02/03/2009 - 20:56h Faturamento do turismo no Brasil cresce 20% no primeiro bimestre de 2009

Em alta

 

Eduardo Rodrigues* – O GLOBO

Ministro do Turismo, Luiz Barretto

BRASÍLIA – Apesar da crise financeira internacional, o Rio de Janeiro recebeu 2,55 milhões de visitantes na temporada de verão, 50 mil a mais que no ano passado. No carnaval, ponto alto da estação, a ocupação da rede hoteleira carioca alcançou 95%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH). De acordo com estimativa do Ministério do Turismo, o faturamento do setor no Brasil cresceu 20% nos primeiros dois meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2008. Apesar da queda nos gastos de turistas estrangeiros nos país, o mercado se manteve aquecido principalmente pelas viagens de brasileiros a destinos nacionais.

- Este resultado é muito importante. Ter um resultado tão positivo em um momento de crise significa que nem todos os setores foram atingidos da mesma forma – disse o ministro do Turismo, Luiz Barretto.

A desvalorização cambial do fim do ano passado deixou o produto ‘Brasil’ mais competitivo (L. Barretto)


O ministro Barretto atribuiu o crescimento do setor ao fato de muitos brasileiros terem preferido viajar pelo Brasil nessa temporada de férias:

- A desvalorização cambial do fim do ano passado, quando o real desvalorizou cerca de 30% ante o dólar, deixou o produto ‘Brasil’ mais competitivo. O dólar no patamar entre US$ 2,25 e US$ 3 deixa [o país] mais competitivo para o brasileiro e para o estrangeiro – explicou.

Ele disse ainda que os turistas estrangeiros também contribuíram para o crescimento do setor, principalmente argentinos e chilenos.

- Hoje está mais barato, por exemplo, para o argentino, para o chileno, freqüentar o Brasil – disse Barretto.

Segundo o ministro, outro fator que facilita a entrada dos sul-americanos no Brasil é a ligação terrestre que há entre os países do continente.

O ministério ainda não tem o total dos gastos de turistas estrangeiros no Brasil nos dois primeiros meses deste ano, mas informou que apenas em janeiro eles deixaram no país US$ 492 milhões. No mesmo período do ano passado foram gastos USS 595 milhões.

Em relação ao verão passado, a ocupação nos hotéis brasileiros cresceu 23%. Em Pernambuco, por onde passaram 800 mil turistas apenas no carnaval, a lotação dos quartos chegou a 100%.

A ocupação dos hotéis na Bahia cresceu 5% e no Ceará chegou a 86%, quatro pontos percentuais acima do Carnaval passado. Santa Catarina manteve os 85% registrados no mesmo período do ano anterior.

Os hotéis de São Paulo, que normalmente sofrem queda durante o período de férias, apresentaram uma alta de 5% no período.

Apesar de ter sido castigada pelas enchentes no final de 2008, Santa Catarina manteve o índice de hospedagens em 85% da capacidade e ainda registrou alta de 7% na entrada de turistas estrangeiros.

A estimativa de crescimento de 20% no bimestre para o setor, feita pelo ministério, leva em consideração os resultados de várias atividades que compõem as receitas do turismo no país. Em janeiro e fevereiro de 2009, as operadoras de turismo venderam 15% mais pacotes que no início do ano passado, ao passo que os voos domésticos aumentaram 10% no mesmo período. A locação de veículos apresentou aumento ainda maior, de 40%, chegando a dobrar em capitais como Salvador e Fortaleza.

Neste verão, as festas populares consolidaram o Rio como o principal destino turístico do Brasil. No réveillon a cidade recebeu 612 mil turistas, enquanto outras 719 mil pessoas viajaram para aproveitar o carnaval carioca. Segundo o ministério, o turismo no país emprega 2,225 milhões de empregos formais, mas se considerados os empregos indiretos e o setor de bares e restaurante esse número pode chegar a 6,3 milhões.

- Hoje o Brasil não tem uma única porta de entrada no turismo. Além do circuito de sol e praia, o ecoturismo e o turismo de culta e negócios também fazem parte da diversificação do setor – afirmou Barretto.

