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	<title>Blog do Favre &#187; construção</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>&#8221;A expressão que gringo mais fala hoje é Minha Casa, Minha Vida&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 13:03:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de Valores]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
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		<category><![CDATA[José Antonio Grabowsky]]></category>
		<category><![CDATA[Minha Casa-Minha Vida]]></category>
		<category><![CDATA[PDG Realty]]></category>

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		<description><![CDATA[José Antonio Grabowsky: Presidente da PDG Realty; segundo executivo, interesse dos investidores ficou claro na última emissão de ações feita pela PDG
Patrícia Cançado &#8211; O Estado SP
Por parte da concorrência, a PDG Realty é vista como uma incorporadora de banqueiros que nunca bateu um prego na vida. Mas a imagem não incomoda a empresa. Pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>José Antonio Grabowsky: Presidente da PDG Realty; segundo executivo, interesse dos investidores ficou claro na última emissão de ações feita pela PDG</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Patrícia Cançado &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Por parte da concorrência, a PDG Realty é vista como uma incorporadora de banqueiros que nunca bateu um prego na vida. Mas a imagem não incomoda a empresa. Pelo contrário: a crença é que essa mentalidade é fator de sobrevivência no setor. Criada por um fundo de participações de ex-sócios do Pactual, a PDG exibe hoje, após uma bem-sucedida captação de recursos na Bolsa, uma das situações de caixa mais confortáveis do mercado. Ao lado da MRV, é considerada uma das incorporadoras que mais podem lucrar com o programa do governo Minha Casa, Minha Vida. &#8220;Essa é a expressão que os gringos mais falam hoje&#8221;, diz o fundador e presidente da PDG, José Antonio Grabowsky. A seguir, principais trechos da entrevista:</p>
<p><strong>A PDG acabou de concluir uma captação na Bolsa, colocando R$ 784 milhões no caixa. Por que ela levantou todo esse dinheiro? </strong></p>
<p>A gente sabe que vai precisar de dinheiro no segundo trimestre de 2010 e já levantou o capital. As pessoas já estão enxergando, mas não é tão simples para todos, que o nosso negócio, principalmente à medida que vai entrando num processo de escala e industrialização, é de engenharia financeira. O resto é meio commodity. A ciência está no planejamento financeiro de longo prazo, porque senão você realmente quebra, como várias empresas estiveram perto de quebrar, porque chegaram em 2007 achando que era só comprar terreno, lançar e que o dinheiro aparecia em algum lugar.</p>
<p><strong>No meio da crise, vocês também se viram sem crédito?</strong></p>
<p>Nós fomos os únicos que fizeram uma operação de debêntures conversível com o BNDESPar &#8211; uma forma que o governo encontrou no meio da crise para ajudar o setor. Na época, era um seguro. Não havia nenhuma outra forma de captação. Mas precisávamos ter certeza que sobreviveríamos caso o estrago aumentasse. Com aquele dinheiro(R$ 270 milhões), se o estrago fosse enorme, a PDG teria sido talvez a única sobrevivente.</p>
<p><strong>Vocês se arrependeram?</strong></p>
<p>Hoje, que o mercado melhorou, muita gente fala: &#8220;Pô, vocês não se arrependem? Acabou saindo baratinho para eles.&#8221; Não tem problema. As debêntures agora vão deixar de ser uma dívida. Além disso, decidimos fazer um follow on (nova emissão de ações). Todos os investidores maravilhosos que dois anos atrás a gente sonhava em ser recebido &#8211; e ninguém queria nos receber &#8211; hoje estão querendo comprar ações da PDG.</p>
<p><strong>É efeito Minha Casa, Minha Vida?</strong></p>
<p>Essa é a expressão que gringo mais sabe falar. Todo mundo sabe o que é o plano, acompanha nos detalhes. Pela primeira vez o Brasil tem um plano realmente consistente. O País também está numa situação macroeconômica que permite fazer esse tipo de gasto público. O FGTS nunca esteve com tanto dinheiro, por causa de criação de emprego, da característica demográfica da população. No começo, a gente estava muito cético, achava que ia ser uma coisa eleitoreira. A grande beleza dele é ter sido muito simples. É o plano Robin Hood: quanto menos o cara ganha, mais ele ganha de subsídio. E aconteceu um fenômeno. Antes, eu só conseguia vender para famílias com renda a partir de R$ 2,5 mil. E hoje vendo para famílias com renda a partir de R$ 1,5 mil. Esse é um novo mercado para nós.</p>
<p><strong>Qual o tamanho desse mercado ?</strong></p>
<p>Segundo o IBGE, são 11 milhões de famílias com renda entre R$ 1,5 mil e R$ 2,5 mil. Se 1% delas estiver se casando, mudando, separando, serão necessárias 110 mil unidades. É realmente um mercado muito grande, fora toda a velha discussão do déficit habitacional, que são os famosos 8 milhões de unidades, dos quais 2 milhões estão nessa faixa de renda. Eu diria que hoje demanda não é o problema. O grande problema é conseguir produzir para essa turma ganhando dinheiro. E poucas empresas sabem fazer isso.</p>
<p><strong>Esse sujeito está conseguindo financiamento fácil? </strong></p>
<p>Tem boa parte do problema que é das empresas e outra é da Caixa. Depois que você está com tudo certinho, são 90 dias para sair um financiamento, no máximo. O problema é que muitas empresas, principalmente as novatas, não vão conseguir fazer as coisas e vão botar a culpa na Caixa &#8211; e a culpa não é dela. Se você realmente achar que vai dar um jeitinho e que a Caixa não vai exigir tudo o que está na lista, mesmo que algumas coisas possam ser consideradas absurdas, você vai empacar e o financiamento não vai sair. O primeiro grande gargalo está dentro das empresas. Poucas estão estruturadas para operar com volume e ter velocidade.</p>
<p><strong>O programa provocou uma corrida por terrenos?</strong></p>
<p>A disputa não é igual à de 2007, quando 21 empresas tinham acabado de lançar ações em Bolsa, estavam com R$ 12 bilhões no caixa, disputando o mesmo terreno e fazendo o mesmo tipo de produto, notadamente em São Paulo. Hoje você tem cinco ou seis empresas grandes, mas estão espalhadas pelo Brasil inteiro.</p>
<p><strong>As empresas aprenderam a administrar melhor o caixa depois da crise?</strong></p>
<p>Tem gente que agora sabe fazer melhor e vai continuar tentando crescer. Mas são poucos. Acho que a maioria aprendeu que é melhor voltar a ter um tamanho médio, voltar a fazer o que sabe.</p>
<p><strong>Dá para se manter na Bolsa com essa filosofia? Os analistas de mercado costumam não perdoar o crescimento lento. </strong></p>
