29/07/2008 - 12:30h Acessibilidade e informação são desafios para pessoas com deficiência
Agência Brasil – JB
BRASÍLIA – O Brasil precisa de cidades acessíveis, de escolas inclusivas e de mais informação sobre direitos para pessoas com deficiência. Os desafios foram listados na durante abertura da Segunda Reunião do Comitê para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas com Deficiência da Organização dos Estados Americanos (OEA).
No encontro, que começou nesta última segunda-feira e vai até sexta-feira (1º), representantes de 34 países das Américas se reúnem para avaliar e monitorar as políticas de combate ao preconceito contra pessoas com deficiência e a implementação da chamada Convenção da Guatemala.
Para o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência, Alexandre Baroni, nos últimos anos o Brasil “avançou a passos largos” no respeito às pessoas com deficiência, mas a falta de informação ainda é um entrave para o acesso aos direitos.
- É preciso uma ação muito grande de informação, porque muitas pessoas com deficiência, e suas famílias, ainda não conhecem os seus direitos e, por conseqüência, [têm esses direitos] violados, não porque querem, mas porque os desconhecem – disse.
Segundo Baroni, é preciso incluir a questão da pessoa com deficiência na agenda política dos governos com garantia de investimentos.
- Porque muitas vezes a política sem o recurso não vale – completa.
O secretário especial de Direitos Humanos em exercício, Rogério Sottili, citou os avanços do país nesse segmento, como a recente ratificação da Convenção da Organização das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, mas reconheceu que o Brasil ainda deve muito a esses cidadãos.
- Devemos cidades acessíveis, escolas inclusivas, que sejam acessíveis, hospitais acessíveis e, acima de tudo, o respeito que as pessoas com deficiência merecem. Muito já foi feito, mas a demanda reprimida é de séculos, é um país injusto. As pessoas com deficiência sempre foram vistas como um problema para a sociedade, para o desenvolvimento do país e isso se desmonta com muita luta da sociedade civil e determinação dos governos – disse.
Vítima de paralisia infantil aos três anos, a analista de gestão Flávia Vital, que participa do encontro da OEA como representante da sociedade civil, lembrou que mesmo em áreas em que o país já avançou na legislação, como a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, é necessário aperfeiçoamento.
- Hoje em dia, com a Lei de Cotas, as pessoas com deficiência dificilmente fazem parte do plano de carreira da empresa. Contratam a pessoa com deficiência para cumprir a legislação e colocam ela no subemprego. Argumentam que não [há] pessoas qualificadas, mas no nosso país a falta de capacitação não é uma característica da pessoa com deficiência, é só olhar os dados do Ministério da Educação -.
Representante do Movimento de Vida Independente, Flávia relatou que na maioria das empresas a necessidade de modificações de infra-estrutura ou compra de materiais para garantir acessibilidade a pessoas com deficiência são vistas como custos e não como investimentos.
Ao final do encontro, especialistas vão indicar quais foram os avanços e as próximas ações a serem desenvolvidas no combate ao preconceito contra as pessoas com deficiência em cada um dos países signatários da Convenção.
06/07/2008 - 22:07h Leite: tomar ou não tomar, eis a questão…

Dilema de mamífero
Especialistas se dividem sobre tomar leite na idade adulta: para uns, é fundamental; para outros, prejudicial à saúde
Antônio Marinho – O Globo
A polêmica em relação aos benefícios do leite para a saúde de adultos parece não ter fim. De um lado estão os mais radicais, como o Comitê para Educação de Laticínios nos Estados Unidos, que condenam o alimento e o classificam como um veneno capaz de causar cânceres. Do outro, especialistas que afirmam que o leite é bom até para o coração por ser rico em cálcio, proteína e vitaminas.
O único consenso, pelo menos entre nutricionistas, é que ele faz bem quando usado de forma adequada.
Além de anti-hipertensivo, o leite teria efeito reidratante após exercícios, segundo a revista “British Journal of Nutrition”.
