19/03/2009 - 10:57h Ensino avança pouco em SP

Segundo índice, ensino fundamental subiu de 3,23 para 3,25, numa escala que vai até 10


Fábio Mazzitelli – JT

O ensino fundamental da rede estadual avançou pouco no último ano, segundo dados divulgados ontem pelo governo do Estado. O Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp) dos alunos de 1ª a 8ª série aumentou menos de 3% entre 2007 e 2008 e sequer chegou a 4, numa escala de 0 a 10. O indicador leva em conta o desempenho dos estudantes na prova feita pelo governo, o Saresp, e a quantidade de alunos na série correta para a idade.

Há um Idesp para cada ciclo de ensino. Nos anos iniciais (1ª a 4ª), o índice subiu de 3,23 para 3,25. De 5ª a 8ª série, foi de 2,54 para 2,6.

Por outro lado, o ensino médio (antigo colegial) aumentou seu Idesp de 1,41 para 1,95, crescimento de quase 40% de um ano para outro. Segundo especialistas, como as escolas desse nível já tinham o pior desempenho havia mais espaço para melhora.

O Idesp foi divulgado pela primeira vez no ano passado, quando a Secretaria da Educação mostrou o índice de 2007 e traçou metas para cada escola que deveriam ser alcançadas em 2008. Dependendo da meta a que cada escola chegou, o governo vai distribuir bônus salariais para professores e funcionários .

O índice educacional paulista foi pensado considerando quatro níveis de aprendizagem dos alunos: abaixo do básico, básico, adequado e avançado. Para o professor da Universidade Federal de Minas Gerais, José Francisco Soares, que participou da elaboração do Idesp, é normal que haja pouca variação de um ano para outro.

“A pontuação só aumentaria bastante se muitos alunos saíssem do nível pior e fossem para o avançado e isso é impossível de acontecer em pouco tempo.”

O governo não divulgou ontem o desempenho dos alunos em cada nível nem os resultados de português e matemática, disciplinas cobradas no Saresp do ano passado. Os dados foram utilizados para a composição do Idesp, mas a secretaria informou que só serão apresentados em abril.

Comemoração

O resultado geral, principalmente do ensino médio, foi comemorado pela secretária estadual da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro. Ela diz que uma das razões do avanço foram programas de revisão de conteúdo em horários extraclasse para os jovens.

“Estamos diminuindo o número de alunos no ensino médio noturno também. É um bom sinal”, diz ela. Hoje, cerca de 45% dos alunos do médio estudam à noite.

Para Ângela Soligo, educadora da Universidade Estadual de Campinas, o ensino médio melhorou porque o Estado criou um material didático que prepara o aluno para a prova anual da rede, com apostilas para professor e aluno sobre o conteúdo a ser aprendido.

“O material tem tópicos detalhados, inclui questões que o professor deve fazer, as possíveis respostas e qual deve ser o passo seguinte. O aluno vai sendo preparado para o Saresp. É como se faz para preparar para o vestibular.”

O mesmo material, por outro lado, é elogiado pelo presidente do Movimento Todos pela Educação, Mozart Neves. “Isso dá organização ao ensino.” Ele diz que é professor e já na primeira aula mostra aos alunos o eixo central do curso. “Do contrário, (o aluno) sente-se perdido.”

Para a educadora Silvia Colello, da Universidade de São Paulo (USP), o pouco avanço no ensino fundamental mostra que as medidas tomadas não resolveram. “Tem uma hora que não adianta ter só a clareza das metas. É preciso mudar também a estrutura do sistema”, diz Colello. “Para melhorar nos anos iniciais, são necessárias mudanças mais aprofundadas, como na carreira e capacitação dos professores, redução da burocracia nas escolas e até na estrutura física das unidades.”

Em 2007, o governo iniciou o Programa Ler e Escrever na fase de alfabetização das crianças. Uma das ações foi a inclusão de estagiário nas classes de 1º ano para ajudar o professor. Para Ocimar Munhoz, especialista em avaliação da USP, o Idesp mostra que o programa ainda não atingiu os resultados esperados.

“Com o Ler e Escrever, foram tomadas uma série de medidas para se dar um salto e isso não aconteceu. Precisava de um crescimento maior (no índice dos anos iniciais), principalmente porque existe um programa específico’, afirma. “É preciso olhar com atenção para o início do processo de escolarização porque os grandes desafios educacionais estão nessa etapa.” Renata Cafardo, Sergio Pompeu e

A REMUNERAÇÃO POR METAS NA EDUCAÇÃO DO ESTADO

Quem ganha o bônus anual?