<p>Elas podem se manter, mas sem liquidez, sem ninguém acompanhando. Hoje você só deve ter só quatro ou cinco empresas (Cyrela, Gafisa, PDG, MRV e Rossi) cobertas por vários analistas importantes. As outras sumiram do radar. Nesse follow on ficou nítido que os investidores querem empresas com tamanho. Antigamente, todo mundo falava em fazer R$ 2 bilhões de VGV (valor geral de vendas). Isso acabou. Poucas fazem esse volume.</p>
<p><strong>O que se viu de consolidação até agora no setor foram empresas com dificuldade financeira se associando ou sendo incorporadas por maiores. Não haverá uma união de grandes, como MRV com PDG, por exemplo?</strong></p>
<p>Pode ser uma ideia (risos). Mas acho difícil uma grande consolidação. Enquanto tiver essa oportunidade de crescimento grande pela frente, eu sempre vou achar que vou crescer mais rápido que ele e ele do que eu. Outro problema continua sendo aquela história de empresas que eram familiares, com muito ego envolvido. Então, fica difícil você conseguir estruturar um negócio entre empresas saudáveis. A gente até teria maior facilidade, porque temos cabeça de banco. Mesmo nas que não estavam saudáveis, nunca achamos vantagem em fazer uma aquisição. E nós participamos de todos os data rooms (sala de informações onde ficam os dados financeiros) delas.</p>
<p><strong>Vocês já conversaram com a MRV?</strong></p>
<p>Com a MRV, não. Mas a gente já conversou com várias dessas médias empresas saudáveis e não sai negócio. Tem várias empresas boas, principalmente num foco que a PDG quer ter uma presença maior, que é classe média em São Paulo. Por isso, vamos criar uma empresa para atuar mais forte nesse segmento.</p>
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		<title>Superado o medo da crise, mercado imobiliário vive novo &#8221;boom&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 12:58:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Bancos]]></category>
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Financiamento de imóveis até agosto cresceu 45% ante o mesmo período de 2008 e preços não param de subir
Paula Pacheco &#8211; O Estado SP
O mercado imobiliário contrariou as previsões depois do estouro da bolha nos Estados Unidos e vive em grande fase. O crédito imobiliário para pessoa física aumentou 45% no acumulado de janeiro a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://www.blogtecnisa.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banco-central.jpg" alt="http://www.blogtecnisa.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banco-central.jpg" width="198" height="227" /><img src="http://www.chinadaily.com.cn/bizchina/images/attachement/jpg/site1/20070926/001320d123b90863f2f909.jpg" alt="http://www.chinadaily.com.cn/bizchina/images/attachement/jpg/site1/20070926/001320d123b90863f2f909.jpg" width="330" height="227" /></p>
<p><strong>Financiamento de imóveis até agosto cresceu 45% ante o mesmo período de 2008 e preços não param de subir</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Paula Pacheco &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>O mercado imobiliário contrariou as previsões depois do estouro da bolha nos Estados Unidos e vive em grande fase. O crédito imobiliário para pessoa física aumentou 45% no acumulado de janeiro a agosto de 2009, na comparação com o mesmo período de 2008.</p>
<p>Até agosto, dado mais recente, os bancos públicos haviam despejado R$ 58,3 bilhões na atividade imobiliária, por meio de financiamentos para pessoa física. As instituições privadas desembolsaram R$ 12 bilhões. Em relação a julho, essas operações cresceram mais que as outras modalidades de crédito. As instituições financeiras dizem que têm batido recorde de contratos em carteira e esperam por um 2010 ainda melhor.</p>
<p>Para os interessados em comprar um imóvel, a má notícia é que os preços não recuaram. Ao contrário, não param de subir. Os executivos das incorporadoras argumentam que os aumentos têm acompanhado os índices inflacionários. Mas especialistas, como Luiz Paulo Pompéia, presidente da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), dizem que o reajuste tem sido maior. &#8220;Por isso, a recomendação é pechinchar, porque as empresas estão com margens maiores e têm gordura para queimar.&#8221;</p>
<p>O mesmo comportamento ocorre nos imóveis usados. No caso dos apartamentos de alto padrão, a alta no preço de venda do ano passado para cá chegou a 25%, segundo Celso Pinto, diretor da Sotheby&#8221;s International Realty de São Paulo. Apesar do encarecimento dos produtos, as vendas estão melhores que no período pré-crise.</p>
<p>Roseli Hernandes, gerente de Locação e Vendas da Lello Imóveis, confirma a retomada das vendas de usados e a alta do preço. O total de imóveis comercializados pela empresa aumentou 19% em relação ao período anterior à crise. &#8220;Tem muito proprietário com medo de vender e depois se dar conta que não fez um bom negócio na hora de comprar outro. Os preços têm subido demais&#8221;, explica.</p>
<p>Para se ter uma ideia de como o comércio de casas e apartamentos está em alta, segundo dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), o preço médio do metro quadrado (m²) do usado na região que inclui Alto da Boa Vista, Alto dos Pinheiros e Brooklin Velho, que era de R$ 2,5 mil em agosto, foi para R$ 3,7 mil em setembro, uma alta de 51,89%. De agosto a setembro, as vendas de usados subiram 44,35% na capital paulista.</p>
<p>Ana Luiza Bueno, gerente comercial da Villa Daslu, começou a procurar apartamento há cerca de um ano. Dia sim, dia não, ela conversa com um dos dez corretores que estão correndo atrás do imóvel. &#8220;O mercado está muito aquecido. Quando paro para fazer as contas, o apartamento já foi vendido. Cheguei a um ponto em que eu própria estou batendo nos prédios para saber se há algum imóvel vago&#8221;, conta.</p>
<p>É o primeiro imóvel próprio de Ana Luiza, que sonha em começar 2010 no novo endereço. Ela procura um apartamento com área de até 290 m² e três suítes, no bairro do Itaim ou Jardins. &#8220;Sendo realista, acho difícil&#8221;, lamenta.</p>
<p>Não é só para a classe A que o mercado está inflacionado e com pouca oferta. Na favela de Paraisópolis, em São Paulo, uma das maiores do País, Helena dos Santos é dona de uma imobiliária informal há 26 anos e nunca viu os preços tão altos.</p>
<p>Se a casa de dois cômodos e banheiro, com área de cerca de 30 m², for em uma rua asfaltada e bem localizada, é vendida por cerca de R$ 30 mil. Seis meses atrás, o desembolso era bem menor, na faixa dos R$ 17 mil.</p>
<p>&#8220;Hoje tenho uns 150 imóveis em carteira. Não está fácil vender. O preço está alto e a intervenção da Prefeitura por aqui, com a desocupação de algumas áreas, tem gerado incertezas tanto para quem quer comprar quanto para os proprietários.&#8221;</p>
