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	<title>Blog do Favre &#187; Corrupção</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 13:10:55 +0000</lastBuildDate>
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		<title>A merenda de Kassab continua cheirando mal</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 14:24:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
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		<category><![CDATA[Prefeitura SP]]></category>

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		<description><![CDATA[Fornecedora de merenda de SP admite uso de empresas fantasmas
Alvo de procedimento do MPE, o próprio Geraldo Coan confessou irregularidade para &#8221;reduzir base de imposto&#8221;
Bruno Tavares e Marcelo Godoy &#8211; O Estado SP
Uma rede de empresas fantasmas, laranjas e notas fiscais frias envolve uma das maiores fornecedoras de refeições prontas do País, a Geraldo J. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: xx-large;">Fornecedora de merenda de SP admite uso de empresas fantasmas</span></strong></p>
<p><strong>Alvo de procedimento do MPE, o próprio Geraldo Coan confessou irregularidade para &#8221;reduzir base de imposto&#8221;</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Bruno Tavares e Marcelo Godoy &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Uma rede de empresas fantasmas, laranjas e notas fiscais frias envolve uma das maiores fornecedoras de refeições prontas do País, a Geraldo J. Coan &amp; Ltda. Investigação feita pelo Estado descobriu que o imóvel onde deveria funcionar uma representante da Coan abriga uma igreja evangélica. Dados bancários indicam depósitos periódicos da Coan nas contas de empresas fantasmas. Tudo confirmado pelo Ministério Público Estadual (MPE) a tal ponto que a empresa se viu obrigada a admitir sonegação fiscal. Promotores, no entanto, desconfiam de que o esquema tinha outra serventia: disfarçar o pagamento de propina a autoridades municipais. A Coan tem contratos com diversas prefeituras paulistas, incluindo a da capital.</p>
<p>A investigação começou em 2008, quando uma denúncia levou a 2ª Delegacia de Crimes Fazendários a abrir inquérito sobre o caso. Insatisfeito com a atuação policial, o mesmo informante procurou o Estado em outubro de 2008. Trazia nomes, endereços e documentos que, segundo ele, levariam à descoberta de um grande esquema de fraude.</p>
<p>A reportagem confirmou os indícios de que duas empresas dessa trama seriam fantasmas: a Carsena Representação Comercial, que indica o endereço de uma igreja como seu escritório, e a CJM &#8211; Representação Comercial de Gêneros Alimentícios e Refeições Prontas, também registrada com endereço frio na Junta Comercial. Os promotores descobriram que a CJM havia mudado do endereço falso na Rua Barão de Itapetininga, no centro de São Paulo, para outro lugar inexistente. Dessa vez, a sede ficava em Belo Horizonte (MG).</p>
<p>O acesso a papéis da Coan, obtidos em operação conjunta do MPE com a Secretaria Estadual da Fazenda, confirmou a denúncia de que ela fazia pagamentos para as empresas que nada lhe forneciam. Exemplo disso é um recibo de R$ 54,7 mil da Coan para a Carsena, datado de 31 de julho de 2007. A nota fiscal de número 17, emitida pela Carsena, mostra pagamento de R$ 144,7 mil em 24 de junho de 2007. Entre setembro e dezembro de 2007, cerca de R$ 900 mil entraram nas contas da Carsena. Outro tanto circulou pelas contas da CJM.</p>
<p>Para se defender das acusações, há dois meses o empresário Geraldo João Coan apresentou ao MPE declaração de duas folhas em que assume que a CJM e a Carsena foram &#8220;utilizadas em transações que não correspondiam à efetiva prestação de serviço&#8221;. O documento isenta de responsabilidade as pessoas que emprestaram seus nomes e alega que o objetivo do esquema era diminuir a base tributável do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A Receita Estadual ainda não apurou quanto a Coan teria sonegado nem o valor da multa a que a empresa está sujeita.</p>
<p>A Coan e as demais fornecedoras de merenda escolar da capital estão desde o ano passado na mira do MPE. Elas são acusadas de terem formado um cartel para fraudar licitações e corromper agentes públicos. Atualmente, a Coan é responsável por fornecer merenda para o lote 3, que engloba as unidades municipais de ensino em Pirituba e Freguesia do Ó, nas zonas oeste e norte.</p>
<p>Em agosto, o MPE propôs ação civil pública para tentar impedir que as empresas sob suspeita participassem de novos pregões, mas o pedido acabou indeferido pela Justiça. O mérito da ação ainda não foi julgado.</p>
<p>Além da Prefeitura paulistana, a Coan mantém contratos com mais 20 municípios paulistas, além de hospitais e presídios do Estado. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) já julgou irregular os contratos com dois Centros de Detenção Provisória (CDPs), um hospital e oito prefeituras, como Piracicaba, São Caetano do Sul, Ribeirão Preto e Itu.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.psolsp.org.br/capital/wp-content/uploads/2009/09/kassab-merenda-creches.jpg" alt="http://www.psolsp.org.br/capital/wp-content/uploads/2009/09/kassab-merenda-creches.jpg" /></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Merenda de Kassab mantém má qualidade</strong></span></p>
<p><strong>Após quatro meses da assinatura de novos contratos, vistoria acha alimentos vencidos e mofados nos refeitórios de alunos</strong></p>
<p><strong>Fiscalização vê falhas em 22 das 25 escolas; em 3 foram encontrados pombos nos refeitórios; prefeitura diz que erros &#8220;são pontuais&#8221;</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">ALENCAR IZIDORO E JOSÉ ERNESTO CREDENDIO &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Relatórios de fiscalização da merenda escolar de São Paulo revelam que a presença de pombos nos refeitórios onde os alunos comem, excesso de moscas, alimentos vencidos no estoque e ovos mofados são problemas que persistem na rede municipal de ensino.<br />
Falhas diversas, que vão da falta de higiene nas cozinhas à infraestrutura deficiente das unidades, foram flagradas neste semestre, mesmo depois de a gestão Gilberto Kassab (DEM) assinar novos contratos de fornecimento da merenda.<br />
As deficiências afetam inclusive empresas estreantes nesse segmento na capital paulista.<br />
A Folha acompanhou nos últimos quatro meses os balanços de vistorias realizadas pelo CAE (Conselho de Alimentação Escolar) -órgão oficial de fiscalização formado por pais, servidores e professores. Entrevistou agentes, consultou relatórios de visita e fotografias sobre parte dos problemas.<br />
Das 25 escolas fiscalizadas, foram encontradas falhas em 22 -em metade delas, já a partir da vigência dos novos contratos com quatro empresas estreantes e com quatro que já prestavam os serviços antes.<br />
Os problemas mais emblemáticos foram identificados em escolas atendidas pela Nuttriclass (nova, ligada ao grupo Puras) e pela Terra Azul (que já estava no contrato anterior).<br />
A cargo da primeira, por exemplo, os ovos embolorados e a &#8220;grande quantidade de pães vencidos&#8221; no CEU Parque São Carlos. Ou então, na EMEF José Lins do Rego, as moscas que dominam a cozinha sem telas de proteção de janelas e de portas e a presença de embalagem violada de peito de frango -dentro, havia uma parte diferente da ave, condição considerada suspeita pelos agentes.<br />
A fiscalização também verificou que algumas escolas atendidas não tinham a comprovação dos exames médicos das merendeiras -exigência contratual para evitar a manipulação de alimentos por quem tem alguns tipos de doença.<br />
<strong><br />
Granola</strong><br />
Em unidades atendidas pela Terra Azul, além das falhas de higiene (como fezes de pombo no refeitório e &#8220;pano imundo e mau cheiroso&#8221; em cima do fogão), dois problemas chamaram a atenção dos fiscais.<br />
Na EMEI Laura F. de Leceur, os membros do CAE constataram que havia uma única funcionária para fazer tudo -e que, por isso, não dava conta.<br />
Já na EMEI Enio Correia, as reclamações das crianças sobre a granola muito dura levou a fiscalização a recolher uma amostra. Resultado: a empresa dava aos alunos uma marca de cereal diferente da autorizada e aprovada pela prefeitura.<br />
Os relatórios do CAE apontam que, das 25 escolas, em 3 os conselheiros flagraram a presença de pombos dentro do refeitório dos alunos -justamente no momento da vistoria.<br />
