20/07/2009 - 10:58h ‘Bafafá político’ impede debate sério no Brasil, diz Paulo Cunha

“O Brasil precisa discutir o pré-sal, discutir questões mais relevantes”, (…) “Esse bafafá político tem impedido o país de discutir essas questões.”

Constatação lapidar do empresário Paulo Cunha em entrevista a Folha SP hoje.

Ontem Janio de Freitas escreveu que “Espetáculos de degradação como o do Senado se afiguram para a classe dominante brasileira como espetáculos”. O Ombudsman do jornal, coincidentemente, ponderou que a cobertura feita pela Folha contribui para transformar o Congresso em “baudeville”* e servir assim ao espetáculo da mesma classe dominante.

O empresário Paulo Cunha, da “classe dominante” não aceita o “divertimento” e remete a sua real dimensão os escândalos, verdadeiros ou fabricados, que a mídia nos fornece cotidianamente.

A crítica do ombudsman e a entrevista de Paulo Cunha com destaque para à frase acima na própria capa do jornal, talvez signifique que a Folha esteja querendo corregir seu curso e voltar a ser um espaço para a discussão das questões relevantes evocadas por Paulo Cunha.

Neste blog tenho feito um esforço para evitar o “bafafá” e tratar do que me parece ser relevante, mas nem sempre tenho conseguido pois é abrumadora a pressão para tratar a política como espetáculo.

O udenismo de setores médios, particularmente de São Paulo, alimentados pela ação política opositora de grande parte da mídia e de alguns setores partidários, impregna a atmosfera poluindo um debate urgente e necessário.

Luis Favre

http://veja.abril.com.br/060199/imagens/holofote2.jpgENTREVISTA DA 2ª – PAULO CUNHA

Bafafá político atrapalha o debate de temas relevantes

Para o presidente do conselho do grupo Ultra, sistema político não atende à necessidade do país e não recruta as melhores pessoas para seus quadros

NOS ÚLTIMOS anos, o empresário Paulo Cunha, presidente do conselho de administração do grupo Ultra, tem adotado um estilo bastante reservado. Avesso a entrevistas, ele prefere se manter como um expectador privilegiado da cena nacional.
Nesta entrevista concedida na semana passada na sede do grupo Ultra, em São Paulo, Cunha manifesta otimismo com as perspectivas da economia, apesar da crise. Na sua opinião, o Brasil perde muito tempo com o que ele chama de bafafá político, quando há temas mais relevantes para serem discutidos no país.

GUILHERME BARROS
COLUNISTA DA FOLHA

“O Brasil precisa discutir o pré-sal, discutir questões mais relevantes”, diz Cunha. “Esse bafafá político tem impedido o país de discutir essas questões.”
Para ele, o sistema político não atende às necessidades do país. Um dos grandes problemas é a forma como se escolhe as pessoas no setor público.
“Se uma empresa fizesse o recrutamento dos seus quadros da mesma maneira que os partidos, as empresas estariam fora do jogo”, afirma. “O governo precisa ser estatizado.” A seguir, trechos da entrevista.

FOLHA – A crise acabou?
PAULO CUNHA
- Em primeiro lugar, temos de olhar a crise na sua origem. [...] A crise surgiu do grande desbalanceamento do comércio nas finanças internacionais. De um lado, o gigantesco déficit americano; de outro, o gigantesco superávit de Ásia e Alemanha. [...] Também havia o elevado endividamento do consumidor americano. A poupança é praticamente zero e o consumidor americano se endividou muito. A ponto de o nível de endividamento médio do cidadão americano atingir quase 140% da sua renda anual.
É óbvio que tinha de estourar.
Os governos agiram e a crise financeira, a crise bancária, foi atenuada. Não diria que terminou, mas está totalmente escorada nos créditos e nas garantias dos governos europeu e americano. Julgo que, uma vez terminado o pânico, já começa a recapitalização dos bancos e o sistema se normaliza. Mas o nível de atividade não se normaliza tão cedo. Há ainda um longo processo de desalavancagem do consumidor americano.

FOLHA – Quanto tempo o sr. acha que pode levar até a recuperação?
CUNHA
- O consumidor americano está ficando novamente conservador do ponto de vista financeiro. Está com medo do desemprego, do futuro. Paga juros elevados e tem dificuldades de se refinanciar. Muitos perderam suas casas, poupanças, aposentadorias e, portanto, estão apertando o cinto e consumindo menos. Quanto tempo? Não sei e suponho que ninguém saiba ao certo.

FOLHA – E como fica o Brasil?
CUNHA
- O Brasil, evidentemente, é parte do mundo. Nos últimos tempos, o crescimento brasileiro vinha sendo turbinado pelo comércio internacional, pelas exportações, notadamente para a China e o Ocidente. Isso, evidentemente, sofreu uma parada devido à crise. O Brasil também está sendo afetado por ter havido um corte muito forte nos investimentos das empresas em resposta à crise. Mas, ao mesmo tempo, o Brasil vem desenvolvendo o seu mercado interno, de consumo. As classes menos favorecidas, as classes mais pobres, vêm sendo incorporadas gradativamente ao mercado. Está começando a acontecer uma coisa que não havia no Brasil, que é o financiamento de consumo.

FOLHA – Como o sr. vê a reação do governo?
CUNHA
- Em primeiro lugar, foi de susto, tentando negar a crise. Mas, passado o susto, acho que o governo agiu bem e rapidamente. Não havia mesmo necessidade, no Brasil, de segurar o sistema financeiro. O sistema financeiro é sólido. Alguns setores começaram a sofrer um impacto forte, como os de automóveis e de eletrodomésticos, e o governo agiu rápido para restabelecer o consumo. São vendas que dependiam de financiamento. O governo Lula mostrou presteza e atenção.

FOLHA – O Banco Central não demorou a começar a baixar os juros?
CUNHA
- O Banco Central tem sido disfuncional em determinados aspectos. Tem sido lento e suas decisões são sempre na direção do conservadorismo, de manter os juros estratosféricos, mas, depois, acabou agindo na direção certa. Agora, o juro está começando a chegar a números mais civilizados.

FOLHA – Mas o presidente do BC, Henrique Meirelles, não é considerado a âncora da economia?
CUNHA
- Por alguns, mas a âncora da economia, no fundo, é o brasileiro, são as empresas brasileiras, o sistema de produção, a agricultura, o agricultor, o trabalhador, os funcionários das empresas. Tende-se a achar que o governo e algumas pessoas são responsáveis pelo que há de bom. Muitas vezes são responsáveis pelo mal. O bem são os brasileiros que fazem.

FOLHA – Onde o sr. nota essa tendência?
CUNHA
- O Brasil vive hoje uma fase muito interessante, bastante heterogênea. O brasileiro está querendo crescer, melhorar, subir. Está buscando educação. Pela primeira vez se começa a falar de educação de maneira mais ampla e mais profunda no Brasil. Vejo grande parte dos funcionários das empresas que trabalham durante oito horas por dia saírem [do trabalho] e ainda irem para a escola, para algum curso de aperfeiçoamento, para um curso superior buscando o conhecimento para melhorar sua formação. É um esforço muito grande. Outra coisa que se vê é um aperfeiçoamento muito grande na qualidade de gestão das empresas. Essa gestão mais profissionalizada está se generalizando no Brasil. É um fato notável. Tanto que as filiais das multinacionais no Brasil estão em situação melhor do que as matrizes. Os brasileiros estão se transformando em grandes gestores. Cada vez mais se vê brasileiros na gestão de empresas multinacionais.