<p><strong>FONTES DE RECURSOS</strong></p>
<p>Para os bancos, a boa demanda confirma que o momento é propício para elevar as apostas nos financiamentos imobiliários. Além de ganhar diretamente com a operação de empréstimo habitacional, para os bancos é um grande negócio atuar cada vez mais no segmento. É uma forma de ter um cliente fiel por até 30 anos &#8211; prazo máximo de quitação de um financiamento &#8211; e, nesse período, vender a ele outros tantos produtos, como seguros e aplicações.</p>
<p>O principal argumento do sistema financeiro para apostar no potencial é o fato de o crédito imobiliário representar apenas 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, enquanto a média mundial é bem mais alta. No Chile, por exemplo, a participação é de 15% do PIB, lembra Luís Antonio França, diretor de crédito imobiliário do Itaú Unibanco.</p>
<p>Apesar dos planos de expansão, França garante que é importante não perder de vista a cautela. &#8220;Se a agressividade nesse negócio significa oferecer financiamentos com apenas 5%, 10% de entrada, não é o que pretendemos. Isso é risco sistêmico e pode matar o mercado, como vimos em outros países.&#8221;</p>
<p>A Caixa Econômica Federal, dona de mais de 70% dos empréstimos habitacionais no País, registrou em janeiro uma média de 2.032 financiamentos por dia. Neste mês, a média está em 3.978 contratos. O banco prevê desembolsar este ano R$ 38,5 bilhões com imóveis, 20% mais que em 2008.</p>
<p>&#8220;O mercado está muito bem. Não há porque não acreditar que esse comportamento será diferente em 2010 &#8220;, diz José Roberto Machado, diretor de Crédito Imobiliário do Santander Real. &#8220;É uma combinação de fatores que ajuda, como a queda da taxa de juros, o déficit habitacional do País e o alongamento dos prazos de financiamento.&#8221;</p>
<p>O Banco do Brasil (BB) é um dos mais novos players no financiamento imobiliário. Entrou em agosto do ano passado e não tem economizado na munição para divulgar o novo produto. Sergio Augusto Kurovski, gerente-executivo de Novos Negócios do BB, diz que as condições econômicas do País, com aumento do emprego e melhora da renda, são o que mais influencia o brasileiro atualmente a se decidir por um endividamento habitacional de longo prazo.</p>
<p>Com o apetite dos bancos e condições de financiamento muito parecidas, fica difícil ganhar participação. Para Antonio Barbosa, diretor de Crédito e Consórcio do HSBC, o segredo é o incremento do serviço. Além disso, segundo o executivo, o banco quer cada vez mais aumentar as parcerias com as construtoras e imobiliárias para oferecer o crédito direto na fonte.</p>
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		<title>Construção civil registra recorde de contratações</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/construcao-civil-registra-recorde-de-contratacoes/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 14:33:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[CAGED]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
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		<description><![CDATA[45 mil vagas foram criadas em todo o País no mês passado; o melhor resultado desde dezembro de 2000



Marcelo Rehder &#8211; O Estado SP
A construção civil abriu 45 mil postos de trabalho com carteira assinada em todo o País no mês passado. O resultado foi recorde no setor desde dezembro de 2000, e 23% maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>45 mil vagas foram criadas em todo o País no mês passado; o melhor resultado desde dezembro de 2000</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-13960" title="construção1" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/construção1.jpg" alt="construção1" width="555" height="339" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Marcelo Rehder &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>A construção civil abriu 45 mil postos de trabalho com carteira assinada em todo o País no mês passado. O resultado foi recorde no setor desde dezembro de 2000, e 23% maior que as 36,5 mil contratações feitas em julho, segundo levantamento divulgado ontem pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a FGV Projetos.</p>
<p>Com isso, a construção contabilizou 2,26 milhões de empregados formais em agosto, com aumento de 2,03% sobre o estoque do mês de julho. No ano, a alta chega a 8,44%, o que representa 176 mil novos postos de trabalho em relação a dezembro de 2008.</p>
<p>Os números, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostram que as construtoras não só recuperaram as 109 mil vagas fechadas em novembro e dezembro de 2008, auge da crise financeira mundial, como já superaram em mais de 66,9 mil postos o nível de emprego recorde apurado em outubro do ano passado.</p>
<p>O desempenho em agosto surpreendeu. &#8220;Esperávamos recuo no emprego no segundo semestre pela redução de lançamentos imobiliários no início do ano&#8221;, diz o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe. Para ele, os novos números tornam otimista a perspectiva das empresas do setor neste ano.</p>
<p>O presidente do SindusCon-SP ressalta que o saldo recorde de emprego em agosto reflete o fortalecimento de todos os segmentos da construção civil. Segundo ele, o mais aquecido é o imobiliário, graças aos incentivos do programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida e à retomada da confiança dos consumidores.</p>
<p>Além disso, acrescenta o presidente do SindusCon, as obras públicas estão sendo aceleradas pela necessidade de os governos estaduais consumirem seus orçamentos antes das eleições de 2010. &#8220;As empresas começaram a retomar projetos de expansão adiados pela crise internacional&#8221;, diz Watanabe.</p>
<p>A retomada do emprego ocorre num momento de escassez na oferta de profissionais especializados de construção civil, como pedreiros, carpinteiros e armadores.</p>
<p>A solução tem sido contratar profissionais que estão no setor informal ou trabalhadores não especializados para serem qualificados no próprio canteiro de obra, segundo o vice-presidente de Relações Capital Trabalho do Sinduscon-SP, Haruo Ishikawa.</p>
<p>O ritmo de expansão do mercado deve se acelerar nos próximos meses. Com forte atuação no setor imobiliário, o escritório Mello, Dalbus e Rached Advogados cuida atualmente de projetos que devem se transformar em lançamentos com valor de vendas da ordem R$ 1 bilhão. No primeiro semestre, passaram pelo escritórios projetos com valor de venda em torno de R$ 300 milhões.</p>
<p>&#8220;É um indicador que há muitas coisas acontecendo no mercado&#8221;, diz Rodrigo Mello, sócio do escritório.</p>
