20/09/2010 - 07:08h Empresas têm rentabilidade recorde

Rentabilidade das companhias no primeiro semestre chegou a 13% do capital investido, o melhor resultado dos últimos 15 anos

Renée Pereira – O Estado de S.Paulo

As empresas de capital aberto (exceto bancos) alcançaram no primeiro semestre de 2010 a maior rentabilidade dos últimos 15 anos. Na média, o retorno sobre o patrimônio líquido, que mede quanto os acionistas ganharam em relação ao capital investido, ficou em 13% – ante 2,7% de 1995. Os dados constam de um levantamento feito pela empresa de informações financeiras Economática, com todas as companhias listadas na BMF&Bovespa.

O movimento de melhora nos indicadores teve início em 2002 e só foi interrompido em 2008, com a explosão da crise que afetou a economia mundial. A média foi influenciada especialmente pelas empresas que estavam expostas às operações cambiais no mercado de derivativos. Mas a queda na rentabilidade, de 12,6% para 8,7%, foi momentânea. No ano passado, o indicador já havia subido para 12,3% e agora, para 13%, destaca o presidente da Economática, Fernando Exel.

Especialistas avaliam que a melhora nos indicadores está diretamente associada ao desempenho da economia brasileira nos últimos anos, influenciada por fatores internos e externos. “O que vemos agora é resultado das reformas feitas em 25 anos, como a autonomia do Banco Central, adoção de câmbio flutuante, equilíbrio fiscal e reformas microeconômicas”, afirma o economista da Opus Investimentos, José Márcio Camargo.

Ele destaca também que as privatizações foram determinantes no aumento da produtividade das empresas brasileiras e da rentabilidade. Junta-se a isso o avanço das exportações, em especial de commodities, e a internacionalização de grupos importantes, como Petrobrás e Vale.

“Todos esses fatores explicam a tendência crescente de melhora dos indicadores das companhias”, diz Camargo.

Mercado interno. Recentemente, um evento que turbinou o desempenho das empresas foi a explosão do mercado interno. Com a taxa básica de juros (Selic) no menor patamar da história, hoje em 10,75% ao ano, o credito cresceu de forma acelerada. Até julho, o volume de empréstimos e financiamentos concedidos pelos bancos atingiu o recorde de R$ 1,54 trilhão. Resultado desse avanço foi a inclusão de mais consumidores no mercado interno, observa o professor de finanças do Instituto Insper, Rafael Paschoarelli.

Ele avalia que as empresas que hoje estão focadas no mercado interno não têm do que reclamar. Um exemplo é a AmBev, cuja rentabilidade calculada pela Economática atingiu 27,2% do patrimônio líquido. A empresa lucrou no primeiro semestre deste ano R$ 3,242 bilhões, um crescimento de 17,4% em relação aos seis meses do ano anterior.

O mesmo pode ser verificado entre as empresas de energia elétrica, que ficaram em terceiro lugar no ranking das mais rentáveis de 2010, com média de 17,4%.

19/06/2009 - 14:04h A marca do Serra: pedágios nas vias expressas da Castelo Branco

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por Evaristo Almeida – Coordenador do Setorial Estadual de Transportes do PT

Matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo (18/06/09) anuncia que a partir de dezembro as vias expressas da Rodovia Castello Branco serão pedagiadas.

Na licitação do lote 12, que inclui a Rodovia Raposo Tavares, estava embutido no edital a obrigação da construção de 10,9 quilômetros de vias marginais no início da rodovia. Em contrapartida, a concessionária pode colocar praças de pedágio bidirecionais (em ambos os sentidos) nessas marginais.

Essas praças fecharam o acesso da rodovia para as cidades de Carapicuíba, Barueri e Osasco. No contrato firmado entre o governo de São Paulo e a concessionária não estava previsto praças de pedágio nas vias expressas da Castello Branco. Atualmente, os usuários que se dirigem para Jandira, Itapevi, Barueri e interior, por enquanto, não pagam pedágio.

O preço do pedágio na Marginal da Castello Branco é de R$ 6,30, ou R$ 0, 578 por quilômetro. É o pedágio mais caro do Brasil e provavelmente um dos pedágios mais caros do mundo. Essa exorbitância afugentou os usuários, de forma que o número de veículos que atualmente pagam é menor do que o estimado. O objetivo da Artesp e da concessionária é que os cerca de 120.000 veículos que transitam na via expressa da
Rodovia Castello Branco, também paguem a tarifa. Essa mudança vai reforçar o caixa da empresa concessionária.

