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	<title>Blog do Favre &#187; crédito</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Indústria prevê início de 2010 a todo vapor</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 10:55:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Produção deverá crescer até 16,5% no primeiro trimestre
Marcelo Rehder &#8211; O Estado SP

A indústria iniciará 2010 embalada como não se via há muito tempo no País. Empresários e economistas projetam dois dígitos de crescimento da produção industrial no primeiro trimestre, período tradicionalmente fraco, marcado por férias coletivas e demissão de temporários. A consultoria MB Associados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: x-large;">Produção deverá crescer até 16,5% no primeiro trimestre</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Marcelo Rehder &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p><img class="alignleft" src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091122/img/4.10.imagem_industria2.jpg" alt="" /><br />
A indústria iniciará 2010 embalada como não se via há muito tempo no País. Empresários e economistas projetam dois dígitos de crescimento da produção industrial no primeiro trimestre, período tradicionalmente fraco, marcado por férias coletivas e demissão de temporários. A consultoria MB Associados prevê expansão de 12,1% para a indústria no período. Já a LCA Consultores espera crescimento maior, de 16,5%.</p>
<p>Parte disso será efeito da base de comparação muito baixa. Basta lembrar que a indústria chegou a cair 17,2% no começo deste ano. Em compensação, as empresas estão diminuindo estoques rapidamente e, com a perspectiva de um bom Natal, o setor deverá chegar na virada do ano sem produtos acabados, o que ajudará ainda mais na reação, no começo de 2010.</p>
<p>&#8220;Isso sem falar dos efeitos de política monetária e fiscal acumulados ao longo do ano&#8221;, afirma Sergio Vale, economista chefe da MB Associados. &#8220;No caso da política monetária, pelas defasagens naturais de política, devemos ter um pico de impacto da redução dos juros no primeiro semestre de 2010.&#8221;</p>
<p>A Vitopel, maior fabricante de embalagens plásticas flexíveis da América Latina, fechou o orçamento para 2010 com previsão de aumento de 13,7% na produção do primeiro trimestre. Para o ano todo, a expectativa é de 7%. &#8220;O ambiente é bastante positivo para os próximos cinco meses&#8221;, diz o presidente da Vitopel, José Ricardo Roriz Coelho. A empresa trabalha a plena carga desde agosto, e mesmo assim terá de cancelar as férias coletivas que normalmente concede entre 20 de dezembro e 5 de janeiro.</p>
<p>A Vitopel não está sozinha. Segundo Roriz Coelho, diretor do Departamento de Tecnologia e Competitividade da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a grande maioria das empresas que não dependem de exportação também trabalha neste fim de ano no limite máximo da produção e teve de recorrer ao cancelamento das tradicionais férias de fim de ano. &#8220;Os níveis de estoque nos diversos segmentos da indústria continuam muito baixos e os pedidos do varejo ainda não terminaram&#8221;, diz o executivo. &#8220;A logística vai ter que trabalhar muito para não faltar produtos nas lojas, porque este Natal promete ser um dos melhores dos últimos cinco anos.&#8221;</p>
<p>Fabricantes de eletroeletrônicos instalados na Zona Franca de Manaus trabalham em três turnos para dar conta das encomendas. Várias empresas, como a LG e a Philips, tiveram de reduzir ou suspender as férias coletivas. No setor de informática, a expectativa da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) é de que as vendas de PCs mantenham no ano o mesmo volume de 2008 (12 milhões de unidades), apesar da queda de 17% ocorrida no primeiro semestre.</p>
<p>Nesse contexto, quase não se ouve mais falar em crise, com exceção dos exportadores, que reclamam da valorização do real e da demanda fraca no mundo. &#8220;A economia brasileira voltou ao nível pré-crise nesse terceiro trimestre, que terminou em setembro&#8221;, diz o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges.</p>
<p>A recuperação foi rápida (a crise durou quatro trimestres), comparada com outras recessões ocorridas entre 1980 e 2003, quando o País levava de oito a dez meses para retomar o crescimento. &#8220;Foi uma recuperação rápida, que ajuda a explicar por que as taxas de crescimento vão ficar ainda mais robustas no último trimestre deste ano e, principalmente, nos primeiros três meses de 2010&#8243;, afirma o economista.</p>
<p>Para Bráulio, a tônica da atividade nesse período será &#8220;os bancos privados pisando no acelerador do crédito para o consumo e para as empresas&#8221;. Hoje, segundo ele, já não há tanto receio de emprestar, porque a inadimplência do consumidor está em queda e a das empresas parou de subir. &#8220;Com os bancos privados voltando ao jogo do crédito, a gente pode esperar uma competição ferrenha pelo consumidor e pelas empresas, o que obviamente vai estimular a atividade econômica&#8221;, ressalta o economista da LCA.</p>
<p>No Bradesco, a inadimplência na carteira de crédito de pessoas jurídicas começa a sinalizar recuo, principalmente em grandes empresas. Nesse segmento, a taxa de inadimplência saiu de um nível de 0,5%, em dezembro de 2008, e atingiu o pico de 0,9% em setembro último.</p>
<p>&#8220;Não posso dar dados oficiais em números antes da publicação do balanço trimestral, mas nossos indicadores internos apontam para baixo&#8221;, conta o superintendente executivo do departamento de empréstimos e financiamentos do Bradesco, José Ramos Rocha Neto. &#8220;Os indicadores apontam para uma tendência de regularização no primeiro trimestre de 2010.&#8221;</p>
<p>A maior oferta de crédito no cenário atual de vendas aquecidas estimula as empresas a retomar investimentos engavetados por causa da crise. &#8220;Nossos números de outubro e novembro são muito positivos&#8221;, adianta o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto. Os dados serão divulgados na quarta-feira. Até setembro, o setor acumulava no ano queda de 24%.</p>
<p><strong>NÚMEROS</strong></p>
<p>12,1%<br />
é a previsão da MB Associados para o crescimento da indústria no primeiro trimestre de 2010</p>
<p>16,5%<br />
é a previsão da LCA Consultores</p>
<p>13,7%<br />
é a previsão da Vitopel para o aumento da produção no período</p>
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		<title>Vigor no emprego</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 13:55:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Celso Ming &#8211; O Estado SP
celso.ming@grupoestado.com.br
Mais um contraste com o resto do mundo. Enquanto lá fora a recuperação da atividade econômica depois da maior crise desde os anos 30 se faz com aumento do desemprego, no Brasil, vem com forte criação de postos de trabalho.
Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="size-full wp-image-16354 alignleft" title="celso_ming" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/11/celso_ming.jpg" alt="celso_ming" width="70" height="100" /><span style="background-color: #ffff99;">Celso Ming &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>celso.ming@grupoestado.com.br</p>
<p>Mais um contraste com o resto do mundo. Enquanto lá fora a recuperação da atividade econômica depois da maior crise desde os anos 30 se faz com aumento do desemprego, no Brasil, vem com forte criação de postos de trabalho.</p>
<p>Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, apontam para um aumento recorde de contratações de pessoal com carteira de trabalho assinada (emprego formal) em meses de outubro: 231 mil novos postos. Esse número perfaz para os primeiros dez meses do ano quase 1,2 milhão de empregos novos no Brasil, fato que fortalece o ambiente de recuperação.</p>
<p>São quatro os principais motivos desse aumento do emprego:</p>
<p>(1) A relativa estabilização da economia brasileira que, por sua vez, tem a ver com juros mais baixos e regras do jogo mais previsíveis. O pior inimigo do emprego é a falta de horizontes no jogo econômico. Mesmo em ambiente de crise, se as regras são mais estáveis, o empresário investe.</p>
<p>(2) A expansão do crédito, que alcançou 9,8% no período de janeiro a setembro deste ano em relação a igual período do ano passado. A expansão do crédito pressupõe certo controle sobre a dívida pública, o que permite que os bancos tenham condições de canalizar menos recursos para a subscrição de títulos públicos e mais para o financiamento de empresas e pessoas físicas.</p>
<p>(3) O aumento das transferências de recursos para as áreas carentes (Bolsa-Família). Foi o que garantiu certo aumento do consumo e, portanto, a necessidade de contratações de pessoal para garantir o fluxo de produção.</p>
<p>(4) O aumento da demanda na economia mundial, especialmente no setor de commodities. Esse fator se deve muito às políticas de afrouxamento fiscal e monetário levadas adiante nos países ricos para combater a crise.</p>
<p>Não dá para dizer ainda que a recuperação do emprego no Brasil seja sustentável. Há notória insegurança no mercado internacional. Os bancos centrais dos países ricos estão diante de uma encruzilhada. Têm de trazer de volta os recursos que despejaram para enfrentar a crise e que agora ameaçam produzir novas bolhas. Mas não sabem ainda nem a partir de que momento nem em que intensidade fazê-lo, porque temem empurrar a economia para uma grave recaída. Ontem, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, avisou mais uma vez que o crédito apertado e o desemprego crescente nos Estados Unidos deverão limitar a recuperação (veja o Confira). E, se houver uma recaída lá fora, o emprego também será atingido no Brasil.</p>
<p>Em todo o caso, daqui para a frente a economia brasileira recebe força total do setor das obras públicas, que é manejado pelos governadores e pelo governo federal de maneira que mostre serviço meses antes das eleições. Enfim, é também a política empurrando o emprego.</p>
<p>Se a retomada da atividade econômica interna se consolidar, será inevitável a melhora da arrecadação que, nos últimos dez meses, foi uma das principais fontes de debilidade da economia brasileira.</p>
<p><strong>Confira</strong></p>
<p>Recuperação lenta &#8211; Em pronunciamento feito no Clube Econômico de Nova York, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, mostrou que não está impressionado com as previsões dos analistas que vêm denunciando a formação de novas bolhas.</p>
<p>Avisou que a recuperação da atividade econômica dos Estados Unidos é lenta e que o mercado de trabalho vai continuar fraco durante muito tempo.</p>
<p>Ficou claro que os juros não subirão tão cedo e que os investidores continuarão despejando dólares nas aplicações de risco, o que favorece a alta das ações, do ouro e das commodities.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-large;"><strong>***</strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="font-size: xx-large;">Serra alfineta Lula por desemprego alto</span></strong></p>
<p style="text-align: left;">&#8220;O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), tentou desviar a atenção do acidente nas obras do Rodoanel, durante a inauguração de uma usina, em Mirante do Paranapanema, região de Presidente Prudente. Em seu discurso, de cerca de 20 minutos, ele alfinetou o governo Lula, dizendo que a taxa de 8% de desemprego é alta para um país em desenvolvimento. &#8220;O emprego não cresce satisfatoriamente e, quando cresce, falta gente qualificada&#8221;, afirmou ontem.&#8221; (Primeiro caderno do jornal <em>O Estado SP</em>)</p>
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		<title>&#8221;A expressão que gringo mais fala hoje é Minha Casa, Minha Vida&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 13:03:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de Valores]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[especulação imobiliaria]]></category>
		<category><![CDATA[incorporadoras]]></category>
		<category><![CDATA[José Antonio Grabowsky]]></category>
		<category><![CDATA[Minha Casa-Minha Vida]]></category>
		<category><![CDATA[PDG Realty]]></category>

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		<description><![CDATA[José Antonio Grabowsky: Presidente da PDG Realty; segundo executivo, interesse dos investidores ficou claro na última emissão de ações feita pela PDG
Patrícia Cançado &#8211; O Estado SP
Por parte da concorrência, a PDG Realty é vista como uma incorporadora de banqueiros que nunca bateu um prego na vida. Mas a imagem não incomoda a empresa. Pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>José Antonio Grabowsky: Presidente da PDG Realty; segundo executivo, interesse dos investidores ficou claro na última emissão de ações feita pela PDG</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Patrícia Cançado &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Por parte da concorrência, a PDG Realty é vista como uma incorporadora de banqueiros que nunca bateu um prego na vida. Mas a imagem não incomoda a empresa. Pelo contrário: a crença é que essa mentalidade é fator de sobrevivência no setor. Criada por um fundo de participações de ex-sócios do Pactual, a PDG exibe hoje, após uma bem-sucedida captação de recursos na Bolsa, uma das situações de caixa mais confortáveis do mercado. Ao lado da MRV, é considerada uma das incorporadoras que mais podem lucrar com o programa do governo Minha Casa, Minha Vida. &#8220;Essa é a expressão que os gringos mais falam hoje&#8221;, diz o fundador e presidente da PDG, José Antonio Grabowsky. A seguir, principais trechos da entrevista:</p>
<p><strong>A PDG acabou de concluir uma captação na Bolsa, colocando R$ 784 milhões no caixa. Por que ela levantou todo esse dinheiro? </strong></p>
<p>A gente sabe que vai precisar de dinheiro no segundo trimestre de 2010 e já levantou o capital. As pessoas já estão enxergando, mas não é tão simples para todos, que o nosso negócio, principalmente à medida que vai entrando num processo de escala e industrialização, é de engenharia financeira. O resto é meio commodity. A ciência está no planejamento financeiro de longo prazo, porque senão você realmente quebra, como várias empresas estiveram perto de quebrar, porque chegaram em 2007 achando que era só comprar terreno, lançar e que o dinheiro aparecia em algum lugar.</p>
<p><strong>No meio da crise, vocês também se viram sem crédito?</strong></p>
<p>Nós fomos os únicos que fizeram uma operação de debêntures conversível com o BNDESPar &#8211; uma forma que o governo encontrou no meio da crise para ajudar o setor. Na época, era um seguro. Não havia nenhuma outra forma de captação. Mas precisávamos ter certeza que sobreviveríamos caso o estrago aumentasse. Com aquele dinheiro(R$ 270 milhões), se o estrago fosse enorme, a PDG teria sido talvez a única sobrevivente.</p>