FOLHA – O governo Lula foi uma surpresa para o sr.?
CUNHA
– O governo Lula sofreu uma mudança de paradigma no momento da Carta aos Brasileiros (antes da eleição de 2002, em que assumia compromissos caso fosse eleito). [...] Ele teve, de um lado, o bom senso de manter as coisas que vinham dando certo, de reconhecer a importância da estabilização da moeda, o valor da higidez das contas públicas. Essas coisas centrais o governo Lula manteve, com uma intensidade que, admito, foi surpresa para muita gente. Ao mesmo tempo, o governo levou atitudes concretas de apoio ao povo mais desassistido. Apesar de os instrumentos básicos terem sido estabelecidos anteriormente, como o Bolsa Educação, a incorporação desses programas no Bolsa Família deu a ele uma nova dimensão.
Agora, nem tudo é tão maravilhoso assim. Do lado institucional há muito a fazer. Nós temos um sistema político que não atende às necessidades do país. O sistema político está recrutando mal. Ele não recruta as melhores pessoas. Se uma empresa fizesse recrutamento dos seus quadros da mesma maneira que os partidos fazem, as empresas estariam fora do ar, fora do jogo.

FOLHA – O sr. acha que é preciso fazer uma reforma política?
CUNHA
- O Brasil precisa de reforma política, mas o mais importante é uma mudança mais profunda na maneira de fazer as coisas. O governo precisa ser estatizado. Algumas estatais estão em grande parte privatizadas, não apenas por políticos regionais mas por determinados partidos. A crise do Senado é uma crise que não é de agora, não é de ontem, não é da semana passada, é uma crise que já vem se desenhando há muito tempo e não é exclusiva do Senado. O Senado está sob o holofote agora, mas, certamente, o mesmo holofote colocado em outros órgãos poderá trazer surpresas desagradáveis.

FOLHA – O sr. acha que a CPI da Petrobras pode chegar a alguma coisa?
CUNHA
– Não sei, acho que essa CPI não vai chegar a lugar nenhum. Não acho que o Brasil se resolva com CPIs. O que o país precisa é discutir o pré-sal, discutir essas questões mais relevantes. Esse bafafá político tem impedido o Brasil de discutir essas questões.

FOLHA – Como o sr. viu a proposta do governo para o pré-sal?
CUNHA
- Não vi a proposta do governo, ainda. O que se tem são vazamentos do que seria. Há duas questões centrais: como é que vão ser repartidos os resultados e como o governo vai se apropriar dos resultados.
Essa é uma questão de grande profundidade. Envolve interesses de Estados, municípios, de um sistema político que já está estabelecido em torno do sistema tradicional de concessões. O governo parece optar por um sistema de partilha.

FOLHA – O sr. aprova a mudança?
CUNHA
- Tanto um como o outro funcionam, mas desde que seja bem administrado, assim como a estatal a ser criada para a operação. Se for bem administrada, transparente, enxuta, a estatal pode funcionar bem.
Mas existe outra questão, que é de grande relevância, que é o que será feito com a exploração das reservas, que ritmo vamos dar à exploração. Não podemos sair numa correria louca para produzir o máximo de petróleo e distribuir esses resultados, senão haverá consequências muito ruins do ponto de vista inflacionário, a partir de uma apreciação forte do real, e os efeitos serão devastadores para o resto da produção brasileira.
O melhor seria explorar de forma moderada, preocupando-se em poupar para o futuro.

25/10/2008 - 17:27h A dama de vermelho


Blog Cidadania.com

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Foi outra Marta Suplicy que debateu com Gilberto Kassab na Globo na última sexta-feira. Marta voltou a ser Marta. Vestiu vermelho e foi uma guerreira, resgatando o PT dos bons tempos, aquele PT que foi paixão de tantos e que infundia terror nos corações da elite.

Kassab, por sua vez, sentiu-se encurralado. Seu nervosismo saltava da telinha. A candidata do PT travou sua derradeira batalha com ele nesta campanha de uma forma que a fez sair daquele debate muito maior do que entrou.

Não foi por outra razão que até a Folha publicou texto opinativo de um tipo que não costuma publicar, isento. Foi do colunista Nelson de Sá, possivelmente o único colunista daquele jornal que, desde que começou a guerra do veículo com o PT há mais ou menos uns cinco anos, vem conseguindo se manter acima de paixões políticas e partidarismos.

Vejam trechos da avaliação de Nelson de Sá sobre o debate.

Marta adota estratégia de bate-estaca

 

NELSON DE SÁ

COLUNISTA DA FOLHA

 

Se Marta Suplicy se deixou abalar no debate anterior, na Record, ontem foi a vez de Gilberto Kassab. Embora tenha começado com agressividade acima do recomendável, sobretudo para quem tem rejeição tão alta, a ex-prefeita se estabilizou e atravessou o programa com aparente firmeza de argumentos. Com um questionamento constante, bate-estaca, mas que não feria o espectador.

 

(…) Talvez pelo impacto da propaganda com o “vagabundo” [a propaganda eleitoral de Marta transmitiu sexta-feira na tevê cenas em que Kassab agride fisicamente e xinga um munícipe que o questionou], Kassab tremeu.

 

Repetia as frases feitas, “cidade quebrada”, “cidade falida”, “Paris”, mas não soava especialmente atento ao que ele mesmo falava. Deixou que Marta tomasse a iniciativa, no primeiro e depois no correr dos outros três blocos. Nem as questões generalistas tiradas do nada pelo âncora conseguiam conter a ex-prefeita, que seguia deixando marcas no adversário.

 

Depois de não pouca confusão, o documento de despejo repisado por ela deixou nele uma imagem de insensibilidade e até desconhecimento. Sobre educação, “Kassab, você nunca entendeu os CEUs”. Sobre trânsito, “você não fez um corredor de ônibus”. Pior, “quando é que vai começar o pedágio?”. Sentia-se tão à vontade que tentou até “esclarecer” os túneis que ela fez.

 

Não faltaram acenos da ex-prefeita ao eleitorado feminino, aproveitando a desatenção kassabista. Ele falou em creches como tema “delicado”, ela reagiu que “creche é um assunto concreto para a mulher, isso é que você não entende” (…)

 

Enfim, Marta foi Marta – e foi PT. Seu traje escarlate e seu discurso humanista foram esquerda pura. Seu discurso, diferentemente do que tinha sido no decorrer da campanha, voltou-se para quem vota ou deveria votar sempre na esquerda, para os pobres. Foi altiva sem ser arrogante, indignada sem se descontrolar, precisa e minuciosa sem ser maçante.

O nervosismo de Kassab o fez até dizer que ela “esquecia de omitir” alguma coisa. Isso tudo, ao lado do comentário destacado de Nelson de Sá na Folha, não me sugere necessariamente uma virada na eleição, mas talvez uma votação de Marta neste segundo turno que pode se tornar um drama sobretudo para institutos de pesquisa, por mais que um eventual erro grave deles venha a ser censurado no debate pós eleitoral.