A empresa já foi contemplada com a prorrogação do contrato por mais 4 anos e 9 meses. Esse contrato deveria terminar no ano de 2018, mas vai até 2023. A possibilidade de prorrogação também não estava nos contratos e foi feita através de uma portaria do Secretário de Transportes. Pelo visto para o governo do Estado o que está escrito não vale, pois é passível de mudança a todo momento, mesmo que prejudique os usuários, visto que o melhor é uma nova licitação.

A concessionária ViaOeste, que explora essa rodovia, teve receita bruta de R$ 489,73 milhões no ano de 2008, 16,41% superior ao ano de 2007, com recursos de cobrança de pedágio. O lucro líquido da mesma empresa em 2008 foi de R$ 86,32 milhões, com crescimento de 12,65 % em relação ao ano anterior.

Com a mudança nos contratos à revelia do que estava no edital, mesmo com redução nas tarifas das marginais da Castello Branco, de R$ 6,30 para R$ 2,70 e no pedágio de Itapevi, para quem se dirige ao interior, de R$ 10,80 para R$ 5,40, a concessionária estima que arrecadará R$ 197 milhões a mais até o ano de 2022.

A exploração das vias expressas da Castello Branco foi aceita pela Artesp, essa agência governamental gerencia os contratos de concessão de rodovias no Estado de São Paulo, em troca da construção do Complexo Anhanguera pela CCR (Companhia de Concessões Rodoviárias). Essa empresa é a holding, que detém o controle acionário da Viaoeste e da Autoban, concessionária que explora a Rodovia Bandeirantes.

Dessa forma, o governo do Estado de São Paulo e a Artesp abandonam qualquer iniciativa de buscar a modicidade tarifária, e até desconsideram os contratos quando as iniciativas beneficiam as empresas concessionárias. O usuário não é relevante.

O povo paulista já paga uma série de impostos para que as obras rodoviárias sejam construídas pelo governo. Ao ter embutido no custo do pedágio construção de vias, o cidadão está sendo bi-tributado pelo governo Serra.

Complexo Ayrton Senna/Carvalho Pinto

A partir de hoje (18/06/09) haverá redução no pagamento do trecho de 143 quilômetros do complexo Ayrton Senna/Carvalho Pinto. O usuário deixará de pagar os R$ 27,00. Haverá uma redução de 40,74% no trecho e o pagamento passou para R$ 16,00. Isso representa 23% a mais do valor inicialmente ofertado pela primeira classificada, que foi de R$ 13,00.

Esse valor na verdade não é barato, pois para rodar os 562 quilômetros da Rodovia Fernão Dias até Belo Horizonte, licitada recentemente pelo governo federal, o usuário paga R$ 8,80. Assim para andar 419 quilômetros a mais, em rodovia duplicada federal, o motorista paga 55% a menos. É que o modelo do governo federal prioriza a modicidade tarifária e os investimentos nas rodovias federais, ao fazer a concessão.

O governo Serra, ao contrário, prioriza as outorgas que arrancam dinheiro dos usuários, via pagamento de pedágios, em detrimento da modicidade tarifária. O cidadão para o Estado de São Paulo fica em segundo plano.

19/06/2009 - 12:40h A marca do Serra: pedágio em Peruibe e Praia Grande

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Estado fará concessão da Padre Manuel da Nóbrega

Expectativa é de instalar praças de pedágio em Peruíbe e Praia Grande e duplicar pistas

Rejane Lima, O Estado SP – SANTOS

O Secretário de Transportes de São Paulo, Mauro Arce, anunciou ontem em Santos que o governo do Estado vai conceder à iniciativa privada a Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, de Praia Grande até Miracatu, no Vale do Ribeira. Até Peruíbe, a estrada faz parte do trecho sul da SP-55; já de Peruíbe em diante pertence à BR-116. A licitação do chamado Lote 2 deve ser concluída até o fim do ano, juntamente com o Lote 1, no litoral norte, formado pela Rio-Santos, de Guarujá a Ubatuba, e pelas Rodovias Mogi-Bertioga, Oswaldo Cruz, Tamoios e Floriano Rodrigues Pinheiro.