Todos os servidores de escolas estaduais que melhoraram o Idesp de 2007 para 2008.

Quanto se recebe por melhorar o índice sem atingir a meta?

O bônus é sempre proporcional ao avanço. A meta representa 100%.

Exemplo: o índice de uma escola teria que subir de 1,5 para 2,5 e ficou em 2. A meta era subir 1 ponto e aumentou 0,5 ponto, ou 50% da meta. Dessa maneira, os funcionários terão 50% do bônus

Quanto se recebe por atingir a meta fixada para o colégio?

Se o Idesp-2008 da escola for igual à meta fixada em 2007, o bônus anual ao funcionário será de 100% e vai girar em torno de 2,4 vezes o salário mensal do servidor

Exemplo: R$ 1.600 é o salário mensal. Ao se multiplicar o salário por 12 (meses) e depois por 20% se chega ao bônus anual integral. Nesse caso, a gratificação seria de R$ 3.840

Quanto se recebe por superar a meta estipulada no Idesp?

Se o índice de 2008 superar a meta, o servidor receberá um bônus proporcional ao avanço, até o teto de 20% a mais que o valor integral estipulado para quem cumprir a meta

Exemplo: o Idesp tinha de subir de 1 para 2 e chegou a 2,1. A meta era subir 1 ponto e aumentou 1,1 ponto, ou 110%. O bônus será de 110%. O máximo da bonificação é de 120%

Quem não ganha o bônus?

Além de as faltas no trabalho reduzirem o valor do bônus, nada recebem os funcionários das escolas que ficaram com o Idesp de 2008 inferior ou igual ao do ano anterior.

08/03/2009 - 16:40h Aprender arte

El campo artístico ha logrado la señal más clara de éxito al ser pensado como una actividad profesional con creciente salida laboral. Con la misma velocidad que en su momento detectó un futuro para las carreras de administración de empresas o las de comunicación, el mundo universitario local vio en el arte un “nicho”, según la jerga del marketing, con enormes posibilidades

 Talleres. Convocan tanto a artistas que quieren hacer carrera como a los que no Foto: Gza. Andrés Waissman

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DESDE TEMPRANO. En el Malba funciona con éxito la programación de educación a través del arte, sistema del que fue pionero el MoMA de Nueva York

Por Raquel San Martín
De la Redacción de LA NACION

Durante años, la crítica de arte fue terreno de escritores y poetas; el diseño de una exposición, de museólogos; la dirección de una galería, de conocedores; la política cultural, de intuitivos. Ya no.

Del gueto y la elite a la tapa de los diarios y las exposiciones que atraen multitudes, el arte ensanchó sus fronteras, rodeó a los artistas con una variedad de nuevas funciones, pero también refinó sus demandas. “En el mundo del arte hoy ya no es suficiente estar conectado”, sintetiza una curadora.

Hoy hace falta haber estudiado. En la Argentina, la oferta posible se multiplica en especialidades: gestión cultural, curaduría, conservación y restauración de obras, montaje de exposiciones, crítica de arte, artes electrónicas e historia del arte se reparten en licenciaturas y posgrados en las universidades e institutos, que contratan a investigadores y curadores para pedirles que diseñen para ellos programas innovadores en un campo pleno de ofertas.

Como eco de una tendencia que ya tiene años en otros países, aquí se crean carreras, se publican libros y se abren posibilidades de investigación en todo aquello que acompaña y sostiene a los artistas, desde seleccionar y colgar sus obras hasta criticarlas y estudiarlas, pasando por promoverlas en el mercado. En ese sentido, el campo artístico -nunca como hoy una actividad colectiva- ha logrado la señal más clara de éxito: poder ser pensado como actividad profesional.

Paralelamente a este interés más formal, el auge de la oferta desborda y alcanza al público común: museos y centros culturales organizan cursos que se dictan a sala llena, ante un auditorio ávido de entender y formar parte de un universo artístico que abre sus puertas pero mantiene algunas barreras sólo traspuestas por los que saben.

