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	<title>Blog do Favre &#187; Comercio</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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			<item>
		<title>O aumento do IPTU nas cartas dos leitores da Folha e do Estadão</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 11:15:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[cartas]]></category>
		<category><![CDATA[Comercio]]></category>
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		<category><![CDATA[IPTU]]></category>
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		<category><![CDATA[Planta genérica de valor]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura SP]]></category>

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		<description><![CDATA[
IPTU
&#8220;Se o prefeito Gilberto Kassab  promove aumentos de mais de 40%  no &#8220;hipertu&#8221; por considerar as melhorias implantadas, imagino qual  seria o aumento se a cidade estivesse limpa, segura, iluminada, com  postos de saúde e escolas para todos. Mudaria até de nome.&#8221;
CARLOS GASPAR (São Paulo, SP)



***
O Estado SP
AUMENTO DO IPTU 
Cumprindo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/images/opiniao.gif" alt="" /></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>IPTU</strong></span><br />
&#8220;Se o prefeito Gilberto Kassab  promove aumentos de mais de 40%  no &#8220;hipertu&#8221; por considerar as melhorias implantadas, imagino qual  seria o aumento se a cidade estivesse limpa, segura, iluminada, com  postos de saúde e escolas para todos. Mudaria até de nome.&#8221;<br />
<span><strong>CARLOS GASPAR</strong> (São Paulo, SP)</span></p>
<p><span><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-large;"><strong>***</strong></span></p>
<p><strong><span style="font-size: x-large;">O Estado SP</span></strong></p>
<p><strong>AUMENTO DO IPTU </strong></p>
<p>Cumprindo as suas promessas de campanha furadas, o prefeito Gilberto Kassab decide aumentar em até 60% o IPTU em 2010. Isso é que é gestão transparente! O pior é que isso vai depor contra o governador José Serra nas eleições de 2010. Quem inventou o monstro que o acalente.</p>
<p>Boris Becker borisbecker@uol.com.br</p>
<p>São Paulo</p>
<p>O IPTU com aumento de até 60%? Kassab demonstra que é discípulo de Serra. Acorda, Brasil!</p>
<p>Angelo Antonio Maglio angelo@rancholarimoveis.com.br</p>
<p>Cotia</p>
<p>Ah, se arrependimento matasse!</p>
<p>Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br</p>
<p>São Paulo</p>
<p><strong>KASSAB ESTÁ CERTO</strong></p>
<p>IPTU de uns aumenta e outros ficam isentos. É a lógica dos impostos: quem tem mais paga mais.</p>
<p>Aliana Cândida Silva alianacandida@yahoo.com.br</p>
<p>São Paulo</p>
<p><strong>ABSURDO</strong></p>
<p>O aumento dos benefícios de uma infinidade de aposentados, que Lula ainda vai determinar, não será suficiente para cobrir o valor do aumento do IPTU que Kassab quer cobrar. Que país é este?</p>
<p>Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br</p>
<p>São Paulo</p>
<p><strong>IMPOSTO ALTO X SERVIÇO RUIM</strong></p>
<p>O prefeito Taxab quer aumentar o IPTU em absurdas porcentagens com a desculpa de que os imóveis se valorizaram. Mas só no ato da venda é que o proprietário tem o benefício &#8211; e relativo, porque terá de comprar outro imóvel também valorizado, a não ser que vá morar no cemitério, e já paga o Imposto de Renda ao governo federal. Dupla taxação, como é habitual. E quanto ao estado calamitoso das ruas, todas repletas de buracos e valetas, que depreciam o valor dos imóveis e semoventes, sem o correspondente desconto no IPTU e IPVA? Os governantes só pensam em esvaziar o bolso</p>
<p>do cidadão e na próxima eleição.</p>
<p>Mário A. Dente dente28@gmail.com</p>
<p>São Paulo</p>
<p>É inadmissível pensar em reajustar o IPTU numa cidade onde shoppings pagam valores irrisórios e a Prefeitura deteriora nossas ruas, desvalorizando nossos imóveis. E onde o IPTU já é, ilegalmente, diga-se de passagem, reajustado anualmente (o único no País). A população de São Paulo certamente protestará e lutará para que o PSDB-DEM nunca mais se eleja nesta cidade e neste Estado. Principalmente seus vereadores e deputados estaduais.</p>
<p>José F. Souza frnc2@hotmail.com</p>
<p>São Paulo</p>
<p><strong>SUICÍDIO POLÍTICO</strong></p>
<p>Obrigada, prefeito, pelo aumento no IPTU. É dessa maneira ingrata que o senhor trata o eleitorado que o elegeu para que continuasse a boa gestão que fez no primeiro mandato, ao assumir a Prefeitura no lugar de Serra? Só que o segundo mandato está deixando muito a desejar: ruas sem calçamento, lixo nas ruas, proibição dos fretados com o consequente aumento de carros em circulação, e agora este aumento do IPTU? O senhor não viu o que fizemos com a Marta? Pelo visto, a classe política nunca deixa de subestimar a inteligência do eleitorado. Só que há um pequeno detalhe: em São Paulo encontra-se o eleitorado mais consciente do País, que não se contenta com pão e circo. Parabéns, prefeito, o senhor acaba de decretar o seu suicídio político.</p>
<p>Tereza Sayeg tereza.sayeg@gmail.com</p>
<p>São Paulo</p>
]]></content:encoded>
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		<title>País cresce a 9% ao ano no 3º trimestre</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/pais-cresce-a-9-ao-ano-no-3%c2%ba-trimestre/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 13:19:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[
Consultorias atribuem taxa chinesa à recomposição de estoques e dizem que ritmo de crescimento vai cair




Márcia de Chiara &#8211; O Estado SP
A economia brasileira cresceu no terceiro trimestre deste ano em ritmo chinês, com taxa anualizada do Produto Interno Bruto (PIB) beirando 9%, apontam as projeções de várias consultorias independentes. O número oficial do desempenho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
Consultorias atribuem taxa chinesa à recomposição de estoques e dizem que ritmo de crescimento vai cair</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.acemprol.com/download/file.php?id=9524" alt="http://www.acemprol.com/download/file.php?id=9524" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Márcia de Chiara &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>A economia brasileira cresceu no terceiro trimestre deste ano em ritmo chinês, com taxa anualizada do Produto Interno Bruto (PIB) beirando 9%, apontam as projeções de várias consultorias independentes. O número oficial do desempenho do PIB do terceiro trimestre, medido pelo IBGE, será conhecido em 10 de dezembro. Para este trimestre, no entanto, a perspectiva é de arrefecimento do crescimento para uma taxa anualizada em torno de 6%.</p>
<p>&#8220;A taxa marginal de crescimento de 2,1% do PIB do terceiro trimestre que, anualizada, corresponde a 8,7%, não deve se repetir no quarto trimestre&#8221;, prevê o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges. Segundo ele, o PIB do terceiro trimestre foi &#8220;inflado&#8221; pelo ajuste dos estoques.</p>