* Com informações da Agência Brasil

02/03/2009 - 08:08h Hoje é o Dia nacional do Turismo

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Data comemorativa

LUIZ BARRETTO
1/3/2008
No Dia Nacional do Turismo, comemorado amanhã, o país tem o que comemorar, como o aumento de 20% no fluxo turístico interno

NA CHINA, para expressar a ideia de crise, são necessários dois ideogramas: um significa perigo, e o outro, oportunidade. Esse conceito milenar atravessou fronteiras e conquistou o Ocidente.
Aqui, foi incorporado ao mundo dos negócios, batizou livros e virou até lugar-comum. Nunca, porém, uma imagem serviu tanto ao turismo brasileiro como agora. Neste Dia Nacional do Turismo, celebrado amanhã, 2 de março, o país tem motivos para comemorar. Dados preliminares de segmentos que compõem o setor apontam para o aumento de 20% no fluxo turístico interno no verão 2008/2009 em relação à temporada anterior.
As operadoras de turismo venderam 15% mais pacotes de viagem em dezembro e janeiro últimos em relação ao mesmo período de 2007 e de 2008. A locação de veículos para lazer cresceu, em média, 40% -em Fortaleza e em Salvador, o aluguel de carros dobrou. Nas palavras do presidente do Conselho Nacional da Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis, José Adriano Donzelli, “foi o melhor verão dos últimos dez anos”.
Em janeiro de 2009, o número de passageiros em voos nacionais cresceu em média 10% em relação ao mesmo mês de 2008. No dia 4 de janeiro, a TAM registrou recorde histórico no transporte de passageiros: 112,5 mil pessoas. O recorde anterior havia sido registrado na Páscoa de 2008, quando 100 mil passageiros foram transportados em um único dia. Os números da rede hoteleira também reforçam essa tendência. Em São Paulo, a ocupação cresceu 5% em janeiro em relação ao primeiro mês de 2008. Dois dias antes do início do Carnaval, a ocupação dos hotéis do Rio de Janeiro chegou a 82%, índice maior do que o registrado no ano passado.
Em Salvador, a ocupação aumentou 5% antes de a festa começar. Os cruzeiros marítimos cresceram 25% na comparação com o verão 2007/2008. Até o final desta temporada, em abril, 500 mil passageiros terão viajado pelos cruzeiros que percorrem 24 destinos na costa brasileira. Na temporada passada, foram 396 mil passageiros em 18 destinos. O câmbio foi um dos fatores que contribuíram para o incremento do turismo doméstico neste verão. A valorização do dólar fez com que os brasileiros viajassem pelo país.
O gasto dos viajantes nacionais no exterior caiu 23,8% quando comparados os meses de janeiro de 2009 e de janeiro de 2008, segundo o Banco Central. Embora a entrada de dólares gerados pelo turismo também tenha caído quando se comparam os dois meses, em 2008 o crescimento do gasto do turista estrangeiro no Brasil foi de 16,8%, de acordo com o último Barômetro do Turismo Mundial, divulgado em janeiro pela OMT (Organização Mundial do Turismo). O crescimento médio mundial foi de 2%.
A publicação também afirma que em 2009 as viagens para destinos domésticos ou mais próximos do país de origem devem prevalecer sobre as de longa distância. Com menos dinheiro no bolso, os turistas se divertirão perto de casa. Essa sinalização fortalece os investimentos do Ministério do Turismo na diversificação de roteiros e na promoção do Brasil no próprio país e nos vizinhos sul-americanos.
Em novembro, já prevendo o aumento no fluxo turístico interno, antecipamos o lançamento da campanha “Se você é brasileiro, está na hora de conhecer o Brasil”, que ficou no ar até o Carnaval. Em 2009, promoveremos ações pontuais antes de cada feriado nacional para estimular os brasileiros a conhecerem o próprio país. O governo federal tem um conjunto de políticas de fortalecimento do setor, desenvolvidas e progressivamente ampliadas desde 2003, quando a pasta foi criada. Um bom exemplo disso é o programa Viaja Mais Melhor Idade, que ajuda a manter o fluxo turístico nos períodos de baixa ocupação.
Criado há dois anos, o programa encerrou 2008 com 180 mil pacotes vendidos, sendo que a meta inicial era comercializar 50 mil pacotes para aposentados e brasileiros com mais de 60 anos de idade. É certo, contudo, que sem o trabalho integrado entre a esfera pública e a cadeia produtiva do turismo seria impossível superar os entraves e impulsionar o turismo no país. Os desafios ainda são muitos. Até 2014, o Brasil terá que investir em infraestrutura, qualificação e capacitação profissional nas capitais que vão receber os jogos da Copa do Mundo.
No próximo dia 20, a Fifa anuncia as 12 cidades-sedes. O governo federal já está comprometido com um programa de ações que levará a elas os investimentos necessários. O caminho é longo, mas o bom desempenho alcançado até agora nos incentiva a seguir em frente.

