01/11/2009 - 22:00h Boa noite
Concerto para violino em D maior, Op.61, de Beethoven- I. Allegro ma non troppo
Itzhak Perlman, violino
Berliner Philharmoniker, regente: Daniel Barenboim
- Luis Favre
Concerto para violino em D maior, Op.61, de Beethoven- I. Allegro ma non troppo
Itzhak Perlman, violino
Berliner Philharmoniker, regente: Daniel Barenboim
Sexteto “Alla bella Despinetta”, da ópera Cosi fan tutte, de Mozart
Fiordiligi (Dorothea Röschmann)
Dorabella (Katharina Kammerloher)
Guglielmo (Hanno Müller-Brachmann)
Ferrando (Werner Güra)
Despina (Daniela Bruera)
Don Alfonso (Roman Trekel)
Coro der Deutschen Staatsoper Berlin
Regente (Daniel Barenboim)
Diretor (Doris Dörrie)
violino: Itzhak Perlman
piano: Daniel Barenboim
Primeira parte do Enigma Variação 1 a 8
Segunda parte 9 a 12
Terceira parte 13 a 15
Tristão: Rene Kollo
Isolda: Johanna Meier
Bayreuther Festspiele Orchester, Daniel Barenboim regente
Waltraud Meier “Liebestod” Tristão e Isolda, Teatro alla Scala 2007. Regente: Daniel Barenboim
Integral do Concerto para Violoncelo de Elgar
Violoncelo: Jacqueline du Pre
Regente: Daniel Barenboim
Violoncelo: Jacqueline Du Pré
Regente: Daniel Barenboim
Daniel Barenboim, THE GUARDIAN – O Estado SP
Tenho apenas três desejos para o ano-novo. O primeiro é que o governo de Israel se conscientize, de uma vez por todas, que o conflito no Oriente Médio não pode ser resolvido por meios militares. O segundo é que o Hamas se conscientize que não defenderá seus interesses pela violência, e que Israel está aqui para ficar. O terceiro é que o mundo reconheça que esse conflito não é igual a nenhum outro em toda a história.
É um conflito intricado e sensível, um conflito humano entre dois povos profundamente convencidos de seu direito de viver no mesmo pedaço de terra. É por isso que não poderá ser resolvido nem pela diplomacia nem pelas armas.
Os acontecimentos dos últimos dias são extremamente preocupantes para mim por várias razões de caráter humano e político.
Embora seja óbvio que Israel tem o direito de se defender, que não pode e não deve tolerar os constantes ataques contra seus cidadãos, os bombardeios brutais sobre Gaza suscitam profundas indagações na minha mente.
MORTES
A primeira é se o governo de Israel tem o direito de considerar todo o povo palestino culpado pelas ações do Hamas. Será que toda a população de Gaza deve ser responsabilizada pelos pecados de uma organização terrorista?
Nós, o povo judeu, deveríamos saber e sentir mais profundamente do que qualquer outro povo que o assassinato de civis inocentes é desumano e inaceitável. Os militares israelenses argumentam, de maneira muito frágil, que a Faixa de Gaza é tão densamente povoada que é impossível evitar a morte de civis.
A debilidade desse argumento me leva a formular outras perguntas. Se as mortes de civis são inevitáveis, qual é a finalidade dos bombardeios? Qual é a lógica, se é que existe alguma, por trás da violência, e o que Israel espera conseguir por meio dela? Se o objetivo da operação é destruir o Hamas, a pergunta mais importante a ser feita é se esse objetivo é viável. Se não é, todo o ataque não só é cruel, bárbaro e repreensível, como também é insensato.
Por outro lado, se for realmente possível destruir o Hamas por meio de operações militares, que reação Israel espera que haja em Gaza depois que isso se concluir? Em Gaza vivem 1,5 milhão de palestinos, que seguramente não cairão de joelhos de repente para reverenciar o poderio do Exército israelense.
Não devemos esquecer que o Hamas, antes de ser eleito, foi encorajado por Israel como tática para enfraquecer o então líder palestino Yasser Arafat. A história recente de Israel me faz acreditar que, se o Hamas for eliminado por meio de bombardeios, outro grupo certamente tomará o seu lugar, um grupo que talvez seja mais radical e mais violento.
VINGANÇA
Israel não pode se permitir uma derrota militar porque teme desaparecer do mapa. No entanto, a história demonstrou que toda vitória militar sempre deixou Israel em uma posição política mais fraca do que a anterior por causa do surgimento de grupos radicais.
Não pretendo subestimar a dificuldade das decisões que o governo israelense precisa tomar a cada dia, nem subestimo a importância da segurança de Israel. Entretanto, continuo convencido de que o único plano viável para a segurança em Israel, no longo prazo, é obter a aceitação de todos os nossos vizinhos.
Desejo para o ano de 2009 a volta da famosa inteligência que foi sempre atribuída aos judeus. Desejo a volta da sabedoria do Rei Salomão para os estrategistas israelenses, a fim de que a usem para compreender que palestinos e israelenses gozam de idênticos direitos humanos.
A violência palestina atormenta os israelenses e não contribui para a causa palestina. A retaliação militar israelense é desumana, imoral e não garante a segurança de Israel. Como disse antes, os destinos dos dois povos estão inextricavelmente ligados e os obriga a viver lado a lado. Eles terão de decidir se querem que isso se torne uma bênção ou uma maldição.
Maestro Daniel Barenboim, judeu, cidadão israelense e cidadão de honra da Palestina
Um Daniel Barenboim jovem, dirigindo Jacqueline du Pré (prematuramente falecida) no Primeiro Movimento (Adagio – Moderato) do concerto para violoncelo de Elgar. Um clássico que escolhi para saudar o gesto magnífico da Autoridade Palestina e de Daniel Barenboim .
Jerusalén, 13 ene (EFE).- El famoso pianista hispano-israelí Daniel Barenboim ha adoptado la nacionalidad palestina en un gesto por la paz y la convivencia, dijo hoy a Efe el ex ministro de Información de la ANP, Mustafa Barguti.
“Nosotros se la hemos concedido en agradecimiento por su solidaridad con el pueblo palestino en momentos difíciles y por su contribución a la música palestina y él se ha sentido honrado”, declaró.
El pasaporte le fue concedido al maestro por el presidente de la Autoridad Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abás, con carácter honorario, aunque con él disfrutará de todos los derechos en el territorios de Cisjordania y Gaza como cualquier otro ciudadano.
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e chef d’orchestre israélo-argentin Daniel Barenboïm a annoncé, samedi 12 janvier, à l’issue d’un concert à Ramallah (Cisjordanie), avoir accepté un passeport palestinien, évoquant le “grand honneur” qui lui était fait. “J’ai aussi accepté l’offre parce que je crois que les destinées (…) du peuple israélien et du peuple palestinien sont inextricablement liées. Nous avons le bonheur – ou le malheur – de vivre ensemble. Je préfère croire le premier au second”, a-t-il ajouté.
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