“En la proliferación hay una gran diversidad. Por un lado, hay un conjunto de propuestas destinadas a un público interesado y otras de formación de posgrado, que aproxima el arte a profesionales de otras carreras. Y otro grupo, que son las carreras y posgrados de universidades, con fuerte predominio de las estatales, que llegan a un público más especializado y también extranjero. En muchas de ellas, entre el 25 y el 30% de los alumnos provienen de países latinoamericanos, lo que es un estímulo para el desarrollo pero también para el sostenimiento de los posgrados”, sintetiza a adn cultura Diana Wechsler, investigadora del Conicet, profesora en la carrera de Artes de la UBA y en las maestrías del área de la Universidad Nacional de San Martín (Unsam), además de curadora independiente.

Impulsado por un discurso político que atribuye a la cultura la capacidad de integrar socialmente y generar recursos, el arte se puso de moda. Y ya hay quienes alertan sobre una saturación de profesionales formados para un mercado local que, aún en expansión, tiene dimensiones modestas y una multiplicación de ofertas que no arriesgan demasiado desde el punto de vista intelectual.

Con la misma velocidad que en su momento detectó un futuro para las carreras de administración de empresas, o para las de comunicación, el mundo universitario local vio en el arte un “nicho” -en el lenguaje del marketing- con posibilidades en alza.

En 38 de las 93 instituciones universitarias del país, públicas y privadas, hoy se dictan carreras vinculadas al arte, que atraen, según datos del Ministerio de Educación, a unos 49.000 estudiantes, más que los que estudian Ciencias de la Comunicación. El crecimiento del interés es sostenido y constante: desde 2001 se incorporaron 10.000 alumnos y las carreras de arte ocupan hoy el quinto lugar en las preferencias de los nuevos ingresantes. Todo un logro para una actividad que, hasta hace poco, en muchos imaginarios seguía asociada a la pobreza.

A las carreras más tradicionales de arte, como las de las universidades de Buenos Aires, La Plata, Córdoba, Cuyo y Tucumán, con décadas de trayectoria, se suman ofertas de grado en otros temas, como las artes electrónicas en la Universidad Nacional de Tres de Febrero (Untref), la conservación y restauración en la Universidad del Museo Social Argentino (UMSA), el arte multimedial en la Universidad Maimónides o la crítica de artes en el Instituto Universitario Nacional del Arte (IUNA), y posgrados que cubren una variedad cada vez más amplia, desde la historia del arte hasta la gestión de la cultura.

“Este auge de carreras y de interés tiene que ver con un proceso de profesionalización que se da en todo el campo del arte. Si antes el curador de un museo tenía un perfil bajo, ahora es un autor que se prepara técnica y teóricamente. Y la gestión de instituciones culturales se volvió más compleja”, dice Inés Katzenstein, investigadora, curadora y directora del Programa de Arte que desde este año tendrá la Universidad Torcuato Di Tella. El área incluirá un programa de formación para artistas jóvenes con teoría, práctica y talleres, pero también seminarios y cursos abiertos sobre temas de historia y crítica de las artes. En proyecto, hay una licenciatura en artes.

El juego entre oferta de carreras y necesidades del mercado contiene otros elementos, por ejemplo, la competencia que esta proliferación de profesionales en el mundo del arte ya está provocando. “Al haber un mercado superpoblado, se genera una situación competitiva fuerte y hay que tener un rasgo diferencial para posicionarse y destacarse”, analiza Rubens Bayardo, antropólogo y director del posgrado en Gestión Cultural de la Unsam. Las deficiencias de formación en muchos de quienes tienen cargos en organismos culturales del Estado aporta más interesados.

Sin embargo, hay quienes señalan que este auge de carreras vinculadas al arte no es sino el resultado lógico de lo que se sembró hace 25 años, cuando, con la recuperación de la democracia, se revitalizaron carreras tradicionales de arte (como las de la UBA, fundada en 1963 por Julio E. Payró; o la de la Universidad Nacional de Cuyo, creada a fines de los años 30), en las que se educaron muchos de los que hoy diseñan posgrados, dan clases, investigan y, en palabras de José Emilio Burucúa, “han dado forma a un campo artístico muy robusto”.

“En los años 80 se hizo fuerte la formación de profesionales a partir de varias universidades nacionales, y ese núcleo ha hecho posible que tengamos grandes profesores y muchos investigadores”, sostiene Burucúa, historiador e intelectual del arte, ex docente de la UBA y profesor de grado de la Unsam, donde hasta hace poco dirigió la maestría en Historia del Arte.