“Na terça-feira haverá uma reunião do Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização e do Comitê Gestor de PPP”, adiantou Arce. O secretário afirma que os modelos de concessões são distintos e apenas no litoral norte haverá uma Parceria Público Privada (PPP), alegando que o valor arrecadado com os pedágios nesse trecho não cobriria os investimentos necessários. “Isso inclui a duplicação da Mogi-Bertioga, da Tamoios, retificação de várias curvas da Oswaldo Cruz e também da estrada Floriano Rodrigues Pinheiro, que vai para Campos do Jordão.”

A respeito da Padre Manuel da Nóbrega, o secretário afirma que a estrada é autossuficiente. “Não vamos exigir outorga lá, mas obras, obras, muitas obras.” Entre essas melhorias estão a duplicação onde for necessário, a construção de passagens de nível e de marginais com ciclovias. Serão realizadas audiências públicas com as prefeituras para discutir a quantidade e a localização das passagens ao longo da rodovia.

Arce explicou que o funcionamento das praças de pedágio da Padre Manuel da Nóbrega, planejadas inicialmente para serem em Praia Grande e Peruíbe, será discutido na reunião de terça-feira. “A ideia que surgiu foi a de fixar o valor da praça de Peruíbe e quem ganhará a concessão terá de oferecer a menor tarifa na Praia Grande. Se houver uma concorrência muito grande, alguém pode dizer: ?Eu faço a estrada e só vou cobrar lá em Peruíbe e nenhuma tarifa aqui na Praia Grande?.”

O secretário afirmou ainda que o projeto rodoviário desenhado para o litoral norte vai incentivar que o grande deslocamento de veranistas e cargas aconteça pelo Planalto e a Rio-Santos fique apenas para a movimentação regional e turística. “Por exemplo, quem for para Ubatuba vai ser desincentivado a chegar a Bertioga e ir por baixo. Vai por cima, porque a estrada é melhor, mais rápida.” Para isso, serão implementados pedágios nas descidas das serras. “A Rio-Santos entra na concessão, mas sem duplicação. A única duplicação que a gente pretende fazer, infelizmente porque já é um caso consumado, é entre a chegada da Mogi-Bertioga e a Riviera de São Lourenço porque realmente já esta um caos lá.”

O secretário também anunciou a publicação do edital de licitação para o projeto básico da ponte ligando Santos e Guarujá. Publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Estado, o edital especifica que a ponte será instalada na região da Ponta da Praia, em Santos, contemplando também o transporte de cargas.

FRASES

Mauro Arce
Secretário

“Não vamos exigir outorga lá, mas obras, obras, muitas obras”

“A ideia que surgiu foi a de fixar o valor da praça de Peruíbe e quem ganhará a concessão terá de oferecer a menor tarifa na Praia Grande. Se houver uma concorrência muito grande, alguém pode até decidir nem cobrar na Praia Grande”

18/06/2009 - 11:07h Sorria, meu bem

Pedágio em todas pistas da Castelo

http://www.miltonjung.globolog.com.br/Rodoanel%20Paulista.jpg

A partir de dezembro, taxa da marginal vai cair e pista expressa passa a pagar, ambas R$ 2, 70

Felipe Grandin, JT

felipe.grandin@grupoestado.com.br

A partir de dezembro, todos os motoristas que passarem pela Rodovia Castelo Branco pagarão pedágio na altura do km 18, em Osasco, sentido interior, e do km 20, em Barueri, sentido capital. Atualmente, a cobrança é feita apenas nas marginais, mas será estendida para as pistas expressas, por onde rodam 120 mil automóveis diariamente, em média.

O valor da tarifa, em compensação, passará de R$ 6,30 para R$ 2,70. Também será reduzido o pedágio de quem vai para o interior. No posto do quilômetro 33, em Itapevi, o preço cairá de R$ 10,80 para R$ 5,40. A cobrança começará após a conclusão das obras de melhoria do acesso à rodovia.

O projeto inclui a construção de outra ponte no Cebolão, de novas pistas em um trecho da Marginal do Tietê e a ampliação do trevo para o município de Jandira.

A proposta foi autorizada pela Agência de Transporte do Estado (Artesp) como compensação pelo investimento feito pela Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) – que explora as concessões da Castelo (ViaOeste) e da Anhanguera-Bandeirantes (Autoban). A concessionária estima gastar R$ 179 milhões nas obras de ampliação e outros R$ 63 milhões nas praças de coleta. A área de concessão da empresa também foi estendida para abranger parte das Marginais do Tietê e do Pinheiros.