<p><strong>Vocês se arrependeram?</strong></p>
<p>Hoje, que o mercado melhorou, muita gente fala: &#8220;Pô, vocês não se arrependem? Acabou saindo baratinho para eles.&#8221; Não tem problema. As debêntures agora vão deixar de ser uma dívida. Além disso, decidimos fazer um follow on (nova emissão de ações). Todos os investidores maravilhosos que dois anos atrás a gente sonhava em ser recebido &#8211; e ninguém queria nos receber &#8211; hoje estão querendo comprar ações da PDG.</p>
<p><strong>É efeito Minha Casa, Minha Vida?</strong></p>
<p>Essa é a expressão que gringo mais sabe falar. Todo mundo sabe o que é o plano, acompanha nos detalhes. Pela primeira vez o Brasil tem um plano realmente consistente. O País também está numa situação macroeconômica que permite fazer esse tipo de gasto público. O FGTS nunca esteve com tanto dinheiro, por causa de criação de emprego, da característica demográfica da população. No começo, a gente estava muito cético, achava que ia ser uma coisa eleitoreira. A grande beleza dele é ter sido muito simples. É o plano Robin Hood: quanto menos o cara ganha, mais ele ganha de subsídio. E aconteceu um fenômeno. Antes, eu só conseguia vender para famílias com renda a partir de R$ 2,5 mil. E hoje vendo para famílias com renda a partir de R$ 1,5 mil. Esse é um novo mercado para nós.</p>
<p><strong>Qual o tamanho desse mercado ?</strong></p>
<p>Segundo o IBGE, são 11 milhões de famílias com renda entre R$ 1,5 mil e R$ 2,5 mil. Se 1% delas estiver se casando, mudando, separando, serão necessárias 110 mil unidades. É realmente um mercado muito grande, fora toda a velha discussão do déficit habitacional, que são os famosos 8 milhões de unidades, dos quais 2 milhões estão nessa faixa de renda. Eu diria que hoje demanda não é o problema. O grande problema é conseguir produzir para essa turma ganhando dinheiro. E poucas empresas sabem fazer isso.</p>
<p><strong>Esse sujeito está conseguindo financiamento fácil? </strong></p>
<p>Tem boa parte do problema que é das empresas e outra é da Caixa. Depois que você está com tudo certinho, são 90 dias para sair um financiamento, no máximo. O problema é que muitas empresas, principalmente as novatas, não vão conseguir fazer as coisas e vão botar a culpa na Caixa &#8211; e a culpa não é dela. Se você realmente achar que vai dar um jeitinho e que a Caixa não vai exigir tudo o que está na lista, mesmo que algumas coisas possam ser consideradas absurdas, você vai empacar e o financiamento não vai sair. O primeiro grande gargalo está dentro das empresas. Poucas estão estruturadas para operar com volume e ter velocidade.</p>
<p><strong>O programa provocou uma corrida por terrenos?</strong></p>
<p>A disputa não é igual à de 2007, quando 21 empresas tinham acabado de lançar ações em Bolsa, estavam com R$ 12 bilhões no caixa, disputando o mesmo terreno e fazendo o mesmo tipo de produto, notadamente em São Paulo. Hoje você tem cinco ou seis empresas grandes, mas estão espalhadas pelo Brasil inteiro.</p>
<p><strong>As empresas aprenderam a administrar melhor o caixa depois da crise?</strong></p>
<p>Tem gente que agora sabe fazer melhor e vai continuar tentando crescer. Mas são poucos. Acho que a maioria aprendeu que é melhor voltar a ter um tamanho médio, voltar a fazer o que sabe.</p>
<p><strong>Dá para se manter na Bolsa com essa filosofia? Os analistas de mercado costumam não perdoar o crescimento lento. </strong></p>
<p>Elas podem se manter, mas sem liquidez, sem ninguém acompanhando. Hoje você só deve ter só quatro ou cinco empresas (Cyrela, Gafisa, PDG, MRV e Rossi) cobertas por vários analistas importantes. As outras sumiram do radar. Nesse follow on ficou nítido que os investidores querem empresas com tamanho. Antigamente, todo mundo falava em fazer R$ 2 bilhões de VGV (valor geral de vendas). Isso acabou. Poucas fazem esse volume.</p>
<p><strong>O que se viu de consolidação até agora no setor foram empresas com dificuldade financeira se associando ou sendo incorporadas por maiores. Não haverá uma união de grandes, como MRV com PDG, por exemplo?</strong></p>
<p>Pode ser uma ideia (risos). Mas acho difícil uma grande consolidação. Enquanto tiver essa oportunidade de crescimento grande pela frente, eu sempre vou achar que vou crescer mais rápido que ele e ele do que eu. Outro problema continua sendo aquela história de empresas que eram familiares, com muito ego envolvido. Então, fica difícil você conseguir estruturar um negócio entre empresas saudáveis. A gente até teria maior facilidade, porque temos cabeça de banco. Mesmo nas que não estavam saudáveis, nunca achamos vantagem em fazer uma aquisição. E nós participamos de todos os data rooms (sala de informações onde ficam os dados financeiros) delas.</p>
<p><strong>Vocês já conversaram com a MRV?</strong></p>
<p>Com a MRV, não. Mas a gente já conversou com várias dessas médias empresas saudáveis e não sai negócio. Tem várias empresas boas, principalmente num foco que a PDG quer ter uma presença maior, que é classe média em São Paulo. Por isso, vamos criar uma empresa para atuar mais forte nesse segmento.</p>
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		<title>Diagnóstico correto da crise permitiu reação adequada</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 14:52:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
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		<description><![CDATA[EDITORIAL DO JORNAL VALOR
A realidade da crise que se abateu sobre o Brasil, a partir da turbulência financeira internacional, foi muito mais sombria do que o discurso oficial fazia crer. A economia brasileira assistiu a uma corrida bancária em outubro de 2008, sofreu um ataque especulativo em dezembro daquele ano e, por muito pouco, não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">EDITORIAL DO JORNAL VALOR</span></h2>
<p>A realidade da crise que se abateu sobre o Brasil, a partir da turbulência financeira internacional, foi muito mais sombria do que o discurso oficial fazia crer. A economia brasileira assistiu a uma corrida bancária em outubro de 2008, sofreu um ataque especulativo em dezembro daquele ano e, por muito pouco, não viu a ruína de suas maiores empresas exportadoras, envolvidas com operações cambiais especulativas. Estas e outras histórias foram reveladas com exclusividade, pelo Valor, na edição de sexta-feira.</p>
<p>Até então, o que se sabia é que, do lado financeiro, ocorreu uma crise de liquidez nos mercados e, do lado real da economia, uma parada súbita no crescimento, provocando uma recessão que durou dois trimestres. Agora, sabe-se que a crise foi muito mais séria do que se imaginava.</p>
<p>Se a gravidade dos fatos foi bem além do triunfalismo adotado em Brasília, as informações agora divulgadas também mostram que o governo, por meio do Banco Central (BC) e do Ministério da Fazenda, soube enfrentar aquela que é considerada a crise financeira mais grave desde a Grande Depressão de 1929. Mesmo exibindo fundamentos sólidos, o Brasil escapou de uma ruptura que poderia ter desorganizado a economia, solapando as conquistas obtidas nos últimos anos.</p>
<p>Desde o início da fase aguda da crise global, deflagrada pela quebra do banco americano Lehman Brothers, sabia-se que os fatores que provocaram a turbulência lá fora não estavam presentes na economia brasileira. Os países avançados viviam, desde julho do ano anterior, os efeitos danosos de uma crise de crédito. Seus bancos, abarrotados de créditos podres, se tornaram frágeis da noite para o dia, enquanto, aqui, os bancos gozavam de saúde financeira invejável.</p>
<p>Apesar disso, o Brasil sofreu um contágio inesperado. O sufoco começou com grandes empresas exportadoras, que haviam feito apostas no mercado futuro de câmbio. A suposição era a de que o real se valorizaria de forma permanente frente ao dólar. O problema é que, depois da quebra do Lehman, os investidores estrangeiros tiraram seus recursos do país para cobrir prejuízos em suas nações de origem. O movimento provocou desvalorização abrupta do real.</p>