Outro estudo mostrou que ele proporciona maior crescimento muscular em comparação com uma bebida de proteína de soja.
— O cálcio ajuda a controlar a pressão. O efeito na massa muscular é associado à boa qualidade dos seus aminoácidos — diz Virgínia Nascimento, diretora da Clínica de Orientação Nutricional.
Mineral é essencial para a contração cardíaca Para Vilma Blondet, do Departamento de Nutrição e Dietética da UFF, não precisamos especificamente de leite, mas do cálcio. E ele pode ser obtido em iogurtes, queijos e outros laticínios. A recomendação para crianças de 1 ano a 3 anos é de 500mg / dia ; de 4 anos a 8 anos é de 800mg/dia; de 9 anos a 18 anos é de 1.300mg/dia.
— No adulto é de 1 mil mg/dia (quatro copos de leite).
Como qualquer nutriente, em excesso é prejudicial. O abuso de cálcio, por exemplo, pode formar cálculos renais — diz Vilma.
Com relação à ação anti-hipertensiva do cálcio, Vilma diz que há controvérsia e não se receita suplementação do mineral nesses casos: — Parece haver correlação entre hipertensão e dieta com menos de 600mg/dia de cálcio.
Hipertensos devem fazer alimentação rica nesse mineral.
A contração muscular, inclusive cardíaca, também precisa de cálcio, segundo Ana Beatriz Rique, co-autora de “Alimentação saudável, tabela de equivalências” (Tecmedd): — Um dos benefícios de consumir laticínios é que eles aumentam a saciedade por mais horas. E muitas pessoas intolerantes à lactose se dão bem com iogurte e queijos.
Mariana Schievano Danelon, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP, lembra que o “Guia Alimentar para a População Brasileira”, do Ministério da Educação, recomenda o consumo diário de três porções de leite e derivados. São a melhor fonte de cálcio, mas outros alimentos têm esse mineral, como as verduras escuras, soja, amêndoas, sardinha e laranja.
E apesar de alguns pesquisadores dispensarem o leite em adultos, Mariana diz que ele é essencial para a massa óssea, tendo em vista que há perda de minerais pela urina: — Cerca de 99% do cálcio no nosso organismo está nos ossos e nos dentes. E 1% encontrase no plasma, exercendo funções como coagulação e contrações musculares. Quando os níveis de cálcio começam a baixar no sangue, ele é retirado dos ossos.
O alerta é importante. Um estudo de 1996 em cinco cidades brasileiras continua atual, segundo Mariana. Ele revelou que 48,9% dos homens e 61,3% das mulheres acima de 18 anos ingeriam pouco cálcio. E levantamento recente, de abrangência nacional, da Faculdade de Saúde Pública da USP, confirmou a reduzida ingestão do mineral no país: 700mg, quase metade das necessidades diárias.
Argumentos contra o leite são antigos. O humano adulto não foi programado para digerir este alimento. Isto só ocorreu com adaptações da espécie.
Um estudo britânico na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” comprovou que o homem neolítico tinha deficiência do gene da enzima da lactase. Ela quebra as moléculas de lactose (açúcar natural do leite) na digestão.
Sem o gene nossos ancestrais sofriam de intolerância.
A pesquisa foi feita em esqueletos de adultos que viveram na Europa entre 5.480 a 5 mil a.C.
A Humanidade surgiu na África há 200 mil anos e ficou restrita a este continente por dois terços de sua história evolucionária, só tendo saído de lá há 60 mil anos, lembra o professor Sérgio Danilo Pena, da UFMG e do GENE — Núcleo de Genética Médica.
Durante esse período, os humanos eram intolerantes à lactose após o desmame.
Com a domesticação do gado na Europa nos últimos sete a dez mil anos, a capacidade de digerir lactose passou a ser significativa, seletiva, porque o leite era fonte de calorias, proteína e cálcio.
Hoje não temos mais limitações de aporte de calorias e proteínas, a não ser em populações carentes.
