18/08/2009 - 10:28h 52% dos paulistanos são contra restrição aos fretados, aponta Datafolha. Câmara propõe liberar fretado na Faria Lima

http://2.bp.blogspot.com/_3Lvxu8anRxc/SnGvFINCYiI/AAAAAAAADE8/J93ram-9528/s320/fretado.jpg

Proposta é do PSDB e de partidos de oposição -PT e PC do B-, que somam 26 dos 28 votos necessários para aprovar as mudanças

Para os vereadores, a avenida se enquadra na exceção adotada pela prefeitura na Berrini, pois ambas não têm metrô

EVANDRO SPINELLI – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

A Câmara vai flexibilizar as restrições aos ônibus fretados impostas pela gestão Gilberto Kassab (DEM). Uma das propostas que devem ser incluídas no acordo para aprovação do projeto na Casa é a liberação do tráfego desses veículos na av. Brigadeiro Faria Lima.

A proposta foi encampada pelo PSDB e pelos partidos de oposição -PT e PC do B- que, juntos, chegam a 26 votos. São necessários 28 para aprovar as mudanças.

O resultado da pesquisa Datafolha que mostra que a maioria da população é contra a restrição (leia texto nesta página) deve facilitar o trabalho de atrair vereadores de outras legendas para a ideia de flexibilizar as regras. Discute-se ainda a criação de uma comissão para julgar as exceções e a redução do horário da restrição, hoje das 5h às 21h.

As novas regras para os fretados entraram em vigor em 27 de julho. Após protestos de usuários, que chegaram a fechar a marginal Pinheiros, a prefeitura recuou e liberou o tráfego dos ônibus pela av. Luiz Carlos Berrini sob o argumento de que lá não há metrô. Como a Faria Lima também não tem metrô, tucanos e oposição pedem equiparação.

Hoje será fechado o acordo para a votação do projeto. O governo apresentará sua proposta no início da tarde. A votação está marcada para amanhã. Mas, se houver acordo com todas as bancadas, o tema pode até ir a plenário hoje.

O projeto foi aprovado na semana passada em primeiro turno com votação simbólica. Embora não tenha havido votação nominal, os vereadores do PT pediram para registrar o voto contrário da bancada.

O governo tem pressa em aprovar o projeto porque teme uma eventual decisão judicial contra as restrições. Um recurso do Transfretur (sindicato das empresas de fretamento) que está para ser julgado no Tribunal de Justiça aponta que a medida só poderia ter sido definida por lei, e não por portaria do secretário dos Transportes, como ocorreu.

52% dos paulistanos são contra restrição, aponta Datafolha

DA REPORTAGEM LOCAL

A restrição à circulação de ônibus fretados em parte do centro expandido de São Paulo é rejeitada pela maioria dos moradores da cidade.
De acordo com pesquisa do instituto Datafolha feita na semana passada, 52% dos paulistanos são contra a medida da gestão Gilberto Kassab (DEM). Outros 27% disseram ser a favor da restrição, 13% se declararam indiferentes e 9% não souberam responder.
A restrição foi imposta pela prefeitura com o argumento de que isso melhoraria o trânsito na cidade. Para a maioria da população, no entanto, isso não aconteceu.
Segundo o Datafolha, 57% dos paulistanos acreditam que o trânsito continuou igual após o início da restrição. Para 15%, os congestionamentos até pioraram e 14% disseram que houve melhora -14% não souberam avaliar.
Essa é a segunda restrição de circulação imposta pela gestão Kassab. No ano passado, também a partir do mês de julho, a prefeitura limitou o acesso de caminhões a uma parte do centro expandido.
Na ocasião, no entanto, a medida teve a aprovação da maioria da população: pesquisa Datafolha feita no início de julho de 2008 apontou que 54% dos paulistanos eram favoráveis à restrição dos caminhões, 33% eram contra e 9% se disseram indiferentes.

Aprovação a Kassab
A restrição à circulação de ônibus fretados em São Paulo não afetou a popularidade de Kassab. Aprovam a gestão 48% dos paulistanos. O percentual era de 46% na pesquisa anterior, de maio, e de 45% no levantamento de março.
A popularidade do prefeito, no entanto, segue menor que no período eleitoral, quando ele chegou a ter 61% de ótimo e bom (outubro de 2008).
Disseram reprovar a gestão Kassab 17% dos paulistanos com mais de 16 anos ouvidos pelo Datafolha. Em maio eram 19%. Em março, 23%.
O novo levantamento foi realizado entre os dias 11 e 13 de agosto. A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais na capital, onde foram ouvidas 1.092 pessoas. Em todo o Estado, o Datafolha entrevistou 2.052 pessoas (incluindo as 1.092 da capital), com margem de erro de dois pontos.

17/08/2009 - 09:40h Datafolha: Avaliação do governo Serra

Folha SP (clique na imagem para ampliar)

 

datafolha_governoserra_agosto.jpg

17/08/2009 - 09:31h Datafolha para governo de São Paulo

Folha SP
datafolha-estadual_agosto.jpg

17/08/2009 - 09:13h Pesquisa Datafolha para governo de São Paulo

A nova pesquisa Datafolha trabalhou com cenários novos. Porque colocar o nome de Serra em disputa estadual, se ele é virtual candidato a presidente, salvo para alimentar a sua suposta dúvida sobre disputar a releição em São Paulo? Qual é o sentido de manter o nome de Erundina que já afirmou várias vezes não ser candidata ao governo e não pesquisar um cenário com o nome de Ciro e de Marta? Porque só colocar o nome da Marta, no caso dos candidatos do PT, quando todos sabem que Palocci e Emídio estão cogitados?

Independentemente das suas motivações, a nova pesquisa mostra alguns resultados interessantes. O favorito, Alckmin perdeu alguns pontos, mas ele tem mais intenções de voto que se José serra fosse candidato à releição. Como a aprovação de Serra é alta e os seus índices para presidente são elevados no seu Estado, o resultado é curioso. Marta na frente de Kassab em um dos cenários (em empate técnico) pode significar um descontentamento maior com a administração do prefeito? Só uma pesquisa específica de avaliação da administração municipal poderá entender isto melhor.

Como ainda estamos muito longe da disputa eleitoral, a pesquisa serve mais para o debate interno nos partidos para a escolha de seus candidatos. A maior liderança do PSDB na pesquisa, Alckmin, já esteve nessa situação folgada na dianteira quando das eleições para a prefeitura de São Paulo e nem sequer foi para o segundo turno. Já Kassab, mesmo empatado com Marta, aparece com um percentual bem superior ao que ele tinha no começo da disputa municipal que acabou ganhando. Ou seja, Kassab encontra nos resultados base solida para querer ser candidato ao governo estadual e Alckmin, mesmo com seu favoritismo pode ser preterido pelo Serra que comandara a escolha no PSDB.

Os resultados da Marta e de Ciro são expressivos no Estado. A primeira já foi candidata a governadora e prefeita, sendo sua liderança no Estado hoje a maior eleitoralmente da oposição. Ciro não tem implantação no Estado e por isso mesmo seu resultado é ainda mais expressivo e surpreendente. Em parte é um desdobramento de seu recall como candidato a presidente e em parte recupera uma parte do voto do próprio PT e da oposição aos tucanos. LF

Alckmin lidera com folga; Ciro tem de 12% a 18% em SP

Marta fica com 16% a 22%; se Kassab for o nome de Serra, disputa é acirrada

Tucano perdeu 4 pontos no único cenário que permite comparação com pesquisa anterior do Datafolha, mas tem de 43% a 46% dos votos

PEDRO DIAS LEITE – Folha SP

DA REPORTAGEM LOCAL

Principal novidade no cenário político paulista para 2010, a possível candidatura de Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo de São Paulo atinge de 12% a 18%, a depender do adversário, mas os tucanos Geraldo Alckmin ou José Serra ainda lideram com folga.
Na disputa paulista, quando o nome do PSDB é o do ex-governador Geraldo Alckmin, Ciro tem 12%, contra 46% do tucano. O desempenho do deputado federal pelo Ceará é pior que o da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), que chega a 16% contra Alckmin, que fica com 43% com ela na disputa.
“O Ciro tem um percentual considerável como ponto de partida, mas isso não significa que ameace a liderança do Alckmin”, avalia o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino. “Não é um percentual desprezível”, afirma. É a primeira vez que o Datafolha inclui o nome de Ciro nos levantamentos sobre o governo paulista.
O quadro para a eleição ao governo de São Paulo ainda está indefinido, tanto no campo governista quanto na oposição, com vários nomes numa dura disputa de bastidores para conseguir a vaga.
Atual secretário de Desenvolvimento de São Paulo, Alckmin luta pela indicação do governo com nomes com desempenho mais fraco nas pesquisas -como o secretário estadual da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM)-, mas com apoio nos bastidores.
Na oposição, Ciro é o candidato preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o próprio deputado federal pelo Ceará ainda tenta se viabilizar para a disputa à Presidência. Além disso, parte do PT paulista resiste a essa ideia, especialmente a ala ligada a Marta.
O resultado de Ciro no Estado é mais fraco do que no plano nacional, onde ele tem de 14% a 23% das intenções de voto na disputa pela Presidência, como publicou a Folha ontem.
No único cenário que permite comparação com pesquisas anteriores, Alckmin perdeu quatro pontos e está com 43% das intenções de voto, mas ainda permanece bem à frente da segunda colocada, Marta, com 16%. Nesse quadro, o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) oscila de 9% para 11%.
Sem Alckmin na disputa, tanto Marta quanto Ciro sobem. A petista tem 22% quando o candidato governista é o prefeito Kassab, que fica com 20% -um empate técnico, já que a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Kassab lidera com 22% sem Alckmin e sem Marta, situação em que Ciro tem 18%. O resultado é no limite da margem de erro. Num cenário muito pouco provável, com Ciro no limite para cima e Kassab no limite para baixo, ambos ficariam com 20% das intenções.
Alckmin tem desempenho superior ao de seu chefe, nome mais cotado dos tucanos para concorrer à Presidência da República -mas disputa com Aécio Neves (PSDB-MG) a indicação tucana e ainda tem a opção de escolher concorrer à reeleição em São Paulo.
Serra tem 36% contra Marta, que fica com 17%, e 38% contra Ciro, que nesse cenário tem 12%. O diretor do Datafolha atribuiu o fato de o governador ter índices menores do que o ex à vinculação de sua imagem à disputa nacional. “O Serra já está muito marcado como candidato a presidente”, afirma.
O percentual de Serra em São Paulo é semelhante à sua performance nacional, quando lidera com vantagem tranquila sobre os oponentes.

Maluf e Soninha

Paulo Maluf, nome recorrente na política paulista, varia de 11% a 14%. Seu melhor momento é numa disputa com Ciro e Kassab. A subprefeita da Lapa, Soninha Francine (PPS), que teve 4,2% dos votos na disputa pela prefeitura no ano passado, varia de 4% a 7%.
A ex-prefeita e hoje deputada federal Luiza Erundina, do mesmo PSB de Ciro, tem de 4% a 5%, dependendo dos concorrentes. Paulinho (PDT), Campos Machado (PTB), Ivan Valente (PSOL) e Paulo Skaf (sem partido) não passam de 3% em nenhum dos cenários.

16/08/2009 - 11:41h Pesquisa traz preocupações a Serra e Dilma

KENNEDY ALENCAR colunista da Folha Online

 

 

A mais recente pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial mostra um quadro de estabilidade que deverá preocupar os dois principais pré-candidatos ao Palácio do Planalto: o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT).

Aos olhos de hoje, a pesquisa reforça a ideia de que o mais provável será um duelo entre Serra e Dilma no segundo turno de outubro do ano que vem. Por ora, apostar nesse cenário parece ser o mais sensato.

Mas faltam quase 14 meses para a disputa em primeiro turno. É tempo suficiente para surpresas. E há fatos novos em campo.

*

Efeito Marina no PSDB

Primeiro, vamos ao resultado do levantamento. Serra continua a liderar com 37%. Teve oscilação negativa de um ponto percentual em relação à última pesquisa, realizada no final de maio. Em março de 2008, ele marcou 38%. Foi a 41% no final de novembro do ano passado. Manteve esse índice até meados de março deste ano. Caiu para 38% no final de maio. E agora marcou os 37% acima citados.

