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	<title>Blog do Favre &#187; Crescimento</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Indústria prevê início de 2010 a todo vapor</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 10:55:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Produção deverá crescer até 16,5% no primeiro trimestre
Marcelo Rehder &#8211; O Estado SP

A indústria iniciará 2010 embalada como não se via há muito tempo no País. Empresários e economistas projetam dois dígitos de crescimento da produção industrial no primeiro trimestre, período tradicionalmente fraco, marcado por férias coletivas e demissão de temporários. A consultoria MB Associados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: x-large;">Produção deverá crescer até 16,5% no primeiro trimestre</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Marcelo Rehder &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p><img class="alignleft" src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091122/img/4.10.imagem_industria2.jpg" alt="" /><br />
A indústria iniciará 2010 embalada como não se via há muito tempo no País. Empresários e economistas projetam dois dígitos de crescimento da produção industrial no primeiro trimestre, período tradicionalmente fraco, marcado por férias coletivas e demissão de temporários. A consultoria MB Associados prevê expansão de 12,1% para a indústria no período. Já a LCA Consultores espera crescimento maior, de 16,5%.</p>
<p>Parte disso será efeito da base de comparação muito baixa. Basta lembrar que a indústria chegou a cair 17,2% no começo deste ano. Em compensação, as empresas estão diminuindo estoques rapidamente e, com a perspectiva de um bom Natal, o setor deverá chegar na virada do ano sem produtos acabados, o que ajudará ainda mais na reação, no começo de 2010.</p>
<p>&#8220;Isso sem falar dos efeitos de política monetária e fiscal acumulados ao longo do ano&#8221;, afirma Sergio Vale, economista chefe da MB Associados. &#8220;No caso da política monetária, pelas defasagens naturais de política, devemos ter um pico de impacto da redução dos juros no primeiro semestre de 2010.&#8221;</p>
<p>A Vitopel, maior fabricante de embalagens plásticas flexíveis da América Latina, fechou o orçamento para 2010 com previsão de aumento de 13,7% na produção do primeiro trimestre. Para o ano todo, a expectativa é de 7%. &#8220;O ambiente é bastante positivo para os próximos cinco meses&#8221;, diz o presidente da Vitopel, José Ricardo Roriz Coelho. A empresa trabalha a plena carga desde agosto, e mesmo assim terá de cancelar as férias coletivas que normalmente concede entre 20 de dezembro e 5 de janeiro.</p>
<p>A Vitopel não está sozinha. Segundo Roriz Coelho, diretor do Departamento de Tecnologia e Competitividade da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a grande maioria das empresas que não dependem de exportação também trabalha neste fim de ano no limite máximo da produção e teve de recorrer ao cancelamento das tradicionais férias de fim de ano. &#8220;Os níveis de estoque nos diversos segmentos da indústria continuam muito baixos e os pedidos do varejo ainda não terminaram&#8221;, diz o executivo. &#8220;A logística vai ter que trabalhar muito para não faltar produtos nas lojas, porque este Natal promete ser um dos melhores dos últimos cinco anos.&#8221;</p>
<p>Fabricantes de eletroeletrônicos instalados na Zona Franca de Manaus trabalham em três turnos para dar conta das encomendas. Várias empresas, como a LG e a Philips, tiveram de reduzir ou suspender as férias coletivas. No setor de informática, a expectativa da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) é de que as vendas de PCs mantenham no ano o mesmo volume de 2008 (12 milhões de unidades), apesar da queda de 17% ocorrida no primeiro semestre.</p>
<p>Nesse contexto, quase não se ouve mais falar em crise, com exceção dos exportadores, que reclamam da valorização do real e da demanda fraca no mundo. &#8220;A economia brasileira voltou ao nível pré-crise nesse terceiro trimestre, que terminou em setembro&#8221;, diz o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges.</p>
<p>A recuperação foi rápida (a crise durou quatro trimestres), comparada com outras recessões ocorridas entre 1980 e 2003, quando o País levava de oito a dez meses para retomar o crescimento. &#8220;Foi uma recuperação rápida, que ajuda a explicar por que as taxas de crescimento vão ficar ainda mais robustas no último trimestre deste ano e, principalmente, nos primeiros três meses de 2010&#8243;, afirma o economista.</p>
<p>Para Bráulio, a tônica da atividade nesse período será &#8220;os bancos privados pisando no acelerador do crédito para o consumo e para as empresas&#8221;. Hoje, segundo ele, já não há tanto receio de emprestar, porque a inadimplência do consumidor está em queda e a das empresas parou de subir. &#8220;Com os bancos privados voltando ao jogo do crédito, a gente pode esperar uma competição ferrenha pelo consumidor e pelas empresas, o que obviamente vai estimular a atividade econômica&#8221;, ressalta o economista da LCA.</p>
<p>No Bradesco, a inadimplência na carteira de crédito de pessoas jurídicas começa a sinalizar recuo, principalmente em grandes empresas. Nesse segmento, a taxa de inadimplência saiu de um nível de 0,5%, em dezembro de 2008, e atingiu o pico de 0,9% em setembro último.</p>