De qualquer forma, Marta resgatou a dignidade petista no último debate de uma campanha que, até aqui, eu vinha preferindo esquecer pelas razões que vocês já conhecem.

Minha candidata, enfim, deixou-me orgulhoso nesta campanha. Conseguiu fazer um adversário com enorme vantagem nas pesquisas – e com o apoio incondicional de toda grande mídia – tremer como uma vara verde diante de si. Nada mal para uma campanha desastrosa, da qual a ex-prefeita poderá – eu disse que apenas po-de-rá – sair bem maior do que pensávamos.

Eduardo Guimarães

30/09/2008 - 19:55h Cancelado o debate na Globo, dizem que o periquito do papagaio agiu a pedido de um Grã tucano

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da Folha Online

Os candidatos à Prefeitura de São Paulo lamentaram a decisão da TV Globo de cancelar o debate antes do primeiro turno da eleição municipal. A petista Marta Suplicy admitiu a possibilidade de algum dos seus adversários ter manobrado para impedir a realização do debate.

“Talvez [tenha acontecido uma manobra]“, respondeu ela ao ser questionada. “Porque da nossa parte houve compromisso e eu lamento muito que não haja debate.”

Marta não citou nomes, mas fez várias críticas ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição.” No Nordeste, brasileiro colocou o PFL, os ‘demos’, na extinção. De repente a cidade de São Paulo está com alguém que nunca foi eleito e um partido que nunca foi eleito em São Paulo, com possibilidade de votação boa. São Paulo é a maior cidade do país, como vai ter a bandeira do retrocesso do PFL?”

Em público, Kassab disse lamentar o cancelamento do debate. “Lamento muito porque os debates são muito importantes. Eu compareci a todos e infelizmente não vai ter este. É uma oportunidade a menos do eleitor paulistano definir o seu voto”, afirmou Kassab.

Nos bastidores, de acordo com o blog Campanha no Ar, a equipe de Kassab comemorava o cancelamento do debate da Globo.

Em nota divulgada à imprensa, Alckmin disse que “perde São Paulo ganha a dissimulação” com o cancelamento do debate. “Perde o eleitor, que poderia comparar as propostas para o governo de sua cidade, e ganha a articulação de bastidor que inviabilizou o encontro. Perde a população, que poderia conhecer melhor o passado e os compromissos de cada candidato e ganha a estratégia obscura”, diz a nota.

O “Painel” da Folha, editado por Renata Lo Prete, informou que Alckmin (PSDB) recebeu como má notícia o cancelamento do debate.

Acordo

Em nota, a TV Globo informa que tentou fechar um acordo com os candidatos Ivan Valente (PSOL), Ciro Moura (PTC) e Renato Reichmann (PMN) para que eles não participassem do debate de São Paulo. “Este acordo tem sido tentado desde maio. Para que aqueles com menos densidade eleitoral abrissem mão do debate, a TV Globo ofereceu cobertura muito maior do que aquela a que fariam jus inicialmente se apenas critérios jornalísticos fossem levados em conta. Esta cobertura já foi ao ar”, diz a nota.

O objetivo era fazer o debate somente com os cinco candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto –Marta Suplicy (PT), Gilberto Kassab (DEM), Geraldo Alckmin (PSDB), Soninha Francine (PPS) e Paulo Maluf (PP).

Em nota à imprensa, Valente disse que a lei eleitoral determina que todos os candidatos com representação na Câmara dos Deputados sejam convidados para os debates televisivos. Afirmou também que os candidatos não aceitaram as formas de compensação oferecidas pela emissora –entrevistas em jornais locais — por considerarem uma medida antidemocrática.

O candidato alegou ainda que a ampla exposição e a troca de idéia entre os concorrentes são fundamentais para a construção da democracia. “É no debate eleitoral –muito mais do que no próprio horário gratuito — que o real confronto de idéias, essencial para a escolha do eleitoral, se faz presente”, disse.

De acordo com o blog Campanha no Ar, Ciro rechaça a idéia de que tenha causado o cancelamento do debate. Lembrando que outros dois candidatos se recusaram a assinar o acordo, Moura afirma que “a Globo é grande, mas não está acima da lei”.

12/09/2008 - 14:43h Silêncio na mídia

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No debate de ontem na Band, Marta afirmou também: “os CEU’s foram atacados pelos demo-tucanos, que depois de assumirem a prefeitura deixaram os terrenos abandonados e os novos  CEU’s previstos e licitados, parados. Retomaram, após luta da população, com atraso e entregaram só 13. Com menos equipamentos, teatros menores, menos piscinas e a preço superior aos que (Marta) construí e superiores aos preços pelos quais tinham sido licitados, contrariamente as afirmações mentirosas veiculada na propaganda gratuita de Kassab”.

Nenhum dos 5 principais jornais de São Paulo comentou qualquer coisa. nenhum foi atrás para verificar, desmentir ou confirmar as veracidades das afirmações de Marta. Ninguém comparou os preços, que este blog já forneceu aos seus leitores várias vezes, com dados da própria prefeitura (Com os demo-tucanos na prefeitura o CEU fica lá acima, mesmo!).

Nada. Silêncio. Olham para outro lado.

Provavelmente porque não querem cartas como as de Consuelo de Castro (ver post anterior).

A resposta para essa omertá da mídia paulista e os CEU’s deveriam ser milhões de cartas na forma de dedos na urna eletrônica.

Aperta o 13 e confirma.

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04/08/2008 - 17:54h Marta em campanha no Largo do Japonês

Marta ignora desafio de Kassab para comparar gestões

Em campanha na zona norte, candidata do PT em SP desvia e não fala sobre proposta do candidato do DEM

Andréia Sadi – do estadao.com.br

Marta é abordada por simpatizantes durante campanha
Evelson de Freitas/AE

Marta é abordada por simpatizantes durante campanha

SÃO PAULO – A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, ignorou nesta segunda-feira, 4, o desafio do candidato do prefeito Gilberto Kassab (DEM) para comparar propostas nas diferentes gestões. “Olha, os debates estão acontecendo, se ele quer comparar propostas, o Estado de São Paulo tem um bom editorial hoje que pode responder”, disse a candidata, que visitou o comércio do Largo do Japonês, na Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte.

Veja o editorial aqui

O editorial do Estadão desta segunda avalia a atuação de Kassab e da ex-prefeita no projeto de recuperação do centro da cidade. “Na administração anterior, Marta desenvolveu o programa e conseguiu cumprir boa parte dele, mesmo antes de aprovado o empréstimo do BID”, diz. O editorial diz que o “centro da cidade está sendo castigado pela descontinuidade na administração pública.”

Acompanhada por assessores, Marta andou pela região por cerca de meia hora, cumprimentando comerciantes e ouvindo pedidos da população. “Tem de tudo, ouve-se muitos agradecimentos, pedidos de empregos, mas o que mais ouço são pessoas dizendo “eu preciso falar com a senhora”, mas não dizem o que. Aí eu penso “O que será que ela queria falar?”, disse a jornalistas.

A candidata foi abordada por um jornaleiro da região, que fez reclamações sobre a sujeira na cidade. “A tal da Cidade Limpa não é tão limpa, então né?”, disse Marta, criticando o projeto do atual prefeito.