Apesar do novo pedágio, ainda pode restar uma dívida para o governo estadual. Segundo a Artesp, as mudanças são suficientes para cobrir os custos da concessionária, mas a ViaOeste discorda. A empresa afirma que espera uma receita extra de R$ 197 milhões até o fim do contrato, em dezembro de 2022. E que restaria, portanto, uma diferença de R$ 45 milhões em relação ao investido.

“Somos credores da Artesp”, afirma Francisco Mendes de Moraes Neto, diretor da ViaOeste. “Considerando os investimentos e as tarifas, houve um desequilíbrio financeiro”, disse.

Para não aumentar o preço do pedágio, uma das formas de pagar a diferença seria aumentar o prazo do contrato. Mas isso já foi feito 2006, quando foi ampliado em 4 anos e 9 meses. Outra possibilidade é reduzir a outorga – valor pago pela empresa anualmente para manter a concessão.

“Acredito que será a forma escolhida, pois não há impacto para os usuários”, disse Moraes Neto. Segundo ele, no entanto, não há pressa para fazer o acerto. “Quando é uma concessão de longo prazo, não faz tanta diferença.”

A Artesp afirmou em nota que “o projeto não gerará desequilíbrio financeiro”. A empresa garantiu que “não haverá comprometimento da outorga devida ao Estado, que permanecerá sendo paga integralmente”.

Quando as pistas marginais foram inauguradas em 2001, com pedágio, houve resistência dos usuários. Algumas associações de moradores do entorno da rodovia chegaram a contestar a cobrança na Justiça. Na época, o governador Mário Covas (PSDB) justificou a tarifa afirmando que só pagaria quem quisesse, já que a pista expressa era gratuita.

Segundo a Artesp, pesquisas de opinião mostraram que os usuários da Castelo Branco estariam dispostos a pagar pela melhoria do acesso à rodovia.

17/06/2009 - 12:26h Faltam automóveis nas lojas

http://www1.bestgraph.com/gifs/transport/voitures/voitures-05.gifPerto do fim do prazo de redução do IPI, faltam automóveis nas lojas

Modelos de maior saída só têm entrega prevista para julho, quando termina oficialmente a redução do imposto

Cleide Silva – O Estado SP

A duas semanas do fim do prazo oficial de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, modelos de maior saída desapareceram das concessionárias. A maioria dessas versões só tem entrega prevista para julho, quando o benefício terá acabado, caso o governo decida suspender a medida que zerou a alíquota do imposto para modelos 1.0 e cortou à metade a de carros com até 2.0 de potência.

A redução, em vigor desde dezembro, inicialmente teria validade por três meses, mas foi prorrogada por mais três, com prazo de vencimento em 30 de junho. Agora, o governo estuda se mantém o corte – que reduziu os preços dos carros novos entre 5% e 7% -, se aumenta o IPI gradualmente ou se retoma a alíquota normal, de 7% a 13%.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, voltou ontem a dizer que é contra a nova prorrogação e a retomada gradual das alíquotas. Ele defendeu a manutenção do corte apenas para o setor da construção civil, pois a medida iria ao encontro do programa do governo de construção e financiamento de casas populares.

O ministro admitiu, porém, que negociações sobre o tema entre governo, montadoras e sindicatos ainda não começaram, o que deve ocorrer na última semana do mês. “Até o último momento vou dizer que sou contra a prorrogação”, disse Miguel Jorge, ao citar representantes do setor automobilístico que alegam que “toda vez que se fala em prorrogação, diminuem as vendas”.

Na dúvida, os consumidores tentam antecipar compras, mas enfrentam falta de produtos. “Quase todos os modelos têm fila de espera de 20 a 30 dias, com exceção de Palio Fire e Mille Fire”, informou Daniel Queiroga, gerente da revenda Fiat Amazonas, grupo que tem seis lojas na capital paulista.

Na concessionária Toyota Caltabiano, na zona oeste, quase toda a linha Corolla e Hilux só tem entrega para daqui a 30 ou 45 dias, admitiu a gerente Maria de Lourdes Gameiro. “Para pronta entrega só temos algumas versões de menos saída, como Corolla XEi com câmbio mecânico, que custa cerca de R$ 64 mil”. Versões mais sofisticadas, como a de câmbio automático e banco de couro estão em falta. Essa versão está com preço reduzido em R$ 3,2 mil após o corte do IPI e é vendida a R$ 72,4 mil.