<p>A partir daí, houve um efeito-dominó. As linhas de financiamento do comércio exterior secaram. Internamente, os bancos cortaram o crédito. Os investidores, por sua vez, trataram de resgatar antecipadamente papéis emitidos por bancos pequenos e médios, criando um problema sério no caixa dessas instituições. O pânico se generalizou.</p>
<p>Em consequência desses fatos, em apenas uma semana de outubro do ano passado houve migração de R$ 40 bilhões em depósitos dos bancos menores para os estatais, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. O diretor de política monetária do BC, Mário Torós, qualificou esse momento como o mais grave da crise. De fato, se o governo não tivesse agido rapidamente e de forma eficaz, o país poderia ter sofrido uma crise bancária.</p>
<p>Mas os problemas prosseguiram. No dia 5 de dezembro, um fundo de hedge americano liderou um ataque especulativo contra o real, apostando que o problema dos derivativos ainda não tinha sido solucionado. O BC, depois de muito custo, descobriu que a posição especulativa das companhias exportadoras montava a US$ 38 bilhões (cerca de 18% das reservas cambiais na ocasião).</p>
<p>A reação do governo se mostrou acertada porque o diagnóstico estava correto: a crise no Brasil era de liquidez e não de crédito. As iniciativas foram na direção de normalizar o funcionamento dos mercados de real e dólar. Num segundo momento, procurou-se resolver a escassez de crédito, decorrente das incertezas dos agentes financeiros. Colocou-se em prática, inclusive, uma medida ousada &#8211; usar as reservas cambiais para financiar os exportadores.</p>
<p>É importante verificar que, enquanto o BC atuou na linha de frente, combatendo a crise de liquidez, o Ministério da Fazenda trabalhou na retaguarda, adotando medidas que ajudaram a economia real a voltar a funcionar. Para esse propósito, foram cruciais as desonerações de impostos, além dos aportes de recursos do Tesouro para o BNDES, cuja carteira de crédito vem batendo recordes sucessivos.</p>
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		<title>Superado o medo da crise, mercado imobiliário vive novo &#8221;boom&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 12:58:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Financiamento de imóveis até agosto cresceu 45% ante o mesmo período de 2008 e preços não param de subir
Paula Pacheco &#8211; O Estado SP
O mercado imobiliário contrariou as previsões depois do estouro da bolha nos Estados Unidos e vive em grande fase. O crédito imobiliário para pessoa física aumentou 45% no acumulado de janeiro a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://www.blogtecnisa.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banco-central.jpg" alt="http://www.blogtecnisa.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banco-central.jpg" width="198" height="227" /><img src="http://www.chinadaily.com.cn/bizchina/images/attachement/jpg/site1/20070926/001320d123b90863f2f909.jpg" alt="http://www.chinadaily.com.cn/bizchina/images/attachement/jpg/site1/20070926/001320d123b90863f2f909.jpg" width="330" height="227" /></p>
<p><strong>Financiamento de imóveis até agosto cresceu 45% ante o mesmo período de 2008 e preços não param de subir</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Paula Pacheco &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>O mercado imobiliário contrariou as previsões depois do estouro da bolha nos Estados Unidos e vive em grande fase. O crédito imobiliário para pessoa física aumentou 45% no acumulado de janeiro a agosto de 2009, na comparação com o mesmo período de 2008.</p>
<p>Até agosto, dado mais recente, os bancos públicos haviam despejado R$ 58,3 bilhões na atividade imobiliária, por meio de financiamentos para pessoa física. As instituições privadas desembolsaram R$ 12 bilhões. Em relação a julho, essas operações cresceram mais que as outras modalidades de crédito. As instituições financeiras dizem que têm batido recorde de contratos em carteira e esperam por um 2010 ainda melhor.</p>
<p>Para os interessados em comprar um imóvel, a má notícia é que os preços não recuaram. Ao contrário, não param de subir. Os executivos das incorporadoras argumentam que os aumentos têm acompanhado os índices inflacionários. Mas especialistas, como Luiz Paulo Pompéia, presidente da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), dizem que o reajuste tem sido maior. &#8220;Por isso, a recomendação é pechinchar, porque as empresas estão com margens maiores e têm gordura para queimar.&#8221;</p>
<p>O mesmo comportamento ocorre nos imóveis usados. No caso dos apartamentos de alto padrão, a alta no preço de venda do ano passado para cá chegou a 25%, segundo Celso Pinto, diretor da Sotheby&#8221;s International Realty de São Paulo. Apesar do encarecimento dos produtos, as vendas estão melhores que no período pré-crise.</p>
<p>Roseli Hernandes, gerente de Locação e Vendas da Lello Imóveis, confirma a retomada das vendas de usados e a alta do preço. O total de imóveis comercializados pela empresa aumentou 19% em relação ao período anterior à crise. &#8220;Tem muito proprietário com medo de vender e depois se dar conta que não fez um bom negócio na hora de comprar outro. Os preços têm subido demais&#8221;, explica.</p>
<p>Para se ter uma ideia de como o comércio de casas e apartamentos está em alta, segundo dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), o preço médio do metro quadrado (m²) do usado na região que inclui Alto da Boa Vista, Alto dos Pinheiros e Brooklin Velho, que era de R$ 2,5 mil em agosto, foi para R$ 3,7 mil em setembro, uma alta de 51,89%. De agosto a setembro, as vendas de usados subiram 44,35% na capital paulista.</p>
<p>Ana Luiza Bueno, gerente comercial da Villa Daslu, começou a procurar apartamento há cerca de um ano. Dia sim, dia não, ela conversa com um dos dez corretores que estão correndo atrás do imóvel. &#8220;O mercado está muito aquecido. Quando paro para fazer as contas, o apartamento já foi vendido. Cheguei a um ponto em que eu própria estou batendo nos prédios para saber se há algum imóvel vago&#8221;, conta.</p>
<p>É o primeiro imóvel próprio de Ana Luiza, que sonha em começar 2010 no novo endereço. Ela procura um apartamento com área de até 290 m² e três suítes, no bairro do Itaim ou Jardins. &#8220;Sendo realista, acho difícil&#8221;, lamenta.</p>
<p>Não é só para a classe A que o mercado está inflacionado e com pouca oferta. Na favela de Paraisópolis, em São Paulo, uma das maiores do País, Helena dos Santos é dona de uma imobiliária informal há 26 anos e nunca viu os preços tão altos.</p>
<p>Se a casa de dois cômodos e banheiro, com área de cerca de 30 m², for em uma rua asfaltada e bem localizada, é vendida por cerca de R$ 30 mil. Seis meses atrás, o desembolso era bem menor, na faixa dos R$ 17 mil.</p>
<p>&#8220;Hoje tenho uns 150 imóveis em carteira. Não está fácil vender. O preço está alto e a intervenção da Prefeitura por aqui, com a desocupação de algumas áreas, tem gerado incertezas tanto para quem quer comprar quanto para os proprietários.&#8221;</p>
<p><strong>FONTES DE RECURSOS</strong></p>
<p>Para os bancos, a boa demanda confirma que o momento é propício para elevar as apostas nos financiamentos imobiliários. Além de ganhar diretamente com a operação de empréstimo habitacional, para os bancos é um grande negócio atuar cada vez mais no segmento. É uma forma de ter um cliente fiel por até 30 anos &#8211; prazo máximo de quitação de um financiamento &#8211; e, nesse período, vender a ele outros tantos produtos, como seguros e aplicações.</p>
<p>O principal argumento do sistema financeiro para apostar no potencial é o fato de o crédito imobiliário representar apenas 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, enquanto a média mundial é bem mais alta. No Chile, por exemplo, a participação é de 15% do PIB, lembra Luís Antonio França, diretor de crédito imobiliário do Itaú Unibanco.</p>
