14/01/2008 - 09:14h Alckmin bate pé por candidatura



Jornal da Tarde – O Estado de São Paulo


Apesar de FHC sugerir que ele dispute governo, aliados dizem que “sociedade e partido” querem ex-governador no páreo em 2008

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) não vai mudar “um milímetro” sua estratégia após as afirmações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – divulgadas ontem por Estado e JT – para quem “seria ótimo” manter a aliança PSDB-DEM em São Paulo, com apoio tucano à reeleição do prefeito Gilberto Kassab, para que Alckmin disputasse o governo em 2010 e o atual governador, José Serra, a Presidência. Embora Alckmin tenha evitado manifestar discordância, sua disposição é de levar adiante a candidatura. Seus aliados manifestaram surpresa com FHC.
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02/01/2008 - 11:07h Em SP, conflito tucano para escolher candidato marca início do ano eleitoral

Alckmin pensa na disputa, mas Serra quer manter aliança com Kassab

Flávio Freire
O Globo

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SÃO PAULO. Com a eleição de 2010 como pano de fundo, foi dada a largada, ao menos nos bastidores políticos, para a sucessão na prefeitura de São Paulo. Seja por pressão de seus partidos ou para aproveitar a imagem que deixaram na última campanha, a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), e o ex-governador do estado Geraldo Alckmin (PSDB), começam a admitir o desejo de suceder a Gilberto Kassab (DEM) no comando da maior cidade do país.

Kassab não deixa por menos: — Eu ficaria muito feliz em disputar a reeleição.
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17/12/2007 - 14:45h Prefeitura de Demos-Tucanos: Kassab é reprovado (3)


Cresce a reprovação ao governo Kassab

Índice de paulistanos que consideram a gestão ruim ou péssima passou de 23% em agosto para 31% em novembro, segundo Datafolha

Levantamento do instituto mostra que aprovação ao prefeito passou de 31% para 33%, variação dentro da margem de erro

EVANDRO SPINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL
FOLHA DE SÃO PAULO

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), provável candidato à reeleição em 2008, viu a reprovação ao seu governo crescer oito pontos percentuais entre o início de agosto e o final de novembro, de acordo com pesquisa do instituto Datafolha.

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17/12/2007 - 14:41h Prefeitura de Demos-Tucanos: Kassab é reprovado (3)


Cresce a reprovação ao governo Kassab

Índice de paulistanos que consideram a gestão ruim ou péssima passou de 23% em agosto para 31% em novembro, segundo Datafolha

Levantamento do instituto mostra que aprovação ao prefeito passou de 31% para 33%, variação dentro da margem de erro

EVANDRO SPINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL
FOLHA DE SÃO PAULO

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), provável candidato à reeleição em 2008, viu a reprovação ao seu governo crescer oito pontos percentuais entre o início de agosto e o final de novembro, de acordo com pesquisa do instituto Datafolha.
O levantamento feito entre os dias 26 e 29 de novembro com 1.089 moradores da capital paulista mostra que 31% consideram ruim ou péssima a gestão de Kassab.
Em 9 de agosto, quando foi feita a pesquisa anterior, eram 23%.
Já a aprovação passou de 31% para 33%, uma variação dentro da margem de erro da pesquisa, de três pontos percentuais para mais ou para menos.
O Datafolha identificou que o crescimento da reprovação ao governo Kassab reflete a queda no percentual de paulistanos que consideram a gestão regular: 33% contra 41% de agosto.

Disputa
Kassab é o terceiro colocado nas intenções de voto para a prefeitura, com 13%, segundo a pesquisa do Datafolha.
Geraldo Alckmin (PSDB), 26%, e Marta Suplicy (PT), 25%, lideram. Kassab e Alckmin travam uma disputa interna para ver quem será o candidato da aliança PSDB/DEM. O prefeito conta com uma boa avaliação de sua gestão para ser o escolhido.

Mais ricos
A rejeição à gestão do prefeito cresceu em todos os estratos sociais, mas foi maior entre os mais ricos.
Entre os paulistanos que ganham mais de dez salários mínimos, a reprovação passou de 11% para 25% e a aprovação caiu de 46% para 40%. Mesmo assim, é nessa faixa de renda que o prefeito tem sua melhor avaliação.
Entre os entrevistados com mais de 60 anos, a reprovação ao prefeito cresceu 15 pontos- de 9% para 24%.
Entre aqueles com até 24 anos, o índicepassou de 27% para 39% -crescimento de 12 pontos.
Entre os eleitores com ensino médio, a aprovação à gestão de Gilberto Kassab cresceu sete pontos percentuais -de 28% em agosto para 35% em novembro. Foi a única camada em que o índice de ótimo e bom melhorou.

17/12/2007 - 14:40h Prefeitura de Demos-Tucanos: Kassab é reprovado (2)



Prefeito de SP ficou em 7º entre 9 avaliados

DA REPORTAGEM LOCAL

Entre nove prefeitos de capitais avaliados pelo Datafolha, Beto Richa (PSDB), de Curitiba, é o líder, seguido por Fernando Pimentel (PT), de Belo Horizonte (veja quadro na página C8). O primeiro tem nota média de 7,4; o segundo, de 6,9.
O Datafolha pediu aos entrevistados que dessem uma nota de 0 a 10 ao prefeito de sua cidade.
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) é o sétimo colocado no ranking, com nota de 5,1, idêntica às de César Maia (DEM), do Rio de Janeiro, e José Fogaça (PMDB), de Porto Alegre.
O critério de desempate é o índice de popularidade, calculado a partir da subtração da avaliação negativa (ruim e péssimo) da positiva (ótimo e bom). Ao resultado soma-se 100.
Os três obtiveram a mesma nota média. No entanto, os prefeitos do Rio e de Porto Alegre têm índice de popularidade maior.

