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	<title>Blog do Favre &#187; commodities</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>&#8220;Há entusiasmo incontido no câmbio&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 11:57:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Regulador: Henrique Meirelles diz ver excesso de euforia também na bolsa, mas não necessariamente uma bolha




Peter MacDiarmid/Getty Images

 O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirma que o crescimento de 8% do PIB é insustentável e deve se estabilizar em patamar mais baixo




Sergio Lamucci e Cristiano Romero, de Londres &#8211; VALOR
O ritmo de crescimento da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Regulador: Henrique Meirelles diz ver excesso de euforia também na bolsa, mas não necessariamente uma bolha<br />
</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Peter MacDiarmid/Getty Images<br />
</em></span><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002380/imagens/foto09fin-meidrelles-c8.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<span style="font-size: x-small;"><em> O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirma que o crescimento de 8% do PIB é insustentável e deve se estabilizar em patamar mais baixo</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em><br />
</em></span></p>
<p><em><br />
</em></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Sergio Lamucci e Cristiano Romero, de Londres &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O ritmo de crescimento da economia brasileira exibido no segundo e no terceiro trimestres, na casa de 8% em termos anualizados, é &#8220;insustentável&#8221;, devendo arrefecer no próximo ano, avalia o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. Segundo ele, as previsões do mercado apontam para uma expansão entre 4,5% e 5% em 2010, o que sugere estabilização da taxa anualizada num número menor que os 7,8% observados no segundo trimestre e os cerca de 8% esperados para o terceiro.</p>
<p>&#8220;É normal que esse processo se estabilize num ritmo menor e mais sustentável&#8221;, disse Meirelles em entrevista exclusiva ao Valor na sexta-feira. No fim de semana, ele participou da reunião do G-20 financeiro, em Edimburgo, na Escócia.</p>
<p>O presidente do BC ressaltou a importância da recuperação do investimento, que deve fechar 2009 com retração superior a dois dígitos. &#8220;Não há dúvida de que é muito importante a retomada dos investimentos, que os empresários se antecipem à demanda futura, não esperando que o uso da capacidade atinja o limite&#8221;, afirmou ele.</p>
<p>O presidente do BC acredita, no entanto, que os investimentos serão feitos. Ele observou, mencionando previsão do BNDES, que a formação bruta de capital fixo (medida do que se investe na construção civil e em máquinas e equipamentos) deve avançar com força em 2010, ajudando a impulsionar o PIB.</p>
<p>Meirelles foi cauteloso ao falar da formação de bolhas de ativos no Brasil e no exterior. Disse que existe, no mercado brasileiro, &#8220;excesso de euforia&#8221; na bolsa e no mercado de câmbio. Ele não crê, porém, que esteja se formando uma bolha especulativa no segmento de commodities e acha que uma perturbação dos mercados, lá fora, dependerá principalmente da ação do Federal Reserve (o BC dos Estados Unidos) nos próximos meses e da implementação, ou não, das medidas prudenciais que estão sendo recomendadas pelo G-20 após a recente crise mundial.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Robert Shiller (autor do livro &#8220;Exuberância Irracional&#8221;) diz que há uma nova bolha no mundo, o eco da bolha anterior. Como o sr. avalia esse fenômeno?</em></p>
<p align="justify"><strong>Henrique Meirelles: </strong> O Federal Reserve, numa escala maior, e alguns outros bancos centrais, em escala menor, estão em meio a uma política expansionista, visando combater a crise. Essa política tem um componente quantitativo &#8211; a compra de títulos, a compra de crédito etc &#8211; que aumenta o tamanho do balanço do Fed e dos outros BCs, e também uma taxa básica em algumas situações muito próxima de zero. Dentro de um processo de alta liquidez, é esperado que aconteça alguma distorção na formação de preços de ativos. Isso pode levar à supervalorização de alguns ativos. A questão é saber se o Fed e os outros BCs, mas principalmente o Fed, vão começar a fazer um processo de saída dessas medidas a tempo de não permitir o prosseguimento da sobrevalorização de ativos, o que, aí sim, poderia ter consequências para a economia.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Que tipo de bolha temos neste momento?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Há três tipos de bolhas, com componentes concomitantes e similares, mas com algumas características diferentes. A primeira, e que é a mais perigosa e que causa mais prejuízos, é a bolha de crédito. Um exemplo clássico disso foi a bolha no mercado imobiliário e do mercado de crédito nos Estados Unidos. Toda a sociedade americana estava superalavancada. O segundo tipo são as bolhas que surgem e são corrigidas a tempo. Isto é, se o processo que conduziu à bolha, como uma expansão monetária, é corrigido a tempo, há um processo de correção. Os prejuízos ficam para os investidores.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>É uma bolha de ativos?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Ambas são bolhas de ativos, mas uma não é relacionada a uma bolha de crédito e não tem uma duração muito prolongada. O terceiro tipo de bolha é um intermediário. Não é uma bolha de crédito, mas é resultado de uma expansão monetária um pouco maior do que seria desejável. Esta causa um pouco mais de prejuízo, apesar de não ser tão grave como a bolha de crédito. No presente momento, há um risco, porque não se sabe até que ponto as novas regras prudenciais, em desenvolvimento pelo Conselho de Estabilidade Financeira por recomendação do G-20, para serem implementadas pelo Comitê da Basileia, serão aplicadas por todos os países relevantes a tempo, principalmente pelos EUA, e até que ponto isso poderia prevenir uma bolha de crédito, a mais grave. Existe esse risco, mas não quer dizer que vá acontecer.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Onde está o risco?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> A situação dos EUA é um pouco mais complicada porque eles têm mais de um regulador e mais de um supervisor. Não é apenas dizer que o Fed tem que fazer isso ou aquilo. As bolhas que não são as de crédito vão depender do quão cedo o Fed vai retirar seus mecanismos de estímulo. Acredito que os alertas dos BCs são úteis. Não apenas as autoridades monetárias e prudenciais dos diversos países devem saber dos riscos, mas também e principalmente os investidores. São eles que conduzem à formação de bolhas.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Shiller diz que há uma bolha no mercado de commodities. Além disso, a bolsa brasileira teve valorização em dólar superior a 130% este ano. Que riscos o Brasil corre?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Bolhas de crédito no Brasil não existiram e não serão permitidas por este Banco Central; 95% da regulamentação que será proposta pela Basileia já está aplicada e implementada no Brasil. Essa primeira incerteza quanto à implementação de novas regras prudenciais não existe no Brasil. O que vier a faltar será implementado imediatamente. Em relação às commodities, uma das coisas mais difíceis da análise econômica é definir quando existe ou não uma bolha. Este foi o grande problema dos últimos anos. É por isso que a regra prudencial é importante no caso do crédito, porque você define claramente normas para prevenir a bolha, e no crédito você tem critérios mais quantitativos.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Por que no caso das commodities é mais difícil enxergar uma bolha?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Definir o preço adequado para commodities, num mundo em transformação como este, com a incorporação da massa de consumidores asiáticos no mercado e com a alta demanda, é difícil. Não dá para saber se os preços já estão acima de um nível mais sustentável ou não. Antes da crise, o petróleo chegou a atingir quase o dobro do preço atual. É difícil afirmar o quanto disso é resultado de movimento especulativo e o quanto é simplesmente um aumento da demanda. O Fed está afirmando que não vai permitir um surto inflacionário nos EUA. Mas, como existe incerteza, alguns investidores estão procurando diversificar suas aplicações. Isso significa euro, commodities, outras formas de ativos, moedas de economias sólidas. Uma parte disso de fato está ocorrendo, mas é difícil e um pouco prematuro dizer que existe uma bolha de commodities. A bolha você só conhece se e quando ela estoura.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Uma alta das bolsas muito forte, e não apenas no Brasil, num intervalo tão pequeno, não caracteriza de algum modo uma bolha?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Pode caracterizar ou não. É normal que tenhamos em momentos de saída de crise movimentos de valorização muito acentuados. Nós tivemos isso na década de 30 e em outras saídas de crise. Muitas vezes, isso é prematuro. O mercado, tentando antecipar uma recuperação, move-se um pouco antes da hora e às vezes há movimentos de correção. O mercado internacional está tentando se situar a esse respeito e isso explica a volatilidade. O que temos alertado, e diversos bancos centrais estão fazendo isso, bem como outras autoridades econômicas brasileiras, é sobre sinais de possíveis componentes de euforia.