessoa, a partir de uma fonte anônima, como um dos responsável pelo comercial da campanha da Marta, objeto do artigo. O anonimato da fonte guarda estreita relação com o calíbre da mentira.

Não fui contatado pelo jornalista para checar a veracidade da suposta “informação”. Os que me conhecem sabem que, diferentemente de aqueles que se escondem no anonimato para apunhalar companheiros pelas costas, não sou dos que escondem suas responsabilidades no que fazem.

Não tenho participado desta campanha eleitoral, não dei nenhuma opinião sobre nenhum programa o comercial; programas e comerciais que vi, como o resto dos paulistanos, quando transmitidos na TV.

Tenho publicamente opinado sobre a campanha no meu blog, Leituras Favre, assim como sobre outros assuntos da política. Rejeito qualquer insinuação de homofobia ou preconceito dirigidos contra Marta e contra minha pessoa, pois sempre identificamos nossa luta com o combate a toda discriminação.

Gostaria de acrescentar que Marta Suplicy não é dos políticos que “transferem” para outros suas próprias responsabilidades. Talvez acostumados a políticos que praticam isto com desinvoltura, alguns se permitem duvidar da palavra dos que sempre agiram com autenticidade e transparência.”

Luis Favre
18/10/2008

25/10/2008 - 09:23h Estelionato

Folha de São Paulo – página de Monica Bergamo

http://www.kassab25.com.br/files/imagecache/tratamento-noticia/page/mae_paulistana.jpg

Mãe de mentira

A campanha de Gilberto Kassab (DEM-SP) usou como figurantes dos comerciais do Mãe Paulistana mulheres que nunca foram atendidas pelo programa. As gestantes, que não dão depoimento, mas aparecem em várias cenas dos anúncios, foram convocadas para o teste de vídeo por e-mail, por participarem de e-groups sobre parto e gravidez. Uma delas, de Campinas, teve o filho em hospital particular e, no comercial, recebe um bebê das mãos da enfermeira da rede pública -mas ainda estava grávida quando a cena foi gravada. Na convocação por e-mail, a produtora GW oferecia cachê de R$ 500 para as mães e de R$ 400 para os bebês.

ESTELIONATO
Perguntado se todas as mães que aparecem nos comerciais do Mãe Paulistana foram atendidas pelo programa, o prefeito respondeu à coluna que “sim”. “Caso contrário, seria estelionato. Não estou sabendo disso, mas confio na minha equipe, que é séria e deve ter tomado esse cuidado.” A assessoria da campanha diz que as mães que falam no comercial foram, sim, atendidas pelo programa. E está “apurando” a utilização das figurantes.

Leia a integra da coluna de Monica Bergamo na Folha SP

17/10/2008 - 12:56h Marqueteiro admite erro de avaliação, mas defende peça

ELEIÇÕES 2008 / SÃO PAULO

João Santana diz que não calculou reações e que Marta desconhecia publicidade

Publicitário diz que intenção era “tocar no desconforto de eleitores kassabistas por não conhecerem bem a biografia do candidato”

RENATA LO PRETE – FOLHA SP

EDITORA DO PAINEL

Na berlinda desde domingo, quando foi ao ar o já célebre comercial com perguntas de natureza pessoal sobre Gilberto Kassab (”É casado? Tem filhos?”), João Santana, responsável pela propaganda de Marta Suplicy, “lamenta profundamente” “não ter previsto a onda que se formou”. Esse é, porém, o único erro que reconhece. A peça, em seu entender, “não transgride os limites da ética e da elegância”.

Na entrevista abaixo, a primeira em que trata do caso, Santana negou, como Marta já fizera, que as questões contivessem insinuação de homossexualidade. E repetiu a candidata do PT ao dizer que ela não viu a peça antes da exibição.

Marqueteiro da reeleição de Lula, Santana, 55, administra a ampla desvantagem de Marta a nove dias da votação final.