LUIZ BARRETTO , 46, sociólogo, é ministro do Turismo. Foi secretário-executivo do ministério, de março de 2007 a junho de 2008, e gerente nacional de marketing e comunicação do Sebrae Nacional.

22/02/2009 - 12:01h Turismo nacional resiste à crise

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Mas gastos de viagem e o tempo de estadia nos destinos estão menores

Ana Paula Lacerda e Rodrigo Petry – O Estado SP

O turismo no Brasil não sentiu ainda os efeitos da crise. O Ministério do Turismo trabalha com uma elevação de até 20% no número de turistas viajando pelo País nesta temporada. Segundo o coordenador de projetos de Turismo do Sebrae, Dival Schmidt, mesmo que a crise econômica esteja afetando a confiança do consumidor, os turistas têm mantido as programações de viagens. “A diferença é que agora os gastos e o tempo de estadia nos destinos estão menores”, observou.

Na CVC, principal agência do setor, as vendas de pacotes cresceram 15% em volume em janeiro, ante o mesmo mês do ano passado. O presidente da CVC, Valter Patriani, informou que, para manter as vendas aquecidas, a companhia optou por reduzir em 10% os preços médios dos pacotes em 2009.

A empresa não informou o desempenho em faturamento. “A sazonalidade também nos ajudou. Quando a crise ficou forte, no fim de 2008, já estávamos com a temporada toda vendida. Agora vem a baixa temporada, só vamos nos preocupar de novo se a crise chegar no próximo verão.”

Um levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) aponta que a ocupação para esse carnaval deve ficar em 75%, acima dos 71% da última temporada. “Os brasileiros estão substituindo os turistas estrangeiros”, frisa o presidente da entidade, Álvaro Bezerra.

Principal destino de estrangeiros no carnaval, o Rio de Janeiro deve manter uma ocupação média da rede hoteleira em 90%, mesmo com a retração esperada de 20% no desembarque de estrangeiros. No carnaval passado a ocupação nos hotéis do Rio foi de 86%. Para Bezerra, os leitos deverão ser ocupados, principalmente, por paulistas e mineiros.

Na Costa do Sauípe, também houve uma queda brusca na presença de estrangeiros. “Eles estão com medo de viajar”, diz Alexandre Zubarán, presidente da Costa do Sauípe e da Resorts Brazil. “Porém, em janeiro tivemos quase 93% de ocupação, garantida pelos brasileiros.” Segundo ele, o complexo está com boa ocupação até abril.

O mesmo acontece no Rio Quente Resorts, em Goiás. A ocupação média anual em 2008 foi de 75% (era 62% em 2007), segundo o diretor de Marketing do grupo, Manoel Carlos Cardoso. “Estamos com vendas excelentes em 2009″, disse.

Até mesmo em São Paulo, a ocupação hoteleira subiu 5% em janeiro, ante o mesmo mês do ano passado. No Ceará a expectativa é de que a ocupação hoteleira cresça para 86%, alta de quatro pontos porcentuais na comparação com 2008. Enquanto na Bahia é esperado um crescimento de 5% na ocupação hoteleira.

PELO BRASIL

Parte da melhora no turismo interno, no entanto, foi às custas da redução do turismo internacional. De acordo com a Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav), no fim de 2008 os pacotes para o exterior caíram 25% e os dados de janeiro e fevereiro não apresentam recuperação. Já os pacotes domésticos crescem, desde o início da crise, na faixa de 15%. “A insegurança quanto aos rumos da economia leva o turista a optar por destinos mais próximos, dentro do País”, diz Leonel Rossi, diretor da Abav.