A ex-ministra do Turismo disse que “há muito a se fazer” pela região, mas que não conseguiu falar “com toda essa confusão”. “Andando na rua, você não identifica nada, só quando você estuda a região. Dá para fazer a rede CEU, UBS, metrô da Barra Funda até a Freguesia do Ó, disso dá, é um compromisso”, disse em meio à multidão que a seguia.

04/08/2008 - 17:12h DCI publica pesquisa sobre o debate da Band

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03/08/2008 - 12:29h Refrescando a memoria da Folha

Questionei e continuo questionando a afirmação feita na Folha de ontem, na edição do debate da Band, sobre a questão das contas da prefeitura na administração Marta Suplicy. (Folha desinforma).

No debate da Band, Marta afirmou, em resposta a Alckmin, “deixei R$340 milhões em caixa e um superávit de R$91 milhões”. A Folha disse que o TCM constatou um buraco de R$700 milhões, ou seja que os dados fornecidos por Marta eram inverídicos, segundo o TCM. Pois vem, reproduzo a seguir artigo da própria Folha em 21 de junho de 2005 dando conta da aprovação das contas da Marta pelo Tribunal.

O artigo indíca que as contas, após aprovação do TCM, ainda deverão ser aprovadas pela Câmara Municipal, o que já aconteceu.

A aprovação dos vereadores foi feita e o voto de aprovação das contas de Marta contou com o voto favorável até dos vereadores do DEM, partido de Gilberto Kassab. LF

São Paulo, terça-feira, 21 de junho de 2005

 

Contas de Marta são aprovadas pelo TCM

CONRADO CORSALETTE – FOLHA DE SÃO PAULO

DA REPORTAGEM LOCAL

O TCM (Tribunal de Contas do Município) de São Paulo, órgão responsável pela fiscalização dos administradores da cidade, aprovou ontem a gestão financeira de 2004, último ano de governo da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), conforme adiantou a Folha.

O resultado agora vai ser submetido aos vereadores, mas não tem data para ser colocado em votação. Os três primeiros anos da gestão Marta já foram aprovados pelo TCM e pela Câmara.

As contas de 2004 se transformaram numa das principais polêmicas entre tucanos e petistas.

O atual prefeito, José Serra (PSDB), diz que a antecessora desrespeitou a Lei de Responsabilidade Fiscal ao não deixar dinheiro em caixa para saldar dívidas. Marta diz que fechou no azul.

O parecer favorável à aprovação das contas de Marta, elaborado pelo conselheiro Eurípedes Sales, foi acompanhado por seus colegas Maurício Faria e Roberto Braguim. O conselheiro Edson Simões foi contrário à aprovação. O presidente do TCM, Antonio Carlos Caruso, não precisou votar -só o faria se houvesse empate.

O parecer do relator não considerou despesas da prefeitura com vencimento em 2005 na hora de fechar o balanço financeiro -baseou a decisão no artigo 30 da Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano passado. Com isso, chegou a um superávit de R$ 91 milhões.

Também não considerou ilegal o cancelamento de R$ 231 milhões em despesas empenhadas (com reservas orçamentárias), referentes a serviços efetivamente prestados por fornecedores. “As contas não apresentaram prejuízo ao erário”, afirmou Sales, após a sessão que durou cinco horas. Segundo ele, não há problema em cancelar pagamentos do gênero pois o tribunal “não defende interesses particulares”.

A decisão do tribunal levou em conta ainda a dívida herdada por Marta de seu antecessor, o ex-prefeito Celso Pitta. Pela lógica adotada pelo TCM, a ex-prefeita foi prejudicada por ter pago parte dessas pendências. Se levadas em conta, segundo cálculos do tribunal, Marta, em seus quatro anos, fechou no azul. “Se a administração sob análise encontrou uma situação financeiramente desequilibrada (…) é preciso aferir da possibilidade ou não de lhe exigir o cumprimento formal dos dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirma o parecer de Sales.

“Para entregar em dia, tem de receber em dia”, justificou o conselheiro, segundo o qual Serra receberá o mesmo tratamento pelo fato de ter de pagar fornecedores prejudicados pelo cancelamento.

Em seu voto, Mauricio Faria -indicado ao posto pela ex-prefeita- , afirmou que, “ainda que, apenas em tese, pudesse subsistir de forma pontual alguma inobservância em relação ao cumprimento de aspectos específicos da lei fiscal (…), a evolução da gestão fiscal do município foi positiva”.

Edson Simões destacou em seu voto pela rejeição das contas de Marta que, mantida a lógica de que o cancelamento dos empenhos é legal, “estaria implantada a anarquia orçamentária”. “Com essa transferência descontrolada de dívidas, que poderia se avolumar a cada ano e a cada gestão, não se poderia sequer personalizar a responsabilidade do administrador. Neste caso estaria rasgada e sepultada a lei fiscal”, disse.
Como de praxe, o TCM fez ressalvas às contas recomendando 13 ajustes, como nos gastos com o ensino fundamental. O tribunal ainda pediu uma solução para o Fura-Fila, obra que está parada.

02/08/2008 - 10:25h ”É muito fácil jogar números no debate”

Fernando Donasci / Folhaimagem

Analista desconfia de dados citados na Band,
não vê influência decisiva de Lula
e descarta impacto de lista de “fichas-sujas”

Guilherme Scarance – O Estado de São Paulo

Desconfiar da enxurrada de números despejados pelos candidatos é o que recomenda o cientista político José Paulo Martins Jr. aos eleitores que se dispõem a acompanhar debates eleitorais. Coordenador do curso de pós-graduação em gestão de pesquisa de mercado, opinião e mídia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp), Martins analisou o desempenho dos prefeituráveis em São Paulo no primeiro debate na TV do ano, anteontem, na Band. “O que vai decidir mesmo é a comparação sobre o que fizeram no passado. Isso é o decisivo”, avalia, em entrevista ao Estado.

Como o sr. avalia a estratégia dos candidatos no debate da Band?

A estratégia dos três principais, Marta, Alckmin e Kassab, foi muito semelhante. O Kassab, atual prefeito; a Marta, a prefeita anterior, e o Geraldo Alckmin, ex-governador do Estado: cada um tentou apresentar um pouco dos seus projetos, das realizações. O Kassab, mais ainda, tenta se apresentar como realizador – é muito desconhecido ainda. Dá para fazer um mapa: Marta tentando ocupar espaço na centro-esquerda, Kassab tentando ocupar espaço do malufismo, do janismo, tentando se apresentar como uma nova direita em São Paulo e Alckmin ocupando o centro, tendendo para a direita.

Marta citou o fato de ter sido ministra de Lula. Isso pesa?

Lula tem uma excelente avaliação e vai ser utilizado pelos candidatos da base em todos os lugares. Ela é a candidata do Lula, todo mundo sabe. Mas, quando a gente olha os resultados eleitorais do Lula, vemos que ele não é um candidato com desempenho muito bom na capital. Ele perdeu do Serra, perdeu do Alckmin.