<p>Após a brusca freada na produção industrial no fim de 2008, os empresários da indústria não acreditavam numa recuperação tão rápida e cortaram a oferta. Passaram dois trimestres enxugando estoques. Mas, a partir do segundo trimestre, a economia começou a reagir.</p>
<p>No terceiro trimestre, diz Borges, a produção foi fortemente acelerada para recompor os estoques que eram, em alguns setores, insuficientes para atender à demanda. &#8220;Houve problemas de abastecimento nos eletrodomésticos da linha branca e nos carros, ambos setores que tiveram corte de impostos para incentivar as vendas&#8221;, lembra.</p>
<p>Fábio Silveira, sócio da RC Consultores, também projeta desaceleração de crescimento do PIB de 9% anualizado no terceiro trimestre para algo em torno de 6% neste trimestre. Ele atribui esse movimento à recomposição dos estoques queimados no primeiro semestre. Maurício Molon, economista-chefe do Banco Santander, acrescenta outro fator que está contribuindo para diminuir o ritmo de crescimento do PIB neste trimestre: o aumento das importações, favorecidas pelo dólar baixo. &#8220;O setor externo vai roubar o crescimento da economia.&#8221;</p>
<p>Além do aumento das importações, Bernardo Wjuniski, economista da Tendências Consultoria Integrada, acrescenta que a exportação ainda levará algum tempo para se recuperar plenamente. Esse é mais um fator que tira o ímpeto do crescimento nos próximos meses, já que a arrancada no terceiro trimestre resultou de um ajuste de estoques para cima, puxado pelo mercado interno.</p>
<p>Para 2010, as projeções das consultorias para o crescimento do PIB vão de 3,7% a 5,6%, sem pressões inflacionárias. &#8220;A inflação corrente é baixa e há ociosidade na indústria&#8221;, diz Silveira. Wjuniski acredita que o cenário é benigno para a inflação em 2010 e as pressões de preços podem ocorrer em 2011. Nas suas previsões, a produção industrial deve fechar 2009 com queda de 8% e crescer 8,7% em 2010.</p>
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		<title>&#8221;Não deixem mercado ditar o câmbio&#8221;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/nao-deixem-mercado-ditar-o-cambio/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 11:22:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ganhador do Nobel em 2001, Spence defende controle de capital e fala do novo documento da Comissão do Crescimento
 

Fernando Dantas &#8211; O Estado SP
Para Michael Spence, Prêmio Nobel de Economia, o Brasil não deveria deixar os mercados, &#8220;como o seu histórico recente de fazer tudo errado&#8221;, determinar livremente o valor do real. Ele defende [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ganhador do Nobel em 2001, Spence defende controle de capital e fala do novo documento da Comissão do Crescimento</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.pbase.com/forumweb/africa07&amp;page=18"> <img class="display aligncenter" src="http://k43.pbase.com/g6/73/577473/2/80550895.vDVyL4WL.jpg" border="0" alt="Michael Spence.JPG" width="554" height="370" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Fernando Dantas &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Para Michael Spence, Prêmio Nobel de Economia, o Brasil não deveria deixar os mercados, &#8220;como o seu histórico recente de fazer tudo errado&#8221;, determinar livremente o valor do real. Ele defende mecanismos de controle de entradas de capital para evitar a sobrevalorização cambial.</p>
<p>Spence, que ganhou seu Nobel em 2001, junto com Joseph Stiglitz e George Akerlof, está à frente da chamada Comissão do Crescimento (Growth Commission), um painel de economistas do mundo todo (incluindo o brasileiro Edmar Bacha) que elaborou um relatório de recomendações para países emergentes sobre como obter o crescimento rápido e sustentado por longos períodos. O relatório foi divulgado em junho de 2008, logo antes da crise, e foi visto como uma versão flexibilizada do Consenso de Washington, combinando crença nos mercados com maior destaque ao papel do Estado.</p>
<p>Agora, a Comissão acaba de divulgar um novo documento, que atualiza o relatório à luz das lições da crise global. O novo relatório recomenda que os países emergentes garantam parte do mercado financeiro para as instituições nacionais, e que sejam restritivos em relação aos produtos financeiros complexos que deflagraram a crise no mundo desenvolvido. A seguir, a entrevista:</p>
<p><strong>Como o sr. vê a questão da sobrevalorização cambial em alguns países, como o Brasil, na saída da crise?</strong></p>
<p>Todos os países em desenvolvimento que tiveram alto crescimento, sustentado por um longo período, administraram as suas moedas em alguma medida. Especialmente num ambiente volátil como o atual, faz todo o sentido fazer algum julgamento sobre quais são os níveis razoáveis. É claro que se pode exagerar, mas não acho que a coisa mais sensata a se fazer seja apenas ficar sentado e deixar os mercados de capitais, com o seu histórico recente de fazer tudo errado, valorizarem a sua moeda. Há várias formas de se intervir: pode-se tributar os fluxos de capital, com taxas que caiam se o dinheiro permanecer algum tempo, e pode-se aumentar as reservas e investir no exterior, invertendo o fluxo de capitais, como a China faz.</p>
<p><strong>E o que há de ruim na valorização?</strong></p>
<p>Basicamente, reduz-se o crescimento. No caso brasileiro, acho que um dos maiores desafios é manter os recentes avanços no mercado de trabalho para pessoas que são pobres. Uma boa parte do crescimento dos países em desenvolvimento deriva de empregar em melhores postos de trabalho pessoas que estão em atividades de produtividade muito baixa. Num país com a renda do Brasil, boa parte disso se dá em setores que atendem o mercado doméstico, mas o setor exportador ainda é suficientemente importante para que se deva tomar cuidado com oscilações muito fortes da moeda. Porque, se os investidores tiverem a sensação de que o câmbio é muito volátil, adiciona-se mais um risco e se desincentiva o investimento.</p>
<p><strong>Quais são as novas recomendações para o setor financeiro dos países emergentes?</strong></p>
<p>Em primeiro lugar, apesar de ser bom que um país tenha instituições estrangeiras no seu setor financeiro, o que se viu nessa crise é que essas instituições basicamente obedecem ao governo e ao banco central dos seus próprios países. Assim, se tiverem uma presença grande demais num determinado país, elas não atuarão como parceiras do governo local, da mesma forma que as instituições nacionais o farão, na hora em que o país implementa sua estratégia para lidar com a crise. A segunda recomendação é que nós realmente não conhecemos aqueles ativos complexos que levaram à crise nos países ricos, e que deve-se ir devagar com eles. Uma fator positivo dos países em desenvolvimento nessa crise é que a presença desses ativos complicados era quase nenhuma, desprezível. Foi uma coisa boa que eu manteria.</p>
<p><strong>O sr. teme que a crise leve à rejeição do modelo de crescimento baseado na abertura para os mercados globais, defendido nos relatórios da Comissão do Crescimento?</strong></p>