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Por exemplo?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Movimentos de investidores que caracterizam pouca análise, um certo comportamento de manada. O alerta contra a euforia é importante, contra aquilo que se chamou no passado de &#8220;exuberância irracional&#8221;, para que se evite que se chegue na bolha. Mas isso não quer dizer que já esteja num patamar de bolha.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O excesso de euforia no Brasil está restrito ao mercado acionário?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Está ocorrendo um pouco também no mercado de câmbio. Quando converso com investidores do mundo todo, começo a ver um clima de entusiasmo incontido.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O senhor viu isso no seminário Financial Times/Valor?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Não vi no seminário nenhum sinal de exuberância irracional. As manifestações me pareceram muito sólidas. Principalmente porque foram feitas por investidores de longo prazo no Brasil. São empresas que estão no país há décadas e estão dizendo que acreditam no seu futuro. Isto é extremamente saudável.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Mas o que preocupa, então?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Os movimentos que possam levar a distorções de preços, gerar correção. É um alerta que o BC fez há vários meses e que outros bancos centrais estão fazendo. Uma preocupação global.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Depois das crises, os BCs passaram a olhar não apenas os índices de preços, mas também a inflação de ativos. O BC brasileiro também está fazendo isso?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Estamos falando de diversos tipos de ativos. Uns são ativos cujo componente preço é diretamente relacionado a um crédito concedido para comprar esses ativos. Nesse caso, há muita confusão quando se fala, por exemplo, da crise japonesa dos anos 80 e 90.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Por quê?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Um dos grandes impulsos do mercado acionário japonês foi a compra de ações pelos bancos, financiada por depósitos, como aconteceu nos EUA na década de 20. Apesar de ter ocorrido no mercado de ações, aquela bolha foi muito impulsionada pelo crédito, o que é diferente de simplesmente o investidor, com dinheiro real, apostar o seu capital. Isso é diferente de o banco comprar ação ou financiar diretamente o especulador.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Essa dinâmica se repetiu nos EUA na recente crise?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Sim. O sistema financeiro americano financiou a bolha imobiliária, como uma bolha de crédito. Adotaram-se critérios de concessão de crédito excessivamente liberais. Isto, o BC brasileiro monitora com rigor.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Como?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> O componente preço se torna importante na medida em que ele passa a ser relevante como garantia do crédito. Ou seja, o BC olha prudencialmente o mercado de crédito. Não pode estar tentando controlar os preços da economia. O BC olha o crédito e o componente preço na garantia do crédito. Nos EUA, os bancos financiaram fortemente os ativos, os preços ficaram inflacionados, os valores dos empréstimos também inflaram, as garantias caíram de preço radicalmente e os bancos quebraram.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O senhor disse que a apreciação do câmbio tem um componente de euforia. Deve-se tentar conter esse movimento?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> O sobrepreço ou o movimento especulativo, qualquer que seja ele, leva a uma correção. Cedo ou tarde. No caso do câmbio no Brasil, isso vai ficar claro ao longo do tempo através dos números de conta corrente, investimento estrangeiro direto. Quando a economia estiver em pleno processo de consolidação de uma recuperação já ocorrida, caso tenha havido sobrepreço, como muitos analistas dizem que há, então, teremos um processo de correção.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O que o BC pretende fazer?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> O que o BC faz são intervenções, visando evitar distorções na formação de preços.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Por exemplo?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Excesso ou falta momentânea de liquidez pode gerar distorções de preços importantes. Um exemplo ocorreu no fim do ano passado. Por razões diversas, principalmente nos mercados futuros, por causa do problema dos derivativos, faltou liquidez e isso levou a uma sobredesvalorização do real. Claramente, houve uma distorção grande na formação de preço, então, o BC entrou vendendo reservas e dólares no mercado futuro. Neste ano, configurou-se em alguns momentos um problema de liquidez por excesso de entrada de recursos. Houve um dia em que o BC comprou bilhões de dólares, o que significa que o BC também interveio naquele momento para evitar uma distorção na formação de preço. Isto se conjuga com a política do BC de tirar partido dessa mudança de liquidez em dólares, que tem prevalecido na economia brasileira nos últimos anos, para acumular reservas e reforçar a capacidade de resistência do país a crises.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>É justificável continuar acumulando reservas?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Sim. A crise mostrou que mais reservas é melhor do que menos. Num quadro de excesso de liquidez em dólar, no momento em que o Fed fizer a saída do processo (de estímulo monetário), teremos talvez uma certa reversão, e aí será muito importante termos reservas para evitar crises de liquidez. Então, é altamente conveniente acumular reservas.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O Brasil cresceu 7,8% no segundo trimestre e, agora, há analistas prevendo alta anualizada de mais de 8% no terceiro. Esse crescimento é sustentável?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Estamos falando de duas previsões. Da previsão de crescimento, a taxas anualizadas, do terceiro trimestre, e das previsões de crescimento para 2010. Se olharmos as duas, com o mercado prevendo algo entre 4,5% e 5% para o ano que vem e essa previsão de 8% para o terceiro trimestre, então, não é sustentável. As previsões estão dizendo que não. Essa taxa anualizada deve se estabilizar num número menor; 4,5% a 5% é diferente de 8%, o que é normal na medida em que o Brasil saiu da crise rapidamente e entrou em processo de recuperação. É normal que esse processo se estabilize num ritmo menor e mais sustentável.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Apesar desse crescimento, os investimentos não estão voltando aos níveis pré-crise. Não estão atrasados?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Não há dúvida de que é muito importante a retomada dos investimentos, que os empresários se antecipem à demanda futura, não esperando que o uso da capacidade atinja o limite. Os investimentos estão sendo retirados das gavetas. A previsão do BNDES é que a Formação Bruta de Capital Fixo do ano que vem deve crescer muito e ser, inclusive, um dos impulsos ao crescimento. É um alerta válido aos empresários: &#8220;corram e não fiquem atrasados&#8221;.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Os empresários não estariam ressabiados, preocupados com a possibilidade de uma nova recessão mundial?</em></p>
<p align="justify"><strong> Meirelles: </strong> Não acredito. Os índices de confiança empresarial da FGV mostram recordes históricos, inclusive, com algo muito importante que é o fato de o índice de confiança estar acima da média histórica em todos os setores. Isso é que determina investimento. Apesar de existir uma preocupação com o cenário externo, a dúvida está muito mais relacionada a quem é dependente de exportação. As indústrias que podem direcionar a produção para o mercado doméstico estão mais otimistas.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O aquecimento do mercado de trabalho tem sido um impulso mais forte do que a ocupação de capacidade ociosa na indústria?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Vamos aguardar porque são vários fenômenos. Um deles é que a empregabilidade aumentou numa parte do setor industrial, mas não atingiu ainda o mesmo nível em que estava no ano passado. Uma boa parte dessa redução do desemprego se deu na construção civil, que tem nível salarial médio menor. E o crescimento desse setor tende a se estabilizar conforme o índice de construção entre no ritmo do estímulo. Estamos num momento de avaliação.</p>
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		<title>Produtividade de cana cresce até 50%</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/produtividade-de-cana-cresce-ate-50/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 14:13:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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&#8220;CANA DE AÇÚCAR&#8221;, de Bete Brito. Tela painel 60&#215;60cm, óleo s/tela e textura acrílica. 