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		<title>Otimismo entre as construtoras</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/otimismo-entre-as-construtoras/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 16:20:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[40ª Sondagem Nacional da Indústria da Construção]]></category>
		<category><![CDATA[CBIC. empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Habitação]]></category>
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		<description><![CDATA[ Pesquisa feita trimestralmente é uma espécie de termômetro do setor
Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP
O otimismo em relação ao desempenho das empresas e da economia brasileira voltou a predominar entre os empresários da construção civil no mês passado, depois do susto provocado pela crise financeira internacional. A 40ª Sondagem Nacional da Indústria da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://www.obra24horas.com.br/FCKeditor/imagens/Image/13.04.2009.jpg" alt="http://www.obra24horas.com.br/FCKeditor/imagens/Image/13.04.2009.jpg" align="left" /><strong>Pesquisa feita trimestralmente é uma espécie de termômetro do setor</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP</p>
<p>O otimismo em relação ao desempenho das empresas e da economia brasileira voltou a predominar entre os empresários da construção civil no mês passado, depois do susto provocado pela crise financeira internacional. A 40ª Sondagem Nacional da Indústria da Construção revela que aumentou em 43,1%, de maio para agosto, a percepção favorável dos empresários do setor sobre o crescimento econômico do País este ano, além de indicar maior otimismo das empresas em relação ao seu desempenho atual e nos próximos meses.</p>
<p>Também houve redução de 18,2% no nível de dificuldades financeiras enfrentadas pelas companhias, ante maio.</p>
<p>A pesquisa, de âmbito nacional e feita trimestralmente pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e pela FGV Projetos, com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), é uma espécie de termômetro do setor.</p>
<p>&#8220;A perspectiva mudou e as empresas de construção civil, tanto voltadas para obras públicas como privadas, estão mais otimistas&#8221;, afirma o presidente do Sinduscon-SP, Sergio Watanabe. A síntese dessa mudança, segundo ele, está estampada no aumento significativo das expectativas de crescimento da economia.&#8221;Também as dificuldades financeiras diminuíram para as construtoras e elas estão menos pressionadas.&#8221;</p>
<p>Watanabe lembra que o setor sentiu o baque da crise em novembro e dezembro do ano passado. Depois, evoluiu em ritmo mais lento no primeiro trimestre, puxado por projetos que já estavam em andamento. Em abril, com o lançamento do programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida, o ânimo melhorou, não apenas para as construtoras voltadas para a baixa renda, mas também para as que atuam nos nichos mais abastados.</p>
<p>A pesquisa consolida o otimismo esboçado na sondagem anterior. Segundo o presidente do Sinduscon-SP, o maior otimismo entre os empresários do setor foi impulsionado pelo aumento de obras públicas, especialmente estaduais, por causa do ano pré-eleitoral, assim como obras privadas industriais e comerciais. &#8220;Esse é um sinal de que o investimento começa a voltar.&#8221; Ele conta que, desde o fim do segundo trimestre, houve um aumento de solicitações de orçamentos para erguer empreendimentos comerciais e industriais.</p>
<p>Além do cenário favorável para ritmo da construção, a pesquisa revela um quadro desfavorável para os custos. Apesar de os preços dos insumos estarem em queda, os empresários estão preocupados com a alta do custo da mão de obra, do servente de pedreiro ao engenheiro.</p>
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		<title>Editorial do JT defende Plano Diretor contra &#8220;revisão&#8221; de Kassab</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 15:06:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Clique na imagem para ampliar e ler o editorial do JT

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			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>Clique na imagem para ampliar e ler o editorial do JT</strong></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/08/jt_planodiretor.jpg" title="jt_planodiretor.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/08/jt_planodiretor.jpg" alt="jt_planodiretor.jpg" height="289" width="555" /></a></div>
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		<title>&#8221;Construção no Brasil vai crescer por 10, 20 anos&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 16:02:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sócio do bilionário Sam Zell diz que seu grupo deve entrar ainda este ano em financiamento de imóveis no País

Leandro Modé e Marianna Aragão &#8211; O Estado SP


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Nos últimos meses, o Brasil passou a ocupar a maior parte da agenda do executivo americano Gary Garrabrant. Com negócios em dez países, é para o País que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">Sócio do bilionário Sam Zell diz que seu grupo deve entrar ainda este ano em financiamento de imóveis no País</div>
<div class="grupoC2">
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Leandro Modé e Marianna Aragão &#8211; O Estado SP</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p><img src="http://kellogg.nd.edu/about/images/garrabrant.gif" alt="Gary Garrabrant" class="left" width="150" align="left" height="200" />Nos últimos meses, o Brasil passou a ocupar a maior parte da agenda do executivo americano Gary Garrabrant. Com negócios em dez países, é para o País que sua empresa de investimentos imobiliários Equity International, fundada ao lado do bilionário Sam Zell, está voltando suas forças. Além de deter participações em companhias como Gafisa, BRMalls e Bracor, o fundo comprou em março 4,86% das ações da Tenda. Agora, anuncia planos de expandir sua atuação no setor, com a criação de uma empresa de financiamento imobiliário. A ideia é aproveitar o possível &#8220;boom&#8221; do crédito imobiliário no País, com a queda da taxa básica de juros (Selic) e do crescimento da demanda por imóveis populares. Segundo Garrabrant, que desde 2006 é também o presidente do conselho de administração da Gafisa, as conversas com parceiros locais estão em andamento, e o anúncio do novo empreendimento pode ocorrer ainda este ano. &#8220;A oportunidade é imensa nessa área&#8221;, diz. A seguir, leia os principais trechos da entrevista concedida pelo executivo:</p>