Na linha Volkswagen, a maior espera é pelo Voyage 1.0, de 20 a 25 dias, segundo o gerente da Amazon, na zona leste, Marcos Leite. “A fábrica está produzindo o que pode, fazendo horas extras aos sábados, mas não dá conta da demanda”, disse. “Muitos clientes pedem para eu garantir o preço reduzido até a entrega, mas não posso.”

Em outras revendas Volkswagen consultadas pelo Estado, também há fila de até 30 dias para a versão mais barata do novo Gol. A General Motors informou que “há espera em algumas lojas de 15 a 20 dias para Celta, Classic e Prisma”, mas revendas consultadas informaram que também faltam Meriva e Vectra. Na Ford, a espera para Fiesta, Ka e EcoSport é de 10 a 15 dias.

VENDAS EM ALTA

Na primeira quinzena de junho foram vendidos 117,8 mil veículos. Só em automóveis e comerciais leves foram 113,3 mil unidades, 6,4% a mais que em igual período de maio e cerca de 1% acima do volume do mesmo período de 2008. No acumulado do ano, foram vendidos 1,267 milhão de veículos, 3 mil a mais em relação ao ano passado.

A indústria trabalha com expectativa de vendas de cerca de 270 mil veículos até o fim do mês, volume próximo ao de março, quando também houve corrida às lojas por receio do fim da redução do IPI.

A medida foi adotada em meados de dezembro, quando as vendas despencaram em consequência da crise internacional e da falta de crédito. Desde então, as vendas estão praticamente empatadas com as do ano passado, quando não havia crise. O crédito também voltou ao bancos.

Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou a vontade de tornar a redução do tributo uma política permanente para o setor automotivo. Miguel Jorge, porém, acredita que a intenção de Lula é de um plano mais amplo de redução de impostos, mas sem esperar a reforma tributária, ainda longe de solução. O ministro quer ainda que seja tratada de forma isolada a discussão sobre a redução do IPI para carros, produtos da linha branca e material de construção.

30/05/2009 - 17:28h As belas árvores de Taquaritinga

As belas árvores de Taquaritinga

Praça de Taquaritinga forrada de flores de Ipê

Blog de Ernani Moura Brito

Retornava de São Paulo no ônibus, lendo, quando, após o jantar frugal no restaurante da estrada, tive obstrução nasal seguida de apneia, provavelmente devido ao sistema de refrigeração do veículo.O motorista parou no posto médico da empresa concessionária que administra a rodovia. Solicitei nebulização. O médico disse que não tinha nebulizador, nem qualquer descongestionante nasal.

Segui na ambulância ao pronto-socorro de Taquaritinga, próxima três quilômetros do local, por que não estava em condições respiratórias de retornar ao ônibus – imaginando as colônias caleidoscópicas de germes e bactérias que esperavam-me nas tubulações do ar refrigerado, provocando novos choques alérgicos e asfixia -, embora a equipe médica argumentava que dispunha de 98% da capacidade respiratória.

No hospital, a enfermeira deu-me diazepam e fiz nebulização. Comprei inalador numa farmácia próxima, e fui para um hotel pernoitar, deixando as janelas do quarto totalmente abertas para sentir o ar fresco.

Acordei com os bons ventos do interior e pássaros cantando. Tomei café e fui para a praça contígua ao hotel, repleta de árvores verdes seculares.

Sentado no banco da praça, sob um velho jatobá, com folhas de ipê caindo ao vento brando da manhã, fiz exercícios de oxigenação, com uma mão apoiada ao velho tronco da madeira, cujas copas altíssimas retorciam-se em braços cheios de musgos.

Um senhor passeava bucolicamente com o cachorro. À minha frente, o coreto, onde algumas crianças começavam a brincar. Um mendigo aproximou-se com voz cantada, chamando-me de “meu anjo” e pedindo esmola. Dei alguns centavos, temendo que comprasse bebida alcóolica.

Acariciava com a palma da mão esquerda a casca de nervuras da velha árvore, agradecendo-a por existir e me deixar respirar um ar tão puro, 100% livre de qualquer poluição, numa cidadezinha esquecida do interior paulista. E lunaticamente cheguei a guardar algumas folhas e uma pequena lasca do tronco no bolso para qualquer emergência respiratória…

Se estava me tornando um perfeito caipira pouco importava-se-me, e tudo o que me vinha à cabeça era poder caminhar na terra, no mato, sentir o cheiro do campo, como quando faço trilhas de bicicleta em Rio Preto.

A questão do posto médico da concessionária privada da rodovia não dispor de nebulizador ou de um simples medicamento nasal é de total negligência, ainda mais pelo fato de que o pedágio é pago pelo consumidor (embutido no preço da passagem).