FOLHA – Até mesmo petistas e eleitores de Marta consideraram a peça “jogo sujo”, “insinuação maldosa”, “invasão de privacidade” etc. A campanha admite que errou?

JOÃO SANTANA
– O único erro foi não ter previsto a reação que o comercial provocaria em determinados setores. Uma reação causada, na maioria dos casos, por interpretações equivocadas. Tão logo verificamos isso, retiramos o comercial do ar.

FOLHA – A campanha alega que as duas perguntas não guardam relação com o assunto homossexualidade. Não lhe parece difícil fazer com que pessoas com algum discernimento acreditem nisso?

SANTANA
– São duas perguntas que todo mundo é obrigado a responder em várias situações na vida. Havia outras perguntas de natureza familiar (”É de família rica? Pobre?”) que tiveram de ser cortadas por ajuste de tempo. Sei que é difícil acreditar, mas o fato de as duas perguntas terem ficado no final não foi intencional.

FOLHA – Havia, então, uma definição estratégica de expor a vida privada do adversário?

SANTANA – Não havia e não há.
A definição estratégica era tocar no desconforto de eleitores kassabistas por não conhecerem a biografia do candidato. Toda vez que isso era estimulado nos grupos, esse desconforto se traduzia numa dúvida forte. Foi então que criamos uma série de comerciais para provocar reflexão. Não havia intenção de entrar no terreno que acabou gerando toda a polêmica. Tampouco surgiu essa reação nas pesquisas qualitativas.

FOLHA – Não lhe parece que foi subestimado o potencial de rejeição ao comercial por um tipo de público que não é entrevistado nas quális?

SANTANA – Infelizmente sim. Em especial pessoas que já tinham determinados preconceitos, informações mal resolvidas ou envolvimento emocional com a disputa eleitoral.

FOLHA – Marta teve conhecimento prévio do conteúdo do comercial?

JOÃO SANTANA – Não, ela realmente não viu o comercial antes de ir ao ar. Estava acertado, desde o primeiro turno, que eu tinha liberdade para tomar esse tipo de decisão, a depender de problemas de prazo.

FOLHA – O sr. acha que, se Marta tivesse visto, teria se oposto?

SANTANA – É difícil responder a esta pergunta agora. Mas talvez sim, por causa de seu “feeling” de psicóloga e da sensibilidade de pessoa que vive, constantemente, sob questionamento.

FOLHA – Culpar a mídia pela má repercussão não é uma forma de fugir à responsabilidade por uma decisão errada que a campanha tomou?

SANTANA
– Já disse que errei por não ter previsto a onda que se formou. Lamento profundamente. No entanto, não posso deixar de reconhecer que houve exagero e até manipulação.
Ninguém, por exemplo, publicou o texto completo do comercial. Ele não transgride, em nenhum momento, os limites da ética e da elegância. Em pesquisa que fizemos depois -e isso foi confirmado por reportagem da Folha-, a maioria das pessoas disse não ter sentido nenhuma malícia de natureza sexual no comercial. Somente começaram a interpretar isso depois da polêmica instaurada.

FOLHA – Acha relevante saber se o candidato é casado e se tem filhos?

SANTANA – Acho. O eleitor gosta e tem o direito de saber tudo sobre o candidato. Quer saber até para que time ele torce.
Além disso, o que nos interessava ali não era uma ou outra pergunta específica, e sim despertar no eleitor, por meio de uma série de questões, a dúvida sobre tudo o que ele desconhece a respeito de Kassab.

14/10/2008 - 08:58h Paul Krugman, crítico feroz de Bush, ganha o Nobel de Economia

Segundo academia, escolha se deve aos trabalhos do americano sobre comércio internacional e geografia econômica

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Fernando Dantas – O Estado de São Paulo

 


O Sveriges Riskbank, o banco central da Suécia, anunciou ontem que o economista americano Paul Krugman ganhou o prêmio Nobel de Economia de 2008, por suas contribuições em teoria do comércio internacional e geografia econômica. Professor da Universidade Princeton, ele embolsará sozinho o prêmio equivalente a US$ 1,4 milhão.