Segundo o ministro do Turismo, Luiz Barreto, assim que o dólar se valorizou, em setembro, o governo tomou a iniciativa de antecipar as campanhas de marketing de verão. Os aportes foram de R$ 6 milhões. “A ideia foi estimular o brasileiro a conhecer o Brasil”, explica.

Mesmo vinculadas à taxa de câmbio, as viagens em cruzeiros marítimos também devem se manter aquecidas, segundo a Associação Brasileira dos Representantes de Empresas Marítimas (Abremar). De acordo com a entidade, o número de turistas transportados pode atingir até 500 mil, uma alta de 25% ante a última temporada.

“As empresas que comercializam viagens em cruzeiros fixaram a cotação do dólar e facilitaram o pagamento para garantir as vendas”, informou a Abremar. Segundo agentes do mercado, o dólar está cotado na faixa de R$ 1,90 nas viagens marítimas.

Em pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizada em sete regiões metropolitanas, 82% dos entrevistados informaram a intenção de fazer alguma viagem nos primeiros seis meses de 2009, e 85% afirmaram que optarão por destinos domésticos.

26/09/2008 - 12:31h O desafio da Copa 2014

Copa 2014 poderá ter hospedagem em navios e, em terra, a volta da classificação de hotéis por estrelas, diz ministro do Turismo, Luiz Barreto

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Ministro de Turismo, Luiz Barreto, presidente Lula e Jeanine Pires, presidente da Embratur, em New York fazendo campanha para o turismo no Brasil

Cristina Massari – O Globo

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RIO – A volta das estrelas para classificar os hotéis brasileiros, a possibilidade de se hospedar num navio de cruzeiro durante a Copa de 2014, a reforma da área portuária do Rio de Janeiro, e a reformulação da gestão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, além da abertura de capital da Infraero são alguns dos temas que ocupam a mente do ministro do Turismo, Luiz Barreto, e entram na agenda do setor para os próximos anos. De Londres, onde fez o lançamento da nova campanha publicitária da Embratur para promover o Brasil no exterior , o ministro recém-empossado formalmente no cargo (estava como interino desde o desligamento de Marta Suplicy, em junho, para concorrer à Prefeitura de São Paulo), concedeu entrevista ao site do Globo.

Com a Copa de 2014 e a campanha para o Rio sediar as Olimpíadas em 2016 no Rio de Janeiro, na mira, o ministro tem aproveitado as viagens que faz para observar soluções e idéias para o planejamento destes eventos, assim como fez em Pequim e na África do Sul, lugares onde esteve recentemente em missão oficial. Esta semana, Barreto esteve em Nova York e Londres. Em seguida, sua trupe ruma para América do Sul. ( veja no YouTube, o filme da campanha publicitária da Embratur )

- Os preparativos para a Copa já são uma agenda nossa. E, mais importante até que o equipamento esportivo são o transporte e a acessibilidade e a infra-estrutura turística. Aqui, vamos à BBC para conhecer o projeto que fizeram com a China, em que eles ensinaram inglês aos chineses, preparando-os para as Olimpíadas. Aproveito também para conhecer as estratégias de promoção destes países e verifico não só as instalações da infra-estrutura esportiva, mas também como estão sendo resolvidas questões como a ampliação da oferta hoteleira durante os eventos.

Usando o Rio, candidata à sede das Olimpíadas como exemplo, Barreto menciona a possibilidade de expansão do parque hoteleiro pela Barra da Tijuca, mas também a necessidade de reforma dos hotéis existentes. E afirma que está buscando linhas de financiamento para isso junto ao BNDES e ao Banco do Brasil:

- É um desafio ter linhas de financiamento mais atrativas para ampliação e reforma do parque hoteleiro. Podemos criar um fundo que reduza o custo dos juros, por parte do governo federal, prefeitura e estadual, com contrapartida do empresário – diz Barreto.

” Voltam as estrelas para a certificação hoteleira, porque é um padrão de aceitação internacional “

Entende-se como contrapartida dos empresários, explicou o ministro, adotar a certificação para a classificação hoteleira:

- A Lei Geral do Turismo (sancionada no dia 17/09 pelo presidente Lula) inclui a classificação hoteleira. Só teria direito a estas linhas de financiamento quem se sujeitasse a certificação do ministério. Voltam as estrelas, porque é um padrão de aceitação internacional.

