04/02/2009 - 15:38h Governo vai distribuir gel para uso íntimo

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Governo gasta R$ 1,1 mi em gel para reduzir risco de contaminação da Aids por sexo anal

O Globo

RIO – O Ministério da Saúde adiquiriu no final do ano passado 15 milhões de sachês de gel lubrificante. O produto é indicado para ser usado nas relações anais por grupos mais vulneráveis à infecções de HIV, como homossexuais, travestis e profissionais do sexo. O lote foi comprado por R$ 1,160 milhão, segundo revela matéria de Evandro Éboli publicada na edição desta quarta-feira do jornal O Globo.

O gel começou a ser comprado pelo Programa Nacional de Aids em caráter experimental em 2001. No final do ano, passado o ministério decidiu ampliar a distribuição do produto, que torna mais seguro o uso da camisinha na relação anal e evita o rompimento do preservativo. Caso a camisinha fure, o gel ajuda a evitar contaminação.

O gel é distribuído nos postos de saúde também para mulheres que estão na menopausa, geralmente com idade superior a 45 anos. Nessa fase, elas perdem a lubrificação natural da vagina. O sachê é distribuído junto com preservativos masculinos e femininos. Segundo Brito, a demanda nacional é de 30 milhões de unidades, o dobro do lote que está sendo comprado neste momento.

- O gel lubrificante atua como um coajuvante facilitador da proteção nas relações anais. A aceitação foi muito positiva e a vantagem é que, ao longo dos anos, o preço da unidade caiu muito – conta Ivo Brito.

Leia a reportagem completa no Globo Digital (somente para assinantes)

03/10/2008 - 11:17h Crédito e commodity são risco para AL, diz revista

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Leandro Modé – O Estado de São Paulo

A despeito das mudanças econômicas promovidas nos principais países da região nos últimos anos, a América Latina ainda é mais dependente dos Estados Unidos do que muitos supõem. A avaliação é da revista britânica The Economist, que publicou ontem, em seu site, uma reportagem sobre o impacto da crise dos EUA nas Américas do Sul e Central.

Segundo a revista, uma prova de que os laços ainda são muito próximos foi a forte queda do Índice Bovespa na última segunda-feira, quando a Câmara dos Representantes rejeitou o pacote de socorro do sistema financeiro apresentado pelo governo Bush. Enquanto o Índice Dow Jones perdeu 7% naquele dia, o principal termômetro da bolsa paulista caiu 9%.

Ainda assim, a Economist reconhece que alguns países da região – notadamente Brasil, México, Colômbia e Peru – estão mais bem preparados para enfrentar a crise.

No caso brasileiro, a revista destaca a solidez do sistema bancário, em parte pelo fato de que as instituições financeiras do País não estavam expostas aos papéis lastreados em hipotecas subprime. A outra razão é que os bancos brasileiros “não são dependentes do crédito estrangeiro”.

Crédito, aliás, é um dos dois vetores de contaminação da região. “Particularmente para os exportadores”, diz o texto. “Se (a restrição) se prolongar, os bancos vão se voltar aos clientes domésticos, deixando menos crédito para o resto.”

O outro vetor de preocupação diz respeito aos preços das commodities, uma vez que praticamente todos os países da região se beneficiaram das altas desses produtos. Alguns, para a Economist, sofreriam mais: Venezuela, Argentina e Equador.

“O Brasil, maior economia latino-americana, parece melhor posicionado. Mas as commodities respondem por 50% das exportações, deixando-o, também, vulnerável a uma queda nos preços.”

16/09/2008 - 17:03h Comportamento de alto risco


Pesquisa revela que Brasil têm alta taxa de doenças sexualmente transmissíveis

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Evandro Éboli – O Globo

Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em seis capitais brasileiras revela que 42% das 3.303 gestantes examinadas, entre 2004 a 2007, eram portadoras de pelo menos uma doença sexualmente transmissível (DST). A contaminação por HPV, um tipo de lesão genital, foi a que teve maior registro. Segundo o Ministério da Saúde, esta doença não causa riscos para o bebê se a mulher não apresentar verrugas e lesão. Mas, do total de grávidas examinadas, 13,5% adquiriram doenças mais graves como gonorréia, clamídia e sífilis, que podem provocar morte do feto, má-formação óssea, cegueira e levar ao parto prematuro. Esses dados são os que mais preocupam autoridades do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids do governo.