Não foram, porém, os seus achados teóricos que fizeram de Krugman um dos raros ganhadores do Nobel de Economia que já eram celebridades antes de receber a mais alta das condecorações acadêmicas. Na verdade, foi como colunista do The New York Times (em cujo site também mantém um blog de grande popularidade) e como autor de livros de economia para o público não-especializado que ele se tornou mundialmente conhecido como um dos mais ferinos e brilhantes críticos do governo Bush e dos economistas conservadores que dominaram a política econômica nas últimas décadas.

Krugman, 55 anos, faz parte do grupo relativamente pequeno de analistas que não se deixou levar pela euforia com o boom econômico dos últimos anos, e apontou insistentemente para os sérios desequilíbrios globais que desembocaram na atual turbulência global. Recentemente, foi um dos mais duros críticos do secretário do Tesouro americano, Henry “Hank” Paulson, e de seu pacote de saneamento bancário por meio da aquisição de “ativos tóxicos” (ver reportagem abaixo).

Dono de um texto de fazer inveja aos melhores jornalistas, com uma impressionante capacidade de explicar questões econômicas complexas para o grande público, e provido de um senso de ironia refinadíssimo, Krugman já rivalizava, antes mesmo de receber a premiação de ontem, com o outro grande crítico dos excessos do liberalismo, o também laureado pelo Nobel Joseph Stiglitz.

NOVA TEORIA DE COMÉRCIO

O Nobel de Krugman deve-se aos seus trabalhos sobre a “nova teoria de comércio” e “a nova geografia econômica”. Independentemente de orientação ideológica, os economistas são unânimes em afirmar o merecimento do seu Nobel pelas contribuições acadêmicas produzidas naquelas áreas. “Há um grande consenso na profissão de que Paul Krugman deveria ganhar o prêmio Nobel pelo seu trabalho prévio em comércio internacional”, diz Kenneth Rogoff, da Universidade de Colúmbia, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Krugman conseguiu explicar por que existe um comércio internacional tão intenso entre países muito parecidos em dotações de recursos, como as nações ricas em geral. Na visão clássica de comércio internacional, de David Ricardo, conhecida como “teoria das vantagens comparativas”, o comércio entre o mundo desenvolvido e o subdesenvolvido é bem explicado. Como esses países são diferentemente dotados de recursos, com abundância de capital nos ricos e abundância de matérias-primas e mão-de-obra barata nos pobres, o comércio internacional deixa todos em melhor situação, ao fazer com que cada um produza aquilo que tem condições de fazer melhor: matérias-primas e produtos de baixo valor agregado, nos países subdesenvolvidos, e produtos mais sofisticados nos desenvolvidos. Isso não explica, porém, por que os países ricos têm entre si um comércio tão volumoso – na realidade, ainda representa a maior parte do comércio internacional

O achado de Krugman foi o de mostrar que uma combinação entre desejo de variedade, por parte dos consumidores, e economias de escala, por parte dos produtores, combinam-se para tornar viável o comércio entre nações desenvolvidas.

Assim, diversos países ricos são sede de empresas de automóveis de luxo, que só se tornam viáveis economicamente se comercializados globalmente. Ao mesmo tempo, preferências variadas entre os consumidores fazem com que os Mercedes alemães, Toyotas japoneses ou Volvos suecos sejam comercializados simultaneamente em vários países.

Maria Cristina Terra, professora da Universidade de Sergy-Pontoise, em Paris, e da Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas no Rio, observa que a visão clássica de comércio internacional descarta, na grande maioria dos casos, todo tipo de política comercial e política industrial.

Com Krugman, foi possível mostrar que há situações em que barreiras comerciais ou subsídios à exportação produzem reais benefícios ao país que usa esses instrumentos.