No es causal que el estímulo, que hoy da resultados visibles, haya comenzado en esa década. “Desde 1983, el campo del arte argentino ha tenido un impulso por una necesidad de autoexpresión en una sociedad que recuperaba la libertad de hacerlo. Eso ha alimentado la fortaleza del campo artístico y cultural, que mantuvo durante la crisis de 2001. El arte ha sido una tabla de salvación y llenó una voluntad de autoconocimiento”, expresa Burucúa.

La época del arte

Quizá sea eso lo que atrae cada vez más personas a los cursos y seminarios vinculados al arte, que en Buenos Aires se vuelven incontables. La Asociación Amigos del Museo Nacional de Bellas Artes, por ejemplo, ofrece desde hace años su carrera no formal de Historia del Arte, que llena su auditorio, complementada por un calendario de cursos que van de la música y la estética al arte contemporáneo.

Otro tanto sucede en el Centro Cultural Ricardo Rojas, el Recoleta, el Museo Sívori, el Centro Cultural Borges, el Espacio Fundación Telefónica y la Universidad Torcuato Di Tella, por citar unos pocos. A ellos se suman los museos que acompañan sus muestras más importantes con seminarios afines, como sucedió con el Malba y la visita de Sophie Calle o con la Fundación Proa, a propósito de la megamuestra consagrada a Marcel Duchamp, y, como todos los años, con los programas de auditorio encarados por arteBA, Buenos Aires Photo, Gallery Nights y Expotrastiendas.

Si cada época tiene un modo de expresión que la define, ¿será ésta la época del arte? “Se ha producido efectivamente un cambio en el lugar de la cultura y las artes con relación a otras esferas sociales. Arte y cultura aparecían en el imaginario como algo propio de una elite, que representaban un plus por encima de las necesidades básicas de la gente. Hoy está incorporado a la vida social, a la producción económica y a la política”, dice Bayardo. “Lo cultural tiene una relevancia enorme -agrega- en la estetización de los productos de consumo.”

Podría arriesgarse todavía más: la identidad cultural define un lugar en el mundo (la religión, el género, los gustos musicales pesan más que las clases sociales, por ejemplo) y hasta puede convertirse en una “marca”: desde hace años se difunde la idea de Buenos Aires como “capital del arte”, gracias a la interacción de la política pública y el sector privado. El crecimiento de circuitos artísticos, ferias y festivales en la ciudad colabora para despertar en un público más masivo el interés por aprender.

Hay, además, una renovada preeminencia del arte en el campo teórico de las humanidades que, con menor visibilidad pero una influencia sostenida, aporta casi tanto a este interés como la presencia creciente de galerías de arte.

“Ha habido un giro en las ciencias sociales y las humanidades, en el que muchos planteos teóricos de larga data en la historia del arte han alcanzado un papel central en otras disciplinas, como la historia de la cultura o la historia intelectual. Estudiar las representaciones, lo simbólico, la decodificación de textos y los vínculos entre imagen y escritura es algo que la historia del arte viene trabajando, y que los estudios culturales, por ejemplo, hoy rescatan. Que otras disciplinas se encuadren en estas problemáticas hace que aparezca el interés por el arte de sociólogos, historiadores y gente de la comunicación”, analiza Wechsler.

Cambio de paradigma o salida laboral

En este panorama, existe un aspecto que cambia el lugar de la demanda académica: hay en el arte, en términos más concretos, nuevas posibilidades de trabajo.

La gestión de la cultura, por ejemplo, es un campo amplio y con posibilidades. “Hay una apertura de opciones profesionales en la gestión cultural que viene de la mano de entender que no es un sector de gastos inútiles, sino una inversión que da réditos y que hay que manejar profesionalmente”, dijo Bayardo.

“En cultura hubo durante mucho tiempo la idea de que uno hace lo que le gusta o lo que le parece. Hoy se entiende que hay que elaborar políticas a partir de conocimientos, datos, investigaciones e información sólida, conocer el terreno y elegir estratégicamente qué aspectos y expresiones culturales se van a promocionar”, sintetiza.

Las exposiciones artísticas también han inaugurado múltiples tareas. El curador, por ejemplo, adquirió un lugar central, como parte de un museo, de un espacio de arte o en su actividad independiente. “Los estudios curatoriales tienen un auge total en Europa y Estados Unidos. El curador es una figura particular, que tiene que encarar un trabajo de producción cada vez más enorme”, dice Katzenstein, y cuenta que uno de los objetivos de la UTDT es abrir una maestría en Curaduría, porque “alguien que sale de Historia del Arte necesita una formación en arte contemporáneo”.