Não dá para falar em tendência de queda de Serra. Ele permanece estável na liderança, mas a oscilação negativa pode ter algo a ver com a entrada da senadora Marina Silva (AC) no jogo presidencial. Ela vai deixar o PT para disputar a Presidência pelo PV.

Os tucanos comemoraram a eventual candidatura de Marina. Avaliam que ela prejudicará mais Dilma do que Serra. Pode ser uma avaliação precipitada.

O discurso de Marina tem potencial para atrair parte do eleitorado mais rico e mais escolarizado que, insatisfeito com o PT no poder, estacionou sua preferência no tucanato.

Oscilações negativas de um ou dois pontos, dentro da margem de erro, se mantidas nas próximas pesquisas, afetarão o cenário de favoritismo de Serra. Essas oscilações não devem ser descartadas.

Marina tirará votos do PT, mas também do PSDB.

*

Parou por quê?

A pesquisa vai gerar preocupação entre os estrategistas de Dilma. Candidata de Lula, a ministra vinha crescendo de março de 2008 ao final de maio de 2009. Agora parou. Parou por quê? Eis a questão.

Vamos aos números da petista _em pesquisas, vale mais a curva, a tendência, do que o número absoluto de um levantamento.

Dilma saiu de 3% no final de março de 2008 para 8% quando novembro terminou. Foi a 11% em março deste ano. E voltou a subir, conquistando 16%, no final de junho. De lá para cá, manteve essa marca.

É justo reconhecer que a candidatura de Dilma ganhou fôlego.

Especulação: os efeitos negativos da crise econômica podem ter freado sua ascensão, que tenderia a ser retomada com a recuperação da economia já em curso neste momento. Pode ser. Mas também pode ser que Dilma tenha se aproximado de um teto ao qual chegou embalada pelo suporte do presidente Lula, cuja popularidade é alta. Agora, ela teria de mostrar serviço por conta própria. Nessa hora, surgiu Marina.

*

O fato novo

Os três pontos percentuais da senadora do Acre não podem ser considerados uma marca ruim. Ela estava totalmente fora do debate presidencial, o que significa não aparecer na mídia e nas conversas do meio político.

A 14 meses da eleição, Marina tem tempo para se tornar conhecida e crescer. Convenhamos: quem viu Dilma sair de 3% para 11% em um ano poderá ver Marina repetir o trajeto.

É fato que o PV é um partido sem estrutura nacional. Tem pouco tempo de TV e rádio no horário eleitoral gratuito. Enfrentará dificuldade para arrecadar recursos financeiros. E há muita gente com currículo esquisito na legenda.

Mas Marina é um fato novo, tem bom apelo para ser vendida, diria um marqueteiro. Ambientalista com os pés no chão e com uma história pessoal semelhante à de Lula, ela pode se apresentar como diferente dos políticos tradicionais porque isso é um fato.

Quem acompanha política sabe que Marina é diferente. Não fez tudo para ficar no poder. Não atua na base do é dando que se recebe. Enfim, há predicados que vão gerar simpatia numa faixa do eleitorado, sobretudo na mais escolarizada e mais rica. Será preciso, claro, combinar com os russos: o grosso do eleitorado, fatia menos escolarizada e de menor renda.

*

De volta ao jogo principal?

Ciro Gomes (PSB) manteve os 15% da última pesquisa. Sua trajetória no Datafolha é a seguinte: 20% em março de 2008, 15% no final de novembro, 16% em março de 2009, 15% no final de maio deste ano e 15% agora.

Tem peso, mas não é o preferido de Lula, que ainda deseja mais que ele concorra ao governo paulista do que à Presidência. O presidente continua a apostar num confronto plebiscitário entre Serra e Dilma.

Essa é uma visão arrogante. Lula não enxerga ou finge não enxergar o fator Marina. Talvez seja interessante manter Ciro na contenda presidencial, a fim de que dois candidatos do atual campo governista defendam a sua administração.

Não vale um centavo furado a história de que Marina não vai atacar o governo. Basta ler suas declarações aos jornais.

Talvez seja interessante o presidente esquecer essa possível candidatura de Ciro ao governo paulista, algo artificial demais para funcionar. Alguns petistas acham melhor contar com mais uma opção numa eleição presidencial que vai ser dura. Ciro já entendeu isso e se reposicionou. Tirou gás do projeto paulista.

O governo confia na recuperação da economia e no conjunto de suas realizações para eleger Dilma. É uma estratégia respeitável e correta. Será suficiente?

*

Aliança PSOL-PV sairá?

A senadora Heloisa Helena (PSOL), que marcou 12%, mantém um bom patamar no Datafolha. Tinha 14% no final de maio de 2008 e repetiu a taxa em novembro. Caiu para 11% em março deste ano. Oscilou negativamente para 10%. E agora obteve 12%.

HH está no jogo, mas pode fazê-lo ficar mais interessante se fechar uma aliança do PSOL com o PV. Ela reforçaria Marina.

*

O jogo vai esquentar

Falando da própria senadora do Acre, já foram abordadas as vantagens e dificuldades. Por ora, ela é o novo. Vamos ver que discurso construirá. O eixo ambiental numa candidatura ao Palácio do Planalto é desejável, é inovador, mas não pode virar samba de uma nota só.

Se quiser entrar no jogo para valer, ela terá de convencer o eleitorado de que tem propostas melhores do que as de Serra e de Dilma.

Ele é um candidato respeitável, com boas passagens pelo Ministério da Saúde, pelo Congresso, pela Prefeitura de São Paulo e pelo governo paulista.

Ela é a representante de um partido que faz uma boa administração. Lula honrou o compromisso essencial de melhorar a vida dos mais pobres, o que é muita coisa num país como o Brasil.

Parece que vai ser uma eleição legal.

Kennedy Alencar, 41, colunista da Folha Online e repórter especial da Folha em Brasília. Escreve para Pensata às sextas e para a coluna Brasília Online, sobre bastidores do poder, aos domingos. É comentarista do telejornal “RedeTVNews”, de segunda a sábado às 21h10, e apresentador do programa de entrevistas “É Notícia“, aos domingos à meia-noite.

E-mail: kennedy.alencar@grupofolha.com.br

16/08/2009 - 09:23h Intenções eleitorais não foram afetadas pela crise do Senado

Serra mantém liderança na disputa pela Presidência, mostra Datafolha

Dilma Rousseff e Ciro Gomes estão tecnicamente empatados.
Em dois cenários diferentes, Marina Silva teria 3% se disputasse.

Do G1, em São Paulo – A pesquisa Datafolha, que será divulgada na edição deste domingo (16) do jornal “Folha de S.Paulo”, mostra que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), mantém a liderança na disputa pela Presidência da República, que será no ano que vem.
Serra, que tinha 38% das intenções de voto no levantamento anterior, realizado entre 26 e 28 de maio, oscilou um ponto para baixo e está com 37%.
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), manteve os 16% registrados na pesquisa anterior.
O ex-minsitro e deputado federal Ciro Gomes (PSB) também manteve o percentual do levantamento anterior, 15% das intenções de voto.
A ex-senadora Heloisa Helena, do PSOL, oscilou positivamente dentro da margem de erro, e passou de 10% para 12% das intenções de voto. Brancos, nulos ou nenhum registraram 12% e 7% não souberam responder.
A pesquisa Datafolha foi realizada com 4.100 eleitores entre os dias 11 e 13 de agosto em 171 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Cenário 2
Em cenário com a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que pode trocar o PT para se candidatar pelo PV, Serra teria 36% das intenções de voto contra 17% de Dilma Rousseff e 14% de Ciro Gomes. Heloisa Helena aparece com 12% e Marina Silva, com 3%.
Brancos, nulos ou nenhum somam 11%. Não souberam 7% dos entrevistados.

Cenário 3
Quando o candidato do PSDB é o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), Ciro é líder na disputa, aponta o Datafolha.
Ciro Gomes aparece com 23%, Dilma com 19%, Heloisa Helena com 17% e Aécio Neves com 16%. Brancos, nulos e nenhum são 16% e 9% não sabiam.

Cenário 4
Ainda com Aécio Neves pelo PSDB e a ex-ministra Marina Silva disputando contra Dilma, Ciro Gomes tem 21%, Dilma 19%, Heloisa Helena 17%, Aécio Neves 15% e Marina Silva, 3%.
Brancos, nulos e nenhum somam 16% e 8% não sabem.

Cenário 5
O Datafolha pesquisou um cenário em que Serra e Aécio disputam a eleição, nesse caso o governador de São Paulo também lidera, com 32%.
Dilma aparece em segundo com 16%, Ciro tem 14%, Heloisa Helena aparece com 12% e Aécio, 10%. Brancos e nulos são 9% e 6% não sabem quem escolheriam.

16/08/2009 - 09:06h Datafolha: aprovação a Lula continua em patamar histórico

 

Com 67% de ótimo e bom, equivalente a taxa de novembro de 2008 (70%)

DATAFOLHA

Lula passa por crise sem perder alta aprovação

Governo petista é avaliado como ótimo/bom por 67%

DA REPORTAGEM LOCAL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva consegue, até o momento, atravessar a mais nova crise política nacional e manter sua popularidade entre os brasileiros no mesmo patamar.
Para 67%, seu governo é ótimo ou bom, variação dentro da margem de erro na comparação com a última pesquisa, feita em maio, quando Lula atingiu 69% de aprovação.
Segundo o instituto, 25% dos brasileiros acham o governo regular, ante 24% na última pesquisa. Para 8%, a administração do petista é ruim ou péssima; eram 6% no levantamento anterior. “O Lula conseguiu passar incólume pela crise, o Congresso, não”, diz Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.
Com os 67% de ótimo ou bom que registra agora, Lula está a apenas três pontos de seu recorde pessoal (70%), atingido em novembro de 2008 e que foi o melhor resultado obtido por um presidente desde que o Datafolha começou a fazer esse tipo de pesquisa, em 1990.
O presidente foi o principal fiador da permanência de José Sarney (PMDB-AP) na Presidência do Senado. Em 17 de junho, chegou a declarar que o senador não poderia ser tratado como “uma pessoa comum”. Depois, amenizou o apoio público, mas manteve a sustentação ao aliado nos bastidores.
A pesquisa mostra a dissociação entre a popularidade de Lula e a crise no Senado. Mesmo entre os que consideram o governo ótimo ou bom, a maioria (73%) defende a saída ou afastamento temporário de Sarney.
Também entre os que aprovam o governo, 65% acreditam que Sarney está envolvido nas denúncias feitas contra ele.

04/06/2009 - 09:52h Uma boa notícia para Kassab

Pesquisa Datafolha indica que a avaliação de Kassab parou de cair. Depois de passar de 61% em outubro 2008, para 45% de ótimo e bom em março, o recente levantamento indica uma estabilização neste patamar de aprovação, hoje com 46%. (A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos).

Para Kassab é uma boa notícia que reforça sua perspetiva de ser candidato ao governo de Estado em 2010. Seus amigos do DEM não escondem este projeto e são adversários da candidatura Alckmin, repetindo o conflito das eleições municipais passadas.

A outra boa notícia, que os índices da pesquisa mostram para Kassab, é que também ele se beneficia, como seu padrinho José Serra, da continuidade do clima existente durante as eleições municipais do ano passado, favorável a releição dos titulares dos cargos por conta da boa avaliação geral da situação econômica, com o aumento do consumo e do emprego. Só que, diferentemente de Lula e Serra, o patamar de apoio de Kassab é hoje bem menor.

A Folha, que dá conta dos resultados da pesquisa na sua edição de hoje (ver embaixo), escolheu destacar as oscilações internas à segmentação da pesquisa, ignorando que a margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos é sobre o total do universo pesquisado, e aumenta quando a amostragem é segmentada por conta do número menor de formulários em consideração. Ou seja em cada categoria tomada isoladamente a margem de erro é bem superior aos 3 pontos da pesquisa global. Sendo assim, oscilações maiores em tal ou qual segmento tem seu significado bem reduzido, por conta da margem de erro bem superior.

Especificamente, tanto na oscilação no segmento de até dois salários e mais ainda na do segmento ensino superior, a margem de erro é imensamente superior à margem de 3 ponto para mais ou para menos, contrariamente ao afirmado na matéria.

Significa isto que estas oscilações não podem nem ser tomadas em conta? Não estatisticamente, mas se juntássemos 3 ou 4 pesquisas, poderia se verificar uma eventual tendencia na oscilação para além da enorme margem de erro. Mas só comparando duas amostras isto é impossível.