Esse problema já havia sido detectado em visitas realizadas em meses anteriores pelo órgão -sinalizando uma situação que está longe de ser pontual.<br />
A gestão Gilberto Kassab afirma que os problemas identificados pela fiscalização não são generalizados.<br />
Embora admita os riscos, a prefeitura afirma que as empresas só podem ser punidas contratualmente se as aves estiverem na cozinha -e não no refeitório, cujo controle deve ficar a cargo dos próprios servidores. Ela diz orientar as escolas para evitar essa situação.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.vermelho.org.br/blogs/renatamielli/files/2009/09/kassbmerenda.JPG" alt="http://www.vermelho.org.br/blogs/renatamielli/files/2009/09/kassbmerenda.JPG" /></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Nutricionistas veem risco de contaminação</strong></span></p>
<p><strong>Para especialistas, a vistoria nas merendas das escolas municipais evidenciam uma falta de controle da prefeitura</strong></p>
<p><strong>Fiscalização também achou deficiências e infraestrutura precária em escolas onde a refeição é preparada pelos servidores municipais</strong></p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; FOLHA SP</p>
<p>Nutricionistas especializadas em alimentação escolar ouvidas pela Folha avaliam que as situações registradas pelo CAE (Conselho de Alimentação Escolar) apontam para riscos de contaminação da merenda dos alunos da rede municipal e devem ser objeto de um plano para corrigir as falhas.<br />
&#8220;Os problemas levantados pela fiscalização evidenciam uma falta de controle e oferecem algum risco de contaminação. Os pombos (localizados dentro do refeitório dos alunos), por exemplo, circulam em locais contaminados e suas próprias fezes são perigosas&#8221;, afirma Manuella de Souza Machado, agente do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar).<br />
Segundo Manuella, há possibilidade de distúrbios intestinais e até doenças mais graves, como no caso do ovo podre. &#8220;O ovo é muito propenso, por si só já tem patogênicos de grande risco, como a salmonella&#8221;, diz.<br />
Para a professora da Unifesp Cristina Gaglianone, coordenadora do Cecane (Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição do Escolar) da Região Sudeste, os casos citados mostram situações em que alunos podem ficar doentes.<br />
&#8220;Todos os problemas têm algum tipo de risco, maior ou menor, mas pode haver contaminação&#8221;, afirma Cristina.</p>
<p><strong>Por servidores</strong><br />
A fiscalização da merenda também constatou deficiências em escolas onde a refeição é preparada pelos próprios servidores (modelo chamado de autogestão). Nessas unidades, já houve diversos flagrantes de falta de uniformes e toucas das merendeiras, além da infraestrutura precária -como fogão em más condições.<br />
Numa vistoria no CEI Cidade 4º Centenário, no dia 21 de outubro, a fiscalização do CAE constatou falta de comida. Além do baixo estoque, não havia leite em pó nem macarrão. A prefeitura admite a falha pela falta do leite em pó (alega um problema no contrato de fornecimento), mas considera não haver motivos para a ausência do macarrão. E diz que os estoques da unidade foram reabastecidos dois dias depois.<br />
Os dois modelos de fornecimento da merenda (terceirizado e autogestão) são motivo de uma disputa de mercado entre empresas de cada segmento e constante troca de acusações entre elas.</p>
<p><strong>Receita alta</strong><br />
A disputa é por uma receita estimada em R$ 2 bilhões por ano no país. Na capital paulista, os contratos com as terceirizadas atingem R$ 35 milhões por mês. Com base em relatório da Fipe/USP, a Promotoria já tentou barrar na Justiça a continuidade do sistema terceirizado em São Paulo, afirmando que ele é mais caro e de pior qualidade -além de acusações de conluio entre as empresas.<br />
Essa avaliação é questionada pela prefeitura e pelas empresas terceirizadas -que alegam ser vítimas de uma campanha de atacadistas, interessados em vender só os alimentos, e não os serviços de preparo e distribuição da merenda.<br />
Numa ação trabalhista, um advogado que tentou barrar diversas licitações nos últimos anos disse que era pago por um grupo de 11 empresários atacadistas para fazer lobby contra a terceirização.</p>
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		<item>
		<title>Impeachment de governadora tucana de Rio Grande do Sul é apoiado por 62%</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/impeachment-de-governadora-tucana-de-rio-grande-do-sul-e-apoiado-por-62/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 12:25:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[impeachment]]></category>
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		<category><![CDATA[Tucanos]]></category>
		<category><![CDATA[Yeda Crusius]]></category>

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		<description><![CDATA[
Mesmo tendo assinado documento de apoio a Yeda, o candidato José Serra quer distancia


No RS, 74% desaprovam Yeda e 62% querem saída
Segundo Ibope, 43% dos gaúchos consideram seu governo péssimo
Elder Ogliari, PORTO ALEGRE &#8211; O Estado SP
Uma pesquisa feita pelo Ibope para o Grupo RBS mostra que a maioria dos gaúchos desaprova o desempenho da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://www.estado.rs.gov.br/arquivos/galeria_fotos/img414X276_20090210140554jef_4874a.jpg" alt="http://www.estado.rs.gov.br/arquivos/galeria_fotos/img414X276_20090210140554jef_4874a.jpg" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em>Mesmo tendo assinado documento de apoio a Yeda, o candidato José Serra quer distancia</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em><br />
</em></span></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong>No RS, 74% desaprovam Yeda e 62% querem saída</strong></span></p>
<p>Segundo Ibope, 43% dos gaúchos consideram seu governo péssimo</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Elder Ogliari, PORTO ALEGRE &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Uma pesquisa feita pelo Ibope para o Grupo RBS mostra que a maioria dos gaúchos desaprova o desempenho da governadora Yeda Crusius (PSDB) e é favorável ao seu afastamento do cargo no momento em que ela enfrenta a maior crise política de sua conturbada gestão.</p>
<p>O resultado foi divulgado ontem pelo jornal Zero Hora. Os números indicam que 43% da população avalia o governo estadual como péssimo, 21% como ruim, 24% como regular, 9% como bom e 2% como ótimo.</p>
<p>Entre os entrevistados, 74% desaprovam o desempenho da governadora e 19% aprovam. Uma maioria de 84% diz ter conhecimento do processo de impeachment que tramita na Assembleia Legislativa. O índice de consultados favoráveis ao afastamento da Yeda é de 62%, enquanto o dos contrários é de 22% e o de indiferentes, de 8%.</p>
<p>Para 29%, as denúncias de envolvimento da governadora com a fraude do Detran gaúcho são verdadeiras, enquanto para 39% são mais verdadeiras do que falsas, para 12% são mais falsas que verdadeiras e para 3% são falsas.</p>
<p>Outra parte da mesma pesquisa foi divulgada no domingo, indicando a atual intenção de voto dos gaúchos um ano antes da eleição. O candidato do PT, Tarso Genro, lidera todas as projeções estimuladas para o primeiro turno, com índices de 37% a 40% e é seguido por José Fogaça (PMDB), com 28% em dois cenários, ou Germano Rigotto (PMDB), com 26% e 27%.</p>
<p>Yeda aparece em quarto lugar em dois cenários, com 5% e 4%. Em quatro das projeções para o segundo turno, a governadora fica com índices de 8% a 11%, contra adversários como Rigotto, com 48%, Beto Albuquerque (PSB), com 54%, Fogaça, com 61%, e Tarso, com 65%.</p>
<p>A pesquisa ouviu 812 pessoas de 52 municípios do Estado entre os dias 25 e 29 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos.</p>
<p><strong>PROBLEMAS</strong></p>
<p>No início de agosto a governadora se viu na condição de ré, com outras oito pessoas, de uma ação de improbidade administrativa na Justiça Federal. Enfrenta uma Comissão Parlamentar de Inquérito que tenta encontrar vínculos de agentes públicos com a fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran entre 2003 e 2007. Além disso, espera que uma comissão especial de deputados negue a admissibilidade de um processo de impeachment proposto pelo Fórum de Servidores Públicos Estaduais (FSPE). Yeda nega participação em qualquer irregularidade.</p>