<p>Bem, a nossa visão foi de que houve uma enorme falha nos sistemas financeiros dos países avançados. De fato, ela poderia ser interpretada como uma falha mais ampla dos mercados e do capitalismo, e nos preocupamos com isso. Mas eu não acho que, entre os maiores e mais bem-sucedidos países em desenvolvimento, vá haver uma grande mudança na orientação da política econômica. Esses países hoje têm um entendimento bem profundo sobre a importância do dinamismo do setor privado para puxar o crescimento, e sobre o papel do governo de garantir um ambiente estável para que aquilo ocorra. Eu suspeito que, se houver erros desse tipo, é mais provável que eles aconteçam em países pobres, nos quais o modelo de crescimento não está muito bem estabelecido ainda e onde a política e a economia política são menos estáveis.</p>
<p><strong>Por que esses países são mais vulneráveis?</strong></p>
<p>Porque eles realmente não têm os mecanismos de defesa e as vantagens que países como o Brasil têm, como um governo que pode gastar mais dinheiro, esquemas de redistribuição de renda, um banco central altamente competente, um setor privado vibrante. Eu acho que Brasil, China e Índia terão uma recuperação muito boa, mas estou mais preocupado com alguns dos países menores e mais pobres.</p>
<p><strong>Qual o risco de um retorno do protecionismo no mundo pós-crise?</strong></p>
<p>É uma reação compreensível. Quando você diz aos cidadãos de um país que vai haver um grande déficit público, e que os filhos deles vão pagar no futuro por isso, as pessoas podem até concordar, mas desde que os benefícios do impulso fiscal retornem para o próprio país, e não se transformem em importações. Um dos grandes desafios pós-crise, portanto, é o de evitar que isso aconteça. O G-20, que se tornou uma grande voz de coordenação de políticas econômicas, posicionou-se contra o protecionismo, o que é muito bom. Outro problema é que os países vão disputar &#8220;market-share&#8221; (parcelas de mercado) nessa saída da crise. Há um déficit muito grande na demanda agregada global, porque o consumidor americano está poupando mais, por causa das finanças familiares deterioradas. Assim, as estratégias de crescimento de todo mundo não podem dar resultado ao mesmo tempo. Nesse jogo de ganhar market-share, Brasil, China e Índia devem se dar muito bem. Mas outros países, menos bem sucedidos, podem apelar para o protecionismo. Dessa forma, recuperar a demanda agregada global também evita o protecionismo.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ministro chama imposto de carro 1.0 de aberração e propõe &#8221;IPI verde&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 15:57:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
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		<description><![CDATA[
Ele defende fim do incentivo ao &#8216;popular&#8217; e repasse do benefício tributário aos carros econômicos de qualquer cilindrada

David Friedlander e Raquel Landim &#8211; O Estado SP


// 

Entrevista
Miguel Jorge: ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

Quem é:
Miguel Jorge
Jornalista, foi chefe de redação do Estado e seguiu carreira de executivo na Autolatina, Volkswagen e Santander
É ministro do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<p><strong>Ele defende fim do incentivo ao &#8216;popular&#8217; e repasse do benefício tributário aos carros econômicos de qualquer cilindrada</strong></div>
<div>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">David Friedlander e Raquel Landim &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p id="ctrl_texto"><span id="tm04" style="color: #155e91;" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script type="text/javascript">// <![CDATA[
Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")
// ]]&gt;</script></div>
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091108/img/4.1.imagem_migueljorge.jpg" alt="" width="555" height="387" /></div>
<p><strong>Entrevista<br />
Miguel Jorge: ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior</strong></p>
<p><strong><br />
Quem é:<br />
Miguel Jorge</p>
<p>Jornalista, foi chefe de redação do Estado e seguiu carreira de executivo na Autolatina, Volkswagen e Santander</p>
<p>É ministro do Desenvolvimento desde março de 2007</strong></p>
<p>O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, trabalha numa proposta polêmica. Ele defende o fim do incentivo tributário para o carro com motor 1.0, o &#8220;popular&#8221; &#8211; que desde 1993 paga menos imposto que os carros com motores mais potentes. O ministro propõe a transferência desse benefício para automóveis de baixo consumo de combustível. Os carros mais econômicos, diz Jorge, pagariam um Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) menor. O &#8220;IPI verde&#8221;, como foi apelidado, já está sendo adotado para alguns eletrodomésticos, como geladeiras e máquinas de lavar.</p>
<p>Jorge defende o mesmo mecanismo para os carros. Diz que a potência do motor não é um critério correto para definir quem vai pagar mais ou menos imposto. Os automóveis 1.0 são tributados com IPI de 7%, enquanto as outras categorias recolhem até 25%, dependendo do modelo. &#8220;Tem de rever isso. Foi feito em cima de uma aberração&#8221;, diz. Ele afirma que a mudança não seria feita agora, mas seu ministério e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) estão trabalhando há pouco mais de dois anos nesse projeto.</p>
<p>Um dos auxiliares mais discretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas últimas semanas Jorge ganhou evidência por causa das retaliações do Planalto às medidas protecionistas adotadas pela Argentina contra produtos brasileiros. Para forçar os vizinhos a recuar, o Brasil acionou entraves burocráticos e bloqueou caminhões com carga argentina na fronteira. Sobre esse confronto, a discrição do ministro chega a ser mordaz: &#8220;Briga? Não tem briga.&#8221;</p>
<p>Nesta entrevista, ele também fala da criação de um banco federal totalmente voltado ao financiamento do comércio exterior e sobre os negócios que está tentando fechar com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. A seguir, os principais trechos da entrevista:</p>
<p><strong>A redução do imposto sobre produtos industrializados (IPI) para eletrodomésticos e para materiais de construção vai continuar em 2010?</strong></p>
<p>Eu defendo isso. Temos um programa de construção de casas em que o governo se dispõe a financiar R$ 36 bilhões para quem ganha três salários mínimos. Se você cobra IPI, esses R$ 36 bilhões vão financiar um número menor de casas.</p>
<p><strong>É possível manter o benefício com a arrecadação do governo em queda?</strong></p>
<p>A arrecadação vai reagir. Os empresários estão prevendo o melhor Natal dos últimos anos. Melhor que 2007, melhor do que 2008 seria sem a crise. Não falo em previsões de analistas, porque eles nunca acertam, não sabem o que está se passando, não sabem o que está por trás da análise. Falo das previsões de profissionais do setor. As indústrias de linha branca e automobilística, por exemplo, voltaram a contratar.</p>
<p><strong>E a redução do IPI para os carros? Acaba mesmo este ano ou o benefício pode ser prorrogado?</strong></p>