<p>Apesar dos planos de expansão, França garante que é importante não perder de vista a cautela. &#8220;Se a agressividade nesse negócio significa oferecer financiamentos com apenas 5%, 10% de entrada, não é o que pretendemos. Isso é risco sistêmico e pode matar o mercado, como vimos em outros países.&#8221;</p>
<p>A Caixa Econômica Federal, dona de mais de 70% dos empréstimos habitacionais no País, registrou em janeiro uma média de 2.032 financiamentos por dia. Neste mês, a média está em 3.978 contratos. O banco prevê desembolsar este ano R$ 38,5 bilhões com imóveis, 20% mais que em 2008.</p>
<p>&#8220;O mercado está muito bem. Não há porque não acreditar que esse comportamento será diferente em 2010 &#8220;, diz José Roberto Machado, diretor de Crédito Imobiliário do Santander Real. &#8220;É uma combinação de fatores que ajuda, como a queda da taxa de juros, o déficit habitacional do País e o alongamento dos prazos de financiamento.&#8221;</p>
<p>O Banco do Brasil (BB) é um dos mais novos players no financiamento imobiliário. Entrou em agosto do ano passado e não tem economizado na munição para divulgar o novo produto. Sergio Augusto Kurovski, gerente-executivo de Novos Negócios do BB, diz que as condições econômicas do País, com aumento do emprego e melhora da renda, são o que mais influencia o brasileiro atualmente a se decidir por um endividamento habitacional de longo prazo.</p>
<p>Com o apetite dos bancos e condições de financiamento muito parecidas, fica difícil ganhar participação. Para Antonio Barbosa, diretor de Crédito e Consórcio do HSBC, o segredo é o incremento do serviço. Além disso, segundo o executivo, o banco quer cada vez mais aumentar as parcerias com as construtoras e imobiliárias para oferecer o crédito direto na fonte.</p>
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		<title>País deve receber reforço de até R$ 500 bilhões para crédito em 2010</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 14:21:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Crédito pode fazer o PIB surpreender, diz economista


Leandro Modé &#8211; O Estado SP
De 2004 para cá, a relação entre crédito e Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil quase dobrou, de 24% para 45,7%. Com isso, o crescimento do País passou a depender mais da concessão de empréstimos, como ficou claro na crise global &#8211; o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: xx-large;">Crédito pode fazer o PIB surpreender, diz economista</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: xx-large;"><br />
</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Leandro Modé &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>De 2004 para cá, a relação entre crédito e Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil quase dobrou, de 24% para 45,7%. Com isso, o crescimento do País passou a depender mais da concessão de empréstimos, como ficou claro na crise global &#8211; o crédito secou, a economia despencou. Como a expectativa para 2010 é positiva, a surpresa pode se dar no sentido contrário, disse o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges.</p>
<p>&#8220;O PIB pode surpreender para cima&#8221;, afirmou ele, que hoje projeta uma expansão da economia de 5,6% no ano que vem. Borges fez um estudo, obtido com exclusividade pelo Estado, para medir o impacto do crédito no avanço da economia.</p>
<p>A partir do trabalho, ele criou o que batizou de &#8220;Índice de Potência do Crédito&#8221;. O indicador relaciona o crescimento real das concessões de crédito no País com a penetração dos empréstimos na economia. A conclusão é que há forte correlação entre crédito e a demanda doméstica, principal responsável pela expansão do PIB.</p>
<p>Borges calcula para 2010 uma alta de 6,4% das novas concessões em termos reais, ou seja, descontada a inflação &#8211; ante uma queda de 5% em 2009. &#8220;Assim, tem-se a sinalização de que a demanda interna poderá crescer quase 10% em 2010&#8243;, disse.</p>
<p>O economista Demian Fiocca, presidente do Banco Nossa Caixa, também destaca a relevância cada vez maior do crédito para o crescimento brasileiro. &#8220;Uma expansão de 20% do crédito em 2010, como a que projetamos para o sistema, é muito mais potente do que um crescimento de 25% em 2004, quando o atual ciclo econômico começou&#8221;, observou.</p>
<p>Para ele, se esse ciclo se prolongar pelos próximos 10 anos, a economia brasileira estará, ao seu final, muito mais próxima do nível dos países mais desenvolvidos do que dos países menos desenvolvidos. &#8220;Continuando nessa trilha, é razoável supor que a relação crédito/PIB no Brasil vai se estabilizar ao redor de 80%&#8221;, disse.</p>
<div id="c">
<h3><span style="font-size: xx-large;">País deve receber reforço de até R$ 500 bilhões para crédito em 2010</span></h3>
<p><strong>Previsão dos bancos, de que vão emprestar mais 20%, e ofertas de ações do setor financeiro animam analistas</strong></div>
<div>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Leandro Modé &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p id="ctrl_texto"><span id="tm04" style="color: #155e91;" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script type="text/javascript">// <![CDATA[
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// ]]&gt;</script></div>
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091101/img/4.1.imagem_creditoeconomia.jpg" alt="" width="554" height="356" /></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>Depois de um ano difícil, em decorrência da crise internacional, o crédito na economia brasileira tem tudo para &#8220;bombar&#8221; em 2010. A expectativa é tamanha que há quem diga que o desempenho nessa área pode fazer o País crescer mais do que os analistas esperam hoje.</p>
<p>Além do apetite dos bancos, que projetam, em média, expansão de 20% de suas carteiras, o potencial de empréstimos será engordado por operações realizadas recentemente no setor, sendo a principal delas a oferta pública de ações do Santander na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Juntando esses dois fatores, o crédito total pode ter reforço de até R$ 500 bilhões no ano que vem &#8211; para se ter uma ideia, em 2009, o estoque de empréstimos no País deve avançar R$ 180 bilhões.</p>
<p>Aproximadamente 60% dos R$ 500 bilhões decorrem do crescimento esperado para as carteiras. Como o crédito total do País deve encerrar 2009 na casa de R$ 1,4 trilhão, 20% de expansão significa cerca de R$ 280 bilhões adicionados ao sistema. As operações que elevaram o capital (e, portanto, a capacidade de crédito) de Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal resultarão em mais R$ 210 bilhões potenciais.</p>
<p>O pano de fundo para as expectativas positivas é formado, em primeiro lugar, pelas estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), hoje na faixa de 5%. Esse nível garante taxa de desemprego em queda e renda em alta &#8211; vale lembrar que emprego e renda são os pilares de uma concessão de crédito segura. &#8220;Já percebemos, nos últimos meses, que a retomada do emprego leva as pessoas a querer comprar mais, o que, por sua vez, aumenta a demanda por crédito&#8221;, diz o presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Adalberto Savioli.</p>
<p>&#8220;O Brasil está diante de uma grande oportunidade de crescer com fundamentos sólidos. Realmente acreditamos nisso&#8221;, acrescenta o diretor de Controladoria do Itaú Unibanco, Silvio de Carvalho. Segundo ele, as operações de crédito na instituição avançarão de 20% a 25% no ano que vem. Além disso, o sistema financeiro brasileiro está capitalizado. Diferentemente dos seus pares nos EUA e na Europa, os bancos brasileiros passaram incólumes pela crise.</p>
<p>Nos cálculos do analista de instituições financeiras da Austin Rating, Luís Miguel Santacreu, se emprestassem tudo o que podem dentro das regras do Banco Central (BC), as instituições financeiras poderiam colocar na economia mais de R$ 1 trilhão de crédito &#8211; o que elevaria a relação crédito/PIB dos atuais 45,7% para cerca de 80%. Ele ressalta que é uma conta hipotética, pois nenhum banco teria interesse em conceder empréstimos até o limite de suas possibilidades.</p>