TENDÊNCIA
A introdução das primeiras variedades transgênicas de cana, o melhoramento genético clássico com a seleção de novas variedades e o desenvolvimento de tecnologias sofisticadas para orientar o plantio podem aumentar a produtividade da cana-de-açúcar entre 40% e 50% nos próximos 20 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://betebrito.com/wp-content/fgallery/academico/cana_de_acucar.jpg" alt="http://betebrito.com/wp-content/fgallery/academico/cana_de_acucar.jpg" /><br />
<em><span style="font-size: xx-small;">&#8220;CANA DE AÇÚCAR&#8221;, de Bete Brito. Tela painel 60&#215;60cm, óleo s/tela e textura acrílica. </span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: xx-small;"><br />
</span></em></p>
<p><strong>TENDÊNCIA</strong></p>
<p>A introdução das primeiras variedades transgênicas de cana, o melhoramento genético clássico com a seleção de novas variedades e o desenvolvimento de tecnologias sofisticadas para orientar o plantio podem aumentar a produtividade da cana-de-açúcar entre 40% e 50% nos próximos 20 anos no Brasil. A avaliação &#8211; que reforça a posição do País como imbatível na produção de açúcar, álcool e energia renovável &#8211; é do diretor-superintendente do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Nilson Boeta, feita durante o lançamento das novas variedades de cana da instituição de pesquisa, em Ribeirão Preto (SP). <em>Fonte O Estado SP</em></p>
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		<title>&#8221;Comércio externo é a saída da crise&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 13:07:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Nelson Barbosa: secretário de Política Econômica; secretário afirma que a palavra que entra na agenda do País agora, após a freada global, é competitividade

 
Adriana Fernandes e Fabio Graner, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
&#160;
&#160;
Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")


O governo pretende atuar com medidas pontuais e objetivas para aumentar a competitividade da economia brasileira no mercado internacional e enfrentar o problema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><img src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/media/imagens/2008/03/28/1325RP004.image_media_vertical.JPG" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://stream.agenciabrasil.gov.br/media/imagens/2008/03/28/1325RP004.image_media_vertical.JPG" align="left" height="392" width="288" /></p>
<p><font size="4"><strong>Nelson Barbosa: secretário de Política Econômica; secretário afirma que a palavra que entra na agenda do País agora, após a freada global, é competitividade</strong></font></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte"><font size="4"> </font></p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Adriana Fernandes e Fabio Graner, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto">&nbsp;</p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>O governo pretende atuar com medidas pontuais e objetivas para aumentar a competitividade da economia brasileira no mercado internacional e enfrentar o problema cambial. A informação é do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, que avaliou que, no futuro próximo, não há risco de uma nova crise cambial no País. Competitividade, disse ele, é o nome da nova agenda na fase atual de saída da crise e retomada econômica.</p>
<p>A volatilidade da taxa de câmbio, afirmou, está associada ao fato de o real ser bastante sensível aos preços das commodities. O dólar, admitiu, pode cair ainda mais. Leia os principais trechos da entrevista, concedida esta semana ao Estado:</p>
<p><strong>Qual é agenda econômica a partir de agora, com a saída da crise?<br />
</strong><br />
A competitividade externa do Brasil, que já era uma questão antes da crise. O desafio é direcionar os ganhos das atividades de commodities para toda a economia, para que isto aumente a competitividade das empresas e da mão de obra e para que se tenha crescimento para todo o País.</p>
<p><strong>Há o risco de uma crise cambial logo mais a frente?</strong></p>
<p>Não há risco no futuro próximo. Temos alto volume de reservas e entrada de investimentos diretos que cobre o déficit em conta corrente. O câmbio é um problema mais de desenvolvimento produtivo do que de instabilidade cambial. O desafio agora é aumentar a competitividade dos outros setores.</p>
<p><strong>Os exportadores reclamam da volatilidade cambial. É um problema para o curto prazo?</strong></p>
<p>Essa volatilidade está associada ao fato de o real ter a sua cotação muito sensível aos preços de commodities. Como o Brasil exporta muito commodities, quando os preços delas flutuam, o real também flutua. O governo tem tomado medidas para atenuar essa volatilidade, operando no mercado cambial de compra e venda. O governo vende dólares quando a taxa sobe muito, como foi no final do ano passado. Não neutraliza completamente, mas atenua. Quando o real se aprecia demais, como está acontecendo agora, o governo compra dólares. Essa é a maneira.</p>
<p><strong>Então, não há medidas mágicas?</strong></p>
<p>É um problema da estrutura da economia. As nossas receitas de exportações de commodities flutuam bastante. Há ainda o fato de que, por ser um dos países que melhor atravessou a crise, o Brasil é um candidato natural para receber investimentos. Temos dois fatores que estão fora do controle: a maior demanda mundial por nossos produtos e maior confiança no mundo na nossa economia. Isso faz com que haja o movimento de maior apreciação do real.</p>
<p><strong>A queda do dólar pode se acentuar se houver um rali de aplicações de estrangeiros?</strong></p>
<p>Pode. A política do governo para lidar com isso são operações no mercado de câmbio. O volume dessas operações vai depender do fluxo do mercado cambial. Em 2007, o Brasil fazendo isso acumulou US$ 80 bilhões. E teve anos em que as reservas ficaram estáveis. A mesma política às vezes dá resultados diferentes. No ano em que entrou muito dinheiro, essa política de atenuar a valorização resultou numa acumulação bem forte de reservas. Em 2008, num ano de crise, resultou numa estabilização ou ligeira queda das reservas.</p>
<p><strong>Qual é o tamanho do problema cambial? </strong></p>
<p>Essa é uma questão central para a evolução da economia brasileira nos próximos anos. E agora, nos próximos anos, principalmente com a descoberta do pré-sal, a questão é como vamos lidar com os efeitos dos fluxos externos sobre a estrutura produtiva. O novo Fundo Social, que está sendo criado com o marco regulatório do pré-sal, está mais capacitado para fazer essa parte externa a partir das receitas do petróleo. Na sua implementação, pode atuar como um instrumento de estabilização financeira e cambial, evitando a volatilidade excessiva, porque permite internalizar só as receitas que o Brasil precisar no momento. Não mais do que isso.</p>
<p><strong>Será preciso um choque de competitividade?</strong></p>
<p>Este governo não gosta de choques. Choque é outro governo. Adotamos medidas graduais. No grupo de acompanhamento da crise (GAC), temos visto nitidamente agora que a grande preocupação é a competitividade. Primeiro porque está entrando muita importação, por que a competição no mundo está mais acirrada. Segundo porque podemos perder mercado externo. O governo tem vários fóruns de competitividade, a estratégia é articulá-los. Não falo de agenda perdida ou achada. Nem falo de reformas. Isso é importante. Mas não é só isso.</p>
<p><strong>É justa a reclamação dos exportadores de que o governo não deu atenção a eles na crise?</strong></p>
<p>Não vejo isso. O governo teve uma atuação no mercado de dólares, o que teve benefícios para todos. A atividade de exportação é uma das preocupações estratégicas do governo.</p>
<p><strong>Não está faltando maior abertura às importações para diminuir a volatilidade do câmbio? </strong></p>
<p>Com essa taxa de câmbio já temos uma grande abertura para as importações, já barateia os produtos importados. Não vejo serem necessárias medidas de curto. prazo nessa direção.</p>