<p><strong>O que tem levado sua empresa a investir no Brasil?</strong></p>
<p>Estamos entusiasmados com o Brasil por muitas razões. A escala do País, o tamanho da população, a juventude da população, o crescimento da classe média são algumas delas. No setor imobiliário, o Brasil é uma das estrelas. Pode haver 10 ou 20 anos de crescimento. Estou bastante animado com as possibilidades no setor de construção, porque a demanda é enorme, a população é jovem, as pessoas entendem a importância de ter sua própria casa, e isso impulsiona outros setores, como o varejo. Também estamos pensando em negócios financeiros, que estão conectados ao segmento habitacional. Há muito a fazer.</p>
<p><strong>O programa Minha Casa, Minha Vida tem mexido com o setor. Qual sua avaliação sobre o projeto?</strong></p>
<p>Estamos muito otimistas sobre o programa. Há o início de um esforço de organização. O governo brasileiro manteve a Caixa Econômica Federal operando por muito tempo sem a devida compreensão sobre a distribuição das hipotecas. Acredito que o programa representa uma forte demonstração de realizar essa distribuição em escala. Com esse compromisso, o programa do governo pode funcionar.</p>
<p><strong>O programa já está andando?</strong></p>
<p>Sim, está andando bem e estamos otimistas com ele. Acredito também que vai haver muito interesse dos bancos comerciais nesse setor. As pessoas pensam que habitação popular é assunto apenas do governo, mas isso não é verdade. As ramificações vão muito além. Do lado dos bancos, é um bom negócio. A hipoteca acaba levando a outros produtos.</p>
<p><strong>A Equity International também está interessada nessa área?</strong></p>
<p>É uma de nossas melhoras ideias. A oportunidade é imensa na área de financiamento imobiliário, seja comercial ou residencial. O segmento comercial tem tido um desenvolvimento muito lento no Brasil, em boa parte por causa das condições políticas do País, que levou as pessoas a evitar assumir riscos. Os proprietários de imóveis como hotéis, escritórios e shopping centers focaram suas finanças no curto prazo, e muito raramente no longo prazo. Acredito que vai ocorrer uma ruptura e as pessoas vão reconhecer o valor a longo prazo desses empreendimentos. Nossa ideia é capitalizar esse momento, de uma forma organizada e em escala.</p>
<p><strong>É um projeto para este ano ainda?</strong></p>
<p>Tenho esperança que sim. Mas é prematuro dizer. Temos de achar o parceiro certo. Estamos conversando com os melhores da área financeira. Do nosso lado, levamos o dinheiro e expertise, principalmente no setor imobiliário.</p>
<p><strong>Que outros setores vocês tem olhado, além do imobiliário residencial?</strong></p>
<p>É um momento interessante para se estar na área de varejo. Os shoppings são um importante elemento do estilo de vida do brasileiro. As pessoas se encontram ali, tomam café, passeiam, jantam. Então, acho que há uma grande oportunidade de profissionalização nos imóveis para o varejo. Outra área que deve crescer são os imóveis para grandes redes varejistas e supermercados.</p>
<p><strong>Há empresas dessa área sendo avaliadas?</strong></p>
<p>Estamos sempre olhando. O setor de varejo tem grandes oportunidades no Brasil. E é um setor novo. Há poucos players, a maior parte de propriedade de indivíduos ou famílias. Vimos isso nos EUA também. Nos anos 70 e 80, havia grandes personalidades no setor de varejo. Com o tempo, isso deu lugar a uma maior profissionalização.</p>
<p><strong>O Brasil tem sido apontado como o país emergente mais promissor. Isso ocorre por causa da crise ou o País é uma boa oportunidade por suas próprias características?</strong></p>
<p>Temos dito há algum tempo que o Brasil é nosso país número um para investimentos. Chegamos a essa conclusão antes da crise. Apesar das peculiaridades de cada setor, há características aqui relacionadas às pessoas. Temos encontrado aqui pessoas apaixonadas, empreendedoras, inteligentes. É um bom lugar para se estar.</p>
<p><strong>O início da crise financeira ocorreu nos Estados Unidos, com o estouro da bolha do subprime. No Brasil, estamos vivendo o que pode ser o primeiro passo de um boom no financiamento imobiliário. O que pode ser feito aqui para evitar que o mesmo problema ocorra aqui?</strong></p>
<p>Os Estados Unidos, nos últimos 25 anos, adotaram uma cultura de negócios dependente desse capital. A tecnologia criada pelos bancos de investimentos e outros competidores dessa área era, de certa forma, boa demais. Eles eram talentosos demais. E, como resultado, muitos países, liderados pelos EUA, tiveram acesso a esse capital de uma maneira maior do que era necessário. No Brasil, há um longo caminho a percorrer, pois é pequena a parcela da população com casa própria. Outro ponto positivo é que o País sobreviveu a múltiplas crises ao longo de décadas. Com isso, há prudência no &#8220;DNA&#8221; do Brasil. Minha preocupação é, sim, com o capital especulativo. Somos cuidadosos em como investir. Mas muitas pessoas não.</p>
<p><strong>Antes da crise, o setor imobiliário brasileiro viveu uma avalanche de IPOs e lançamentos. Quais foram as consequências dessa euforia?</strong></p>
<p>Muitas das empresas que fizeram IPO têm apresentado números ruins. Elas não foram capazes de preencher suas responsabilidades, não administraram bem as expectativas. Essas companhias pensaram que o IPO era o fim, mas ele é o começo da jornada. A Tenda é um exemplo. Se tornou pública, e não teve um bom desempenho. A Abyara é outro exemplo.</p>
<p><strong>O que a Tenda tem feito para reparar isso?</strong></p>
<p>O que fizemos foi mudar completamente a direção da empresa. Aplicamos a disciplina da Gafisa em várias áreas, como engenharia, construção, gerência de projetos. A reunião do conselho (de administração) da Tenda hoje é como se fosse a da Gafisa. É isso é positivo, porque há um bom casamento ali.</p>
<p><strong>Quem é: Gary Garrabrant </strong></p>
<p>É presidente e um dos fundadores da Equity International, empresa de investimentos imobiliários que tem operações em 10 países</p>
<p>No Brasil, ele preside o Conselho de Administração da construtora Gafisa</p>
<p>Seu sócio na Equity International é o megainvestidor Sam Zell, um dos homens mais ricos do mundo</p></div>
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		<title>Baixa renda puxa retomada da construção civil</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 15:54:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
TONI SCIARRETTA &#8211; FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
Afetadas pela crise de crédito no final do ano passado, as empresas de construção civil voltaram a registrar crescimento nas vendas de imóveis novos e a computar lucros consideráveis no segundo trimestre de 2009.