17/12/2007 - 14:33h Prefeitura de Demos-Tucanos: Kassab é reprovado (2)


Prefeito de SP ficou em 7º entre 9 avaliados

DA REPORTAGEM LOCAL

Entre nove prefeitos de capitais avaliados pelo Datafolha, Beto Richa (PSDB), de Curitiba, é o líder, seguido por Fernando Pimentel (PT), de Belo Horizonte (veja quadro na página C8). O primeiro tem nota média de 7,4; o segundo, de 6,9.
O Datafolha pediu aos entrevistados que dessem uma nota de 0 a 10 ao prefeito de sua cidade.
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) é o sétimo colocado no ranking, com nota de 5,1, idêntica às de César Maia (DEM), do Rio de Janeiro, e José Fogaça (PMDB), de Porto Alegre.
O critério de desempate é o índice de popularidade, calculado a partir da subtração da avaliação negativa (ruim e péssimo) da positiva (ótimo e bom). Ao resultado soma-se 100.
Os três obtiveram a mesma nota média. No entanto, os prefeitos do Rio e de Porto Alegre têm índice de popularidade maior.

17/12/2007 - 14:32h Prefeitura de Demos-Tucanos: Kassab é reprovado (1)



76% dos eleitores reprovam o trânsito, aponta Datafolha

DA REPORTAGEM LOCAL

O trânsito de São Paulo é reprovado por 76% dos paulistanos, aponta pesquisa do instituto Datafolha realizada entre 26 e 29 de novembro. Em 9 de agosto, o índice era de 71%. Apenas 6% dos paulistanos julgam o trânsito da cidade ótimo ou bom -8% em agosto.

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17/12/2007 - 14:22h Prefeitura de Demos-Tucanos: Kassab é reprovado (1)



76% dos eleitores reprovam o trânsito, aponta Datafolha

DA REPORTAGEM LOCAL

O trânsito de São Paulo é reprovado por 76% dos paulistanos, aponta pesquisa do instituto Datafolha realizada entre 26 e 29 de novembro. Em 9 de agosto, o índice era de 71%. Apenas 6% dos paulistanos julgam o trânsito da cidade ótimo ou bom -8% em agosto.
Os cinco pontos de diferença entre as pesquisas de agosto e de novembro não configuram um crescimento da reprovação por causa da margem de erro da pesquisa, de três pontos percentuais, mas apontam uma tendência. De acordo com o Datafolha, é comum a avaliação do trânsito piorar no fim do ano, quando os índices de congestionamento crescem.
A violência continua como principal problema da cidade para 16% dos paulistanos, índice idêntico ao de agosto.
É bom ressaltar que a segurança pública é uma atribuição do Estado, não da prefeitura. A saúde recebeu 12% e o transporte coletivo, 10%.
A preocupação com as enchentes cresceu no período, com a aproximação do período de chuvas. Na pesquisa de 9 de agosto, apenas 2% consideravam esse o principal problema. No levantamento de novembro, o índice passou a 9%.
A saúde deixou de ser a área em que os paulistanos acreditam que Gilberto Kassab (DEM) tem seu melhor desempenho, mas continua sendo o setor que os moradores acham que o prefeito vai pior.
Em agosto, 12% consideravam que a saúde era o setor em que Kassab estava melhor. O índice caiu para 7% -variação dentro da margem de erro. Já na avaliação da área de pior desempenho, a saúde permanece no topo do ranking -14% contra 16% da pesquisa anterior.
Agora, os paulistanos consideram que a gestão Kassab está melhor no projeto Cidade Limpa, que restringiu a publicidade exterior, com 14% das citações contra 8% de agosto.

13/12/2007 - 08:55h Definições paulistanas



Editorial Folha de São Paulo

O QUE JÁ ERA tido como provável aconteceu: tanto o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), como o ex-governador do Estado Geraldo Alckmin (PSDB) anunciaram que disputarão o comando do Executivo municipal em 2008.

Se esse cenário de fato materializar-se, a aliança PSDB-DEM, que vigora em terras paulistas desde 2000 -da qual ironicamente Alckmin e Kassab foram negociadores-, deixaria de repetir-se pelo menos no primeiro turno do pleito municipal.
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13/12/2007 - 08:47h Definições paulistanas


Editorial Folha de São Paulo

O QUE JÁ ERA tido como provável aconteceu: tanto o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), como o ex-governador do Estado Geraldo Alckmin (PSDB) anunciaram que disputarão o comando do Executivo municipal em 2008.

Se esse cenário de fato materializar-se, a aliança PSDB-DEM, que vigora em terras paulistas desde 2000 -da qual ironicamente Alckmin e Kassab foram negociadores-, deixaria de repetir-se pelo menos no primeiro turno do pleito municipal.

Os dois virtuais candidatos anunciaram sua disposição de concorrer depois que pesquisa Datafolha publicada no último domingo pintou um novo quadro da sucessão paulistana. Alckmin ainda encabeça as intenções de voto (26%), mas perdeu quatro pontos em relação ao levantamento anterior. Já Kassab ganhou três, passando a contar com 13% das preferências.
No meio deles encontra-se a ministra do Turismo e ex-prefeita, Marta Suplicy (PT). Com 25% das intenções, está em empate técnico com Alckmin, mas vem dizendo que não disputará o cargo. A verdade é que os três estão quase condenados a concorrer.