<p>Não vai ter redução de IPI. Em princípio, não vai ter.</p>
<p><strong>O &#8220;IPI verde&#8221;, já implantado nos eletrodomésticos, pode ser aplicado também nos carros?</strong></p>
<p>Estamos nesse processo há dois anos e pouco, com o pessoal do Inmetro. Naquela época não se falava em verde, mas em eficiência energética. Motores mais eficientes, que gastam menos, teriam um selo de eficiência, como tem na geladeira e na máquina de lavar. Mas, primeiro, o selo é voluntário. Ainda não estamos obrigando ninguém a colocar. Vamos avançar os estudos para que isso seja um programa nacional e, aí sim, discutir o processo de imposto baseado na eficiência energética.</p>
<p><strong>Carros mais econômicos pagariam imposto menor?</strong></p>
<p>Esse é o modelo. É uma questão de ser mais justo. Se você tem um equipamento mais eficiente e outro menos, por que não ter a vantagem do imposto para o equipamento mais eficiente?</p>
<p><strong>Seria uma política permanente ou uma medida de emergência contra a crise?</strong></p>
<p>Quando esses estudos estiverem mais avançados, gostaríamos que fosse uma política permanente. Sempre teve uma grande discussão na indústria sobre essa questão de diferenciar o IPI por cilindrada. O carro com a mesma cilindrada pode ser 30% mais eficiente do que outro, mas paga o mesmo imposto. Não é correto. Essa coisa do carro 1.0 é preciso ir às origens dos fatos. Isso começou com uma aberração dos anos 90. Tem de rever isso porque foi feito em cima de uma aberração. Não tem sentido dividir por cilindrada.</p>
<p><strong>Que aberração?</strong></p>
<p>Uma empresa, que era a única que tinha carro 1.0 na época, conseguiu no Ministério da Fazenda uma redução de 50% do IPI, que naquela época era 40% do valor do automóvel. O IPI passou a ser 20% para os carros 1.0 fabricados no Brasil. Esse era o pulo do gato: só uma empresa (o ministro se refere à Fiat) tinha 1.0 fabricado no Brasil, exportado para a Itália. Nem era vendido aqui. Essa empresa ficou dois anos e meio sozinha no mercado, com o IPI reduzido, uma vantagem competitiva brutal. As outras empresas também desenvolveram o motor 1.0, isso virou 70% do mercado, depois caiu, agora voltou com a política de incentivo contra a crise, já que eles são mais baratos e teve a ascensão das classes D e E.</p>
<p><strong>O caminho então não é favorecer os mais pobres, mas buscar a eficiência energética &#8230;</strong></p>
<p>Falando desse jeito fica meio esquisito&#8230; O que precisa é fazer a política que está sendo feita: dar à população D e E a capacidade de comprar o produto melhor. Não é facilitar a venda do produto que não tem qualidade.</p>
<p><strong>Falando em facilitar a vida, até que ponto o senhor está disposto a ir na briga com a Argentina?</strong></p>
<p>Que briga? Não tem briga.</p>
<p><strong>O governo brasileiro está segurando mercadoria argentina na fronteira com a justificativa de que precisa avaliar documentos. Quanto tempo isso vai durar?</strong></p>
<p>Vai durar o necessário. É um volume pequeno, não chega a 10% das importações.</p>
<p><strong>O sr. conversou com alguém do governo argentino?</strong></p>
<p>A Debora Giorgi (ministra da Produção da Argentina) ligou e o Ivan (Ramalho, secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento) falou com ela. Ele falou e me senti desobrigado de ligar. Mas parece que a conversa foi amena.</p>
<p><strong>Em nome da parceria comercial, durante muitos anos o Brasil aceitou provocações da Argentina? Agora houve uma mudança de atitude do governo?</strong></p>
<p>(Silêncio)</p>
<p>Pela primeira vez tem caminhão argentino parado na fronteira&#8230;</p>
<p>Sim, mas os perecíveis foram liberados. Frutas, uvas, pêssego. Quanto às outras cargas, vamos aguardar.</p>
<p><strong>Mas é só a mercadoria argentina que precisa de avaliação?</strong></p>
<p>Por enquanto, é.</p>
<p><strong>Os problemas internos do Mercosul têm solução?</strong></p>
<p>Têm solução. O que não pode é ter uma parceria que fica a critério de quem está no governo decidir como vai ser. As regras deviam ser claras e independentes das condições conjunturais da economia de cada país. Se não fosse assim, a União Europeia nunca existiria.</p>
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		<title>Sondagem da FGV mostra que o crescimento da produção no fim do ano será o maior dos últimos dez anos</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 15:51:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Produção superaquecida para o Natal




Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP
A produção industrial prevista para o último trimestre deste ano está superaquecida, o que sinaliza um Natal forte e um início de 2010 acelerado nas fábricas. Metade das 1.065 empresas consultadas pela Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) planeja crescimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-large;">Produção superaquecida para o Natal</span></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-large wp-image-15579 aligncenter" title="Lula_noel" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Lula_noel-1023x516.jpg" alt="Lula_noel" width="554" height="279" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>A produção industrial prevista para o último trimestre deste ano está superaquecida, o que sinaliza um Natal forte e um início de 2010 acelerado nas fábricas. Metade das 1.065 empresas consultadas pela Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) planeja crescimento da produção entre outubro e dezembro e apenas 4,3% delas programam redução. É o menor índice de indústrias que vão cortar a produção no último trimestre do ano desde 1980, o início da série.</p>
<p>Dos 14 gêneros industriais pesquisados pela sondagem em outubro, todos estavam com a produção prevista para o último trimestre do ano acima da média de dez anos para esse período, um resultado inédito. &#8220;A produção de outubro costuma ser menor que a de setembro&#8221;, observa o coordenador técnico da pesquisa, Jorge Ferreira Braga. Mas, neste ano, os resultados contrariaram a regra.</p>
<p>Segundo o economista, dois fatores explicam a mudança no padrão. O primeiro deles é atraso na produção da indústria, que primeiro tratou de se livrar dos estoques excessivos para depois acelerar a produção. O segundo fator é a própria sinalização de crescimento vigoroso do Produto Interno Bruto (PIB) para 2010, na casa de 5%, puxado pela demanda interna.</p>
<p>De setembro para outubro, o indicador de produção prevista para três meses, apurado pela FGV, descontadas as influências sazonais, cresceu 4,5%. O indicador leva em conta o saldo entre os porcentuais de empresas que apostam no aumento e na queda de produção.</p>
<p>Dos 14 gêneros pesquisados, 7 puxaram de forma acentuada o crescimento da produção prevista para o trimestre: minerais não metálicos, metalurgia, mecânica, material elétrico e de comunicações, material de transporte, têxtil e alimentos. Três desses gêneros atingiram o maior nível de produção prevista para três meses apurado pela FGV num mês de outubro.</p>