— Com abundância de outras fontes de nutrientes, o leite integral perde importância porque contém de 3% a 4% de gorduras animais que aumentam o colesterol. Por outro lado, o desnatado é boa fonte de cálcio para adultos — diz.
A evolução não acabou de vez com a intolerância ao leite, incômodo que afeta metade dos adultos. Hoje já existem até produtos sem lactose.
Outra queixa é a alergia causada pela principal proteína do leite (a caseína), mal que atinge até 5% das crianças. E não são os problemas mais graves.
Segundo o Comitê para Educação de Laticínios, o leite destrói células. Eles até criaram o site www.notmilk.com para alertar os consumidores.
Porém, estudos sobre malefícios do leite precisam de mais análises.
Assim como são inconclusivos dados sugerindo que o alimento reduz o risco de síndrome metabólica (diabetes, aumento de gorduras no sangue e hipertensão). A hipótese foi apontada em artigo na “Journal of Epidemiology and Community Health”. Médicos do Brigham and Women’s Hospital também defendem o leite, e afirmam que meio litro por dia reduz em 12% o risco de câncer de intestino, graças ao efeito protetor do cálcio.
Saiba mais sobre o alimento
NUTRIENTES: O leite é uma das melhores fontes de cálcio e energia, contém proteínas de alto valor biológico e vitaminas lipossolúveis como a D (essencial para a absorção do cálcio) e A (auxilia no crescimento e desenvolvimento ósseo, manutenção da visão normal e na imunidade), e hidrossolúveis, como a B1 e B2 (importantes para a integridade do sistema nervoso e uso de proteínas, gorduras e carboidratos). O leite integral contém 3,5g de gordura em 100ml; o semidesnatado contém até 2g de gordura e o desnatado até 0,5g. Adultos devem optar por desnatados. Para gestantes e crianças recomendase o leite integral, que possui maior quantidade de vitaminas A, D, E e K.
PROTEÇÃO CONTRA DOENÇAS: A professora Mariana Danelon diz que alguns estudos, na maioria epidemiológicos (avaliam a relação entre os hábitos alimentares e a incidência de doenças na população), associam o consumo de leite à redução de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, câncer no intestino e obesidade. Mas o mecanismo pelo qual o leite propiciaria esses benefícios ainda não está totalmente esclarecido.
A seqüência de aminoácidos das proteínas do leite, a cadeia de ácidos graxos poliinsaturados (presentes no leite materno), as propriedades das proteínas do soro do leite e o cálcio teriam ação contra as doenças crônicas.
06/05/2008 - 13:39h Doença que não dá IBOPE faz vítimas, mas fica fora do radar da mídia

AGNER, A MÃE NILCÉA E A IRMÃ LILIAN
por Conceição Lemes – Blog de Azenha
Há décadas 8 de maio é o Dia Mundial da Talassemia. A proposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que este 8 de maio, quinta-feira, seja o Dia Mundial das Hemoglobinopatias, englobando a anemia falciforme. São doenças decorrentes de alterações genéticas da hemoglobina, a proteína que, dentro dos glóbulos vermelhos do sangue, “carrega” o oxigênio para todo o organismo. Definitivamente, a OMS incluiu a anemia falciforme em suas prioridades.
Nos dias 9 e 10, o diretor do Programa de Genética Humana da OMS, Victor Bulygin, se reunirá, em Campinas, interior de São Paulo, com organizações governamentais e não-governamentais para discutir uma proposta de diretrizes para os próximos cinco anos. A grande preocupação é o acesso dos portadores de hemoglobinopatias à medicina de qualidade, para prevenir as complicações e o melhor controle dos distúrbios. A anemia falciforme é a doença hereditária mais prevalente no mundo, inclusive no Brasil. É um problema de saúde pública, ainda não tem cura e pode afetar quase todos os órgãos. Atinge principalmente afro-descendentes.