<p><strong>Por que o Brasil saiu relativamente bem da crise?</strong></p>
<p>Porque o governo brasileiro teve uma atuação decisiva para evitar o agravamento da crise no Brasil. Também teve papel crucial em garantir a rápida retomada do crescimento através de medidas expansionistas de política econômica.</p>
<p><strong>O senhor apontaria alguma outra razão para a resistência do Brasil?</strong></p>
<p>O Brasil vinha com um bom ciclo de crescimento antes da crise, puxado pelo investimento. Temos uma grande capacidade produtiva, o que possibilita que, após o efeito de desaceleração do crescimento, se tenha bastante capacidade produtiva ociosa para atender a retomada sem pressão inflacionária. O. Brasil hoje está bem posicionado como produtor de bens que têm alta demanda nos próximos anos. Falo principalmente da demanda da Ásia por alimentos, minérios e combustível. Isso dá ao Brasil uma janela de oportunidade em que ele vai ter altas receitas de exportação.</p>
<p><strong>Mas esse modelo de exportação de baixo valor não é uma vulnerabilidade? </strong></p>
<p>Temos possibilidade de receitas pela exportação desses produtos. Não aproveitá-las não seria economicamente defensável. O Brasil já teve fases com alta exportação de bens primários, que viabilizaram a industrialização do País, nos anos 40, 50 e 60. Temos recursos naturais abundantes. Isso nos dá capacidade de exportar o que o mundo hoje demanda e usar essa receita para promover o desenvolvimento tecnológico, a diversificação maior da base produtiva brasileira e investir, principalmente, em capital humano.</p></div>
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		<title>&#8221;O Brasil terá papel importante na recuperação mundial&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 17:18:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Axel Heltmann: Presidente mundial da Lanxess; para executivo, papel da subsidiária brasileira dentro do grupo alemão será cada vez mais relevante

&#160;
Paulo Justus &#8211; O Estado SP
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A multinacional alemã Lanxess, maior produtora de borracha sintética do mundo, já era dona de pelo menos um produto muito conhecido no Brasil &#8211; o Pó Xadrez -, mas ganhou [...]]]></description>
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<h3></h3>
<p><font size="4"><strong>Axel Heltmann: Presidente mundial da Lanxess; para executivo, papel da subsidiária brasileira dentro do grupo alemão será cada vez mais relevante</strong></font></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Paulo Justus &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
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</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>A multinacional alemã Lanxess, maior produtora de borracha sintética do mundo, já era dona de pelo menos um produto muito conhecido no Brasil &#8211; o Pó Xadrez -, mas ganhou um porte muito maior no mercado brasileiro no final de 2007, quando anunciou a compra da Petroflex, a maior produtora de borracha sintética da América Latina, que pertencia à Petrobrás, Unipar e Braskem. O negócio foi concluído no ano passado e envolveu cifras de 500 milhões. Hoje, o Brasil é responsável por 50% da capacidade de produção do carro-chefe da companhia, a borracha de polibutadieno, matéria-prima para a fabricação de pneus. E, não só por isso, o País tem garantido cada vez mais atenção da matriz da empresa. Segundo o presidente mundial da companhia, Axel Heltmann, que visitou o País recentemente, o Brasil é o principal alvo da atenção da empresa hoje &#8211; pelo menos entre os países em desenvolvimento. Entre os principais fatores que levam a essa postura estão o fato de o País estar resistindo bem à crise global, a força de seu mercado interno e a abundância de recursos naturais. &#8220;O Brasil vai ter um papel importante no crescimento mundial. Nós estamos apostando nisso&#8221;, disse o executivo. A seguir, os principais trechos da entrevista:</p>
<p><strong>Como a crise global afetou a Lanxess e como a empresa se preparou para sair dessa turbulência ?</strong></p>
<p>Nós introduzimos um programa compreensivo da crise, que chamamos de desafios de 2009. Posteriormente, prolongamos esse programa até o final de 2012. Agora o programa se chama Desafio 12. O programa vai proporcionar uma redução de custos de 350 milhões. Consiste em reduzir a contratação, redução temporária de horas trabalhadas, em linha com o pagamento. Essa é a resposta certa para demandas menores. Com isso, posso manter uma força de trabalho qualificada e habilidosa, porque vamos precisar deles quando a demanda retomar novamente. Isso ocorreu no mundo todo e em cada país foi adaptado para as necessidades locais, porque o corte na produção foi diferente.</p>
<p><strong>Atualmente, os preços das matérias-primas estão em alta. O sr. acha que essa recuperação pode ser mais uma bolha?</strong></p>
<p>As matérias-primas e os petroquímicos necessários para se produzir a borracha sintética estão atualmente numa alta rápida. Isso está criando um desafio para a nossa indústria e os clientes, e traz uma enorme volatilidade. A alta não é justificada, na minha opinião, e não reflete situações de oferta e demanda. Acho que não é sustentável no médio prazo. No curto prazo, temos de encarar esse desafio. Vamos fazer um grande esforço para repassar isso para o mercado. Estou confiante de que podemos fazer isso porque temos produtos inovadores, que permitem aos nossos clientes produzirem eles mesmos produtos inovadores e competitivos no mercado. Mas isso vai levar algum tempo, mais que em anos anteriores, porque o aumento das matérias-primas foi rápido e inesperado.</p>
<p><strong>O mundo, aparentemente, começa a sair da situação difícil em que se encontrava no início do ano. No Brasil, por exemplo, já se prevê uma forte recuperação do PIB no ano que vem. Como o sr. vê esse quadro?</strong></p>
<p>Acho que são notícias muito positivas. Os especialistas estão prevendo um crescimento de 4% a 5% para o Brasil em 2010. Essa é uma boa notícia para todos que estão no mercado brasileiro, e como temos uma grande base de produção aqui, acho que é uma notícia a ser comemorada. Nós queremos capturar essas oportunidades. Também queremos usar nossa capacidade no País para exportação, como fizemos no passado. Em exportação, você precisa ter uma posição competitiva nos mercados globais. E, graças ao investimento em curso, programa de atualização das instalações, nós estamos confiantes que podemos manter nosso alto nível de exportação das unidades brasileiras.</p>
<p><strong>Atualmente, qual é a relação entre exportações e mercado interno?</strong></p>
<p>No momento temos 50% de nossa produção destinada ao mercado local e 50% para exportações.</p>
<p><strong>E qual é o plano para os próximos anos, vocês esperam crescer a participação das exportações?</strong></p>
<p>É prematuro dizer isso, tudo depende do momento no Brasil. Eu prevejo que, se o País tiver esse crescimento (de 5%) no próximo ano, nós vamos acabar tendo uma maior porcentagem do mercado brasileiro nas nossas vendas.</p>
<p><strong>Qual é o potencial de ajuda do Brasil para a recuperação do crescimento da Lanxess?</strong></p>
<p>O Brasil tem uma enorme população, de quase 200 milhões de pessoas, com muitos jovens e uma classe média crescente. O País tem um cenário de poder de compra crescente dessa enorme população, em linha com o enorme pacote de estímulos do governo e somado a matérias-primas competitivas. O Brasil vai ter um papel importante no crescimento mundial. Nós estamos apostando nisso.</p></div>
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		<title>Negócios com pré-sal atraem empresas</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 14:58:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ De Cingapura &#8211; VALOR
As autoridades de Cingapura dizem que não veem um acordo de livre comércio com o Brasil no horizonte principalmente por causa de obstáculos do lado brasileiro.