— São dados que chamam a atenção porque são doenças que causam mais danos ao binômio mãe-bebê. São problemas que têm diagnóstico, tratamento e cura, mesmo adquiridos na gravidez — disse o coordenador da unidade de DST do Programa DST-Aids do Ministério da Saúde, Valdir Pinto.
Segundo o coordenador, são doenças cujo tratamento está disponível na rede pública de saúde e os medicamentos usados são de custo muito baixo, com preços que variam de R$ 0,39 a R$ 5.
Pinto destaca ainda que quase metade das grávidas pesquisadas (49,2%) nunca usa preservativo com parceiro fixo. Para o coordenador, a camisinha deve ser usada sempre, independentemente de se ter parceiro fixo ou eventual.

— Não se pode garantir que o parceiro fixo não transmite doença. É um tema delicado para ser abordado, mas o governo não pode impor. Os homens e mulheres é que devem decidir se vão adotar métodos seguros. É o livre-arbítrio.
A pesquisa também ouviu 2.814 homens trabalhadores de pequenas indústrias, grupo que apresentou o menor índice de ocorrência de doenças sexualmente transmissíveis: apenas 5,2%. Quase a totalidade desses entrevistados (95,5%) respondeu que faz sexo apenas com mulheres. Apenas 1,5% afirmou ter relações homossexuais.

Mulheres se protegem mais que os homens

O terceiro grupo abordado na pesquisa foi o de homens e mulheres atendidos em serviços de saúde especializados em DSTs. Dos 3.210 pesquisados, 51% apresentaram algum tipo de infecção. A mais comum foi o HPV, doença diagnosticada em 32,6%. O HPV é uma lesão conhecida como crista de galo e aparece em forma de uma verruga no colo do útero, e também no pênis e no ânus. A sua transmissão pode ocorrer também por sexo oral ou por contaminação por meio de toalha, roupa íntima, vaso sanitário ou banheira, por exemplo.
Em relação ao comportamento sexual dos brasileiros, as mulheres aparecem como mais cuidadosas: 47,3% delas responderam usar sempre camisinha com parceiros eventuais; 35% dos homens afirmaram usar preservativo.
Esse estudo é considerado o de maior porte realizado pelo governo federal nessa área da saúde. A pesquisa conclui ainda que a chance de desenvolver as doenças sexuais é maior em pessoas com menos de 20 anos.
Os jovens e adolescentes formam o grupo que menos se relaciona com parceiros fixos, uma das razões de estarem vulneráveis às DSTs. Outros fatores que contribuem para o aumento do risco são o não uso do preservativo, coito anal e as drogas injetáveis.
A pesquisa foi realizada em Manaus, Fortaleza, Goiânia, no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Valdir afirmou que as regiões escolhidas apresentam características socioeconômicas e demográficas diferentes.

— Mas os resultados demonstraram que não há diferença de percentuais das doenças.
O índice de grávidas infectadas por essa doença sexual em regiões como Norte e Nordeste é igual ao do Sudeste — disse o coordenador do programa.

26/06/2008 - 19:52h Que culpa tem o tomate?

Fruta pode ‘sugar’ a salmonela

Mudança de temperatura em lavagem com água fria gera contaminação

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JB Online

Se antes de ser entregue ao supermercado um tomate que passou certo tempo sob o sol escaldante for mergulhado logo em seguida em água fria, ele poderá ser contaminado. A mudança brusca de temperatura pode fazer o tomate literalmente sugar a água através de sua casca. Se, por acaso, esta estiver contaminada com a bactéria salmonela, ela se alojará dentro da fruta e poderá ainda ter tempo para se reproduzir até que a fruta seja consumida. Isto não significa que as pessoas não devam mais lavar os tomates, mas não deveriam fazê-lo usando água gelada.

Enquanto o FDA, agência americana que controla drogas e alimentos, investiga o porque do novo “boom” de casos de contaminação por salmonela presente nos tomates, o exemplo da água gelada mostra que os riscos de contaminação não estão apenas nas fazendas que produzem a fruta.

Vilões

Frutas e vegetais crus são cruciais para uma dieta saudável. Mas também são vistos como réus em uma lista crescente de alimentos que podem ser fontes de contaminação. A nova “epidemia” de salmonela é a 14ª dos EUA, desde 1990.

A prevenção de novos casos depende do conhecimento a respeito de como a salmonela penetra nos tomates, que pareciam ser frutas muito bem protegidas por suas cascas. Há muitos temas em comum a respeito da produção de frutas contaminadas com salmonela – bactérias que vivem nos tratos intestinais de humanos e diversos animais. Fontes de água, trabalhadores sem higiene ou a presença de animais domésticos perto dos campos de produção podem explicar alguns casos de contaminação.