Kassab não tem nada a perder exceto a chance de sua vida. Teve a sorte de ser o vice de José Serra quando este renunciou ao posto para eleger-se governador. Conseguiu assim a visibilidade que nem ele nem o DEM jamais haviam obtido em São Paulo. No cargo, teve competência para conduzir sem sobressaltos os negócios da capital até agora, e acertou ao conceber e implementar a iniciativa Cidade Limpa, sua principal bandeira. A propaganda maciça com que o DEM brindou o prefeito, destinando-lhe toda a recente propaganda do partido na TV, foi o toque final para a candidatura.

Alckmin, embora tenha perdido pontos na pesquisa, ainda é o líder. Sem cargo público e com espaço declinante na máquina tucana, corre o risco de ver seu capital político minguar, caso não dispute logo um novo pleito. E o único à vista é o municipal.

Também Marta deverá sofrer fortíssimas pressões para concorrer. É o único nome do PT a disputar com boas chances o comando de uma cidade que nenhum partido com aspirações nacionais pode desprezar. Mais do que isso, há na legenda muita gente poderosa com ânsia de tirá-la definitivamente do páreo na sucessão presidencial.

12/12/2007 - 08:59h Kassab e Alckmin avisam aliados que vão disputar em SP

“Reeleição é algo que tem de ser considerado com naturalidade”, afirma prefeito; concorrer “é um direito dele”, diz vice de Serra

Kassab já admite ruptura da aliança entre PSDB e DEM nas eleições municipais e não vê constrangimento em enfrentar Alckmin em 2008

Ricardo Matsukawa/Futura Press
O prefeito Gilberto Kassab durante inauguração da nova unidade da rede do Hospital São Luiz

CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
FOLHA DE SÃO PAULO

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, admitiu ontem, em discurso, a “intenção de continuar a contribuir” pessoalmente para o que chamou de futuro da cidade. Após listar realizações de sua administração, Kassab concluiu:
“Estamos apontando o caminho ideal a ser seguido. É sincera e firme nossa intenção de continuar a contribuir pessoalmente, diretamente, para semear, cultivar e, ao cabo, participar dos festejos da colheita”.

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12/12/2007 - 08:53h Kassab e Alckmin avisam aliados que vão disputar em SP

“Reeleição é algo que tem de ser considerado com naturalidade”, afirma prefeito; concorrer “é um direito dele”, diz vice de Serra

Kassab já admite ruptura da aliança entre PSDB e DEM nas eleições municipais e não vê constrangimento em enfrentar Alckmin em 2008

Ricardo Matsukawa/Futura Press
O prefeito Gilberto Kassab durante inauguração da nova unidade da rede do Hospital São Luiz

CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
FOLHA DE SÃO PAULO

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, admitiu ontem, em discurso, a “intenção de continuar a contribuir” pessoalmente para o que chamou de futuro da cidade. Após listar realizações de sua administração, Kassab concluiu:
“Estamos apontando o caminho ideal a ser seguido. É sincera e firme nossa intenção de continuar a contribuir pessoalmente, diretamente, para semear, cultivar e, ao cabo, participar dos festejos da colheita”.
O discurso foi previamente distribuído pela assessoria de Kassab. Nele, a palavra continuar está em caixa alta. Embora o prefeito tenha minimizado, depois, o impacto do discurso -alegando que poderia contribuir para a cidade como cidadão- o texto foi encarado como um anúncio de sua disposição de concorrer à reeleição.
“Ele disse que quer continuar, né? Então, pergunte a ele”, esquivou-se de comentar o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, que representava o governador José Serra na entrega do prêmio “Eminente Engenheiro do Ano”, concedido pelo Instituto de Engenharia de São Paulo.
Antes de ser homenageado, ao responder se considera a reeleição uma tendência natural, Kassab declarou que “a reeleição é algo que tem de ser considerado com naturalidade, sim”. “Vejo com naturalidade que isso seja colocado à mesa de negociação.”
A divulgação da última pesquisa Datafolha precipitou a disputa, no bloco PSDB-DEM, pelo direito de concorrer à prefeitura. A dez meses da eleição e para desgosto de Serra (PSDB), tucanos dão como certa a candidatura tanto do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) como a de Kassab.
Estimulados pelos números, os dois avisaram a aliados que vão concorrer. Alegando que interlocutores de Serra não impõem obstáculos, Kassab diz que não vê constrangimento em enfrentar Alckmin.
Na segunda, em entrevista ao “Agora”, Kassab admitiu a possibilidade de ruptura da aliança PSDB-DEM. Até então, repetia que a coalizão não seria dissolvida. Ao comentar a pesquisa Datafolha (na qual tem 13% das intenções de voto), ele reconheceu a hipótese de revisão da aliança: “É mais do que natural que a aliança possa continuar na cidade. Porém, o momento de debatê-la é o ano que vem”.
Para o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, a candidatura de Kassab “é uma tendência natural”.
A idéia de que a candidatura de Kassab é legítima encontra eco dentro do Palácio dos Bandeirantes. Tucanos ligados a Serra avaliam que é difícil impedir que um prefeito se candidate à reeleição. “É um direito dele”, afirma o vice-governador Alberto Goldman (PSDB).
Os defensores da candidatura Alckmin reagem. “Respeitamos o direito do prefeito. Mas, para a decisão, devem pesar critérios objetivos, como competitividade. Alckmin é o candidato mais competitivo”, disse o deputado Duarte Nogueira.
A disputa contraria Serra. Segundo tucanos, ele pediu que adiassem o debate, sob o argumento de que pode prejudicar a administração. Ele reclama da antecipação de um problema.
“Temos muito tempo. É desejável um acordo. Se não, teremos que demover alguém dessa idéia [concorrer]. Temos 2010 pela frente”, diz Goldman.

