18/07/2009 - 11:52h Kassab cobra do Corinthians devolução de rua

Clube utiliza área cedida há 13 anos como estacionamento
Felipe Grandin e Marcel Rizzo – O Estado SP
Durante visita para cumprimentar dirigentes do Corinthians pela conquista da Copa do Brasil, vencida há 18 dias, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), aproveitou para cobrar ontem a devolução de parte de uma via pública cedida ao clube há 13 anos. Hoje, os sócios usam o terreno de 18,4 mil metros quadrados, ao longo da Avenida Elisabeth de Robiano, no Tatuapé, como estacionamento. A rua está isolada por grades, mas é possível ver a faixa de pedestres. O presidente do clube, Andres Sanches, disse que não vai devolver a área.
Kassab foi ao clube acompanhado de dois secretários – Cláudio Lembo (Negócios Jurídicos) e Orlando Almeida (Controle Urbano). Lembo cuida dos processos judiciais da Prefeitura e Almeida é responsável pela fiscalização de imóveis. “Foi uma visita de confraternização”, garantiu o prefeito. “Mas aproveitamos para falar de alguns outros problemas que estamos tentando resolver da melhor maneira.”
No mês passado, Lembo autorizou a Prefeitura a entrar com ação na Justiça para retomar o terreno e cobrar indenização. A decisão foi publicada no Diário Oficial, mas, segundo a Secretaria dos Negócios Jurídicos, a medida ainda é estudada. A área foi cedida ao clube em 1996 por lei de autoria do ex-prefeito Paulo Maluf. A legislação concede o terreno por 99 anos, mas há brecha no texto que permite a sua retomada. O Corinthians é obrigado a devolver a área se a Prefeitura decidir reintegrar o espaço à malha viária.
A principal hipótese, não confirmada pela Prefeitura, é a de que o espaço seja usado na ampliação da Marginal do Tietê. Questionado se haveria desapropriação de parte do São Jorge, o secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce, deu resposta dúbia. “O Estado só vai usar áreas públicas.” A Dersa, responsável pela obra, disse que “não há definição sobre o assunto”.
Em resposta, o presidente do clube afirmou que o terreno foi obtido corretamente e, portanto, não haveria motivo para entregá-lo. “Não vamos devolver a rua”, afirmou Sanches. De acordo com ele, a área foi uma compensação pela desapropriação de uma parte do Parque São Jorge para a construção da Marginal do Tietê. “A Prefeitura nos cedeu porque levou parte do terreno do clube que ia até o Rio Tietê”, disse Sanches. “O que precisamos é regularizar essa situação toda”, afirmou.
Sanches admite mesmo que há várias irregularidades na documentação dos imóveis construídos. “Todos os corintianos sabem que, em outras administrações, algumas coisas foram construídas de qualquer jeito, sem pedir (à Prefeitura).”
O dirigente disse que o prédio da administração, construído na gestão de Alberto Dualib no fim dos anos 1990, não tem Habite-se. Outro prédio, onde funciona o restaurante, também não teria autorização da Prefeitura. No prédio, sem Habite-se, Kassab se reuniu com Sanches por volta de meio-dia. Em seguida, juntaram-se para um almoço numa das mesas do restaurante, sem licença municipal.
29/09/2008 - 22:55h Presidente do Corinthians chama a votar na Marta


Andrés Sanchez, presidente do Corinthians apoia Marta prefeita
No jantar para festejar os 98 anos do clube, que está acontecendo agora, o presidente do Corinthians em seu discurso chamou os paulistanos a votar em Marta Suplicy para prefeita.