<p>&#8220;Não posso dar dados oficiais em números antes da publicação do balanço trimestral, mas nossos indicadores internos apontam para baixo&#8221;, conta o superintendente executivo do departamento de empréstimos e financiamentos do Bradesco, José Ramos Rocha Neto. &#8220;Os indicadores apontam para uma tendência de regularização no primeiro trimestre de 2010.&#8221;</p>
<p>A maior oferta de crédito no cenário atual de vendas aquecidas estimula as empresas a retomar investimentos engavetados por causa da crise. &#8220;Nossos números de outubro e novembro são muito positivos&#8221;, adianta o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto. Os dados serão divulgados na quarta-feira. Até setembro, o setor acumulava no ano queda de 24%.</p>
<p><strong>NÚMEROS</strong></p>
<p>12,1%<br />
é a previsão da MB Associados para o crescimento da indústria no primeiro trimestre de 2010</p>
<p>16,5%<br />
é a previsão da LCA Consultores</p>
<p>13,7%<br />
é a previsão da Vitopel para o aumento da produção no período</p>
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		<title>Economia brasileira está em fase de &#8220;boom&#8221;, diz pesquisa</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 12:43:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Bric]]></category>
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		<description><![CDATA[PESQUISA


DA FOLHA ONLINE
A economia brasileira passou &#8220;para a fase de &#8220;boom&#8221; e  se destacou entre as demais  da América Latina, com um  ICE (Índice de Clima Econômico) de 7,4 pontos em outubro, segundo pesquisa da  FGV (Fundação Getulio Vargas) elaborada em parceria  com o instituto alemão Ifo.  Em julho, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #000080; font-size: xx-small;">PESQUISA</span></strong></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">DA FOLHA ONLINE</span></h2>
<p>A economia brasileira passou &#8220;para a fase de &#8220;boom&#8221; e  se destacou entre as demais  da América Latina, com um  ICE (Índice de Clima Econômico) de 7,4 pontos em outubro, segundo pesquisa da  FGV (Fundação Getulio Vargas) elaborada em parceria  com o instituto alemão Ifo.  Em julho, o indicador estava  em 5,5 pontos.<br />
O Brasil também lidera entre os Brics (grupo formado  por Brasil, Rússia, Índia e  China). A Índia ficou com 7  pontos; a China chegou a 6,5  pontos e a Rússia foi para 4,7  pontos. O ICE mundial foi de  5,1 pontos.<br />
O ICE é composto pelo Índice da Situação Atual (ISA),  que trata do desempenho  econômico do país no momento da pesquisa, e pelo Índice de Expectativas (IE),  que aborda as previsões para  os próximos seis meses.<br />
O ISA no Brasil aumentou  de 4,3 para 6,4 pontos e o IE  passou de 6,6 para 8,4 pontos. &#8220;O Brasil se destaca por  apresentar os maiores índices da região, seja o de clima  econômico, situação atual ou  de expectativas&#8221;, informou a  FGV em comunicado.<br />
A sondagem é feita trimestralmente com especialistas  de cada país. Em outubro foram consultados 142 técnicos em 16 países.</p>
<p><strong>Moody&#8217;s</strong><br />
A Moody&#8217;s Economy.com,  uma divisão da agência de  &#8220;rating&#8221; Moody&#8217;s, projeta  um crescimento &#8220;&#8221;em torno  de 4,5%&#8221; para a economia  brasileira em 2010.<br />
A previsão faz parte de relatório divulgado ontem, onde consta também a expectativa de que a taxa básica de  juros não sofra ajustes &#8220;antes  do final do ano que vem&#8221;.<br />
Para 2009, o economista-chefe Alfredo Coutino calcula um crescimento do PIB  (Produto Interno Bruto) entre 0,5% e 1%.<br />
Em outro relatório, também divulgado hoje, a OCDE  (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) reportou que vê um  país ainda estagnado, mas se  recuperando com força em  2010 (crescimento de 4,8%)  e 2011 (4,5%).</p>
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		<title>Gestão é isso aí</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 14:23:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8216;Brasil é exemplo de recuperação rápida&#8217;
O vice-presidente do Banco Mundial, Otaviano Canuto, disse ontem, durante o 4º Encontro Nacional da Indústria, que o Brasil é um caso exemplar de recuperação rápida, após a crise global. Ele disse concordar com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que &#8220;vamos entrar em um ciclo mais forte da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>&#8216;Brasil é exemplo de recuperação rápida&#8217;</strong></span></p>
<p><span style="font-size: large;">O vice-presidente do Banco Mundial, Otaviano Canuto, disse ontem, durante o 4º Encontro Nacional da Indústria, que o Brasil é um caso exemplar de recuperação rápida, após a crise global. Ele disse concordar com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que &#8220;vamos entrar em um ciclo mais forte da economia&#8221;. Canuto também concordou com Mantega em relação ao aumento dos gastos correntes do governo. Ele disse que caberá ao governo examinar o custo benefício e o efeito de cada gasto. Segundo Canuto, o Brasil tem hoje um potencial de crescimento mais rápido, o que é reflexo da boa qualidade de gestão. </span></p>
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		<title>Vigor no emprego</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 13:55:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Celso Ming &#8211; O Estado SP
celso.ming@grupoestado.com.br
Mais um contraste com o resto do mundo. Enquanto lá fora a recuperação da atividade econômica depois da maior crise desde os anos 30 se faz com aumento do desemprego, no Brasil, vem com forte criação de postos de trabalho.
Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="size-full wp-image-16354 alignleft" title="celso_ming" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/11/celso_ming.jpg" alt="celso_ming" width="70" height="100" /><span style="background-color: #ffff99;">Celso Ming &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>celso.ming@grupoestado.com.br</p>
<p>Mais um contraste com o resto do mundo. Enquanto lá fora a recuperação da atividade econômica depois da maior crise desde os anos 30 se faz com aumento do desemprego, no Brasil, vem com forte criação de postos de trabalho.</p>
<p>Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, apontam para um aumento recorde de contratações de pessoal com carteira de trabalho assinada (emprego formal) em meses de outubro: 231 mil novos postos. Esse número perfaz para os primeiros dez meses do ano quase 1,2 milhão de empregos novos no Brasil, fato que fortalece o ambiente de recuperação.</p>
<p>São quatro os principais motivos desse aumento do emprego:</p>
<p>(1) A relativa estabilização da economia brasileira que, por sua vez, tem a ver com juros mais baixos e regras do jogo mais previsíveis. O pior inimigo do emprego é a falta de horizontes no jogo econômico. Mesmo em ambiente de crise, se as regras são mais estáveis, o empresário investe.</p>
<p>(2) A expansão do crédito, que alcançou 9,8% no período de janeiro a setembro deste ano em relação a igual período do ano passado. A expansão do crédito pressupõe certo controle sobre a dívida pública, o que permite que os bancos tenham condições de canalizar menos recursos para a subscrição de títulos públicos e mais para o financiamento de empresas e pessoas físicas.</p>
<p>(3) O aumento das transferências de recursos para as áreas carentes (Bolsa-Família). Foi o que garantiu certo aumento do consumo e, portanto, a necessidade de contratações de pessoal para garantir o fluxo de produção.</p>
<p>(4) O aumento da demanda na economia mundial, especialmente no setor de commodities. Esse fator se deve muito às políticas de afrouxamento fiscal e monetário levadas adiante nos países ricos para combater a crise.</p>
<p>Não dá para dizer ainda que a recuperação do emprego no Brasil seja sustentável. Há notória insegurança no mercado internacional. Os bancos centrais dos países ricos estão diante de uma encruzilhada. Têm de trazer de volta os recursos que despejaram para enfrentar a crise e que agora ameaçam produzir novas bolhas. Mas não sabem ainda nem a partir de que momento nem em que intensidade fazê-lo, porque temem empurrar a economia para uma grave recaída. Ontem, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, avisou mais uma vez que o crédito apertado e o desemprego crescente nos Estados Unidos deverão limitar a recuperação (veja o Confira). E, se houver uma recaída lá fora, o emprego também será atingido no Brasil.</p>
<p>Em todo o caso, daqui para a frente a economia brasileira recebe força total do setor das obras públicas, que é manejado pelos governadores e pelo governo federal de maneira que mostre serviço meses antes das eleições. Enfim, é também a política empurrando o emprego.</p>
<p>Se a retomada da atividade econômica interna se consolidar, será inevitável a melhora da arrecadação que, nos últimos dez meses, foi uma das principais fontes de debilidade da economia brasileira.</p>
<p><strong>Confira</strong></p>
<p>Recuperação lenta &#8211; Em pronunciamento feito no Clube Econômico de Nova York, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, mostrou que não está impressionado com as previsões dos analistas que vêm denunciando a formação de novas bolhas.</p>
<p>Avisou que a recuperação da atividade econômica dos Estados Unidos é lenta e que o mercado de trabalho vai continuar fraco durante muito tempo.</p>
<p>Ficou claro que os juros não subirão tão cedo e que os investidores continuarão despejando dólares nas aplicações de risco, o que favorece a alta das ações, do ouro e das commodities.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-large;"><strong>***</strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="font-size: xx-large;">Serra alfineta Lula por desemprego alto</span></strong></p>
<p style="text-align: left;">&#8220;O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), tentou desviar a atenção do acidente nas obras do Rodoanel, durante a inauguração de uma usina, em Mirante do Paranapanema, região de Presidente Prudente. Em seu discurso, de cerca de 20 minutos, ele alfinetou o governo Lula, dizendo que a taxa de 8% de desemprego é alta para um país em desenvolvimento. &#8220;O emprego não cresce satisfatoriamente e, quando cresce, falta gente qualificada&#8221;, afirmou ontem.&#8221; (Primeiro caderno do jornal <em>O Estado SP</em>)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Criação de empregos formais supera a marca de 1 milhão no ano</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 13:39:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[CAGED]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Lupi]]></category>