O economista Luiz Gonzaga Belluzzo nota que Krugman combateu na década de 90 o uso da sua teoria como base para críticas à liberação comercial e à globalização, mas recentemente ele voltou atrás, ao afirmar que os trabalhadores dos Estados Unidos podem ser prejudicados pela ascensão da China.

FRASES

“O Brasil está até agora se beneficiando das dificuldades internacionais. É um exportador de commodities e não é grande importador de petróleo. Se fizéssemos uma lista dos países que se beneficiam dessa situação, ela incluiria Arábia Saudita, Rússia e Brasil”

“Há uma frase antiga: o trabalho de um banqueiro central é fugir da festa com a poncheira quando a festa está no auge. Greenspan ia de pessoa em pessoa dizendo ‘aqui está seu ponche’”

“Um banqueiro de 1930 teria reconhecido a crise. Estamos repetindo 1930, mas, desta vez, o Fed está ajudando os bancos”

29/09/2008 - 18:47h Candidatos à Prefeitura de São Paulo usam comerciais para reforçar comparação de gestões

Canal da Marta

A realidade é diferente da propaganda

Compare e comprove

Compare e comprove

GISELLI SOUZA colaboração para a Folha Online

Na véspera das eleições, os principais candidatos à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Gilberto Kassab (DEM) e Marta Suplicy (PT), investem em comerciais de TV para mostrar as diferenças nas propostas de governo e criticar os adversários.

A campanha tucana aposta em dois comerciais novos para a apresentação de propostas nas áreas da saúde e segurança. No entanto, Alckmin não deixa de criticar a gestão de Kassab, como no vídeo onde o tucano diz que São Paulo está “às escuras” sendo um “campo fértil para a a ação dos bandidos”.

Alckmin ressalta nos comerciais realizações da gestão à frente do governo do Estado e não poupa elogios a si mesmo. “Sou médico e, modéstia à parte, fui um bom governador pra saúde. Por isso fico muito à vontade pra dizer para você que saúde é a minha praia”, disse o ex-governador.

A exemplo da campanha de rua, Kassab aposta nas comparações nos comerciais de TV. O prefeito-candidato apresenta comparativos sobre a quantidade de impostos, escolas e hospitais criados pela gestão da ex-prefeita.

Ao contrário dos adversários, a campanha de Kassab reforça o número da legenda em quase todos os jingles e inserções comerciais e evita confrontos diretos.

Nessa semana, a campanha de Marta também investe em comparações com a gestão de Kassab e apresentação de propostas. Com o discurso “Marta fez mais e bem-feito. Kassab faz cópia e malfeita”, a campanha da petista critica a gestão de atual prefeito e utiliza jornais para mostrar as diferenças entre a “propaganda e a realidade” da administração de Kassab.

A ex-prefeita aproveita para apresentar as principais bandeiras do plano de governo, como a expansão da internet banda larga na cidade e também divulgar o número da legenda.

25/08/2008 - 17:24h A opinião de Ricardo Noblat

Eleições – Quem sobe, quem cai

Blog de Noblat

Os resultados das pesquisas de intenção de voto do Instituto Datafolha divulgados no último fim de semana pouco ou nada têm a ver com os efeitos da primeira semana de propaganda eleitoral no rádio e na televisão dos candidatos a prefeito de algumas das capitais do país.

A atenção do brasileiro estava voltada para as olimpíadas de Pequim.

O período de 42 dias de propaganda eleitoral foi inaugurado na última terça-feira dia 19. Nos dias 21 e 22, o Datafolha entrevistou entre 800 a 1.200 eleitores em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife.

Até então apenas dois programas de candidatos a prefeito haviam ido ao ar – embora não devam ser desprezadas eventuais conseqüências dos comerciais veiculados diariamente a respeito deles e que pegam os eleitores desprevenidos. São peças de propaganda mais eficientes do que os programas.