10/12/2007 - 10:44h Pesquisa expõe divisão entre tucanos de SP

Para aliados de Serra, prioridade é consolidar aliança com DEM para 2010; defensores de Alckmin afirmam que alvo é prefeitura

Marta tem reafirmado que não será candidata, mas petistas de diferentes alas defendem seu nome para a sucessão na capital paulista

LEANDRO BEGUOCI
DA REPORTAGEM LOCAL
FOLHA DE SÃO PAULO

O resultado da pesquisa Datafolha sobre a sucessão municipal em São Paulo acirrou a disputa interna no PSDB e aumentou a pressão no PT para que a ministra do Turismo, Marta Suplicy, seja candidata.
Ontem, o instituto mostrou que o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e Marta estão empatados tecnicamente. O tucano tinha 30% das intenções de voto em agosto e caiu para 26%. A petista oscilou de 24% para 25%. O atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), ganhou três pontos e está com 13%. A margem de erro é de 3 pontos.
À Folha, Alckmin comemorou o resultado: “Embora ainda não tenha decidido se serei candidato, recebo com alegria o resultado da pesquisa e agradeço a manifestação de confiança do povo de São Paulo dirigida não apenas a mim mas também ao meu partido”.
Para os aliados do governador de São Paulo, José Serra, a prioridade é consolidar a aliança PSDB-DEM em 2008. Eles não descartam abrir mão da candidatura Alckmin em benefício de Kassab.
O objetivo maior é a disputa pela Presidência da República em 2010, na qual Serra desponta como favorito -segundo pesquisa Datafolha publicada no último dia 2.
“O próximo ano é uma etapa da sucessão presidencial”, diz o secretário de esportes da capital, Walter Feldman (PSDB). “Nós, do PSDB, precisamos abandonar qualquer projeto individual se quisermos voltar à Presidência. Alckmin é uma peça estratégica para 2010.”
Kassab foi vice de Serra até 2006, quando o tucano deixou a prefeitura para disputar o governo estadual. No PSDB, há quem defenda que Alckmin desista da prefeitura para disputar o Palácio dos Bandeirantes.
Os aliados de Alckmin, sem cargos na prefeitura e no governo estadual, adotam discurso distinto. Para eles, o resultado da pesquisa Datafolha mostra a força do ex-governador, apesar do próprio PSDB. “Os outros nomes tiveram forte exposição de mídia nos últimos meses, menos o Geraldo, que não teve lugar nem no espaço do partido na TV”, diz o deputado federal Edson Aparecido. “Ele é muito forte, tem a menor rejeição e vence em todas as projeções de segundo turno.”
O deputado federal Duarte Nogueira, que foi secretário de Alckmin, tem a mesma opinião e acrescenta: “O primeiro passo de 2010 é pensar em 2008, inclusive procurando alianças com partidos como o PSB, o PPS e o PTB, não só o DEM”.
Rodrigo Maia, presidente nacional do DEM, adota discurso semelhante ao dos serristas. “Só a unidade entre os partidos garante a vitória.”
O PT aumentou a pressão sobre a ministra. Marta tem reafirmado que não será candidata. Mas no cenário sem seu nome, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, tem 1%.
“Acho que Marta deveria refletir um pouco mais e entrar na disputa”, afirma o deputado federal Jilmar Tatto, candidato à presidência do partido e aliado da ministra. O deputado José Eduardo Cardozo, adversário de Tatto nas eleições do PT, afirma: “A decisão final é da Marta, mas ela é o nome mais forte do partido”.

04/12/2007 - 09:32h Bate boca entre Demos e tucanos sobre pesquisa do PSDB para prefeitura de São Paulo

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03/12/2007 - 19:50h Demos e tucanos nada sabem sobre Grajaú

A revelação contida na carta publicada pelo painel do leitor da Folha de São Paulo deveria provocar uma verdadeira indignação.

Na edição de domingo o jornal tinha publicado uma reportagem sobre a situação trágica de Grajaú, bairro da periferia de São Paulo que caiu no esquecimento depois que Marta Suplicy foi substituída por Serra e Kassab na prefeitura de São Paulo.

A carta publicada hoje traz uma revelação que o repórter da Folha ignorou, talvez por desconhecimento. Como foi ignorado também na reportagem o trabalho da administração anterior em pró da inclusão social, precisamente com foco em bairros como Grajaú.