<p>O analista de bancos da Lopes Filho, João Augusto Frota Salles, lembra, ainda, que a queda da taxa básica de juros (Selic) para o menor nível da história &#8220;obriga&#8221; os bancos a emprestar mais, para manter os altos índices de rentabilidade.</p>
<p>Outro elemento que colabora para uma oferta de crédito expressiva em 2010 é o provável aumento dos investimentos, por sua vez explicado pela retomada da economia e pelo início da preparação do País para hospedar a Copa do Mundo de 2014. &#8220;A Copa vai aquecer os projetos de infraestrutura no Brasil&#8221;, diz o vice-presidente de crédito do Banco do Brasil, Ricardo Flores.</p>
<p>O aquecimento dos setores imobiliário e automotivo é mais um fator para o otimismo dos bancos. &#8220;Os propulsores do crédito serão o financiamento imobiliário, para o qual projetamos mais 30%, significativamente maior do que a média para pessoas físicas, e o financiamento de veículos, pois o Brasil é um dos grandes produtores mundiais&#8221;, diz o presidente do HSBC no Brasil, Conrado Engel.</p>
<p>Por fim, os bancos privados vão tentar recuperar o terreno perdido para os públicos. &#8220;A concorrência ficará mais acirrada, o que nos obrigará a ser mais ativos, incluindo a criação de produtos&#8221;, diz o vice-presidente de Finanças da Caixa Econômica Federal, Márcio Percival.</p>
<p>&#8220;Estamos atentos. Não queremos ficar fora do mercado&#8221;, diz o diretor do Departamento de Empréstimos e Financiamentos do Bradesco, Nilton Pelegrino, negando que durante a crise o banco tenha puxado o freio do crédito. &#8220;Não queríamos ter perdido participação. O que houve é que o tomador perdeu o apetite.&#8221;</p>
<p>Apesar do discurso politicamente correto, a disputa entre bancos públicos e privados em 2009 parece ter deixado sequelas. &#8220;Eu não tenho o Tesouro atrás de mim. Tenho de ser prudente, proteger o capital do acionista&#8221;, diz um banqueiro. Nessa briga, quem pode ganhar é o consumidor. &#8220;As taxas de juros já estão de volta aos níveis pré-crise. A tendência é continuarem caindo por causa da concorrência&#8221;, diz Engel.</p>
<p>Como em qualquer cenário econômico, o de crédito para 2010 também tem seus riscos. O principal é a possibilidade de o BC elevar a taxa Selic no primeiro semestre. Se isso realmente ocorrer, diz Frota Salles, &#8220;os bancos vão defender seus níveis de rentabilidade, repassando o custo maior ao consumidor&#8221;. &#8220;Isso pode inibir o crescimento acelerado do crédito.&#8221;</p>
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		<title>Indústria elogia medidas para ajudar exportador</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 11:36:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Conjuntura: Crédito barato e fim do prazo para uso de PIS e Cofins agradam


Ruy Baron/Valor

 Castro, da AEB, elogiou as medidas para ajudar os exportadores: &#8220;De grão em grão, a galinha enche o papo&#8221;



Sergio Lamucci, Ana Paula Grabois e Danilo Fariello, de São Paulo, Rio e Brasília &#8211; VALOR
Representantes da indústria elogiaram a intenção do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><strong>Conjuntura: Crédito barato e fim do prazo para uso de PIS e Cofins agradam</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em>Ruy Baron/Valor<br />
</em></span><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002375/imagens/foto30bra-josde-a4.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<span style="font-size: xx-small;"><em> Castro, da AEB, elogiou as medidas para ajudar os exportadores: &#8220;De grão em grão, a galinha enche o papo&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em><br />
</em></span></p>
<p style="text-align: left;">
<h2 style="text-align: left;"><span style="background-color: #ffff99;">Sergio Lamucci, Ana Paula Grabois e Danilo Fariello, de São Paulo, Rio e Brasília &#8211; VALOR</span></h2>
<p style="text-align: left;">Representantes da indústria elogiaram a intenção do governo de elevar o montante de empréstimos aos exportadores a juros subsidiados e de pôr fim ao prazo para que as empresas usem os seus créditos de PIS e de Cofins obtidos na aquisição de máquinas e equipamentos, como adiantou ontem ao Valor o ministro da Fazenda, Guido Mantega. A avaliação é de que as medidas ajudam a melhorar a competitividade das companhias exportadoras, indicando que a administração federal está de fato empenhada em resolver as dificuldades de quem vende ao exterior &#8211; na semana passada, o governo passou a taxar em 2% o dinheiro estrangeiro que vem para a renda fixa ou para a Bolsa.</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Essas medidas são música para os ouvidos do exportador&#8221;, disse Roberto Giannetti da Fonseca, diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Segundo ele, depois de muito tempo sem tomar iniciativas para proteger as empresas que vendem ao exterior, o governo dá sinais de ter &#8220;acordado&#8221; para os problemas das empresas exportadoras, que tem sofrido com a forte valorização do câmbio e a fraca demanda externa. Giannetti elogia especialmente a ideia de acabar com o prazo para a utilização dos créditos de PIS e de Cofins, que, para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, pode injetar R$ 6,5 bilhões por ano na economia.</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;As ideias são um bom sinal&#8221;, afirmou ele, que tem defendido a taxação do capital estrangeiro em renda fixa e ações, embora prefira uma alíquota mais alta que os 2%. Gianetti apontou também o risco de que se consolide uma trajetória deficitária na balança comercial brasileira. Na semana passada, o saldo já foi negativo em US$ 74 milhões.</p>
<p style="text-align: left;">O vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, também recebeu de forma positiva as medidas do governo para compensar a perda de competitividade dos exportadores. &#8220;São medidas bem-vindas. É de grão em grão que a galinha enche o papo. Não é apenas uma medida de taxar operações financeiras com IOF. O governo está buscando um conjunto de alternativas, mas não se pode garantir que dará resultado.&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">Sobre a intenção do governo de diminuir o prazo de 12 meses para o uso dos créditos de PIS e Cofins na compra de máquinas e equipamentos, o vice-presidente da AEB se diz &#8220;altamente favorável&#8221;, pois pode estimular o investimento. &#8220;É menos capital imobilizado e reduz o custo do investimento.&#8221; Ele prevê, no entanto, que a redução do prazo vai ajudar apenas a incrementar o investimento de exportadores que produzem também para o mercado interno.</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Nas exportações de manufaturados, isso não surte efeito porque o câmbio tem afetado muito o setor. O investimento não vai responder&#8221;, argumentou. Sobre a ideia do BNDES de diminuir os juros ao exportador, ele enxerga efeito de recuperação da rentabilidade do segmento, mas que será &#8220;insuficiente para compensar as perdas de competitividade por conta do câmbio&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Em relação à nova atuação do Banco Central, o vice-presidente da AEB avalia como uma mudança acertada de prumo. O BC, que antes tirava do mercado volume de dólares acima do excedente do fluxo cambial, passou a comprar menos que o superávit. &#8220;Não bastava o BC comprar excedente, porque ele corria atrás do mercado. Como teoria, a estratégia está correta, a ideia é que o mercado corra atrás do BC. Vamos ver se, na prática, funciona&#8221;, afirmou.</p>