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		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
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		<description><![CDATA[Abertura de 230.956 postos de trabalho em outubro foi o melhor resultado para o mês na série histórica do Caged
Renata Veríssimo, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
A recuperação da atividade industrial ajudou o País a bater novo recorde na geração de empregos com carteira assinada. Em outubro, foram abertos 230.956 postos de trabalho, o melhor resultado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Abertura de 230.956 postos de trabalho em outubro foi o melhor resultado para o mês na série histórica do Caged</strong></p>
<p><span style="background-color: #ffff99;">Renata Veríssimo, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</span></p>
<p>A recuperação da atividade industrial ajudou o País a bater novo recorde na geração de empregos com carteira assinada. Em outubro, foram abertos 230.956 postos de trabalho, o melhor resultado para o mês na série histórica iniciada em 1992 do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.</p>
<p>O resultado mensal elevou para 1,164 milhão o número de empregos formais criados entre janeiro e outubro de 2009. Embora o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, tenha comemorado a superação da marca de 1 milhão, o acumulado no ano é o pior para o período desde 2003, quando foram gerados apenas 910.547 vagas.</p>
<p>Em razão da sazonalidade de dezembro, quando ocorrem as demissões de funcionários contratados temporariamente para a demanda de fim de ano, Lupi previu que a criação de empregos formais em 2009 ficará entre 1 milhão e 1,1 milhão.</p>
<p>Ele estimou, entretanto, cerca de 200 mil dispensas em dezembro que, se confirmadas, será o menor resultado negativo para o mês. Com exceção de 2008, quando o País enfrentava o auge da crise internacional, as demissões em dezembro de anos anteriores giraram em torno de 300 mil. Para novembro, Lupi espera bater novo recorde, com a geração de cerca de 150 mil empregos formais. O melhor resultado, até então, foi em novembro de 2007, quando foram criados 125 mil vagas.</p>
<p>Lupi aposta na recuperação do mercado de trabalho e da atividade econômica em 2010. Segundo ele, serão abertas 2 milhões de vagas. Se a marca for atingida, será o maior número de geração de empregos formais em um ano no País.</p>
<p>Para o ministro, os dados do Caged no segundo semestre já mostram o início de um novo ciclo do emprego. Em agosto, setembro e outubro, a abertura de vagas superou em mais de 200 mil o número de demissões.</p>
<p>&#8220;O Brasil foi o único país do G-20 que gerou mais de 1 milhão de empregos formais este ano&#8221;, afirmou Lupi. Ele acredita que a economia brasileira crescerá em torno de 2% este ano, o dobro da previsão da equipe econômica.</p>
<p>O ministro destacou o aumento da massa salarial de janeiro a outubro, 4,4% acima da inflação pelo INPC. Lupi disse que anunciará, nos próximos dias, um recorde no pagamento do abono salarial, pago a trabalhadores com renda média de até dois salários mínimos no ano anterior.</p>
<h3><span style="font-size: xx-large;">Indústria lidera pela 2ª vez abertura de vagas</span></h3>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Renata Veríssimo, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>A indústria de transformação liderou pelo segundo mês consecutivo a abertura de novos empregos formais no País. Em outubro, o setor foi responsável pela criação de 74.552 postos de trabalho. É o melhor resultado para meses de outubro. Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o desempenho do setor mostra uma recuperação da indústria, setor mais atingido pela crise global.</p>
<p>&#8220;Os estoques terminaram e já tem indústria trabalhando em três turnos para atender a demanda&#8221;, disse Lupi. As indústrias de produtos alimentícios, têxtil, metalúrgica e química são as que mais contrataram no mês passado. Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), além da indústria mais quatro setores registraram desempenho recorde em outubro.</p>
<p>O setor de serviços teve 69.581 contratações a mais do que as demissões. O comércio ampliou em 68.516 os postos de trabalho e a construção civil, em 26.156. O setor de extração mineral abriu 1.157 vagas.</p>
<p>O único setor que demitiu mais do que contratou foi a agropecuária, que fechou 11.569 postos de trabalho. Segundo o Ministério do Trabalho, essa redução se deve à entressafra, principalmente, no Sudeste do País.</p>
<p>O número de contratações em outubro foi de 1,433 milhão, enquanto 1,202 milhão de trabalhadores foram demitidos no período.</p>