Con eso coincide Graciela Taquini, una de las primeras egresadas de la carrera de Artes en la UBA, hoy investigadora y curadora especializada en artes electrónicas, que reconoce haber hecho su carrera “en la práctica”. “Hoy veo a las chicas más jóvenes, tan formadas y tan eficientes, y pienso que están ganando tiempo. Pero a la vez, que la experiencia es insustituible.”

Para Taquini, la curaduría debería ser un posgrado. “Muchos se dicen curadores y no lo son. No debería ser una carrera de grado, sino una especialización de una carrera de arte. Más allá de la formación, de todos modos, las curadurías tienen el sello de las obsesiones personales”, admite la especialista que ha hecho del videoarte su territorio expresivo y reconoce como “obsesiones” el simulacro, la verdad y la paradoja.

El auge de las artes electrónicas -que van desde la fotografía y el video hasta la instalación y el net art – abrió una serie de nuevas funciones que hay que aprender. “Las artes electrónicas requieren una formación específica, para rendir cuenta teóricamente de lo que se hace. Así, han surgido teóricos y artistas-teóricos en este campo, pero también la necesidad imperiosa de formar curadores en artes electrónicas”, dice Norberto Griffa, director del Departamento de Arte y Cultura de la Untref y coordinador de la carrera de Artes Electrónicas, pionera en el campo, iniciada en 2000. La Untref abrirá este año una maestría en Tecnología y Estética de las Artes Electrónicas.

“Hay en este campo un problema de mantenimiento, de hacer que los aparatos funcionen todo el tiempo y eso demanda criterios de exposición diferentes. Las obras tienen que convivir en un mismo espacio sin contradecirse”, describe Griffa.

En el otro extremo de la historia, el pasado también se mira hoy de otra manera. “Otra causa del auge por estudiar arte tiene que ver con la creciente conciencia sobre la preservación patrimonial, sobre la que, si se mira el largo plazo, ha habido progresos en los museos del país. Hay necesidad de gente idónea que haga fichajes eruditos del patrimonio y que pueda imaginar una política patrimonial”, opina Burucúa.

¿No puede una oferta creciente saturar un campo artístico de dimensiones modestas, como el nuestro? “Estamos en el punto del brote, en plena explosión. Pero creo que todo esto va a ir decantando”, analiza Griffa. Para Burucúa, hay que mirar a las provincias. “Hay siempre un riesgo de saturación laboral, sobre todo en Buenos Aires, pero no creo que suceda todavía. Hay centenares de instituciones, en todo el país, que necesitan estos profesionales”, sugiere.

Otros comparan cantidad y calidad, y alertan: “Espero que en la Argentina este auge de formación haga que se generen discusiones más interesantes, de mayor complejidad y riqueza; no sólo gente preparada para hacer un presupuesto u ocupar un puesto de trabajo. Que se puedan formar como intelectuales, porque lo que hace falta es gente que piense”, dice Katzenstein. Entre los cursos informales, agrega Taquini, “faltan cursos de historia del arte argentino con un punto de vista menos tradicional, más cuestionador y crítico”.

Debajo de la mediática espuma del arte convertido en moda, hay corrientes sociales que demandan atención. Cuidado, dicen muchos, que largas filas para entrar en un museo o visitantes récord en una feria no necesariamente indican una multitud diversa, sino probablemente la misma gente que ya tenía familiaridad con el arte, sólo que ahora con acceso a una oferta más variada. “La democratización del acceso al arte afecta todavía a un segmento escueto de la sociedad, que es la clase media alta. El gran desafío es incorporar a otros sectores”, dice Burucúa.

También, repensar el lugar del artista en este andamiaje profesional de intermediarios que se teje a su alrededor y que, según a quien se pregunte, oscila entre lo beneficioso y lo prescindible.

25/02/2009 - 09:54h Nossa maior vergonha nacional

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Nicholas D. Kristof* – O Estado SP

Sempre considerei a assistência médica a maior vergonha deste país, uma vez que, para tê-la, gastamos o dobro do que muitas nações europeias, contudo a porcentagem de crianças americanas que podem morrer antes dos cinco anos é o dobro da das checas. Entretanto, ainda acho que nossa prioridade máxima deve ser a educação. Isto torna o novo pacote de estímulo fiscal um marco histórico, porque dará passos hesitantes rumo à reforma, com a alocação de mais de US$ 100 bilhões.