<p style="text-align: left;">Para o gerente-executivo de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flavio Castelo Branco, incentivos às exportações são muito bem-vindos. &#8220;A agenda de exportações tem de ser prioritária.&#8221; Segundo ele, na sondagem trimestral do setor divulgada ontem pela CNI, todos os elementos são positivos, exceto as expectativas quando às exportações e os investimentos relacionados a elas. &#8220;Se as empresas não esperarem crescimento nas exportações, não tem porque elas investirem.&#8221; Castelo Branco espera que o governo não deixe de agir para conter a valorização do real, que prejudica as exportações. Mas, se o câmbio flutuante impede o controle mais preciso da taxa, é fundamental que o governo atue em outras frentes para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no exterior, disse ele, citando a possibilidade de desoneração de exportações ou de estímulos específicos a quem atua no setor.</p>
<p style="text-align: left;">O fim do prazo para uso dos créditos de PIS e Cofins obtidos pelas empresas com a compra de máquinas e equipamentos é fundamental para os exportadores, diz ele. &#8220;Se eles não são usados, viram custo maior na cadeia do exportador.&#8221; Para o economista da CNI, o uso desses créditos poderia ser ainda mais flexível, como a permissão para as empresas quitarem débitos com a Previdência Social.</p>
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		<title>Financiamento para compra de máquinas cresce 40% em outubro</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 10:53:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Indústria retoma projetos de expansão


Alexandre Rodrigues e Marianna Aragão &#8211; O Estado SP


// 

A indústria começa a retomar projetos de investimento suspensos durante a crise. O mês de outubro deve registrar liberações entre R$ 2,5 bilhões e R$ 2,6 bilhões na linha específica para aquisição de máquinas e equipamentos (Finame) disponível no Banco Nacional de [...]]]></description>
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<h3><span style="font-size: xx-large;">Indústria retoma projetos de expansão</span></h3>
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<h2><span style="background-color: #ffff99;">Alexandre Rodrigues e Marianna Aragão &#8211; O Estado SP</span></h2>
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<div style="text-align: center;"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091027/img/4.14.imagem_siderurgicaindustria.jpg" alt="" width="555" height="394" /></div>
<p>A indústria começa a retomar projetos de investimento suspensos durante a crise. O mês de outubro deve registrar liberações entre R$ 2,5 bilhões e R$ 2,6 bilhões na linha específica para aquisição de máquinas e equipamentos (Finame) disponível no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). É quase 40% mais que o emprestado em setembro (R$ 1,85 bilhão) e o dobro dos financiamentos de julho (R$ 1,28 bilhão), consolidando a tendência de retomada de investimentos na indústria.</p>
<p>&#8220;Estamos trabalhando com essa projeção para outubro. Acreditamos que é resultado de dois fatores: juros mais baixos do Plano de Sustentação do Investimento (PSI) e o aumento da confiança dos empresário&#8221;, afirmou ao Estado o diretor de Administração e Operações Indiretas do banco, Maurício Borges Lemos.</p>
<p>Na semana passada, o balanço trimestral de desempenho do banco já havia registrado R$ 2,4 bilhões em pedidos de liberação da Finame no acumulado de 22 dias úteis anteriores a 15 de outubro, depois de oscilar em torno de R$ 1,5 bilhão entre março e agosto. A média diária de desembolsos atingiu R$ 109,5 milhões este mês, superando em 80% os R$ 60,5 milhões de julho, nível mais baixo desde o início da crise global.</p>
<p>A indústria de base &#8211; que inclui principalmente siderurgia, papel e celulose, química e petroquímica e cimento -, primeira a sofrer o baque da crise, começa a tomar a liderança de investimentos. &#8220;A recuperação da economia e o fim dos ajustes de estoques aumentaram a utilização da capacidade instalada. Em alguns setores, ela já chegou ao limite&#8221;, afirma o economista da Tendências Consultoria, Bernardo Wjuniski.</p>
<p>Na semana passada, a Siderúrgica Gerdau voltou atrás no adiamento de um investimento de R$ 1,75 bilhão em uma nova usina em Ouro Branco (MG). As expectativas mudaram, justificou o presidente do grupo, André Gerdau Johannpeter.</p>
<p>A companhia quer começar as obras de instalação de um laminador de chapas grossas já no início de 2010. Com o equipamento, entrará na produção de aços planos, matéria-prima que atende às indústrias petrolífera, naval, da construção civil e de equipamentos pesados.</p>
<p>Para o BNDES, a curva ascendente nos financiamentos reflete a atratividade do PSI, programa especial de empréstimos com juros de 4,5% ao ano, que vigora até 31 de dezembro. Mas também indica o retorno de projetos paralisados pela crise. Antes de setembro de 2008, a média diária de desembolsos da Finame vinha crescendo, e chegou a quase R$ 150 milhões.</p>
<p>INDÚSTRIA DE BASE</p>
<p>Segundo o chefe de Pesquisas Econômicas do banco, Fernando Puga, a retomada está sendo comandada pela indústria de base. &#8220;São setores exportadores, como siderurgia e celulose, que estavam liderando os investimentos antes da crise. Essas empresas adiaram seus investimentos e decidiram ficar líquidas, ter dinheiro em caixa. Agora, estão retomando os planos&#8221;, diz Puga, informando que setores como o de siderurgia já estão nos mesmos níveis de uso da capacidade instalada de entre 2006 e 2007.</p>
<p>&#8220;As obras de infraestrutura, com a perspectiva de realização da Copa e da Olimpíada, vão demandar muito aço&#8221;, diz o analista de siderurgia e mineração da Link Investimentos, Leonardo Alves. Isso explica a motivação das companhias para reativar investimentos. A CSN vai retomar um projeto em Congonhas (MG), previsto desde 2007. Uma reunião amanhã entre o governador mineiro, Aécio Neves, e o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, deve selar a decisão. O projeto envolve a construção de uma siderúrgica de R$ 6,2 bilhões.</p>
<p>O setor de máquinas e equipamentos ainda está com nível mais baixo de uso da capacidade. O aumento da demanda por crédito no BNDES reflete mais o crescimento dos desembolsos do banco nos setores da indústria de base. Com os empréstimos para a Petrobrás, chama a atenção no balanço total de liberações no acumulado dos últimos 12 meses o crescimento de 371% do setor de química e petroquímica em relação ao mesmo período anterior.</p>
<p>Houve crescimento também nos desembolsos para os setores de material de transporte (93%), celulose (172%), metalurgia e siderurgia (76%) e mecânica (76%).</p>
<p>A Usiminas, que adiou o plano de ter uma nova unidade em Santana do Paraíso (MG), parece menos animada com o reaquecimento. O principal argumento, segundo o presidente da companhia, Marco Antônio Castello Branco, é a expectativa de que a demanda só voltará aos níveis pré-crise em 2011. Para o analista da Spinelli, Jayme Alves, a razão pode ser outra. &#8220;Com projetos grandes como o da Vale e Gerdau, pode haver um excesso de capacidade.&#8221;</p>
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		<title>BB amplia limite de consignado em R$ 4 bilhões. A medida vai beneficiar aposentados e servidores</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 13:29:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[aposentados]]></category>
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		<description><![CDATA[Fernando Nakagawa, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
O Banco do Brasil aumentou em R$ 4 bilhões o limite pré-aprovado para o crédito consignado de 2 milhões de clientes. A medida vai beneficiar aposentados que recebem pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e servidores do Ministério do Planejamento &#8211; entidades que assinaram convênio com o banco. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Fernando Nakagawa, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>O Banco do Brasil aumentou em R$ 4 bilhões o limite pré-aprovado para o crédito consignado de 2 milhões de clientes. A medida vai beneficiar aposentados que recebem pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e servidores do Ministério do Planejamento &#8211; entidades que assinaram convênio com o banco. Em nota, o BB informa que a ampliação dos valores é resultado de um processo que teve &#8220;refinamento das metodologias de análise de crédito&#8221;. Medidas semelhantes já foram anunciadas para micro e pequenas empresas e outras linhas de financiamento para pessoas físicas.</p>