Segundo diplomatas brasileiros ouvidos pelo Valor, há realmente uma série de dificuldades políticas. Primeiro, o Brasil teria de negociar um TLC junto com os parceiros do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"> De Cingapura &#8211; VALOR</p>
<p><img src="http://tijolaco.com/wp-content/uploads/2009/07/plataforma.bmp" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://tijolaco.com/wp-content/uploads/2009/07/plataforma.bmp" align="right" height="385" width="289" />As autoridades de Cingapura dizem que não veem um acordo de livre comércio com o Brasil no horizonte principalmente por causa de obstáculos do lado brasileiro.</p>
<p>Segundo diplomatas brasileiros ouvidos pelo Valor, há realmente uma série de dificuldades políticas. Primeiro, o Brasil teria de negociar um TLC junto com os parceiros do Mercosul, o que não é fácil. Além disso, o Brasil resiste em assinar acordos mais abrangentes com Cingapura por considerar o país asiático um paraíso fiscal.</p>
<p>Todo país com impostos corporativos abaixo de 20% é automaticamente considerado pelo Brasil como paraíso fiscal, o que inclui Cingapura. Por isso, um acordo para evitar bitributação entre os dois países continua engavetado, o que desestimula os investimentos de empresas cingapurianas no Brasil.</p>
<p>Estranhamente, Suíça, Irlanda e Uruguai também têm impostos corporativos abaixo desse patamar, porém não são considerados por Brasília como paraísos fiscais.</p>
<p>Uma autoridade cingapuriana, que pediu para não se citada, afirma que as empresas do país têm passado por dificuldades extras para conseguir contratos por conta própria no Brasil e, por isso, têm adotado a política de criar parcerias com empresas brasileiras. &#8220;Temos relações excepcionais com empresas brasileiras. Acho que essa será a melhor maneira de atuarmos no território brasileiro, já que as tentativas de conseguirmos contratos expressivos por conta própria acabaram sendo infrutíferas&#8221;, disse o cingapuriano.</p>
<p>O interesse no Brasil vem aumentando nos últimos tempos por causa de três fatores principais: petróleo; obras do PAC; e Copa do Mundo de 2014.</p>
<p>Os empreendimentos na área de petróleo já são mais visíveis. Em janeiro, a P-51, plataforma semisubmerssível construída pelo estaleiro BrasFELS, controlado pela cingapuriana Keppel, começou a operar na Bacia de Campos, no campo de Marlim Sul. No sábado, por exemplo, a Keppel e a brasileira Queiroz Galvão promoverão em Cingapura a cerimônia de entrega de uma nova plataforma de petróleo para a Petrobras. As autoridades cingapurianas falam do pré-sal como se fosse uma oportunidade de ouro para &#8220;fincar o pé com mais força&#8221; no mercado brasileiro.</p>
<p>Quanto às obras do PAC, os cingapurianos se dizem já &#8220;carta dentro do baralho&#8221;, por causa das parcerias com as grandes empreiteiras brasileiras.</p>
<p>Já a Copa do Mundo de 2014 desperta interesse por causa das obras de infraestrutura que serão necessárias para a competição, diz a autoridade cingapuriana. (RU)</p>
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		<title>Bacia do Paraná pode ter óleo</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 15:22:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ANP viu indícios de petróleo e gás entre São Paulo e Goiás
Gustavo Porto, RIBEIRÃO PRETO &#8211; O Estado SP
Avaliação feita pela Agência Natural do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na Bacia do Paraná apontou indícios de petróleo e gás entre as cidades de Ribeirão Preto (SP) e Rio Verde (GO). Nessa faixa foi encontrado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ANP viu indícios de petróleo e gás entre São Paulo e Goiás</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Gustavo Porto, RIBEIRÃO PRETO &#8211; O Estado SP</p>
<p>Avaliação feita pela Agência Natural do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na Bacia do Paraná apontou indícios de petróleo e gás entre as cidades de Ribeirão Preto (SP) e Rio Verde (GO). Nessa faixa foi encontrado &#8220;um derramamento de basalto&#8221;, cuja estrutura rochosa está ligada à prospecção dos combustíveis.</p>
<p>&#8220;Encontramos indícios que são muito positivos para a região, vinculados ao petróleo e gás&#8221;, disse o diretor da ANP Allan Kardec Duailibe.</p>
<p>O basalto foi constatado em um levantamento aerogravimétrico &#8211; avaliação da estrutura interna do solo por meio de aviões com auxílio de um instrumento que avalia a diferença de gravidade interna abaixo da terra.</p>
<p>&#8220;Há indícios de basalto, que está vinculado à possibilidade de ter petróleo e gás na Bacia do Paraná e aqui na região (de Ribeirão Preto) há fortes indícios&#8221;, ratificou Duailibe, que esteve na cidade para participar do projeto ANP Itinerante.</p>
<p>A partir de agora, a ANP fará levantamentos em campo e, em seguida, dependendo dos estudos, fará uma perfuração experimental. Paralelamente, deve preparar, possivelmente para o próximo ano, segundo Duailibe, um leilão de blocos que forem destacados na região. &#8220;Esperamos que até o ano que vem o leilão aconteça, após os estudos técnicos&#8221;, disse o diretor.</p>
<p>Com 1,1 milhão de quilômetros quadrados, a Bacia do Paraná fica localizada no continente entre o Sul e o Centro-Oeste do Brasil e, pelo fato de o Brasil ter privilegiado a exploração de petróleo e gás no mar, seu potencial ainda é praticamente desconhecido. Os estudos da ANP para a avaliação da região estão orçados em R$ 100 milhões.</p>
<p>Entre os blocos já destacados na região, já foi encontrado gás no Campo de Barra Bonita, no Paraná, mas todas as dez rodadas da ANP feitas para a exploração em outros blocos na região fracassaram. No ano passado, a empresa argentina STR arrematou o bloco PAR-T-323, mas desistiu de pagar o R$ 1,2 bilhão pela área por causa da crise mundial.</p>
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		<title>Petróleo ficará mais caro em 2010, dizem analistas</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 14:57:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Chris Baldwin, Reuters, de Londres &#8211; VALOR
O aumento da demanda com a melhora da economia mundial vai levar o preço médio do petróleo bruto nos EUA para mais de US$ 73 o barril em 2010. É o que mostra uma pesquisa realizada pela Reuters entre analistas, que aumentaram as previsões de consenso pelo quinto mês [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.ibtimes.com.br/data/articleimgs/769-pre-sal.jpg" alt="http://www.ibtimes.com.br/data/articleimgs/769-pre-sal.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Chris Baldwin, Reuters, de Londres &#8211; VALOR</p>
<p>O aumento da demanda com a melhora da economia mundial vai levar o preço médio do petróleo bruto nos EUA para mais de US$ 73 o barril em 2010. É o que mostra uma pesquisa realizada pela Reuters entre analistas, que aumentaram as previsões de consenso pelo quinto mês consecutivo.</p>
<p>A pesquisa com mais de 30 analistas, divulgada ontem, prevê um preço médio do petróleo de US$ 59,28 para 2009, contra os US$ 58,23 da pesquisa anterior. Onze analistas aumentaram as previsões para 2010, enquanto um reduziu suas expectativas.</p>
<p>Ontem, o contrato de WTI negociado para o mês de outubro em Nova York caiu US$ 2,32, para US$ 72,05. Em Londres, o barril do Brent para outubro declinou US$ 2,44, para US$ 71,82.</p>
<p>Os analistas esperam preço médio nos EUA de US$ 68,22 no quarto trimestre deste ano, contra US$ 67,08 na pesquisa anterior. Isso porque há esperanças de uma melhoria da situação econômica e na demanda por combustíveis, o que deverá estimular uma recuperação mais sustentada dos preços do petróleo.</p>
<p>&#8220;Os preços do petróleo continuam com uma boa sustentação na ponta mais baixa dos US$ 70&#8243;, afirma Costanza Jacazio, do Barclays Capital. &#8220;Os preços do petróleo estão em patamares bem altos, mas a melhoria da demanda entre o contínuo aperto da oferta deverá acelerar o ritmo de esvaziamento da oferta excessiva, dando suporte aos preços&#8221;, acrescenta.</p>