Houve no debate uma enxurrada de números – disputaram até a quantidade de árvores plantadas. A gente deve sempre ficar com um pé atrás. É muito fácil jogar números para a platéia durante um debate.A gente sabe, pelo histórico, que muitas vezes os números são literalmente jogados. E os números podem ser manipulados. Kassab falou que trocou 130 mil lâmpadas de mercúrio. Isso significa o quê? O eleitor não tem como avaliar.

As propostas apresentadas são válidas, exeqüíveis?

Transporte tem sido o tema principal e todos se posicionam. Quem mostrar uma proposta mais convincente sobre isso tende a ter vantagem competitiva. Acho exeqüíveis as propostas para transportes, por exemplo. A saúde foi outro aspecto bastante debatido, acho que é o grande problema.

Parece que o debate foi contido, morno, apesar de algumas farpas.

O nível foi bom, ainda que, pelo grande número de participantes, não se conseguiu aprofundar as questões. A Band mostrou imagens de debates anteriores – Jânio Quadros com Franco Montoro, trechos do presidencial de 1989. Em 82 e 89, ainda era a festa da democracia, o brasileiro estava voltando a participar. Hoje em dia a gente já vem de uma normalidade democrática. O debate deixou de ser um espaço de personalidades e passou a ser espaço de discussão de propostas. Perde um pouco do espetáculo, mas para o eleitor é melhor.

Como que o eleitor pode filtrar o conteúdo do debate?

O que vai decidir é a comparação sobre o que os políticos fizeram.Quem realizou o que a população julga importante provavelmente vai ser avaliado como capaz de fazer no futuro também. Isso é o decisivo.

Como fica a divulgação pela AMB dos candidatos com ficha suja?

Não são muitos eleitores que têm acesso à internet e podem consultar essa lista, menos ainda os que vão entender alguma coisa. Acho que vai ter um peso irrelevante para a disputa na cidade de São Paulo.

01/08/2008 - 14:15h Debate: apertem os cintos, o prefeito-candidato sumiu…

A imagem “http://www.band.com.br/img/logo_3d.gif” contém erros e não pode ser exibida.Eu assisti ao debate na platéia da Band e penso que ele foi um bom debate, bem estruturado e permitindo que aflorassem alguns temas de destaque. Mesmo que não considere que o debate defina as questões centrais ou seja decisivo para a escolha dos candidatos, permite ver como se posicionam os principais adversários.

Gilberto Kassab levou a pior e foi claramente tratado como adversário pelo Alckmin e a Marta. Alckmin foi afiado quando atacou, com razão, a falta de iluminação na cidade e Kassab foi incapaz de qualquer defesa ou contra-ataque. Engraçado que nesta questão da iluminação recente reportagem da TV Globo tinha mostrado a tenebrosa realidade e que o vereador Donato, aqui no blog, tenha mostrado a responsabilidade de Kassab na situação. O prefeito-candidato ficou simplesmente proclamando uma serie de dados, a maioria inverídicos, e prometendo para o próximo mandato o “reluz”, que Marta começou em 2004. Curioso que os jornais nada tenham escrito sobre este tema, sobre a inadimplência da prefeitura com a Receita federal e sobre a paralisia do “reluz”. (Mais luz no apagão demo-tucano)

Para além da questão da iluminação em si, o que isto mostra é que Alckmin não pretende assumir qualquer responsabilidade no governo que Kassab e o PSDB fizeram durante estes quatro anos na cidade. Alckmin vai tentar posar de “opositor” para não afundar com o próprio Kassab na “comparação” que Kassab diz que fará com o governo Marta.

Coube a Paulo Maluf, sair em “defesa” de Kassab atacando Geraldo Alckmin no que é o desastre educacional no Estado mais rico do Brasil. Alckmin mostrou-se menos preparado sobre este tema crucial, que sobre os precatórios, o que não deixa de ser surpreendente.

Não menos surpreendente foi a agressividade mostrada por Alckmin quando “comentou” o desejo manifestado por Marta de governar São Paulo os próximos quatro anos. Roubando de Kassab a bandeira anti-PT, a tentativa visa a diferenciar sua crítica ao governo Kassab, da postura petista e a sinalizar que nesta via ele ecoará os ataques do atual prefeito. Sobre o ataque de Alckmin ver STF julga que Marta cumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal.

A orientação da campanha de Kassab de atacar e polarizar com Marta, ignorando Alckmin, esta acabando com a candidatura Kassab e transformando-o em linha auxiliar do PSDB… de Alckmin.

Persistindo nesta orientação, acontecerá com Kassab o que aconteceu com ele no debate: sumirá.

Como escreveu Rafael no seu comentário no post anterior, neste debate só a torcida assiste e a de Marta e a do Alckmin ficaram satisfeitas. A dos candidatos com menos peso nas pesquisas até que também podem se sentir bem. Já a torcida de Kassab é que vai começar a migrar se persistir esta vocação suicida e de escadinha para Alckmin. Nesse caso a polarização presente em filigrana no debate, acabará se apossando do processo eleitoral mais cedo do previsto, deixando Kassab como mero espectador.

Luis Favre

23/07/2008 - 18:06h Anomalias e FLAP em São Paulo

Anomalías y FLAP 2.0 08 por Alan Mills (blog Revolver)

{n} Siempre me he considerado un ser anómalo. Lo dije recién, en Guatemala, durante un conversatorio sobre la exposición Mundo Capitol y me quedé helado al ver a varias personas asintiendo desde el público. Ay. A veces esperas que te digan “no Alancito, usted es bien normal, mijito”. Pero no existe entidad más sincera que un público concentrado en lo que les estás hablando. Se los digo.

{ñ} Entonces, el ser anómalo debe hablar de su anomalía, integrarla a su universo, a la comunidad. Así se va entendiendo, haciendo entender. Pienso.

{o} Y tiene que conversar sobre otras anomalías, sus parientes, seres análogos, sus estímulos. Así se comunica. Intuyo.

{p} Este sábado 26 de 10:00 a 17:00 horas, en el espacio B_arco de arte contemporáneo en Sâo Paulo (rua dr. virgílio de carvalho pinto, 426), Ana Rüsche y yo impartiremos el taller ANOMALIAS: la enfermedad na tradiçâo. Conversaremos sobre diversos exponentes de las artes plásticas y la literatura contemporánea latinoamericana (de la década del 60 hasta hoy), obras que experimentan con elementos anómalos, híbridos, disonantes, cuyo impacto corroe las estructuras más previsibles, instalando un arte capaz de modificar su entorno.