A este respeito, enviarei comunicado à Assembleia Estadual para as devidas providências.

Quanto à empresa de ônibus, devido ao ar seco e rarefeito outonal, seria bom dispor também de umidificadores nos veículos. Também enviarei requerimento à viação.

O lado bom desse incidente foi conhecer essas belas árvores da praça de Taquaritinga, município de cerca de 70.000 habitantes, cujo símbolo é um coqueiro (Cocos nucifera).

Nunca em minha vida fiquei tão contente por sentar-me debaixo de uma árvore frondosa e respirar ar puro.

As belas árvores da praça de Taquaritinga podem ser visualizadas no Google Earth:

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P.S.:

E-mail encaminhado a um deputado estadual em 30.5.9:
“Prezado deputado:

Tomei conhecimento no Blog do Favre sobre debate acerca do PEDÁGIO NAS RODOVIAS PAULISTAS a ser realizado dia 1.6.9 em São Paulo.

Gostaria que o sr. tomasse conhecimento de episódio que ocorreu comigo numa viagem de retorno de SP a São José do Rio Preto, em que não havia medicamento no posto de resgate, nem nebulizador para oxigenação, apesar do preço do pedágio ter sido incluído na passagem de ônibus.

O fato está relatado no meu blog (http://ernanimourabrito.blogspot.com ,tópico AS BELAS ÁRVORES DE TAQUARITINGA).

Solicito de V. Sa. providências para que os postos de atendimento médico/resgate das rodovias da concessionária sejam dotados de nebulizadores e medicamentos, pelo menos essenciais (no caso, não havia sequer um meroVicky Vaporub).

A situação é meio complicada por que aquela região é canavieira, e o olor das usinas misturado ao ar seco torna-o rarefeito, exigindo cuidados.

Também gostaria de sugerir procedimentos de FISCALIZAÇÃO nos sistemas de refrigeração dos ônibus intermunicipais, e lei obrigando-os a utilizar também umidificadores de ar (isso é muito comum, por exemplo, nas salas de julgamento do STJ em Brasília).

Contando com a vossa compreensão e colaboração para solucionar os probemas apontados, para que outros passageiros-cidadãos não enfrentem situações mais drásticas, fico-lhe antecipadamente grato.”

30/05/2009 - 11:21h Mais pedágios e mais caros: o jeito Serra de governar

Tarifas de pedágios serão reajustadas acima de 3,6%

Daqui a um mês, contratos garantem direito de aumento às concessionárias pelo IGP-M e IPCA

http://www.nossanoite.com.br/divadomasini/fotos/pedagio.jpg

Eduardo Reina – O Estado SP

As tarifas de pedágio nas estradas paulistas ficarão mais caras a partir de 1º de julho. Serão aumentos com base em dois índices. Nos contratos feitos em 1998, o reajuste é calculado pelo IGP-M/FGV e ficará em torno de 3,6397%, acumulado entre junho de 2008 e maio de 2009, que ainda não está fechado. Já nos contratos com as empresas que administram o Rodoanel e os cinco lotes leiloados neste ano – D.Pedro I, Raposo Tavares norte, Marechal Rondon oeste e leste, Ayrton Senna/Carvalho Pinto – será empregado o IPCA/IBGE, que no mesmo período acumulou 4,7065%.

De acordo com a Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), os reajustes são previstos em contrato e são automáticos. O aumento é aplicado sobre a tarifa quilométrica dos pedágios, base tarifária igual para todas as rodovias concedidas do Estado, exceto o Rodoanel.

Cada praça de pedágio efetua a cobrança de um determinado trecho rodoviário (em quilômetros) denominado Trecho de Cobertura do Pedágio que é multiplicado pelo valor da tarifa quilométrica. O resultado do cálculo, realizado pela Artesp, de acordo com os contratos de concessões, é arredondado na segunda casa decimal. Assim, entre 0,01 e 0,049, ajusta-se o valor para baixo; entre 0,05 e 0,09, ajusta-se para cima.

Pelos índices provisórios de reajuste – o valor fechado será calculado apenas em meados de junho – o motorista que for para a Baixada Santista pelo sistema Anchieta/Imigrantes vai pagar R$ 17,60. Hoje o valor é de R$ 17. Já no sistema Anhanguera/Bandeirantes, na primeira praça de cobrança, o valor subirá dos atuais R$ 5,90 para R$ 6,10. Na Castelo Branco a tarifa chegará a R$ 11,20, ante os R$ 10,80 cobrados na primeira praça de pedágio. No trecho oeste do Rodoanel, o reajuste será de R$ 0,10, passando de R$ 1,20 para R$ 1,30. No ano passado, as tarifas foram reajustadas em 5,5760%.