É o caso de Agner Eduardo Gomes da Silva. “Aos 2 anos de idade, percebi que não acompanhava a irmã nas brincadeiras. Vivia cansado, febril e olhos lacrimejantes. Certa vez, a mãozinha inchou. O médico achou que um bicho havia mordido e engessou o bracinho dele”, relembra a mãe Nilcéa Gomes da Silva, 54. “Na segunda vez, prescreveu pomada e antitérmico. Acabei indo num médico particular, que suspeitou de anemia falciforme. O teste confirmou.”
Até os 18 anos, Agner foi tratado no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo. De lá para cá, no Ambulatório de Hemoglobinopatias do Serviço da Hematologia e Hemoterapia da mesma instituição. “Nas aulas de educação física, sempre joguei bola menos tempo do que meus colegas. Aos 11, fiz cirurgia para retirar cálculo renal”, recorda-se. “Aos 18, comecei a ter crises de priapismo [ereção prolongada, dolorosa], que, agora, com medicação, cessaram. De vez em quando, sinto bastante cansaço, dores fortes de cabeça e nas costas.”
Agner tem 29 anos, cursa o último ano da faculdade de Direito e estagia em uma operadora de planos de saúde. Cristelene, sua noiva, já fez avaliação genética. O exame deu negativo. A realidade brasileira, porém, é outra.
21/04/2008 - 08:58h 14 anos de governo tucano com falta de planejamento e pouco investimento: Metrô de SP é mais lotado que o de Tóquio
Ocupação já atinge níveis até 50% acima do limite aceitável de conforto dos usuários, segundo dados da própria empresa
Na linha 3, os vagões passaram a receber, em 2007, 9 usuários por metro quadrado nos picos da manhã, contra 7,5 em 2005
Antônio Gaudério/Folha Imagem

Usuários esperam o fechamento das portas em vagões superlotados
da linha 3-vermelha, a mais populosa do mundo em número de
passageiros por quilômetro
ALENCAR IZIDORO
EVANDRO SPINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL
JOÃO PEQUENO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A superlotação no metrô de São Paulo não pára de subir, já atinge níveis até 50% acima do limite aceitável de conforto dos usuários e já supera a situação das redes sobre trilhos mais movimentadas do mundo, como Tóquio e Moscou.
Na linha 3-vermelha (Leste/ Oeste), a mais movimentada da malha paulista, os vagões que, em 2005, acumulavam nos picos da manhã 7,5 passageiros por m2 passaram a receber 9 por m2 desde 2007, segundo dados do próprio metrô -embora, pela previsão, devessem abrigar no máximo 6 por m2.
Enquanto o metrô paulista teve em torno de 10 milhões de passageiros por quilômetro de linha no último ano, em Tóquio a média foi de 8,3 milhões, segundo um levantamento do consultor Peter Alouche, que trabalhou mais de 30 anos no metrô de São Paulo.
A piora no aperto dentro dos trens se repete no restante do sistema e contribui com os atrasos dos mais de 2 milhões de clientes diários do metrô.
A Folha percorreu durante quatro dias, na última semana, um mesmo trajeto da zona leste à av. Paulista e comprovou alguns motivos da insatisfação.
Diante da superlotação nos vagões e nas plataformas, às vezes só é possível embarcar na sexta composição que passa por estações como Sé ou Carrão. E, por conta também de outros obstáculos, a demora da viagem nos horários de pico é até 60% superior ao normal.
Na linha 2-verde, a mais nobre do metrô de São Paulo, a velocidade média dos trens neste ano caiu quase 10%.
Já a linha 1-azul (Norte/Sul), a mais antiga, tem se sobressaído mesmo é por interferências na frota ou na via que prejudicam a circulação por mais de cinco minutos: ela é responsável por 75% desses casos, embora seja só um terço da rede.
Em janeiro de 2008, ocorreram quatro panes técnicas em menos de duas semanas.
Reprovação
O reflexo de deficiências como essas também pode ser lido na última pesquisa do Datafolha, que verificou uma piora significativa na avaliação que a população faz do metrô -transporte que sempre foi um orgulho do paulistano.