Lavar as frutas em água corrente é um hábito consagrado entre os consumidores.

– Sabemos que, desta forma, podemos eliminar também boa parte da própria salmonela, mas não toda – diz o microbiologista Robert Williams – que acompanhou cientistas da FDA por fazendas da Virgínia, nos EUA.

Suspeita

A água, normalmente, é uma das primeiras suspeitas de contaminação pela bactéria, pois as porções usadas para irrigar a plantação, diluir os pesticidas e lavar os equipamentos que participam da produção e lavar as mãos dos agricultores podem não estar completamente livres de contaminação.

Para se protegerem da salmonela e fazer com que ela seja realmente eliminada – ao invés de sugada pela própria fruta – produtores devem manter a água cerca de 10 graus mais quente que a temperatura ambiente, de acordo com a cientista Keith Schneider, da FDA.

Estudos anteriores nunca haviam mostrado que a salmonela pode ser sugada pelas frutas. A presença da bactéria é difícil de ser evitada em diversas plantações por causa da presença de pássaros, répteis e anfíbios que carregam a salmonela.

O departamento de agricultura da Flórida começará a adotar, a partir de 1º de julho, medidas que visam melhorar os hábitos de produção e transporte de tomates, o que deve padronizar os procedimentos entre os produtores na região. O FDA pretende encaminhar ao Congresso americano sugestões de medidas que tornem as novas recomendações sobre a produção das frutas uma regra a ser seguida a nível nacional.

19/04/2008 - 04:58h Argentina: fumaça das queimadas provocam a contaminação atmosférica mais grave da historia

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Buenos Aires permanece baixo nuvens de fumaça

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Imagem de satélite tomada em 15 de abril permite ver a fumaça acima do Rio de la Plata. As queimadas provocam danos a saúde e estão proibidas

Según expertos y entes oficiales, es la polución más severa y persistente. Y se discute el grado de toxicidad del humo. Ayer hubo lluvia de cenizas en Ezeiza y Pilar. Declararon la emergencia vial y el alerta amarilla en hospitales.

Los incendios intencionales de pastizales en el Delta, la persistencia de las condiciones meteorológicas desfavorables y la acumulación de humo en el área metropolitana, convirtieron esta emergencia en la contaminación atmosférica más grave que sufrió Buenos Aires en toda su historia. Por la tarde hubo lluvia de cenizas en Ezeiza y en Pilar. Funcionarios y especialistas coinciden en que la situación seguirá así hasta el martes.Ayer, Buenos Aires se convirtió en una ciudad literalmente sitiada por el humo. El Gobierno declaró la emergencia vial, y por primera vez en estos cuatro días de escasa o nula visibilidad cerró los accesos a la Capital, además de otras rutas. En la estación de Retiro suspendieron la salida de micros, y el Aeroparque operó sólo para despegues. También hubo inconvenientes en el funcionamiento de la red de subterráneos. En La Plata, las autoridades recomendaron no salir de los hogares si no es necesario.En las farmacias se agotaron los barbijos. Ante el aumento de consultas, el Ministerio de Salud porteño declaró en alerta amarilla los hospitales oftalmológicos, pediátricos y de rehabilitación.

El ministro del Interior, Florencio Randazzo, y la secretaria de Ambiente y Desarrollo Sustentable, Romina Picolotti, ampliaron la denuncia penal contra propietarios y arrendatarios de los campos en llamas. “El ser humano, esto no lo puede apagar”, reconoció Picolotti; y agregó que “sólo nos puede ayudar la naturaleza”.

“Un evento así es la primera vez que ocurre”, observó el doctor Pablo Canziani, director del programa de Estudios Atmosféricos de la Universidad Católica. “Nunca nada de esta magnitud, desde Rosario hasta Montevideo”, refrendó el ambientalista Antonio Elio Brailovsky, ex defensor adjunto del Pueblo de la Ciudad. “Siempre hubo humo, pero nunca en los niveles que se están registrando ahora en Buenos Aires”, señaló el ingeniero Carlos Romero, a cargo de calidad de aire en el Grupo de Monitoreo Ambiental de la Comisión Nacional de Energía Atómica.

Es la mayor contaminación del aire de la Ciudad, si tenemos en cuenta los registros históricos medidos y recordados -informó Juan Carlos Pigñer, director general de Control de la Agencia de Protección Ambiental de la Ciudad-. El nivel admisible de material particulado total en suspensión es 0,500 miligramos por metro cúbico durante una hora. Ayer, el nivel fue de 2,024 miligramos, es decir, se superó 4 veces el nivel admisible“.