<p>Um de seus principais aliados, o deputado federal Cláudio Diaz (PSDB), admitiu que o partido avalia com preocupação os índices apurados pelo Ibope. Mas acredita que o quadro vai mudar porque a Assembleia deve rejeitar a tramitação do processo de impeachment, ainda nesta semana. Para ele, tanto a CPI como a Justiça não encontraram provas contra a governadora. Diaz afirmou que a crise política e o mau momento de Yeda nas pesquisas são resultado do esforço &#8220;denuncista e antidemocrático&#8221; que a oposição faz para &#8220;desacreditar um governo de realizações&#8221;.</p>
<p>O deputado Henrique Fontana (PT) refuta as acusações de Diaz. &#8220;É quase inacreditável que o PSDB pense que o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e a Justiça Federal estejam envolvidos num complô contra o partido.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.drrosinha.com.br/mostrafoto.php?w=590&amp;foto=n227-1.jpg" alt="http://www.drrosinha.com.br/mostrafoto.php?w=590&amp;foto=n227-1.jpg" width="555" height="357" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em>Aécio, Alckmin, Yeda e Serra. Agora todos querem abandonar a governadora a sua própria sorte</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em><br />
</em></span></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong><span style="color: #000080;">RIO G. DO SUL</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong>Impeachment de governadora é apoiado por 62%</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">DA AGÊNCIA FOLHA,  EM PORTO ALEGRE </span></h2>
<p>Pesquisa do Ibope divulgada ontem revela que  62% dos eleitores do Rio  Grande do Sul são favoráveis ao impeachment da  governadora Yeda Crusius  (PSDB) por causa das acusações de corrupção.<br />
A permanência dela é  defendida por 22%. A pesquisa, publicada ontem no  jornal &#8220;Zero Hora&#8221;, ouviu  812 pessoas de 25 a 29 de  setembro. A margem de  erro é de três pontos.<br />
Yeda é acusada pelo Ministério Público de ter recebido propina de operadores da fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran-RS de 2003 a 2007.<br />
As acusações geraram CPI e processo de impeachment na Assembleia, além de ação de improbidade na Justiça Federal. Yeda nega as denúncias. Ontem, no &#8220;Roda Viva&#8221;, ela disse que os números apontam que &#8220;a população quer a investigação [das denúncias] como eu quero&#8221;. Ela atribuiu a má avaliação do governo ao &#8220;mercado de escândalo que tem no RS&#8221;.</p>
<p>Colaborou a Reportagem Local</p>
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		</item>
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		<title>75 % da população considera que cresceu a apuração dos escândalos no governo Lula e não a corrupção</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/75-da-populacao-considera-que-cresceu-a-apuracao-dos-escandalos-no-governo-lula-e-nao-a-corrupcao/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 17:04:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[escândalos]]></category>
		<category><![CDATA[instituições]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisas]]></category>
		<category><![CDATA[PF]]></category>
		<category><![CDATA[Vox populi]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisa: Para professores da UFMG, tema da corrupção não deverá ser fator determinante na hora do voto

Denúncias saturam opinião pública
César Felício, de Belo Horizonte &#8211; VALOR
Em um ano em que a profusão de casos de corrupção no noticiário manteve-se em alta, a opinião pública brasileira mostra sinais de exaustão com o tema, segundo pesquisa com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Pesquisa: Para professores da UFMG, tema da corrupção não deverá ser fator determinante na hora do voto</strong></p>
<p><img src="http://4.bp.blogspot.com/_wgeILsYcbhI/SEU4L6TV7aI/AAAAAAAAAbw/LDNRwVN-mvo/s400/Descalabro+tucano,+SP+%E2%80%93+Corrup%C3%A7%C3%A3o+do+PSDB-SP.+PIG+silencia+sobre+esc%C3%A2ndalo+Alstom.+E+SE+FOSSE+ALGU%C3%89M+DO+PT+OU+DE+OUTRO+PARTIDO+DE+ESQUERDA+ENVOLVIDO....jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_wgeILsYcbhI/SEU4L6TV7aI/AAAAAAAAAbw/LDNRwVN-mvo/s400/Descalabro+tucano,+SP+%E2%80%93+Corrup%C3%A7%C3%A3o+do+PSDB-SP.+PIG+silencia+sobre+esc%C3%A2ndalo+Alstom.+E+SE+FOSSE+ALGU%C3%89M+DO+PT+OU+DE+OUTRO+PARTIDO+DE+ESQUERDA+ENVOLVIDO....jpg" align="left" /><font size="5"></font></p>
<p><font size="5"><strong>Denúncias saturam opinião pública</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">César Felício, de Belo Horizonte &#8211; VALOR</p>
<p>Em um ano em que a profusão de casos de corrupção no noticiário manteve-se em alta, a opinião pública brasileira mostra sinais de exaustão com o tema, segundo pesquisa com 2,4 mil entrevistados feita em julho pelo instituto Vox Populi, sob a coordenação dos professores Leonardo Avritzer e Fernando Filgueiras, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde são responsáveis pelo Centro de Referência do Interesse Público.</p>
<p>Reduziu-se de 54% para 39% os pesquisados que consideram que a corrupção &#8220;aumentou muito&#8221; nos últimos cinco anos e de 77% para 73% o de pesquisados que classificam o tema como &#8220;muito grave&#8221;, em relação ao levantamento feito em maio do ano passado. Na faixa com renda acima de 10 salários mínimos, a redução da classificação &#8220;muito grave&#8221; foi de 90% para 84%. Na que recebe até um salário mínimo, houve uma queda nesta faixa de 69% para 64%.</p>
<p>&#8220;A corrupção sempre é percebida como um problema da esfera pública, e não privada. E neste sentido, há uma percepção de maior atuação das instituições de controle, como Polícia Federal, controladorias e tribunais de contas. A sucessão de escândalos começa a ser vista como esperada&#8221;, disse Filgueiras.</p>
<p>E mesmo a atuação das instituições de controle começa a ser vista com desconfiança: na pesquisa do ano passado, 86% dos entrevistados avaliaram a atuação da Polícia Federal como positiva e 55% afirmaram que a instituição não ultrapassava limites legais para fazer suas investigações. Desta vez, ainda que o percentual de avaliação positiva da PF tenha praticamente se repetido, a maioria absoluta dos pesquisados afirmou que a instituição, às vezes, pode transgredir as leis ao apurar eventuais delitos.</p>
<p>Ao longo do ano passado, a PF atravessou uma crise decorrente da Operação Satiagraha, comandada inicialmente pelo delegado Protógenes Queiroz, que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas, entre outras personalidades. Dantas foi beneficiado por dois habeas corpus concedidos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, Protógenes afastou-se das investigações com seus métodos de atuação sob suspeita e ingressou na vida partidária.</p>
<p>A mesma situação acontece com o Legislativo. Em 2008, 48% dos pesquisados afirmaram que deputados e senadores poderiam pisar no arcabouço legal ao investigar os integrantes do Executivo. Agora, a maior parte dos pesquisados disse acreditar nesta possibilidade.</p>
<p>A pesquisa da Vox Populi-UFMG não chegou a medir o grau de conhecimento dos pesquisados sobre a onda de denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que, ao lado dos questionamentos sobre a atuação da Petrobras, dividiu o noticiário de escândalos neste ano. Mas foram detectados indícios de que a imagem do Legislativo conseguiu se tornar ainda pior do que já estava.</p>
<p>Em 2008, instados a atribuírem notas de zero a dez em instituições e grupos, sendo a nota máxima o maior grau de corrupção e a nota mínima o menor, os pesquisados consideraram as Câmaras de Vereadores como o órgão mais corrupto, com nota 8,36. A Câmara dos Deputados vinha em segundo, com 8,34; as prefeituras em terceiro, com 8,07; e o Senado em quarto, com 8,02. Agora os deputados pularam para o primeiro lugar, com 8,54, e os senadores os escoltam em segundo, com 8,43.</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva permanece, assim como na pesquisa de 2008, relativamente blindado da associação com escândalos. A Presidência da República caiu do 7º para o 12º posto entre as instituições com maior nota de corrupção. E permaneceu igual o percentual dos pesquisados que acredita que o que cresceu no governo Lula não foram os casos de corrupção, mas a apuração dos escândalos: 75% das entrevistas. Apesar disso, ao contrário do que ocorreu em 2009, o número de entrevistados que acredita que os escândalos do momento guardam alguma relação com o governo federal é ligeiramente maior do que os que não veem relação.</p>