Segundo levantamento da consultoria Economática, o setor teve lucro líquido de R$ 577 milhões no segundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/08/baixa-renda-puxa-retomada-da-construcao-civil/12817/" rel="attachment wp-att-12817" title="construcao_casas.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/08/construcao_casas.jpg" alt="construcao_casas.jpg" align="left" /></a></p>
<p style="background-color: #ffff99">TONI SCIARRETTA &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Afetadas pela crise de crédito no final do ano passado, as empresas de construção civil voltaram a registrar crescimento nas vendas de imóveis novos e a computar lucros consideráveis no segundo trimestre de 2009.<br />
Segundo levantamento da consultoria Economática, o setor teve lucro líquido de R$ 577 milhões no segundo trimestre, resultado 3% superior aos R$ 561 milhões do mesmo período do ano passado, ainda antes da crise e em plena expansão no setor. O estudo considerou os resultados financeiros de 16 empresas com ações na Bolsa.<br />
Impulsionado por programas do governo federal como o &#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221;, o aumento nas receitas do setor veio principalmente do segmento de baixa renda, o primeiro a se recuperar ainda no início do ano.<br />
Para a corretora Brascan, as construtoras focadas na baixa renda foram as que tiveram melhor desempenho financeiro no segundo trimestre. Líder na baixa renda, a Tenda teve alta de 32% no lucro líquido, bastante acima da média de 3% do setor, na comparação com o segundo trimestre de 2008. Mas a margem de ganho líquida da empresa caiu de 9,6% para 9%, nessa comparação.<br />
Segundo Cassio Audi, diretor financeiro da construtora Rossi, as vendas de imóveis de média e alta rendas também mostram sinais de recuperação, mas isso só aconteceu em meados do segundo trimestre. A construtora teve lucro líquido de R$ 51,2 milhões, resultado estável em relação ao mesmo período de 2008 e 79% maior do que no primeiro trimestre.&#8221;Tivemos um desempenho bastante forte no segmento de baixa renda, principalmente depois do anúncio do plano do governo&#8221;, disse Audi.<br />
No levantamento da Economática, as receitas das construtoras saltaram 35,8% -passaram de R$ 3,122 bilhões para R$ 4,239 bilhões do segundo trimestre do ano passado para o mesmo período deste ano.<br />
Apesar desse forte aumento das receitas, o setor viu encolher suas margens de ganhos operacionais. O estudo mostra que houve redução dessas margens de 22,7% para 18,7%, do segundo trimestre de 2008 para o mesmo trimestre de 2009.<br />
Para os próximos meses, a Brascan espera melhora nas margens, com acomodação dos incentivos do governo para baixa renda e recuperação maior das vendas na alta e média rendas. &#8220;Melhores margens deverão ser apresentadas. As quedas nas taxas de juros, aliadas a uma maior confiança por parte de compradores, deverão fazer com que o segmento volte a performar em níveis elevados como vistos no pré-crise.&#8221;</p>
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		<title>Grupo Camargo Corrêa aposta em infraestrutura para crescer 22% ao ano até 2013</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 14:10:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Vitor Hallack: presidente do Conselho de Administração do Grupo Camargo Corrêa; executivo diz que fim da crise vai gerar negócios na construção pesada e com concessões de serviços públicos

&#160;
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O Estado SP
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Presidente do Conselho de Administração do grupo Camargo Corrêa desde 2006, Vitor Hallack, 56 anos, foi professor de cursinho pré-vestibular e vendedor de material de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<h3><strong><br />
</strong></h3>
<p><strong><font size="4">Vitor Hallack: presidente do Conselho de Administração do Grupo Camargo Corrêa; executivo diz que fim da crise vai gerar negócios na construção pesada e com concessões de serviços públicos</font></strong></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false">O Estado SP</span></p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto">&nbsp;</p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>Presidente do Conselho de Administração do grupo Camargo Corrêa desde 2006, Vitor Hallack, 56 anos, foi professor de cursinho pré-vestibular e vendedor de material de escritório. Formado em direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora, com mestrado em administração de empresas nos Estados Unidos, ele foi longe na carreira. Antes de chegar à Camargo, esteve no primeiro time de executivos da Vale, ainda na fase de empresa estatal, do grupo Bozano Simonsen e da Embraer.</p>
<p>Como bom mineiro de Juiz de Fora, Hallack torce para um clube de futebol do Rio de Janeiro &#8211; o Fluminense. Sem motivos para empolgação no esporte, Hallack, junto aos donos do grupo, anunciou planos de investir cerca de R$ 27 bilhões até 2013. Nesta entrevista, ele explica como a Camargo pretende buscar os recursos para bancar os projetos para os próximos quatro anos e meio.</p>
<p><strong>Tivemos a informação de que a Camargo vai colocar à venda as participações acionárias que tem na Itaúsa, na Alcoa e na Tavex. O senhor confirma?</strong></p>
<p>O grupo planeja investir cerca de R$ 27 bilhões até 2013. Disso, imaginamos que R$ 12 bilhões a R$ 13 bilhões serão dívida e mais ou menos R$ 6 bilhões de geração própria. Faltam de R$ 8,5 bilhões a R$ 10 bilhões. Virão de onde? A gente vai ter que buscar no mercado de capitais ou transformar ativos em dinheiro. Aí é que entra a desmobilização.</p>
<p><strong>Quais ativos? Itaúsa, Alcoa&#8230;</strong></p>
<p>Não vou comentar especificamente A, B ou C. Agora, quando você olha nossos negócios, Itaúsa ou Alcoa são ativos que não entram nas categorias de negócios principais, consolidados ou em desenvolvimento. Logo, são reservas de valor, são ativos que têm liquidez, é como se fosse caixa.</p>
<p><strong>O senhor poderia dizer quanto valem essas participações?</strong></p>
<p>Prefiro não dizer. A determinação de vender ou não um ativo ou é muito em função do momento, da oportunidade de investir e do preço dele.</p>