“Nunca se ha dado una contaminación similar de material particulado, aunque por la tarde bajó el nivel. Es riesgoso para personas con problemas pulmonares”, coincidió Graciela Gerola, presidenta de esa Agencia. En cuanto al monóxido de carbono,

el valor registrado ayer a las 11 en la Capital alcanzó las 15,3 partes por millón, lo que no significa consecuencias para la salud.

“La ciudad genera una meteorología propia: hace más calor, hay más núcleos de condensación de partículas, que hacen que llueva más -explicó Brailovsky-. Las grandes ciudades funcionan como si tuvieran una cúpula de gases y de polvo. El humo llega a una atmósfera que ya está saturada, y esos gases no se diluyen”.

“Al entrar a una zona altamente contaminada, se le suma el efecto de la fotoquímica (la química inducida por los rayos del sol). Eso puede generar otros contaminantes secundarios, entre los cuales el principal puede llegar a ser el ozono troposférico, que se forma cerca del piso”, completó Canziani.

Los médicos consultados por Clarín afirman que no es tóxico. Brailovsky disiente: “Se puede decir que no alcanza el nivel de peligrosidad, pero si hay monóxido de carbono y afecta a la salud, sí es tóxico“.

Canziani y Brailovsky advirtieron que no puede saberse si sólo están ardiendo pastizales, o también basurales, plásticos o agroquímicos. “El material particulado incluye desde las cenizas de los incendios, plomo, metales pesados, azufre -enumeró Romero-. También debería hacerse un análisis del material particulado: serviría para saber exactamente qué estamos respirando”.

EFE – EL PAIS

El Gobierno argentino ha reaccionado hoy a la situación provocada por el humo que ha sumido Buenos Aires y sus alrededores en la oscuridad desde hace días. El Ejecutivo ha presentado ante la Fiscalía una denuncia penal contra los propietarios y arrendatarios de los terrenos donde se queman los rastrojos que provocan la humareda, que ya afecta a más de 15 millones de personas.

“El objetivo nuestro es que finalmente haya responsables”, ha dicho el ministro del Interior, Florencio Randazzo, al presentar la denuncia penal ante el fiscal. Randazzo ha añadido que “el Gobierno no tiene ningún tipo de responsabilidad, porque la responsabilidad está clara, muy clara, que son los productores agropecuarios que, irresponsables, han utilizado la quema de los pastizales para tener menor costo y mejorar su rentabilidad”.

La quema incontrolada de rastrojos, que comenzó hace días, afecta a unas 70.000 hectáreas del delta del río Paraná, con más de 500 focos activos. Dfensa Civil, según los medios locales, ha enviado once vehículos, más de treinta voluntarios y un hospital de campaña para ayudar a los bomberos que tratan de extinguir el fuego, apoyados por helicópteros contra incendios.

Problemas en el tráfico rodado y aéreo

Las autoridades han declarado además la emergencia vial en las autovías próximas a Buenos Aires, donde el tráfico continúa restringido en algunos tramos por falta de visibilidad. El tráfico aéreo también se ha visto afectado por el humo, el aeropuerto de vuelos domésticos ha restringido sus operaciones. Medios locales informan de que una incipiente lluvia de ceniza cae sobre el aeropuerto de Ezeiza, a unos 30 kilómetros de la capital. La principal terminal de ómnibus de Buenos Aires permanece cerrada y las líneas de metro han sufrido alteraciones en el servicio.

Buenos Aires no es la única afectada, en algunas ciudades de la provincia como Pilar, 60 kilómetros al norte de la capital, han sido suspendidas las clases como medida de prevención.

La secretaria de Ambiente, Romina Picolotti, ha admitido que, si bien la situación es “adversa”, confía en “la estrategia” que se ha diseñado para combatir los focos de incendio que todavía están activos. “Se caerá con todo el peso de la ley” sobre los responsables de esta quema de pastizales, ha asegurado con contundencia Picolotti.

Aunque el fenómeno afecta desde hace varios días a la capital Buenos Aires ha presentado hoy un aspecto dantesco, el peor de las últimas jornadas, con una visibilidad que no superó los 100 metros, en el mejor de los casos. Las autoridades insisten en que el humo no es tóxico, aunque admiten que el nivel de dióxido de carbono en el aire es cuatro veces superior al promedio diario y puede causar molestias en la salud. La situación podría prolongarse durante el fin de semana ya que, según el Servicio Meteorológico Nacional, no están previstos cambios en la dirección de los vientos.