{q} Serán comentados: El poeta Roberto Piva (Brasil), voz de la locura y los inadaptados, un blasfemo contra la ciudad hipócrita y decadente, a la que le confiere polaridades celestiales e infernales; la producción de los años 70 y 80 del artista plástico Cildo Meireles (Brasil), con la que ataca al régimen totalitario, construyendo obras en soportes “circulables”, como papel moneda, botellas retornables de Coca Cola, cuestionando también la distribución del arte a la población; el proyecto estético del CADA (Colectivo de Acciones de Arte), formado por Diamela Eltit, Raúl Zurita, Lotty Rosenfeld e Fernando Balcells, los cuales, entre 1978 e 1981, elaboraron propuestas artísticas interdisciplinarias desafiando la dictadura de Augusto Pinochet y ampliando de manera radical los limites de las artes; El tiempo principia en Xibalbá, novela de Luis de Lión (Guatemala). Se trata de la novela de una persona de origen maya, donde se desarrolla una visión extrema de la vida en una sociedad fragmentada y violenta, donde la sexualidad manifiesta toda su carga de poder y dominación; las crónicas de Pedro Lemebel (Chile), registro fiel de su posición como artista queer, irónicas y feroces piezas que desmantelan la moral burguesa chilena. Fundador del colectivo Las yeguas del Apocalipsis, Lemebel realizó diversas intervenciones urbanas; Los cuentos de Marcelino Freire (Brasil), escritor que desde los años 90 trabaja la oralidad de los que no tienen voz y de lo políticamente incorrecto, trazando en sus textos un lenguaje directo, que prescinde de ornamentos, discursos contradictorios, donde habla lo que no quiere ser escuchado; sobre los años 2000, serán presentados los trabajos de las artistas Alessandra Cestac (Brasil) y Regina Galindo (Guatemala), que exploran el propio cuerpo como material poético, exponiendo sus distorsiones, dolores y la usurpación de lo femenino, la usurpación de lo humano.

{r} Están todos invitados, incluso los que se sienten así más normalitos, pa’ que nos entiendan.

{s} Dentro de poco se dejará sentir una avalancha de sujetos poéticos (anómalos muchos de ellos) pelas ruas de Sâo Paulo. O festival latinoamericano de poesia, FLAP (1 al 8 de agosto), traerá a muchos amigos de América Latina para hacer lecturas y debatir sobre a poesia y los nuevos medios, cómo se transforma el habla poética en los nuevos soportes virtuales, el mundo de la web 2.0 y las relaciones entre poesía e mercado editorial, marketing y publicidad. A lingua oficial será o portuñol, el cual ya manejo a la perfección. Según la nota de Elisa Andrade Buzzo “a programação inclui debates sobre música (”Zona Franca v: o rap atura a literatura (e vice-versa)”, se destaca a presença em massa de latinos, com mais de vinte escritores (Alan Mills, da Guatemala; Héctor Hernández Montecinos, do Chile; Virginia Fuente, da Argentina; Ernesto Carrión, do Equador; Rodrigo Flores, do México, dentre outros), além dos convidados brasileiros, alguns deles já presentes em outros anos”. Por ahí andaremos, entonces, celebrando la palabra, again.

{t} Viva la conexión! Até mais, caras.

Imágenes: Alessandra Cestac, Cildo Meireles, ww.literaturaguatemalteca.org, fragmento de Purgatorio y afiche de la FLAP por Jozz.

09/06/2008 - 09:39h Marta e cinco ministros de Lula participam de seminário

Marta escala ministros para ajudar campanha

Cinco membros do primeiro escalão do governo Lula participarão de debates com petista

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Clarissa Oliveira – O Estado de São Paulo

Em mais um esforço para aproximar sua imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-ministra Marta Suplicy (PT) vai trazer o governo para dentro do debate sobre os principais problemas da cidade de São Paulo. A convite da petista, cinco ministros de Lula virão a São Paulo nas próximas semanas para discutir alguns dos principais temas que estarão no programa de governo que está sendo desenvolvido pelo PT para as eleições deste ano.

Todas as terças-feiras por um período de cinco semanas, um representante do governo virá à Capital. De acordo com articuladores da campanha de Marta, os debates fazem parte de uma ampla estratégia para aproximar a imagem da pré-candidata petista à do presidente Lula e usufruir ao máximo dos altos índices de popularidade do governo. Um dos principais pontos do plano para a corrida municipal é colocar Marta como a candidata ideal para aprofundar na cidade as mesmas mudanças realizadas pelo governo Lula na esfera federal.

Oficialmente, o convite aos ministros foi feito pelo Diretório Municipal do PT. Mas petistas reconhecem que Marta conversou pessoalmente com cada um para pedir a presença. Além disso, consultou Lula, que deu carta branca para a realização dos eventos.

Adicionalmente, dirigentes do PT avaliam que será possível formar uma “massa crítica” sobre os principais problemas da cidade. Além disso, parte das idéias surgidas nos debates poderá ser aproveitada no programa de governo de Marta, que está em fase de finalização.

O primeiro debate será realizado amanhã, com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, além de Marta e especialistas. Elas discutirão o tema central da campanha: mobilidade urbana, transportes e trânsito.

A base do debate será o projeto de mobilidade para a Copa de 2014, elaborado por Marta quando estava no Ministério do Turismo. A proposta prevê medidas como a construção de 65 km de metrô e 279 km de corredores de ônibus em São Paulo.

No dia 17, Marta receberá o ministro Fernando Haddad para falar sobre educação. No dia 24, será a vez do ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Em 1 de julho, o ministro da Justiça, Tarso Genro, tratará de violência urbana. O ciclo será encerrado com um debate sobre habitação, com o ministro das Cidades, Márcio Fortes.

Zarattini deve ser coordenador

Clarissa Oliveira

O deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), membro do time de aliados da ex-ministra Marta Suplicy na capital paulista, deverá ser o coordenador da campanha petista pela Prefeitura de São Paulo. A escolha, segundo articuladores da candidatura de Marta, será sacramentada em reunião marcada para hoje à noite, pela Executiva Municipal.

Até agora encarregado de coordenar as negociações da campanha de Marta, o vereador e presidente municipal do PT, José Américo Dias, chegou a ser visto como a escolha ideal para a vaga. Américo, entretanto, é candidato a mais um mandato na Câmara Municipal e não poderia se dedicar com o mesmo empenho aos preparativos da disputa pela prefeitura paulistana. Com Zarattini, afirmam petistas, Marta contará com alguém “em tempo integral” na posição.

01/05/2008 - 12:28h Balanço de abril

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No mês de abril o blog teve uma freqüência média de 1.300 internautas por dia, um pico de 1.786 no dia 8 do mês e 825 em 20 de abril. Em relação ao mês anterior, registrou-se um ligeiro aumento dos leitores do blog.

Acessaram o blog em abril pessoas de 99 países diferentes (menos países que no mês de março), a maioria do Brasil, seguidos de Portugal, Estados-Unidos, França, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Argentina, Itália e Suíça.

No Brasil os leitores do blog estão em 198 cidades (um pequeno aumento em relação a março). os mais numerosos são de São Paulo, seguidos de Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Osasco (SP), Curitiba, Porto Alegre, São Caetano (SP) e Campinas. Os menos numerosos são de Itapetininga, São João de Boa Vista, Floriano e Corumbá.

Os comentários têm aumentado muito. Muitos leitores comentam artigos publicados no blog muito tempo atrás. Provavelmente chegam ao blog diretamente na procura de um tema especifico e depois de pesquisar na internet sobre essa temática encontraram este blog.

Um dos artigos com mais comentários reproduzia informações sobre empréstimos para casa própria da Caixa Econômica Federal. Os pedidos de informação especifica, evocados por muitos leitores, não podem encontrar resposta aqui, devem ser feitos diretamente aos organismos responsáveis. Diferentemente de muitos blogs de jornalistas nos grandes portais, eu faço este blog sozinho, sem qualquer ajuda, salvo a colaboração espontânea de alguns leitores que me indicam tal ou qual matéria. Não estou em condição de fazer mais, posso tentar fazer melhor e para isso convido vocês a me transmitir dicas, críticas e conselhos.