<p>Tanto para Avritzer como para Filgueiras, os resultados da pesquisa deste ano são um indicativo de que o tema da corrupção, ainda que atraia a atenção da mídia e seja considerado grave ou muito grave pela grande massa da população, continuará não sendo um fator para a determinação do voto.</p>
<p>&#8220;No Brasil o corte partidário entre denunciantes e denunciados impede que esta questão seja determinante em termos eleitorais. A denúncia à corrupção usualmente é vista como uma ferramenta de setores conservadores para um ataque ao Estado, e não como uma proposta de reforma&#8221;, afirmou Avritzer, para quem a eleição de Fernando Collor, em 1989, foi o último momento em que o combate à corrupção foi o elemento central de uma campanha bem sucedida. &#8220;E a evidente contradição entre a plataforma de Collor e o que representaram seus governos fizeram com que o discurso moralista perdesse audiência na cena eleitoral&#8221;, afirmou. Collor foi o primeiro chefe de Estado no mundo a ter um processo de impeachment aprovado pelo Legislativo, em 1992.</p>
<p>Avritzer e Filgueiras chamam atenção para o fato de mais de 50% dos pesquisados afirmarem concordar inteiramente com a necessidade de leis mais duras contra a corrupção, um dado já presente na pesquisa do ano passado. &#8220;A sensação de impunidade leva à defesa de leis cada vez mais severas, em um círculo virtuoso. Este, ao contrário do que se poderia imaginar, não é um processo por si positivo. Termina por engessar o poder público e a sociedade em um conjunto de normas cerceadoras&#8221;, afirmou o cientista político.</p>
<p>Avritzer citou que a própria pesquisa realizada pela Vox Populi só se tornou possível graças ao apoio financeiro da Fundação Konrad Adenauer, vinculada ao CDU, o partido de centro-direita alemão. &#8220;Se fosse seguir o trâmite de uma instituição pública, uma pesquisa como essa não teria viabilidade, dado o grau de controle existente &#8220;, comentou Avritzer. O professor vê de maneira auspiciosa as propostas que endureçam o processo e a execução penal. &#8220;O conceito de presunção de inocência deveria ser relativizado para os que concorrem a cargo eletivo, caso exista condenação judicial em primeira instância&#8221;, sugeriu.</p>
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		<title>Assembleia abre processo de impeachment contra Yeda. PSDB teme prejuízo na eleição presidencial</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 16:20:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Comissão com 36 dos 55 deputados terá dez dias para decidir sobre continuidade de ação
Pedido foi feito em julho por fórum que reúne sindicatos ligados à CUT e que fazem oposição a ela; governadora tem 33 deputados na base 
 
GRACILIANO ROCHA &#8211; FOLHA SP 
  DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE 
O presidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://img.blogs.abril.com.br/1/cidades/imagens/yeda-crusius.jpg" alt="http://img.blogs.abril.com.br/1/cidades/imagens/yeda-crusius.jpg" /></div>
<p><strong>Comissão com 36 dos 55 deputados terá dez dias para decidir sobre continuidade de ação</p>
<p>Pedido foi feito em julho por fórum que reúne sindicatos ligados à CUT e que fazem oposição a ela; governadora tem 33 deputados na base </strong></p>
<p><strong> <span style="background-color: #ffff99"></span></strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>GRACILIANO ROCHA &#8211; FOLHA</strong> <strong>SP </strong></p>
<p><font size="-1">  DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE </font></p>
<p>O presidente da Assembleia Legislativa gaúcha, Ivar Pavan (PT), anunciou ontem a abertura de processo de impeachment contra a governadora Yeda Crusius (PSDB).<br />
A base do processo de impeachment, o primeiro aberto contra um governador do Estado, é um conjunto de indícios segundo os quais a governadora sabia e teria se beneficiado do desvio de R$ 44 milhões no Detran-RS (Departamento Estadual de Trânsito do RS).<br />
As evidências foram colhidas pela Polícia Federal, que desmontou a fraude do Detran em 2007, e pelo Ministério Público Federal, que denunciou Yeda e outras oito pessoas em ação de improbidade administrativa por ligações com a fraude do órgão em agosto deste ano. A tucana nega as acusações.<br />
O pedido de impedimento de Yeda foi apresentado em julho pelo Fórum dos Servidores Públicos Estaduais, que reúne sindicatos ligados à CUT (Central Única dos Trabalhadores), opositores do governo da tucana.<br />
Ao anunciar que o pedido de impeachment tramitaria na Assembleia, Pavan disse que realizou uma análise de documentos liberados pela Justiça Federal de Santa Maria (RS).<br />
&#8220;Não há dúvida de que um grande esquema criminoso se organizou no Rio Grande do Sul para desviar recursos públicos. Diante do pedido de impeachment, da minha parte cabe analisar unicamente se há indícios da relação entre a governadora e este esquema criminoso&#8221;, disse o petista.<br />
Entre grampos telefônicos de acusados da fraude, depoimentos e conclusões de investigações feitas pela Procuradoria e pela Polícia Federal, segundo o presidente da Assembleia, &#8220;há 26 situações que revelam fortes indícios da relação da governadora com o esquema&#8221;.</p>
<p><strong>Tramitação</strong><br />
Com a decisão de Pavan, uma comissão especial será formada por 36 dos 55 deputados que integram a Assembleia, conforme a composição das bancadas. A governadora tucana tem maioria na Casa -sua base é composta de 33 deputados.<br />
Dez dias depois da constituição da comissão, o relator deverá apresentar parecer sobre a &#8220;admissibilidade&#8221; do processo, isto é, se há elementos suficientes para a tramitação do pedido de impeachment. O relatório será votado pelo plenário.<br />
Se o processo for rejeitado, o pedido é arquivado. Se for aceito, só então a comissão começará a analisar o mérito das acusações, e Yeda será notificada para apresentar sua defesa.<br />
Acusações de corrupção contra a governadora já são objeto de CPI na Assembleia. Com maioria governista, a comissão ainda não aprovou nenhum requerimento para depoimentos. Como não consegue aprovar convocações, a oposição pretende convidar para depor espontaneamente o empresário Lair Ferst, réu em ação penal.<br />
Ferst, ex-tucano que coordenou a campanha de Yeda em 2006, disse ao MPF que a tucana sabia e se beneficiava da corrupção no Detran. Ela nega.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.drrosinha.com.br/mostrafoto.php?w=590&amp;foto=n227-1.jpg" alt="http://www.drrosinha.com.br/mostrafoto.php?w=590&amp;foto=n227-1.jpg" height="357" width="555" /></div>
<p><font size="5"><strong>PSDB teme prejuízo na eleição presidencial</strong></font></p>
<p>Estratégia da cúpula tucana é evitar que problemas no RS ganhem dimensão nacional</p>
<p style="background-color: #ffff99">Julia Duailibi &#8211; O Estado SP</p>
<p>Apreensiva com o desgaste que a crise política no Rio Grande do Sul pode causar nos planos do partido na eleição presidencial de 2010, a cúpula do PSDB fará a defesa &#8220;pro forma&#8221; da governadora gaúcha, Yeda Crusius. O objetivo é evitar que os problemas no Estado ganhem dimensão nacional e atinjam o núcleo partidário tucano. O discurso oficial se prenderá à tese de que o processo de impeachment é resultado exclusivo de disputa política com o PT local.</p>
<p>Líderes tucanos culpam a governadora, acusada de ter uma personalidade bastante &#8220;difícil&#8221;, por ter se lançado prematuramente à reeleição, sem buscar uma costura política sólida com partidos aliados. Também dizem que, dada a situação de Yeda no Estado, o ideal seria fazer uma aliança com o PMDB gaúcho, a fim de criar um palanque sólido para o candidato tucano que disputará a Presidência em 2010. Entusiastas da candidatura do governador de São Paulo, José Serra, possível nome do PSDB para a eleição presidencial, defendem lançar para o governo gaúcho o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB).</p>
<p>Na próxima quinta-feira, a cúpula do PSDB do Rio Grande do Sul se reunirá no Palácio dos Bandeirantes com Serra para expor a situação política no Estado. Vão apresentar argumentos contra a aliança com o PMDB gaúcho e pedir o apoio do partido em torno do projeto de reeleição de Yeda.</p>