<p>O saldo líquido, de 230.956 novos empregos, embora seja o melhor resultado para meses de outubro, é menor que o resultado de setembro, quando foram criadas 252.617 vagas. De janeiro a outubro, o setor de serviços foi o que o mais empregou, com um saldo positivo de 481.007 vagas este ano, seguido pela construção civil, comércio e indústria.</p>
<p>Segundo o Ministério do Trabalho, desde janeiro de 2003, quando começou o governo Lula, a outubro de 2009, 8.884.579 vagas formais foram criadas.</p>
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		<title>&#8220;Nunca antes na história deste país&#8230;&#8221; diz The Economist</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 12:29:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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O Brasil decola


Revista vê agora risco da arrogância


Patrícia Campos Mello, WASHINGTON &#8211; O Estado SP
&#8220;O Brasil decola &#8211; agora, o risco para a grande história de sucesso da América Latina é a arrogância&#8221;. Esse é o título da reportagem especial publicada ontem pela revista The Economist, que traz na capa uma foto do Cristo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://photos-g.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc3/hs009.snc3/11655_175054494059_6013004059_2726817_3858954_n.jpg" alt="http://photos-g.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc3/hs009.snc3/11655_175054494059_6013004059_2726817_3858954_n.jpg" width="173" height="240" /><strong><span style="font-size: xx-large;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: xx-large;">O Brasil decola</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: xx-large;"><br />
</span></strong></p>
<p><strong>Revista vê agora risco da arrogância</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Patrícia Campos Mello, WASHINGTON &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>&#8220;O Brasil decola &#8211; agora, o risco para a grande história de sucesso da América Latina é a arrogância&#8221;. Esse é o título da reportagem especial publicada ontem pela revista The Economist, que traz na capa uma foto do Cristo Redentor impulsionado por um foguete.</p>
<p>Na edição especial com oito reportagens sobre negócios e finanças no País e mais um editorial, a Economist afirma que o Brasil &#8220;entrou em cena no palco mundial&#8221; e vai se tornar a quinta maior economia do mundo até 2014. E, depois de ser subestimado por anos, o País hoje supera os outros Brics em vários quesitos.</p>
<p>&#8220;O País está passando por seu melhor momento desde que um grupo de navegadores portugueses chegou às costas brasileiras, em 1500&#8243;, diz outro artigo sobre o Brasil, na revista. &#8220;O Brasil já havia sido democrático antes, havia tido crescimento econômico e baixa inflação, mas nunca essas três coisas ao mesmo tempo.&#8221;</p>
<p>Mas a publicação inglesa alerta para as armadilhas à frente. &#8220;Da mesma maneira que seria um erro subestimar o Brasil, também é um erro ignorar suas fraquezas&#8221;, adverte. &#8220;Muito dinheiro do contribuinte está sendo gasto nas coisas erradas&#8221; e há pouco investimento público e privado.</p>
<p>Para a Economist, Lula está certo ao dizer que seu país merece respeito e &#8220;ele também merece muito da bajulação que recebe&#8221;. &#8220;Mas Lula também tem sido um presidente de muita sorte, colhendo os frutos de um boom de commodities e trabalhando a partir da plataforma sólida construída por seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso&#8221;.</p>
<p>A revista volta a chamar Lula de &#8220;sortudo&#8221; em outro artigo. Para manter o bom desempenho do Brasil em um mundo com condições mais difíceis, o sucessor de Lula vai ter de lidar com alguns dos problemas que o presidente achou que podia ignorar, adverte a revista.</p>
<p>A reportagem lembra que, em 2003, quando economistas da Goldman Sachs cunharam o termo Brics, muita gente torceu o nariz para a inclusão do Brasil no time de economias vencedoras. &#8220;Brasil? Um país com taxas de crescimento tão minúsculas quanto seus biquínis, vítima de qualquer crise financeira que estiver à espreita, um lugar com instabilidade política crônica, onde a capacidade infinita de desperdiçar seu óbvio potencial é tão lendária quanto seu talento para futebol e carnavais&#8221;, diz. &#8220;Agora, esse ceticismo parece equivocado.&#8221;</p>
<p>Em artigo (opinião), a Economist diz que o Brasil costumava ser uma promessa, mas agora começa a se tornar realidade. O País não passou incólume pela recessão, mas está entre os últimos a entrar e os primeiros a sair. A revista ainda diz que o Brasil deve crescer 5% em 2010, mas a taxa deve se acelerar à medida que os campos de petróleo comecem a produzir e os países asiáticos continuem consumindo alimentos e minerais do Brasil. &#8220;E algum momento antes de 2014, o Brasil vai se tornar a quinta maior economia do mundo.&#8221;</p>