Reitero que este blog tem moderador e que não são aceitos comentários injuriosos, caluniadores, homofobicos, antisemitas, xenófobos e racistas. Tenho retirado alguns epítetos de alguns comentários, ou suprimido os que não se enquadram nos critérios do blog.

Para aqueles que gostam acumular adjetivos e agressões, no lugar de idéias, aconselho mudar de endereço para outros horizontes na blogosfera, alguns blogs são abertos a inépcia e a burrice. De vez em quando deixo passar alguns comentários aqui no blog, para mostrar o grau de indigência dos seus autores. Mais os leitores dispostos a debater e se informar não precisam responder aos que só procuram amolar. Ignorar os provocadores e os ignaros é fazer prova de sabedoria. Mas o julgamento é de cada leitor.

Este espaço foi criado para compartilhar leituras e discutir opiniões. Do intercâmbio, da diversidade e da informação, é forjada, penso eu, a opinião de todos nós. Espero que este blog contribua para isso.

LF

09/04/2008 - 19:18h Interesse nacional

Merval Pereira – O Globo

O que vem a ser o “interesse nacional”? Como definir as bases da participação do Brasil num mundo que cada vez mais exige uma integração internacional para o desenvolvimento sustentável? Para tentar responder a essas perguntas e debater a nossa atualidade, está chegando às bancas e livrarias do país a revista “Interesse Nacional”, uma idéia do embaixador Rubens Barbosa, que no número de estréia trava um bom debate com o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, sobre nossa política externa na América do Sul. O conselho editorial da revista é plural, com nomes como o do exportavoz de Lula André Singer, os advogados João Geraldo Piquet Carneiro e Joaquim Falcão, o ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo, o presidente da Bolsa, Raymundo Magliano, o geógrafo Demétrio Magnoli, o sociólogo Sérgio Fausto e o jornalista Roberto Pompeu de Toledo.

Na apresentação, fica definido que “a democracia e a inserção internacional são parte do interesse nacional brasileiro, aquela como valor, esta como objetivo. Se a democracia é um valor que queremos preservar, e se a inserção internacional é hoje, mais do que nunca, uma condição do desenvolvimento, resta perguntar como se inserir no mundo para fortalecer a democracia e promover o desenvolvimento”.

No editorial, os editores defendem que o lugar de um país no mundo global e a sua capacidade de gerar bem-estar às suas populações dependem “das escolhas que ele internamente souber fazer, corrigir ou sustentar, ao longo do tempo, a partir de uma determinada interpretação de seus interesses e valores comuns e de uma certa leitura das oportunidades e riscos que o ambiente externo oferece à sua realização”.

Estaria a política externa brasileira na América do Sul correspondendo às escolhas certas? O embaixador Rubens Barbosa defende que não. Para ele, do ponto de vista do interesse nacional, “não estão claramente identificados nem os objetivos políticos e econômicos do Brasil nem as prioridades para o desenvolvimento de uma agenda brasileira para a região”.

Na sua opinião, o Brasil não parece estar captando corretamente o significado das transformações políticas que estão ocorrendo na região “em função do declarado viés ideológico que norteia a nossa atuação externa.

Assim, nossos interesses estão sendo crescentemente afetados e continuam carentes de uma resposta adequada.

O que vemos é uma agenda que não é a nossa sendo executada por nós”.

Ele atribui essa indefinição à “dualidade de interlocução externa”, dividida entre a assessoria internacional da Presidência da República e o Itamaraty, que “tem tornado mais difícil a formulação de uma política externa clara para a América do Sul, visto que, em muitos casos, o profissionalismo diplomático é deixado de lado e substituído por motivações políticopartidárias e ideológicas que nem sempre coincidem com os interesses nacionais mais permanentes”.

A disputa pela liderança regional com a Venezuela e a construção de uma imagem de parceiro generoso e não imperialista levaram o governo brasileiro, analisa Barbosa, “a distribuir ajuda financeira e prometer investimentos, nem sempre podendo compatibilizar as iniciativas bilaterais dentro de uma estratégia de integração”.

Já o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, defende o ponto de vista de que o Brasil optou “por uma associação com países de seu entorno, com os quais comparte história, valores e possibilidades de complementação econômica”.

Por essa razão, diz ele, a América do Sul, transformouse em prioridade de sua política externa. “Essa opção decorre da percepção brasileira acerca das potencialidades da América do Sul no mundo de hoje, mas, sobretudo, no de amanhã”.

Ele passa a enumerar as razões dessa prioridade: “O continente tem o maior e mais diversificado potencial energético do planeta, se levarmos em conta suas reservas hidrelétricas, de gás e de petróleo, além de sua capacidade de produção de biocombustíveis.

A América do Sul possui a maior reserva de água doce do mundo”.

“Sua agricultura ocupa lugar de destaque, não só pela extensão e fertilidade de suas terras, como pelos avanços científicos e tecnológicos alcançados nos últimos anos. Suas jazidas minerais são enormes e diversas”.

Marco Aurélio Garcia ressalta que “para um mundo que se mostra (e se mostrará mais ainda) ávido de energia, água, alimentos e minérios, os fatores antes alinhados mostram quão relevante pode ser a contribuição da região para o desenvolvimento da humanidade. Some-se a tudo isso a rica biodiversidade do continente, o tamanho de sua população, a extensão e a diversidade de seu território e clima”.

O assessor especial da Presidência destaca, claramente defendendo a Venezuela, que “América do Sul conseguiu superar a era das ditaduras. Todos os seus atuais governos foram eleitos em pleitos marcados pela lisura e pela amplitude da participação popular”.

Para ele, “a efervescência social que se pode detectar em alguns países é expressão da incorporação recente de milhões de homens e mulheres — antes excluídos da cidadania real — na vida política.

Isso explica, em grande medida, os choques desses novos personagens com a obsolescência dos sistemas políticos e instituições herdadas do passado”.

O ingresso da Venezuela no Mercosul pode representar uma mudança qualitativa no bloco, afirma Garcia. A alegada “instabilidade” da Venezuela deve ser vista, segundo ele, como uma razão suplementar para apressar o ingresso desse país no Mercosul. “Devese a todo custo evitar o isolamento de Caracas do contexto sulamericano”.

09/04/2008 - 05:27h Argumentos

metro_vagoes.gifrodoanel2.jpg
Metrô e Rodoanel de São Paulo, com dinheiro do governo Lula

por Carlos Zarattini

Tenho acompanhado o debate sobre transporte no seu blog e me impressionaram muito as afirmações do leitor Sérgio. Ele desconhece as questões centrais que envolveram nossa administração no setor e faz várias afirmações errôneas.

1) No nosso primeiro orçamento de fato abrimos a rubrica para investimento no Metrô porque queríamos buscar formas criativas de levar recursos para esse meio de transporte fundamental para a cidade. Buscamos dialogar com o Governo do Estado para efetivar essa decisão através de operações urbanas que capturassem recursos da valorização imobiliária advinda das novas linhas. Tivemos pouca colaboração. Insistimos e conseguimos incluir no projeto da Linha 4 a estação Vila Sônia – que não estava prevista – e nos dispusemos a investir nela R$ 50 milhões quando a obra se iniciasse. Como todos sabem isso só aconteceu em 2004, último ano de nosso governo. Mais tarde, aprovamos no Plano Diretor Estratégico a Operação Urbana Vila Sônia que efetivaria esse recurso.