<p>Na última semana de agosto, a governadora foi até Brasília se encontrar com parlamentares e integrantes da Executiva Nacional do PSDB para tratar de sua situação no partido. Disse que sua candidatura à reeleição é um fato consumado. Ouviu uma mensagem dura da cúpula: o projeto eleitoral do Rio Grande do Sul deve ser submetido ao projeto nacional. E o partido vai agir de acordo com o que avaliar ser o melhor caminho para a candidatura presidencial. E hoje, dizem os líderes partidários tucanos, o melhor caminho passa pela aliança com o PMDB gaúcho.</p>
<p>Um dos maiores defensores da governadora na cúpula nacional, o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), relaciona a crise política no Estado ao &#8220;sinistro da Justiça&#8221;, numa referência ao ministro Tarso Genro, que já se lançou candidato ao governo do Rio Grande do Sul pelo PT.</p>
<p>&#8220;Querem demonizar a Yeda, quando ela diz ser candidata à reeleição. Mas temos defendido a governadora. Toda semana um parlamentar vai ao Estado prestar apoio&#8221;, disse Aníbal.</p>
<p>Enquanto líderes nacionais fazem vista grossa ao processo de resgate político de Yeda, tucanos do Rio Grande do Sul acreditam que a governadora, por ter maioria na Assembleia, passará pela crise. &#8220;O PSDB está fechado em torno da candidatura da governadora. Há apenas vozes isoladas contra. Houve um desgaste, mas há muito tempo para ela se recuperar&#8221;, disse o deputado Ruy Pauletti. Os tucanos gaúchos apostam na aliança com o PP no Estado.</p>
<p>Yeda avisou a cúpula do partido que pretende mudar sua estratégia de comunicação, dando maior divulgação aos atos positivos de sua gestão. Também afirmou que pretende circular mais pelo Estado, visitando cidades do interior, como forma de preparar sua candidatura.</p>
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		<title>As decisões de Lula</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 20:27:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Kennedy Alencar


 

 
    

A 15 meses do final de um período de oito anos de governo, é algo temerário fazer um juízo definitivo sobre a Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda falta um bom tempo para o jogo acabar. Mas é possível arriscar algumas avaliações sobre o conjunto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="sectionName pensata"> <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/"><img src="http://f.i.uol.com.br/folha/furniture/4/masthead/images/lgo-pensata.gif" alt="Pensata" width="230" border="0" height="26" /></a></div>
<h1 class="mastheadTitle localPensata"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/kennedyalencar/">Kennedy Alencar</a></h1>
<p><!--TOOLBAR--></p>
<div id="toolbarTop">
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<div id="articleBy"></div>
<p>A 15 meses do final de um período de oito anos de governo, é algo temerário fazer um juízo definitivo sobre a Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda falta um bom tempo para o jogo acabar. Mas é possível arriscar algumas avaliações sobre o conjunto da obra. Afinal, o próprio Lula antecipou o debate sobre a sua sucessão.</p>
<p>O petista faz um bom governo. Estão aí as pesquisas de popularidade que mostram o juízo da população. Mas, como Fernando Henrique Cardoso, que também fez uma boa administração, Lula deverá deixar um sentimento de que poderia ter realizado mais.</p>
<p>Tomou grandes e acertadas decisões como presidente, mas cometeu um enorme erro.</p>
<p>Foi mérito do presidente peitar o bombardeio do PT ao choque de austeridade econômica de 2003, atitude sem a qual teria seguido um caminho argentino, com todo respeito aos hermanos. Antonio Palocci Filho teve papel fundamental naquele início de governo, reiterando a Lula, nos momentos de dúvida, que a trilha era aquela. Hoje, quando o Brasil enfrenta razoavelmente bem os efeitos de uma crise econômica internacional, é justo dizer que o rigor fiscal e monetário do início do governo tem muito a ver com a solidez atual do país.</p>
<p>Lula também teve a inteligência de ousar mais na área social, massificando programas que, no governo tucano, eram mais restritos. Essa decisão ajudou a expandir o mercado interno, tornando-o um dos motores principais de nossa economia. Apesar dos juros altos da era lulista, a insistência na ampliação do crédito consignado fortaleceu o mercado interno.</p>
<p>O petista cedeu ao conservadorismo do Banco Central. Mas auxiliares dizem que, se não fossem as broncas internas de Lula, a taxa básica brasileira ainda estaria próxima da Lua. O excesso de cautela na política monetária teve um face boa: não deixar a inflação virar novamente um dos grandes problemas do país.</p>
<p>Na política, Lula errou bastante. E continua errando. No primeiro mandato, não deu bola para o Congresso, esnobou uma ala do PMDB e colheu o mensalão que quase o derrubou. Traumatizado pela crise de 2005, fez o contrário no segundo mandato. Superestimou a necessidade de alianças políticas e fez gostosamente o toma-lá-dá-cá com sua base de apoio no Congresso Nacional.</p>
<p>No presidencialismo meio parlamentarista do Brasil, é óbvia a necessidade de alianças políticas. O presidente se elege com maioria dos votos, mas o seu partido não tem maioria no Congresso. No entanto, não é papel do presidente relativizar a má conduta de aliados. Melhor ficar quieto em algumas situações.</p>
<p>Na atual crise do Senado, está claro o ingrediente político. A oposição deseja quebrar a aliança PT-PMDB. É a mesma luta política exercida ao limite quando o PT estava na oposição. Não se pede que Lula ignore isso. Mas não foi a luta política quem colocou Agaciel Maia no comando do Senado, semente de um coronelismo atrasado que prosperou numa burocracia já bastante corporativista.</p>
<p>A marca de certa condescendência com a corrupção ficará inscrita na fotografia histórica do governo Lula, apesar de ele ter nomeado para a Procuradoria Geral da República os mais votados na lista do Ministério Público.</p>
<p>O procurador-geral é a única autoridade que pode abrir investigação judicial contra o presidente da República. FHC nomeou aquele que ficou conhecido como engavetador-geral da República, Geraldo Brindeiro. No entanto, o tucano tinha a inteligência de não passar, publicamente, a mão na cabeça dos que caíram no limbo ao longo de seu governo por suspeita de irregularidade ou corrupção.</p>
<p>Lula tem agora uma grande decisão a tomar: a fatia da riqueza do pré-sal que ficará com a União. Ou seja, como propriedade de todos os brasileiros. Corretamente, o petista quer que a União fique com pelo menos 80% do óleo cru extraído dos campos do pré-sal de menor risco e maior lucratividade.</p>
<p>Para isso, não pretende fixar um percentual na lei para modelo de partilha com as empresas petrolíferas que vão explorar os campos. Quer fixar, caso a caso, após análise do órgão de assessoramento do presidente no qual o governo tem maioria. Trocando em miúdos: a decisão final seria do presidente de plantão. Justo. Ele é a pessoa que recebe o voto da maioria dos brasileiros a cada quatro anos para tocar o país.</p>
<p>A Petrobras e as empresas privadas querem mais do 20% do filé do pré-sal. A Petrobras finca o pé numa participação mínima de 30%. Algo raro em outros países que descobriram riquezas semelhantes ao pré-sal brasileiro.</p>
<p>O Congresso Nacional vai debater a proposta de nova Lei do Petróleo que será enviada ao Congresso. Poderosos lobbies vão agir. A Petrobras é a maior empresa da América Latina. Tem as suas armas para convencer deputados e senadores. Companhias privadas de petróleo costumam ter bala na agulha para persuadir congressistas.</p>
<p>Do capital total da Petrobras, 60% pertencem a investidores privados. A União tem a maioria das ações com direito a voto, mas apenas 40% do capital total. Não parece justo transferir à empresa de capital misto um percentual tão elevado do pré-sal.</p>
<p>Se a Petrobras ficar com 30% do pré-sal, 18 pontos percentuais irão para mãos privadas. Se a estatal obtiver 20%, serão 12 pontos percentuais de uma imensa riqueza. Parece que já está de bom tamanho. Lula está certo ao insistir numa participação maior da União. Convém ficar atento ao debate futuro no Congresso. Fixar um percentual em lei lesará a atual e as futuras gerações de brasileiros.</p>
<p><!--noindex--> <!--PRINT:EXCLUDE--></p>
<div id="articleEnd"></div>
<div id="articleExtra"></div>
<p><!--/PRINT:EXCLUDE--><!--/noindex-->  <!--/TEXTO--> <!--/NOTICIA--></p>
<p><strong>E-mail:</strong> <a href="mailto:kennedy.alencar@grupofolha.com.br">kennedy.alencar@grupofolha.com.br</a></p>