Leiam a carta e tirem suas conclusões

Painel do Leitor da Folha de São Paulo

Grajaú
“Na reportagem “A cada assassinato em Moema, 130 são mortos no Grajaú” (Cotidiano 2, pág. C21, 2/ 12), a informação dada pelo subprefeito Valdir Ferreira, de que “não existe nenhum espaço cultural público no Grajaú”, está errada e demonstra um desconhecimento preocupante. Alguns equipamentos foram implantados na região pela ex-prefeita Marta Suplicy e, hoje, temos três CEUs sob responsabilidade daquela subprefeitura. A ausência de uma programação cultural regular reafirma o descaso da atual administração com políticas de inclusão social e mostra falta de sintonia entre a Secretaria da Educação e a subprefeitura. Lamentavelmente, a atual administração não tem oferecido novos investimentos em infra-estrutura, como admitiu o subprefeito. O Índice de Vulnerabilidade Juvenil apontou significava melhora na administração Marta Suplicy. Espera-se que as políticas de inclusão social tenham continuidade.”
CARLOS ZARATTINI , deputado federal (PT-SP), ex-secretário das Subprefeituras na administração Marta Suplicy (Brasília, DF)

28/11/2007 - 14:23h Obra dos Demos e tucanos: Região da Cracolândia aumenta e se espalha pelo centro da capital, denuncia o Diário de São Paulo

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28/11/2007 - 07:53h É Guerra!

O Globo

SÃO PAULO. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), lançou o nome do ex-governador paulista e candidato derrotado à Presidência Geraldo Alckmin para concorrer à prefeitura de São Paulo, em 2008. O gesto, se formalizado no próximo ano, pode ameaçar a aliança entre os tucanos e o DEM, que espera ter o apoio do PSDB à reeleição do prefeito Gilberto Kassab. Também pode atrapalhar os planos do governador tucano José Serra de ter o apoio do DEM, caso dispute a sucessão presidencial em 2010.

Kassab foi o vice de Serra na eleição de 2004 para a prefeitura e o substituiu quando o tucano concorreu, e venceu, a eleição para governador.

— Acho que se o PSDB tem um candidato com chances de vitória, e tem, então o candidato à prefeitura é o doutor Geraldo Alckmin — disse Guerra, em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, na noite de anteontem.

Guerra rejeitou a idéia de que a eventual candidatura de Alckmin vá minar a parceria com o DEM: — Vamos trabalhar para eleger nosso candidato, não para derrotar ninguém. Somos uma força política vitoriosa algumas vezes, e, além disso, nem sei qual é a posição do prefeito.

21/11/2007 - 07:26h Demos e tucanos em ação: crianças na rua e dinheiro no banco


Maiores de três anos perdem espaço nas creches da prefeituraEm vez de construir mais unidades para atender à demanda, a Prefeitura de São Paulo está diminuindo a idade das crianças que têm direito ao uso de creches. A atual gestão está retirando da faixa etária preferencial de atendimento nos equipamentos as crianças acima de três anos.

No ano que vem, aquelas que estão acima desta faixa só serão atendidas nas creches da rede da prefeitura caso seja coberta toda a demanda de crianças menores nas escolas pretendidas, conforme noticiou o jornal Folha de S. Paulo na edição de 16 de novembro (sexta-feira).

A criança acima de três anos que ficar sem creche será encaminhada para uma Escola Municipal de Educação Infantil (Emei), que só funciona meio período. A decisão da prefeitura revoltou vários pais. O jornal entrevistou a costureira Aleksandra Francini Santos, que ganha R$ 380 por mês, é separada e tem três filhos. Ela conta que trabalha o dia inteiro e não sabe com quem vai deixar a filha de três anos, que não conseguiu matricular em uma creche em São Mateus.

A prefeitura alega que a medida é para aumentar a oferta de vagas para os menores de três anos, pois há um déficit de 90 mil lugares nas creches, que possuem mais de 148 mil matriculados.

O Tesouro municipal dispõe de aproximadamente R$ 5 bilhões aplicados em bancos, rendendo apenas juros, e não sinaliza em investir o dinheiro em obras e serviços que beneficiem à população.

16/11/2007 - 07:18h A construção de uma candidatura

Valor

O senhor é um bandido, senhor Law. Saia de São Paulo. Se não sair por bem, vai sair no camburão. Nesta cidade queremos pessoas do bem, que paguem impostos, que trabalhem com seriedade e que respeitem aqueles que estão criando seus filhos aqui. Enquanto for prefeito, este shopping aqui não abre”.

O prefeito Gilberto Kassab liderava uma comitiva de policiais, promotores e secretários ao entrar no shopping na região da 25 de Março, principal zona de comércio popular da cidade, para expulsar Law Kin Chong, dono do empreendimento. Naquele momento, o comerciante chinês, um dos maiores contrabandistas do país, cumpria prisão domiciliar no Morumbi, de onde, horas depois, foi levado pela Polícia Federal.
Em outro episódio fartamente documentado, o prefeito enfrentou o empresário Oscar Maroni Filho depois do acidente do avião da TAM, em Congonhas. Lacrou o hotel do empresário que, além de ser alvo da reclamação de pilotos que pousavam no aeroporto, liga-se por uma passarela a outra de suas propriedades, a maior casa de prostituição de luxo da cidade.
Kassab foi a primeira autoridade a chegar no buraco do metrô, depois do acidente do início deste ano; sobe em escadas para retirar faixas que desobedecem à Cidade Limpa, projeto anti-poluição visual de sua administração; e acompanha subprefeitos em operações de retirada de ambulantes das ruas.
A última escorregadela pública aconteceu há nove meses, quando expulsou de um posto de saúde, aos gritos de vagabundo e empurrões, um pequeno empresário que, acompanhado de um filho de 7 anos, fazia um protesto público contra o Cidade Limpa.
Desde então tem cumprido com esmero o roteiro para cativar o eleitor que identifica na falta de autoridade a principal carência da cidade. O estilo lhe rende comparações óbvias com a passagem de Jânio Quadros pelo cargo 20 anos atrás. Mas além da estampa de bom moço que não bebe, não fuma e é obcecado por trabalho, o que mais radicalmente separa as duas gestões são as urnas.
O fim da gestão Jânio deu início a um período em que três partidos passaram a se revezar no comando da prefeitura: PT, PP e PSDB. Ao ocaso do deputado federal Paulo Maluf correspondeu a ascensão dos tucanos na cidade e à bipolarização da política paulistana. Na última eleição, 75% dos votos malufistas caíram no colo de Serra. Uma disputa tripartite trará uma evidente disputa entre Kassab e Alckmin pelo mesmo eleitorado.
A maior preocupação do DEM, desde que o partido tomou a decisão de fazê-lo candidato à reeleição, é transformar uma curva crescente de avaliação positiva em voto. No partido, Kassab é comparado a um time que, apesar da boa campanha no campeonato, ainda não tem torcida. “Como o Kassab não foi eleito, não há o compromisso político do voto, que gera parceria no sucesso e cumplicidade no insucesso”, diz uma análise interna do partido sobre o potencial de sua candidatura.