Mas não foram os comerciais que provocaram as mudanças no quadro eleitoral registradas pelo Datafolha. A exceção fica por conta de Curitiba onde nada mudou. Candidato à reeleição, o prefeito Beto Richa (PSDB) coleciona 70% das intenções de voto.

No Rio, o favoritismo de Marcelo Crivella (PRB) está cada vez mais a perigo. Crivella caiu no Datafolha de 24% das intenções de voto no final de julho para 20%. Eduardo Paes (PMDB) saiu de 13% para 17%. Jandira Feghali (PC do B) empacou em 15%. Qualquer um dos dois será capaz de derrotar Crivella no segundo turno.

O que explica no Recife o salto espetacular dado por João da Costa (PT)?

Em julho, ele tinha 22% das intenções de voto, atrás de Mendonça Filho (DEM) com 30%. Foi para 37%. Mendonça caiu para 26%. Cadoca (PSC) despencou de 22% para 13%.

O tempo decorrido desde julho parece ter sido suficiente para o eleitor identificar João da Costa como o candidato da esquerda. Sim, ainda existe essa história de direita e esquerda no Recife. Cerca de 30% dos eleitores votam na esquerda. Outros 30% na direita. Os demais decidem as eleições.

Nos idos de 60, quando ainda se votava em separado para prefeito e vice-prefeito, Recife elegeu Pelópidas da Silva, pela esquerda. O vice dele, Miguel Arraes, perdeu para Augusto Lucena, apoiado pela direita.

Até um dia desses, João da Costa era um desconhecido secretário do prefeito João Paulo (PT). Os estrategistas de sua campanha imaginavam que ele atingiria o patamar dos 30% depois de duas semanas de propaganda eleitoral.

Subestimaram o fato de que João da Costa dispõe de três poderosos padrinhos: Lula, aprovado por 74% dos recifenses; o prefeito João Paulo, por 61%, e o governador Eduardo Campos (PSB) por 52%. Está em Belo Horizonte, contudo, o caso mais exemplar de pura e simples transferência de votos.

Quem é Márcio Lacerda (PSB), candidato a prefeito?

É um empresário que jamais disputou uma eleição. Filiou-se ao PSB só para ser candidato. Subiu de 6% das intenções de voto em julho para os atuais 21%, ultrapassando Jô Moraes (PC do B) que tem 17%.

A administração do governador Aécio Neves (PSDB) é considerada ótima ou boa por 86% dos habitantes de Belo Horizonte. A do prefeito Fernando Pimentel (PT), por 76%. Os dois apóiam Lacerda, que tem 12 minutos diários de comerciais no rádio e na televisão contra dois minutos de Jô.

Quase 95% dos mineiros estão convencidos de que Aécio sucederá Lula em 2010. Fazer o quê? Lacerda na cabeça.

A essa altura, o que o PSDB poderá fazer para evitar o desastre anunciado em São Paulo?

É cedo para falar em desastre ali? Talvez não. Marta Suplicy (PT) continua em ascensão – dessa vez passou de 36% na pesquisa de julho para 41%. Geraldo Alckmin (PSDB) continua caindo – tinha 32% das intenções de voto, agora tem 24%. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) foi de 11% para 14%. Paulo Maluf (PP) está com 8% ou 9%. A divisão do PSDB entre Alckmin e Kassab desorientou o eleitorado do partido.

A culpa é de quem? Ora, de Alckmin.

O governador José Serra, a bancada de vereadores do PSDB, secretários municipais e subprefeitos estavam dispostos a apoiar a reeleição de Kassab. Seria o natural. Kassab é Serra na prefeitura.

Aí o filhinho mimado de Pindamonhangaba bateu com o pé e anunciou: “Sou candidato”. Capaz de perder uma eleição para não perder a elegância, o PSDB engoliu a seco a decisão de Alckmin e bovinamente tomou o caminho do matadouro.

Como consertar a situação? E tem conserto?