2) É bom lembrar que em 2004 nosso orçamento foi cerca de R$ 12 bilhões e agora em 2008 é de R$ 25 bi. E também, que assumimos a Prefeitura totalmente arrombada financeiramente pelo Governo Pitta.

3) Também propusemos a implantação em conjunto do Bilhete Único. O Estado recusou alegando que implantaria o Metrocard antes. Até hoje isso não aconteceu e só concordaram em implantar o BU no Metrô com Serra na Prefeitura para promovê-lo na sua candidatura ao governo estadual.

4) Dizer que os corredores são um lixo é apenas adjetivo. Na verdade, os corredores ESTÃO um lixo por falta de cuidados e manutenção da atual gestão. Aliás é só comparar a qualidade urbanística das Avenidas 9 de julho, Ibirapuera, Rebouças antes e depois dos corredores. Procurem nas fotos antigas se a memória não ajudar.

5) Quanto ao Rodoanel, o Governo Federal está investindo R$ 1 bilhão nessa obra. E investe na medida em que ela é feita, aliás só começou agora. Ou os tucanos querem que o dinheiro seja adiantado????

6) O Governo federal investiu a fundo perdido R$ 220 milhões no Fura-Fila (linha Sacomã) e vai investir mais R$ 200 para chegar até a Cidade Tiradentes (essa obra do Viaduto Gangorra).

7) Também já está vindo de Brasília R$ 270 milhões para a Linha 2 do Metrô. Isso pela primeira vez na história!!!

Os tucanos estão há 14 anos no Governo do Estado e há 4 na Prefeitura. O Metrô nesse período cresce a uma velocidade de 800 metros por ano. A menor da sua história. A cidade está enfrentando o caos por falta de pla-ne-já-men-to. Aquela palavra tão falada pelos tucanos, campeões da racionalidade…e da falta de iniciativa.

Carlos Zarattini é deputado federal do PT e ex-secretário municipal de transporte na administração Marta Suplicy

07/04/2008 - 14:43h Interesse Nacional, uma nova revista de debates

Chega ao mercado editorial brasileiro, em fins de março, uma publicação inédita com textos de economistas, diplomatas, sociólogos, políticos, jornalistas e especialistas em temas como meio ambiente, economia, política social, política industrial e inovação, educação, segurança pública, tráfico de drogas e de armas, cultura da transgressão e política externa.

A revista Interesse Nacional, que tem em seu conselho editorial 25 membros, circulará no dia 8 de abril e será lançada em São Paulo, no dia 16 de abril, num seminário sobre a Globalização e o Interesse Nacional do Brasil: uma agenda para o futuro, no Instituto Norberto Bobbio. A revista também será apresentada em Belo Horizonte, no dia 8 de maio, com debate no Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais e Brasilia, no dia 14 de maio.

Interesse Nacional, com periodicidade trimestral (quatro números ao ano), defende uma orientação editorial diversificada, como convém a um país complexo e multifacetado como o Brasil. Seu objetivo é o de acolher as múltiplas visões que possuem sobre os destinos do País os diferentes grupos sociais e os vários interesses regionais. Em lugar de se bater pela convergência de opiniões, ela pretende, justamente, promover um grande debate de idéias, de propostas, de soluções aos problemas brasileiros, acima de posições partidárias ou ideológicas. Seu único compromisso, como confirmado pela escolha do nome, é com os interesses nacionais do Brasil, múltiplos como convém a uma sociedade democrática, inserida de formas diversas no cenário internacional.”

A revista vem para ocupar um espaço ainda não preenchido no mercado editorial brasileiro, pois se trata de uma publicação que fica entre o jornalismo e o texto acadêmico, uma mistura que facilita o aprofundamento dos temas sem a necessidade de apresentá-los como uma tese acabada. De tal forma, que o leitor possa entender, em relação a cada uma das questões em pauta, o que está em jogo e quais as posições mais relevantes sobre o que fazer e como fazer para beneficiar o País numa perspectiva de longo prazo.

Seu único compromisso é com o debate qualificado de idéias e com a relevância das questões levantadas, na intersecção crescente entre os assuntos domésticos e internacionais, terá uma tiragem de dois mil exemplares e será vendida em livrarias (Cultura, Vila, Siciliano, La Selva) e por meio de assinaturas.

A revista pretende atingir os meios político, acadêmico, empresarial e a mídia.

No Brasil, a idéia de se discutir os principais assuntos políticos e econômicos, do ponto de vista dos interesses nacionais, ainda não se firmou com a força necessária. Em países mais ativos na definição de estratégias de inserção no mundo global, a noção de interesse nacional permeia os embates parlamentares, as disputas eleitorais, o debate público em geral.

O primeiro número de Interesse Nacional trará oito artigos:

1e 2) “O que é o interesse nacional do Brasil hoje?” – textos de Luiz Gonzaga Belluzzo e Gustavo Franco.
3 e 4) “A política externa do Brasil na América do Sul e o ingresso da Venezuela no Mercosul” – textos de Marco Aurélio Garcia e Rubens Barbosa.
5) “A posição brasileira no pós-Kyoto” – Embaixador Everton Vargas.
6) “TV Pública ou TV Estatal?” – Eugênio Bucci.
7) “Capital estrangeiro no ensino superior: ameaça ou oportunidade?” – Cláudio Moura Castro.
8) “Judiciário: a reforma possível e relevante” – Joaquim Falcão.

São membros do Conselho Editorial:
André Singer, Berta Becker, Carlos Eduardo Lins da Silva, Cláudio Lembo, Cláudio Moura Castro, Daniel Feffer, Demétrio Magnoli, Eduardo Giannetti da Fonseca, Eliézer Rizzo de Oliveira, Eugênio Bucci, Fernão Bracher, Gabriel Cohn, Glauco Arbix, João Geraldo Piquet Carneiro, Joaquim Falcão, José Luis Fiori, Leda Paulani, Luiz Carlos Bresser Pereira, Raymundo Magliano, Renato Janine Ribeiro, Ricardo Carneiro, Ricardo Santiago, Roberto Pompeu de Toledo, Rubens Barbosa e Sérgio Fausto.

Os jornalistas interessados em obter mais informações sobre a revista podem escrever para leonardo@rbarbosaconsult.com.br ou ligar para 3039-6332.

Rubens Barbosa,
Editor-responsável

20/02/2008 - 15:53h Debater, sem perder a ternura… sempre!

O artigo de Alexandre Schwartsman reproduzido neste blog (“Doença holandesa” ou amnésia? ) provocou algumas reações. Eu mesmo postei um comentário, assim como o próprio autor do artigo.

Aproveito para reiterar que este espaço esta aberto ao debate, a discussão e aos comentários, mas não aos impropérios, insultos e agressões. Uma paixão excessiva ou adjetivação desnecessária podem comprometer uma discussão importante e a desqualificação não deveria ser um argumento.

A moderação permite resfriar os ardores dos mais exaltados e preservar a democracia e a liberdade de expressão deste blog. LF