Desafio é transformar avaliação em voto


Nos últimos cinco meses, o partido tem recebido números semanais do Ipsos colhidos em pesquisas domiciliares, indicando que a avaliação positiva do prefeito passou de 39% para 55%. A aprovação evolui à medida em que cresce também a renda. No eleitorado que ganha mais de 10 salários mínimos, a satisfação com a gestão Kassab é duas vezes maior do que a dos eleitores com renda inferior a esse patamar.
Na metade superior, estão os eleitores em busca de um gerente para uma cidade caótica. Na metade de baixo, estão aqueles que usam os serviços de transporte e saúde públicos, e neles identificam os principais problemas da cidade. Para conquistá-los, Kassab depende da melhoria na qualidade dos seus ambulatórios locais e dos investimentos prometidos pelo governador José Serra em transportes metropolitanos.
Na avaliação dos estrategistas do DEM, o prefeito engatará a reeleição se fizer coincidir sua intenção de voto com o patamar de ‘ótimo e bom’. Neste, o prefeito estaria hoje colhendo 37%.
A candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin não explica sozinha a dificuldade de Kassab converter sua aprovação em voto. Nas simulações com Alckmin, o prefeito alcança 18% das intenções de voto – e o tucano , 33%. No cenário sem o ex-governador em que o principal adversário é a ministra do Turismo, Marta Suplicy, o prefeito empata com a petista em 22%.
O DEM dedica-se a tirar Alckmin da parada com uma costura política embainhada em 2010. A estratégia parte do pressuposto de que Serra estaria disposto a jogar todas as suas fichas na eleição de Kassab porque o prefeito se tornaria assim a principal liderança no DEM e afastaria de uma vez por todas, quaisquer chances de a legenda embarcar em algum outro projeto presidencial senão o do próprio Serra.
Os estrategistas do prefeito não levam a sério qualquer ameaça de Aécio Neves engrossar o caldo de Alckmin. Avaliam que a fidelidade partidária inviabilizou as chances de o governador mineiro trocar de partido e acomodou suas perspectivas de aceitar a vice, numa chapa encabeçada pelo governador paulista, em troca de uma candidatura em 2014.
É um jogo mais meticuloso do que aquele exposto pelas brigas internas do PSDB. Em alguns segmentos do partido, nem tão internas assim. Há duas semanas, num evento público, o secretário de subprefeituras, Andrea Matarazzo, repetiu, para deixar claro que não se tratava de ato falho, que esperava ver o prefeito concluir sua gestão daqui a cinco anos.
Esta semana, os dirigentes da juventude do PSDB trocaram notas de repúdio pela imprensa por conta da divisão entre a candidatura tucana e a reeleição do prefeito.
Das intempéries tucanas que estão no caminho de Kassab, porém, nenhuma é tão difícil de ser contornada quanto a desconfiança mútua entre Alckmin e Serra no compromisso de que a retirada de cena do primeiro em 2008 resultaria no apoio incondicional do governador a seu nome para sucedê-lo no Palácio dos Bandeirantes em 2010.


Maria Cristina Fernandes é editora de Política. Escreve às sextas-feiras

mcristina.fernandes@valor.com.br

30/10/2007 - 12:10h Administração DEM-PSDB anula efeito do Bilhete Único em São Paulo

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23/10/2007 - 11:14h Vale a pena ler de novo

Um mês atrás, o vereador Donato Mordomo (PT-SP) escreveu, neste espaço, o artigo que voltamos a reproduzir embaixo. Nele o vereador mostrava os bastidores da questão da distribuição do leite pela Prefeitura de São Paulo.

Vale a pena ler de novo, agora com a decisão da administração Kassab de aumentar em 71% o preço do leite.

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

Administração Kassab: Azedou o leite

A Prefeitura de São Paulo contratou, em caráter emergencial, portanto sem licitação, a empresa Nestlé do Brasil Ltda, para o fornecimento de leite em pó integral ao Programa Leve-Leite, que consiste na distribuição de leite em pó aos alunos das Emeis e Emefs, totalizando a extraordinária quantidade de 1500 toneladas/mês.

A mencionada contratação é cercada de polêmicas e encontra-se sob suspeita, conforme veremos a seguir.

Antes da contratação emergencial, detiam os contratos de fornecimento de leite à Prefeitura as empresas Tangará e Itambé, com preços registrados em aproximadamente R$ 6,00 o Kilo.