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		<title>Brasil decola: Na próxima década poderá virar a 5° economia do mundo, superando França e Inglaterra. O risco é a soberba.</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 17:28:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Brazil takes off
Nov 12th 2009
From The Economist print edition
Now the risk for Latin America’s big success story is hubris
Rex Features
WHEN, back in 2003, economists at Goldman Sachs bracketed Brazil with Russia, India and China as the economies that would come to dominate the world, there was much sniping about the B in the BRIC acronym. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1>Brazil takes off</h1>
<p>Nov 12th 2009</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">From <em>The Economist</em> print edition</span></h2>
<h2>Now the risk for Latin America’s big success story is hubris</h2>
<div style="width: 300px;">Rex Features<img src="http://media.economist.com/images/20091114/4609LD1.jpg" alt=" " width="300" height="224" /></div>
<p>WHEN, back in 2003, economists at Goldman Sachs bracketed Brazil with Russia, India and China as the economies that would come to dominate the world, there was much sniping about the B in the BRIC acronym. Brazil? A country with a growth rate as skimpy as its swimsuits, prey to any financial crisis that was around, a place of chronic political instability, whose infinite capacity to squander its obvious potential was as legendary as its talent for football and carnivals, did not seem to belong with those emerging titans.</p>
<p>Now that scepticism looks misplaced. China may be leading the world economy out of recession but Brazil is also on a roll. It did not avoid the downturn, but was among the last in and the first out. Its economy is growing again at an annualised rate of 5%. It should pick up more speed over the next few years as big new deep-sea oilfields come on stream, and as Asian countries still hunger for food and minerals from Brazil’s vast and bountiful land. Forecasts vary, but sometime in the decade after 2014—rather sooner than Goldman Sachs envisaged—Brazil is likely to become the world’s fifth-largest economy, overtaking Britain and France. By 2025 São Paulo will be its fifth-wealthiest city, according to PwC, a consultancy.</p>
<p>And, in some ways, Brazil outclasses the other BRICs. Unlike China, it is a democracy. Unlike India, it has no insurgents, no ethnic and religious conflicts nor hostile neighbours. Unlike Russia, it exports more than oil and arms, and treats foreign investors with respect. Under the presidency of Luiz Inácio Lula da Silva, a former trade-union leader born in poverty, its government has moved to reduce the searing inequalities that have long disfigured it. Indeed, when it comes to smart social policy and boosting consumption at home, the developing world has much more to learn from Brazil than from China. In short, Brazil suddenly seems to have made an entrance onto the world stage. Its arrival was symbolically marked last month by the award of the 2016 Olympics to Rio de Janeiro; two years earlier, Brazil will host football’s World Cup.</p>
<h2>At last, economic sense</h2>
<p>In fact, Brazil’s emergence has been steady, not sudden. The first steps were taken in the 1990s when, having exhausted all other options, it settled on a sensible set of economic policies. Inflation was tamed, and spendthrift local and federal governments were required by law to rein in their debts. The Central Bank was granted autonomy, charged with keeping inflation low and ensuring that banks eschew the adventurism that has damaged Britain and America. The economy was thrown open to foreign trade and investment, and many state industries were privatised.</p>
<p>All this helped spawn a troupe of new and ambitious Brazilian multinationals (see our <a href="http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=14829485">special report</a>). Some are formerly state-owned companies that are flourishing as a result of being allowed to operate at arm’s length from the government. That goes for the national oil company, Petrobras, for Vale, a mining giant, and Embraer, an aircraft-maker. Others are private firms, like Gerdau, a steelmaker, or JBS, soon to be the world’s biggest meat producer. Below them stands a new cohort of nimble entrepreneurs, battle-hardened by that bad old past. Foreign investment is pouring in, attracted by a market boosted by falling poverty and a swelling lower-middle class. The country has established some strong political institutions. A free and vigorous press uncovers corruption—though there is plenty of it, and it mostly goes unpunished.</p>