<p>Alinhado com a política do governo de ampliar empréstimos para manter a economia aquecida, o BB refez cálculos e observou que um grupo de clientes tinha possibilidade de tomar mais crédito. São correntistas com bom histórico e baixo perfil de risco e, por isso, ganharam o limite extra.</p>
<p>O vice-presidente de Crédito, Controladoria e Risco Global do BB, Ricardo Flores, destaca que a medida é feita automaticamente, sem que os funcionários tenham de analisar caso a caso. &#8220;Nosso objetivo é expandir a carteira de crédito com qualidade e eficiência, buscando a automatização de processos que desonerem a rede de atendimento e possam liberar os funcionários das agências para a realização de negócios&#8221;, disse o executivo, em nota.</p>
<p>Atualmente, o BB tem R$ 20 bilhões em empréstimos com desconto em folha de pagamento, principalmente com aposentados e servidores públicos. A instituição é líder no segmento, com 32,6% de todo o consignado. Esse tipo de operação já representa 36% de todos os empréstimos para as pessoas físicas no banco federal.</p>
<p>Desde maio, essa é a quarta vez no ano que o Banco do Brasil eleva o crédito pré-aprovado para os clientes. Nas ocasiões anteriores, o valor havia sido ampliado, no total, em R$ 61,3 bilhões. Aumentar os limites, porém, não significa que o financiamento será tomado rapidamente pelos clientes. De maio até o início de setembro, o banco só emprestou efetivamente 8,7% do novo limite oferecido aos correntistas.</p>
<p>A investida do BB no crédito consignado tenta abocanhar parte do segmento de crédito que apresentou a melhor reação após o tombo provocado pela crise. Em agosto, bancos emprestaram R$ 6 bilhões em crédito consignado. O valor é 115% maior que o de dezembro de 2008. Nessa mesma base de comparação, o crédito pessoal cresceu 46% e o cartão de crédito avançou 14%.</p>
<p>Além disso, a preferência dada pelo banco federal aos aposentados e servidores públicos é explicada porque esse segmento concentra 86,8% de todos os empréstimos com desconto em folha. A iniciativa privada, portanto, respondeu apenas por 13,2% das operações. Em agosto, brasileiros deviam R$ 67 bilhões aos bancos apenas no consignado.</p>
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		<title>Em defesa do Estado</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 18:18:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[*Marcio Sotelo Felippe &#8211; O Estado SP
Quem passa pela Rua Boa Vista, no centro de São Paulo, vê um painel com números num crescendo alucinante, expressando cifra de bilhões. Pertence à Associação Comercial de São Paulo e quer mostrar ao povo quanto ele está pagando de impostos por ano.
Para informar corretamente a população, deveria haver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">*Marcio Sotelo Felippe &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Quem passa pela Rua Boa Vista, no centro de São Paulo, vê um painel com números num crescendo alucinante, expressando cifra de bilhões. Pertence à Associação Comercial de São Paulo e quer mostrar ao povo quanto ele está pagando de impostos por ano.</p>
<p>Para informar corretamente a população, deveria haver um segundo painel. Um que mostrasse, também em ritmo alucinante, o volume do que o Estado tem deixado de arrecadar por políticas fiscais benevolentes. E ainda um terceiro, para que a informação fosse ainda mais precisa, mostrando o volume de impostos pagos pelos contribuintes de fato &#8211; nós, o povo &#8211; retido por inadimplentes com o Fisco e premiados com parcelamentos e descontos generosos que alcançam, praticamente, o surgimento da geração seguinte.</p>
<p>Os tributos compõem o preço dos produtos e serviços oferecidos ao adquirente final. O empresário é intermediário dessa apropriação do excedente econômico que caracteriza o Estado moderno.</p>
<p>Nem sempre o Estado obtém a apropriação do excedente. No meio do caminho, por vezes, o empresário o retém e vem sendo, no entanto, premiado pelo Estado. O Programa de Recuperação Fiscal (Refis), criado pelo governo federal em 2000, inaugurou a prática de parcelamentos infindáveis de tributos. Governos estaduais e municipais fizeram seus próprios &#8220;refis&#8221;. O do Estado chama-se Programa de Parcelamento Incentivado (PPI) e permite que o ICMS &#8211; declarado pelo contribuinte de direito, ou seja, o agente econômico que deveria recolher o tributo que embutiu no preço &#8211; seja parcelado em até 15 anos, com renúncia parcial do Estado a multas e juros determinados pela legislação tributária.</p>
<p>O governo do Estado pretende mais uma medida do gênero. Enviou à Assembleia Legislativa proposta para &#8220;securitizar&#8221; esses débitos parcelados. Isso quer dizer que o Estado cederá o crédito desses parcelamentos a investidores do mercado financeiro, para antecipar receita.</p>
<p>É uma operação temerária juridicamente. Trata-se de uma clássica operação de crédito, como definida pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Mas a proposta &#8211; defensivamente &#8211; procura descaracterizá-la como tal com nomenclatura artificial. Se reconhecesse que é operação de crédito, deveria submetê-la às autoridades monetárias federais, para que não seja atingido o limite de endividamento do Estado.</p>
<p>Mas nomes não mudam a realidade nem transformam magicamente conceitos jurídicos. O nome da rosa é só um nome, mas seu perfume a torna imediatamente reconhecível. Como o Estado terá sempre de prestar garantia por força do Código Civil (artigo 295), que não pode ser alterado por lei estadual, trata-se efetivamente de operação de crédito. Aliás, assim já decidiu a Secretaria do Tesouro Nacional ao editar o Ofício Circular nº 14/2003. E, claro, o Estado terá de garantir para tornar a operação atrativa para investidores.</p>
<p>A operação amplia o rol de benefícios fiscais generosos. É cessão onerosa e implica deságio. O que impedirá o contribuinte cuja dívida fiscal foi &#8220;securitizada&#8221; &#8211; ou seja, transformada em papel negociável &#8211; de ir ao mercado, adquirir por interposta pessoa seu próprio título, especular e, com isso, obter mais um ganho em detrimento dos demais contribuintes, os &#8220;otários&#8221; que pagam pontualmente seus impostos? Fica violado o princípio basilar da tributação numa república moderna: a igualdade dos contribuintes.</p>
<p>Outros problemas jurídicos graves existem. A exposição de motivos afirma que não se trata de vinculação de imposto, que é expressamente vedada pela Constituição, porque &#8220;engessa&#8221; o Orçamento, com exceções que a própria Constituição estabelece. Nenhuma das exceções constitucionais possibilita destinação de imposto ao tipo de operação financeira desenhada.</p>
<p>Se o Estado realizar a arriscada operação prevista, poderá ficar sujeito a sanções impostas pela LRF, considerando que não há autorização da Secretaria do Tesouro Nacional e do Senado Federal para realizá-la.</p>
<p>Esse quadro mostra que é necessário que a sociedade passe a um novo plano de reflexão e de debates sobre a questão fiscal. Se os tributos fossem civilizadamente pagos e o Estado não premiasse tão generosamente inadimplentes, a carga tributária deveria ser menor. Se fôssemos mesmo republicanos na questão fiscal, teríamos mais racionalidade tributária e uma sociedade com um pouco mais de autoestima. Todos seríamos beneficiados, econômica e moralmente.</p>
<p><strong><br />
*Marcio Sotelo Felippe foi procurador geral do Estado (1995-2000) e diretor da Escola Superior da Procuradoria Geral do Estado (2007-2008) </strong></p>
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