Como o leite em pó sofreu aumento extraordinário nos últimos 12 (doze) meses, as empresas detentoras dos contratos solicitaram que a Municipalidade de São Paulo fizesse o re-equilíbrio econômico-financeiro dos contratos, situação esta prevista na legislação.

Mesmo diante de fundamentadas pesquisas de preços atestando a significativa alta do leite em pó, a Secretaria de Gestão insistiu em negar o pleito das empresas, obrigando-as a aceitar reajustes ínfimos, que certamente produziriam a ruína das contratadas.

A postura da Municipalidade resultou na desistência, por parte das empresas, do contrato de fornecimento, fato este que originou o desabastecimento total da distribuição de leite às crianças por aproximadamente 3 meses, amplamente noticiado pela imprensa.

Desesperado com a repercussão negativa que o desabastecimento de leite provocou, o prefeito Gilberto Kassab determinou a contratação emergencial da Nestlé, que, estranhamente, aceitou oferecer leite em pó a R$ 8.55 o Kilo.

O problema é que o preço praticado pela Nestlé na contratação emergencial fatalmente traz prejuízos à empresa. Este fato despertou a curiosidade das pessoas que acompanham o mercado de leite no Brasil, pois como poderia uma empresa praticar preços que certamente lhe resultariam em prejuízos financeiros?

A reposta não demorou a aparecer.

Ao que parece, a Prefeitura pretende ofertar alguns contratos à Nestlé do Brasil como forma de compensar os prejuízos da “parceira”, que gentilmente aceitou fornecer leite ao Programa Leve-Leite, ainda que mediante prejuízo, socorrendo assim a gestão Serra/Kassab, que enfrentava sério desgaste político com o desabastecimento de leite nas escolas municipais.

Num arroubo de criatividade, a Prefeitura acaba de criar o Programa Sábado na Escola, que tem como foco a distribuição de sopas desidratadas nas Escolas.

Visando implementar o mencionado Programa, a prefeitura lançou o edital de licitação para a aquisição de sopas.

Ocorre que o edital possui sérios indícios de favorecimento à Nestlé do Brasil Ltda, dentre os quais destacamos os nutrientes da sopa.

Inicialmente, o edital de licitação tinha a previsão de ser lançado com uma característica de sopa muito mais nutritiva que a aprovada pela prefeitura. Estranhamente, após pedido de alteração efetuado pela Nestlé do Brasil, as características da sopa foram modificadas pela Prefeitura, que, baixando a qualidade nutricional dos produtos, adequou o edital de licitação à pretensão da Nestlé. Além disso, o edital de licitação exigia solução de logística integrada que possibilitasse a entrega dos produtos diretamente nas unidades escolares, favorecendo assim a Nestlé, que já possui tal logística, pois é a detentora do contrato emergencial de fornecimento de leite em pó nas escolas municipais.

Tanto direcionamento acarretou na decisão do TCM em determinar a suspensão da licitação até a readequação do edital.

Não bastasse as compras suspeitas de sopas, a Prefeitura parece também querer agraciar a Nestlé adquirindo bebida lactea, descrição pouco adequada ao verdadeiro objetivo: comprar Nestogeno, leite para crianças de 0 a 6 meses, fabricado pela Nestlé, com um custo muito maior, cerca de R$ 22,00 quilo.

A licitação destinada à aquisição da “bebida lactea” apresentou apenas 2 concorrentes, a Nestlé, obviamente e a Comercial Milano, que curiosamente não produz leite, mas apenas revende o próprio Nestogeno, da Nestlé.

Como os prejuízos no fornecimento de leite não param de crescer, certamente novas artimanhas serão usadas para compensar o “parceiro” que tão gentilmente se apresentou para ajudar em um momento de dificuldade política. Essa é a prática “republicana” dos tucanos e democratas.

Como vereador do Município de São Paulo, estarei atento às contratações efetuadas pela Municipalidade.

Verador Donato (PT)

20/09/2007 - 08:00h Administração Kassab: Azedou o leite

A Prefeitura de São Paulo contratou, em caráter emergencial, portanto sem licitação, a empresa Nestlé do Brasil Ltda, para o fornecimento de leite em pó integral ao Programa Leve-Leite, que consiste na distribuição de leite em pó aos alunos das Emeis e Emefs, totalizando a extraordinária quantidade de 1500 toneladas/mês.

A mencionada contratação é cercada de polêmicas e encontra-se sob suspeita, conforme veremos a seguir.

Antes da contratação emergencial, detiam os contratos de fornecimento de leite à Prefeitura as empresas Tangará e Itambé, com preços registrados em aproximadamente R$ 6,00 o Kilo.

Como o leite em pó sofreu aumento extraordinário nos últimos 12 (doze) meses, as empresas detentoras dos contratos solicitaram que a Municipalidade de São Paulo fizesse o re-equilíbrio econômico-financeiro dos contratos, situação esta prevista na legislação.

Mesmo diante de fundamentadas pesquisas de preços atestando a significativa alta do leite em pó, a Secretaria de Gestão insistiu em negar o pleito das empresas, obrigando-as a aceitar reajustes ínfimos, que certamente produziriam a ruína das contratadas.

A postura da Municipalidade resultou na desistência, por parte das empresas, do contrato de fornecimento, fato este que originou o desabastecimento total da distribuição de leite às crianças por aproximadamente 3 meses, amplamente noticiado pela imprensa.