A verba destinada ao Departamento da Educação para o exercício fiscal do ano foi pouco mais que a metade disso, US$ 59 bilhões. O estímulo permitirá salvar as escolas dos Estados Unidos. Um estudo da Universidade de Washington calculou que, sem ele, a recessão faria sumir 570 mil vagas nas escolas.

“Nos esquivamos de um canhonaço do tamanho de um trem de carga”, observa Amy Wilkins, do Education Trust, grupo de ativistas de Washington. Indagamos aos que se opõem aos gastos com educação: Vocês acham realmente que eliminar meio milhão de empregos na área da educação será bom para a economia, para as nossas crianças e para o nosso futuro? O secretário da Educação, Arne Duncan, define o estímulo como uma “oportunidade fantástica”. E argumenta: “Precisamos aprender a produzir uma economia melhor e só se fará isso a longo prazo”.

É exatamente isto, e é por este motivo que mudei meu ponto de vista quanto à importância relativa da educação e da saúde. Um dos livros mais sensacionais de 2008 é “The Race Betweeen Education and Technology” (A corrida entre educação e tecnologia), de Claudia Goldin e Lawrence F. Katz, professores de Harvard. Eles mostram que a vantagem dos EUA na área da educação criou prosperidade e igualdade, mas que esta vantagem se dissipou por volta dos anos 70, e desde então, o país foi superado por vários outros. Talvez devêssemos ter travado a “guerra contra a pobreza” com escolas, ou, como veremos, com professores.

Alguns programas de educação produziram excelentes resultados, permitindo superar as patologias da pobreza. Por exemplo, crianças que se beneficiaram com o programa Perry da Pré-Escola, no Michigan, registraram 25% menos probabilidades de abandonar o colegial do que seus contemporâneos do grupo de controle, e cometeram 50% menos crimes violentos. Além disso, tiveram 33% menos probabilidades de se tornarem pais na adolescência ou tóxicodependentes, e 50% menos de procurar o aborto.

Do mesmo modo, o programa KIPP (Programa Conhecimento é Poder), tema de um belo livro escrito por Jay Mathews, gerou reações entusiastas nas escolas. O programa transformou a vida de estudantes de baixa renda.

Há perguntas legítimas sobre a possibilidade de adequar estes programas e de fazer com que sejam bem sucedidos se forem adotados mais amplamente. Mas sabemos que o atual sistema nacional de educação está falido, e que não estamos nos esforçando para salvá-lo.

“Graças aos dados coligidos, temos uma boa noção de onde se encontram as grandes oportunidades”, observa Douglas Staiger, economista do Dartmouth College. O problema maior são as escolas do curso colegial – ainda não temos a noção exata de como salvá-las. Mas existe entusiasmo pelo que aprendemos sobre a educação na escola fundamental.

Em primeiro lugar, bons professores são mais importantes do que qualquer outra coisa. Ter um grande professor é muito mais fundamental do que estar em uma classe pequena, ou frequentar uma boa escola com um professor medíocre. Estudo realizado em Los Angeles sugeriu que o aluno que cursa quatro anos consecutivos com um professor que pertence aos 25% mais preparados, terá condições de superar a discrepância existente entre os testes dos alunos e negros e dos brancos.

Em segundo lugar, os métodos usados neste país para a seleção de professores, ou para determinar quais são os bons, não funcionam. O estudo mais recente elaborado pelo Departamento da Educação, publicado este mês, mostrou que não há correlação entre a licenciatura do professor e sua eficiência. Particularmente na escola elementar, também não parece importante saber se o professor tem diploma de universidade ou se cursou uma faculdade melhor ou obteve as melhores avaliações (SATs).

Logo, investir em um sistema falido não bastará para saná-lo; por outro lado, prevê-se a necessidade de recursos num pacote que implique a eliminação da licenciatura, melhor avaliação com testes dos professores mais eficientes, e então uma remuneração muito maior – com bonificações especiais aos que lecionam em escolas “ruins”.

Uma das maiores injustiças deste país é que os melhores professores ensinam aos estudantes mais privilegiados. Enquanto isso, os estudantes menos privilegiados invariavelmente têm, ano após ano, os professores menos eficientes – até que abandonam a escola. Este pacote de estímulo oferece uma nova esperança.

12/02/2009 - 15:05h Cursos de teatro