Resumindo: Kassab pode não ter necessariamente caído entre os universitários e nem tampouco subido entre os mais pobres. O que a pesquisa mostra, com uma margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, é que a avaliação de Kassab não sofreu mudanças entre a pesquisa de março e a de finais de maio.

Uma boa notícia para Kassab que não precisa ser amelhorada por interpretações complacentes e estatisticamente inconsistentes.

LF

http://campanhanoar.folha.blog.uol.com.br/images/KASSAB.jpg

Kassab cai entre mais escolarizados e sobe entre mais pobres

Segundo pesquisa Datafolha feita em maio, gestão tem 46% de aprovação, mantendo o nível do levantamento de março

Apoio entre eleitores com renda de até 2 salários mínimos foi de 39% para 45%; entre os com ensino superior, caiu de 57% para 49%

EVANDRO SPINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL

A gestão do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), manteve seu índice de aprovação, segundo pesquisa Datafolha. O apoio, no entanto, caiu entre os eleitores mais escolarizados e cresceu entre aqueles mais pobres.
No levantamento feito entre 26 e 28 de maio, 46% dos entrevistados apontaram como ótimo ou bom o governo Kassab, um ponto percentual acima do índice de março -variação dentro da margem de erro da pesquisa, que é de três pontos.
O apoio à gestão atingiu seu pico no início de outubro do ano passado, com 61%, na semana seguinte ao primeiro turno da eleição, no qual Kassab ficou em primeiro lugar.
Desde o pleito, a aprovação vinha em queda até atingir os 45% de março, índice semelhante ao do início de setembro do ano passado.
Disseram considerar ruim ou péssimo o atual governo 19% dos entrevistados. Em março, índice era de 23%. Mais uma vez, a variação ocorreu dentro da margem de erro da pesquisa.
A pesquisa Datafolha ouviu 1.091 moradores de São Paulo com mais de 16 anos de idade.

Segmentos
O apoio à gestão Gilberto Kassab entre os entrevistados com renda de até dois salários mínimos passou de 39% para 45% -no limite da margem de erro. A reprovação nesse mesmo segmento caiu sete pontos, de 28% para 21%.
Já entre os entrevistados com ensino superior, a aprovação caiu de 57% para 49% e a reprovação variou seis pontos para cima, de 12% para 18%.
Desde o início do mandato, Kassab sempre teve melhores índices de aprovação entre os eleitores mais ricos e mais escolarizados. Conquistou o apoio dos mais pobres e de menor escolaridade somente no período eleitoral.

Desgaste
Nestes pouco mais de dois meses entre a pesquisa de março e a atual, a gestão Kassab enfrentou desgaste pelo atraso na distribuição dos uniformes para alunos da rede municipal e pelas falhas na varrição das ruas no centro da cidade.
O prefeito também foi atingido por acusações do Ministério Público sobre supostas irregularidades em suas contas de campanha em 2008.
Por outro lado, neste período foi anunciada uma linha de “metrô leve” que ligará a Vila Prudente à Cidade Tiradentes (zona leste).
Também foi realizada, no início de maio, a quinta edição da Virada Cultural, que reuniu 4 milhões de pessoas, segundo a prefeitura.
Parte da aprovação ao governo pode ser atribuída à propaganda. Nos primeiros cinco meses de 2009, Kassab gastou R$ 32,2 milhões em publicidade e já reservou mais R$ 45,1 milhões para este ano.

02/06/2009 - 09:48h Oposição, “ricos”, pobres e Lula

lula_caricatura2.jpgVINICIUS TORRES FREIRE – FOLHA SP


Prestígio da gestão Lula entre eleitores de maior renda cai desde o final de 2008, mas é recorde entre os mais pobres

UM NÚMERO curioso da pesquisa Datafolha publicada domingo é o aumento da discrepância de opinião entre as pessoas de maior e menor renda (aqueles com renda familiar inferior a dois salários mínimos e superior a dez mínimos). Não que exista alguma categoria do Datafolha em que o governo Lula apareça “mal na foto”. O governo é ótimo/bom para 51% dos entrevistados de famílias com renda superior a dez mínimos, os menos satisfeitos com a gestão luliana. Nos anos FHC, as melhores avaliações do governo andavam por esse patamar. Entre os entrevistados de famílias com renda de até cinco mínimos, a aprovação está em 71%.
Mas a satisfação dos mais pobres cresce; a daqueles com renda maior cai desde novembro de 2008, quando o prestígio do governo era recorde. Se a distinção dos entrevistados é feita por anos de estudo, tal fenômeno não se repete, embora o prestígio do governo cresça mais entre os que estudaram até o ensino médio.
Houve mais desemprego na indústria e em empresas exportadoras, que costumam pagar mais. Porém, tais dados são muito imprecisos. De resto, nem sempre a insatisfação econômica é associada direta e absolutamente à economia.
A discrepância de opinião associada à renda já foi muito maior nos anos Lula. Mais “ricos” e mais pobres tiveram opinião bem parecida sobre o governo em 2003 (ano econômico muito ruim), 2004 (ano de recuperação) e na segunda metade de 2008, ano de muito bom crescimento econômico e auge dos benefícios sociais lulianos.
A divergência entre mais “ricos” e mais pobres deu um salto no mensalão e foi ao auge em 2006, ano de eleição. Desde 1989, pelo menos, a eleição de 2006 (Lula versus Geraldo Alckmin, do PSDB) foi a mais polarizada em termos “sociais” ou, ao menos, o voto estava muito associado à renda do eleitor e aos índices de qualidade de vida da região do voto.
Considere-se um “índice de aprovação” do governo (porcentagem de ótimo/bom menos porcentagem de ruim/péssimo). A diferença de aprovação entre mais “ricos” e mais pobres andou em torno de 40 pontos em 2006. Em 2005, ficou em torno de 26 pontos. Em 2003, andava em torno de 7 pontos. No pico da popularidade do governo Lula, em novembro de 2008, em 13 pontos; agora, em maio de 2009, a diferença subiu um tanto, para 20 pontos.
2005 foi o ano do mensalão; 2006, de eleição. Os dois anos foram de mediocridade econômica e desemprego resistente. 2005 foi o ano em que a popularidade do governo foi ao fundo, com 28% de ótimo/bom no conjunto da população (e a 18% entre entrevistados com renda familiar superior a dez mínimos).
Os dados mais gerais sobre prestígio do governo e economia não sugerem, pois, associações simples; tampouco explicam a insatisfação relativamente mais alta entre os “mais ricos”. Enfim, mesmo que, até agora, o impacto social da crise tenha sido pequeno, o prestígio do governo mal foi arranhado durante um mergulho para a recessão; logo voltou ao recorde. Embora também de modo nada peremptório, os números indicam que a política, sim, pode morder pontos do prestígio luliano. Mas política significa conflito, oposição. Oposição, porém, não há.

vinit@uol.com.br

01/06/2009 - 13:46h Diminui vantagem de Serra sobre Dilma; petista empata com tucano na pesquisa espontânea

http://www2.paulohenriqueamorim.com.br/wp-content/uploads/2009/01/lula-serra-dilma1.jpg

GABRIELA GUERREIRO da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 13h00.

Pré-candidata do PT à presidência da República em 2010, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) empatou tecnicamente na disputa com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), em um dos cenários da pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela CNT/Sensus. Serra e Dilma aparecem tecnicamente empatados com 5,7% e 5,4% das intenções de voto na pesquisa espontânea (em que os eleitores falam espontaneamente os nomes do candidatos).

Serra vence Dilma quando os nomes dos candidatos são apresentados aos apresentados. Por esse mecanismo, Serra ganharia com 40,4% das intenções de voto contra 23,5% de Dilma. Em março, Serra tinha 45,7% e Dilma 16,3%.

A pesquisa ainda mostra que a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) receberia 10,7% dos votos, contra 11% da pré-candidata em março. Os votos em brancos, nulos e indecisos somam 25,6%.

Pesquisa Datafolha divulgada neste fim de semana mostrou Serra com 38% das intenções de voto contra 16% de Dilma. A distância entre Serra e Dilma diminuiu de 30 para 22 pontos entre o mais recente levantamento de maio e o anterior de março.

A diminuição da intenção de voto entre Serra e Dilma foi verificada também na pesquisa CNT/Sensus. Em março, última edição da pesquisa CNT/Sensus, Dilma havia registrado somente 3,6% na pesquisa espontânea contra 8,8% de Serra.

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), aparece em quarto lugar na pesquisa espontânea com 3,0% das intenções de voto, seguido pelo deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 1,1%. Os demais candidatos não alcançaram 1% das intenções de voto na pesquisa espontânea.

O crescimento de Dilma, segundo Guedes, é consequência da percepção do eleitorado brasileiro de que a petista é efetivamente candidata –mesmo depois do anúncio de que sofre de câncer linfático. “O PT tem uma identificação espontânea no eleitorado, é uma candidata que angaria os votos do partido. É uma tendência normal”, disse Guedes.

Terceiro mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de não poder disputar o terceiro mandato, ainda aparece como líder na pesquisa espontânea com 26,2% das intenções de voto. O percentual de votos em Lula subiu em relação a março, quando 16,2% dos eleitores afirmaram que votariam no petista.

O diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes, disse acreditar que o crescimento de Lula na pesquisa espontânea tem relação ao crescimento do seu desempenho pessoal –que subiu de 76,2% em março deste ano para 81,5% em maio.

01/06/2009 - 09:56h Mais pesquisas

Pesquisa eleitoral com mais de um ano de antecedência ao pleito não tem função eleitoral e sim política. Ela serve para os debates internos aos partidos ou para avaliações sobre a viabilidade de tal o qual candidatura.

Por isso chama a atenção os diferentes cenários escolhidos para realizar as pesquisas, que não se basam nos candidatos efetivamente definidos, e sim em escolhas arbitrariamente decididas pelos que encomendam as pesquisas, no caso a Folha de São Paulo e o Datafolha.

Por exemplo, porque não incluir entre os eventuais candidatos o nome de Kassab? Porque não testar o efeito eleitoral da repetição de duas candidaturas do espetro demo-tucano (Alckmin e Kassab ou Kassab e Aloysio)? Vários setores do DEM defendem sua candidatura ao governo estadual em 2010 e não aceitam a do Alckmin.

Porque não incluir o nome do senador Aloizio Mercadante, que já foi candidato ao cargo de governador em 2006, mesmo que ele afirme que prefere ser candidato a releição de senador? Porque manter em todos os cenários várias candidaturas da oposição e só uma da situação?

Nos cenários escolhidos pelo Datafolha, chama a atenção os resultados obtidos por alguns nomes, como Alckmin e Marta, mas também Palocci com 7% em um dos cenários. Enquanto Alckmin dispõe da visibilidade de seu cargo, Marta está fora do noticiário e mais inclinada a disputar um cargo ao senado e Palocci só aparece raramente.

Em todo caso, a pesquisa eleitoral mostra consonância com a avaliação positiva do governo tucano em São Paulo, fazendo do candidato da situação o favorito da disputa.