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<table class="biographicalFoot">
<tr>
<td width="60"><img src="http://f.i.uol.com.br/folha/colunas/images/0726966.jpg" width="50" height="50" /></td>
<td><span class="tagline"> <strong>Kennedy Alencar</strong>, 41, colunista da <strong>Folha Online</strong> e repórter especial da <strong>Folha</strong> em Brasília. Escreve para <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/kennedyalencar/">Pensata</a> às sextas e para a coluna <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/brasiliaonline/">Brasília Online</a>, sobre bastidores do poder, aos domingos. É comentarista do telejornal &#8220;RedeTVNews&#8221;, de segunda a sábado às 21h10, e apresentador do programa de entrevistas &#8220;<a href="http://www.redetv.com.br/enoticia" target="_blank">É Notícia</a>&#8220;, aos domingos à meia-noite.</span></td>
</tr>
</table>
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		<title>Beto Richa (PSDB) na berlinda</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 13:43:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Vídeo cita mais casos de corrupção no PR
Fita mostra que construtor afirmou ter desviado IPTU para financiar campanha do prefeito de Curitiba
JOSÉ MASCHIO DA AGÊNCIA FOLHA, EM LONDRINA &#8211; DIMITRI DO VALLE DA AGÊNCIA FOLHA, EM CURITIBA
Dois auxiliares diretos do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), gravaram um vídeo no qual o construtor Rodrigo Oriente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://conexaolive.files.wordpress.com/2009/06/beto-richa1.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://conexaolive.files.wordpress.com/2009/06/beto-richa1.jpg" align="left" width="307" height="204" /><strong></strong></p>
<p><font size="5"><strong>Vídeo cita mais casos de corrupção no PR</strong></font></p>
<p><font size="5"><strong>Fita mostra que construtor afirmou ter desviado IPTU para financiar campanha do prefeito de Curitiba</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">JOSÉ MASCHIO DA AGÊNCIA FOLHA, EM LONDRINA &#8211; DIMITRI DO VALLE DA AGÊNCIA FOLHA, EM CURITIBA</p>
<p>Dois auxiliares diretos do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), gravaram um vídeo no qual o construtor Rodrigo Oriente -que divulgou cenas nas quais políticos que apoiaram o tucano recebiam dinheiro sem origem comprovada- diz ter relatado mais casos de corrupção na gestão tucana à Polícia Civil do Paraná.<br />
O vídeo foi feito pelo procurador-geral de Curitiba, Ivan Bonilha (advogado da campanha de Richa), e pelo diretor de Transportes da URBS, Fernando Ghignone (tesoureiro). Nele os dois conversam com o ex-gerente comercial da construtora Piemonte, Rodrigo Oriente, em 10, 11 e 13 de junho deste ano.<br />
A Piemonte, empresa de loteamentos que atua em Curitiba, pertence à holding Plenaventura e foi a terceira maior doadora da campanha de Richa. Oriente -que trabalhou num comitê de apoio a Richa em 2008- acusou o comitê tucano de utilizar um caixa dois.<br />
No dia 22, quando a acusação de caixa dois chegou aos jornais, o PSDB divulgou uma edição de 11 minutos do vídeo (que tem mais de três horas) em que Oriente cita a pressão de opositores de Richa para fazer denúncias. A íntegra do vídeo, porém, mostra que Oriente também listou vários casos de corrupção na prefeitura e fraudes na arrecadação de IPTU para alimentar a campanha tucana.<br />
Oriente diz a seus interlocutores que enumerou 26 casos de crimes ao depor a um órgão da Polícia Civil do Paraná. Ao ouvirem as denúncias, Bonilha e Ghignone prometem &#8220;&#8221;tomar providências&#8221;. A íntegra da fita foi entregue à Folha por Richa.<br />
Na gravação, Oriente diz que a Piemonte negociou com Richa que a arrecadação de IPTU de 6.220 terrenos num loteamento não fosse para o erário, mas para a campanha do PSDB.<br />
O esquema gerou R$ 334 mil para a campanha de Richa, disse Oriente. Ele diz que R$ 200 mil foram para o comitê central de Richa e o resto a comitês pró-Richa nos bairros. A prestação de contas de Richa lista a Piemonte como doadora de R$ 201 mil à campanha. Oriente disse que o montante não declarado ao TRE foi para o caixa dois da campanha de Richa.</p>
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		<title>Merenda escolar de Kassab custa o dobro é fornece a metade da merenda estadual. MP investiga</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 16:25:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Merenda mais cara em SP é alvo de MP
Bruno Tavares e Marcelo Godoy &#8211; O Estado SP
Com orçamento de R$ 202 milhões, menos da metade dos R$ 464 milhões previstos pela da Prefeitura de São Paulo para a merenda escolar em 2009, o governo do Estado gerencia direta ou indiretamente 700 milhões de refeições por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.abima.com.br/arquivos/e_abima/263_3NASON6MUCOMNVFN0XBUXJKGLO1KXP.JPG" alt="http://www.abima.com.br/arquivos/e_abima/263_3NASON6MUCOMNVFN0XBUXJKGLO1KXP.JPG" /></div>
<p><font size="4"></font><font size="4"><strong>Merenda mais cara em SP é alvo de MP</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Bruno Tavares e Marcelo Godoy &#8211; O Estado SP</p>
<p>Com orçamento de R$ 202 milhões, menos da metade dos R$ 464 milhões previstos pela da Prefeitura de São Paulo para a merenda escolar em 2009, o governo do Estado gerencia direta ou indiretamente 700 milhões de refeições por ano &#8211; mais que o dobro das refeições fornecidas por ano na rede municipal (320 milhões). A disparidade levantou suspeitas do Ministério Público Estadual, que investiga suposta formação de cartel, fraude e corrupção.</p>
<p>Com cardápios semelhantes, em sua maior parte, as duas principais redes de ensino público paulistas têm modelos diferentes de gestão. Na Prefeitura, o fornecimento da merenda foi terceirizada, enquanto no Estado as escolas recebem os alimentos comprados de forma direta. A Secretaria Municipal da Educação afirma ser &#8220;impossível&#8221; comparar os gastos. Diz que o que serve custa mais caro que o fornecido pelo Estado, argumentando que os níveis educacionais atendidos são diferentes.</p>
<p>O Departamento de Suprimento Escolar (DSE) é responsável pela merenda no Estado e atende 1.684 escolas de forma direta, em 21 cidades. Também repassa parte dos recursos a outras 3.900 escolas de 519 municípios. Recursos do DSE ainda cobrem outro tipo de repasse às cidades: trimestral, para aquisição de alimentos e compra de balcões térmicos, freezers, refrigeradores e fogões. Isso sem contar o trabalho de qualificação profissional de cerca de 4 mil merendeiras.</p>
<p>O Departamento de Merenda Escolar da Prefeitura atende 1,1 milhão de alunos em quase 3 mil escolas, servindo 1,6 milhão de refeições por dia. Com 200 dias letivos, cada refeição custaria em média R$ 1,45. O DSE do Estado atende de forma direta (cobre 100% da refeição) 1,6 mil escolas, servindo 1 milhão de refeições por dia (nos mesmos 200 dias letivos) para 1,2 milhão de alunos. Só com esses estudantes, o DSE gasta R$ 84 milhões em 200 milhões de refeições por ano, o que faria o custo médio de cada refeição ser de R$ 0,42. A Secretaria Estadual da Educação diz, porém, que esse valor é 54,7% maior (R$ 0,65). Esse custo, ao contrário da merenda terceirizada, não incluiria a mão de obra.</p>
<p>Para que gastasse os mesmos R$ 1,45 por refeição na merenda direta, o DSE teria de aumentar os recursos em R$ 160 milhões (R$ 0,65 por refeição) ou R$ 210 milhões (R$ 0,42 por refeição). Isso seria suficiente para gastar cerca de R$ 4 mil &#8211; entre salários e encargos &#8211; com 4 mil merendeiras, profissionais que o DSE espera capacitar.</p>
<p>A comparação entre gastos do Estado e da Prefeitura com a merenda chegam a resultados semelhantes aos de estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que constatou que a terceirização representava custo 3,6 vezes maior para a Prefeitura do que a merenda direta. &#8220;Aqui não tem santo. Há denúncias de fraudes tanto na merenda direta quanto na terceirizada&#8221;, disse o promotor Silvio Antônio Marques.</p>
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		<title>Os políticos e a imprensa</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 16:15:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Blog vi o mundo
por Sonia Montenegro, em 3/7/2009
Em 25 de abril de 1984, a emenda que viabilizaria a eleição direta foi derrubada, apesar do grande movimento popular que clamava a volta da democracia e o direito ao voto.