<p>As cotações do petróleo vêm seguindo este ano um rumo paralelo ao da recuperação dos mercados mundiais de ações e das valorizações cambiais, uma vez que o apetite pelo risco voltou ao mercado depois do aperto de crédito, da crise financeira e da disseminação da recessão.</p>
<p>Mas o movimento de alta poderá não ser direto. &#8220;No curto prazo, não acredito que as importações chinesas irão manter o ritmo dos últimos meses, depois das importações recordes de julho. Assim, acho que a demanda vai enfraquecer um pouco&#8221;, disse Frank Schallenberger, diretor de análises de commodities do Landesbank. Pelas previsões do Landesbank, o preço médio nos EUA em 2009 deverá ser de US$ 58 o barril. A previsão para 2010 é de US$ 80 e, para 2011, de US$ 85.</p>
<p>Em julho, a demanda implícita por petróleo da China aumentou 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado, o quarto mês seguido de alta, e as vendas de automóveis de passageiros cresceram 70,54% sobre as vendas de julho de 2008, segundo dados oficiais do governo chinês.</p>
<p>Alguns analistas também preveem um abrandamento dos saltos recentes nos preços do petróleo bruto, uma vez que uma regulamentação mais rígida imposta pelos EUA aos mercados de energia deverá forçar a saída dos especuladores do mercado.</p>
<p>&#8220;Alta significativa do preço no primeiro semestre deveu-se, em parte, ao investimento feito pelos investidores financeiros&#8221;, escreveu Eugen Weinberg, analista do Commerzbank, na newsletter &#8220;Commodities Spotlight Energy&#8221;.</p>
<p>A contenção da oferta pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deve continuar, ajudando a apertar os mercados e elevar os preços acima da marca de US$ 147 o barril registrada em julho de 2008.</p>
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		<title>China vai crescer mais que 8%, dizem analistas</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 16:23:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Previsão oficial é descartada por especialistas, que sustentam que expansão chinesa, puxada por estímulo oficial e crédito bancário, deve ser de até 9%
Cláudia Trevisan, PEQUIM &#8211; O Estado SP
O ritmo de expansão da economia chinesa vai acelerar para 8,5% no terceiro trimestre, segundo previsão divulgada ontem pelo Centro de Informação do Estado, organismo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Previsão oficial é descartada por especialistas, que sustentam que expansão chinesa, puxada por estímulo oficial e crédito bancário, deve ser de até 9%</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Cláudia Trevisan, PEQUIM &#8211; O Estado SP</p>
<p>O ritmo de expansão da economia chinesa vai acelerar para 8,5% no terceiro trimestre, segundo previsão divulgada ontem pelo Centro de Informação do Estado, organismo de pesquisas da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento, o equivalente local do Ministério do Planejamento.</p>
<p>Depois de atingir 6,1% nos primeiros três meses do ano, o índice subiu para 7,9% no trimestre seguinte, em relação a igual período do ano passado. A expansão se deu sob impulso do pacote de estímulo de US$ 584 bilhões anunciado pelo governo em novembro e da espetacular expansão no crédito bancário &#8211; mais de US$ 1 trilhão nos primeiros sete meses do ano.</p>
<p>Antes mesmo de a previsão oficial para o terceiro trimestre ser divulgada, alguns analistas já haviam revisto para cima suas projeções de crescimento O Citibank espera agora expansão de 8,7%, enquanto o Goldman Sachs aposta em 9,4%.</p>
<p>A meta de 8% fixada pelo governo para 2009 parece cada vez mais conservadora. São raros os analistas que esperam índices inferiores e as previsões para 2010 são ainda mais positivas. O Morgan Stanley prevê 9% de expansão em 2009 e 10% no próximo ano.</p>
<p>Sob o impacto da crise global, o crescimento chinês desacelerou de 13% em 2007 para 9% no ano passado. A economia atingiu o fundo do poço no fim de 2008, mas reagiu a partir do segundo trimestre de 2009, graças ao pesado estímulo oficial.</p>
<p>As evidências de que a política expansionista do primeiro semestre chegou ao fim provocaram quedas na Bolsa de Xangai no início da semana passada, mas os investidores recuperaram o entusiasmo nos dois últimos dias de pregão, quando as ações se valorizaram 6,21%.</p>
<p>Os financiamentos bancários caíram de US$ 220,6 bilhões em junho para US$ 52,4 bilhões no mês seguinte. A previsão dos analistas é que o volume de novos créditos gire em torno US$ 65 bilhões ao mês até o fim do ano, patamar mais próximo do registrado em 2008.</p>
<p>A agência de notícias Bloomberg afirmou ontem que as autoridades chinesas vão impor aos bancos mudanças contábeis que, na prática, reduzirão a quantidade de recursos disponíveis para empréstimos.</p>
<p>Mas ninguém espera um aperto drástico da política monetária e a maioria dos analistas prefere falar em &#8220;acomodação&#8221; e &#8220;ajuste&#8221;. Nas previsões divulgadas ontem, o Centro de Informação do Estado ressaltou que a política monetária deverá continuar frouxa no segundo semestre, já que os preços estão em queda e não há risco de inflação.</p>
<p>Mesmo com a expectativa de menor liquidez, os analistas do Morgan Stanley esperam que a Bolsa de Xangai mantenha trajetória de alta e chegue ao patamar de 4.000 pontos dentro de 12 meses, o que significaria valorização de pouco mais de 30% em relação aos níveis atuais.</p>
<p>A Standard &amp; Poors também espera recuperação do mercado, ainda que não descarte queda adicional de 5% para realização de lucros, depois da forte alta registrada até julho. A agência acredita que o índice da Bolsa de Xangai poderá estar em 3.300 pontos no fim do ano.</p>
<p>O Morgan Stanley afirma que a oferta de recursos para especulação com ações vai diminuir, mas ressalta que haverá liquidez suficiente para financiar o crescimento da economia e a operação das empresas.</p>
<p>Além disso, os analistas do banco sustentam que o lucro das companhias está em trajetória de recuperação. O lucro operacional de 706 empresas que divulgaram resultados aumentou 50% no segundo trimestre deste ano ante o primeiro, diz relatório do Morgan Stanley.</p>
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		<title>&#8221;Brasil é o mais irresistível dos Brics&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 14:08:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Bank of America Merrill Lynch]]></category>
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James Quigley: presidente do Bank of America Merrill Lynch na América Latina; em visita ao País, ele diz que oportunidades estão espalhadas em vários setores, não apenas na área de commodities
 Leandro Modé &#8211; O Estado SP


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 Quando o Lehman Brothers quebrou, provocando o maior terremoto do sistema financeiro mundial desde os anos 30, muitos analistas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c"><img src="http://www.ml.com/media/42516.jpg" align="left" /><font size="4"></font></p>
<p><font size="4"><strong>James Quigley: presidente do Bank of America Merrill Lynch na América Latina; em visita ao País, ele diz que oportunidades estão espalhadas em vários setores, não apenas na área de commodities</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte"> Leandro Modé &#8211; O Estado SP</p>
</div>
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<div id="corpoNoticia"> Quando o Lehman Brothers quebrou, provocando o maior terremoto do sistema financeiro mundial desde os anos 30, muitos analistas decretaram o fim dos bancos de investimento. Essas instituições, em vez de atenderem ao cidadão comum, são especialistas em intermediar grandes operações, como fusões e aquisições, ou cuidar da fortuna de investidores endinheirados. Para os críticos, havia duas saídas para esses bancos: ou iriam à falência, como o próprio Lehman Brothers, ou seriam absorvidos pelos gigantes do varejo.</p>