Mas ainda muita água vai correr por baixo da ponte…

LF

http://oglobo.globo.com/fotos/2008/08/22/22_MHG_PAIS_alckmin.jpg
http://oglobo.globo.com/fotos/2008/06/05/05_MHG_pais_marta.jpg

Alckmin amplia vantagem na corrida pelo governo de SP

Ex-governador obtém de 47% a 50% dos votos; sem tucano, Marta se isola na liderança e o atual secretário de Serra subiu de 28 para 32 pontos; no interior, tucano atinge 53%, contra 10% de petista

JOSÉ ALBERTO BOMBIG
DA REPORTAGEM LOCAL

Quatro meses após ter assumido um cargo de primeiro escalão no governo de José Serra (PSDB) em São Paulo, Geraldo Alckmin ampliou ainda mais sua dianteira na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes.
O ex-governador tucano obtém de 47% a 50% das intenções de voto, revela pesquisa Datafolha realizada entre os dias 26 e 28 de maio. O melhor segundo colocado nos cenários em que Alckmin é apresentado ao eleitor, a ex-prefeita Marta Suplicy (PT),chega a15%.
Sem Alckmin na disputa, Marta Suplicy se isola na liderança e alcança 25%, seguida por Paulo Maluf (PP), com 15%. Em março deste ano, quando o Datafolha realizou o primeiro levantamento para a sucessão ao governo do Estado, o atual secretário de Desenvolvimento de Serra variava de 41% a 46% das intenções de voto, e a petista atingia 13% no principal cenário (os dois apresentados ao eleitor) -portanto, a diferença entre eles era de 28 pontos percentuais e agora está em 32.
Também no levantamento anterior, Marta tinha 19% sem Alckmin na disputa e estava empatada tecnicamente com Paulo Maluf, então com 17%. A mais recente pesquisa, que tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos (intervalo de confiança de 95%), apresentou seis cenários ao eleitor. Nenhum deles tem o governador José Serra, líder na corrida pela sucessão do presidente Lula. No cenário sem Alckmin e com Marta, o secretário da Casa Civil de Serra, Aloysio Nunes Ferreira, aparece como candidato do PSDB e atinge 2%.
Os outros nomes petistas foram o do ministro da Educação, Fernando Haddad, o do deputado federal Antonio Palocci e o do prefeito de Osasco, Emídio de Souza. O primeiro tem 1% das intenções, e o segundo, 7% no seu melhor desempenho. Emídio não pontuou. Nenhum dos adversários de Alckmin atinge sequer a metade suas intenções de voto, o que indica que ele teria grandes chances de vencer no primeiro turno se a eleição fosse hoje.
São nos cenários sem Marta que Alckmin atinge, respectivamente, 48% e 50% das preferências dos eleitores. A pesquisa do Datafolha é um levantamento por amostragem estratificada por sexo e idade com sorteio aleatório dos entrevistados -acima de 16 anos.
Foram realizadas 2.058 entrevistas em 56 municípios. Desde que assumiu a secretaria de Estado do Desenvolvimento em janeiro, após não ter chegado nem sequer ao segundo turno da eleição para prefeito de São Paulo em 2008, Alckmin tem concentrado sua agenda de viagens e inaugurações no interior do Estado, onde ganhou sete pontos percentuais com Marta na disputa e chegou a 53% das intenções de voto.
Em março, o ex-governador tinha 46% no interior no cenário com a petista, e 34% na capital, onde alcançou agora 38%.
Marta permaneceu com 10% no interior e oscilou dois para cima na cidade de São Paulo, chegando a 22%. No principal cenário da pesquisa, Maluf tem 9% na terceira posição, seguido por Luiza Erundina (PSB), com 6%, por Soninha (PPS), com 5% e Paulinho (PDT) e Campos Machado (PTB), ambos com 2% cada. Ivan Valente (PSOL) e o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf (sem partido), aparecem com 1% cada um.

01/06/2009 - 09:01h Aprovação do governo Serra é de 56%, segundo o Datafolha

A pesquisa Datafolha de avaliação do governo Lula, publicada na Folha ontem, e seu complemento hoje, sobre o governo estadual de José Serra, mostra uma consolidação na avaliação positiva tanto do governo federal, como do governo estadual (bem que em patamares diferentes).

Aparentemente, continua prevalecendo o clima existente durante as eleições municipais do ano passado, favorável a releição dos titulares dos cargos por conta da boa avaliação geral da situação econômica, com o aumento do consumo e do emprego. O que significa que o impacto da crise externa é sentido como uma marolinha e não afeta a avaliação dos governos que são percebidos como agindo para combater os efeitos da crise.

Chama a atenção, no caso de Serra, a boa avaliação sobre a educação estadual, onde o desempenho ruim do governo tucano levou a mudanças de responsáveis. Mesmo com resultados péssimos, conflitos com os professores e escândalos com os livros didáticos, a avaliação é boa. Já a da segurança é muito mal avaliada, apesar da blindagem da mídia que apresenta o setor como tendo obtido resultados magníficos.

O que parece prevalecer na ótica do pesquisado é sua opção política geral, a que o levou a votar no atual titular do cargo, na medida em que em linha gerais seus resultados não apareçam em completa dissonância com as motivações do voto. Isto no contexto do indicado acima, sobre a situação geral da economia que mantem uma alto grau de avaliação positiva.

Como estamos bem longe das eleições de 2010 é difícil avaliar hoje qual será a evolução em termos eleitorais, onde intervêm também outros fatores. Mantido o “clima” prevalecente nas eleições municipais do ano retrasado e presente nas pesquisas recentes, a releição dos atuais detentores dos cargos majoritários, ou de candidatos muito identificados com eles, encontrará um terreno favorável. Isto é válido para Dilma Roussef no caso de Lula e o PT. É também válido no caso de José Serra, para ele mesmo caso quera concorrer à releição, ou para um candidato “seu”, como Alckmin, Aloysio Nunes ou… Kassab. LF

alckmin_serra2009.jpg

GESTÃO TUCANA: O secretário Geraldo Alckmin e José Serra visitam obras em São Paulo; o governador foi avaliado como ótimo ou bom por 56% dos entrevistados pelo Datafolha

 

Aprovação dos paulistas a Serra atinge 56%

As áreas mais bem avaliadas do governo de São Paulo, segundo pesquisa Datafolha, são cultura, esporte e educação

Índice dos que consideram ruim ou péssima a gestão tucana oscilou de 11% para 9%; nota média dada ao governador tucano é 6,7

DA REPORTAGEM LOCAL

Com dois anos e cinco meses à frente do Palácio dos Bandeirantes, o governador José Serra (PSDB) é aprovado por 56% dos paulistas, revela a mais recente pesquisa Datafolha . A taxa dos que consideram a gestão do tucano ótima ou boa oscilou positivamente três pontos percentuais desde março (data do levantamento anterior), quando era de 53%.
O índice dos que avaliam como regular o atual governo permaneceu estabilizado em 33% e dos que reprovam a gestão oscilou negativamente dois pontos – 11% para 9%.
Em uma escala de zero a dez, Serra alcança entre os entrevistados pelo instituto a nota média 6,7, praticamente a mesma auferida em março, 6,6.
O Datafolha ouviu 2.058 moradores do Estado com16 anos ou mais entre os dias 26 e 28 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Em março de 2007, após três meses à frente do Estado, Serra recebeu dos paulistas 39% de ótimo/bom, 37% de regular e 16%de ruim/péssimo.
Após 11 meses de gestão, em novembro de 2007, o índice de ótimo/bom chegou a 49%, o de regular a 35% e o de ruim/péssimo recuou para 12% em relação a março daquele ano.

Áreas
O Datafolha pesquisou a satisfação dos paulistas com o governo em 11 áreas. Os índices mais desfavoráveis ao tucano estão na segurança pública, setor no qual 43% dos entrevistados desaprovam a gestão.
Em seguida, vem o combate à corrupção. Nesse quesito, 37% das pessoas ouvidas na pesquisa avaliam que a gestão Serra está ruim ou péssima, outros 37% a consideram regular, e 25%, que ela vai bem.
De acordo com os entrevistados, os melhores desempenhos de Serra, estão na cultura, 47% de ótimo/bom, no esporte, 46%, e na educação, 44%. Nesta última área, Serra tem se empenhado pessoalmente, com visitas regulares a escolas, onde ele próprio ministra aulas e conversa com professores.
Em relação à saúde, o índice dos que consideram o desempenho do tucano ótimo/bom está em 39%, mas 32% avaliam sua atuação como regular, com 26%de ruim/péssimo.
Outro ponto estratégico para os paulistas, o setor dos transportes, apresenta índices preocupantes para o governador: 34% de ótimo/bom, porém 30%de ruim/péssimo.
(JOSÉ ALBERTO BOMBIG)

31/05/2009 - 11:49h Aprovação a Lula melhora apesar do tsunami externo


http://2.bp.blogspot.com/_erbvvUMcIQM/ScftQe6P5ZI/AAAAAAAAAF8/OTm-_ZvKmWQ/s200/Lula+3.jpg

A oposição anda desamparada. Sendo a principal incitadora do debate sobre um suposto terceiro mandato, com o intuito de colar em Lula a pecha de autoritarismo e casuísmo, acrescentando a de não existir outra candidatura possivel no campo governamental; o tiro saiu pela culatra.

A metade dos brasileiros, revela Datafolha, são a favor de um terceiro mandato, mesmo Lula e o PT serem contra. 

http://2.bp.blogspot.com/_1R1BlQ7FgLA/SCUNmzTjiGI/AAAAAAAAASY/yGlKq3n0CBY/s320/DILMA2.jpgA candidatura de Dilma se reforça, segundo a mesma pesquisa e, fato significativo, a distancia entre ela e Serra é de só 11 pontos percentuais entre os eleitores com nível superior de escolaridade, metade da registrada na média nacional (22 pontos). O mesmo acontece no segmento acima de dez salários mínimos, sem falar no Nordeste onde a distancia é de apenas 10 pontos. Dilma nunca concorreu e seu nome só começou a aparecer nos últimos dois anos como peça chave do dispositivo governamental.

LF

Aprovação a Lula volta a patamar recorde

http://charges.uol.com.br/games/images/Game_Lula.gifGoverno é avaliado como ótimo/bom para 69%, índice compatível com fase anterior ao impacto da crise financeira no país

Performance do presidente na área econômica tem maior aprovação desde 2004, com 63% apontando como sendo ótima/boa

DA REPORTAGEM LOCAL – FOLHA SP

Mesmo sob o impacto da crise financeira, o índice de aprovação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou ao patamar recorde atingido em novembro do ano passado, pouco mais de um mês após o presidente ter afirmado que o “tsunami” da economia internacional chegaria ao Brasil com a força de uma “marolinha”.
Segundo pesquisa Datafolha realizada entre os dias 26 e 28 de maio,69%dos entrevistados classificam o governo como ótimo/bom. A administração é regular para 24% e ruim/péssima para 6%. Em novembro de 2008, a taxa de aprovação do governo Lula chegou a 70%, mas caiu para 65% em março deste ano, quando a crise já havia afetado a economia brasileira e o próprio presidente reconhecido sua gravidade para o país, apesar de atribuí-la a “gente branca de olhos azuis”.
Em comparação à pesquisa realizada entre os dias 16 e 19 de março, os índices de aprovação ao governo Lula apresentam um crescimento de cinco pontos entre os entrevistados com renda familiar mensal de até dez salários mínimos.
O presidente teve seu pior desempenho entre aqueles com renda superior a dez mínimos. Nesse segmento, sofreu uma queda de sete pontos percentuais, passando de 58% para 51% no mesmo período.
Segundo a pesquisa,Lula voltou a nota média de 7,6 alcançada em novembro do ano passado, a maior obtida por ele desde que assumiu a Presidência, em janeiro de 2003.
O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, diz que “a queda anterior era o efeito direto da crise”. Mas que, “com a população mais confiante quanto ao desempenho do governo frente à crise, o governo recuperou o nível de aprovação”.
Ainda segundo o Datafolha, 63% dos entrevistados apontam como ótima/boa a performance do governo Lula na área econômica, a melhor avaliação desde 2004. O desempenho do governo é regular, nesse quesito, para 29%dos entrevistados, sendo ruim/péssimo para 7%.

Economia
A pesquisa mostra ainda que, em comparação a março, o brasileiro está mais otimista. Para 40% dos entrevistados, a situação econômica do país vai melhorar nos próximos meses. Na opinião de 15%, vai piorar.
Para 41%, fica como está. Segundo o Datafolha, 43% acreditam que a taxa de desemprego vai aumentar no país.Em março, porém, esse índice chegou a 59% dos entrevistados.
Hoje, 24% acreditam que o desemprego vai cair e 29% afirmam que ficará como está. De 2008 até março, 48% dos entrevistados apostavam no aumento da inflação. Hoje esse risco existe para 36%. Para 43% dos entrevistados, a inflação “vai ficar como está”, enquanto 14% acreditam numa redução.
A aposta na manutenção da inflação nos mesmos patamares é maior entre os entrevistados com nível de escolaridade superior (52%) e renda familiar mensal de mais de dez salários mínimos (57%).

26/03/2009 - 15:03h De outubro a março aprovação de Kassab cai 16%

datafolha_kassab_marco2009.jpg

Kassab é uma pessoa de sorte. Justo no dia em que a Folha iria publicar os resultados da pesquisa feita em 19 de março passado, com a avaliação da sua “gestão”, o noticiário impediu à Folha dar o destaque merecido.