Enquanto os congestionamentos pioram e a expansão do sistema sobre trilhos é citada como uma das saídas, a malha do metrô nunca desagradou tanta gente, a ponto de a classificação dos que a consideram ruim ou péssima quase dobrar em quatro meses, de 8% para 15%, a mais alta taxa de reprovação no histórico da pesquisa.
É verdade que a aprovação segue predominante e com larga vantagem -54% de bom ou ótimo. Mas ela também é a pior desde 1997 e, quatro meses atrás, chegava a atingir 65%.
O levantamento do Datafolha, com 1.089 entrevistas e margem de erro de três pontos para mais ou para menos, foi realizado em 25 e 26 de março.
O resultado não surpreende técnicos, mas preocupa: tanto pelo desconforto dos usuários como pelo risco de incidentes/ acidentes como pela impossibilidade de melhoria significativa no curto prazo.
A principal explicação para a deterioração é a explosão do número de passageiros, motivada pela integração do bilhete único com os ônibus, aquecimento da economia e aumento da renda das classes baixas.
Em dois anos, a quantidade de usuários do metrô, que já estava saturado, saltou 19%. O resultado imediato é a superlotação dos vagões nos picos.
“Diminui a freqüência de manutenção para ter mais trens, ocorrem mais falhas. Estamos num caos porque a infra-estrutura não foi feita antes”, afirma Manoel da Silva Ferreira Filho, presidente da Aeamesp (associação de engenheiros e arquitetos do metrô).
“O conforto diminuiu, mas, por outro lado, nunca tanta gente teve acesso a esse transporte”, afirma Arnaldo Luís Santos Pereira, especialista e ex-diretor da companhia.
O presidente da Emplasa (empresa de planejamento metropolitano), Jurandir Fernandes, ex-secretário dos Transportes Metropolitanos, afirma que a deterioração era “previsível” a partir da integração com os ônibus pelo bilhete único.
“Sabíamos que iria cair a qualidade do conforto. Mas, no balanço social, foi positivo”, afirma ele, para quem é ilusória a idéia de que somente a construção de mais linhas de metrô resolveria a superlotação.
“É preciso discutir aceleradamente um uso do solo mais equilibrado”, afirma ele, em referência à necessidade de aproximar as moradias dos locais de trabalho, evitando os trajetos diários de longas distâncias.
Embora o fenômeno “sardinha em lata” não seja exclusivo de São Paulo, o levantamento do consultor Peter Alouche mostra que a rede paulista está entre as mais cheias do mundo.
O patamar no último ano, em torno de 10 milhões de passageiros por quilômetro de linha, esteve próximo do de Hong Kong (10,4 milhões) e acima do de Moscou (8,9 milhões), Tóquio (8,3 milhões), Paris (6,2 milhões), Nova York (3,1 milhões), Madrid (2,8 milhões) e Londres (2,3 milhões).
27/09/2007 - 19:55h Censo aponta que 14,5% da população é portadora de alguma deficiência
O Censo 2000 revelou que 14,5% da população brasileira era portadora de, pelo menos, uma das deficiências investigadas pela pesquisa. A maior proporção se encontrava no Nordeste (16,8%) e a menor, no Sudeste (13,1%). A nova publicação traz o número absoluto de cegos e surdos no País. Em 2000, existiam 148 mil pessoas cegas e 2,4 milhões com grande dificuldade de enxergar. Do total de cegos, 77.900 eram mulheres e 70.100, homens. Dos 9 milhões de portadores de deficiência que trabalhavam, 5,6 milhões eram homens e 3,5 milhões, mulheres. Mais da metade (4,9 milhões) ganhava até dois salários mínimos. No aspecto educacional, em 2000, a taxa de alfabetização das pessoas de 15 anos ou mais de idade era de 87,1%. Já entre os portadores de, pelo menos, uma das deficiências investigadas era de 72,0%. Do total de pessoas de 15 anos ou mais de idade sem instrução ou com até 3 anos de estudo, 32,9% eram portadoras de alguma deficiência. Boletim em questão