Neste tempo, o político mineiro Tancredo Neves, apesar de comparecer aos comícios das Diretas Já, torcia para que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"><a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/sonia-montenegro-cuidado-apoiar-o-governo-lula-e-muito-perigoso/"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img5/216055_4.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img5/216055_4.jpg" /></div>
<p></a><strong><a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/sonia-montenegro-cuidado-apoiar-o-governo-lula-e-muito-perigoso/"></a></strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong><a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/sonia-montenegro-cuidado-apoiar-o-governo-lula-e-muito-perigoso/">Blog vi o mundo</a></strong></p>
<p><strong><font size="4">por Sonia Montenegro, em 3/7/2009</font></strong></p>
<p>Em 25 de abril de 1984, a emenda que viabilizaria a eleição direta foi derrubada, apesar do grande movimento popular que clamava a volta da democracia e o direito ao voto.</p>
<p>Neste tempo, o político mineiro Tancredo Neves, apesar de comparecer aos comícios das Diretas Já, torcia para que a emenda não fosse aprovada, para que ele pudesse se candidatar pelo PMDB, e ser eventualmente eleito presidente pelo Colégio Eleitoral. Tancredo sabia que sua única chance seria a eleição indireta.</p>
<p>Em 23 de julho, PMDB e PFL assinam aliança Tancredo-Sarney, como candidatos do Colégio Eleitoral para a escolha do novo Presidente e vice da chamada “nova” República.</p>
<p>Tancredo conseguiu a aprovação da imprensa, já havia se entendido com o Roberto Marinho das Organizações Globo, e construiu uma grande aliança que garantiu sua vitória no Colégio Eleitoral, porém, na véspera de sua posse, foi internado, sofreu 7 cirurgias, vindo a falecer</p>
<p>Sua morte só foi anunciada à nação no dia 21 de abril, para coincidir com a morte de Tiradentes, seu conterrâneo e mártir da independência. Tancredo era então o mártir da República. Enquanto ele agonizava, a imprensa o beatificava, com matérias e reportagens que geraram uma comoção popular, como de costume, aliás.</p>
<p>Em 15 de março de 1985 Sarney assume provisoriamente a presidência, e em 22 de abril, definitivamente. Nesta altura, já tinha tido vários mandatos como deputado, governador biônico (eleito indiretamente) do Maranhão, senador e presidente do PDS. Sua vida pública já era conhecida de todos, mas teve apoio no Congresso e conseguiu inclusive aumentar em mais 1 ano o seu mandato. Depois de deixar a presidência, elegeu-se senador pelo Amapá e compunha a base de apoio do governo de FHC.</p>
<p>Em 2002, sua filha, Roseana Sarney se candidata à presidência pelo PFL e começa a ameaçar a ida do tucano José Serra para disputar o 2º turno da eleição com Lula. Isso deixou os tucanos de orelha em pé, com a certeza de que alguma coisa teria que ser feita para impedir a vergonha do candidato de FHC não chegar nem ao 2º turno.</p>
<p>No dia 1º de março de 2002, a PF invade o escritório da Lunus (MA), empresa do marido da então candidata à presidência Roseana Sarney, e encontra R$ 1,3 milhão no cofre. A imprensa divulga imediatamente a pilha de dinheiro e derruba a candidatura da Roseana.</p>
<p>Em 20 de março, o senador José Sarney, pai de Roseana, faz discurso no plenário e acusa textualmente o candidato José Serra como o responsável pela ação da PF. Todos os envolvidos nela eram “gente do Serra”. Não se tem notícia de que tenha sido processado por seu discurso, nem que tenha sido ameaçado por “quebra de decoro”, pelas graves acusações que fez.</p>
<p>“Acusam a governadora pela aprovação da Usimar e esquecem o ex-ministro José Serra, que responde ao processo 96.00.01079-0 por ‘improbidade administrativa &#8211; ressarcimento ao erário’, a outra ação, 2000.34.00.033429-7, com a finalidade de ‘reparação de danos ao erário’, e ainda a várias outras ações ordinárias, cautelares, civis públicas, populares”.</p>
<p>O texto acima serve apenas para mostrar a hipocrisia dos políticos e da imprensa:</p>
<p>1- Tancredo fingia que apoiava o movimento pelas Diretas, mas torcia para que não fosse aprovada. Obviamente, a imprensa tinha conhecimento de tudo, mas como não interessava, não divulgava. (Há pouco tempo o jornalista Maurício Dias escreveu a esse respeito em Carta Capital)</p>
<p>2-  Sarney, quando era da base de apoio do governo FHC era um político ilustre. Foi presidente do Senado no 1º ano do mandato de FHC (entre 1995 e 1997), seguido de ACM, Jader Barbalho&#8230;</p>
<p>3-  As abundantes irregularidades do Senado agora denunciadas, já acontecem há pelo menos 15 anos, segundo se diz, mas só agora existe um real interesse em denunciá-las. Aliás, mais uma vantagem de ter Lula no poder: pela 1ª vez, os políticos que mandaram e desmandaram por todo tempo neste país querem apurar as irregularidades, embora retrocedam quando estas retroagem a 2002. FHC espertamente disse que o que aconteceu no seu governo já faz parte da história.</p>
<p>4-  Renan Calheiros renunciou à presidência do Senado porque tem uma filha fora do casamento (reconhecida por ele) que foi sustentada por um empresário, mas FHC tem um filho também fora do casamento (não reconhecido por ele), que é sustentado pela Rede Globo (sua mãe é jornalista global, e foi transferida para a Espanha, para não causar transtornos ao pai), mas disso a imprensa não fala, exceto a revista Caros Amigos, que divulgou o fato, e não foi acionada nem contestada. Agora Renan é corrupto, mas ele foi Ministro da Justiça de FHC.</p>
<p>5- Sempre que são feitas denúncias de corrupção, a imprensa elege os “arautos da moralidade” para fazer seus comentários indignados. Os cidadãos desavisados tendem a acreditar que essas figuras são corretas, o que não corresponde à realidade. É pura hipocrisia!</p>
<p>6- Se a imprensa tivesse compromisso com a verdade, escolheria aqueles com ficha limpa, tendo portanto uma enorme responsabilidade pela péssima qualidade do nosso legislativo.</p>
<p>7-  A imprensa apoiou o golpe de 64, a ditadura, o Collor, o FHC, e continuará apoiando o que de pior existe na política brasileira, para preservar seus interesses e de seus anunciantes. Essa é a sua lei maior!!!</p>
<p>8-   José Agripino Maia é primo de Agaciel Maia, que em 19 de junho último casou sua filha, e contou com a família de Agripino pra prestigiar a festa! Fez-se na política nos tempos da ditadura, quando a corrupção não era noticiada pela imprensa, mas ainda assim, basta procurar para encontrar uma série de denúncias e irregularidades em sua vida pública, como dinheiro “por fora” para campanhas eleitorais. É dono também de alguns veículos de comunicação.</p>
<p>9-  Heráclito Fortes também é político dos tempos da ditadura, e faz parte da “tropa-de-choque” do banqueiro condenado Daniel Dantas. Tinha em seu gabinete, desde 2003, como funcionária fantasma morando em São Paulo, Luciana Cardoso, filha de FHC. Recentemente defendeu o pagamento de R$ 6,2 milhões em horas extras para 3.883 funcionários durante o mês de janeiro, em pleno recesso, quando não houve trabalho parlamentar no Congresso.</p>
<p>10- Arthur Virgílio é o rei da cara-de-pau. Bradava contra o caixa 2 do PT, que chamam de “mensalão” apenas para dar uma impressão de maior gravidade, mas em entrevista ao Jornal do Brasil em 19/11/2000, reconhece que “foi obrigado” a fazer caixa 2 na campanha para o governo do Amazonas, e que podia reconhecer o fato publicamente porque o crime já prescrevera. Quando foi prefeito de Manaus, teve nada menos que 46 operações e obras classificadas de irregulares, por uma auditoria no Tribunal de Contas do Município (TCM) JB 18/3/92. Recentemente, divulgou-se que seu assessor pediu a Agaciel US$10 mil, garantindo que um rateio entre “amigos” quitou o empréstimo. Agaciel nega ter recebido. Por atos secretos do Senado, contratou seu professor de jiu-jitsu, 3 filhos de seu subchefe de gabinete Carlos Homero Nina Vieira, um deles morando na Espanha, e ainda a mulher e a irmã de Nina Vieira, sem contar os gastos R$ 723 mil com despesas médicas de sua falecida mãe, em 2006.</p>
<p>Esses são os políticos que a imprensa escolhe para dar depoimentos condenando a corrupção. Seria cômico se não fosse trágico!</p>
<p>Claro está que a intenção da imprensa e da oposição não é absolutamente a de moralizar o Senado, mas toda essa repentina perseguição ao Sarney tem alguns objetivos importantes para a oposição: paralisa o Senado, em tempos de crise mundial, prejudicando o governo e principalmente o país, e intimida os parlamentares da base de apoio deste governo. É como se estivessem dizendo a todos os parlamentares: cuidado, apoiar o governo Lula é muito perigoso!!!</p>
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		<title>Arthur Virgílio sem emprego em Dubai</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 17:11:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Maria Cristina Fernandes &#8211; VALOR
Numa apoteótica semana para o circo do Senado Federal, a informação de que o Brasil pouco avançou no combate à corrupção passou como um apêndice no noticiário. Com a farta colheita da indústria de vazamentos em Brasília, de um lado, e o relatório do Banco Mundial, do outro, a conclusão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-MARIA_CRISTINA_FERNANDE.jpg" align="left" border="0" /></p>