Bem que a Folha teria gostado ter como principal manchete: “Kassab cai 16 pontos entre outubro e março”. O jornal poderia acrescentar: “Maior queda se dá nos que têm de 16 a 24 anos e a faixa de 45 a 59 anos”. Teria espaço também, para um quadro com a repartição socio-econômica mostrando de quanto despencou no segmento que ganha menos de 5 salários mínimos. Teria, em fim, espaço para comentários do prefeito e do líder da oposição, sobre os motivos da queda tão abrupta.

Mas, é uma pena, a Folha não teve espaço pois ninguém podia prever que o pacote habitacional do governo e a ação da PF acabaria ocupando as manchetes e as principais páginas do jornal.

Mesmo assim a Folha foi enfrente e publicou alguns dados.

Como já escrevi ontem, vou aguardar a publicação completa da pesquisa para fazer uma nota um pouco mais abrangente sobre o assunto, englobando a avaliação do governo Serra.

O que já salta aos olhos é a diferença entre a avaliação de Lula, feita nessa mesma pequisa Datafolha, com a do Kassab.

Em outubro de 2008, quando Kassab atingiu 61% de aprovação, a Folha escrevia: “o prefeito atinge popularidade que se aproxima da que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva obtém nacionalmente -64%”. Hoje, após um pouco mais de 4 meses e do impacto da crise internacional, Lula tem nacionalmente, segundo a última pesquisa Datafolha, 65% de ótimo e bom. Kassab conta com a aprovação de 45% da população.

Mas vale a resalva que a Folha faz hoje sobre a última pesquisa de avaliação de Kassab: chovia.

LF

Clique no infográfico da Folha para ampliar

datafolha_kassab_marco2009b.jpg

25/03/2009 - 17:55h Aguardando o resto do Datafolha

A Folha SP está publicando parcelada a pesquisa Datafolha. Na sexta-feira passada foi a avaliação do governo Lula. No domingo e segunda, intenções eleitorais e hoje ranking de governadores.

Amigos tem me dito que é tudo o que a Folha publicará. Outros, ao contrário, dizem que nos próximos dias aparecerá o resultado completo da pesquisa, com a avaliação do governo Serra e até da administração Kassab.

Penso que se o Datafolha fez esses levantamentos, a Folha certamente os publicará, incluso os números da avaliação da gestão Kassab.

Por isso decidi aguardar a publicação completa da pesquisa para emitir uma opinião sobre seus resultados. LF

22/03/2009 - 12:18h Datafolha: aguardando segunda-feira

Domingo é o dia em que os jornais vendem mais. A Folha de hoje traz pesquisa Datafolha sobre intenção de voto em alguns Estados, a 19 meses das eleições. Não tem qualquer sorte de importância, como prova entre outros exemplos, o fato de Geraldo Alckmin liderar com mais de 50% das intenções de voto a 8 meses das eleições municipais em São Paulo e acabou fora do segundo turno.

A escolha dos nomes para configurar os cenários eventuais deixou de lado o nome de Gilberto Kassab, que os demos gostariam de ver como candidato a governador em 2010, assim como o nome de Aloizio Mercadante que foi candidato a governador pelo PT nas últimas eleições. No caso de Kassab, a sua ausência da pesquisa permite a Alckmin atingir um patamar de intenção de voto superior, pois é o único candidato do campo demo-tucano. Já no campo da oposição de centro-esquerda o Datafolha incluiu em todas as simulações o nome de Luiza Erundina e a dos eventuais nomes do PT, com a consequente divisão das intenções de voto do eleitorado. Na última eleição na capital paulista, Luiza Erundina não foi candidata e apoiou Marta Suplicy. Para dar um exemplo do significado da eliminação do nome de Kassab e a de manter Erundina, basta olhar as intenções de voto na capital, onde Alckmin aparece com 34%, Marta com 20% e Erundina com 10%.

Em fim, como já escrevi pesquisa eleitoral com 19 meses de antecipação serve só para alimentar a projeção de nomes e as disputas internas nos partidos. Carece de qualquer outro valor ou interesse. Bem diferente de avaliar a situação dos governantes, particularmente em momentos delicados como os de hoje com o impacto da crise econômica. Teria sido interessante sim, a Folha publicar hoje os resultados da avaliação do governo estadual e do prefeito de São Paulo, que seguramente o Datafolha fez. A questão é de atualidade e permitiria comparar com a avaliação feita sobre o governo Lula.

Provavelmente ficará para segunda-feira, dia em que os jornais vendem menos. LF

http://jovemnerd.ig.com.br/wordpress/wp-content/2006/09/urna_eletronica_66.jpg

DATAFOLHA

Alckmin lidera com folga e opositor está indefinido

Tucano obtém de 41% a 46% das intenções de voto para o governo de SP em 2010

Ex-governador obtém pior resultado em confronto com Marta; Datafolha diz que favoritismo de Alckmin está ligado a “recall” de eleições

JOSÉ ALBERTO BOMBIG- Folha SP

DA REPORTAGEM LOCAL

O tucano Geraldo Alckmin, derrotado ainda no primeiro turno da eleição do ano passado para prefeito de São Paulo, é o preferido dos paulistas na corrida para governador, segundo o Datafolha. Trata-se da primeira pesquisa de intenção de voto nas eleições de 2010 para governos estaduais.
Atual secretário de Desenvolvimento do governador José Serra (PSDB), ele obtém entre 41% e 46% das intenções de voto -sempre na liderança- em todos os cenários em que ele foi citado.
Serra, nome mais cotado entre os tucanos para disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também em 2010 e líder nas pesquisas, não aparece em nenhum deles.
A 19 meses da eleição, nenhum dos adversários de Alckmin atinge sequer a metade de suas intenções de voto nos cenários em que ele é apresentado. Os mais bem posicionados são os ex-prefeitos Marta Suplicy (PT) e Paulo Maluf (PP).
O melhor desempenho do tucano (46%), que governou São Paulo de 2001 a 2006, ocorre quando o candidato do PT é o ministro da Educação de Lula, Fernando Haddad. Contra Marta, o tucano obtém seu pior resultado (41%).
Na hipótese de o deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci concorrer pelo PT, Alckmin chega a 45%.
O outro nome tucano apresentado pelo Datafolha, o do secretário da Casa Civil de Serra, Aloysio Nunes Ferreira, oscila de 2% a 3% das intenções. Ele e Alckmin já travam uma batalha dentro do partido e do Palácio dos Bandeirantes pelo direito de concorrer em 2010.
A pesquisa foi realizada entre 16 e 19 deste mês. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

“Recall”
O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, diz que o levantamento mostra “amplo favoritismo de Alckmin”. Mas ele ressalva que Aloysio, Haddad e o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf -também testado em todos os cenários-, ainda são pouco conhecidos.
“Os demais já concorreram nas urnas muitas vezes e recentemente. A campanha para o governo costuma ficar escondida por conta da disputa pela Presidência, e o eleitor, por causa disso, só se lembra dela mais adiante”, afirma Paulino.
Como exemplo, ele cita o desempenho de Paulo Maluf (PP), que chega a liderar com 20% quando Alckmin sai da disputa. Também sem o ex-governador tucano, a ex-prefeita Luiza Erundina (PSB) atinge 14%, seu melhor índice.
O resultado da pesquisa deve servir de combustível para Marta na disputa interna do PT. Derrotada por Gilberto Kassab (DEM) no segundo turno da eleição para a Prefeitura de São Paulo, ela chegou a ser apontada como nome descartado do processo.
No entanto, Palocci e Haddad, que seriam os preferidos de Lula, ainda mostram pouca viabilidade. O ex-ministro da Fazenda oscila de 3% a 5%.
O ministro da Educação não passa de 2%. Já Marta chega a liderar com 19% no cenário sem Alckmin e com Aloysio.
Além de Skaf (sem partido), também foram apresentados em todos os cenários Campos Machado (PTB), Ivan Valente (PSOL), Paulinho (PDT) e Soninha (PPS).

20/03/2009 - 10:08h Infográfico do Datafolha

Clique na imagem para ampliar o infográfico da Folha SP

 

 

 

datafolha_lula_marco2009.jpg

20/03/2009 - 09:43h Datafolha: uma marolinha na abrumadora aprovação ao governo Lula

A Folha publica hoje uma nova pesquisa Datafolha de avaliação do governo Lula e de intenção de votos para 2010.

Em relação a este último ponto, intenção de voto, fico com a opinião do Diretor do Datafolha: “Dilma é a única que sobe. O crescimento dela é contínuo desde março de 2008. A medida que vai se tornando mais conhecida e associada como candidata do presidente a tendência é que cresça.” (citado pela Folha, pag. A7).

A pesquisa mostra que Lula é aprovado pela maioria absoluta da população em todos os segmentos. Permanece inalterado o percentual dos que consideram seu governo ruim ou pessimo (são 8%). Já os que consideram o governo Lula ótimo e bom são 65%, tendo diminuído em relação a pesquisa anterior em 5 pontos, os quais aumentaram a faixa dos que avaliam o governo como regular (a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos para + ou -).

Normal que isto aconteça em momentos em que o Brasil passa por um aperto gerado pela crise internacional, com impacto no emprego e na situação da indústria, particularmente o setor exportador.

Como curiosidade da pesquisa, a concordança da metade dos brasileiros (quase a mesma taxa que na pesquisa anterior) com a frase do presidente Lula “o Brasil, se tiver que passar por um aperto, será muito pequeno”. Ou seja continua a percepção que a crise econômica mundial, que tal um tsunami arrasou com as principais economias do mundo, no Brasil comparativamente sera uma marolinha, exigindo talvez um aperto “muito pequeno” (entende-se comparativamente).

A curiosidade é que a força da propaganda contra outra frase de Lula -a da marolhinha- e que substancialmente disse o mesmo que a anterior, viu despencar a porcentagem dos que com ela concordam e aumentar de 11 pontos os que dela discordam. Curioso mas não surpreendente, pois a frase sobre a marolinha pronunciada quando a crise estava ainda cincunscrita aos países ricos, foi objeto de críticas, sarcasmo e campanhas televisivas negativas, já a outra frase não.

A verdadeira questão, em relação as eleições de 2010, não é se a crise acabará provocando um “aperto pequeno ou grande”. A questão é qual será a percepção da população sobre a ação do governo para enfrentar as consequências da crise. Evidentemente qualquer “aperto”, com impacto no emprego e renda, desgasta o governante. Isto é válido para Lula, mas também para José Serra ou Kassab. O que a população julgará, pois ela sabe que a crise não é resultado da situação da economia brasileira como era na época de FHC; é como e em defesa de quais interesses os governantes procederão ao “aperto”.

Neste quesito, por enquanto, o governo Lula tem mostrado que age com acerto para preservar os interesses da nação como um todo, incluindo empresários e trabalhadores, na procura de limitar o impacto da crise. Mesmo assim, tem diminuído à aprovação a atuação do governo no combate aos efeitos da crise (passou de 49% a 43%).

Por parte da oposição, mesmo com a benevolência de grande parte da mídia, não se percebe nenhuma ideia (nem para enfrentar tsunami ou marolinha). O encefalograma dos demo-tucanos não registra qualquer sinal vital, e suas principais vitrines -o Estado de São Paulo e sua capital- não parecem exemplos à favorecer seus titulares, Serra e Kassab. Seguramente o Datafolha avaliará proximamente a situação destas vitrines.

Não deixa de ser um extraordinário reconhecimento para o presidente Lula o infográfico da Folha comparando seus resultados na pesquisa, após 7 anos de governo, com os do Barack Obama, recem eleito: o mesmo percentual de ótimo e bom para ambos.

Luis Favre

15/03/2009 - 15:16h de sonho, medo e felicidade

Maioridade

Marisa Cauduro/Folha Imagem

O músico Jurandir Bueno, 62, com sua namorada, Sônia Arakaki, 62, bailarina

O velho-novo

Em um de seus poemas, Paulo Leminski fazia uma pergunta reveladora: “Que podia um velho fazer / nos idos de 1916,/ a não ser pegar pneumonia, / deixar tudo para os filhos / e virar fotografia?”.
No Brasil do ínicio do século passado, os tais velhos eram muito mais moços; a expectativa de vida ao nascer era de 34 anos. Em 2007, último dado disponível no IBGE, havia saltado para 72,6 anos. Longevidade, anticoncepcional, liberação sexual, divórcio e avanços da medicina tornaram obsoleto aquele velho precoce. Mudou tudo, inclusive os termos. Em vez do sexagenário aposentado (alguém recolhido a seu aposento), expressões mais fiéis, como terceira e quarta idades, que indicam uma sequência natural e mais vida pela frente.
Há um velho-novo nas ruas, e a Folha foi a campo, em pesquisa nacional inédita, para responder quem ele é, como vive e o que pensa.