22/08/2008 - 23:41h No ar, o Dr. Alckmin

Eleição em São Paulo

Blog de Noblat

No capítulo eleitoral da tarde de hoje em São Paulo, o zen Geraldo Alckmin (PSDB) fez o que muita gente implorava que fizesse na campanha presidencial: assumiu o seu lado médico de ser. E ao finalmente sair de Pinda para retomar sua especialidade profissional, aproveitou para tentar aplicar anestesia-geral no medalha de bronze Gilberto Kassab (DEM).

Do alto do seu jaleco, após fazer um diagnóstico sombrio da saúde na cidade administrada por Kassab, o dr Alckmin deu solução para tudo – de integração dos serviços à construção de hospitais, policlínicas e o escambau. Tudo com sigla, tudo com número, tudo com fotografia. E tudo perto de casa, prometeu.

O golpe de Alckmin foi de tiro longo, para alcancar também, lá no outro lado do mundo em que se encontra desde a véspera da estréia da campanha na TV, o governador José Serra. Não precisa explicar mas não custa lembrar: Saúde é a grande marca de Serra desde o Ministério. Tanto é que um dos motivos da derrota da candidata Marta Suplicy (PT) para ele nas últimas eleições é atribuído ao fato dela ter agendado este tema na campanha. Com força na Educação por causa dos CEUs, ela focou na proposta de um CEU da Saúde. Entrou na seara do adversário e deu no que deu.

Agora é diferente. Alckmin abandonou a medicina pela política, mas não pode se dizer que não seja médico. Quanto a Kassab, não foi ministro nem médico, é engenheiro, portanto não tem credenciais para essa disputa. De outro lado, Kassab é o fiel depositário da marca do padrinho político e antecessor, especialmente de sua menina dos olhos, as AMAs.

É, o candidato do DEM vai ter que largar rapidinho a pilha de papéis e o paletó que carrega na mão nos seus comerciais na TV, pois vai precisar usar os dois braços, quem sabe até um pé, nessa briga em que se meteu com seu parceiro histórico, o PSDB.

A jornalista Cila Schulman é estrategista e coordenadora de comunicação de campanhas eleitorais desde 1988. Estudou na “Graduate School of Political Management” da “George Washington University” e é membro e palestrante de entidades internacionais como IAPC – Associação Internacional de Consultores Políticos -, EAPC – Associação Européia de Consultores Políticos e Alacop – Associação Latino Americana de Consultores Políticos.

19/08/2008 - 23:12h Marta com Lula, Alckmin (mais ou menos) com Serra

Blog Toda Mídia de Nelson de Sá

marta_bilheteunico.JPG

De um dos comerciais de Marta, já postado em seu site:

_ Marta criou o Bilhete Único. E agora vai recuperar e ampliar seus benefícios. Marta fez o transporte funcionar direito. Agora, junto com Lula, vai fazer 47 quilômetros de metrô. Marta quer voltar para terminar o que começou e fazer ainda mais.

geraldo_serra.JPG

De um dos comerciais de Geraldo Alckmin, ainda fora da rede:

_ Em 94 Mario Covas foi eleito governador. Ele era do PSDB e fez tanto que em 98 foi reeleito para continuar fazendo. Em 2002 foi a vez de Geraldo Alckmin ser eleito, para continuar fazendo a obra de Covas. Em 2006 foi a vez do Serra ser eleito, para continuar o que Geraldo começou. Governador, governador, prefeito, governador, prefeito, governador. Essa é a melhor direção.

Como a jornalista Laura Mattos percebeu de imediato, a notícia está em José Serra ser eleito “para continuar o que Geraldo começou”.

Escrito por Nelson de Sá

19/08/2008 - 23:03h Sob Marta, brilha Lula; sob Alckmin, um Serra fosco

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Blog de Josias 

A campanha municipal chegou à TV. Em São Paulo, os candidatos a prefeito começaram a exibir os seus “trunfos.”