<p style="background-color: #ffff99">Maria Cristina Fernandes &#8211; VALOR</p>
<p>Numa apoteótica semana para o circo do Senado Federal, a informação de que o Brasil pouco avançou no combate à corrupção passou como um apêndice no noticiário. Com a farta colheita da indústria de vazamentos em Brasília, de um lado, e o relatório do Banco Mundial, do outro, a conclusão decorrente seria de que o organismo internacional apenas constatou empiricamente a pasmaceira da política nacional.</p>
<p>Mas se o picadeiro de Brasília tem alguma serventia é precisamente a de mostrar que o selo de país mediano na corrupção internacional que o Bird, ano após ano, confere ao Brasil é tão confiável quanto uma rubrica de Agaciel Maia num ato secreto.</p>
<p>A lista do banco não resiste à mais leiga das lupas. Tome-se, por exemplo, os Emirados Árabes Unidos, país situado em 18º lugar entre os que melhor controlam a corrupção, 24 posições à frente do Brasil. A classificação não se baseia em ações de governo, mas em percepções.</p>
<p>O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) certamente não faria sucesso em Dubai. Não pela ausência de benesses ilícitas de denunciantes e denunciados. O que falta é denúncia.</p>
<p>O governo dos emires mescla poder hereditário e conselho consultivo de representantes escolhidos por um colégio eleitoral ampliado. A população convive com liberdades limitadas em troca de uma das maiores rendas per capita do mundo.</p>
<p>Não faz sentido algum comparar a percepção da corrupção num lugar desses com aquela advinda de um país que transmite as entranhas do Senado ao vivo.</p>
<p>Esse tipo de relatório ganha foro de publicação respeitável a despeito de seus critérios já terem sido exaustivamente desnudados. As críticas vão além da questionável metodologia de indicadores baseados nos interesses de grandes corporações e organizações não-governamentais com atuação nesses países.</p>
<p>Em abril o &#8220;Wall Street Journal&#8221; divulgou a conclusão dos trabalhos de um grupo de avaliação interno do banco que, em 690 páginas, enxovalhou seus próprios critérios para detecção de fraudes na concessão de empréstimos.</p>
<p>O relatório tem um trecho revelador: &#8220;Os tradicionais sistemas de controle do banco não foram projetados para resolver questões como fraude e corrupção. Eles foram criados para garantir a eficiência e integridade financeira do banco ao menor custo possível&#8221;.</p>
<p>Ou seja, a mesma instituição que se arvora na condição de classificar entre mais e menos corruptos 212 países do mundo inteiro não consegue ter governança sobre seus próprios empréstimos.</p>
<p>O cientista político americano Aaron Schneider já havia apontado as falhas das políticas de combate à corrupção do Bird nos países em desenvolvimento. Sua crítica se fundamenta no foco do banco sobre o que chama de &#8220;pequena corrupção&#8221; &#8211; privilégios do funcionalismo, suborno e propina &#8211; que ocupam, em grande parte, o jornalismo político nacional.</p>
<p>Não que a versão em miniatura da corrupção seja desimportante. Consome recursos públicos e prejudica a grande maioria que não pode se utilizar dessas benesses ilícitas do Estado.</p>
<p>O ponto é que se ignora a &#8220;grande corrupção&#8221;, aquela em que o Estado atua em favor de um setor particular da economia ou, com informações privilegiadas, baliza grandes fortunas no mercado financeiro.</p>
<p>Não é uma opção técnica a do combate à propina comezinha da burocracia. Ao fazê-lo, toma-se uma decisão política de não confrontar instâncias de poder cujas deliberações, em última instância, podem prejudicar os próprios interesses de instituições como o Banco Mundial. São esses interesses, como lembrou o relatório interno, que, em última instância, busca-se preservar.</p>
<p>Se o público pagante chegou a imaginar que as intrigas políticas são uma exclusividade do salão azul do Senado, Schneider traz algum conforto. Em artigo na coletânea &#8220;A corrupção: ensaios e críticas&#8221; (UFMG, 2008) conta que a indústria de relatórios internos no Banco Mundial foi fomentada em meio ao mal-estar produzido pela renúncia de um ex-presidente da instituição que favorecera funcionária com quem namorava.</p>
<p>O vazamento desses relatórios internos desvendou as contradições de uma instituição que tende a ignorar a corrupção em países que cresceram rapidamente graças à adoção de políticas preconizadas pelos credores, como abertura comercial, liberalização de mercados e achatamento de salários do funcionalismo.</p>
<p>Custa a crer que, depois da crise, cantada em verso e em prosa pela capacidade de abalar as diretrizes da ordem financeira global, esses anuários de corrupção mundial sigam ignorando seus próprios descaminhos.</p>
<p>E enquanto Ministério Público, Polícia Federal, Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas e Congresso Nacional &#8211; qual outra instituição tem sido capaz de sobreviver à reiterada exposição pública de suas entranhas? &#8211; continuarem funcionando à luz de uma imprensa que publica o que quer, a resposta a esse tipo de classificação é simples: &#8220;A corrupção no Brasil vai bem, obrigada&#8221;.<br />
<strong><br />
Maria Cristina Fernandes é editora de Política. Escreve às sextas-feiras </strong></p>
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		<title>Desvendada a gripe de Serra</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 14:30:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[alquéres]]></category>
		<category><![CDATA[alstom]]></category>
		<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
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		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[Tucanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Há dois dias reproduzi aqui artigo de Catia Seabra, da Folha SP, informando da forte gripe do governador Serra (ver Serra está com gripe suína? aviária? ou simples resfriado?).
O mistério foi hoje dilucidado por Mônica Bergamo, também da Folha.
A &#8220;doença&#8221; que acometeu o ilustre tucano pode ser denominada &#8220;Alstomalgia&#8221;. Seu primeiro e significativo sintoma provocou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há dois dias reproduzi aqui artigo de Catia Seabra, da <strong>Folha SP</strong>, informando da forte gripe do governador Serra (ver <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/serra-esta-com-gripe-suina-aviaria-ou-simples-resfriado/" rel="bookmark" title="Permanent Link to Serra está com gripe suína? aviária? ou simples resfriado?">Serra está com gripe suína? aviária? ou simples resfriado?</a>).</p>
<p>O mistério foi hoje dilucidado por Mônica Bergamo, também da <strong>Folha</strong>.</p>
<p>A &#8220;doença&#8221; que acometeu o ilustre tucano pode ser denominada &#8220;Alstomalgia&#8221;. Seu primeiro e significativo sintoma provocou a anulação da viagem do governador ao Rio de Janeiro para participar, como era sua intenção, da pose de seu amigo Alquéres como presidente da Associação Comercial carioca.</p>
<p>Segundo fontes consultadas pelo blog, a &#8220;doença&#8221; provoca uma especie de alergia (ou para alguns, fobia), a todo e qualquer representante que de perto o de longe possa ser associado com a sigla <strong>Alstom</strong> (curiosamente isto não se aplica aos contratos que continuam associando a empresa ao governo estadual).</p>
<p>Em todo caso, como Alquéres é o ex-presidente da <strong>Alstom</strong> no Brasil, o &#8220;paciente&#8221; foi aconselhado a evitar o contato, que provocaria danos que podem chegar a ser irreparáveis, se combinados com fotografias e imagens reproduzidas país afora.</p>
<p>De sorte que, segundo Mônica Bergamo desmentindo Catia Seabra, José Serra não estava com gripe nenhuma. Teria sido uma mentira esfarrapada para justificar sua ausência, utilizando a <strong>Folha</strong> para transmitir a desculpa. A inverdade foi flagrada pela Mônica no twitter de José Serra, que postou seu fervor religioso pelo apóstolo São Paulo, preferindo homenageá-lo aos 2.000 anos do seu nascimento, na data da pose do &#8220;muy amigo Alquéres&#8221;.</p>
<p>Um apóstolo vale vários alqueires, deve ter pensado nosso augusto representante.</p>
<p>Fica porem uma dúvida. Não existe prova nem da gripe de Serra, nem de sua presença na homenagem ao apóstolo São Paulo. Só apareceu por enquanto a informação da Catia e o twitter reproduzido na Bergamo. A seguir, a nota da colunista que não deixa escapar uma. LF</p>
<p><strong>&#8220;MARAVILHA&#8221;<br />
<em>&#8220;A ausência do governador  José Serra, de São Paulo, na  posse de José Luiz Alquéres,  ex-presidente da Alstom (empresa investigada por supostamente dar propina a tucanos  paulistas na década passada),  na presidência da Associação  Comercial do RJ, na quarta, foi  justificada por uma &#8220;forte gripe&#8221;. No mesmo dia, porém, Serra foi a outra festa: &#8220;Fui à Sala  São Paulo celebrar os 2 mil  anos do nascimento de São  Paulo, o apóstolo. Acho a história dele uma maravilha&#8221;, revelou o próprio governador em  seu Twitter.&#8221; (Coluna Mônica Bergamo &#8211; Folha SP)</em></strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.vermelho.org.br/admin/img_upload/alstom3.jpg" alt="http://www.vermelho.org.br/admin/img_upload/alstom3.jpg" /></div>
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