Sensibilidade


Saúde e casa própria são as aspirações mais citadas; violência é o grande medo; maioria se diz feliz, mas acha que os outros não são (nem os jovens)

Rafael Andrade/Folha Imagem

Pescador desde 1955, Fernando Barros, o Maricá, completa 80 anos em abril, mas quer continuar pescando até os cem, “se Deus permitir”

MÁRIO MAGALHÃES – FOLHA SP

EM SÃO PAULO E NO RIO

Até onde mergulha a memória de Fernando Barros, o mar já engolfou dois companheiros seus, da colônia de pescadores do posto 6, no cantinho direito da praia de Copacabana.
Por pouco ele não fez companhia a bagres e badejos embaixo d’água. “Durante um temporal, com muito vento, eu fui parar lá em Niterói”, recorda. “A canoa virou duas vezes, desvirou e veio embora.”
De susto em susto, ele não se assusta mais. Nem no mar, nem na terra. “Não tenho medo de morrer, de ficar doente, de nada. Se ali é um perigo, eu digo: vou passar é ali.”
Com uma dupla de colegas, ele embarca antes das 6h em uma canoa movida a motor e volta cinco horas depois. De domingo a domingo. Está nessa lida desde 1959. Sua função é puxar, no braço, as redes e linhas que outrora capturavam 150 kg, 200 kg de pescado e que hoje só emergem com pouco mais de uma dúzia de exemplares.
Numa quinta-feira ensolarada de fevereiro, ele pescou a sorte grande: atracou na areia com seis peixes-enxada, seis tamboris, quatro linguados, três pargos brancos e uma arraia. No mês que vem, Barros, conhecido na praia como Maricá, completa 80 anos.
De cada três brasileiros com 60 anos ou mais, dois (67%) se comportam como Maricá e dizem não temer a própria morte. Em contraste com os jovens, somente 11% identificam sua morte como o maior medo –são 23% entre os que têm de 16 a 25 anos, segundo outra pesquisa, entre jovens, realizada no ano passado.
“Na hora em que a morte chega não há opção”, diz a dona-de-casa Maria Dulce dos Santos Silva, 62, moradora do bairro de Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo. “Da morte Eu tenho medo é da vida”, emenda o metalúrgico aposentado Paulo Pecoraro, 64, colega de Maria Dulce em aulas de violão oferecidas pelo governo do Estado.
“Tenho medo de violência e de ficar doente, na dependência de outras pessoas, a coisa mais triste que existe”, conta Paulo. Temores associados à violência constituem o maior medo (25%) declarado pelos idosos do país. Seguem os medos com problemas de saúde (18%) e a morte -17%, incluindo a de parentes. Declaram não ter medo 22%.
O comerciante aposentado Szaja Frank, 89, polonês radicado no Brasil desde 1948, foi vítima de assalto em sua loja poucos anos atrás. Seu medo maior “Ser assaltado.” Sua mulher, a dona-de-casa brasileira Brana Rubinsky Frank, 81, teme as enfermidades: “A gente vai dormir bem e tem medo de acordar com dor”.
Em uma manifestação de longevidade do amor, são quase 60 anos de casamento, Brana passou a despertar de madrugada para confirmar que o coração do marido batia -como pais costumam fazer com bebês. “Eu ficava tocando nele para ver se ele se mexia.”
Brana diz que a mania já passou, mas Frank revela que nem tanto. “Hoje eu fico deitado, e ela vem ver se eu estou dormindo.” Encontrando-os no passeio diário na praça Buenos Aires, em Higienópolis, reduto de classe média para cima, a preocupação soa exagerada. Soldado do exército soviético na guerra (1939-45), Frank ostenta boa forma.
Em outra praça, a “do Forró”, no bairro proletário São Miguel Paulista (zona leste de São Paulo), o segurança aposentado João Raimundo da Silva, 69, constata: “Quando eu era jovem não tinha nada. Hoje também não tenho nada”.
O tom de conformidade não lhe roubou os sonhos. Nenhum supera o de “ter uma casa”. Ele mora de favor com uma família, ganha o mínimo, poupa R$ 200 por mês e ignora quanto custa uma casa.
Sonhos associados à moradia são os principais dos brasileiros mais velhos (19%), ao lado de ter saúde ou recuperá-la (18%) e à frente dos anseios ligados à família (12%) -11% não cultivam sonhos. Conforme o Datafolha, a aspiração de possuir uma casa própria é a número um para 10% dos idosos e 10% dos jovens.
Em outro banco da “praça do Forró”, o vaqueiro aposentado Jaime Benigno Ribeiro, 69, amaldiçoa o infarto que o apeou da vida mais saudável. Ainda assim, como 2% das pessoas da sua faixa etária, seu sonho supremo é arrumar trabalho. “O negócio era uma fazenda para eu tirar leite.”
Sem saúde, com dinheiro escasso e viúvo duas vezes, Ribeiro desencantou-se: “Não tenho felicidade, não”. Ele forma a minoria: meros 2% dos velhos se dizem infelizes -20% afirmam-se mais ou menos felizes, e 78%, felizes.
Indagados sobre a felicidade alheia, contudo, sustentam que apenas 32% dos idosos brasileiros são felizes. Isso é, infelizes são os outros.
De volta da pescaria, Maricá relaciona sua felicidade à saúde. “Comigo é o contrário: se ficar parado uma semana, sinto o corpo todo dolorido.” Descarta pendurar os anzóis: “Se Deus permitir, sigo até os cem anos pescando. É tempo brabo, é temporal, é mar brabo, e a gente vai embora”.

o sonho da casa própria é bem maior entre elas 12%

entre os homens, não passa de 7%

quando a pergunta é sobre bens materiais, a situação se inverte: 12% eles x 5% elas

28% é o índice dos que sonham com saúde na faixa acima dos 75

34% das mulheres têm medo da morte, contra 30% dos homens

67% dos separados se dizem felizes, abaixo da média geral, de 78%

Intimidade

sexygenários

47% fazem sexo regularmente e, destes, 91% dizem nunca ter usado remédio para disfunção erétil

PAULO SAMPAIO
DA REPORTAGEM LOCAL

Do bolso do microempresário Nélson Oliveira, 66, não sai um tostão para comprar Viagra. E ele garante que, desde que se casou, há 48 anos, transa diariamente com a mulher. Ao lado, Néia, 65, só confirma. “É sim, é sim.”
Quando o assunto é desempenho sexual, com frequência se apela a uma testemunha –ainda mais quando quem fala é alguém do sexo masculino e de terceira idade.
Feitas as contas, Oliveira teve com a mulher 17.540 relações nesses quase 50 anos, pontual como um relógio cuco e sem ajuda química.
Esse índice de “abstenção zero” pode gerar polêmica, mas, a julgar pelo Datafolha, a vida sexual após os 60 é mais movimentada do que prega a maledicência popular, que costuma enxergar na terceira idade o fim do erotismo.
Quase metade dos idosos ouvidos na pesquisa declara ter relações sexuais –um quarto deles, uma vez ou mais por semana. Mesmo na faixa dos maiores de 75, 24% se revelaram sexualmente ativos.
Os mais afoitos podem dizer que, com o advento das drogas para disfunção erétil, agora é fácil. Só que 88% dos homens entrevistados dizem nunca ter usado remédio, embora até admitam alguma mudança no desempenho.
Exemplo: o músico Jurandir Bueno, 62, retratado na capa deste caderno com a namorada, a bailarina Sônia Arakaki, 62, jura que nunca tomou nada e que vai transar até o fim da vida; confia no próprio corpo, diz. Só faz uma ressalva: “O processo é demorado”. “Gosto de conhecer bem a pessoa, preciso estar envolvido. Não sou uma máquina!”
Jurandir “pesquisou” a bailarina durante quatro meses, até irem para a cama. “Eu também não estava com pressa. Com a idade, as coisas ficam mais tranquilas”, conta Sônia, que foi casada durante 20 anos e tem três filhos.

Reféns do machismo
Em qualquer faixa etária, é previsível uma dose de exagero ou, digamos, de inverdades sobre o desempenho sexual, afirma o geriatra Wilson Jacob Filho, colunista da Folha. Ainda mais quando mexe com alguns tabus da masculinidade. “O que se espera deles é que se mantenham viris, e os que não são suficientemente esclarecidos associam a dificuldade sexual à incompetência, e não a doenças como diabetes, hipertensão, depressão ou problemas na próstata.”
Jacob dá um exemplo de como a imagem é fundamental. “Quando o HC tinha o Laboratório da Impotência, atendia dez pessoas. Mudaram o nome para Laboratório da Disfunção Erétil, e o número de pacientes foi para uns 10 mil”, conta, rindo.
Na pesquisa Datafolha, a diferença de visão do sexo entre homens e mulheres revela um dado paradoxal: 74% dos homens afirmam ter vida sexual ativa, enquanto 76% das mulheres dizem exatamente o contrário. Considerando que o índice de casados de terceira idade é 47%, com quem eles transam?
Existem várias possibilidades, dizem os especialistas: sozinho (masturbação), com companhias eventuais ou usando outras formas de atingir o orgasmo, sem penetração peniana.
E as esposas “Muitas mulheres consideram sua missão sexual cumprida depois da procriação e acabam consentindo tacitamente que o marido se mantenha ativo”, diz Dorli Kamkhagi, da USP.
Embora faça questão de sexo, a cabeleireira Sônia Maria Gonçalves, 63, casada três vezes, três filhos, conta que, com a menopausa, dispensou temporariamente os “serviços” do segundo marido.
“Acabou a euforia. Ele foi o homem que mais me ensinou coisas, mas mesmo assim eu não queria saber de sexo. Até disse: ‘Pode procurar outra, que comigo não rola’.”
Há seis meses, Sônia descobriu um câncer de mama e retirou o seio direito, mas diz que isso não atrapalhou em nada o relacionamento entre ela e o atual marido, que tem 54 anos. “No começo fiquei constrangida, mas ele disse que isso era bobagem e pediu para ver o curativo.”
A palavra-chave é compreensão, define o empresário Wanderlei Marques, 62, casado há 32 anos. “Quando você é recém-casado, toda hora é hora. É aquela loucura. Mas, como a gente faz muitas vezes, a qualidade fica pra depois.”
Ele conta que, em todos esses anos, o período sexual mais difícil foi quando nasceu o primeiro filho. “A mãe, ali, é só da criança. Se você estiver com vontade, vai continuar.”
Wanderlei não se incomoda em dizer que usa remédio. “Não adianta dizer que a disposição sexual não cai com a idade. Por sorte, a medicina está a nosso favor.”
E manda seu último recado: “Não existe Viagra pra mulher. Então, se você toma o comprimido, mas ela está fria, não adianta nada”.

Leia a integra da pesquisa no caderno especial da Folha de São Paulo

08/12/2008 - 11:21h “É mole, mas sobe” como diria o Macaco Simão

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/cp08122008.jpg

macaconao.gif“No cenário com Serra como nome do partido, o tucano subiu de 38% para 41%, enquanto Ciro caiu de 20% para 15%.” Para a Folha SP este resultado da pesquisa Datafolha justifica como manchete de capa: “Serra amplia vantagem para 2010 (…)”

É verdade que a margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos e Serra teve 3 pontos a mais que na pesquisa anterior.

O que é curioso é que a Folha não considera 3 pontos a menos em pesquisa Datafolha -com iguais margens de erro de 2 pontos-, como queda e sim como estabilidade. Veja por exemplo na pesquisa sobre Kassab, há dois dias: “O prefeito fechou a eleição com 59% de aprovação à sua gestão e 15% de rejeição. Chegou agora a 56% e 17%, respectivamente. Nos dois casos, há uma variação dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.”(Kassab encerra 1º mandato com 56% de aprovação, segundo Datafolha)

Ou seja se Kassab passa de 59% pra 56%, ele não caiu, para a Folha está igual. Já se Serra fica com 3 a mais, segundo a Folha ele sobe e não ficou igual.

