05/10/2009 - 18:21h Delacroix no Wallarte
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Delacroix Ferdinand Victor Eugène – França 1798/1863
Delacroix registrava em seu famoso diário com beleza literária, impressões croquis ou esboços iniciais, que depois, vinha enriquecendo com novos elementos. Sobre seu método de trabalho, escreveu:
_”Quando vejo o 2° croqui, de fato, quase copiado do anterior, mas no qual minhas intenções estão mais claras – tirando as coisas inúteis e introduzindo, por sua vez esse grau de elegância que sentia necessário para alcançar a impressão do tema – O 1° me é insuportável.”
_ ”O belo tão difícil de encontrar é ainda mais difícil de traduzir.”
Como os hábitos, como as idéias, ele sofre todo o tipo de metamorfose. Considerado o maior pintor romântico da França, Delacroix iniciou sua formação artística no atelier neoclássico Pierre Guérin (amigo de Gericault) e estudou os grandes quadros de batalhas do Barão de Grós. Experimentou também, aquarela e a gravura…
Estudos -Garanhão e égua (bico de pena)
Suas obras baseiam-se na construção triangular ou diagonal, tão utilizada na renascença e no barroco, por pintores como Veronese e Rubens.
Delacroix gostava de abordar temas literários e patrióticos entre os quais “A Liberdade Guiando o Povo (1831), verdadeiro manifesto do novo romantismo revolucionário, exaltando a revolução de 1830.
A viagem para Marrocos em 1832, e o regresso através da Espanha, colocam em sua paleta novas cores vivas e luminosas.
Na costa africana, o pintor estuda a natureza, os homens, seus costumes, suas festas coloridas.
Delacroix executou também grandes ciclos de trabalho em Paris, entre os quais as alegorias do Palácio Bourbon e o teto da Galeria de Apolo, no Louvre.
Essencialmente romântico Delacroix, atormentava-se diante do realismo que começava a ser introduzido nas artes de seu tempo. Não via mais nada além das ilusões que pretendia criar com a pintura.
_”Elefantes, rinocerontes, hipopótamos, animais estranhos. Que variedade prodigiosa de animais, e que variedade de espécies, formas e destinos”!
Sem falar dos imponentes cavalos que ele pintou desde a juventude – “os cavalos de Delacroix”. – destacam-se dos que foram pintados e desenhados por artistas de todas as épocas, por duas características principais: – seus cavalos são sempre apanhados em movimento, empinados, na confrontação entre guerreiros, em luta com outros animais, ou enquanto rolam pelo chão feridos e geralmente estão aos pares, um diante do outro; ou um ao lado do outro, como na intitulada obra – “Cavalos que saem do mar”._ Aqui Delacroix coloca os dois fogosos animais em contra posição, mas numa relação de reciprocidade, onde um é a imagem do outro, o que acentua a profundidade da obra.Seus cavalos podem ser considerados figuras épicas extraordinárias. Eles são vistos na concepção romântica do pintor, como símbolo da elegância, por suas linhas arrojadas e significativos tons de pelagem. E traduzem no ímpeto do próprio movimento a paixão que anima a pintura deste grande mestre.
Apesar de longe da representação real, a imagem desses cavalos transmitem uma “notável sensação de realidade”. Vendo esses animais, tem-se a impressão de vida, de poder cavalgá-los, puxar-lhes as rédeas, e até sentir-lhes o cheiro. É um realismo que o autor alcançou, sem procurar a exata imitação, mas colocan
Romântico, misterioso, sentia-se profundamente solitário – onde dizia: “Tenho dois, três, quatro amigos e sou obrigado a ser um homem diferente com cada um deles, ou melhor, a mostrar a cada um, a face correspondente. Esta é uma das maiores misérias; não poder nunca ser conhecido e sentido por inteiro por um mesmo homem. E quando penso nisso, creio que é a soberana chaga da minha vida.”
O atelier agora está completamente vazio. Este lugar que se viu rodeado de todo tipo de pintura, dentre as quais, muitas agradavam e despertavam uma lembrança ou uma emoção-mas fica aqui registrado, um pensamento de Cézanne sobre Delacroix: -“É a paleta mais bonita da França! Não há ninguém sob o céu que possua a vibração de suas cores!.
Postado por wallper.lima




Sa posture n’est pas – comme chez d’autres artistes de sa génération – le simple reflet d’une époque en pleine mutation, mais un élément moteur, constitutif de son projet pictural. Il opère depuis sa première grande composition à sujet allégorique, Derniers Moments (1896), jusqu’aux dernières toiles d’après Vélasquez, Titien et Rembrandt, où règnent sous les masques de mousquetaires, musiciens et matadors, le motif d’un autoportrait obsessionnel. La période des « variations » d’après Delacroix, Vélasquez ou Manet (1950-1962), forme l’épisode le plus connu et explicite de cette démarche de relecture critique qui traverse l’ensemble de son œuvre.L’exposition Picasso et les maîtres présentée aux Galeries nationales du Grand Palais se veut un premier bilan. Quelque 210 œuvres se trouvent rassemblées pour l’occasion, issues des collections les plus prestigieuses, publiques et privées, nationales et internationales.Confrontant passé et présent, au-delà des ruptures stylistiques et des innovations formelles, l’exposition présente dans un parcours croisant approches thématique et chronologique, au gré de la peinture de Picasso et en la prenant pour seul guide : Greco, Vélasquez, Goya, Zurbarán, Ribera, Melendez, Poussin, Le Nain, Dubois, Chardin, David, Ingres, Delacroix, Manet, Courbet, Lautrec, Degas, Puvis de Chavannes, Cézanne, Renoir, Gauguin, Douanier Rousseau, Titien, Cranach, Rembrandt, Van Gogh. Espagnols, Français, Italiens, Allemands, ces peintres forment la trame plurielle d’un motif serré où la peinture apprend de la peinture.Un cannibalisme pictural sans précédent est à l’œuvre dans la démarche de Picasso qui érige en système, la peinture de la peinture.En rupture avec les procédés académiques de transmission et de reproduction de la tradition – copie, paraphrase, citation – cette méthodologie nouvelle place la peinture au cœur de la connaissance du monde. Transposition, mimétisme, détournement, dénaturation forment quelques unes des figures de la stratégie déployée par Picasso à l’égard de ses peintres deprédilection. Il aura ainsi fécondé le modus operandi de la création moderne et contemporaine, la tirant aussi parfois du côté de la duplication perverse, de l’ironie et du pastiche.Anne Baldassari, Extrait de l’introduction au catalogue de l’exposition Pablo Picasso et les maitres