<p><strong>Que empresas do grupo poderiam abrir o capital?</strong></p>
<p>Quando falamos de mercado de capitais, já estamos presentes através da CCR (empresa que administra concessões rodoviárias), Usiminas, CPFL (distribuidora de energia) e a CCDI (incorporadora de imóveis).</p>
<p><strong>Isso significa que a captação vai ocorrer através dessas empresas que já estão na bolsa?</strong></p>
<p>Dessas e de outras que a gente tenha no portfólio. Poderemos considerar a abertura de capital de outras empresas, no tempo devido. A CCDI era empresa de capital fechado.</p>
<p><strong>Como pretendem aplicar os R$ 27 bilhões?</strong></p>
<p>Mais ou menos assim: R$ 11bilhões no setor de energia, R$ 7 bilhões em cimento, R$ 2 bilhões em siderurgia, outros R$ 2 bilhões em construção, R$ 1,8 bilhão nas concessões rodoviárias e R$ 1,4 bilhão na empresa de operação de aeroportos. O restante será pulverizado.</p>
<p><strong>O grupo planejou atingir um faturamento de R$ 40 bilhões em 2013. Isso é mais que o dobro dos R$ 15,4 bilhões do ano passado. Não é uma meta muito ambiciosa?</strong></p>
<p>Para chegar nisso o grupo terá de crescer a uma média anual de 22%. Para nós, esse é um número confortável, se se confirmar a recuperação econômica. Nos últimos 5 anos, essa foi a nossa média de crescimento, apesar do nosso conservadorismo em termos de endividamento. Essa é, portanto, a nossa velocidade de cruzeiro. Se a economia crescer mais, poderemos ir além.</p>
<p><strong>Vocês estão apostando num crescimento vigoroso da economia. Ainda não é certo que a crise já passou &#8230; </strong></p>
<p>O Brasil teve a felicidade de dominar a inflação. Ela inibe o crescimento, prejudica a distribuição da renda. Lógico que ainda tem espaço para melhorar, mas estamos em níveis que permitem às empresas um planejamento mais confiável. E possibilitou uma outra mudança importante, que foi a redução dos juros. Isso também funciona como um estímulo à economia. O Brasil será um dos primeiros a sair da crise. Na nova onda de crescimento, para o País capturar as novas oportunidades que o mundo propiciará, será preciso superar os gargalos da infraestrutura. E isso tem tudo a ver com o posicionamento da Camargo. Estamos há 70 anos na construção de infraestrutura e mais recentemente entramos na operação de rodovias, aeroportos, distribuição de energia.</p>
<p><strong>Vão investir no exterior?</strong></p>
<p>Também consideramos. Quando falamos em cimento, energia, construção, tudo isso contempla o mercado internacional. Seguindo a nossa geografia, a lógica dos nossos negócios, que é a geografia da América do Sul e África.</p>
<p><strong>É verdade que o senhor foi professor de cursinho?</strong></p>
<p>Já dei aula, durante a universidade. Era para me manter, eu estudei em universidade pública. Se você olhar minha carteira de trabalho vai ver que já fui vendedor de material de escritório, dei aula, estagiei em escritório de advocacia, trabalhei na Vale durante muitos anos&#8230;</p></div>
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		<item>
		<title>Financiamento de imóvel cresce 29%</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/08/financiamento-de-imovel-cresce-29/</link>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 13:19:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ No primeiro semestre, o total de recursos da caderneta usado no financiamento de moradias atingiu R$ 8 bilhões

Chiara Quintão &#8211; O Estado SP
O financiamento da casa própria com dinheiro da poupança cresceu 29% no primeiro semestre, ante igual período do ano passado, informou ontem a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>No primeiro semestre, o total de recursos da caderneta usado no financiamento de moradias atingiu R$ 8 bilhões</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.dicadecompras.com/blog/wp-content/uploads/2009/01/casa_propria.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.dicadecompras.com/blog/wp-content/uploads/2009/01/casa_propria.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Chiara Quintão &#8211; O Estado SP</p>
<p>O financiamento da casa própria com dinheiro da poupança cresceu 29% no primeiro semestre, ante igual período do ano passado, informou ontem a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Os empréstimos somaram R$ 8 bilhões no período. O número de unidades financiadas caiu 2,57%, para 125,136 mil.</p>
<p>O financiamento de construções caiu 24% ante o primeiro semestre de 2008, quando a economia ainda não havia sido afetada pela crise mundial, e somaram R$ 5,6 bilhões. No total, os empréstimos para o setor com recursos da poupança somaram R$ 13,605 bilhões, um crescimento de 5% ante 2008.</p>
<p>Em junho, foram financiados R$ 2,976 bilhões com recursos da poupança, uma queda de 6,78% em relação a junho de 2008 e aumento de 24,7% ante maio. Conforme a Abecip, foi o melhor resultado mensal de 2009. Em junho, foram financiadas 25.840 unidades, 20,6% menos que no mesmo mês de 2008 e aumento de 24,1% ante maio.</p>
<p>Segundo o presidente da Abecip, Luiz Antonio França, o crédito imobiliário com recursos da poupança deve somar no mínimo R$ 30 bilhões este ano. A projeção representa estabilidade em relação aos R$ 30,032 bilhões do ano passado.</p>
<p>&#8220;Nossa expectativa é conservadora&#8221;, disse França, acrescentando que a perspectiva é que os financiamentos no segundo semestre fiquem perto dos R$ 17 bilhões da segunda metade de 2008. O número de unidades financiadas deve superar 300 mil, ante 299.685 no ano passado.</p>
<p>Segundo ele, a estimativa para 2009 só está sendo divulgada agora porque &#8220;no primeiro semestre era muito difícil fazer projeções&#8221;. França disse que, se incluídos os R$ 15 bilhões previstos no orçamento do FGTS, o crédito imobiliário chegará a R$ 45 bilhões este ano. Em 2008, incluindo R$ 10 bilhões do FGTS, foram concedidos R$ 40 bilhões em financiamento imobiliário.<br />
<strong><br />
INADIMPLÊNCIA</strong></p>
<p>Não se pode afirmar que está havendo migração das aplicações de renda fixa para a poupança, principal fonte de recursos do crédito imobiliário, disse França. Segundo ele, até julho, enquanto o saldo de poupança cresceu 7,4%, os fundos cresceram 15,5%, os CDBs, 4%, e os depósitos à vista caíram 13,1%.</p>