Mas a Folha poderá argumentar que na medida em que Ciro caiu 5 pontos em relação ao levantamento anterior, Serra ampliou sua vantagem. Em relação a Ciro, o que a manchete não diz. Já em relação a Dilma, por exemplo, Serra não ampliou nada e até diminuiu  sua vantagem (“No cenário 1, Serra subiu de 38% para 41%, enquanto Ciro caiu de 20% para 15%. Heloísa Helena manteve seus 14%, e Dilma subiu de 3% para 8%.” Folha SP, hoje).

Vá entender a lógica do tratamento dos números que a Folha faz!

Seguramente os leitores deste blog têm uma explicação para esta “curiosidade”.

E os leitores da Folha?

LF

07/12/2008 - 12:02h Crise não abala a confiança na economia

Pesquisa Datafolha mostra que 76% dos brasileiros mantiveram os planos de compra apesar da turbulência mundial

Na opinião de 68%, Brasil não sentirá impacto da crise ou será pouco afetado; para 20% dos entrevistados, país será muito prejudicado

TONI SCIARRETTA – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

A crise financeira internacional ainda não bateu às portas da população brasileira, que segue confiante na economia e na manutenção do emprego e mantém praticamente intacta a mesma disposição de gastar nos próximos meses. Pesquisa Datafolha mostra que 76% dos brasileiros afirmam não ter desistido de comprar nenhum bem ou produto por causa das incertezas financeiras.
Na pesquisa, apenas 21% declaram ter desistido de algum plano de aquisição por causa da crise -6% deixaram de comprar automóveis; 2%, motocicletas; 3%, eletrodomésticos; 2%, computadores ou produtos de informática; e 2%, imóveis, por exemplo. O Datafolha ouviu 3.486 pessoas, com idade acima de 16 anos, em 180 municípios, entre os dias 25 e 28 de novembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Segundo o Datafolha, 58% acham que o Brasil será pouco afetado pela crise e 10%, que o país não sentirá nenhum impacto. Já 20% vêem que o país será muito prejudicado.
O pessimismo é ligeiramente superior entre as pessoas com maior renda e escolaridade e as que moram no Sudeste. O percentual dos que desistiram de comprar algum item chega a 27% entre os que têm renda familiar mensal de cinco a dez salários mínimos e a 25% entre os que têm curso superior ou que moram na região Sudeste.
Segundo o Datafolha, a confiança do brasileiro em relação à economia permanece parecida com a apurada até agosto, antes da piora nos mercados. Em agosto, 86% afirmavam que pretendiam comprar roupas nos próximos 12 meses -agora a taxa é de 85%. O mesmo se repete com itens de consumo como telefone celular, aparelhos de DVD e máquina de lavar roupas (veja quadro acima).
A piora só aparece entre os que pretendiam comprar móveis e eletrodomésticos -passou de 53% para 48% nessa comparação, variação ainda próxima da margem de erro.
“Mais do que não estar preocupada com a crise, a população demonstra um otimismo impressionante. A população está ignorando a crise e se mantém mais otimista do que antes do noticiário econômico negativo”, disse Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.
Na pesquisa, 39% afirmam acreditar que a situação econômica do país vai, inclusive, melhorar -em março, esse percentual era de 34%. Já os que prevêem piora na economia se mantiveram em 20% de março para o final de novembro.
Questionados sobre a perspectiva para a sua própria situação econômica, 60% afirmaram que ela deverá melhorar nos próximos meses -percentual maior do que os 53% de março. Também diminuíram os que estavam pessimistas em relação a sua própria situação financeira, passando de 11% para 8% os que dizem acreditar em uma piora no quadro.
Para Paulino, uma série de fatores ajuda a explicar o cenário róseo visto pelo brasileiro: o fato de a crise não ser localizada no Brasil, a avaliação positiva do governo Lula e na forma como o presidente lida com as incertezas e o otimismo sazonal com a chegada do 13º salário.
“Há um otimismo que, acredito, até ajuda o governo a administrar a crise. O [presidente] Lula tem uma legitimidade e uma força política neste momento que permite que ele possa lidar com a crise de uma forma privilegiada”, disse Paulino.
O otimismo apurado pelo Datafolha destoa do de outros levantamentos, encomendados por associações do setor produtivo e por institutos de pesquisas econômicas, que focaram sua atenção apenas nas capitais. “Essa é a amostra representativa da população adulta, inclui os grandes e os pequenos municípios e todas as faixas sociais. É um retrato mais abrangente, que não é comparável com outras pesquisas”, disse.
Segundo o diretor do Datafolha, o otimismo varia de acordo com a renda e a escolaridade. Entre os mais pobres, a maioria acha que a vida melhorou e que esse cenário deve continuar. Já os de maior renda acreditam que a situação econômica ou permaneceu igual ou piorou e que as perspectivas não são tão favoráveis assim. “Isso tem uma correlação direta com o grau de informação, que são pessoas com mais escolaridade e com mais acesso à informação sobre a crise”, afirmou.

Desemprego
Na pesquisa, 44% acham que o desemprego vai aumentar, taxa semelhante aos 42% da pesquisa de março. Na região Sudeste, o pessimismo é maior: 51% acreditam que possam aumentar as demissões, sendo que na cidade de São Paulo esse contingente chega a 52%.
Entre os entrevistados, 30% dizem acreditar que o desemprego vai diminuir, e 23%, que ficará no mesmo patamar -em março, os que esperavam queda no desemprego eram 24%, e os que viam estabilidade, 30%.
Entre os empregados, a maioria (71%) acredita que não corre risco de demissão, 17% dizem que correm algum risco e apenas 7% vêem um grande risco de perderem o trabalho.
Para Paulino, o otimismo do brasileiro passa pela manutenção do atual nível de emprego e do poder aquisitivo do brasileiro. “A chave aí é o desemprego. Se o governo não conseguir manter os níveis de emprego e o poder aquisitivo, aí acredito que a ficha cairá e que a população começará a perceber o problema. Mas acredito que o lastro de confiança que o governo tem demora para cair. Precisamos de uma crise bem mais forte para fazer com que a população perca a confiança”, disse.

06/12/2008 - 11:53h Baboseiras

A Folha consultou “intelectuais” para saber porque Lula é tão popular.

As baboseiras e banalidades são monumentais.

O artigo começa com uma: “Ao estimular a população a consumir, mesmo em meio às perspectivas sombrias da economia mundial, o presidente Lula age como fiador, acalmando artificialmente uma população que ainda não começou a sentir os efeitos da crise global.”  Muitos economistas sabem que pela natureza da crise do crédito é necessário injetar dinheiro e aumentar o consumo para diminuir os efeitos da crise. Paradoxalmente é o contrário que as pessoas pensam, agravando assim as conseqüências da recessão. Ou seja Lula está certo em aconselhar as pessoas a consumir e o artigo está errado quando vê nisto um incentivo “artificial”, que iria a contramão do que seria enfrentar a crise.

Goldberg, psicanalista, diz que a população e o próprio Lula procedem a negar a realidade. O psicanalista projeta sua própria negação mais do que ele pensa quando tenta negar a realidade: “O governo vinha afiançando insistentemente uma posição privilegiada do Brasil que não era real”, diz ele. A economia brasileira, segundo a maioria dos especialistas da OCDE, do FMI e do mercado está muito melhor preparada e em melhor situação que a da maioria dos países, especialmente dos mais ricos. Esta “posição privilegiada do Brasil” é bem real e só a oposição e sua mídia afim no Brasil negam este fato reconhecido pelo mundo inteiro.

Os “intelectuais” da Folha não querem enxergar esta realidade e procuram permanentemente negar o êxito do governo Lula em lidar com as questões essenciais, ou seja emprego, renda, diminuição da desigualdade, crescimento econômico etc.

Sempre são surpreendidos pelo fato que as pesquisas contrariam suas posturas.

Boris Fausto é o mais objetivo. Ele torce para o Brasil entrar em crise e a população começar a sofrer. Ele pensa que assim o Lula “sifu” e deve torcer para que aqueles que governaram o Brasil antes de Lula retornem como “salvadores”. Aqueles que após ganhar em 1998 negando qualquer modificação na paridade da moeda, desvalorizaram o Real imediatamente depois, não sem antes o Brasil pagar pesadamente o preço do estelionato eleitoral.

Espetaculo afligente dos “intelectuais” e da própria Folha, que só encontra intelectuais na oposição. Os outros devem ser massa sem discernimento, por isso não são chamados a opinar como intelectuais. “Os especialistas são unânimes em afirmar que o presidente Lula deveria adotar um tom “mais sóbrio”, aconselhando a população a se preparar para os possíveis reflexos da crise global.” dixit Folha SP. Bela unanimidade que só a Folha consegue: basta consultar os que com ela coincidem para condenar o presidente. Um presidente que a esmagadora maioria da população do Brasil aprova porque percebe que sabe lidar com as dificuldades defendendo sempre os interesses do país, do emprego e do dinamismo econômico. LF

Lula é fiador do otimismo dos brasileiros, dizem intelectuais

População usa mecanismo de negação para não tomar consciência da crise, diz Goldberg

Historiador Boris Fausto diz que a grande maioria da população só vai ver o que está acontecendo “quando a crise chegar no bolso”

ANA FLOR - FOLHA SP

lula_caricatura2.jpgDA REPORTAGEM LOCAL

Ao estimular a população a consumir, mesmo em meio às perspectivas sombrias da economia mundial, o presidente Lula age como fiador, acalmando artificialmente uma população que ainda não começou a sentir os efeitos da crise global.
Mesmo irreal, a garantia do presidente explica, segundo especialistas ouvidos pela Folha, parte do otimismo do brasileiro e a alta aprovação de Lula, revelados pela pesquisa Datafolha divulgada ontem. Segundo o instituto, 78% dos brasileiros declaram que sua vida vai melhorar no ano que vem, enquanto apenas 3% afirmam que irá piorar. A aprovação do presidente bateu novo recorde e chegou a 70%.
Para o psicanalista Jacob Pinheiro Goldberg, a insistência de Lula na intangibilidade da economia brasileira frente à crise faz parte de um mecanismo de negação freqüente quando se enfrenta uma situação de impotência: “O governo vinha afiançando insistentemente uma posição privilegiada do Brasil que não era real”, diz ele. “O indivíduo se alheia de vez, ainda mais se vem o aval do presidente da República”.
Goldberg insiste que a sociedade brasileira “se nega à maturidade” e que, apesar da situação de pré-crise, a população fará “todos os contornos possíveis” porque “não quer pagar o preço da realidade”.
A estratégia do presidente, entretanto, é arriscada: “Lula está jogando com o patrimônio político inigualável que ele conseguiu, está investindo em uma saída global [para a crise].
Apesar de não ser uma expectativa absurda, é um jogo de risco. Se você prepara a sociedade jogando com o tempo a seu favor tem mais chances de uma saída menos traumática”.
O historiador Boris Fausto acredita que a grande maioria da população só vai ver o que está acontecendo “quando a crise chegar no bolso”, o que é inevitável. “Ele [Lula] transmite boas novas. São palavras reconfortantes que ajudam a aumentar a popularidade de alguém que é um grande comunicador”, afirma.
Já o sociólogo e cientista político Bolívar Lamounier acredita que nem mesmo o presidente se deu conta do tamanho da crise. “[A sociedade e Lula] Não se deram conta porque é difícil crer em coisa ruim”.
Os especialistas são unânimes em afirmar que o presidente Lula deveria adotar um tom “mais sóbrio”, aconselhando a população a se preparar para os possíveis reflexos da crise global. Isto inclui um linguajar com menos “gracinhas” ou palavras de baixo calão.
Na quinta-feira, ao dizer que um presidente precisa assegurar que a crise tem saída, Lula fez uma comparação afirmando que um médico não poderia dizer ao paciente: “Meu, sifu”.
“Há uma linguagem própria do homem público, que não deve se confundir com o desabafo popular. Ele tem um papel educativo”, afirma Fausto. Segundo Lamounier, apesar de ajudar na popularidade de Lula, frases como a do presidente não ajudam o país “a criar a idéia de um chefe de Estado”.
Em evento ontem em São Paulo, o presidente não quis comentar o resultado da pesquisa Datafolha. Afirmou, entretanto, que “coisas estão acontecendo no Brasil, as pessoas estão descobrindo as coisas, as pessoas estão vivendo. É uma coisa circunstancial”.
Ao comentar a pesquisa, o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), reconheceu que o bom momento vivido pelo Brasil se deve em parte aos “acertos” do governo Lula.
Atribuiu também a “uma certa bendita herança em relação à estabilidade econômica”. Para ele, parte da aprovação de Lula se deve a uma satisfação que o brasileiro tem consigo mesmo.