A arma nada secreta de Marta é Lula. O paiol de Alckmin inclui Serra. Mas o governador foi como que “diluído” num comercial que difuso.

O repórter Nelson de Sá pinçou um par de frases dos comerciais inaugurais dos rivais paulistanos.

A peça do PT afirma: “Marta criou o Bilhete Único. E agora vai recuperar e ampliar seus benefícios…”

“…Marta fez o transporte funcionar direito. Agora, junto com Lula, vai fazer 47 quilômetros de metrô. Marta quer voltar para terminar o que começou e fazer ainda mais.”

A do PSDB soou assim: “Em 94 Mario Covas foi eleito governador. Ele era do PSDB e fez tanto que em 98 foi reeleito para continuar fazendo…”

“…Em 2002 foi a vez de Geraldo Alckmin ser eleito, para continuar fazendo a obra de Covas. Em 2006 foi a vez do Serra ser eleito, para continuar o que Geraldo começou…”

“…Governador, governador, prefeito, governador, prefeito, governador. Essa é a melhor direção.”

A coligação de Kassab, espécie de “plano A” de Serra, mostrou os dentes para Marta numa vinheta: “O PT já teve sua vez”.

Verdade. O problema é que, a julgar pelas pesquisas, o Tinhoso parece pouco afeito à idéia de conceder “outra vez” ao candidato “demo.”

De resto, se quiser tonificar os seus índices nas sondagens eleitorais, Kassab vai ter de voltar suas baterias também para Alckmin. Para gáudio de Marta.

Escrito por Josias de Souza

19/08/2008 - 12:06h O forró de Marta & Geraldo

Blog Toda Mídia de Nelson de Sá

A campanha oficial começa hoje no rádio e na televisão, com o horário eleitoral para vereador e os comerciais para prefeito, mas já estão no ar os jingles de Marta Suplicy e Geraldo Alckmin, nos respectivos canais de YouTube. Na maior cidade nordestina do Brasil, o ritmo é o forró.


Para a primeira, “a voz de Deus é a voz do povo/ olha a Marta aí de novo/ eu quero Marta lá/ deixa ela trabalhar”:

Para o segundo, “ele já provou que faz/ por isso a gente sabe que o Geraldo é capaz/ tem força para realizar”:

09/08/2008 - 15:38h O ‘jeitinho’ chegou à grande rede

Daniel Pinheiro – Carta Capital

A imagem “http://www.cartacapital.com.br/uploads/destaques/1218221010350.jpg” contém erros e não pode ser exibida. Durante a apuração da reportagem O Brasil cai na rede, publicada na edição 508 e que tenta explicar os impactos sociais e econômicos produzidos por metade da populção brasileira a navegar na internet, CartaCapital ouviu uma série de especialistas em diversas áreas relacionadas à grande rede.

Alguns desses especialistas deram pistas sobre um fenômeno interessante e bastante particular: a existência de um possível “jeito brasileiro” de se navegar pela web.

Marcelo Coutinho, diretor de análise de mercado do Ibope Inteligência, foi talvez a fonte mais enfática ao indicar uma apropriação e transformação das tecnologias disponíveis na rede por parte dos internautas brasileiros.

Para Coutinho, um estudioso das relações de interatividade entre usuários de ferramentas da chamada Web 2.0 –blogs, redes sociais, sites colaborativos, entre outros–, esse “jeito brasileiro” pode colocar o Brasil em uma posição de vanguarda em alguns aspectos da rede.

Em entrevista concedida à CartaCapital, que transcorreu em clima de conversa descontraída, Coutinho tenta explicar melhor o que significa esse fenômeno da presença maciça do brasileiro na internet.

(mais…)

20/06/2008 - 13:08h Nova atitude PT na TV

17/06/2008 - 15:53h Mais um comercial do PT na TV

16/06/2008 - 15:40h Mais PT na TV

15/06/2008 - 17:10h PT na TV