Considerando que megaeventos geram uma demanda por hotéis que podem não se perpetuar, Barreto cita também a possibilidade de uma oferta hoteleira de ocasião, ou literalmente ‘flutuante’ a partir de exemplos dados por Montreal, no Canadá; em Sydney, na Austrália e Atenas, na Grécia.

- Precisamos pensar em alternativas com sustentabilidade. Aproveitar os leitos de navios em rotas de cruzeiros é um mecanismo como se verificou na Grécia, no Canadá e na Austrália – sugere.

O ministro do Turismo, Luiz Barreto; Lula e Jeanine Pires, em Nova York, no lançamento da campanha publicitária da Embratur em Nova York / Foto: Divulgação Se infra-estrutura é palavra-chave nos preparativos para a Copa, os portos também passam a ser tema da agenda do Ministério do Turismo, à medida que os transatlânticos são vistos como possíveis hotéis flutuantes durante o evento. Barreto vai se reunir com o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, para pensar remodelação do serviço receptivo nos portos.

- Primeiro temos que ver as idéias que já existem. Sem inventar muito. Há os exemplos do Píer 17, em Nova York, de Barcelona, Puerto Madero, na Argentina. E Belém, que é tem experiência interessante. Era uma cidade que vivia de costas par o rio, hoje de frente. E o Rio de Janeiro tem tudo para um grande projeto turístico para transformar toda a área do porto – diz o ministro.

” O Rio de Janeiro tem tudo para um grande projeto turístico para transformar toda a área do porto “

Cauteloso, o novo ministro se esforça para citar a importância de muitos destinos brasileiros, mas como foco das atenções para os dois megaeventos em pauta, o Rio de Janeiro é cidade recorrente no discurso do novo ministro. Com a revisão do compromisso assumido para as Olimpíadas, ano que vem o Rio passa por sua prova de fogo para vencer suas concorrentes Chicago, Madri, Tóquio. E o ministro sabe que a infra-estrutura aeroportuária brasileira é ponto fundamental nesta disputa.

- O BNDES entrega no fim de outubro a primeira versão de um estudo para o modelo de concessão privada para os aeroportos. Galeão e Viracopos serão os pilotos e, além disso, existe o debate sobre a abertura de capital da Infraero – diz, contando como ponto a favor desta campanha, o fato de o presidente Lula ter pedido ao Bndes a elaboração do estudo.

Para tantas realizações, o ministro se mostra otimista com relação aos investimentos privados para a obtenção dos recursos necessários:

- Percebi que na África do Sul, onde a situação do transporte público é dramática, eles estão correndo atrás do tempo. Na China, a situação era parecida, mas muita coisa foi construída. Nos dois casos houve investimento grande com recursos do estado. Mas para a Copa no Brasil, acho que na mescla, o investimento privado será maior.

Do Bolsa Família para o turismo

Em breve, contou o ministro, o turismo se somará à construção civil na iniciativa de dar oportunidades aos inscritos no programa Bolsa Família do governo federal:

- Convencemos o Ministério do Trabalho, a Casa Civil e o Ministério do Desenvolvimento Social a incluir o turismo como possibilidade de porta de saída do Bolsa Família. Serão aplicados recursos do FAT para capacitação na área de gastronomia, artesanato, hotelaria, transportes, feiras, visando também a capacitação do receptivo para a Copa do Mundo. O projeto deverá entrar em execução em 2009 e ficará em vigor até 2014 – disse o ministro.

17/02/2008 - 16:27h Turismo festeja verão dos cruzeiros com crescimento de 35% ante o ano passado

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Venda de roteiros marítimos vai fechar a última temporada com crescimento de 35% ante o ano passado

Vera Dantas – O Estado de São Paulo

Fazer um cruzeiro marítimo, sonho caro e inacessível para boa parte da classe média até 10 anos atrás, deixou de ser programa de rico. Os pacotes com preços beneficiados pelo câmbio, vendidos a crédito, e as promoções oferecidas pelas companhias, têm popularizado esse tipo de viagem. Tanto é que, na última temporada de verão, as vendas de roteiros marítimos vão fechar com um crescimento de 35% em relação a igual período do ano passado.

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