<p>Segundo a pesquisa, 57,4% das indústrias de minerais não metálicos, itens usados principalmente pela construção civil, acreditam que a demanda será maior até dezembro e só 3,2% delas, menor. A Eternit, por exemplo, fabricante de telhas e caixas d&#8221;água, trabalha com mais de 90% de uso da capacidade nas 5 fábricas. &#8220;Estamos praticamente sem estoques nas fábricas&#8221;, afirma o presidente da companhia, Elio A. Martins.</p>
<p>O empresário explica que o que o que está puxando atualmente a demanda por seus produtos é o consumo &#8220;formiga&#8221;. &#8220;É a autoconstrução, a reforma&#8221;, exemplifica. A população de baixa renda responde por 80% desse consumo. Segundo Martins, o quadro de abastecimento deve ficar mais apertado no ano que vem quando entrar em operação o programa habitacional do governo. Por isso, ele já estuda investimentos em aumento de produtividade.</p>
<p>A indústria mecânica, que inclui dos bens de capital que começam a reagir à linha branca (geladeiras e máquinas de lavar, por exemplo), é outro setor que está super otimista, com 58,1% das empresas planejando alta da produção no trimestre.</p>
<p>Beneficiadas pela prorrogação do corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os eletrodomésticos, os fabricantes da linha branca vão acelerar o ritmo das fábricas. A Mabe, dona das marcas GE e Dako, por exemplo, vai ampliar em 25% a produção no último trimestre deste ano em relação a 2008. &#8220;Com certeza, será o maior trimestre de vendas da companhia no Brasil&#8221;, afirma o presidente da companhia para o Mercosul, Patricio Mendizabal. Ele observa que &#8220;os estoques da empresa estão abaixo do adequado para encarar a temporada&#8221;.</p>
<p>Na concorrente Whirlpool, donas das marcas Brastemp e Consul, o otimismo se repete. O diretor de Relações Institucionais, Armando Ennes do Valle Júnior, diz que o crescimento da produção no último trimestre deste ano deve oscilar entre 13% 15% em relação a 2008, que foi uma base baixa por causa da crise. Na comparação com igual período de 2007, o acréscimo varia entre 8% e 9%. &#8220;Teremos um começo de ano aquecido&#8221;, prevê o executivo, lembrando a recuperação da renda, do emprego e da oferta de crédito.</p>
<p>Até o setor têxtil, tido como &#8220;patinho feio&#8221; da indústria por perder mercado para os importados, deu a volta por cima. A sondagem revela que 31,5% das empresas do setor planejam aumentar a produção no último trimestre deste ano. A Stenville Têxtil, por exemplo, trabalha hoje usando 100% da capacidade de produção da fábrica de Jundiaí (SP). &#8220;A reação da economia foi muito rápida&#8221;, afirma o sócio diretor, George Tomic. O motor da reação é a reposição de estoques no varejo e as boas perspectivas para 2010.</p>
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		<title>Venda de carros bate recorde histórico em setembro</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 18:37:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No último mês de isenção do IPI foram comercializadas 296,6 mil unidades.
Marca anterior era de junho, com 289,7 mil automóveis e comerciais leves.


IPI voltará a ser cobrado de forma gradativa (Foto:                 TV Globo/Reprodução)
   Do G1, em São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>No último mês de isenção do IPI foram comercializadas 296,6 mil unidades.<br />
Marca anterior era de junho, com 289,7 mil automóveis e comerciais leves.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em><br />
<img id="imagem-popin" src="http://g1.globo.com/Noticias/Carros/foto/0,,23502102-EX,00.jpg" alt="IPI voltará a ser cobrado de forma gradativa (Foto:                 TV Globo/Reprodução)" width="353" height="251" /><br />
IPI voltará a ser cobrado de forma gradativa (Foto:                 TV Globo/Reprodução)</em></span></p>
<h2><strong> </strong> <span style="background-color: #ffff99;"> Do G1, em São Paulo </span></h2>
<p>As vendas de automóveis e comerciais leves em setembro alcançaram         um recorde histórico na indústria automobilística. Foi o último         mês do benefício da isenção do IPI para carros novos,         impulsionando a venda de carros para 296.651 unidades de         automóveis e comerciais leves, superando a marca anterior de         junho, quando foram vendidos 289.792 unidades.</p>
<p>O desempenho das vendas de automóveis e comerciais leves no         varejo foi  21,85% maior do que agosto (204,8 mil) e 19,8%         superior em relação a setembro de 2008 (208,3 mil unidades). Os         números foram divulgados nesta quinta-feira (1º) pela Federação         Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).</p>
<div>
<hr /></div>
<p>No acumulado do ano, as vendas deste segmento aumentaram 5,49% em         comparação ao período de janeiro a setembro de 2008, saltando de         2.096.396 unidades para 2.211.421 unidades.</p>
<p>Incluindo os emplacamentos de caminhões e ônibus, o total em         setembro sobe para 308.713 unidades, número também inédito para         o setor. Até então, o recorde mensal havia sido registrado em         junho deste ano, com 300.174 unidades, conforme dados da Fenabrave.</p>
<p>Já o mercado geral de veículos, que engloba automóveis,         comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos         rodoviários e outros produtos tracionáveis, teve alta de 13,59%         em relação a agosto e caiu 1,27% comparando a setembro de 2008.         Foram vendidos 456.477 veículos em setembro e 3.553.272 no ano.</p>
<div>
<div></div>
</div>
<p><strong>Fim do IPI</strong></p>
<p>“Apesar da crise, o desempenho das vendas de automóveis e         comerciais leves foi positivo, uma conseqüência não apenas da         redução da alíquota do IPI, mas também devido à oferta de         crédito”, afirmou Sérgio Reze, presidente da Fenabrave.</p>
<p>“Com a volta do imposto, as vendas de veículos devem retrair um         pouco devido, inclusive, à antecipação das compras. Mas, não         causará grande impacto. O fim do benefício chega num momento em         que a economia está praticamente restabelecida, há oferta de         crédito e consumidores confiantes”, comentou o presidente da entidade.</p>
<p>A Fenabrave continua mantendo suas projeções de crescimento para         até um dígito este ano, mas o percentual pode sofrer variações         dependendo da resposta dos consumidores à volta gradativa das         alíquotas de IPI. “Estimamos um crescimento em torno de 3%, mas         se obtivermos os mesmo resultados do ano passado, já será um         dado positivo para o setor”, conclui Reze.</p>
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		<title>Vendas de carros sobem 18,4% em setembro ante agosto, diz fonte</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 20:59:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
ALBERTO ALERIGI JR. &#8211; REUTERS &#8211; Portal Estado
SÃO PAULO &#8211; As vendas de automóveis e comerciais leves em setembro até o dia 29, no último mês com desconto cheio do IPI de carros, cresceram 18,4 por cento ante igual intervalo de agosto, afirmou uma fonte do mercado nesta quarta-feira.