<p><strong>Foi o que aconteceu com o Merrill Lynch, vendido para o Bank of America (maior banco dos EUA hoje) no mesmo dia em que o Lehman sucumbiu. </strong></p>
<p>Na América Latina, a empresa comprada assumiu o comando da instituição resultante da fusão. &#8220;O Bank of America não tinha uma estratégia bem definida para a América Latina. Em compensação, o Merrill Lynch tinha um negócio amplo, diversificado&#8221;, explica o presidente do Bank of America Merrill Lynch na região, James Quigley. Com 27 anos de experiência, ele não tem dúvidas: &#8220;O Brasil é hoje o mais irresistível entre todos os mercados emergentes do mundo&#8221;, disse ao Estado.</p></div>
<div id="corpoNoticia"></div>
<div id="corpoNoticia">Quigley tem feito uma série de visitas rápidas ao País, com objetivo de entrevistar candidatos para vagas que o banco está abrindo aqui. &#8220;Temos de ser disciplinados. Contratar muita gente rapidamente pode fazer com que não consigamos trazer os melhores.&#8221;</p>
<p><strong>Por que o mundo tem essa visão hoje sobre o Brasil?</strong></p>
<p>Sempre é conveniente para homens de negócio como eu virem ao Brasil, encontrarmos jornalistas brasileiros e dizer apenas boas coisas sobre o País. Mas o fato é que o Brasil não é apenas o principal responsável pelo nosso crescimento na América Latina e nossa maior oportunidade na região. Eu diria que o Brasil é hoje o mais irresistível entre todos os mercados emergentes do mundo, considerando os outros Brics (Índia, Rússia e China) e países como Turquia e África do Sul. As razões são várias. O Brasil tem uma grande população jovem e diversificada, sistema bancário que funciona bem, instituições críveis (que gerenciaram a crise de forma hábil) e é um exportador diversificado &#8211; não é visto só como vendedor de commodities. Os negócios em que temos trabalhado não são só na área de commodities. O segmento de consumo é mais atrativo do que o de commodities. Há vários eventos que trouxeram excitação sobre o País. Em qualquer lugar que vou, uma conversa sobre a América Latina se volta para o Brasil. O Brasil está se transformando em destino preferencial do capital.</p>
<p><strong>Em que áreas de negócio vocês veem as maiores oportunidades?</strong></p>
<p>Em todas. Um dos pontos altos é o fato de ser um país diversificado. Nossas áreas ligadas a commodities, câmbio e ações são muito fortes, bem como o banco de investimentos, o corporate banking e o segmento de empréstimos comerciais. Para se tornar um competidor ainda mais forte, precisamos ser capazes de oferecer um portfólio de produtos mais amplo: financiamento de comércio exterior, gestão de caixa, financiamento da cadeia de suprimentos, etc. Em todas essas áreas, o Bank of America tem conhecimento global. Então, na América Latina, as sinergias possíveis entre as duas companhias pode provar que um mais um é igual a três. Quando se olha o Brasil, é impossível não pensar no crescimento do mercado imobiliário e na consequente necessidade de hipotecas. As perspectivas de consumo são grandes, portanto, o negócio de cartão de crédito é promissor não só no Brasil, mas na América Latina. Todas essas são oportunidades de longo prazo. Devemos ser disciplinados. Se quisermos fazer tudo muito rapidamente, pode dar errado. Contratar muita gente rapidamente pode fazer com que não consigamos trazer os melhores profissionais.</p>
<p><strong>As eleições do ano que vem preocupam o investidor?</strong></p>
<p>Eleições sempre preocupam. Neste caso, tudo o que se deve fazer é voltar duas eleições atrás, quando Lula foi eleito pela primeira vez. O dólar disparou, os títulos da dívida despencaram, mas, no fim, o que prevaleceu foi a democracia, foi o fato de que as instituições funcionam muito bem no Brasil. Lula acabou demonstrando ser capaz de fazer o País mover-se para frente. O medo se converteu em aplauso. Não acho que haja grandes temores sobre a eleição de 2010.</p>
<p><strong>Hoje a percepção dos investidores é positiva sobre a América Latina. Mas, no auge da crise, moedas da região, como o real, estiveram entre as que mais se desvalorizaram. O que houve?</strong></p>
<p>Se voltarmos 20, 30, 40 anos no tempo, em todas as crises os mercados emergentes tiveram má performance. Desta vez, a crise atingiu todos os países. Foi aos poucos que as pessoas se deram conta de que muitos tinham feito sua lição de casa e, portanto, o Brasil não estava sujeito aos problemas do passado. Isso não significa que não seria atingido. Mas, se pensássemos em sete anos atrás, o efeito seria muito pior. As pessoas reconhecem que, se o País tiver uma crise, será por fatores exógenos.</p>
<p><strong>Essa retomada dos mercados é sustentável?</strong></p>
<p>Eu preferiria, nos próximos anos, ter na carteira ações de grandes companhias do que bônus governamentais de longo prazo. A política dos governos &#8211; de despejar trilhões de dólares na economia e a atuação dos bancos centrais para evitar uma crise pior &#8211; é inflacionária no longo prazo. Provavelmente, esses riscos não vão se concretizar em 2010, mas em 2011. Inflação é bom para ativos reais, como ações e commodities. Nesse aspecto, o Brasil está numa ótima posição.</p>
<p><strong>Qual a visão de vocês sobre a crise? O pior ficou mesmo para trás?</strong></p>
<p>Não falo sobre o Bank of America Merrill Lynch, mas por mim mesmo. Acho que o pior está atrás de nós. O Bank of America alterou há algumas semanas a projeção de crescimento em 2010 dos Estados Unidos de 1,8% para 2,6%. Os estoques nos EUA já estão em nível relativamente baixo, a taxa de poupança subiu. Uma coisa que as pessoas sempre subestimaram é a flexibilidade e a agilidade de a economia americana se ajustar mais rapidamente do que a maioria das economias do mundo. Não é uma economia rígida. Não sou preparado o suficiente para dizer que o mercado acionário continuará na tendência de alta. Pode ser até que vejamos alguma correção. Mas, olhando a longo prazo, não acho que os EUA sejam um problema.</p>
<p><strong>Alguns críticos dizem que há excesso de liquidez nos mercados e isso pode provocar novas bolhas. </strong></p>
<p>No início de 2007, não encontrávamos um único cliente que não achasse que o mundo continuaria a ser bem sucedido. A maioria dizia: &#8220;Jim, há um excesso de liquidez no mundo. É preciso continuar investindo.&#8221; Em um curtíssimo prazo, fomos de uma enorme liquidez para zero. Hoje, há liquidez. Mas sempre há. Eu acho que a questão a se perguntar não é quanta liquidez há, mas como mobilizá-la de forma eficiente. Durante a crise, a liquidez não foi alocada. Todos colocaram o dinheiro em títulos americanos, praticamente sem remuneração. A mobilização eficiente da liquidez é função da confiança. A confiança está voltando e, à medida que aumente, a alocação da liquidez será cada vez mais bem feita.</p>
<p><strong>Há muito capital entrando no Brasil, o que valoriza o real. Como lidar com o risco desse movimento?</strong></p>
<p>Ter uma moeda forte será bom para o Brasil, porque forçará as empresas a ter disciplina, a gerir seus negócios de forma consistente com o aumento da produtividade. Se um país tem moeda fraca, dá à indústria uma desculpa conveniente para não ter foco no aumento da produtividade. Ter uma moeda forte no longo prazo vai ajudar o País. É claro que, no curto prazo, há toda a questão política, os editoriais que tratarão do enfraquecimento da indústria, etc. Mas será só no curto prazo. O real forte deixará a indústria brasileira muito mais produtiva. Isso ajudou os EUA nos anos 90.</p>
<p><strong>Alguns governantes de países latino-americanos são considerados populistas. Como isso influencia a visão geral sobre a região?</strong></p>