Até 29 de junho, o valor dos pedágios do sistema Ayrton Senna/Carvalho Pinto vai baixar. Esse é o prazo para a assinatura do novo contrato de concessão com o consórcio Primav/EcoRodovias, que ganhou o direito de administrar as estradas depois que a Triunfo Participações e Investimentos, que havia vencido o leilão, foi desclassificada.

Assim, os preços dos pedágios, ida e volta na Ayrton Senna e na Carvalho Pinto, baixarão dos atuais R$ 27 para R$ 15,80, diferença de 45%. Na praça de Itaquaquecetuba, baixará de R$ 8,60 para R$ 4,40. Em Guararema cairá de R$ 8,60 para R$ 4,10. Já na praça de cobrança em São José dos Campos, vai a R$ 4,10, hoje é R$ 4,90. E, na última praça, em Caçapava, passará de R$ 4,90 para R$ 3,20. Pelos valores oferecidos pela Triunfo, os motoristas iriam economizar ainda mais, cerca de 55%. Os valores iriam de R$ 27 para R$ 13.

PREVISÃO DE PREÇOS

Sistema Anchieta/Imigrantes: de R$ 17 para R$ 17,60*

Rodovia Padre Manoel da Nóbrega: de R$ 4,60 para R$ 4,80*

Sistema Anhanguera/Bandeirantes: de R$ 5,90 para R$ 6,10*

Rodovia Castelo Branco: de R$ 10,80 para R$ 11,20*

Rodovia Raposo Tavares: de R$ 5,80 para R$ 6*

Rodovia Marechal Rondon: de R$ 6,60 para R$ 6,90*

Trecho Oeste Rodoanel: de R$ 1,20 para R$ 1,30*


* Inflação acumulada prevista, ainda falta fechar mês de maio/2009

 

 

http://3.bp.blogspot.com/_asresgVdt54/SGoSZP3mwRI/AAAAAAAAAxE/U9K2wTcXLIw/s400/peda.jpg

Tamoios terá 2 pedágios em 2010

Cobrança será no sentido litoral; tarifa pode chegar a R$ 8,30
A Rodovia dos Tamoios, principal acesso a São Sebastião, no litoral norte paulista, terá duas praças de pedágio em 2010, uma no km 13, na cidade de Jambeiro, e outra no km 57, em Paraibuna. A cobrança será realizada apenas no sentido litoral. A tarifa poderá chegar ao valor máximo de R$ 0,07 por quilômetro, de acordo com a Secretaria Estadual dos Transportes. Mas o valor poderá ser elevado para R$ 0,10 após as obras de duplicação da estrada, segundo o projeto de concessão.

Quem vencer a concorrência terá de fazer a duplicação das pistas apenas no trecho entre os km 11,5 e km 64,4, antes da serra. Está prevista também a recuperação de pontes e viadutos e a construção de passarelas para pedestres. A secretaria já protocolou o Relatório Ambiental Prévio (RAP) para o licenciamento ambiental da obra em meados de maio.

Uma projeção sobre os preços do pedágio mostra que os motoristas que utilizarem os 83 quilômetros da Tamoios para ir ao litoral norte deverão pagar tarifa de R$ 5,85 antes da duplicação. Após a readequação da estrada, a tarifa vai subir para R$ 8,30. Valor muito maior do que numa comparação com estrada federal, como a Rodovia Fernão Dias, onde o custo para percorrer trecho de 100 km é de aproximadamente R$ 1,60. Na Tamoios, o valor poderá baixar, de acordo com as ofertas no leilão da concorrência.

O objetivo do governo estadual é lançar o edital de licitação para uma parceria público-privada (PPP) e assinar o contrato até o final do ano. No pacote de concessão também estão as Rodovias Oswaldo Cruz, entre Taubaté e Ubatuba, a Floriano Rodrigues Pinheiro, em Campos do Jordão, um trecho da Rio-Santos e a Mogi-Bertioga. O negócio todo está avaliado em R$ 4,5 bilhões, com contrapartida do governo de R$ 1,2 bilhão.