No acumulado do mês até a terça-feira, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://contagiros.files.wordpress.com/2009/07/venda_de_carros.jpg" alt="http://contagiros.files.wordpress.com/2009/07/venda_de_carros.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">ALBERTO ALERIGI JR. &#8211; REUTERS &#8211; Portal Estado</span></h2>
<p>SÃO PAULO &#8211; As vendas de automóveis e comerciais leves em setembro até o dia 29, no último mês com desconto cheio do IPI de carros, cresceram 18,4 por cento ante igual intervalo de agosto, afirmou uma fonte do mercado nesta quarta-feira.</p>
<p>No acumulado do mês até a terça-feira, as vendas totalizaram 271.145 unidades, disse a fonte à Reuters. Na comparação com setembro de 2008, exceto o último dia daquele mês, o número representa avanço de 13,8 por cento.</p>
<p>O volume indica uma média diária de vendas de 13.557 veículos, que se for mantida nesta quarta-feira fará setembro ultrapassar julho como segundo maior mês em vendas da história do setor no país, quando o total das vendas ficou em 273.581 veículos e comerciais leves.</p>
<p>O recorde ocorreu em junho, com 289.780 unidades vendidas, quando consumidores anteciparam as compras de automóveis diante da expectativa de que a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) terminasse no fim daquele mês.</p>
<p>O governo acabou por prorrogar pela segunda vez o desconto do IPI sobre automóveis em junho, em uma medida que foi adotada inicialmente em dezembro para ajudar o setor combalido pela crise econômica global.</p>
<p>&#8220;A alta (das vendas em setembro) era esperada justamente pelo mesmo fenômeno de junho, quando ficou aquela dúvida nos consumidores se o governo iria ou não prorrogar a medida de incentivo do IPI&#8221;, afirmou analista de setor automotivo Mariana Oliveira, da Tendências Consultoria.</p>
<p>&#8220;Para os próximos três meses, estamos esperando um recuo das vendas para um patamar próximo de julho e agosto, em torno de uma média mensal de 260 mil unidades&#8221;, acrescentou a analista, considerando o movimento de setembro como &#8220;atípico&#8221;.</p>
<p>De janeiro a setembro, com base nos números até o dia 29 deste mês, as vendas de automóveis e comerciais leves somam cerca de 2,18 milhões de unidades, um crescimento ao redor de 4 por cento sobre igual período de 2008.</p>
<p>A Fenabrave, entidade que reúne as concessionárias, divulgará na quinta-feira as vendas de automóveis no país em setembro.</p>
<p>No próximo dia 7 é a vez da Anfavea, que representa as montadoras e também revelará os números referentes à produção.</p>
<p><strong>PRODUÇÃO EM BAIXA</strong></p>
<p>Apesar da alta nas vendas, a produção em setembro pode ter arrefecido devido às greves e paralisações neste mês que envolveram milhares de trabalhadores em fábricas de empresas como Volkswagen, General Motors, Renault e Ford durante negociações salariais.</p>
<p>Só na unidade da Volkswagen no Paraná, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, 14 mil veículos deixaram de ser produzidos em 17 dias de greve por reajuste salarial.</p>
<p>&#8220;A greve não foi tão extensa e nem tão intensa quanto se esperava, mas acho que deve ter afetado a produção na comparação com agosto&#8221;, afirmou professor de Economia Alcides Leite, da Trevisan Escola de Negócios.</p>
<p>Os dados de setembro até o dia 29 apontam a Fiat na liderança, com vendas de 64.382 automóveis e comerciais leves no mês, informou a fonte. Em seguida aparece a Volkswagen, com 60.014 unidades.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8221;Brasil vai crescer 6% no ano que vem&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 12:45:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Leo Pinheiro / Valor

Luiz Carlos Mendonça de Barros: crescimento do PIB em 2010 pode chegar a 6% no ano que vem

Luiz Carlos Mendonça de Barros: sócio da Quest Investimentos e ex-ministro. Para Mendonça de Barros, economia deve retomar o dinamismo de antes da crise, mas é preciso cuidado com a inflação
Luciana Xavier, AGÊNCIA ESTADO
O Brasil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;">Leo Pinheiro / Valor<br />
<img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002350/imagens/foto_24bra-luis-a3.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
Luiz Carlos Mendonça de Barros: crescimento do PIB em 2010 pode chegar a 6% no ano que vem</span></p>
<p style="text-align: left;">
<p><strong>Luiz Carlos Mendonça de Barros: sócio da Quest Investimentos e ex-ministro. Para Mendonça de Barros, economia deve retomar o dinamismo de antes da crise, mas é preciso cuidado com a inflação</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Luciana Xavier, AGÊNCIA ESTADO</span></h2>
<p>O Brasil deve ter forte recuperação e crescer 6% no ano que vem, acredita o sócio da Quest Investimentos, Luiz Carlos Mendonça de Barros, que foi presidente do BNDES e ministro das Comunicações no governo de Fernando Henrique Cardoso. &#8220;Vejo a economia retomando rapidamente o dinamismo de antes da crise&#8221;, disse, em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo, da Agência Estado. A seguir, os principais trechos da entrevista.</p>
<p><strong>Esta semana o Brasil virou grau de investimento pela Moody&#8221;s. Qual a importância desse upgrade?</strong></p>
<p>Houve uma convergência das agências, com uma novidade no caso da Moody&#8221;s, pois ela, além de melhorar nossa nota no nível de investment grade, colocou também em observação positiva. Isto é, deu um sinal de um movimento próximo de melhora ainda na nota. Mas é uma coisa engraçada porque o mercado já vinha antecipando esse movimento. Acho que essa questão do investment grade está superada. Vamos olhar para frente.</p>
<p><strong>Ao olhar à frente, o que o sr. vê? </strong></p>
<p>Vejo uma economia retomando rapidamente o dinamismo que tinha antes da crise, com impacto ainda negativo do comércio exterior &#8211; as exportações brasileiras não se recuperaram. Certamente, o investimento, afetado na crise, vai voltar naturalmente. Alguns analistas parecem não entender que uma dinâmica de economia de mercado tem um timing natural. Muita gente está criticando que o investimento não voltou ainda. Isso é absurdamente natural. Estamos saindo de uma crise. Então acho que a cadência da economia brasileira vai ser a manutenção do estímulo vindo do setor privado, do consumo &#8211; o emprego voltou a crescer, os salários voltaram a ter ganho positivo, em real. Os bancos também voltaram à normalidade. Com um estímulo adicional, pois perderam espaço para os bancos públicos nesses quatro a cinco meses em que se trancaram. Acho que vão querer recuperar o tempo perdido, o que dá um impulso maior à retomada do crédito.</p>
<p><strong>O sr. enxerga uma enxurrada de recursos vindo para o Brasil?</strong></p>
<p>Isso já está ocorrendo. Se olharmos a previsão de abertura de capital de empresas brasileiras nos próximos meses, estamos perto dos US$ 14 bilhões. E isso vai acontecer porque o mundo tem hoje um desequilíbrio entre oportunidade e liquidez para investimentos. Porque tem um pedaço grande do mundo, principalmente dos desenvolvidos, em que a retomada da atividade vai ser muito lenta. E esse pedaço tem ainda uma capacidade ociosa para ser ocupada, que vai fazer com que os investimentos nos próximos dois anos sejam muito pequenos. Por outro lado, há alguns países &#8211; o Brasil é um deles &#8211; onde se retomou mais rapidamente a dinâmica do consumo e as oportunidades se apresentam de forma mais clara. Além disso, é importante entender que nessa saída de crise há um problema com o dólar americano, que tem levado investidores a buscar ativos em regiões do mundo cuja moeda tenha dinâmica diferente do dólar. O real é uma dessas moedas.</p>