Colaboraram CLAUDIO DANTAS SEQUEIRA e a Folha Online

06/12/2008 - 09:40h Kassab encerra 1º mandato com 56% de aprovação, segundo Datafolha

Resultado é só 1 ponto percentual abaixo do de Maluf, o melhor já registrado por um prefeito ao deixar o governo, diz Datafolha

O prefeito com pior avaliação ao deixar administração foi, segundo o Datafolha, Celso Pitta, com 81% de reprovação

Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem

O prefeito Gilberto Kassab posa para fotos no viaduto do Chá

EVANDRO SPINELLI – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

Um mês após a reeleição para prefeito de São Paulo, a aprovação à gestão de Gilberto Kassab (DEM) atinge 56% na última pesquisa Datafolha do ano.
É um índice positivo, pois representa uma estabilidade em relação ao que ele vinha apresentando na campanha eleitoral, mas fica um ponto percentual abaixo do melhor índice registrado por um prefeito ao deixar o governo: Paulo Maluf (PP), em 1996.
Para o Datafolha, a aprovação de ambos está em empate técnico, mas Kassab tem maior rejeição (17% contra 11% de Maluf), o que desempata o jogo em favor do ex-prefeito.
Maluf disputou a prefeitura e foi o quarto colocado na eleição, com 6% dos votos. Já Kassab tornou-se o primeiro prefeito reeleito da história da cidade, com 34% no primeiro turno e 61% no segundo.
O Datafolha completa 25 anos em 2008 e mede a avaliação dos governos municipais desde a volta da eleição direta para prefeito da capital, em 1985. O primeiro avaliado foi Jânio Quadros, prefeito de 1986 a 1988, que deixou o governo com 30% de aprovação.
O pior prefeito desse período, segundo o Datafolha, foi Celso Pitta, que deixou o governo em 2000 com 81% de reprovação e aprovação de apenas 4% dos eleitores.

Estabilidade
A avaliação da gestão Kassab se estabilizou no mesmo patamar do segundo turno da campanha eleitoral. O prefeito fechou a eleição com 59% de aprovação à sua gestão e 15% de rejeição. Chegou agora a 56% e 17%, respectivamente.
Nos dois casos, há uma variação dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. O levantamento foi feito entre os dias 25 e 28 de novembro com 1.103 eleitores da capital.
Kassab tinha 49% de aprovação na semana que antecedeu o primeiro turno, no qual ele surpreendeu e apareceu na frente da então favorita Marta Suplicy (PT). Começou o segundo turno com 61% de ótimo ou bom, o maior índice registrado em todo o seu governo, e registrou 59% nas duas outras pesquisas anteriores à eleição.
A nota média do governo também apresenta estabilidade. Kassab tinha nota 6,6 logo após o primeiro turno, manteve a nota na pesquisa seguinte e fechou a campanha com 6,5. Agora, chega a 6,4.
Doze por cento dos entrevistados deram nota dez ao prefeito e 8% disseram que ele merece nota zero.
Para Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, o resultado é positivo para Kassab. Segundo ele, terminada a campanha há uma tendência natural de que o prefeito tenha queda em sua avaliação devido ao fim da exposição de mídia. Com Kassab não foi assim.
“Kassab foi o grande personagem da eleição. Ele tinha o maior tempo de TV e muita mídia. É comum a avaliação dos prefeitos caírem depois da eleição, mas Kassab conseguiu manter, o que é positivo para ele”, afirmou Paulino.

Mulheres
A estabilidade, no entanto, não vale para todas as camadas sociais. A reprovação do governo subiu seis pontos percentuais entre as mulheres (de 13% para 19%) e dez pontos na faixa etária de 35 a 44 anos (passou de 14% para 24%), para citar apenas dois exemplos.
A aprovação também caiu em algumas áreas, como entre os eleitores de nível superior (cinco pontos percentuais, de 68% para 63%) e aqueles com renda de 5 a 10 salários mínimos (dez pontos, de 65% para 55%).

05/12/2008 - 09:17h Para 67% dos brasileiros o país está melhor desde a eleição de Lula

País vai melhorar em 2009, diz brasileiro

Segundo Datafolha, 78% crêem que sua vida será melhor no ano que vem; 65% têm a mesma opinião positiva sobre situação do Brasil

72% afirmam ter tomado conhecimento da crise econômica mundial, mas apenas 14% responderam que estão bem informados

lula_madri.jpg

 

 

CATIA SEABRA – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

Apesar da gravidade da crise mundial e do prenúncio de seus reflexos no país, o brasileiro está otimista quanto a 2009, revela o Datafolha. Segundo pesquisa realizada entre os dias 25 e 28 de novembro, 78% declaram que sua vida vai melhorar, enquanto apenas 3% afirmam que vai piorar, no ano que vem. Para 14%, a vida pessoal permanecerá como está.
A aposta em um ano novo melhor em comparação a 2008 chega a 82% nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Essa expectativa é de 75% na região Sul e de 74% no Sudeste.
Ainda segundo o Datafolha, 65% dos entrevistados declaram que a situação do Brasil vai melhorar, enquanto 22% afirmam que vai “ficar igual” em 2009. Só para 8% a situação do país vai piorar no ano que vem.
Para o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, “a crise não chegou à população”.
“A maioria dos brasileiros não está preocupada com a crise e se mantém otimista, com intenção de consumir neste Natal”, afirmou Paulino.
A confiança em um 2009 melhor na vida pessoal atinge 79% dos entrevistados com renda familiar mensal de até dois salários mínimos. Mas o grau de otimismo é dez pontos menor entre os com renda superior a dez mínimos por mês: 69%.
A pesquisa revela ainda que 78% dos entrevistados com renda de dois a cinco salários mínimos mensais acreditam que sua vida vai melhorar em 2009. Essa taxa é de 77% entre aqueles com faixa mensal de cinco a dez mínimos.
O otimismo é maior – 83% – entre os entrevistados de 16 a 24 anos e cai a 62% entre aqueles com mais de 60 anos.
Segundo o Datafolha, a vida do Brasil vai melhorar na opinião de 66% dos entrevistados com nível de escolaridade fundamental. Essa expectativa é de 65% entre aqueles com nível médio de ensino. Mas cai 11 pontos -para 54%- entre os brasileiros com nível superior.
“É a correlação direta com o acesso à informação. As pessoas mais bem informadas estão mais preocupadas”, avaliou Mauro Paulino.
A pesquisa mostra ainda que 60% dos brasileiros acreditam que sua situação econômica vai melhorar nos próximos meses. Há um ano, no fim de novembro de 2007, esse índice era de 54%. No fim de março deste ano, era 53%. Em oito meses, a taxa dos que acreditam numa situação econômica melhor subiu sete pontos.

Conhecimento
Questionados, 72% dos entrevistados afirmam ter tomado conhecimento da crise econômica mundial. Mas apenas 14% responderam estar bem informados, enquanto 18% se declararam mal informados. Quase a metade – 41% – disse que está “mais ou menos” informada sobre a crise.
Segundo o Datafolha, 42% dos entrevistados com renda mensal de até dois mínimos não tomaram conhecimento da crise. Esse índice é de somente 4% entre aqueles com mais de dez mínimos mensais e de 19% entre os entrevistados com renda familiar de dois a cinco mínimos por mês.
Ainda segundo o Datafolha, 48% dos brasileiros afirmam que sua vida melhorou desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 43% afirmam que ficou igual. Somente 6% disseram que a vida piorou após a eleição de Lula.
Para 67% dos entrevistados o Brasil está melhor desde a eleição de Lula. Esse índice chega a 78% no Nordeste e a 71% nas regiões Norte e Centro-Oeste. No Sudeste, é de 62%, sendo de 57% no Sul.
Segundo a pesquisa, o país está igual para 24% e piorou na opinião de 6% dos brasileiros.
Para 56% dos moradores de São Paulo, o Brasil está melhor, enquanto 10% afirmam que piorou e 32% disseram que permanece como estava.
Ao fazerem um balanço de 2008, 59% dos entrevistados disseram que a vida melhorou em comparação ao ano passado. A vida ficou igual para 29% e piorou para 12%. O Datafolha ouviu 3.488 brasileiros.

05/12/2008 - 07:45h Taxa de aprovação a Lula bate novo recorde e alcança 70%

lula_povo.jpg

Datafolha revela que 27% dos brasileiros ainda não tomaram conhecimento da crise

Avaliação positiva cresceu entre mais escolarizados, mais jovens e moradores do Sudeste; no Nordeste, taxa de ótimo/bom chega a 81%

FERNANDO CANZIAN – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

A avaliação positiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a bater novo recorde e agora 70% dos brasileiros consideram seu governo ótimo ou bom. Nenhum presidente no Brasil desde a redemocratização atingiu esse patamar. O recorde anterior já pertencia ao próprio Lula: 64% o avaliavam positivamente em setembro.
Pesquisa Datafolha realizada entre os dias 25 e 28 de novembro mostra que o presidente conta com a avaliação positiva da maioria da população em todos os segmentos socioeconômicos e regiões do país. Isso já ocorria no levantamento de setembro, mas agora Lula teve reforçado o apoio sobretudo entre os mais jovens (mais nove pontos), os mais escolarizados (mais nove) e no Sudeste (também mais nove pontos).
Em termos regionais, o Nordeste segue como principal área de apoio a Lula: 81% o avaliam como ótimo ou bom.
São nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, que concentram alguns dos Estados mais pobres do país, que Lula tem as avaliações positivas mais altas tanto do ponto de vista econômico como social.
A avaliação positiva se estende também entre a maioria dos simpatizantes de todos os grandes partidos políticos do país. Quem menos o apóia são os simpatizantes do PSDB -mesmo assim, Lula tem a aprovação de 56% deles. Entre os petistas, o percentual sobe a 88%.
A melhora na avaliação se deu, principalmente, pela redução do percentual de brasileiros que consideram seu governo regular: eles caíram de 28% em setembro para 23% hoje.
De 0 a 10, a nota média atribuída ao governo Lula também atingiu um recorde, chegando a 7,6, contra 7 em setembro.
A pesquisa revela também que 27% dos brasileiros ainda não tomaram conhecimento da atual crise financeira internacional, que já começa a afetar o Brasil. E que apenas 14% dos entrevistados afirmam estar bem informados sobre ela.
Questionados se concordavam com a frase dita há algumas semanas por Lula (sem serem informados que a frase era dele) de que a crise seria uma “marolinha” no Brasil, 42% dos pesquisados disseram que sim.
“A crise econômica ainda não atingiu a população a ponto de criar uma grande preocupação. Como conseqüência, a avaliação do presidente Lula continua em alta mesmo após o fim da campanha eleitoral, que expôs mais a sua imagem, e em meio ao atual noticiário econômico desfavorável”, afirma Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.
Para a realização da pesquisa, o Datafolha ouviu 3.486 brasileiros com mais de 16 anos em todo o país. A margem de erro máxima para os resultados é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
O levantamento mostra também que, sob Lula, é a área econômica a mais bem avaliada: 17% dos brasileiros apontaram espontaneamente o desempenho nesse setor como o melhor em seu governo. A seguir vêm a educação, com 12%, e o combate à fome e à miséria, com 11%.
Quando estimulados a opinar sobre o desempenho de Lula na economia, 61% dos entrevistados disseram avaliá-lo como ótimo ou bom. O percentual representa um salto de 23 pontos sobre a última vez em que a mesma pergunta foi colocada, em fevereiro de 2006.
Naquele ano, a economia brasileira cresceu 3,8%. Em 2007, o crescimento saltou para 5,4%, e até julho deste ano mantinha um ritmo forte, de 6% em termos anualizados.
Salto positivo semelhante, de 22 pontos, ocorreu na evolução da avaliação do governo Lula na área social. Ela saltou de 36% em fevereiro de 2006 para 58% no final de novembro.
Ao longo de 2007, Lula contou apenas com a metade da avaliação positiva dos brasileiros: era aprovado por 48% em março, taxa que se repetiu em agosto, e oscilou para 50% em novembro. Em março de 2008 chegou a 55%, passou a 64% em setembro e agora atinge 70%.