<p>Just as it would be a mistake to underestimate the new Brazil, so it would be to gloss over its weaknesses. Some of these are depressingly familiar. Government spending is growing faster than the economy as a whole, but both private and public sectors still invest too little, planting a question-mark over those rosy growth forecasts. Too much public money is going on the wrong things. The federal government’s payroll has increased by 13% since September 2008. Social-security and pension spending rose by 7% over the same period although the population is relatively young. Despite recent improvements, education and infrastructure still lag behind China’s or South Korea’s (as a big power cut this week reminded Brazilians). In some parts of Brazil, violent crime is still rampant.</p>
<h2>National champions and national handicaps</h2>
<p>There are new problems on the horizon, just beyond those oil platforms offshore. The real has gained almost 50% against the dollar since early December. That boosts Brazilians’ living standards by making imports cheaper. But it makes life hard for exporters. The government last month imposed a tax on short-term capital inflows. But that is unlikely to stop the currency’s appreciation, especially once the oil starts pumping.</p>
<p>Lula’s instinctive response to this dilemma is industrial policy. The government will require oil-industry supplies—from pipes to ships—to be produced locally. It is bossing Vale into building a big new steelworks. It is true that public policy helped to create Brazil’s industrial base. But privatisation and openness whipped this into shape. Meanwhile, the government is doing nothing to dismantle many of the obstacles to doing business—notably the baroque rules on everything from paying taxes to employing people. Dilma Rousseff, Lula’s candidate in next October’s presidential election, insists that no reform of the archaic labour law is needed (see <a href="http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=14845301">article</a>).</p>
<p>And perhaps that is the biggest danger facing Brazil: hubris. Lula is right to say that his country deserves respect, just as he deserves much of the adulation he enjoys. But he has also been a lucky president, reaping the rewards of the commodity boom and operating from the solid platform for growth erected by his predecessor, Fernando Henrique Cardoso. Maintaining Brazil’s improved performance in a world suffering harder times means that Lula’s successor will have to tackle some of the problems that he has felt able to ignore. So the outcome of the election may determine the speed with which Brazil advances in the post-Lula era. Nevertheless, the country’s course seems to be set. Its take-off is all the more admirable because it has been achieved through reform and democratic consensus-building. If only China could say the same.</p>
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		<title>Capa do The Economist: Brasil decola</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 17:16:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<title>Apagão é alerta para o crescimento do país</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 12:27:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De Olho na Bolsa
Daniele Camba &#8211; VALOR
O apagão que tomou conta de boa parte do Brasil durante a noite de terça-feira e a madrugada de ontem pegou as pessoas de surpresa. Algumas ainda estavam no trabalho, outras no trânsito e muitas em casa, acabando de assistir a novela do horário nobre da Globo. Já os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: large;"><em><strong>De Olho na Bolsa</strong></em></span></p>
<h2><img class="alignleft" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-DANIELE_CAMBA.jpg" border="0" alt="Colunista" /><span style="background-color: #ffff99;">Daniele Camba &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O apagão que tomou conta de boa parte do Brasil durante a noite de terça-feira e a madrugada de ontem pegou as pessoas de surpresa. Algumas ainda estavam no trabalho, outras no trânsito e muitas em casa, acabando de assistir a novela do horário nobre da Globo. Já os investidores não se surpreenderam e nem se assustaram com o enorme contratempo. Pelo menos é isso que o comportamento da bolsa ontem revelou. Aqueles que esperavam quedas significativas das ações de energia elétrica se depararam com oscilações muito comportadas. Algumas caindo um pouco, outras subindo, mas nada comparado ao tamanho do problema na noite do dia anterior.</p>
<p><img class="alignright" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002383/imagens/arte12inv-bolsa-d2.gif" border="0" alt="Foto Destaque" />Para os analistas, o mercado praticamente ignorou o apagão, já que o fato é decorrência de uma fatalidade meteorológica e não da falta de estrutura do sistema elétrico brasileiro. &#8220;Não podemos dizer que existe um problema associado à sustentabilidade do suprimento de energia já que os reservatórios se mantêm em níveis elevados, sem maiores problemas com relação ao fluxo hidrológico&#8221;, diz o analista da Ativa Corretora Ricardo Corrêa.</p>