<p><strong>O dólar chegou ontem (dia 23) a R$ 1,782. Pode cair mais?</strong></p>
<p>Não sei. Há seis meses fiz uma projeção que naquele momento parecia absurda, de dólar a R$ 1,80. Até R$ 1,80 eu vou. A partir daí, prefiro observar (risos). Mas é importante entender que o real não tem movimento autônomo, isolado. Ele está se valorizando numa cesta de moedas &#8211; principalmente ligadas a economias exportadoras de commodities &#8211; e tem de acompanhar um pouco essa dinâmica. Ele não está sozinho.</p>
<p><strong>O que impede o dólar de voltar ao patamar pré-crise?</strong></p>
<p>Ele volta ao patamar pré-crise se as outras moedas também voltarem. E tem o Banco Central. Acho que o BC teria de acompanhar a cotação do real nessa cesta de moedas. Isto é, ele não deve interferir no processo de valorização dessa cesta. Mas se nessa cesta de moedas, o real, por alguma condição de movimento de capitais, tiver uma valorização maior, acho que é dever dele intervir.</p>
<p><strong>O sr. não vê então nenhum grande problema na economia?</strong></p>
<p>Por incrível que pareça, na metade do ano que vem vamos começar a nos preocupar com a inflação. E aí entra a questão fiscal. No período em que a economia privada deu esse vácuo, ele (governo) entrou, corretamente. Só que está na hora de sair. Porque, se acumularmos crescimento do consumo interno &#8211; que vai ocorrer -, volta dos investimentos e nível de gasto do governo tão elevado, vamos começar a criar tensão inflacionária, que vai desembocar na alta dos juros.</p>
<p><strong>De qualquer modo, a partir do segundo semestre de 2010 pode haver um problema para o BC?</strong></p>
<p>Acho que sim. Nós podemos começar a ver uma inflação mais próxima de 5% do que de 4,5% já no ano que vem.</p>
<p><strong>Como o sr. vê o crescimento do Brasil em 2010?</strong></p>
<p>Nós revisamos nossa projeção para crescimento do PIB em 2010 de 5% para 6%.</p>
<p><strong>Qual sua expectativa para o relatório trimestral de inflação?</strong></p>
<p>Acho que todas as projeções para este ano e para o ano que vem apontam ainda para um número por volta de 4,5% (IPCA). O que estou colocando como preocupação é uma projeção um pouco mais adiante, que não é bem o objetivo do relatório de inflação do BC.</p>
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		<title>PIB pode crescer acima de 5% em 2010</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 11:45:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conjuntura: Demanda, com aumento do emprego e da renda, levou analistas a um forte aumento das projeções

Sergio Lamucci e João Villaverde, de São Paulo &#8211; VALOR
O cenário positivo que se desenha para a demanda interna torna cada vez mais provável um crescimento na casa de 5% em 2010, e já há até quem aposte em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Conjuntura: Demanda, com aumento do emprego e da renda, levou analistas a um forte aumento das projeções</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://www.noticiacompleta.com/wp-content/uploads/2008/11/25.jpg" alt="http://www.noticiacompleta.com/wp-content/uploads/2008/11/25.jpg" width="555" height="395" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Sergio Lamucci e João Villaverde, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O cenário positivo que se desenha para a demanda interna torna cada vez mais provável um crescimento na casa de 5% em 2010, e já há até quem aposte em alta de 6%, como o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, da Quest Investimentos. O consumo das famílias e o investimento devem liderar a expansão, com as despesas do governo como coadjuvante, um resultado da combinação de juros baixos, mercado de trabalho em recuperação, gastos públicos elevados e redução das incertezas globais. Para este ano, boa parte dos bancos e consultorias já aponta para um Produto Interno Bruto (PIB) ligeiramente positivo.</p>
<p>O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, diz que uma alta expressiva do PIB em 2010 está praticamente contratada. &#8220;A política monetária e a política fiscal serão muito expansionistas. Elas estarão trabalhando como nunca para estimular o crescimento&#8221;, afirma Vale, que revisou na semana passada a sua projeção de 4% para 5%. Para ele, apenas uma piora muito acentuada do cenário global pode comprometer um PIB forte em 2010, algo como um &#8220;novo Lehman Brothers&#8221; &#8211; o banco de investimentos que quebrou em setembro de 2008, agravando a crise. Vale acredita em crescimento de 5% do consumo das famílias, estimulado pela alta de 5% da massa salarial acima da inflação, e de 11% dos investimentos na construção civil e em máquinas e equipamentos (a formação bruta de capital fixo, FBCF) &#8211; em 2009, ele projeta queda de 10,2% da FBCF.</p>
<p>Mendonça de Barros passou a apostar em crescimento de 6% em 2010 depois da divulgação dos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de agosto, que revelou um saldo positivo de 242,1 mil postos de trabalhos formais. A renda segue firme e a geração de emprego está melhor do que se esperava, diz ele, observando que a Quest passou a trabalhar com uma alta do PIB neste ano de 0,2% &#8211; antes do Caged de agosto, estimava queda de 0,3%. O Morgan Stanley, que chegou a prever queda de 4,5%, hoje estima recuo de apenas 0,5%.</p>
<p>&#8220;O consumo das famílias deve continuar forte, e o investimento também deve voltar, estimulado pela demanda. Além disso, o governo está gastando que nem louco&#8221;, afirma Mendonça de Barros, ministro das Comunicações no governo Fernando Henrique Cardoso. Apenas as exportações não devem ter uma reação das mais expressivas, já que o mundo ainda crescerá pouco no ano que vem.</p>
<p>Para ele, o ritmo forte de expansão da economia, com um mercado de trabalho tão pujante, pode exigir aumentos de juros já no primeiro semestre do ano que vem. Nesse cenário, o governo deveria mudar a política fiscal, diz Mendonça de Barros. Com a demanda privada aquecida, manter os gastos públicos em alta expressiva é uma má ideia. &#8220;A inflação não vai dar saltos, pulando de 4,5% para 8%, mas pode ficar pressionada por conta do mercado de trabalho muito aquecido, elevando os preços dos serviços.&#8221; Vale diz que há de fato o risco de alta dos juros no ano que vem, mas vê um eventual aumento da taxa Selic, hoje em 8,75% ao ano, apenas no quarto trimestre. Se ocorrer, será mais por causa das perspectivas para a inflação em 2011 do que pela pressão no ano que vem, já que a capacidade ociosa na indústria é grande.</p>
<p>O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros, também mudou a sua projeção de crescimento do PIB para 2010, elevando-a de 4,9% para 5,4%. &#8220;A maior surpresa em nosso cenário certamente tem sido o comportamento muito favorável do mercado de trabalho e da renda&#8221;, diz Barros. Segundo ele, os efeitos da redução dos juros, dos estímulos fiscais e da rede de proteção social criada nos últimos anos &#8220;foram capazes de preservar o emprego de forma importante, levando à rápida recuperação da confiança dos consumidores e, consequentemente, à manutenção do otimismo empresarial e da produção voltada ao mercado doméstico&#8221;.</p>