<p>Em julho, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) respondia por 11% das captações, enquanto os fundos detinham 57%, os CDBs, 24%, depósitos à vista, 5%, e poupança rural, 3%. Para efeito de comparação, França citou que em dezembro de 2007 a participação do SBPE era a mesma de hoje e, em dezembro de 2000, de 18%.</p>
<p>França informou ainda que a inadimplência do SBPE, medida pelo porcentual de mutuários com mais de três prestações em atraso nos contratos firmados após 1998, era de 2,96% em junho, ante 3,07% no ano passado e 12,02% em 2000. Considerando somente os contratos com alienação fiduciária, a taxa cai para 1,19% em junho deste ano.</p>
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		<title>Burocracia agrava déficit habitacional</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 12:58:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Fila na Cohab (SP)
Governos não conseguem tocar projetos e liberar recursos

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Edna Simão &#8211; O Estado SP
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Não é falta de programas e o orçamento escasso que impedem uma redução mais significativa do déficit habitacional, que chega a sete milhões de moradias no Brasil. Programas e dinheiro, mesmo que insuficientes, existem. O problema é que os governos [...]]]></description>
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<em><font size="1">Fila na Cohab (SP)</font></em></div>
<p><font size="4"><strong>Governos não conseguem tocar projetos e liberar recursos</strong></font></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Edna Simão &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
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<p>Não é falta de programas e o orçamento escasso que impedem uma redução mais significativa do déficit habitacional, que chega a sete milhões de moradias no Brasil. Programas e dinheiro, mesmo que insuficientes, existem. O problema é que os governos federal, estadual e municipal não conseguem fugir da burocracia &#8211; como falta de terrenos e de projetos &#8211; para liberar com maior agilidade os recursos disponíveis.</p>
<p>Para contornar a situação, o presidente Lula lançou, recentemente, o programa &#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221;, que além de estimular a economia em um ano de crise, poderá render votos à potencial candidata a presidência da República em 2010, Dilma Rousseff. A ideia é construir um milhão de casas e o subsídio do governo vai variar conforme a renda.</p>
<p>Atualmente, quatro fundos financiam a habitação para a baixa renda. São eles: Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e o Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). Levantamento do Estado mostra que o FNHIS e FAR fecharam 2008 sem liberar grande parte do orçamento previsto &#8211; o que se mantém neste ano. Por outro lado, o FGTS funciona a todo o vapor porque é o mutuário quem solicita a liberação de recursos.</p>
<p>No FNHIS, o orçamento para 2007 e 2008 era de R$ 1,952 bilhão, porém, apenas R$ 405,477 milhões foram contratados. No Programa de Arrendamento Residencial (PAR), que é financiado pelo FAR, de R$ 1 bilhão previstos no orçamento deste ano, apenas R$ 300 milhões foram liberados.</p>
<p>A secretária nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, afirmou que o PAR terá de passar por reformulações para deslanchar. Parte dos recursos será direcionado ao &#8220;Minha Casa&#8221;, que opera de maneira parecida. &#8220;Talvez tenhamos que focar o PAR na recuperação dos grandes centros?, explicou Inês.</p>
<p>Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, o funcionamento de programas como o FNHIS esbarra na burocracia dos governos. Na avaliação dele, o grande mérito do &#8220;Minha Casa&#8221; é a dependência de 100% do setor privado. &#8220;Mas os outros programas continuarão sendo tocados&#8221;, disse.</p>
<p>Segundo a professora da universidade FAAP, Luiza Rodrigues, em todo o mundo os programas habitacionais para a baixa renda dependem de subsídios. O problema no Brasil é que os programas se confundem. &#8220;É preciso ter um foco na política habitacional&#8221;, destacou a professora, especialista em habitação.</p>
<p>MORADIA DIGNA</p>
<p>Apesar de o governo destacar que o &#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221; é uma proposta de longo prazo, a Câmara de Deputados instala hoje uma comissão especial para avaliar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Moradia Digna, que propõe a vinculação da arrecadação de impostos da União, estados e municípios para financiar os programas de habitação de baixa renda por, pelo menos, 30 anos.</p>
<p>Pela proposta, a União deve destinar 2% de sua arrecadação, deduzidas os repasses feitos aos estados e municípios, para financiar a moradia da baixa renda. Já os governos estaduais e municipais entrariam com 1% da arrecadação.</p>
<p>Segundo o autor da PEC, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), essa é uma forma de garantir, independentemente do partido que estiver no poder, os recursos para habitação à baixa renda. A expectativa é de que a PEC seja aprovada ainda neste ano e passe a valer no orçamento de 2011. &#8220;Queremos que o Brasil tenha uma política permanente para financiar a habitação&#8221;, afirmou. Para o deputado, apesar dos vários programas existentes para financiar a casa própria para a população de baixa renda, os recursos são insuficientes para sustentar a queda do déficit habitacional ao longo dos anos.</p>
<p><strong>NÚMEROS</strong></p>
<p>R$ 1,952 bilhão foi o orçamento do FNHIS para 2007 e 2008</p>
<p>R$ 405 milhões foi o total contratado do FNHIS de 2007 a 2008</p>
<p>R$ 1 bilhão é o total previsto no orçamento do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) para o ano</p>
<p>R$ 300 milhões foram liberados pelo PAR este ano</p>
<p>2% é quanto a União deverá destinar de sua arrecadação a programas habitacionais pela PEC</p></div>
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