Atualizado com nota do site da campanha de Marta
Depois de comparecer a festa dos 94 anos do Palmeiras e ir a um jantar promovido pelo São Paulo, na noite desta segunda-feira, 29, foi a vez de Marta prestigiar o clube de maior torcida da cidade. No aniversário do Corinthians, a candidata foi recebida com muito entusiasmo pela diretoria e conselheiros do clube. “Eu agradeço a presença do ministro dos Esportes, Orlando Silva, e da minha candidata, da minha amiga e minha companheira, Marta Suplicy. Eu tenho respeito por todos os outros candidatos, mas eu tenho uma predileção por Marta. Estou emocionado com a presença dela nesse jantar que comemora os 98 anos do Corinthians”, disse o presidente do clube, Andrés Sanchez.
Marta ficou tocada com a homenagem que recebeu do presidente do seu time de coração. “Foi uma honra extraordinária. Me pegou de surpresa o apoio explícito, formal e anunciado do presidente do Corinthians. Fiquei muito emocionada e sentida por meus pais não estarem vivos, porque eles eram corintianos roxos”, declarou a candidata da coligação Uma Nova Atitude para São Paulo.
Após o jantar, Andrés Sanchez explicou os motivos do apoio à Marta: “Sou petista de carteirinha há muito tempo. Para a cidade de São Paulo, pela experiência que ela teve na Prefeitura, no Governo Federal e por muitas outras coisas, Marta é a melhor solução. Como presidente do Corinthians, é difícil tomar uma posição. Mas eu não sou hipócrita, não sou político e não devo nada a ninguém. Eu digo que, de coração e por convicção, a Marta é a melhor opção para a cidade de São Paulo”.
11/03/2008 - 18:48h Final melancólico

Equipe do SC Corinthians Paulista, Campeã do IV Centenário
O anúncio feito no dia de ontem, 10/3, pelo Secretário Municipal de Esportes, Walter Feldman, de que o estádio do Pacaembu deixará de ser utilizado para partidas dos grandes Clubes profissionais e se tornará uma praça para prática de futebol amador, causou grande perplexidade. Melancólico fim.
O Pacaembu foi seguramente o estádio que mais contribuiu para o desenvolvimento do futebol profissional brasileiro. Mais até do que Maracanã e outros do gênero.
Construído na década de 1940, elevou o status do futebol paulista e deu ao Brasil a primeira moderna arena para prática desse esporte. Este pioneirismo, que começou há quase oitenta anos, chega a um triste final, por uma incrível falta de visão e de responsabilidade das autoridades da Administração Pública.
É inegável que o Pacaembu precisa ser renovado, como o foram grandes estádios em todo o mundo. Com as mudanças que ocorreram nos eventos futebolísticos, o caminho natural seria a completa reestruturação, até diria sua reconstrução, nos moldes exigidos em empreendimentos mais modernos. Desafortunadamente, o anúncio da chegada da Copa do Mundo de Futebol de 2014, que poderia se transformar num marco para reconstrução do Pacaembu, selará o seu fim. Acovardados, os dirigentes municipais começaram a decretar o ocaso do estádio, quando aceitaram o Morumbi como a praça da cidade para servir à Copa 2014, renunciando a qualquer projeto modernizador para o estádio municipal.
A questão do tombamento, sempre usada como fator impeditivo para uma reconstrução do Pacaembu, cairia por terra se a Administração estivesse realmente empenhada em reconstrui-lo. Com visão pequena, preferem alugar o estádio para jogos de empresas, shows religiosos, eventos musicais e outras pequenas futilidades que rendem um voto aqui, outro acolá, desisitindo de pensar grande, do tamanho da Cidade e da dimensão que teve o Pacaembu para a história do futebol brasileiro.
Independente de os Clubes grandes da Capital construírem ou reformarem seus estádios, a Prefeitura comete um crime contra a Cidade, contra a história do futebol e contra o povo paulistano, este que tanto contribuiu para a grandeza do esporte em nossa terra.
Anunciar o fim do Pacaembu como estádio profissional, desvituando sua destinação histórica, é apregoar a derrota do futebol e da Cidade.
Os que estão cometendo este crime certamente serão cobrados pelos paulistanos e pela história. Transformar o Pacaembu em campo para jogos de casados e solteiros, metalúrgicos e químicos, vila X contra vila Y, representa o pior dos usos para o futebol e para a Cidade.
02/02/2008 - 14:26h Corinthianos abrem carnaval do Rio?
Os Gaviões da Fiel, cariocas?
Para o site francês le Post tanto faz. São Paulo, Rio é tudo igual.
De qualquer jeito sempre é melhor que considerar Buenos Aires a capital do Brasil.
Ou não?
C’est le début du Carnaval de Rio!