<p>O economista chama a atenção para o desempenho das vendas no comércio, que podem crescer algo próximo a 5% neste ano, descontada a inflação. Num quadro de preservação da demanda interna, com perspectiva de continuidade da expansão dos estímulos fiscais e da ampliação de alguns benefícios já contratados &#8211; o salário mínimo deve subir quase 10% em 2010, por exemplo -, ele mudou as suas estimativas para o PIB deste ano e do próximo. Para 2009, o Bradesco, que projetava queda de 0,5% prevê agora uma alta de 0,1%. &#8220;Em nosso novo cenário, a demanda doméstica continua a ser o motor do crescimento, puxada pelo consumo das famílias e os gastos do governo. Os investimentos retornarão em breve, mas esperamos uma contribuição bem menor do que os demais ainda em 2010&#8243;, afirma Barros, ressalvando, contudo, que as inversões podem ser mais fortes do que ele projeta, &#8220;por conta das boas perspectivas para a economia e da farta disponibilidade de financiamento doméstico e externo. &#8221;</p>
<p>Para Rodrigo Azevedo, ex-diretor do Banco Central (BC) e sócio-sênior da JGP Gestão de Recursos, o Brasil deverá alcançar crescimento de 5% no PIB do próximo ano, impulsionado pela melhora do setor exportador e do mercado interno, sustentado pelo crescente aumento da renda. &#8220;Há revisão para cima no crescimento mundial, tendo uma retomada do comércio em primeiro plano. Como já observamos uma puxada das exportações acima das previsões, é possível supor que o quadro para 2010 seja melhor&#8221;, analisa Azevedo, que trabalha com um quadro mais favorável para as exportações do que a média dos analistas. Para ele, a &#8220;profunda&#8221; retração pela qual passou a indústria entre o fim de 2008 e os primeiros meses de 2009 ampliou a capacidade ociosa, que foi e está sendo lentamente retomada. Azevedo destaca ainda que o governo federal não dá sinais de que vai segurar os gastos públicos.</p>
<p>O economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, diz que, do ponto de vista da oferta, a indústria é que vai brilhar em 2010. Ele prevê alta de 9% para a produção industrial, uma reação forte à queda de 7% esperada para 2009. Os setores ligados ao mercado interno e que produzem bens de capital devem ter bom desempenho, avalia ele. Do lado da demanda, ele aposta em forte expansão do consumo das famílias, de 5,2%, e do investimento, de 15,8%.</p>
<p>Outro fator que vai ajudar o crescimento é a herança estatística (o &#8220;carry over&#8221;) que 2009 deixará para 2010, como destaca Azevedo. Segundo ele, se o PIB deste ano ficar estável, como ele prevê, o &#8220;carry over&#8221; será de 2,5%. Com isso, se a economia não crescer nada em relação ao nível do fim deste ano, a expansão em 2010 será de 2,5%. Para comparar, o &#8220;carry over&#8221; que 2008 deixou para 2009 foi negativo em 1,5%.</p>
<p>Thaís Zara, economista-chefe da Rosenberg &amp; Associados, tem previsões menos otimistas para o próximo ano, embora aposte em crescimento de 0,3% em 2009. &#8220;O fundo do poço já passou, mas o crescimento mundial não será tão forte quanto se imagina&#8221;, afirma ela, que aposta em crescimento de 3,5% para o ano que vem. O fim das desonerações tributárias deve tirar um pouco de força da economia nos próximos trimestres, acredita ela. Nem a perspectiva de aquecimento da demanda externa por produtos nacionais empolga a analista, que vê no câmbio valorizado um entrave para o impulso exportador, embora os bens primários devam melhorar o saldo comercial do Brasil.</p>
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		<title>Track &amp; Field vai para Nova York</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 20:05:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Rede de roupas esportivas terá loja na Madison Avenue
Marianna Aragão, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO &#8211; A marca brasileira de roupas esportivas Track &#38; Field dará o primeiro passo de seu projeto de internacionalização em grande estilo. Em novembro, a empresa abre as portas de sua primeira loja no exterior na sofisticada Madison [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://blogs.jovempan.uol.com.br/panelachic/files/2008/10/track.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://blogs.jovempan.uol.com.br/panelachic/files/2008/10/track.jpg" height="385" width="347" /></div>
<p><font size="5"><strong>Rede de roupas esportivas terá loja na Madison Avenue</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Marianna Aragão, de O Estado de S. Paulo</p>
<p>SÃO PAULO &#8211; A marca brasileira de roupas esportivas Track &amp; Field dará o primeiro passo de seu projeto de internacionalização em grande estilo. Em novembro, a empresa abre as portas de sua primeira loja no exterior na sofisticada Madison Avenue &#8211; avenida de Nova York famosa por concentrar grandes agências de publicidade e o comércio de luxo da cidade. O plano de expansão da companhia prevê a abertura de quatro lojas nos Estados Unidos nos próximos anos. &#8220;Em seis ou oito anos, queremos chegar a uma rede de lojas do tamanho da brasileira&#8221;, estima Frederico Wagner, um dos três sócios e fundadores da marca.</p>
<p>Nascida há 20 anos em São Paulo como uma confecção de camisetas, a Track &amp; Field investiu na criação e design de peças para esportistas. Hoje, tem 35 pontos de venda no País. Segundo Wagner, o mercado americano foi escolhido pela identificação com a marca. &#8220;É um país onde as pessoa têm uma ligação muito forte com o esporte.&#8221;</p>
<p>O investimento na primeira loja foi de US$ 1 milhão. A empresa contratou o arquiteto brasileiro Arthur Casas para desenhar o projeto, que será uma espécie de piloto para a marca. As principais mudanças em relação às unidades brasileiras estão na disposição dos produtos. &#8220;Como não há área para estoque das mercadorias, tivemos de bolar uma forma de dispô-las dentro da própria loja&#8221;, conta Wagner.</p>
<p>A solução foi criar novas embalagens, feitas em plástico biodegradável, que se encaixam formando uma parede. &#8220;Assim, conseguimos aproveitar o espaço de forma mais eficiente e ainda criamos um visual interessante.&#8221; Outra inovação será a possibilidade de o cliente devolver as embalagens, em troca de descontos em novas compras. Se o novo modelo funcionar, os empreendedores querem replicá-lo no Brasil.</p>
<p>Há três anos prospectando o mercado dos EUA, a empresa aproveitou a queda dos aluguéis no país, um dos efeitos da crise financeira, para tirar o projeto do papel. De acordo com o empresário, os valores de aluguéis estavam em média 30% menores que antes da turbulência. Além disso, a legislação americana não prevê o pagamento do chamado &#8220;ponto&#8221;, como no Brasil. Segundo Wagner, &#8220;o ponto comercial por metro quadrado em um shopping de alto padrão em São Paulo está mais caro que o aluguel de lá.&#8221;</p>
<p>A expectativa é que a unidade da Madison atinja faturamento de US$ 1,8 milhão no primeiro ano de atividade. Se a meta se confirmar, os próximos destinos serão os estados da Califórnia e Flórida &#8211; apostas &#8220;óbvias&#8221;, segundo Wagner, pela forte presença da comunidade latino-americana -, além de outras regiões em Nova York.</p>
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