<p>Eu acho que a América Latina vai seguir o exemplo bem sucedido do Brasil. A Merrill Lynch liderou a entrada da Petrobrás no mercado de capitais. Naquela época, gastamos o mesmo tempo para preparar a operação e para reuniões com os sindicatos, para deixar claro que era algo de interesse do País. No México, não houve isso com a Pemex. São Paulo emergiu como a capital financeira da América Latina. Na Argentina, nós encontramos um caminho para sermos bem sucedidos. Hoje, não temos gente na Bolívia nem na Venezuela. Temos parceria com uma empresa de Caracas que tem sido muito boa. Há um potencial tremendo na Venezuela, mas não nas circunstâncias atuais. O Chile tem um sistema financeiro sofisticado, com margens muito difíceis. Então, não é fácil fazer dinheiro lá. É preciso ser inovador. Ainda que não estejamos fisicamente lá, o Peru é um lugar onde vemos muitas oportunidades.</p>
<p><strong>O juro está no menor nível da história do Brasil. Que tipo de oportunidade esse cenário abre? O sr. espera, por exemplo, muitas aberturas de capital (IPOs)?</strong></p>
<p>Eu não acho que os investidores institucionais estão convencidos da melhora do mercado. Há ainda dúvidas sobre a sustentabilidade da recuperação e medo de que haja uma recuperação em W, que incluiria outra recessão no ano que vem. Não vejo muitas oportunidades para IPOs, apesar do interesse dos investidores pela América Latina. Vejo, sim, oportunidades para empresas que abriram recentemente o capital fazerem ofertas secundárias e aumentarem o free float (quantidade de ações em circulação no mercado).</p>
<p><strong>No início da crise, muitos diziam que o modelo de banco de investimentos ia acabar. Como o sr. analisa essa previsão hoje?</strong></p>
<p>Bancos de investimento nunca morrem, eles só voltam de maneiras diferentes. Há um foco crescente em transparência e controle de risco. Todos reduziram seus níveis de alavancagem. Os ciclos mudam. Uma das coisas notáveis que percebi nos meus 27 anos de carreira é o ?curto prazismo? das pessoas. Depois da crise Tequila, do México, em 1994, e da crise russa, em 1998, muitos investidores me disseram: ?Nunca mais tente me vender produto relacionado a países emergentes.&#8221; Nos próximos 18 meses, as pessoas vão se lembrar da dor provocada pela crise. Mas os ciclos mudam. Não me preocupo por hoje, mas pelos próximos três ou quatro anos. É preciso ser disciplinado em todos os negócios, não só nos bancos de investimento.</p></div>
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		<title>Gasto público e consumo interno. Dá bom resultado na China&#8230; e no Brasil também</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2009 15:09:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ PIB da China avança 8%. Graças ao consumo

Alberto Tamer &#8211; O estado SP
E a China surpreende novamente. Quando todos, inclusive o governo, esperavam um crescimento de apenas 5%, ela anunciou nesta semana uma expansão do PIB de 7,9%. E isso, graças ao pacote fiscal de US$ 586 bilhões, que incluía recursos orçados para o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="5"><strong>PIB da China avança 8%. Graças ao consumo</strong></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://jornale.com.br/mirian/wp-content/uploads/2009/03/dinheiro-chines.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://jornale.com.br/mirian/wp-content/uploads/2009/03/dinheiro-chines.jpg" width="512" height="385" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Alberto Tamer &#8211; O estado SP</p>
<p>E a China surpreende novamente. Quando todos, inclusive o governo, esperavam um crescimento de apenas 5%, ela anunciou nesta semana uma expansão do PIB de 7,9%. E isso, graças ao pacote fiscal de US$ 586 bilhões, que incluía recursos orçados para o ano passado não utilizados; mas, por isso mesmo, encontrou projetos prontos que estão sendo imediatamente executados, com excelentes resultados sobre o crescimento.</p>
<p>A ausência desses projetos certamente é uma das causas da baixa eficiência do pacote fiscal americano. Mesmo com mais recursos, US$ 786 bilhões, o governo Obama ainda não sabe onde aplicá-los de forma a gerar mais empregos.</p>
<p><strong>POR QUE O MILAGRE?</strong></p>
<p>Diante desses resultados, surgem perguntas como qual seria o desempenho da economia mundial com ou sem o crescimento da China. Afinal, qual a origem desse milagre?</p>
<p>Para obter respostas a essas dúvidas, a coluna conversou com Rodrigo Tavares Maciel, secretário executivo do Conselho Empresarial Brasil-China, uma entidade privada que trabalha em parceria com o governo brasileiro e dispõe do melhor banco de dados sobre o comércio entre os dois países.</p>
<p>&#8220;Eu continuo acreditando que a China não está descolada do mundo, como confirma o impacto provocado pela queda das exportações, principalmente para os EUA e a Europa. A China cresceu acima de 10% ao ano entre 2002 e 2007, e agora 7,9%. O lucro das empresas privadas também caiu&#8221;, lembra Maciel.</p>
<p><strong>O MUNDO COM E SEM A CHINA</strong></p>
<p>Qual seria o crescimento da economia mundial sem esse resultado do PIB chinês? Maciel informa que, tomando como base os indicadores divulgados em junho pelo FMI, Banco Mundial e o Consensus Economics, sem o efeito do comércio da China, a economia mundial teria caído 2,1% em março e 3% em junho. Com a China, em março esse declínio foi menor, 1,9% em março e 2,4% em junho. Para 2010, os indicadores de crescimento passam a ser positivos, desde que a economia chinesa mantenha o desempenho atual.</p>
<p><strong>EXPORTAÇÃO NÃO É TUDO</strong></p>
<p>E aqui a surpresa: as exportações não pesam tanto no crescimento chinês. &#8220;Poucos atentam para isso, mas a China é menos dependente do exterior do que se imagina. As exportações chinesas não desempenham papel de principal motor da economia.O que verdadeiramente impulsiona hoje são os investimentos em ativos fixos e o consumo interno, incluindo gastos residenciais e públicos&#8221;, diz Maciel.</p>
<p>&#8220;O grande mito de que exportações líquidas são o principal motor do crescimento tem sido cada vez mais refutada diante do agravamento da crise mundial e consequente retração do mercado mundial.&#8221;</p>
<p>&#8220;Em 2008, elas contribuíram com apenas 0,5 ponto porcentual para o aumento do PIB e, no primeiro semestre de 2009, essa contribuição foi negativa em 2,9 pontos. Impulsionados pelo pacote de estímulo, aumentou consideravelmente a contribuição do investimento fixo para o crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2009, com 6,2 pontos ante 4,3 pontos em 2008. Já o peso do consumo interno foi de 3,8%.</p>
<p>HÁ ESPAÇO PARA MAIS</p>
<p>Até onde a China consegue manter esse ritmo impressionante de investimento? Para Rodrigo Maciel, o grande superávit fiscal em 2008 vai permitir que ela mantenha a política de incentivo à economia com aumento dos gastos públicos. Os investimentos em ativos fixos cresceram 33,5% no primeiro semestre motivados por grandes obras (rodovias, fábricas, redes de energia, ferrovias) e províncias do interior da China carentes de infraestrutura foram extremamente beneficiadas.</p>
<p>Um número impressionante informado pela correspondente Claudia Trevisan: &#8220;Só em junho, os bancos concederam empréstimos no valor de US$ 225 bilhões, o que elevou o crédito no primeiro trimestre a nada menos que US$ 1,5 trilhão, ou seja, 25% do PIB.</p>
<p>Com o grande e crescente superávit fiscal, a China poderá sustentar a atual política de investimento por muito tempo e manter sua enorme demanda por recursos naturais. Continuará, assim, a contribuir cada vez mais para reduzir os efeitos da crise mundial, sobretudo em países fornecedores de matérias primas, como o Brasil.</p>
<p><strong>BRASIL SE APROVEITA BEM</strong></p>
<p>E aqui estamos sendo beneficiados, principalmente pela nova estratégia do governo chinês de aproveitar preços relativamente baixos das commodities para aumentar as compras e os estoques. A China tornou-se o principal parceiro comercial brasileiro, ultrapassando os EUA pela primeira vez, atesta Rodrigo Maciel. E tudo indica que poderemos continuar assim nos próximos trimestres. É uma oportunidade única, num mercado mundial deprimido.<br />
<strong><br />
*E mail &#8211; at@attglobal.net </strong></p>
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