29/05/2009 - 12:14h Marginal: com ou sem pedágio?

http://3.bp.blogspot.com/_asresgVdt54/SGoSZP3mwRI/AAAAAAAAAxE/U9K2wTcXLIw/s400/peda.jpgDesapropriações para a nova Marginal do Tietê custarão R$ 46 mi

Obras começam em junho e preveem reassentamentos e remoção de imóveis, incluindo parte do Parque S. Jorge

Eduardo Reina e Rodrigo Brancatelli – O Estado SP

O governo estadual e as concessionárias envolvidas no projeto da Nova Marginal do Tietê – que ganhará 22,7 quilômetros de pistas, além de seis pontes e viadutos – vão gastar R$ 46,8 milhões nas desapropriações de imóveis e reassentamentos ao longo do rio. Parte das pistas novas da via vai passar por dentro do Clube Esperia e em faixa do complexo do Anhembi – já está definido que uma parte do Parque São Jorge e vários imóveis nas imediações das futuras alças de acesso à Avenida Aricanduva, entre outros pontos, serão desapropriados. A obra, orçada em R$ 800 milhões e com início marcado para próximo mês, está prevista para ser entregue até o fim de 2010.

No dia 14, foi homologado o contrato da construção, e no começo da semana o projeto foi apresentado aos membros do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp). A Dersa, responsável pelo gerenciamento da obra, terá de plantar 166 mil árvores a título de compensação ambiental. Também terá de cuidar da manutenção da várzea do Tietê e construir parques lineares e ciclovias em 12 vias – entre elas as Avenidas Cruzeiro do Sul, do Estado, Salim F. Maluf, Serafim Pereira e Guilherme Cotching.

Diariamente, passam pela Marginal do Tietê cerca de 1,2 milhão de veículos, quase 200 mil são caminhões. A previsão é de que o fluxo de tráfego obtenha um ganho de 35%, diminuindo o tempo gasto no percurso da via e também os congestionamentos nas avenidas de acesso – haverá uma nova pista entre a expressa e a local, além do alargamento das faixas. A Dersa prevê ainda que seja instalado um sistema inteligente de monitoramento do trânsito, que ficará a cargo da Prefeitura.

NOVOS CAMINHOS

No chamado Complexo Tamanduateí, será criada uma passagem direta para quem vem pela Avenida do Estado e quer chegar à zona norte ou ao Parque Anhembi. Será construído um viaduto saindo do final da Avenida do Estado, ao lado do Rio Tamanduateí. Ele passará por cima do Rio Tietê e desembocará nas pistas locais da Marginal. Nesse lado da via também haverá acessos para quem vem pela pista expressa.

No lado do Rio Tamanduateí, será construída uma outra ponte sobre o rio, com acesso para a nova pista auxiliar. A atual pista local, que passa por dentro do bairro do Bom Retiro, ao lado da Favela do Gato e do Clube Tietê, também passará por alargamento.

PONTES

O Complexo Bandeiras prevê uma nova ponte a partir de alça que sai da Avenida Tiradentes, sentido zona leste, com acesso na via expressa. Toda a via local nesse trecho passará por alargamento. Paralela à Ponte Cruzeiro do Sul haverá mais uma ponte que sairá da pista expressa sentido Castelo Branco, passará por cima do Tietê e desembocará na alça de acesso à Avenida Cruzeiro do Sul, sentido Avenida do Estado.

Um pouco mais ao leste, na Ponte Tatuapé, também haverá nova ponte sobre o Tietê para quem vem da Avenida Salim Farah Maluf, caindo na pista expressa rumo à Rodovia Presidente Dutra. Também haverá nova ponte para quem chega pela Dutra e quer acessar a pista local da Marginal, sentido Castelo. COLABOROU VITOR HUGO BRANDALISE

NÚMEROS

22,7 quilômetros
de novas pistas expressas e locais serão construídas na Nova Marginal do Tietê

7,7 quilômetros
serão feitos pelas concessionárias

6 pontes e
viadutos deverão ser construídos

R$ 46,8 milhões
serão gastos nas desapropriações de imóveis e reassentamentos
ao longo do rio

R$ 800 milhões
é o orçamento prevista para toda a obra, segundo a Dersa

166 mil
árvores serão plantadas

12 vias

ao longo da Marginal do Tietê ganharão ciclovias e
parques lineares

1,2 milhão
de veículos passam diariamente pela Marginal do Tietê

19 hectares
serão impermeabilizados com a construção das novas pistas e acessos do projeto