<p>Esses mesmos profissionais, no entanto, acreditam que o problema pode servir de alerta sobre a dificuldade que o atual sistema elétrico terá para suprir a demanda adicional que vai surgir com o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescendo em torno de 5% e 5,5% ao ano de forma sustentada pelos próximos anos. &#8220;É importante haver uma discussão sobre a infraestrutura do setor elétrico no longo prazo&#8221;, diz o analista da Itaú Corretora Marcos Severine. &#8220;Se não forem feitos investimentos, especialmente em geração, a oferta atual de energia não é suficiente para abastecer um país crescendo a taxas de 5,5% ao ano&#8221;, afirma ele.</p>
<p>As contas do analista deixam claro o tamanho desses investimentos. Para cada 0,5 ponto percentual a mais no PIB, existe uma necessidade de 1 gigawatt (GW) médio a mais por ano, o que significa entre R$ 8 a R$ 9 bilhões de novos investimentos. Se o crescimento do PIB pular de 4% para 5,5%, serão necessários 3 gigawatts (GW) a mais, algo como R$ 24 a R$ 27 bilhões de investimentos extras, explica Severine.</p>
<p>A partir do momento que as companhias começarem a fazer esses investimentos de forma mais intensiva, o setor deixará de ser considerado financeiramente previsível e um bom pagador de dividendos. &#8220;As elétricas passarão a ser vistas como empresas de alto crescimento, de capital intensivo e com a perspectiva de retornos crescentes&#8221;, diz o analista da Itaú Corretora.</p>
<p><strong>Para todos os gostos</strong></p>
<p>Houve desempenhos das ações de energia para todos os gostos. As preferenciais (PN, sem direito a voto) série B da Celesc, por exemplo, caíram 1,93%, enquanto as PNB da Cesp subiram 2,76%. Os papéis do setor vinham sendo positivamente influenciados pela divulgação dos resultados do terceiro trimestre que, de forma geral, vieram acima das expectativas. Para os analistas, as ações da Eletrobrás seriam as mais afetadas por um possível impacto do apagão. Mesmo assim, eles acreditam que isso parece pouco provável, diz Ricardo Corrêa, da Ativa Corretora, em relatório. As PNB da estatal subiram 0,04% e as ordinárias (ON, com voto) caíram 0,28%.</p>
<p>O mercado ontem teve um pregão volátil, com o Índice Bovespa oscilando entre o campo positivo e o negativo. O indicador fechou o dia em leve alta de 0,19%, aos 66.431 pontos, caminhando a passos largos para alcançar a pontuação máxima deste ano, de 67.239 pontos, registrada em 19 de outubro. O mercado continuou na linha otimista ontem depois que dados da China mostraram recuperação econômica.</p>
<p><strong>Daniele Camba é repórter de Investimentos</strong></p>
<p><strong>E-mail: daniele.camba@valor.com.br</strong></p>
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		<title>Demanda global de energia exige investimento de US$ 1,1 tri por ano</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 11:53:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Valor Online
GENEBRA &#8211; Os investimentos necessários para atender ao crescimento da demanda de energia até 2030 podem alcançar US$ 26 trilhões globalmente, diz a Agência Internacional de Energia (AIE) em seu novo relatório sobre as perspectivas do setor.
Isso significa investimentos de US$ 1,1 trilhão por ano, ou 1,4% do PIB global no cenário mais realista. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Valor Online</span></h2>
<p>GENEBRA &#8211; Os investimentos necessários para atender ao crescimento da demanda de energia até 2030 podem alcançar US$ 26 trilhões globalmente, diz a Agência Internacional de Energia (AIE) em seu novo relatório sobre as perspectivas do setor.</p>
<p>Isso significa investimentos de US$ 1,1 trilhão por ano, ou 1,4% do PIB global no cenário mais realista. Mais da metade desses investimentos são necessários nos países em desenvolvimento, onde a demanda e a produção crescem rapidamente, sobretudo na China e Índia, além do Brasil e outros emergentes.</p>
<p>O crescimento da demanda de eletricidade estimado é de 76% até 2030, necessitando cinco vezes mais capacidade do que o que existe atualmente nos Estados Unidos. Mas o consumo global de eletricidade sofreu este ano sua primeira contração desde o fim da Segunda Guerra Mundial, de 1,6% este ano. A frágil demanda reduziu a necessidade imediata de nova capacidade.</p>
<p>Com a crise global, os investimentos no setor elétrico foram duramente afetados por dificuldades financeiras e pela menor demanda, globalmente.</p>
<p>Para a AIE, a demanda voltará a subir a partir de 2010, mas os investimentos no setor serão mais difíceis, já que um rápido retorno do período de crédito fácil e barato não parece provável.</p>
<p><strong><em>(Assis Moreira | Valor)</em></strong></p>
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