Desesperado com a repercussão negativa que o desabastecimento de leite provocou, o prefeito Gilberto Kassab determinou a contratação emergencial da Nestlé, que, estranhamente, aceitou oferecer leite em pó a R$ 8.55 o Kilo.

O problema é que o preço praticado pela Nestlé na contratação emergencial fatalmente traz prejuízos à empresa. Este fato despertou a curiosidade das pessoas que acompanham o mercado de leite no Brasil, pois como poderia uma empresa praticar preços que certamente lhe resultariam em prejuízos financeiros?

A reposta não demorou a aparecer.

Ao que parece, a Prefeitura pretende ofertar alguns contratos à Nestlé do Brasil como forma de compensar os prejuízos da “parceira”, que gentilmente aceitou fornecer leite ao Programa Leve-Leite, ainda que mediante prejuízo, socorrendo assim a gestão Serra/Kassab, que enfrentava sério desgaste político com o desabastecimento de leite nas escolas municipais.

Num arroubo de criatividade, a Prefeitura acaba de criar o Programa Sábado na Escola, que tem como foco a distribuição de sopas desidratadas nas Escolas.

Visando implementar o mencionado Programa, a prefeitura lançou o edital de licitação para a aquisição de sopas.

Ocorre que o edital possui sérios indícios de favorecimento à Nestlé do Brasil Ltda, dentre os quais destacamos os nutrientes da sopa.

Inicialmente, o edital de licitação tinha a previsão de ser lançado com uma característica de sopa muito mais nutritiva que a aprovada pela prefeitura. Estranhamente, após pedido de alteração efetuado pela Nestlé do Brasil, as características da sopa foram modificadas pela Prefeitura, que, baixando a qualidade nutricional dos produtos, adequou o edital de licitação à pretensão da Nestlé. Além disso, o edital de licitação exigia solução de logística integrada que possibilitasse a entrega dos produtos diretamente nas unidades escolares, favorecendo assim a Nestlé, que já possui tal logística, pois é a detentora do contrato emergencial de fornecimento de leite em pó nas escolas municipais.

Tanto direcionamento acarretou na decisão do TCM em determinar a suspensão da licitação até a readequação do edital.

Não bastasse as compras suspeitas de sopas, a Prefeitura parece também querer agraciar a Nestlé adquirindo bebida lactea, descrição pouco adequada ao verdadeiro objetivo: comprar Nestogeno, leite para crianças de 0 a 6 meses, fabricado pela Nestlé, com um custo muito maior, cerca de R$ 22,00 quilo.

A licitação destinada à aquisição da “bebida lactea” apresentou apenas 2 concorrentes, a Nestlé, obviamente e a Comercial Milano, que curiosamente não produz leite, mas apenas revende o próprio Nestogeno, da Nestlé.

Como os prejuízos no fornecimento de leite não param de crescer, certamente novas artimanhas serão usadas para compensar o “parceiro” que tão gentilmente se apresentou para ajudar em um momento de dificuldade política. Essa é a prática “republicana” dos tucanos e democratas.

Como vereador do Município de São Paulo, estarei atento às contratações efetuadas pela Municipalidade.

Verador Donato (PT)

18/09/2007 - 10:03h Alckmin busca aliança com PMDB para 2008

Ex-governador tucano se reuniu com Quércia no domingo; acerto acabaria com acordo com Democratas

CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL

Líder das pesquisas pela prefeitura de São Paulo, o ex-governador Geraldo Alckmin está flertando com o PMDB. Alckmin se reuniu domingo com o presidente estadual do partido, o ex-governador Orestes Quércia, a quem propôs aliança para 2008. Um acordo com o PMDB implodiria a tradicional composição do PSDB com o DEM.
Na conversa, Alckmin reproduziu o que dissera há 15 dias ao presidente municipal do PMDB, Bebeto Hadad: que deverá concorrer à prefeitura no ano que vem. A Quércia afirmou que será o candidato do partido se quiser. “Ele me disse que está bem com o Serra e que busca alianças”, contou Quércia, afirmando que a intenção do PMDB é lançar candidato.
Alckmin disse que convidará Quércia para uma segunda conversa quando voltar de uma breve viagem. Há 15 dias, Hadad chegou a sugerir que Alckmin se filiasse ao PMDB e concorresse à prefeitura pela sigla.
Como a época era de instabilidade no PSDB, Alckmin não teria descartado a idéia e pediu uma audiência com Quércia.
Ao receber Quércia, Alckmin fez questão de afirmar que vive um bom momento com o governador José Serra. Segundo tucanos, ele estaria disposto a oferecer a vice ao PMDB. “Alckmin disse que gostaria que caminhássemos juntos em 2008 e 2010″, disse Hadad.
Serra e Alckmin se reaproximaram no fim do mês passado, quando decidiram desmontar um quadro de disputa pela presidência municipal do PSDB.
No encontro -noticiado pela Folha- os dois concordaram em buscar um nome alternativo à presidência do PSDB. O escolhido foi o do secretário estadual de Relações Institucionais, José Henrique Reis Lobo.
A eleição de Lobo não foi consumada domingo. Para assumir a presidência, Lobo pediu que pudesse indicar o secretário-geral e o tesoureiro. O atual presidente da sigla, Tião Farias, não concordou, sugerindo Marcos Zerbini para a secretaria-geral. Numa reunião no gabinete de Tião, Lobo disse que não seria presidente sem sua equipe. A escolha deve ser oficializada na quinta.
Folha de São Paulo (para assinantes)